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El Jefe Midnight Lunch
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✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
| Bellacosa Mainframe apresenta o XML |
Tem tecnologia que nasce como moda.
E tem tecnologia que vira infraestrutura invisível da civilização digital.
O XML pertence ao segundo grupo.
Muita gente nova olha para XML como se fosse apenas “aquele formato verboso cheio de tags”.
Mas o programador COBOL sênior sabe de uma coisa:
👉 Quando o assunto é integração corporativa séria, rastreabilidade, contratos rígidos, padronização e interoperabilidade… o XML ainda reina em silêncio.
Enquanto startups brigavam por frameworks JavaScript…
O XML estava movimentando:
Sim…
O “velho XML” ainda respira dentro de milhões de transações por segundo.
No começo da internet, o HTML dominava tudo.
Mas existia um problema gigantesco:
HTML servia para exibir dados.
Não para descrever dados.
Ou seja:
A indústria percebeu rapidamente:
“Precisamos de um padrão universal para troca estruturada de informações.”
Foi aí que nasceu o XML.
O XML foi criado por um grupo do W3C (World Wide Web Consortium).
O principal nome associado ao XML é:
Engenheiro da Sun Microsystems.
Conhecido até hoje como:
“O Pai do XML”.
Bosak liderou o Working Group responsável pela especificação.
O XML 1.0 tornou-se recomendação oficial do W3C em:
E praticamente explodiu no mercado corporativo.
O XML não queria substituir HTML.
Ele queria resolver outro problema:
Exemplo:
<cliente>
<nome>Vagner Bellacosa</nome>
<conta>45892</conta>
<saldo>9500.75</saldo>
</cliente>
Agora o sistema entende:
Isso mudou completamente a integração corporativa.
Nos anos 2000, XML virou praticamente religião corporativa.
Tudo era XML:
Era o Esperanto da TI corporativa.
Aqui começa a parte que o programador COBOL sênior conhece profundamente.
Quando o mundo começou a falar:
o mainframe precisava conversar com o planeta.
E o XML virou a ponte.
A IBM integrou XML ao ecossistema z/OS de várias formas:
De repente:
👉 programas COBOL passaram a consumir e gerar XML nativamente.
IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. XMLTEST.
DATA DIVISION.
WORKING-STORAGE SECTION.
01 CLIENTE.
05 NOME PIC X(20) VALUE 'BELLACOSA'.
05 CONTA PIC 9(6) VALUE 123456.
05 SALDO PIC 9(5)V99 VALUE 150075.
01 XML-SAIDA PIC X(500).
PROCEDURE DIVISION.
XML GENERATE XML-SAIDA
FROM CLIENTE
DISPLAY XML-SAIDA.
STOP RUN.
Resultado aproximado:
<CLIENTE>
<NOME>BELLACOSA</NOME>
<CONTA>123456</CONTA>
<SALDO>1500.75</SALDO>
</CLIENTE>
Sim…
O COBOL virou produtor de XML sem precisar reinventar parser manual.
Depois veio o:
Agora o COBOL conseguia interpretar XML de entrada.
Isso foi revolucionário.
O legado deixou de ser “isolado”.
O mainframe passou a:
Antes do REST dominar o hype…
SOAP era o rei absoluto das integrações corporativas.
E SOAP é baseado em XML.
Exemplo:
<soap:Envelope>
<soap:Body>
<consultaSaldo>
<conta>123456</conta>
</consultaSaldo>
</soap:Body>
</soap:Envelope>
Milhões de transações bancárias ainda usam isso HOJE.
A nova geração reclama:
“XML é grande demais.”
Mas existe um motivo.
O XML foi criado pensando em:
Ele privilegia:
Excelente para ambientes críticos.
Os dados explicam a si mesmos.
Quase toda plataforma suporta XML.
Você cria suas próprias tags.
Com:
Principalmente em ambientes heterogêneos.
Arquivos grandes.
Consome CPU e memória.
Especialmente em APIs modernas.
Schemas gigantes podem virar monstros corporativos.
Não.
Ele apenas ocupou outro espaço.
JSON venceu:
Mas XML continua fortíssimo em:
Muitas tecnologias nasceram em cima dele:
Sim.
Um arquivo Word moderno:
.docx
na verdade é:
O formato XLSX é praticamente XML compactado.
Até hoje.
O nome XML significa:
Mas internamente, muitos engenheiros brincavam dizendo:
“XML = eXtremely Much Language”
por causa da verbosidade absurda.
O DB2 introduziu suporte nativo XML.
Isso foi gigantesco.
Agora era possível:
O banco relacional começou a absorver características semiestruturadas.
Muito antes do hype NoSQL.
Hoje o z/OS Connect traduz:
Mas internamente muitos ambientes ainda convertem:
O XML continua sendo peça fundamental da integração enterprise.
Todo mundo fala que XML morreu.
Mas:
É o típico caso da tecnologia invisível:
O programador COBOL sênior entende algo que o mercado esquece rápido:
👉 tecnologia corporativa não vive de hype.
Ela vive de:
E nisso…
o XML virou praticamente aço estrutural da computação enterprise.
Enquanto frameworks nascem e morrem em dois anos…
o XML segue silenciosamente:
🔥 Porque no fim…
o XML nunca quis ser “cool”.
Ele queria ser eterno.
| Bellacosa Mainframe e a norma iso 1989 a certidao de nascimento do cobol |
A ISO 1989 é a norma internacional que define oficialmente a linguagem COBOL (Common Business-Oriented Language).
Ela estabelece as regras, sintaxe, recursos e padrões que os compiladores COBOL devem seguir para garantir compatibilidade e portabilidade entre diferentes fabricantes e plataformas.
Em resumo:
ISO 1989 = Padrão Oficial do COBOL
ISO significa:
International Organization for Standardization
É a organização responsável pela criação de padrões internacionais utilizados em praticamente todos os setores da tecnologia e da indústria.
O principal objetivo é garantir que um programa COBOL escrito em um ambiente possa ser compreendido e executado em outros ambientes compatíveis.
Exemplo:
IBM COBOL
↓
COBOL Padrão ISO
↓
Micro Focus COBOL
O COBOL nasceu em:
1959
através do comitê CODASYL.
Posteriormente surgiu a necessidade de padronização internacional.
Primeira padronização internacional.
Conhecida como:
COBOL-85
Foi a versão mais popular da história.
Introduziu:
END-IF
Escopo explícito
Melhor legibilidade
Exemplo:
IF SALDO > 0
DISPLAY 'OK'
END-IF
Grande modernização da linguagem.
Introduziu:
Programação Orientada a Objetos
XML
Tipos de dados modernos
Métodos
Atualização importante.
Incluiu:
JSON
Melhorias OO
Novos recursos de interoperabilidade
Versão mais recente da norma.
Incorpora diversas melhorias acumuladas ao longo dos anos para manter o COBOL alinhado às necessidades modernas de integração e desenvolvimento corporativo.
IDENTIFICATION DIVISION.
ENVIRONMENT DIVISION.
DATA DIVISION.
PROCEDURE DIVISION.
Exemplo:
MOVE A TO B
PIC X
PIC 9
COMP
COMP-3
IF
PERFORM
CALL
READ
WRITE
OPEN
CLOSE
QSAM
VSAM
Sequential
Indexed
Relative
FUNCTION CURRENT-DATE
STRING
UNSTRING
INSPECT
Permite mover aplicações entre compiladores.
Reduz dependência de fornecedor.
Novos recursos seguem um padrão global.
Facilita formação de profissionais.
O Enterprise COBOL da IBM segue a norma ISO, mas também possui extensões próprias.
Exemplos:
CICS
DB2
JSON
XML
LE
IF A = B
EXEC CICS
END-EXEC
| Área | Coberta |
|---|---|
| Sintaxe COBOL | Sim |
| Tipos de Dados | Sim |
| Arquivos | Sim |
| Funções | Sim |
| OO COBOL | Sim |
| XML | Sim |
| JSON | Sim |
| CICS | Não |
| DB2 | Não |
| IMS | Não |
Grande parte dos programas COBOL executados hoje em:
IBM Z
z/OS
CICS
Batch
DB2
segue conceitos definidos pela ISO 1989.
IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. EXEMPLO.
DATA DIVISION.
WORKING-STORAGE SECTION.
01 WS-NOME PIC X(20).
PROCEDURE DIVISION.
MOVE 'BELLACOSA' TO WS-NOME
DISPLAY WS-NOME
GOBACK.
| Norma | Marco |
|---|---|
| ISO 1989:1978 | Primeiro padrão |
| ISO 1989:1985 | COBOL-85 |
| ISO 1989:2002 | Orientação a Objetos |
| ISO 1989:2014 | JSON e melhorias |
| ISO 1989:2023 | Atualização moderna |
A ISO 1989 é a norma internacional que define oficialmente a linguagem COBOL. Ela garante padronização, compatibilidade e evolução controlada da linguagem desde os anos 1970, permitindo que aplicações COBOL continuem sendo desenvolvidas e mantidas em ambientes modernos como IBM Z, LinuxONE, Cloud, APIs REST, XML e JSON, preservando décadas de investimento tecnológico das organizações.