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sábado, 18 de junho de 2016

O portal de acesso para Campos do Jordão

Bellacosa Mainframe e o portal de Campos do Jordao

O imponente portal de acesso para Campos do Jordão 

Saudando os viajantes com sua beleza

Chegar a Campos do Jordão sempre foi uma experiência especial.

Depois de vencer a serra, enfrentar suas curvas e observar a paisagem mudar pouco a pouco, surge finalmente o famoso portal da cidade. É quase como se Campos do Jordão tivesse uma porta de verdade. Uma fronteira simbólica entre a estrada que ficou para trás e aquele pequeno universo escondido entre as montanhas da Mantiqueira.

E toda vez que passo por ali alguma coisa volta comigo.

Minhas primeiras lembranças de Campos do Jordão remontam a 1986, quando ainda era criança e visitei a cidade pela primeira vez. Naquela época tudo parecia enorme, diferente e distante. O frio, as montanhas, as construções, os pinheiros e aquele ar de lugar completamente diferente das cidades que conhecia no interior paulista.

Depois vieram outras viagens.

E outras.

Campos do Jordão acabou atravessando diferentes capítulos da minha própria história.

Em 2004, voltei com Carmen. Mesmo acostumada às paisagens e cidades europeias, ela ficou encantada com aquele pedaço da Serra da Mantiqueira. Anos depois, retornaria outras vezes com Juliana, criando novas lembranças sobre os mesmos caminhos.

Talvez seja justamente esse o encanto de Campos do Jordão.

A cidade muda, nós mudamos, as pessoas que viajam conosco mudam — mas o ritual da chegada permanece.

Subir a serra. Sentir a temperatura cair. Observar a vegetação mudar. Vencer a última sequência de curvas.

E então encontrar o portal.

Bem-vindo a Campos do Jordão.

Para mim, porém, ele poderia dizer algo diferente:

Bem-vindo de volta.

Porque Campos do Jordão acabou se tornando também aquele destino de fim de semana para dois. Um lugar para caminhar sem muita pressa, procurar um restaurante aconchegante, pedir uma garrafa de vinho e terminar a noite diante de uma panela fumegante de fondue, enquanto o frio toma conta das ruas do lado de fora.

Existe inevitavelmente algo de romântico nisso.

Talvez por isso eu tenha retornado tantas vezes.

Desde aquele garoto de 1986, passando pelo jovem adulto e pelas viagens de 2004, até tantas outras visitas posteriores, o portal continuou lá, recebendo cada nova versão de mim.

É curioso pensar que certos lugares funcionam como pontos fixos enquanto nossa vida corre.

Fotografamos novamente a mesma montanha. Passamos pela mesma avenida. Reconhecemos uma construção. Procuramos aquele restaurante de que lembrávamos. E inevitavelmente pensamos:

“Eu já estive aqui.”



Mas nunca estamos realmente no mesmo lugar.

Porque carregamos conosco tudo aquilo que aconteceu desde a última visita.

Talvez seja essa a verdadeira magia daquele portal.

Ele não marca apenas a entrada de Campos do Jordão.

Para quem retorna durante décadas, ele também marca a entrada para as próprias memórias.

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Entrando na bela cidade de Campos do Jordão.


De uma cidade perdida no alto da Serra, cheia de hospitais para tuberculosos, para uma cidade cheia de encanto e charme.



Destino de endinheirados para curtir o frio da serra, paisagens europeias no estado de São Paulo, muito requinte e sofisticação nos diversos points existentes aqui.

Este inverno começou bem muito frio com tempo bom, céu azul ideal para passeios pela cidade.

sábado, 21 de maio de 2016

8121 Teatro na Estaçao : A chegada do bebado

Bellacosa Mainframe e o final da peça na estação cultura

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🍷 Quando o Teatro Saiu do Palco — A Noite em que Ulisses Tirou a Máscara

Uma peça na Estação Cultura, alguns copos de vinho e a descoberta de que certas histórias continuam muito depois de fecharem as cortinas

Eu e Ana Paula nos divertimos muito naquele dia de 2016.

A Estação Cultura de Campinas era um cenário perfeito para nossas pequenas aventuras. Enquanto ela participava das atividades de teatro, eu circulava por aquele enorme patrimônio ferroviário, fotografando, filmando, observando trilhos, corredores, plataformas e detalhes que normalmente passariam despercebidos.

Entre as apresentações daquele dia estava a história de Ulisses.

Em uma das cenas, o personagem bêbado finalmente chegava em casa depois de suas peregrinações por bares, festas e outros lugares pouco recomendáveis. Era teatro. Era representação. Nós assistíamos, ríamos e acompanhávamos aquela figura exagerada caminhando entre o cômico e o trágico.

Só que algumas peças terminam quando as cortinas fecham.



Outras continuam dentro da cabeça da gente.

Horas depois fomos a uma pizzaria.

Conversamos, comemos, bebemos vinho. Depois de alguns copos, alguma coisa mudou. Certas emoções começaram a aparecer e assuntos normalmente escondidos encontraram uma porta aberta.

Hoje, revendo o vídeo quase dez anos depois, consigo associar aquela conversa ao que havíamos assistido algumas horas antes.

Talvez Ulisses tivesse tocado involuntariamente em alguma ferida antiga.

Não posso saber exatamente o que aconteceu dentro da cabeça da Paula naquele momento. Tampouco seria correto transformar uma lembrança minha em diagnóstico sobre outra pessoa. Mas conhecendo posteriormente partes de sua história, compreendi que determinadas cenas provavelmente encontraram lembranças que já estavam ali.

E o álcool possui uma característica perigosa: diminui alguns dos filtros que utilizamos para administrar nossas emoções.

Não é um soro da verdade.

Mas algumas portas que permanecem cuidadosamente fechadas podem ficar entreabertas.

Naquela noite conheci uma Paula diferente.

Ela sempre foi uma pessoa de extremos. Em determinados momentos podia ser extraordinariamente liberal, impulsiva e aventureira; pouco depois podia assumir posições extremamente conservadoras. Na época, algumas dessas contradições pareciam incompreensíveis.

Com o passar dos anos comecei a enxergá-las de outra maneira.

Talvez não fossem simplesmente contradições.

Havia uma mulher com experiências anteriores, cicatrizes, desejos, medos e mecanismos de defesa que eu ainda estava aprendendo a conhecer.

A pizzaria acabou funcionando como um inesperado segundo palco.

No primeiro, um ator interpretava Ulisses.

No segundo, não existiam atores.

Existiam duas pessoas sentadas diante de uma pizza e algumas taças de vinho.

Felizmente, permaneci calmo. Não transformei aquele momento emocional em discussão. Algumas coisas foram simplesmente deixadas passar, e nossa noite terminou bem.

Mas alguma coisa ficou comigo.

Aprendi que frequentemente conhecemos apenas a versão social das pessoas: aquela cuidadosamente preparada para trabalhar, namorar, conversar e enfrentar o cotidiano.

Por baixo dela existe uma história inteira que não enxergamos.

Curiosamente, durante a apresentação eu mexi na câmera e perdi justamente o grande monólogo final de Ulisses. Na época fiquei frustrado porque considerei aquele momento fantástico.

Dez anos depois, entretanto, percebo uma ironia.

Talvez eu não tenha perdido o verdadeiro último ato.

Porque naquela noite o teatro não terminou na Estação Cultura.

O último ato aconteceu algumas horas depois, numa pizzaria de Campinas.



E naquele palco improvisado não havia personagens, figurinos ou roteiro.

Havia apenas vinho, memórias e, por alguns instantes, uma máscara que caiu.

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O bêbado chega a casa


Após uma noite de bebedeira andando em bares, bordeis, bailes e outras cositas mais.

Nosso personagem retorna ao lar e encontra sua amada esposa dormindo...



Perde-se nesses pensamentos e retira minha câmera perdendo o gran finale kkkkkk

A plateia como grande vouyer acompanha o desenrolar final desta macarrônica historia. Meio chato nao me deixou filmar o final desta tragicomédia... pena, o monologo final foi fantástico que valeria a pena partilhar aqui.



Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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