Ferris Bueller Tinha um Plano de Ataque — Red Team Antes de Existir Red Team
Reconhecimento, criatividade adversarial e a ideia de que o verdadeiro alvo nem sempre é a tecnologia: são as suposições de quem construiu o sistema.
✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
| Bellacosa Maifnra e a razao do uso do mfa |
Existe um tipo de segurança muito comum.
Não está documentado.
Não possui política formal.
Não tem controle técnico.
Não aparece no RACF.
Não gera log.
Não possui ticket.
Não precisa de auditoria.
É aquela segurança maravilhosa baseada em uma frase:
O pai de Cameron conhecia esse modelo.
Ele tinha uma Ferrari.
Não uma Ferrari qualquer.
Uma joia.
Um objeto quase religioso.
Uma peça de coleção tratada como altar.
O carro era intocável.
Sagrado.
Proibido.
E justamente por isso parecia seguro.
Não porque existia controle.
Mas porque existia medo.
Medo do pai.
Medo da consequência.
Medo de tocar.
Medo de errar.
Durante anos, funcionou.
Até Ferris aparecer.
Bem-vindo ao sétimo episódio de:
Hoje a Ferrari do Cameron não é apenas um carro.
Ela é nosso sistema crítico.
Nosso ambiente de produção.
Nosso banco de dados.
Nossa conta privilegiada.
Nosso SYS1.
Nosso usuário com SPECIAL.
Nosso segredo corporativo.
Nosso objeto mais protegido.
Ou, pelo menos, aquilo que acreditamos estar protegido.
Vamos começar pelo pai de Cameron.
Ele não precisava instalar:
MFA.
PAM.
Biometria.
Geofencing.
Dual control.
Segregação de funções.
O modelo era mais simples:
FERRARI
↓
NÃO TOQUE
↓
SE TOCAR, VOCÊ ESTÁ MORTO
Muito eficiente.
Até o momento em que alguém decide tocar.
Esse é o problema de controles baseados em comportamento esperado.
Eles funcionam enquanto todos obedecem.
Red Team existe justamente para perguntar:
Essa frase aparece em tecnologia o tempo todo.
— Ninguém vai usar essa conta.
— Ninguém vai rodar esse job manualmente.
— Ninguém vai alterar esse dataset.
— Ninguém vai copiar esse arquivo.
— Ninguém vai entrar nesse servidor.
— Ninguém vai usar essa senha fora do horário.
— Ninguém vai modificar produção direto.
Maravilhoso.
E se fizer?
Silêncio.
A segurança madura começa exatamente onde termina a suposição.
Um controle real impede.
Um controle imaginário depende de cultura.
Exemplo:
“Não compartilhar senha.”
Isso é política.
Mas se tecnicamente duas pessoas conseguem usar a mesma credencial, o risco existe.
“Não acessar produção.”
Isso é orientação.
Mas se o usuário possui permissão, o acesso existe.
“Não alterar esse dataset.”
Isso é pedido.
Mas se RACF autoriza UPDATE, então o sistema não sabe que aquilo era apenas uma sugestão.
Ferris ama sugestões.
Vamos transportar a metáfora.
Imagine a Ferrari como:
PROD
O pai de Cameron é o administrador.
Cameron possui acesso físico.
Ferris não possui autorização formal.
Mas conhece Cameron.
Agora temos:
Ferris
↓
Cameron
↓
Garagem
↓
Ferrari
O atacante não precisou quebrar a Ferrari.
Precisou chegar perto de quem tinha acesso.
Essa diferença é tudo.
Em segurança, privilégio é simples:
capacidade de fazer algo sensível.
Quem pode:
parar serviço;
alterar configuração;
ler dados críticos;
modificar contas;
conceder acesso;
executar comandos administrativos;
tem privilégio.
Não importa se a pessoa usa esse poder todos os dias.
O poder existe.
E Ferris procura exatamente isso.
O princípio de menor privilégio diz:
cada pessoa deve possuir apenas o acesso necessário.
Cameron mora na casa.
Isso não significa que deveria poder pegar a Ferrari.
Mas fisicamente pode.
Em empresas acontece algo parecido.
Funcionário pertence à organização.
Isso não significa que deveria acessar tudo.
Administrador trabalha em infraestrutura.
Isso não significa que deveria ter acesso irrestrito a produção.
Desenvolvedor conhece a aplicação.
Isso não significa que deveria alterar dados diretamente.
Least privilege separa proximidade de necessidade.
Outra frase perigosa.
Confiança não elimina necessidade de controle.
Pessoas confiáveis:
cometem erros;
podem ser coagidas;
podem ter credenciais comprometidas;
podem mudar de função;
podem sofrer engenharia social;
podem agir fora do padrão.
Segurança não deve depender de caráter.
Deve depender de arquitetura.
Uma pessoa pode ser confiável para uma tarefa.
Isso não significa confiar em tudo.
Por isso sistemas maduros modelam privilégio.
O usuário recebe:
o que precisa;
pelo tempo necessário;
para o objetivo autorizado.
Depois, o acesso sai.
Isso é muito diferente de:
MFA existe para reduzir risco de uma única credencial comprometida.
Algo que você sabe.
Algo que você tem.
Algo que você é.
A Ferrari tinha praticamente:
FACTOR 1:
estar na garagem
Nada mais.
Se você chegasse ao carro com acesso físico suficiente, o modelo de segurança já estava quase vencido.
Em sistemas modernos, isso seria equivalente a:
usuário e senha apenas.
Claro.
MFA não resolve tudo.
Pode ser atacado.
Pode ser mal configurado.
Pode sofrer engenharia social.
Pode haver fatigue attack.
Pode existir aprovação indevida.
Mas aumenta custo do atacante.
O objetivo não é perfeição.
É criar camadas.
Segurança madura faz o atacante gastar.
Tempo.
Esforço.
Conhecimento.
Risco.
Cada controle adiciona custo.
Ferris quer caminho barato.
Se a Ferrari exigisse:
chave física;
PIN;
aprovação;
registro;
talvez o passeio acabasse antes de começar.
Privileged Access Management existe para controlar acessos poderosos.
Contas privilegiadas não deveriam funcionar como chaves de casa penduradas perto da porta.
PAM pode ajudar com:
vault de credenciais;
checkout;
rotação;
gravação de sessão;
aprovação;
tempo limitado;
auditoria.
O objetivo é simples:
ninguém deveria andar com uma credencial administrativa permanente no bolso como se fosse chave da Ferrari.
Esse é o problema.
Privilégio permanente significa:
a capacidade existe o tempo inteiro.
Mesmo quando não é necessária.
Isso amplia risco.
Modelo melhor:
Just-In-Time.
Acesso sob demanda.
Tempo limitado.
Expira.
Isso é muito mais saudável.
Imagine:
Cameron precisa usar o carro para uma tarefa.
Então ganha acesso das 14h às 15h.
Depois:
revogado.
Em tecnologia:
ACCESS GRANTED
14:00
ACCESS EXPIRES
15:00
Isso reduz janela de ataque.
Outra ideia importante.
Não basta limitar tempo.
Limite capacidade.
Se o administrador precisa reiniciar serviço, não precisa necessariamente poder:
alterar usuários;
deletar logs;
modificar banco;
exportar dados.
Privilégio deve ser granular.
Ferrari não precisa entregar a chave do hangar inteiro.
Segregation of Duties existe para impedir concentração excessiva.
Quem solicita não aprova.
Quem executa não audita.
Quem administra não revisa sozinho.
Se uma pessoa controla tudo, fraude e erro ficam mais fáceis.
Cameron possuía acesso físico.
Ferris influenciava.
Não existia terceira validação.
Resultado:
o sistema de proteção era emocional.
Em ambientes críticos, duas pessoas podem precisar aprovar.
Isso é dual control.
Exemplo:
ADMIN 1 requests
ADMIN 2 approves
SYSTEM executes
Agora um atacante precisa comprometer mais de uma camada.
Swiss Cheese novamente.
Qual era o controle?
Medo.
Um único controle.
Sem redundância.
Se o medo falha, tudo falha.
Defense in Depth existe justamente porque controles falham.
Imagine camadas:
Camada 1: Regra
Camada 2: Acesso físico
Camada 3: Chave
Camada 4: Monitoramento
Camada 5: Alerta
No filme, muitas dessas camadas são fracas ou inexistentes.
Então:
Ferris encontra Cameron.
Cameron conhece garagem.
Garagem contém carro.
Carro está acessível.
Pronto.
Os buracos alinham.
Nem sempre é possível implementar o controle ideal.
Aí entram controles compensatórios.
Exemplo:
não consegue remover determinado privilégio legado?
Então:
monitore;
limite horário;
exija aprovação;
gere alerta;
revise sessão.
Isso não é perfeito.
Mas reduz risco.
Agora entramos no terreno Bellacosa Mainframe.
No z/OS, privilégio pode assumir formas críticas.
RACF SPECIAL.
OPERATIONS.
AUDITOR.
Perfis poderosos.
Acesso a datasets sensíveis.
Autoridade em CICS.
Db2.
JES.
SDSF.
Contas com poder amplo.
Um ambiente pode ser extremamente seguro e ainda sofrer com privilégio excessivo.
Um usuário com SPECIAL possui enorme capacidade administrativa.
Então perguntas importantes:
quem possui?
por quê?
há revisão?
é permanente?
há MFA?
há logging?
há separação?
há uso diário?
há conta alternativa sem privilégio?
Contas privilegiadas devem ser tratadas como ativos críticos.
Uma boa prática clássica:
usuário administrativo separado.
No dia a dia:
conta normal.
Quando precisa administrar:
conta privilegiada.
Isso reduz exposição.
Porque navegar, ler e-mail, abrir arquivos e executar tarefas normais com privilégio elevado aumenta risco.
Esse ponto retorna.
O atacante muitas vezes não rouba credencial diretamente.
Ele usa quem tem acesso.
Engenharia social pode transformar administrador em proxy.
— Pode executar esse comando pra mim?
— Pode liberar esse acesso?
— Pode aprovar essa solicitação?
Ferris não senta sozinho no carro.
Ele traz Cameron.
Esse conceito é importante.
Você pode não possuir privilégio.
Mas pode influenciar quem possui.
Então o caminho de ataque é:
ATTACKER
↓
PRIVILEGED USER
↓
SYSTEM
Esse caminho é tão importante quanto credencial roubada.
Agora imagine:
OSINT identifica administradores.
IA ajuda a personalizar pretexto.
Ataque social visa quem possui privilégio.
O objetivo não é necessariamente roubar senha.
Pode ser induzir ação.
Isso muda a defesa.
Treinamento precisa incluir pedidos de execução.
Esse é um clássico.
A pessoa recebe código.
Confia na origem.
Executa.
Se usuário privilegiado executar algo malicioso, o atacante herda contexto poderoso.
Então:
não basta proteger credencial.
É preciso proteger decisão.
Uma pessoa com autoridade social pode pressionar quem possui privilégio técnico.
CEO:
— Faça agora.
Admin:
— Procedimento exige aprovação.
CEO:
— Eu sou o CEO.
Admin:
— Excelente. O procedimento continua existindo.
Essa resposta deveria ser normal.
Se organização pune quem segue processo quando há pressão executiva, matou a segurança.
Você treinou o funcionário para obedecer urgência.
Ferris agradece.
Contas de emergência existem.
Break glass.
Acesso excepcional.
Mas se o acesso excepcional vira rotina, acabou.
Deve existir:
uso raro;
alerta;
justificativa;
auditoria;
revisão pós-uso.
Ferrari de emergência não pode ficar ligada 24 horas.
Depois do incidente, primeira pergunta:
quem usou?
Em acesso privilegiado, isso precisa ser claro.
Não:
“foi a conta ADMIN.”
Quem era a pessoa?
Qual sessão?
Qual comando?
Qual horário?
Qual motivo?
Sem isso, auditoria vira ficção.
PAM moderno pode gravar sessão administrativa.
Isso ajuda a reconstruir:
comandos;
ações;
sequência.
Muito útil para investigação.
Principalmente em acesso crítico.
Não.
Esse é outro erro.
No filme, existe tentativa de devolver a Ferrari.
Mas o fato de o ativo voltar não elimina o evento.
Em tecnologia:
credencial usada e devolvida;
arquivo copiado e apagado;
configuração alterada e revertida.
Ainda houve exposição.
Um sistema crítico pode não sofrer dano visível.
Mas se privilégio foi usado indevidamente, precisamos saber.
Não basta verificar estado final.
Precisamos entender caminho.
Em tempos de cloud, muita gente esquece segurança física.
Mas dispositivos existem.
Datacenters existem.
Estações existem.
Consoles existem.
Portas existem.
Quem consegue tocar hardware pode ganhar vantagens.
Ferrari lembra isso lindamente.
Entrar na sala não deveria significar acessar sistema.
Sentar na estação não deveria significar sessão aberta.
Encontrar notebook não deveria significar acesso.
Camadas precisam existir.
Parece pequeno.
Mas estação desbloqueada com sessão privilegiada é perigo.
Ferris vê um terminal aberto.
Ferris não precisa hackear.
Ele senta.
Fim.
Contas compartilhadas são ruins porque destroem accountability.
Se cinco admins usam:
ADMIN01
quem fez?
Boa sorte.
Identidade individual importa.
Cada administrador deve possuir identidade própria.
Isso permite:
rastreio;
revogação;
revisão;
responsabilidade.
Sem isso, o sistema conhece apenas “alguém”.
Senhas privilegiadas não deveriam durar eternamente.
Credenciais antigas acumulam risco.
Rotação reduz janela de abuso.
PAM automatiza isso.
Ferrari com fechadura trocada periodicamente.
Contas técnicas também precisam proteção.
Senha em script?
Credencial em JCL?
Token em arquivo?
Secret em pipeline?
Tudo isso é equivalente a esconder a chave embaixo do tapete.
Ambientes modernos conectam:
Git;
pipeline;
DBB;
Jenkins;
UrbanCode;
Ansible;
Zowe;
z/OSMF.
Agora existem novas identidades técnicas.
Pergunte:
quem deploya?
qual token?
qual conta?
qual privilégio?
onde está armazenado?
A Ferrari agora tem API.
Uma conta técnica pode possuir:
deploy;
update;
start;
stop;
dataset access.
Se comprometida, o atacante ganha capacidade silenciosa.
Least privilege vale para máquina também.
Não são só humanos.
APIs.
Agentes.
Bots.
Pipelines.
Serviços.
Todos possuem identidade.
E podem possuir privilégio.
Ferris de 2026 pode atacar credenciais não humanas.
Certificados.
Tokens de curta duração.
Workload identity.
Rotação.
Vault.
Mutual TLS.
O princípio permanece:
não confie só porque alguém tem uma string secreta eterna.
Outra frase clássica.
— Sempre fizemos assim.
— Nunca deu problema.
Ferrari também ficou anos segura.
Até o dia em que não ficou.
Ausência de incidente não prova eficácia de controle.
Talvez ninguém tenha tentado.
Red Team pode perguntar:
consigo alcançar conta privilegiada?
consigo induzir uso?
consigo contornar MFA?
consigo encontrar credencial técnica?
consigo abusar de processo de emergência?
E, mais importante:
seria detectado?
Eventos privilegiados merecem contexto.
Horário.
Origem.
Comando.
Volume.
Mudança.
Conta.
Sistema.
Privilégio raro é sinal valioso.
Pode ser legítimo.
Mas merece pergunta.
Principalmente se:
novo dispositivo;
novo IP;
novo padrão;
ação incomum.
Detecção baseada em comportamento ajuda.
Essa ideia merece repetir.
Atacante não precisa destruir ativo.
Pode apenas usar.
Copiar.
Alterar.
Observar.
Isso vale para dados.
Ferrari pode voltar para garagem.
O risco já aconteceu.
Ferris inicialmente não tem acesso.
Mas usa relação com Cameron.
Em segurança:
usuário comum compromete admin;
credencial baixa encontra caminho;
permissão herdada permite escalada.
Esse movimento é central.
Imagine:
USER
↓
GROUP
↓
SHARED SERVER
↓
ADMIN TOKEN
↓
DOMAIN
Nenhum salto isolado parece absurdo.
A cadeia produz poder.
Ferrari novamente.
Ferramentas modernas analisam relações.
Quem pode acessar o quê?
Quem pode assumir qual role?
Qual caminho leva a privilégio?
Isso é poderoso porque atacante pensa em caminho.
Não basta proteger o final.
Reduza caminhos.
Remova privilégio.
Segmente.
Expire acessos.
Aumente validação.
Ferris precisa encontrar mais obstáculos.
Se MFA depende do mesmo celular comprometido, cuidado.
Se aprovação depende da mesma pessoa, cuidado.
Se log está no mesmo sistema que admin controla, cuidado.
Camadas precisam ser independentes.
Exemplo:
Password
↓
MFA
↓
PAM
↓
Approval
↓
Session Recording
↓
Monitoring
Uma camada falha.
Outra segura.
Essa é a ideia.
Mainframe e sistemas legados possuem restrições.
Talvez determinada aplicação não suporte MFA diretamente.
Então use:
gateway;
jump server;
PAM;
controle de rede;
monitoramento;
segunda validação.
Segurança prática vive de composição.
Não existe.
O objetivo é reduzir probabilidade e impacto.
Ferris pode tentar.
Queremos:
bloquear;
detectar;
conter;
explicar.
A Ferrari era um ativo crítico.
Mas não existia governança proporcional ao valor.
Muito valor.
Pouco controle.
Essa assimetria é perigosa.
Empresas deveriam identificar joias da coroa.
Dados críticos.
Sistemas críticos.
Contas críticas.
Chaves críticas.
Depois aplicar controles proporcionais.
Nem tudo precisa de Ferrari security.
Mas Ferrari precisa.
Pergunte:
qual impacto se alguém:
ler?
alterar?
usar?
parar?
copiar?
Esse exercício ajuda a definir proteção.
Eu colocaria esta numa War Room:
Se alguém responder rápido demais:
“nenhum”,
eu perguntaria de novo.
Porque quase toda empresa tem sua Ferrari.
Aí começa a diversão.
Se a resposta for:
“esperamos que ela não seja enganada”,
temos problema.
Ele quebrou o modelo mental ao redor dela.
Essa é a grande lição.
O carro era fisicamente robusto.
O sistema social não.
O pai de Cameron acreditava que proibição era equivalente a controle.
Não era.
Ferrari na garagem.
Perfeita.
Polida.
Quase sagrada.
O pai de Cameron provavelmente dormia tranquilo porque acreditava numa certeza:
ninguém vai tocar.
Isso é confortável.
Mas segurança não vive de conforto.
Red Team existe para destruir certezas antes que um atacante real faça isso.
Não perguntamos:
“as pessoas deveriam fazer?”
Perguntamos:
“podem fazer?”
Não perguntamos:
“isso é proibido?”
Perguntamos:
“o sistema impede?”
Não perguntamos:
“ninguém faria?”
Perguntamos:
Essa diferença separa política de controle.
Confiança de verificação.
Medo de segurança.
A Ferrari do Cameron não precisava de um discurso.
Precisava de camadas.
MFA.
PAM.
Least privilege.
Segregação.
Auditoria.
Monitoramento.
Controles compensatórios.
Porque objetos valiosos atraem comportamento adversarial.
E sistemas críticos também.
Se sua produção está protegida principalmente por:
“ninguém mexe nisso”,
Ferris já está sorrindo.
Cameron já está nervoso.
E a garagem acabou de virar sua nova superfície de ataque.
☕ SAVE FERRIS.
No próximo artigo:
Porque descobrir que alguém usou seu ativo crítico já é ruim.
Descobrir que você não consegue desfazer direito...
é muito pior.
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe — Especial Red Team
Uma série de 12 artigos sobre Red Team, segurança ofensiva, engenharia social, OSINT, integridade de dados, MFA, PAM, rollback, Blue Team, inteligência artificial, RACF e z/OS, usando Ferris Bueller para explorar uma pergunta fundamental: o sistema está realmente seguro ou apenas acredita que está?
Reconhecimento, criatividade adversarial e a ideia de que o verdadeiro alvo nem sempre é a tecnologia: são as suposições de quem construiu o sistema.
Integridade de dados, alteração de registros, privilégio, auditoria e a perigosa diferença entre aquilo que aconteceu e aquilo que o banco de dados afirma ter acontecido.
Pretexting, autoridade inventada e confiança contextual: Identity, Authentication e Authorization não são a mesma coisa.
Como dados públicos sobre pessoas, tecnologias, hábitos, empresas e relacionamentos podem revelar uma superfície de ataque antes do primeiro scan.
Ferris → Cameron → telefone → escola → funcionário → sistema. Nenhuma peça precisa falhar sozinha quando a cadeia inteira possui uma combinação explorável de confiança.
Firewall, SIEM, EDR e Zero Trust podem funcionar perfeitamente enquanto engenharia social, Help Desk e processos humanos criam outro caminho até o objetivo.
Privilégio, acesso físico, MFA, PAM, least privilege e o risco de proteger um ativo crítico apenas com medo, confiança e a esperança de que ninguém ousará tocá-lo.
Rollback, restore, journaling, logs, Db2, VSAM e recuperação: voltar o estado de um sistema não significa apagar as consequências daquilo que aconteceu.
Confirmation Bias, tunnel vision, Sunk Cost, Authority Gradient e o risco de uma resposta defensiva criar mais impacto que o próprio atacante.
IA generativa, agentes, OSINT automatizado, deepfake, voice cloning e automação transformam o ataque artesanal em uma capacidade paralela e escalável.
RACF, SAF, ACEE, APF, USS, TSO, CICS, Db2, MQ, z/OS Connect, Zowe e service accounts vistos pela ótica dos caminhos de ataque até o mainframe.
Red Team não termina em “conseguimos entrar”. Ataque deve gerar descoberta, evidência, correção, detecção e aprendizado para deixar a organização mais resiliente.
Ferris Bueller’s Red Team: Como Hackear o Sistema Sem Precisar Roubar a Ferrari do Cameron reúne os doze episódios e conecta Red Team, engenharia social, IA, Blue Team e segurança de mainframe.
☕ Acessar o especial completo SAVE FERRISA série SAVE FERRIS, publicada no Bellacosa Mainframe, utiliza situações inspiradas em Ferris Bueller para explicar conceitos de Red Team, cybersecurity, segurança ofensiva, engenharia social, OSINT, Blue Team, Purple Team, Zero Trust, MFA, PAM, inteligência artificial, RACF, IBM z/OS, CICS, Db2, MQ e segurança de mainframe.
O fio condutor é simples: um atacante não precisa necessariamente quebrar a tecnologia. Ele pode explorar relações de confiança, processos, identidades, privilégios, integrações e suposições existentes entre pessoas e sistemas.
A temporada acompanha o ciclo completo: reconhecimento → engenharia social → acesso → privilégio → impacto → detecção → correção → aprendizado.
Para Red Teams e Blue Teams, o objetivo final não é provar quem é mais inteligente, mas encontrar caminhos invisíveis antes que um adversário real os descubra.
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Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.