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quarta-feira, 18 de setembro de 2024

AIOps : Quando um Programador Embarca no Seaview e Descobre que o Verdadeiro Monstro do Oceano Não é um Polvo Gigante.

Bellacosa Mainframe apresenta o aiops

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

AIOps sem Mistérios para Programadores COBOL

Quando um Programador Embarca no Seaview e Descobre que o Verdadeiro Monstro do Oceano Não é um Polvo Gigante... É uma Anomalia de Performance Escondida Entre Milhões de Métricas

"Profundidade: 8.000 metros."

"Pressão externa: centenas de atmosferas."

"Silêncio absoluto."

No fundo do oceano não existe espaço para improvisação.

Não existe Ctrl+C.

Não existe reboot.

Não existe "vamos tentar novamente amanhã".

Uma pequena falha...

...e toda a missão termina.

Curiosamente, é exatamente assim que funciona um IBM Z.

Enquanto milhões de pessoas compram, transferem dinheiro, usam cartões, fazem PIX, reservam passagens e movimentam bolsas de valores, o mainframe continua trabalhando silenciosamente nas profundezas da infraestrutura mundial.

É justamente aí que nasce o universo do AIOps, do Performance Management e do Capacity Planning.

Prepare seu uniforme da Marinha Nelson Institute, embarque no USS Seaview, comandado pelo Almirante Harriman Nelson e pelo Capitão Lee Crane, porque hoje faremos uma viagem ao fundo do mar... das métricas do IBM Z.


Capítulo 1 — O Oceano Invisível do Mainframe

Todo iniciante imagina que um computador executa apenas programas.

Na realidade, um IBM Z executa milhares de atividades simultaneamente.

Enquanto seu programa COBOL faz um simples:

READ CLIENTES

o sistema inteiro está trabalhando.

Nos bastidores existem:

  • Dispatcher

  • PR/SM

  • WLM

  • zIIP

  • RMF

  • SMF

  • CICS

  • Db2

  • MQ

  • JES2

  • VSAM

  • RACF

  • DFSMS

  • Coupling Facility

  • IOS

  • Channel Subsystem

Todos gerando estatísticas.

Imagine centenas de sensores espalhados pelo casco do Seaview.

Cada sensor mede:

  • pressão

  • temperatura

  • velocidade

  • combustível

  • profundidade

  • oxigênio

  • consumo elétrico

Agora multiplique isso por dezenas de milhares.

É isso que o IBM Z mede continuamente.


Easter Egg nº 1

Na série Viagem ao Fundo do Mar, o Seaview parecia navegar calmamente.

Mas na sala de máquinas havia dezenas de oficiais monitorando centenas de instrumentos.

No IBM Z acontece exatamente o mesmo.

Você vê apenas uma tela 3270.

Por trás dela existe um oceano inteiro de telemetria.


Capítulo 2 — O erro que muita gente está cometendo

Com a chegada dos LLMs surgiu uma ideia perigosa.

"Agora basta perguntar para uma IA."

Será?

Imagine entrar no Seaview e perguntar:

— IA, estamos seguros?

Resposta:

— Sim.

Fim.

Mas...

E se existir uma microfissura no casco?

E se um sonar estiver apresentando ruído?

E se uma bomba hidráulica estiver começando a vibrar?

A IA respondeu.

Mas não analisou.

Essa é exatamente a diferença entre um chatbot e uma plataforma especializada como o IBM Z IntelliMagic Vision.


Informação não é conhecimento

Uma IA pode responder:

"A CPU está em 82%."

Ótimo.

Mas isso é bom?

Ruim?

Esperado?

Anormal?

Ela não sabe.

Porque falta contexto.

O especialista pergunta:

  • qual CPC?

  • qual LPAR?

  • qual horário?

  • qual workload?

  • qual Service Class?

  • qual política WLM?

  • houve IPL?

  • mudou o firmware?

  • houve novo package Db2?

  • apareceu nova aplicação Java?

  • aumentou MQ?

  • mudou o peso PR/SM?

É outro nível de investigação.


Capítulo 3 — O verdadeiro tesouro do oceano chama-se SMF

Poucos iniciantes conhecem o SMF.

Mas ele talvez seja o recurso mais valioso do z/OS.

SMF significa:

System Management Facility

Pense nele como o diário de bordo do Seaview.

Tudo é registrado.

Tudo.

Quem usou CPU.

Quem fez I/O.

Quem abriu datasets.

Quem executou CICS.

Quem acessou Db2.

Quem consumiu zIIP.

Quem gerou paging.

Quem alterou configuração.

Décadas de história ficam registradas.

Sem SMF...

não existe análise histórica.


Curiosidade

Muitas empresas possuem anos de dados SMF armazenados.

Algumas conseguem comparar o comportamento atual com períodos de cinco ou dez anos atrás.

É como comparar uma expedição submarina atual com os registros originais do Almirante Nelson.


Capítulo 4 — Uma imagem vale mais que mil RMFs

O artigo comenta algo extremamente importante.

Uma figura vale mais que mil palavras.

Observe mentalmente a topologia apresentada.

Diversos:

CPC

LPARs

Sysplex

Tudo conectado.

Em segundos o especialista entende:

Quem pertence a quem.

Quem compartilha recursos.

Quem faz parte do mesmo Sysplex.

Quem utiliza determinado processador.

Nenhum texto consegue transmitir isso tão rapidamente.


Easter Egg nº 2

No Seaview existia uma enorme mesa de navegação.

Ninguém decorava o oceano.

Eles olhavam o mapa.

O IntelliMagic faz exatamente isso.

Ele desenha o mapa do seu mainframe.


Capítulo 5 — O poder do Change Detection

Imagine esta situação.

Segunda-feira:

Tudo perfeito.

Terça-feira:

Usuários reclamando.

O que mudou?

Essa pergunta pode consumir dias de investigação.

Mas o IntelliMagic compara automaticamente períodos diferentes.

Ele verifica:

  • CPU

  • zIIP

  • Dispatch Time

  • Busy

  • Eligible Work

  • Utilização

  • Tendências

  • Desvios

Não apenas mostra valores.

Mostra mudanças.

E mais importante...

Mostra mudanças relevantes.


O segredo do desvio padrão

Imagine um sonar.

O ruído normal fica entre:

10 e 15 decibéis.

Hoje apareceu:

Nada mudou.

Agora imagine:

Tem algo enorme vindo na direção do submarino.

Foi isso que o desvio padrão detectou.

Mudanças realmente fora do comportamento esperado.

Não basta aumentar.

Precisa aumentar de forma estatisticamente significativa.


Capítulo 6 — Health Rating

Talvez a funcionalidade mais fascinante.

Imagine o painel do Seaview.

Luzes verdes.

Luzes amarelas.

Luzes vermelhas.

Você não precisa ler milhares de sensores.

Basta olhar o painel.

No IntelliMagic ocorre exatamente isso.

Cada sistema recebe indicadores como:

  • Dispatch Time

  • MVS Busy

  • LPAR Busy

  • zIIP

  • IOSQ

  • Pending

  • Connect

  • Interrupt

  • Page-ins

Em poucos segundos o especialista sabe onde investigar primeiro.


Dica Bellacosa

Nunca olhe apenas um indicador.

Performance é correlação.

CPU alta pode ser consequência.

Não a causa.


Capítulo 7 — Tendência vale mais que fotografia

Uma fotografia mostra um instante.

Um gráfico mostra uma história.

É por isso que Capacity Planning utiliza séries históricas.

Não interessa apenas saber:

Hoje = 70%.

Interessa descobrir:

Janeiro:

65%

Fevereiro:

67%

Março:

69%

Abril:

72%

Maio:

75%

Junho:

78%

Agora existe uma tendência.

Sem histórico...

não existe previsão.


Capítulo 8 — Capacity Planning

Aqui muitos iniciantes cometem outro erro.

Pensam:

Capacity Planning = CPU.

Não.

CPU é apenas uma peça.

O especialista observa:

CPU

Memória

I/O

Storage

Channels

Paging

Network

zIIP

MSU

Software

CICS

Db2

MQ

IMS

Batch

Online

WLM

Tudo ao mesmo tempo.

Porque gargalos raramente aparecem isolados.


Curiosidade

Em muitos ambientes o problema nunca foi CPU.

Foi um único volume DASD saturado.

Ou uma fila MQ crescendo.

Ou uma política WLM mal definida.

Ou uma consulta SQL sem índice.


Capítulo 9 — O verdadeiro papel do especialista

O artigo fala algo maravilhoso.

O maior problema não é coletar dados.

É interpretá-los.

Hoje qualquer ferramenta coleta milhões de métricas.

Mas poucas conseguem responder:

O que realmente importa?

Imagine o Seaview.

Existem dez mil instrumentos.

Mas apenas um oficial experiente percebe que pequenas vibrações significam falha futura.

É exatamente isso que faz um especialista em performance.


Capítulo 10 — Explainability

Uma IA responde.

O especialista explica.

Existe enorme diferença.

Imagine um diretor perguntando:

"Por que precisamos comprar outro CPC?"

Você responde:

"Porque a IA sugeriu."

A reunião termina.

Agora imagine responder:

  • crescimento médio de 18% ao ano;

  • tendência confirmada em 36 meses;

  • workloads Batch crescendo;

  • consumo zIIP estabilizado;

  • pico de MSU chegando ao limite contratual;

  • risco para SLA da aplicação bancária;

  • previsão estatística de saturação em oito meses.

Agora existe evidência.


Easter Egg nº 3

No Seaview, o Almirante Nelson nunca dizia apenas:

"Vamos mergulhar."

Ele mostrava:

  • cartas náuticas;

  • sonar;

  • profundidade;

  • corrente marítima;

  • combustível;

  • pressão.

Isso é explainability.


Capítulo 11 — IA não substitui Analytics

Esse talvez seja o maior ensinamento do artigo.

A IA facilita perguntas.

O IntelliMagic produz respostas confiáveis.

Pense assim.

ChatGPT é como um excelente oficial de comunicações.

Ele conversa.

Resume.

Explica.

O IntelliMagic é o centro de controle do submarino.

Recebe milhares de sinais.

Correlaciona.

Detecta anomalias.

Calcula riscos.

Prevê problemas.

Ambos trabalham juntos.

Jamais um substitui o outro.


Passo a passo de uma investigação de performance

Imagine que um gerente liga dizendo:

"O sistema ficou lento."

Como um especialista procede?

Passo 1 — Confirmar o sintoma

Foi CPU?

I/O?

Rede?

Storage?

Aplicação?


Passo 2 — Comparar com a baseline

Como era ontem?

Semana passada?

Mesmo horário?


Passo 3 — Procurar mudanças

Novo deploy?

Novo package?

Nova política WLM?

Novo firmware?

Novo microcódigo?


Passo 4 — Correlacionar métricas

CPU alta.

Mas também houve:

  • aumento de I/O;

  • queda no cache;

  • crescimento do MQ;

  • aumento de locks Db2.

Agora aparece a verdadeira causa.


Passo 5 — Avaliar impacto

Quem sofreu?

Clientes?

PIX?

Internet Banking?

Cartão?

Folha?

Ou apenas um batch interno?


Passo 6 — Recomendar ações

Redistribuir workload.

Aumentar zIIP.

Reconfigurar WLM.

Otimizar SQL.

Criar índices.

Mover datasets.

Alterar prioridades.


O futuro

A próxima geração de ferramentas será híbrida.

Imagine conversar com a plataforma:

"Quais sistemas apresentaram crescimento anormal?"

A IA responde.

Mas por trás dela existe um motor especializado analisando:

  • milhares de métricas;

  • estatísticas;

  • tendências;

  • Health Insights;

  • correlações;

  • previsões.

É exatamente essa união que o artigo chama de:

AI + Analytics.


Curiosidades Bellacosa

✅ Um único IBM Z pode produzir milhões de registros SMF por dia.

✅ O WLM ajusta prioridades automaticamente centenas de vezes por segundo para manter os objetivos de serviço.

✅ O zIIP pode descarregar grande parte do processamento elegível de Db2, XML, Java, criptografia e workloads analíticos, reduzindo custos de software em muitos cenários.

✅ Um problema aparentemente "de CPU" pode, na verdade, ser consequência de filas de I/O, contenção em locks Db2, espera por MQ ou políticas WLM inadequadas.

✅ Ferramentas como o IBM Z IntelliMagic Vision incorporam décadas de conhecimento de especialistas em performance, automatizando análises que antes exigiam anos de experiência.


Conclusão — A Verdadeira Viagem ao Fundo do Mar

Ao final da missão, o USS Seaview emerge lentamente das profundezas. A tripulação sobreviveu não porque tinha o sonar mais bonito ou o rádio mais moderno, mas porque soube interpretar corretamente cada sinal vindo do oceano.

No IBM Z acontece exatamente o mesmo.

Os gráficos, mapas de Sysplex, indicadores de saúde, detecção automática de mudanças e análises históricas são os "sonares" do mundo corporativo. Eles transformam bilhões de amostras de desempenho em conhecimento acionável.

A IA generativa representa o novo oficial de comunicações: traduz perguntas complexas para linguagem natural, resume informações e acelera o acesso ao conhecimento. Já plataformas como o IBM Z IntelliMagic Vision são o cérebro analítico do navio, capazes de correlacionar milhares de métricas, detectar riscos antes que se tornem incidentes e justificar cada conclusão com evidências.

Para o programador COBOL iniciante, a maior lição é simples: escrever um bom programa não significa apenas fazer a lógica funcionar. Significa entender como esse programa consome CPU, acessa VSAM e Db2, utiliza CICS, aproveita zIIP, respeita as metas do WLM e influencia todo o ecossistema do mainframe.

No universo Bellacosa Mainframe, o código é apenas a ponta do iceberg.

A verdadeira aventura começa quando você aprende a enxergar o oceano invisível que existe sob cada EXEC CICS, cada SELECT no Db2, cada mensagem no MQ e cada READ em um dataset. É nesse oceano que vivem os maiores desafios da engenharia de performance — e também onde se encontram os maiores tesouros de conhecimento para quem deseja se tornar um verdadeiro Mestre Jedi do Mainframe.

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Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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