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quarta-feira, 3 de junho de 2026

☕💣📋 HOW TO PAY BACK TECHNICAL DEBT — O DIA EM QUE O PROGRAMADOR COBOL DESCOBRIU QUE ESTAVA PAGANDO JUROS POR UMA DECISÃO TOMADA EM 1998

 

Bellacosa Mainframe como pagar dividas tecnicas em mainframe



☕💣📋 HOW TO PAY BACK TECHNICAL DEBT — O DIA EM QUE O PROGRAMADOR COBOL DESCOBRIU QUE ESTAVA PAGANDO JUROS POR UMA DECISÃO TOMADA EM 1998

Existe uma frase muito conhecida no mercado de tecnologia:

"Toda empresa tem dívida técnica. Algumas apenas ainda não receberam a cobrança."

Para um programador COBOL Mainframe júnior, a expressão "dívida técnica" parece algo moderno, criado por arquitetos ágeis, consultores de transformação digital ou gurus do DevOps.

Mas a verdade é muito mais divertida.

Muito antes de alguém inventar Scrum, Kanban, DevOps, GitHub ou Microservices, os programadores COBOL já acumulavam dívida técnica sem saber.

Toda vez que alguém dizia:

"Depois a gente arruma."

Nascia uma nova parcela.

E em muitos ambientes z/OS, ainda estamos pagando prestações de decisões tomadas há 20 ou 30 anos.

Pegue seu café porque hoje vamos entender como identificar, medir, controlar e pagar dívida técnica sem derrubar a produção.


O QUE É DÍVIDA TÉCNICA?

A definição mais simples é:

Dívida técnica é o custo futuro criado por uma decisão técnica tomada para resolver um problema rapidamente hoje.

Imagine um programa COBOL.

Você precisa entregar uma alteração urgente.

O correto seria:

  • Revisar arquitetura

  • Atualizar documentação

  • Criar testes

  • Refatorar módulos

Mas o prazo é amanhã.

Então alguém faz:

IF CLIENTE = '999999'
    GO TO TRATAMENTO-ESPECIAL.

Entrega.

Produção funciona.

Cliente feliz.

Projeto encerrado.

Mas daqui a dois anos ninguém lembra por que aquele IF existe.

A dívida nasceu.


O MAIOR MITO DO MAINFRAME

Muita gente acredita que:

"Código antigo é dívida técnica."

Errado.

Código antigo pode ser excelente.

Existem programas COBOL escritos nos anos 80 que ainda hoje são exemplos de engenharia.

Por outro lado, existem programas escritos há seis meses que já nasceram endividados.

A idade do código não importa.

O que importa é:

  • Complexidade

  • Manutenibilidade

  • Clareza

  • Testabilidade

  • Documentação


COMO IDENTIFICAR DÍVIDA TÉCNICA

O primeiro passo é aprender a enxergá-la.

Alguns sintomas clássicos:

Programa que ninguém quer alterar

Quando uma demanda chega e todos falam:

"Tomara que não seja naquele programa..."

Existe dívida.


Alteração simples demora dias

Mudança:

Trocar 20 para 25.

Tempo gasto:

3 dias

Existe dívida.


Muitos abends

Se o mesmo módulo gera incidentes frequentemente:

  • S0C7

  • S0C4

  • SQLCODE negativos

  • Arquivos inconsistentes

Existe dívida.


Dependência de especialistas

Quando apenas uma pessoa entende o sistema.

Isso é uma dívida técnica humana.

Extremamente perigosa.


A METÁFORA DO CARTÃO DE CRÉDITO

A IBM utiliza uma analogia excelente.

Imagine um cartão.

Você compra algo hoje.

O benefício é imediato.

O pagamento fica para depois.

Dívida técnica funciona igual.

Benefício imediato:

Entreguei no prazo

Pagamento futuro:

Mais manutenção
Mais defeitos
Mais testes
Mais retrabalho

O problema não é usar o cartão.

O problema é esquecer da fatura.


COMO MAPEAR A DÍVIDA TÉCNICA

A primeira atividade prática é criar um inventário.

Monte uma planilha contendo:

SistemaProblemaImpactoPrioridade
CadastroGO TO excessivoMédioMédia
CobrançaSem documentaçãoAltoAlta
FaturamentoAlta complexidadeAltoAlta

Você não consegue corrigir aquilo que não consegue enxergar.


MÉTRICA 1 – COMPLEXIDADE CICLOMÁTICA

Uma das métricas mais famosas.

Ela mede quantos caminhos lógicos existem em um programa.

Exemplo:

IF A
   ...
ELSE
   ...
END-IF

Pouca complexidade.

Agora imagine:

IF A
 IF B
  IF C
   IF D

A complexidade explode.

Quanto maior a complexidade:

  • Mais difícil testar

  • Mais difícil manter

  • Maior risco de erro

Regra prática:

ValorSituação
1 a 10Boa
11 a 20Atenção
Acima de 20Risco

MÉTRICA 2 – TEMPO DE MANUTENÇÃO

Métrica simples.

Quanto tempo leva para implementar uma mudança?

Exemplo:

Alteração simples:

4 horas

Virou:

3 dias

A dívida está cobrando juros.


MÉTRICA 3 – QUANTIDADE DE INCIDENTES

Monitore:

  • Chamados

  • Tickets

  • Problemas recorrentes

Se determinado programa gera:

20% dos incidentes

Ele deve entrar imediatamente no backlog técnico.


MÉTRICA 4 – COBERTURA DE TESTES

Quanto do sistema possui testes?

Exemplo:

10%

Muito arriscado.

80%

Muito saudável.

No mundo COBOL isso pode envolver:

  • Unit Test

  • Testes automatizados

  • Batch Validation


MÉTRICA 5 – TEMPO MÉDIO DE RECUPERAÇÃO

MTTR

Mean Time To Recovery.

Quanto tempo leva para resolver um problema?

Exemplo:

10 minutos

Excelente.

8 horas

Existe forte dívida técnica.


A REGRA DOS 20%

Uma prática muito utilizada é reservar:

80% desenvolvimento
20% redução de dívida técnica

Isso impede que a dívida cresça infinitamente.


TÉCNICA 1 – REFATORAÇÃO CONTÍNUA

Refatorar significa melhorar sem alterar comportamento.

Exemplo:

Antes:

GO TO ERRO.
GO TO ERRO.
GO TO ERRO.

Depois:

PERFORM TRATA-ERRO.

Mesmo resultado.

Código mais limpo.


TÉCNICA 2 – MODULARIZAÇÃO

Programas gigantes são fábricas de dívida.

Já encontrei programas com:

80.000 linhas

Divida responsabilidades.

Crie módulos menores.

Mais simples de entender.

Mais simples de testar.


TÉCNICA 3 – DOCUMENTAÇÃO VIVA

Documentação morta é inútil.

Documentação viva é atualizada junto com o sistema.

Documente:

  • Fluxos

  • Arquivos

  • Tabelas

  • Regras de negócio


TÉCNICA 4 – ELIMINAÇÃO DE CÓDIGO MORTO

Existe um cemitério escondido em todo sistema.

Trechos como:

IF FLAG = 'X'

Que nunca mais executam.

Remover código morto reduz:

  • Complexidade

  • Risco

  • Tempo de manutenção


TÉCNICA 5 – BACKLOG TÉCNICO

Crie um backlog específico.

Exemplo:

Remover GO TO
Documentar módulo
Automatizar teste
Eliminar código morto

A dívida precisa aparecer oficialmente.

Caso contrário ela nunca será priorizada.


FERRAMENTAS ÚTEIS NO MUNDO MAINFRAME

IBM Application Discovery

Mapeia dependências.

Mostra:

  • Programas

  • Arquivos

  • CICS

  • DB2

Excelente para arqueologia de sistemas.


IBM ADDI

Application Discovery and Delivery Intelligence.

Permite visualizar relacionamentos invisíveis.

Muito útil para sistemas legados.


SonarQube

Mesmo para COBOL.

Detecta:

  • Complexidade

  • Duplicação

  • Código suspeito


IBM Developer for z/OS

Auxilia:

  • Navegação

  • Análise

  • Refatoração


Jira

Controle de backlog técnico.

Muitas empresas utilizam para registrar dívida técnica.


EASTER EGG MAINFRAME

Quer descobrir rapidamente onde existe dívida?

Procure:

GO TO
ALTER
NEXT SENTENCE

Ou:

STEP099
STEP100
STEP101

Sem documentação.

Você provavelmente encontrou um sítio arqueológico corporativo.


O ERRO MAIS COMUM DOS JUNIORES

Pensar:

"Vou reescrever tudo."

Não.

Esse é o caminho para o desastre.

A melhor estratégia quase sempre é:

Pequenas melhorias contínuas.

Todo dia.

Toda sprint.

Todo projeto.

Toda manutenção.


COMO EVOLUIR COMO PROFISSIONAL

Programadores experientes não são aqueles que escrevem mais código.

São aqueles que reduzem complexidade.

Quando você consegue olhar para um sistema e dizer:

"Esse trecho vai gerar problema daqui a dois anos."

Você começou a pensar como arquiteto.


O SEGREDO DOS MELHORES ANALISTAS DE SISTEMAS

Eles não combatem apenas bugs.

Eles combatem as causas dos bugs.

Essa é a diferença entre apagar incêndios e construir sistemas duradouros.


CONCLUSÃO

Dívida técnica não é um defeito.

Ela é uma ferramenta.

Em alguns momentos vale a pena assumir a dívida para entregar rapidamente.

O problema surge quando ninguém controla o saldo.

O programador COBOL júnior que aprender a:

  • Identificar dívida

  • Medir dívida

  • Priorizar dívida

  • Reduzir dívida

  • Monitorar dívida

Terá uma visão muito mais próxima de um arquiteto de sistemas do que de um simples codificador.

Porque no fim das contas, o maior segredo do Mainframe não é fazer programas funcionarem.

É garantir que eles continuem funcionando daqui a 30 anos sem que alguém precise vender a alma para entender por quê.



terça-feira, 2 de junho de 2026

☕💣📋 DÍVIDA TÉCNICA NO MAINFRAME — O EMPRÉSTIMO QUE VOCÊ FEZ EM 1998 E AINDA ESTÁ PAGANDO COM JUROS EM 2026

 

Bellacosa Mainframe divida tecnica decisões erradas que pagamos até hoje


☕💣📋 DÍVIDA TÉCNICA NO MAINFRAME — O EMPRÉSTIMO QUE VOCÊ FEZ EM 1998 E AINDA ESTÁ PAGANDO COM JUROS EM 2026

Existe uma lenda antiga nos CPDs.

Ela diz que, em algum lugar do ambiente de produção, existe um programa COBOL que ninguém entende.

Ninguém sabe quem escreveu.

Ninguém sabe por que funciona.

Ninguém sabe o que acontece se ele parar.

Mas todos sabem de uma coisa:

ninguém tem coragem de mexer nele.

Se você trabalha em Mainframe há algum tempo, provavelmente já encontrou um desses.

Talvez ele tenha 30 mil linhas.

Talvez possua 700 GO TO.

Talvez utilize arquivos VSAM que nem aparecem mais na documentação.

Talvez tenha comentários escritos por alguém que já se aposentou há vinte anos.

E talvez ele continue processando milhões de reais por dia.

Parabéns.

Você acabou de encontrar um dos sintomas mais clássicos da dívida técnica.


O QUE É DÍVIDA TÉCNICA?

O termo foi criado por Ward Cunningham.

A ideia é simples.

Você faz uma escolha rápida hoje para ganhar velocidade.

Em troca, aceita que precisará corrigir aquilo futuramente.

É exatamente igual a um empréstimo bancário.

Você recebe um benefício imediato.

Mas depois paga juros.

No software, os juros aparecem na forma de:

  • retrabalho;

  • manutenção mais lenta;

  • defeitos;

  • incidentes;

  • dificuldade de evolução;

  • dependência de especialistas.

O problema é que muitas empresas pegam esse empréstimo todos os dias.

E quase nunca pagam.


O DIA EM QUE O SISTEMA COMEÇA A COBRAR JUROS

Imagine um programador COBOL júnior.

Recebe uma demanda urgente.

Precisa incluir um novo código de operação.

O correto seria:

  • revisar regras;

  • criar módulo reutilizável;

  • atualizar documentação;

  • executar testes.

Mas o prazo está apertado.

Então ele faz:

IF COD-OPER = '99'
   MOVE 'S' TO FLAG-ESPECIAL
END-IF.

Entrega.

Funciona.

Todos ficam felizes.

Seis meses depois surge:

Operação 98.

Depois 97.

Depois 96.

Quando alguém percebe, existe:

IF COD-OPER = '99'
OR COD-OPER = '98'
OR COD-OPER = '97'
OR COD-OPER = '96'

O programa continua funcionando.

Mas ficou pior.

Essa diferença entre funcionar e ser saudável é onde mora a dívida técnica.


COMO IDENTIFICAR DÍVIDA TÉCNICA

Os sinais são sempre parecidos.

1. Programas gigantes

Quando um COBOL possui:

  • 10 mil linhas;

  • 20 mil linhas;

  • 50 mil linhas;

ninguém consegue compreender tudo.

Complexidade gera risco.


2. Dependência de uma única pessoa

Quando você ouve:

"Somente o João conhece esse sistema."

Acenda o alerta vermelho.

O João pode tirar férias.

O João pode mudar de empresa.

O João pode se aposentar.

O sistema precisa sobreviver sem heróis.


3. Medo de alterar

Se toda mudança gera receio:

"Vamos torcer para não derrubar produção."

Existe dívida técnica.


4. Muitas correções

Quando a equipe passa mais tempo corrigindo do que evoluindo.

O sistema está pagando juros elevados.


AS PRINCIPAIS MÉTRICAS

Métricas transformam sensação em informação.

Sem métricas ninguém sabe se está melhorando.


1. LEAD TIME

Tempo entre solicitação e entrega.

Exemplo:

Pedido feito em:

01/06

Produção:

10/06

Lead Time = 9 dias

Quanto menor melhor.


2. CYCLE TIME

Tempo efetivamente gasto desenvolvendo.

Exemplo:

Demanda recebida.

Ficou parada cinco dias.

Desenvolvimento levou dois dias.

Cycle Time = 2 dias.


3. CHANGE FAILURE RATE

Percentual de mudanças que causam problemas.

Exemplo:

100 implantações.

10 causaram incidentes.

Taxa:

10%

Quanto menor melhor.


4. MTTR

Mean Time To Recovery.

Tempo médio para recuperar produção.

Exemplo:

ABEND às 10h.

Sistema normal às 11h.

MTTR = 1 hora.


5. REWORK

Retrabalho.

Mede quanto esforço foi gasto corrigindo erros.

Imagine:

100 horas trabalhadas.

25 horas corrigindo problemas.

Rework:

25%

Muito alto.


6. REFATORAÇÃO

Esforço dedicado a melhorar código existente.

Uma equipe saudável normalmente reserva tempo para:

  • limpeza;

  • reorganização;

  • modularização.


ENTENDENDO O GRÁFICO DA LINEARB

Imagine:

59% Novo Trabalho

17% Refatoração

24% Retrabalho

Significa:

A cada 100 horas:

59 horas criam valor.

17 horas melhoram qualidade.

24 horas apagam incêndios.

Quase um quarto da energia da equipe foi desperdiçada.


COMO REDUZIR DÍVIDA TÉCNICA

Agora chegamos ao ponto mais importante.


PASSO 1 — MAPEAR O PROBLEMA

Não tente resolver tudo.

Primeiro descubra:

  • quais programas mudam mais;

  • quais causam mais incidentes;

  • quais possuem maior complexidade.

Faça uma planilha simples.

ProgramaAlteraçõesIncidentes
FIN00112015
FIN002100
FIN0039512

Comece pelos maiores problemas.


PASSO 2 — CRIAR BACKLOG TÉCNICO

Muitas empresas possuem backlog funcional.

Poucas possuem backlog técnico.

Crie itens como:

  • remover código morto;

  • modularizar rotina;

  • eliminar duplicação;

  • documentar interfaces.

Essas atividades precisam ser visíveis.


PASSO 3 — REFATORAR PEQUENO

Erro clássico:

"Vamos reescrever tudo."

Não faça isso.

Melhore gradualmente.

Hoje:

  • extrair um parágrafo.

Amanhã:

  • eliminar duplicação.

Depois:

  • criar módulo reutilizável.

Pequenas vitórias acumulam grandes resultados.


PASSO 4 — DOCUMENTAR

Documentação não precisa ser um livro.

Basta responder:

  • o que faz;

  • entradas;

  • saídas;

  • dependências.

Já ajuda enormemente.


PASSO 5 — REVISÃO DE CÓDIGO

Mesmo no Mainframe.

Principalmente no Mainframe.

Checklist simples:

✓ Nome adequado

✓ Lógica clara

✓ Tratamento de erro

✓ Performance

✓ Documentação

✓ Testes


PASSO 6 — TESTES

O segredo dos sistemas modernos.

Sem testes:

refatorar é perigoso.

Com testes:

refatorar é seguro.

Mesmo em COBOL.

Ferramentas como:

  • IBM Debug Tool

  • IBM Application Discovery

  • IBM ZUnit

  • Micro Focus Unit Testing

ajudam muito.


PASSO 7 — REDUZIR COMPLEXIDADE

Pergunta mágica:

"Existe uma forma mais simples?"

Sempre existe.

Quanto mais simples:

  • menor risco;

  • menor manutenção;

  • menor custo.


FERRAMENTAS ÚTEIS

IBM Application Discovery

Mapeia dependências.

Mostra:

  • programas;

  • copybooks;

  • arquivos;

  • fluxos.

Excelente para arqueologia de sistemas.


SonarQube

Analisa qualidade.

Detecta:

  • duplicação;

  • complexidade;

  • vulnerabilidades.


Git

Mesmo para Mainframe.

Ajuda a controlar mudanças.


Jira

Controle de backlog técnico.


ServiceNow

Correlação entre incidentes e sistemas.


O SEGREDO QUE NINGUÉM CONTA

A maioria das dívidas técnicas não nasce do código.

Nasce da organização.

Promessas irreais.

Prazos impossíveis.

Mudanças constantes.

Prioridades conflitantes.

O código apenas reflete o ambiente em que foi criado.


EASTER EGG MAINFRAME

Existe um teste simples.

Abra um programa COBOL.

Role até o final.

Se encontrar:

GO TO FIM-PROGRAMA

não se assuste.

Se encontrar:

GO TO INICIO

fique atento.

Se encontrar:

GO TO PARAGRAFO-XYZ

que chama outro GO TO que chama outro GO TO...

Parabéns.

Você encontrou uma relíquia arqueológica do período Jurássico dos sistemas corporativos.


O CAMINHO DE EVOLUÇÃO DO PROGRAMADOR JÚNIOR

Nível 1:

Faz funcionar.

Nível 2:

Faz funcionar corretamente.

Nível 3:

Faz funcionar de forma simples.

Nível 4:

Faz funcionar de forma sustentável.

Nível 5:

Melhora o sistema toda vez que toca nele.

É nesse último estágio que nasce o verdadeiro arquiteto de sistemas.


A GRANDE LIÇÃO

O programador iniciante acredita que seu trabalho é escrever código.

O programador experiente descobre que seu trabalho é reduzir complexidade.

Código novo gera valor.

Mas código limpo preserva valor.

A dívida técnica não explode como um ABEND.

Ela cresce silenciosamente.

Linha após linha.

Workaround após workaround.

Correção após correção.

Até o dia em que uma mudança de cinco minutos passa a exigir três semanas.

Nesse momento os juros finalmente chegaram.

E como qualquer empréstimo antigo, quanto mais tempo você esperar para pagar, mais caro ficará.