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🚂 8118 — Teatro na Estação: Ulisses à Deriva
Até perdi a conta do capítulo...
Em algum ponto desta história eu deveria estar simplesmente gravando uma apresentação de teatro amador.
Esse era o plano.
Mas planos, como horários ferroviários e documentação de sistemas legados, possuem uma relação bastante flexível com a realidade.
Estamos nos corredores do antigo prédio administrativo da Companhia Paulista, posteriormente incorporado à Fepasa, testemunha de uma época em que os trilhos cortavam São Paulo rumo ao oeste carregando passageiros, trabalhadores, histórias e uma quantidade incalculável de café.
E lá estou eu.
Câmera na mão.
Completamente à deriva.
Nosso grupo teatral continua avançando pelos corredores, salas e salões do antigo complexo ferroviário, enquanto eu sigo atrás tentando descobrir onde termina a peça e começa a exploração do prédio.
A essa altura, sinceramente, já perdi a conta do capítulo.
🍺 Recapitulando o episódio anterior...
Porque toda grande saga precisa de um resumo.
Já passamos pelo boteco.
Filamos a breja na faixa.
Ouvimos os músicos tocando.
Observamos personagens que provavelmente nem faziam parte oficialmente do espetáculo, mas que imediatamente foram incorporados ao universo cinematográfico desta produção absolutamente descontrolada.
E agora seguimos para o interior da estação.
Sem mapa.
Sem GPS.
Sem documentação.
Sem garantia de que alguém saiba exatamente para onde estamos indo.
Perfeito.
🚪 Uma porta leva a outra
Entramos em novos ambientes.
Corredores aparecem.
Salões surgem.
Portas conduzem a outras portas.
E aquele velho prédio administrativo começa a revelar pequenas partes de uma história muito maior do que nossa apresentação teatral.
Durante décadas, pessoas trabalharam ali.
Papéis circularam por aquelas salas.
Decisões ferroviárias foram tomadas.
Funcionários chegaram pela manhã, tomaram café, reclamaram dos chefes, olharam relógios e foram embora no final do expediente.
Agora, anos depois, um grupo de teatro atravessa os mesmos espaços.
E atrás deles segue um sujeito com uma câmera registrando tudo.
Há algo maravilhosamente estranho nisso.
🎭 Ulisses continua à deriva
Talvez por isso o título funcione tão bem.
Ulisses passou anos tentando encontrar o caminho de casa.
Eu estou tentando encontrar o próximo ato.
Cada sala parece uma pequena ilha.
Cada corredor oferece uma nova possibilidade.
E seguimos.
Depois da cerveja.
Depois dos músicos.
Depois do boteco.
Depois de tantos capítulos que o departamento responsável pela continuidade simplesmente desistiu.
Agora resta apenas uma ordem operacional:
vamos que vamos.
E talvez seja justamente esse o encanto desses vídeos.
Não existe roteiro perfeito.
Não existe fotografia cuidadosamente planejada.
Não existe alguém explicando solenemente diante da câmera a importância histórica de cada parede.
Existe simplesmente gente ocupando novamente um prédio antigo.
Existe música.
Existe teatro.
Existe cerveja.
Existe ferrovia.
Existe história.
E existe uma câmera curiosa registrando aquilo que, naquele momento, parecia apenas uma noite divertida.
Anos depois, o vídeo ganha outra função.
Vira documento.
Mostra corredores que talvez tenham mudado.
Salas que podem ter recebido outras funções.
Paredes restauradas ou desaparecidas.
Pessoas mais jovens.
Vozes.
Roupas.
Sons.
Pequenos detalhes que ninguém pensou em registrar deliberadamente.
📼 E o capítulo?
Não faço a menor ideia.
Talvez seja o 8118.
Talvez seja o capítulo 37.
Talvez seja apenas:
ULISSES.A.DERIVA.CONTINUA
Mas isso pouco importa.
Porque filamos a breja.
Ouvimos os músicos.
Sobrevivemos ao boteco.
Entramos novamente na estação.
E agora continuamos seguindo o grupo teatral pelos corredores da velha ferrovia para descobrir onde diabos esta história vai terminar.
Se é que vai terminar.
🚂🍺🎭
Vamos que vamos...
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8118 Teatro na Estação: Ulisses a deriva
ate perdi a conta do capitulo
Nos corredores do antigo prédio administrativo da Cia Paulista, posteriormente Fepasa na extinta ferrovia que cortava São Paulo rumo a oeste, esta eu gravando teatro amador. mas perdido entre salas e salões continuo seguindo o grupo teatral, após passarmos no boteco, seguimos para o interior da estação e vamos descobrir novos ambientes.... esperando para ver o desenlace da historia. filamos a breja na faixa, ouvimos os músicos no boteco e agora vamos que vamos...
🎭 Teatro na Estação — Campinas 2016
Uma viagem pelos registros do Teatro na Estação, na Estação Cultura de Campinas, incluindo a passagem de Ulisses à Deriva em 21 de maio de 2016.
Esta coleção reúne vídeos, relatos e memórias registrados durante o evento Teatro na Estação, preservando diferentes momentos da programação cultural realizada na antiga estação ferroviária de Campinas.
Ulisses à Deriva em Campinas — Quando Leopold Bloom Desembarcou na Estação Cultura
A reconstrução da passagem de Ulisses Molly Bloom — Dançando para Adiar ou Ulisses à Deriva pela Estação Cultura, relacionando James Joyce, Leopold Bloom, Molly Bloom, Dublin, Circe, Nighttown, memória e teatro.
📖 Ler o artigo completo sobre Ulisses à Deriva🚂 Uma estação transformada em palco
Em maio de 2016, a Estação Cultura de Campinas recebeu apresentações em que teatro, música, performances e personagens ocuparam plataformas, vagões e antigos espaços ferroviários.
Estes registros formam uma pequena memória digital daquele encontro entre ferrovia, patrimônio histórico, teatro, música e cultura em Campinas.
Entre as apresentações estava Ulisses à Deriva, montagem relacionada ao universo de Ulysses, de James Joyce, transformando a antiga estação em mais uma parada na longa viagem de Leopold Bloom.
📚 Teatro, ferrovia e memória cultural de Campinas
O projeto Teatro na Estação ocupou a histórica Estação Cultura de Campinas com apresentações, música, teatro e performances. Estes registros publicados no Bellacosa Mainframe preservam diferentes fragmentos daquela experiência cultural.
A coleção inclui cenas relacionadas a Ulisses à Deriva, além de músicos, personagens, performances e intervenções realizadas no ambiente ferroviário.
O conjunto conecta temas como Campinas, Estação Cultura, patrimônio ferroviário, teatro brasileiro, James Joyce, Ulysses, Leopold Bloom, Molly Bloom, literatura, música e memória cultural.