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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Operaçao Lampiao - lembranças de uma campanha politica.


Bellacosa 2016 em Operaçao Lampiao

Operaçao militar para resgatar os jornais apocrifos jogados em Itatiba

Jornais clandestinos jogados pela cidade.

Na reta final da campanha politica de 2016, um grupo de piratas publicaram um jornal apocrifo com uma serie de noticias manipuladas com o intuito de ser a cartada decisiva na Campanha eleitoral.

Varios grupos foram formados para tentar capturar essa gang, apreender os jornais, foram noites atribuladas com nervos a flor da pele, nem imaginam os enroscos que foram.

Vale a pena relembrar, vendo o video.





segunda-feira, 27 de junho de 2016

Transformers no game

Bellacosa Mainframe e o Transofrmers no Game

🤖 Transformers no Game

Formiga e Ju entram em combate para salvar a humanidade

Era um fim de tarde de 2016, em Jundiaí, daqueles passeios tranquilos que aparentemente não prometem grandes acontecimentos. Tudo seguia normalmente até que surgiu uma emergência de proporções interplanetárias: a humanidade estava em perigo!

E quando o planeta precisa de heróis, alguém precisa assumir a missão.

Foi assim que Formiga e Ju entraram em ação.

Diante de um game dos Transformers, não havia mais shopping, passeio ou tranquilidade. Naquele momento existia apenas uma batalha gigantesca entre máquinas, explosões, inimigos e dois jogadores tentando descobrir como sobreviver no meio daquela confusão.

🎮 Armas preparadas.

🤖 Transformers posicionados.

💥 Inimigos chegando.

A missão começou!



O game rapidamente virou uma pequena guerra eletrônica. Tiros apareciam de todos os lados, robôs gigantes dominavam a tela e os reflexos precisavam funcionar rapidamente.

A grande questão, porém, não era exatamente salvar o planeta.

Era descobrir se Formiga e Ju conseguiriam permanecer vivos por mais de dois minutos!

E talvez esteja justamente aí a graça desses jogos de shopping e fliperama. Durante alguns minutos deixamos de ser simples espectadores. Seguramos os controles e entramos naquele universo.

De repente somos pilotos, soldados, aventureiros ou parceiros de Optimus Prime.

Dez anos depois, esse pequeno vídeo de 2016 acabou se transformando também em uma cápsula do tempo.

O jogo envelheceu. Os gráficos que pareciam incríveis ganharam sucessores muito mais sofisticados. Os Transformers continuaram recebendo filmes, desenhos, brinquedos e novos games.

Mas aquele momento permaneceu registrado.

Formiga e Ju estavam ali, diante da tela, tentando salvar a humanidade entre tiros, explosões e muitas risadas.

Talvez não tenham conseguido salvar o planeta inteiro.

Mas conseguiram algo igualmente importante:

salvar alguns minutos daquele fim de tarde para o futuro. 🤖🎮💥



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Final de tarde e a humanidade esta em perigo.


Somente o formiga e a Ju podem salvar a terra dos autobots, cada um pega sua arma e com a ajuda dos Transformers iniciam uma luta sem precedentes.



Tiros e explosoes para todos os lados, a duvida q persiste sera que estes dois iram sobreviver por mais que dois 2 minutos?

domingo, 26 de junho de 2016

Uma bolinha de pelo timida

Bellacosa Mainframe e uma doce bolinha de pelo timida dormindo no sofa

🐶 Uma Bolinha de Pelo Tímida

Quando tudo o que você quer depois da festa é um sofá e um pouco de sossego

Era junho de 2016, em Sorocaba, e a festa já tinha deixado suas marcas. Gente andando de um lado para outro, conversas, risadas, movimento e aquela agitação que parece não incomodar ninguém — exceto quem tem quatro patas, muito pelo e um enorme desejo de tirar uma soneca.

No meio de tudo isso estava nossa pequena bolinha de pelo.

Depois de acompanhar toda aquela movimentação, o cachorrinho finalmente encontrou aquilo que provavelmente considerava o melhor lugar do mundo naquele momento: o sofá.

Missão cumprida.

Ou quase.

Porque apareceu uma câmera.

🐶 “Sério? Agora?”



A pequena criatura, que aparentemente não tinha qualquer interesse em iniciar uma carreira cinematográfica, tentou escapar discretamente das filmagens. Nada de poses, performances ou entusiasmo diante das lentes. Seu plano parecia muito mais simples: encontrar um cantinho confortável, enrolar-se e descansar.

Mas quem consegue resistir por muito tempo quando começam os carinhos?

Pouco a pouco, a timidez foi dando lugar à confiança. A tentativa de fuga perdeu importância e aquela bolinha de pelo acabou aceitando a atenção.

Talvez até tenha gostado.

É justamente por isso que pequenos vídeos como este ficam tão interessantes quando revisitados anos depois.

Naquele momento era apenas um cachorrinho cansado depois de uma festa.

Hoje é uma pequena cápsula do tempo.

Um pedacinho de uma tarde de 2016 que permaneceu guardado enquanto os anos passaram, as câmeras mudaram, os computadores ficaram mais rápidos e nossas vidas seguiram adiante.

E lá continua ele.

Tímido.

Peludo.

Tentando escapar da câmera.

Até descobrir que, às vezes, ser encontrado significa ganhar carinho.

Sorocaba, junho de 2016.

🐾 E aparentemente algumas coisas importantes da vida continuam muito simples: um sofá confortável, alguém por perto e um bom cafuné.




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Este cachorrinho é uma graça.


Final de festa e o caozinho esta cansado de tanta bagunça, nada como relaxar no sofa, mas como sempre aparece o chato da camera.



O pobrezinho quer fugir,  mas nao tem jeito foi apanhado e então vamos participar da farra...  claro q ele adora um carinho e fica todo derretido com o carinho.

sábado, 21 de maio de 2016

8121 Teatro na Estaçao : A chegada do bebado

Bellacosa Mainframe e o final da peça na estação cultura

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🍷 Quando o Teatro Saiu do Palco — A Noite em que Ulisses Tirou a Máscara

Uma peça na Estação Cultura, alguns copos de vinho e a descoberta de que certas histórias continuam muito depois de fecharem as cortinas

Eu e Ana Paula nos divertimos muito naquele dia de 2016.

A Estação Cultura de Campinas era um cenário perfeito para nossas pequenas aventuras. Enquanto ela participava das atividades de teatro, eu circulava por aquele enorme patrimônio ferroviário, fotografando, filmando, observando trilhos, corredores, plataformas e detalhes que normalmente passariam despercebidos.

Entre as apresentações daquele dia estava a história de Ulisses.

Em uma das cenas, o personagem bêbado finalmente chegava em casa depois de suas peregrinações por bares, festas e outros lugares pouco recomendáveis. Era teatro. Era representação. Nós assistíamos, ríamos e acompanhávamos aquela figura exagerada caminhando entre o cômico e o trágico.

Só que algumas peças terminam quando as cortinas fecham.



Outras continuam dentro da cabeça da gente.

Horas depois fomos a uma pizzaria.

Conversamos, comemos, bebemos vinho. Depois de alguns copos, alguma coisa mudou. Certas emoções começaram a aparecer e assuntos normalmente escondidos encontraram uma porta aberta.

Hoje, revendo o vídeo quase dez anos depois, consigo associar aquela conversa ao que havíamos assistido algumas horas antes.

Talvez Ulisses tivesse tocado involuntariamente em alguma ferida antiga.

Não posso saber exatamente o que aconteceu dentro da cabeça da Paula naquele momento. Tampouco seria correto transformar uma lembrança minha em diagnóstico sobre outra pessoa. Mas conhecendo posteriormente partes de sua história, compreendi que determinadas cenas provavelmente encontraram lembranças que já estavam ali.

E o álcool possui uma característica perigosa: diminui alguns dos filtros que utilizamos para administrar nossas emoções.

Não é um soro da verdade.

Mas algumas portas que permanecem cuidadosamente fechadas podem ficar entreabertas.

Naquela noite conheci uma Paula diferente.

Ela sempre foi uma pessoa de extremos. Em determinados momentos podia ser extraordinariamente liberal, impulsiva e aventureira; pouco depois podia assumir posições extremamente conservadoras. Na época, algumas dessas contradições pareciam incompreensíveis.

Com o passar dos anos comecei a enxergá-las de outra maneira.

Talvez não fossem simplesmente contradições.

Havia uma mulher com experiências anteriores, cicatrizes, desejos, medos e mecanismos de defesa que eu ainda estava aprendendo a conhecer.

A pizzaria acabou funcionando como um inesperado segundo palco.

No primeiro, um ator interpretava Ulisses.

No segundo, não existiam atores.

Existiam duas pessoas sentadas diante de uma pizza e algumas taças de vinho.

Felizmente, permaneci calmo. Não transformei aquele momento emocional em discussão. Algumas coisas foram simplesmente deixadas passar, e nossa noite terminou bem.

Mas alguma coisa ficou comigo.

Aprendi que frequentemente conhecemos apenas a versão social das pessoas: aquela cuidadosamente preparada para trabalhar, namorar, conversar e enfrentar o cotidiano.

Por baixo dela existe uma história inteira que não enxergamos.

Curiosamente, durante a apresentação eu mexi na câmera e perdi justamente o grande monólogo final de Ulisses. Na época fiquei frustrado porque considerei aquele momento fantástico.

Dez anos depois, entretanto, percebo uma ironia.

Talvez eu não tenha perdido o verdadeiro último ato.

Porque naquela noite o teatro não terminou na Estação Cultura.

O último ato aconteceu algumas horas depois, numa pizzaria de Campinas.



E naquele palco improvisado não havia personagens, figurinos ou roteiro.

Havia apenas vinho, memórias e, por alguns instantes, uma máscara que caiu.

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O bêbado chega a casa


Após uma noite de bebedeira andando em bares, bordeis, bailes e outras cositas mais.

Nosso personagem retorna ao lar e encontra sua amada esposa dormindo...



Perde-se nesses pensamentos e retira minha câmera perdendo o gran finale kkkkkk

A plateia como grande vouyer acompanha o desenrolar final desta macarrônica historia. Meio chato nao me deixou filmar o final desta tragicomédia... pena, o monologo final foi fantástico que valeria a pena partilhar aqui.



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🎭 Teatro na Estação — Campinas 2016

Uma viagem pelos registros do Teatro na Estação, na Estação Cultura de Campinas, incluindo a passagem de Ulisses à Deriva em 21 de maio de 2016.

Esta coleção reúne vídeos, relatos e memórias registrados durante o evento Teatro na Estação, preservando diferentes momentos da programação cultural realizada na antiga estação ferroviária de Campinas.

🚂 Uma estação transformada em palco

Em maio de 2016, a Estação Cultura de Campinas recebeu apresentações em que teatro, música, performances e personagens ocuparam plataformas, vagões e antigos espaços ferroviários.

Estes registros formam uma pequena memória digital daquele encontro entre ferrovia, patrimônio histórico, teatro, música e cultura em Campinas.

Entre as apresentações estava Ulisses à Deriva, montagem relacionada ao universo de Ulysses, de James Joyce, transformando a antiga estação em mais uma parada na longa viagem de Leopold Bloom.

📺 Visor — Teatro na Estação Artigo principal carregado
↗ Abrir publicação

📚 Teatro, ferrovia e memória cultural de Campinas

O projeto Teatro na Estação ocupou a histórica Estação Cultura de Campinas com apresentações, música, teatro e performances. Estes registros publicados no Bellacosa Mainframe preservam diferentes fragmentos daquela experiência cultural.

A coleção inclui cenas relacionadas a Ulisses à Deriva, além de músicos, personagens, performances e intervenções realizadas no ambiente ferroviário.

O conjunto conecta temas como Campinas, Estação Cultura, patrimônio ferroviário, teatro brasileiro, James Joyce, Ulysses, Leopold Bloom, Molly Bloom, literatura, música e memória cultural.

8120 - Teatro na estaçao: O encurralado

Bellacosa Mainframe e o teatro na estação

Um Café no Bellacosa Mainframe

🎭 Teatro na Estação — O Encurralado

A aula de teatro da Ana Paula havia terminado. Era para ser apenas mais um sábado na Estação Cultura. Mas uma peça nos fisgou — e começamos a segui-la por salas, corredores e espaços da velha estação ferroviária.

Campinas, maio de 2016.

Aquele sábado tinha começado de uma maneira que já havia se tornado quase uma rotina.

Enquanto Ana Paula fazia sua aula de teatro amador, eu aproveitava o tempo para zanzar pela Estação Cultura de Campinas.

E havia muito onde zanzar.

A antiga estação ferroviária era para mim praticamente um parque de diversões histórico: plataformas, trilhos, salas, corredores, antigas estruturas ferroviárias e pequenos detalhes sobreviventes de uma Campinas construída em torno dos trens.

Eu explorava.

Fotografava.

Filmava.

Procurava coisas.

Até que a aula terminou.

Ana Paula se juntou a mim.

Em circunstâncias normais, provavelmente aquele seria o momento de irmos embora.

Mas havia alguma coisa acontecendo na estação.

🎭 Fomos fisgados

Uma apresentação teatral ocupava o complexo.

Paramos para assistir.

Depois acompanhamos outro ato.

E mais outro.

Quando percebemos, a peça havia nos fisgado.

Já não éramos duas pessoas esperando uma atividade terminar para depois seguir com o sábado.

Éramos espectadores.

E começamos a acompanhar aqueles personagens pelos diferentes espaços da Estação Cultura.

Isso fazia uma diferença enorme.

Não estávamos sentados em poltronas numeradas diante de um palco italiano esperando a cortina abrir.

Nós nos deslocávamos junto com a história.

Um espaço virava palco.

Depois outro.

Uma sala ganhava outra função.

Um corredor podia representar uma passagem entre dois momentos.

A velha arquitetura ferroviária ajudava a contar a história.


🚂 A estação fazia parte da peça

Talvez essa seja uma das coisas que mais ficaram na minha memória daquela apresentação.

A Estação Cultura não era simplesmente o endereço do espetáculo.

Ela participava dele.

Se tudo aquilo tivesse acontecido dentro de um teatro convencional, certamente continuaria sendo teatro.

Mas seria outra experiência.

Ali havia paredes que carregavam décadas de história.

Havia enormes espaços construídos para circulação de passageiros.

Havia salas que um dia haviam servido à ferrovia.

Havia plataformas.

Trilhos.

Portas.

Escadas.

Passagens.

E agora aquele labirinto ferroviário era ocupado por atores e espectadores.

A cada novo ato, tínhamos a sensação de estar descobrindo também um novo pedaço da estação.

Era quase uma exploração.

Só que alguém havia colocado uma peça de teatro dentro dela.


🚶 O público também precisava viajar

E isso combinava maravilhosamente com aquilo que estávamos assistindo.

Os personagens viajavam.

Nós viajávamos atrás deles.

O espetáculo mudava de ambiente.

Nós mudávamos junto.

A estação deixava de ser um edifício estático e passava a funcionar como um enorme palco fragmentado.

Cada sala parecia um pequeno mundo.

Cada deslocamento funcionava quase como uma transição cinematográfica — com uma diferença importante:

nós estávamos dentro do filme.

Não havia corte.

Não havia edição.

Não aparecia na tela:

"CENA SEGUINTE".

Nós simplesmente caminhávamos até ela.

Ana Paula, que havia acabado justamente de uma aula de teatro amador, agora estava do outro lado da experiência.

Minutos antes, aluna.

Agora, espectadora.

E eu, que passara parte do dia explorando aquela velha estação ferroviária, comecei a perceber seus espaços de outra maneira.

Aquilo que antes era patrimônio arquitetônico tornava-se cenografia.

🍺 E então encontramos nosso pobre amigo...

Em determinado momento dessa peregrinação teatral encontramos um homem com um problema.

Um problema bastante antigo.

Nosso amigo estava voltando para casa depois da bebedeira.

E não apenas da bebedeira.

Da esbórnia.

😂

Para complicar um pouco mais a situação, tratava-se de um homem adúltero.

Agora estava diante de casa tentando decidir aquilo que qualquer sistema crítico deveria ter definido antes de entrar em produção:

qual é o procedimento de retorno?

Não havia runbook.

Não havia rollback.

Não havia plano de contingência.

Havia apenas uma porta.

E atrás dela...

a esposa.



🚪 Entrar ou não entrar, eis a questão

Nosso amigo está do lado de fora.

Pensa.

Hesita.

Quer entrar.

Talvez não queira.

Resolve bater.

Nada.

Bate novamente.

Nada.

Então começa a esmurrar a porta.

PÁ! PÁ! PÁ!

Bate sem dó.

Quer desesperadamente que aquela porta seja aberta.

Nós acompanhamos aquilo sabendo que talvez o melhor resultado possível para ele fosse justamente um:

ninguém abrir.

Mas ele insiste.

Bate.

Chama.

Reclama.

Até que finalmente acontece.

🚪 A porta abre

Pronto!

Problema resolvido.

Ou melhor...

problema promovido para severidade máxima.

😂

A porta que ele tanto desejava abrir finalmente está aberta.

E nosso amigo trava.

Porque agora surge outro dilema:

entrar ou não entrar?

Há poucos segundos ele estava quase derrubando a porta.

Agora que conseguiu aquilo que queria, começa a considerar seriamente se realmente queria aquilo.

O homem está encurralado.

Mas esse é o detalhe delicioso da cena:

ninguém o está segurando.

Ele não está fisicamente preso.

O encurralamento está dentro dele.

❤️ Chorou tanto pelo amor perdido...

E existe ainda outra contradição.

Nosso pobre bêbado havia chorado pelo amor perdido.

Sofreu.

Lamentou.

Bebeu.

Fez toda aquela liturgia universal do coração partido.

Agora finalmente está diante da possibilidade de enfrentar aquilo que tanto lamentava.

A porta está aberta.

O amor está do outro lado.

E...

SYSTEM WAIT.

😂

Talvez exista uma pequena verdade escondida naquela comédia.

É muito fácil imaginar o reencontro.

Difícil é atravessar a porta quando ele finalmente acontece.

👦 E escute aquele garotinho...

Há uma coisa no vídeo que hoje considero especialmente preciosa.

As vozes do público.

Escute.

Há comentários.

Risadas.

Reações.

E em determinado momento podemos ouvir um garotinho participando.

Isso não atrapalha o espetáculo.

Pelo contrário.

Aquilo é parte do espetáculo.

A criança reage ao personagem.

Outras pessoas comentam.

O ator recebe essas reações.

Existe uma conversa invisível acontecendo entre quem representa e quem assiste.

Nenhuma apresentação poderia ser exatamente igual àquela.

🎭 Teatro vivo

É justamente aí que uma gravação aparentemente simples de 2016 se torna interessante tantos anos depois.

Uma apresentação tradicional poderia ter sido registrada por uma câmera fixa.

Mas aquele espetáculo dependia também dos espaços e das pessoas.

Nós acompanhávamos os atos.

Os atores mudavam de ambiente.

A plateia se reorganizava.

Novas pessoas apareciam.

Alguém ria.

Uma criança falava.

O ator reagia.

A estação interferia.

Era teatro vivo.

E a Estação Cultura amplificava essa sensação.

🏚️ Cada porta podia esconder outra história

Talvez por isso a imersão tenha sido tão forte.

A estação possuía uma quantidade enorme de ambientes.

Salas.

Corredores.

Plataformas.

Escadas.

Portas.

Espaços pequenos.

Espaços monumentais.

E nunca sabíamos exatamente o que encontraríamos no próximo.

Seguíamos a peça quase como quem explora um edifício desconhecido.

Era uma mistura curiosa de teatro, passeio e descoberta.

E isso nos manteve ali.

A aula da Ana Paula havia terminado fazia tempo.

Poderíamos ter ido embora.

Não fomos.

Queríamos descobrir o próximo ato.

🚂 Um edifício construído para viagens voltou a transportar pessoas

Existe ainda uma ironia histórica muito bonita nisso tudo.

Aquela estação havia sido construída para transportar pessoas.

Durante décadas, passageiros entraram ali para viajar fisicamente de um lugar para outro.

Agora os trens de passageiros já não cumpriam aquela função.

Mas naquele sábado...

a estação voltou a nos transportar.

Só que de outra maneira.

De sala em sala.

De personagem em personagem.

De realidade em ficção.

O edifício ferroviário havia encontrado uma nova forma de viagem.

E nós embarcamos.

📹 Eu continuei registrando

Como sempre, estava com a câmera.

Filmei pequenos trechos.

Na época, provavelmente não pensei muito sobre o valor documental daquilo.

Era simplesmente:

8120 — Teatro na Estação — O Encurralado.

Mais um vídeo.

Mais algumas linhas no blog.

Mais um fragmento daquele sábado.

Dez anos depois, porém, aqueles fragmentos começam a se encaixar.

O saxofonista nos carris.

O músico.

A noiva fantasma.

O baile no mezanino.

O boteco no vagão.

Ulisses à Deriva.

O bordel.

O encurralado.

O bêbado.

Separadamente são pequenos vídeos.

Juntos, começam a reconstruir a experiência de caminhar pela Estação Cultura naquele dia.

🧠 E finalmente entendo melhor o título

O Encurralado.

Nosso personagem tinha várias opções.

Entrar.

Não entrar.

Ir embora.

Continuar batendo.

Talvez procurar outro boteco — embora isso provavelmente apenas transferisse o incidente para o próximo turno.

😂

Mas nenhuma alternativa parecia boa.

Ele havia criado uma prisão formada pelas próprias decisões.

E talvez seja por isso que a cena seja tão engraçada.

Porque todos nós, em algum momento, já fizemos alguma versão muito menos alcoólica da mesma coisa:

lutamos desesperadamente para abrir uma porta...

e quando ela finalmente abriu pensamos:

"Puta merda. E agora?"

🎮 CHECKPOINT — ESTAÇÃO CULTURA, 2016

Ana Paula: aula de teatro amador concluída
Vagner: zanzando pela estação
Plano original: provavelmente ir embora
Evento inesperado: espetáculo em andamento
Resultado: fomos fisgados
Estrutura: diversos atos em diferentes ambientes
Cenografia: a própria Estação Cultura
Missão atual: acompanhar o bêbado
Problema inicial: porta fechada
Solução: esmurrar a porta
Resultado: porta aberta
Novo problema: porta aberta
NPC especial: garotinho da plateia
Nível de imersão: aumentando
Próximo ato: impossível não acompanhar

STATUS DO SISTEMA:

CONTINUE? [S/N]

S.

Claro que continuamos.

☕ Dez anos depois

Hoje percebo que não estava apenas filmando uma peça.

Estava registrando uma experiência.

Ana Paula havia saído de sua aula de teatro e se juntado a mim.

Eu havia passado aquele tempo explorando minha velha paixão ferroviária.

Então, quase sem planejamento, os dois mundos se encontraram.

O teatro dela.

A estação que me fascinava.

E talvez seja exatamente por isso que fomos tão facilmente fisgados.

Naquele sábado, a Estação Cultura conseguiu ser simultaneamente escola, patrimônio ferroviário, palco, cenário e labirinto.

Nós caminhávamos atrás dos atores sem saber exatamente onde terminaria aquela história.

E isso era parte da diversão.

O pobre bêbado continuava diante de sua porta.

Nós continuávamos atrás dele.

E uma estação construída mais de um século antes para fazer pessoas viajarem conseguiu novamente cumprir sua missão.

Só não precisou de locomotiva.

☕🚂🎭

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O pobre amigo após a bebedeira retorna a casa.


O dilema do homem adultero, entrar ou não entrar em casa, retornando da esborneia, preso do lado de fora da casa, nosso amigo, pensa se entra ou não entra.



Esmurra a porta, bate sem do, ate que por fim a porta se abre... eis outro dilema entrar ou não entrar...

Chorou tanto pelo amor perdido e agora não sabe o que fazer.

Ouça um garotinho participando, os comentários do publico a interacção que tornam cada espectáculo único.
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🎭 Teatro na Estação — Campinas 2016

Uma viagem pelos registros do Teatro na Estação, na Estação Cultura de Campinas, incluindo a passagem de Ulisses à Deriva em 21 de maio de 2016.

Esta coleção reúne vídeos, relatos e memórias registrados durante o evento Teatro na Estação, preservando diferentes momentos da programação cultural realizada na antiga estação ferroviária de Campinas.

🚂 Uma estação transformada em palco

Em maio de 2016, a Estação Cultura de Campinas recebeu apresentações em que teatro, música, performances e personagens ocuparam plataformas, vagões e antigos espaços ferroviários.

Estes registros formam uma pequena memória digital daquele encontro entre ferrovia, patrimônio histórico, teatro, música e cultura em Campinas.

Entre as apresentações estava Ulisses à Deriva, montagem relacionada ao universo de Ulysses, de James Joyce, transformando a antiga estação em mais uma parada na longa viagem de Leopold Bloom.

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📚 Teatro, ferrovia e memória cultural de Campinas

O projeto Teatro na Estação ocupou a histórica Estação Cultura de Campinas com apresentações, música, teatro e performances. Estes registros publicados no Bellacosa Mainframe preservam diferentes fragmentos daquela experiência cultural.

A coleção inclui cenas relacionadas a Ulisses à Deriva, além de músicos, personagens, performances e intervenções realizadas no ambiente ferroviário.

O conjunto conecta temas como Campinas, Estação Cultura, patrimônio ferroviário, teatro brasileiro, James Joyce, Ulysses, Leopold Bloom, Molly Bloom, literatura, música e memória cultural.

8116 Teatro na estaçao: Boteco no vagao

Bellacosa Mainframe e o boteco no vagão teatro na estação cultura

🎭 Teatro na Estação — Boteco no Vagão

Quando um velho vagão ferroviário virou boteco e a Estação Cultura inteira se transformou em palco

Em 2016, a Estação Cultura de Campinas recebeu experiências teatrais que aproveitaram muito mais do que suas salas. Trilhos, plataformas, instalações ferroviárias e antigos vagões transformaram-se em cenários de uma peça que fazia o público caminhar pela estação acompanhando cada nova cena.

Uma dessas paradas aconteceu dentro de um velho vagão de serviço ferroviário.

Estacionados sobre os trilhos da antiga estação existem diversos vagões utilizados no passado em atividades de apoio e manutenção. Entre eles estava um carro adaptado como espaço de refeição para os funcionários da ferrovia. Um lugar onde trabalhadores podiam sentar, comer, conversar e descansar antes de retornar ao serviço.

Naquela apresentação, porém, o velho vagão ganhou outra vida.

Virou um boteco teatral.



Dentro dele, um personagem bebia enquanto lamentava seus problemas e perdas. Músicos acompanhavam a cena, ajudando a criar aquele ambiente típico de bar onde histórias, tristezas e copos acabam dividindo a mesma mesa.

E o público não ficou apenas observando.

Os espectadores também receberam pequenos copos de cerveja, tornando-se, por alguns instantes, fregueses daquele boteco imaginário.

Era justamente essa a magia da apresentação.

A peça percorria diferentes espaços da Estação Cultura. O público caminhava pelos trilhos, vagões, instalações e salas, descobrindo novas cenas pelo caminho. Não havia necessidade de trocar a cenografia: bastava caminhar até outro pedaço da antiga ferrovia.

Assim, a própria estação tornou-se personagem.

E talvez exista algo poeticamente ferroviário nisso tudo.

Durante décadas, aqueles trilhos transportaram pessoas para outros lugares. Naquela noite, já sem precisar partir da plataforma, continuaram fazendo exatamente isso.

Só que o destino agora era outro.

O teatro.

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Nosso amigo chora suas magoas no boteco


Estamos no boteco com nosso amigo, os músicos fazendo sua parte, bebendo e animando o ambiente com uma deliciosa trilha sonora.



Nosso épico personagem esta bebendo e chorando suas magoas... infeliz com seus problemas, suas perdas para deleite da plateia.

Todos foram servidos com um copito de cerveja, como bons frequezes consolamos e ouvimos as magoas do personagem.



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🎭 Teatro na Estação — Campinas 2016

Uma viagem pelos registros do Teatro na Estação, na Estação Cultura de Campinas, incluindo a passagem de Ulisses à Deriva em 21 de maio de 2016.

Esta coleção reúne vídeos, relatos e memórias registrados durante o evento Teatro na Estação, preservando diferentes momentos da programação cultural realizada na antiga estação ferroviária de Campinas.

🚂 Uma estação transformada em palco

Em maio de 2016, a Estação Cultura de Campinas recebeu apresentações em que teatro, música, performances e personagens ocuparam plataformas, vagões e antigos espaços ferroviários.

Estes registros formam uma pequena memória digital daquele encontro entre ferrovia, patrimônio histórico, teatro, música e cultura em Campinas.

Entre as apresentações estava Ulisses à Deriva, montagem relacionada ao universo de Ulysses, de James Joyce, transformando a antiga estação em mais uma parada na longa viagem de Leopold Bloom.

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📚 Teatro, ferrovia e memória cultural de Campinas

O projeto Teatro na Estação ocupou a histórica Estação Cultura de Campinas com apresentações, música, teatro e performances. Estes registros publicados no Bellacosa Mainframe preservam diferentes fragmentos daquela experiência cultural.

A coleção inclui cenas relacionadas a Ulisses à Deriva, além de músicos, personagens, performances e intervenções realizadas no ambiente ferroviário.

O conjunto conecta temas como Campinas, Estação Cultura, patrimônio ferroviário, teatro brasileiro, James Joyce, Ulysses, Leopold Bloom, Molly Bloom, literatura, música e memória cultural.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
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Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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