sábado, 18 de agosto de 2018

💥 Top 10 Atos FALHOS em Animes — Quando o inconsciente faz fanservice!



 💥 Top 10 Atos FALHOS em Animes — Quando o inconsciente faz fanservice!

📓 Versão Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight Lunch


Se Freud tivesse nascido em Akihabara, com certeza teria fundado a escola da Psicanálise Moe.
Porque, convenhamos, ninguém comanda o inconsciente como os personagens de anime — que transformam cada ato falho em confissão, piada, caos ou romance.
E como bom notívago do El Jefe Midnight Lunch, montei aqui o Top 10 Ato Falho no Japão Animado, com direito a bug emocional, crash de sentimentos e prints mentais eternos.


🥇 1. Usagi Tsukino (Sailor Moon) – “Ai, eu queria o Tuxedo Mask só pra mim!”

A rainha dos shitsugen românticos.
Usagi vive trocando as palavras, falando o que sente antes de pensar — às vezes no meio da batalha!
Freud aprovaria: puro id em forma de colegial mágica.

💬 “Eu disse que ele era lindo?! Quero dizer… forte! Fortíssimo!”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Ato falho tipo moon crash — impulsivo, sincero e adorável.


🥈 2. Naruto Uzumaki (Naruto) – “Eu nunca desistirei de você, Sasuke!”

O ninja número um dos fails emocionais.
Naruto vive negando o que sente, mas toda fala dele é um shitsugen afetivo em potencial.
A amizade, a dor, o amor reprimido — tudo aparece em falas acidentais que viraram memes.

💬 “Não é que eu gosto de você, tá? Só não quero que você morra!”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Ato falho nível Hokage — entre a negação e a verdade mais pura.


🥉 3. Vegeta (Dragon Ball Z) – “Não… é que eu… me preocupo com você, Kakarotto!”

O orgulho Saiyajin não permite dizer “gosto de você”, mas o inconsciente dele não mente.
Toda vez que tenta xingar Goku, sai uma declaração disfarçada.

💬 “Você é um idiota… mas é o MEU idiota.”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Shitsugen tsundere — o afeto camuflado em raiva.


🏅 4. Misty (Pokémon) – “Ash, seu bobo, quem disse que eu gosto de você?”

Ato falho clássico de 1990s.
Entre um Pikachu e outro, Misty deixa escapar toda a química adolescente.

💬 “Não é como se eu quisesse ficar com você o tempo todo!”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Ato falho tipo poké-love — a negação é o primeiro estágio da paixão.


🎖️ 5. Light Yagami (Death Note) – “Eu sou… o Kira!”

O shitsugen supremo.
O gênio do disfarce deixa o inconsciente falar num lapso quase teatral — e boom, a mente trai o plano.
Freud bateria palmas de pé.

💬 “Quer dizer, se eu fosse o Kira, eu faria exatamente isso…”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Ato falho nível divino — o ego se acha deus e o id confirma.


🧠 6. Shinji Ikari (Evangelion) – “Pai… eu só queria que você me notasse.”

O anime inteiro é um grande ato falho freudiano em forma de robô gigante.
Cada fala de Shinji é o inconsciente pedindo afeto em meio à destruição do mundo.

💬 “Eu não quero pilotar! …Tá bom, eu piloto.”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Ato falho depressivo-existencial — o inconsciente chora dentro do Eva-01.


💔 7. Rukia Kuchiki (Bleach) – “Ichigo, não pense que me preocupo!”

Entre lutas e mundos espirituais, Rukia vive tropeçando na língua.
O amor platônico disfarçado de desprezo — um clássico da psique japonesa.

💬 “Você é irritante, mas… não morra.”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Shitsugen samurai — afeição embainhada como uma katana.


🌸 8. Kaguya Shinomiya (Kaguya-sama: Love is War) – “Não! Eu não quero que ele confesse primeiro!”

A rainha dos atos falhos estratégicos.
Cada episódio é uma guerra psicológica de egos reprimidos, e o inconsciente é o verdadeiro general.

💬 “Eu não estou apaixonada… só quero que ele morra de amores por mim!”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Ato falho 5D xadrez emocional — o ego perde, o coração vence.


🍜 9. Sanji (One Piece) – “Nami-swaaan! Eu faria tudo por você!”

O cozinheiro galante é o bug ambulante do amor.
Não há filtro entre o inconsciente e a boca — cada palavra é uma explosão de libido freudiana no convés.

💬 “Meu coração ferve mais que o óleo da frigideira, Nami-san!”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Shitsugen culinário — o inconsciente temperado com paixão.


🕯️ 10. Rei Ayanami (Evangelion) – “Por que estou chorando…?”

Talvez o ato falho mais silencioso e poético dos animes.
Rei, clone sem emoções, chora sem entender — o inconsciente fala pelas lágrimas.

💬 “Não sei o que sinto… mas sinto.”

💡 Diagnóstico Bellacosa: Ato falho ontológico — o humano emergindo do código genético.


🌙 Conclusão Bellacosa

O ato falho nos animes é o momento em que o personagem deixa o script e fala com a alma.
É quando o ego de ferro trinca, o coração vaza e o inconsciente grita “plot twist!”.
No fundo, são esses deslizes que tornam os personagens humanos — e nós, espectadores, cúmplices.

Freud diria:

“No erro, o anime encontra sua verdade.”

E eu, do alto das madrugadas do El Jefe Midnight Lunch, completo:

“Cada ato falho é um printf do coração — sem edit mask, sem if, sem GO TO.”


🎬 Top 10 Ato Falho em Animes — por Vagner Bellacosa
Blog El Jefe Midnight Lunch — onde Freud, o Japão e o Mainframe se encontram às 3h da manhã.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

🎰 Gacha: O Caça-Níqueis da Alma Otaku

 


🎰🎰🎰 Gacha: O Caça-Níqueis da Alma Otaku 🎰🎰🎰

Um mergulho Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight Lunch

Se o Japão tivesse que escolher apenas uma mecânica para explicar a sociedade moderna — dos animes ao capitalismo afetivo — provavelmente seria o Gacha.
Não é só jogo, não é só azar, não é só vício: é cultura, é ritual, é algoritmo emocional.

Sim, hoje no El Jefe Midnight Lunch, vamos abrir o painel do z/OS japonês e entender como esse “RPG de probabilidade” virou um fenômeno sociológico, econômico, psicológico e, claro, otaku até o osso.



1. Origem do Gacha: Quando o Japão Copiou o Ocidente… E Melhorou

O Gacha nasceu nos EUA como gashapon machines nos anos 60 — aquelas cápsulas de plástico vendidas em máquinas de 25 centavos.
O Japão olhou para aquilo, deu um sorriso de quem está prestes a hackear o universo, e reinventou tudo:

  • cápsulas mais bonitas

  • prêmios temáticos

  • séries colecionáveis

  • raridades

  • lore

  • e, claro, muita psicologia aplicada

O termo “Gacha” vem do som:
GACHA = girar a manivela
PON = cair a cápsula

Dois onomatopeias que viraram um império.



2. O Efeito Mainframe: Quando o Gacha Migrou Para o Mundo Digital

Nos anos 2000, as empresas japonesas perceberam que:

“Se as crianças giram uma manivela…
…os adultos podem girar um servidor.”

Assim nasceu o Gacha Digital nos games mobile.
A lógica era simples:

  • 1 item raro em 100

  • 1 personagem SSR em 300

  • e muito “só mais uma tentativa”

A mecânica caiu como luva para jogos de:

  • RPG mobile

  • Visual novels gacha

  • Games de idol

  • Jogos de anime

  • Coletáveis de cartas digitais

E virou uma economia bilionária.



3. Como Funciona a “Engenharia Emocional” do Gacha

O Gacha trabalha com cinco pilares psicológicos:

a) Randomização Controlada

O jogo nunca revela totalmente as chances.
Você sabe que é baixo — mas não quão baixo.

b) Feedback Instantâneo

Som, luz, animação… tudo para enganar o cérebro e simular vitória.

c) Raridade Escalonada

  • N – Normal

  • R – Rare

  • SR – Super Rare

  • SSR – Super Super Rare

  • UR – Ultra Rare

  • LR – Lendário

Quanto mais letra, mais dopamina.

d) Pity System

Se você gastar X vezes, o jogo te dá 1 personagem raro por pena.
É quase um “ABEND no sistema de sorte”: falhou tanto que ganhou por misericórdia.

e) Edição Limitada

Personagem exclusivo de evento — perdeu?
Só no Japão mesmo:
anos depois, talvez volte… ou não.


4. A Sociedade Gacha: Como Isso Mudou o Comportamento Japonês

O Gacha virou parte da cultura:

  • crianças: gashapon físico

  • adolescentes: jogos de idol (Love Live, Idolm@ster)

  • adultos: FGO, Genshin, Uma Musume, Blue Archive

  • idosos: versões leves em pachinko e loterias

O Japão tem até:

📌 ruas inteiras dedicadas apenas a gacha machines
📌 lojas que vendem cápsulas raras por preço de ouro
📌 mercado secundário de alto valor

E a galera de Akihabara ama dizer:

“Quem nunca gastou mais de 10k yen em Gacha
…não viveu o Japão.”


5. Curiosidades no Estilo Bellacosa Mainframe

  • O maior single pull registrado num evento de Fate/Grand Order foi equivalente a R$ 70 mil.

  • Um programador japonês foi demitido por gastar todo o salário em Gacha durante o expediente.

  • Existe Gacha para comprar Gacha — sim, meta-gacha.

  • A cápsula mais cara vendida oficialmente custava 500 yen (físico).

  • Gacha de anime adulto existe — e vende muito.

  • O Japão exporta gacha até para aeroportos (Narita é um parque de diversões).

  • Alguns gachas têm “seed” fixa por usuário: a sorte nasce junto com a conta.


6. Easter-Eggs Que o Fã Hardcore Vai Reconhecer

  • Em Genshin, a animação dourada tem 7 frames secretos diferentes.

  • Em FGO, se a tela brilha duas vezes, é quase certo que vem SSR — quase.

  • Em Blue Archive, existe um código de debug interno famoso por vazar em 2021 revelando taxas reais.

  • Em Uma Musume, algumas jogadoras UR têm idle motions baseadas em cavalos de verdade.

  • Em gachas físicos, várias máquinas colocam cápsulas vazias para simular raridade.


7. A Parte Sombria: Problemas Legais, Éticos e Sociais

O Gacha já foi acusado de:

❖ incentivar vício

Sim, funciona como caça-níquel emocional.

❖ exploração econômica

Jogadores jovens gastam sem controle.

❖ mecânicas enganosas

Algumas empresas esconderam probabilidades reais.

❖ casos de falência pessoal

Sim, existe Gacha Bankruptcy — falência por gacha.

❖ leis

Em 2012 o Japão proibiu o “Kompu Gacha”, um formato onde o jogador precisava combinar itens raros para obter superpremio (era considerado manipulação do consumidor).


**8. Por Que o Gacha Se Sustenta?

(E a resposta é: porque o Japão ama colecionar)**

Desde a era Edo, o Japão já tinha:

  • amuletos

  • bonecos

  • selos

  • cartas

  • talismãs

  • coleções de tudo

O Gacha só digitalizou um comportamento cultural de 400 anos.


9. Conclusão Bellacosa: Gacha É o SUBMIT do Destino

O Gacha é o mainframe emocional da cultura pop japonesa:

  • processa desejo,

  • aloca esperança,

  • executa dopamina,

  • entrega frustração,

  • e reinicia o ciclo.

E no final, todo jogador pensa:

“Dessa vez vai.”
E não vai.
Mas a gente tenta de novo.

No Japão, Gacha não é só jogo —
é uma filosofia existencial,
um ritual social,
uma economia,
e um espelho da alma otaku.

domingo, 12 de agosto de 2018

🌄 Taubaté: Onde Fui Feliz Sem Saber

  





🌄 Taubaté: Onde Fui Feliz Sem Saber

Por El Jefe — Bellacosa Mainframe Chronicles

Há cidades que passam por nós.
E há cidades que ficam — como tatuagem, cicatriz e perfume antigo.

Porque amei — e ainda amo — a cidade de Taubaté.
Foram quase quatro anos vivendo ali, mas cada dia parecia um verão inteiro. Posso afirmar, sem cerimônia, que foram os anos mais intensos e livres da minha vida.

Andava de bicicleta pra lá e pra cá — Caçapava, Tremembé, Quiririm, distritos perdidos na Mantiqueira. Taubaté era plana, aberta, convidativa. Uma cidade feita para se andar a pé, com o vento leve batendo no rosto e a sensação de que o tempo não tinha pressa.

O povo, ah o povo... acolhedor, divertido, cheio de causos e risadas. Dava pra nadar nas lagoas, pescar no rio Paraíba, mergulhar na culinária do interior com pastel de feira, caldo de cana e aquele frango com quiabo que abraçava o estômago e o coração.
Havia verde por todos os lados, bosques, matas, córregos, e o mar de Ubatuba logo ali, como promessa de um fim de semana sem relógio.

Era um tempo doce. Não havia violência nas esquinas.
As crianças brincavam na rua até tarde, e a noite era um convite à liberdade — e não ao medo.
Gostava das escolas por onde passei, dos amigos que a vida me presenteou, dos amores, sapequices e pequenas rebeldias que ajudaram a moldar o homem que me tornei.

E no centro de tudo, um refúgio: a Biblioteca Municipal, meu templo.
Entre aquelas prateleiras, minha imaginação voava sem limites. Ali, aprendi que o mundo cabia dentro de um livro — e que o futuro podia ser escrito com uma caneta azul e um coração inquieto.

Mas um dia, com o coração pesado, parti.
Deixei Taubaté para trás e fui parar na fria, cinzenta e poluída metrópole de São Paulo.
A cidade grande me engoliu com seu concreto e suas urgências.
Mas Taubaté... ah, Taubaté ficou.

Ficou como lembrança que visita nas madrugadas.
Como cheiro de chuva no asfalto quente,
como saudade de um tempo em que a vida era simples — e a felicidade, distraída.


☕ Notas de Rodapé de Um Bellacosa

  1. A liberdade, às vezes, é uma bicicleta e um pôr do sol no Vale do Paraíba.

  2. O homem se forma não nas metrópoles, mas nas cidades pequenas onde ainda é possível ouvir o barulho do próprio coração.

  3. A saudade é o arquivo imutável do nosso mainframe interior.


💭 Epílogo

Hoje entendo: Taubaté foi meu compilador emocional.
Ali, compilei meus sonhos, debuguei meus medos, e rodei o programa mais importante da vida: ser feliz sem saber.


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

🐔 Coxinha Paulista: o mainframe dourado da comida de boteco

 


🐔 Coxinha Paulista: o mainframe dourado da comida de boteco

Por Vagner Bellacosa ☕🔥

Antes do hambúrguer gourmet, antes do food truck e antes do brunch, o paulistano já sabia o que era felicidade empacotada: uma coxinha quente, crocante e pingando azeite no guardanapo.
Pequena por fora, épica por dentro.
A coxinha é a transação atômica da gastronomia brasileira — uma unidade indivisível de prazer.

Mas, como todo clássico, ela nasceu de uma mistura de improviso, engenho e fofoca histórica.




🏰 A origem (ou a lenda real da coxinha)

Dizem que tudo começou no final do século XIX, no interior de São Paulo, na fazenda de Limeira, que pertencia à família imperial de Dom Pedro II.
A história é quase de novela:
O filho da princesa Isabel, o pequeno Pedro Augusto, tinha hábitos alimentares peculiares — só comia coxas de frango.

Um dia, faltou frango suficiente para atender ao desejo real.
A cozinheira do palácio, com espírito de programadora criativa diante de um abend, decidiu improvisar:
desfiou o resto do frango, moldou em formato de coxa, envolveu na massa e fritou.
Nascia ali a primeira coxinha da história, versão beta, testada e aprovada pela monarquia.

O resto é deploy: da fazenda imperial, o salgado viajou para padarias, fábricas e botecos paulistanos, onde ganhou o formato, o recheio e a glória popular que conhecemos hoje.




🍗 A arquitetura de uma coxinha bem projetada

Um engenheiro chamaria de sistema em camadas:

  • Núcleo: frango desfiado (a lógica de negócio).

  • Revestimento: massa de batata e farinha (a camada de aplicação).

  • Empanamento: farinha de rosca (a camada de segurança).

  • Fritura: óleo borbulhante (o ambiente de produção).

O formato de lágrima é pura simbologia paulistana: uma gota de ouro saindo da frigideira, pronta para fazer rollback em qualquer tristeza.


🏙️ A expansão e os forks regionais

Em São Paulo, a coxinha é rainha das padarias, servida com café pingado, ketchup suspeito e conversa fiada.
Mas o sistema se espalhou pelo país e foi ganhando customizações de ambiente:

  • Coxinha de catupiry, nascida em São Paulo nos anos 1990, virou padrão de mercado;

  • Mini coxinhas — a versão microserviço do salgado;

  • Coxinha vegana, com jaca no lugar do frango (prova de que até o código legado pode ser refatorado).

Em cada esquina, uma variação. Em cada boteco, um log de fritura.
E todas giram em torno do mesmo princípio: crocância como SLA.


💬 Curiosidades e folclore

  • Em 1950, fábricas como a Perdigão e Sadia industrializaram a coxinha, tornando-a item obrigatório em festas e padarias.

  • O formato lembra o teardrop de design industrial dos anos 50 — elegante, funcional e aerodinâmico.

  • Há quem diga que a coxinha é o “pão francês dos salgados”: universal, confiável e de rápida integração social.

  • O segredo da boa coxinha é o delay da fritura — 30 segundos a mais, e o sistema colapsa.


Bellacosa comenta

A coxinha é o mainframe dos salgados brasileiros — confiável, resiliente e em operação contínua há mais de 100 anos.
Ninguém sabe ao certo onde termina o mito e começa a história, mas uma coisa é certa:
Enquanto houver balcão de padaria, vidro embaçado e café forte, a coxinha seguirá rodando em produção — sem bug, sem update, e com uptime de sabor eterno.


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

TOP 20 SANTUÁRIOS MAIS PODEROSOS DO JAPÃO

 

Bellacosa Mainframe apresenta os 20 mais emblematicaos templos e santuarios no Japão

TOP 20 SANTUÁRIOS MAIS PODEROSOS DO JAPÃO

Uma odisséia espiritual ao estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight Lunch

☕⛩️✨ Prepare-se, porque hoje vamos compilar Kami, tradição, mistério e nostalgia na mesma LPAR do coração.

O Japão é o único lugar do mundo onde você pode entrar em uma floresta e sentir que atravessou um portal, uma espécie de exit program que te joga direto em outra LPAR — a espiritual.
Esses portais são os santuários, máquinas espirituais milenares onde Kami e humanos interagem desde antes do “primeiro IPL da história japonesa”.

Hoje apresento o TOP 20 Santuários Mais Poderosos do Japão, com mistérios, histórias, curiosidades e aqueles easter-eggs que só o Bellacosa Mainframe entrega.
Pegue seu café, ajeite o torii mental e vamos embarcar.


Ise Jingu

1 — Ise Jingū (伊勢神宮) – O Coração do Japão

Local: Mie
Kami: Amaterasu-Ōmikami
Por que é poderoso? Considerado o “data center espiritual” do Japão. Renovado a cada 20 anos — o refresh mais elegante da história.
Easter-egg: Só a família imperial pode entrar em certas áreas.


Bellacosa Mainframe visitando Izumo Taisha

2 — Izumo Taisha (出雲大社) – A Sala de Conferências dos Kami

Izumo Taisha


Local: Shimane
Kami: Ōkuninushi
Poder: Diz a lenda que todos os Kami do Japão se reúnem aqui todo outubro.
Curiosidade: É o santuário dos relacionamentos — nível “APIs românticas”.


Bellacosa Mainframe visitando Fushimi Inari Taisha

3 — Fushimi Inari Taisha (伏見稲荷大社) – O Labirinto dos 10.000 Torii

Fushimi Inari Taisha


Local: Kyoto
Kami: Inari
Poder: Prosperidade e sucesso — ideal para quem quer sobreviver ao mercado de TI.
Easter-egg: Os torii são patrocinados por empresas ao estilo “mainframe naming rights”.



4 — Meiji Jingū (明治神宮) – O Santuário da Transição

Local: Tóquio
Kami: Imperador Meiji
Curiosidade: Um dos santuários mais silenciosos mesmo estando ao lado de Shibuya. Milagre puro.



5 — Tsurugaoka Hachimangū (鶴岡八幡宮) – O Santuário dos Samurais

Local: Kamakura
Kami: Hachiman
Poder: Protetor dos guerreiros — até hoje atrai artes marciais.
Comentário: Se houvesse COBOL de samurai, seria compilado aqui.


6 — Itsukushima Jinja (厳島神社) – O Torii que Flutua

Local: Hiroshima
Kami: Ichikishimahime
Mistério: Torii flutua há séculos — sustentado pela fé e engenharia ninja.


7 — Suwa Taisha (諏訪大社) – O Santuário dos Deuses da Guerra e do Raio

Local: Nagano
Curiosidade: Um dos mais antigos, sem torii na entrada — estilo “raw access”.


8 — Kasuga Taisha (春日大社) – O Santuário das Lanternas Eternas

Local: Nara
Easter-egg: 3 mil lanternas só acesas duas vezes por ano.
Poder: Fertilidade, paz e boa colheita.


9 — Kifune Jinja (貴船神社) – O Santuário da Chuva

Local: Kyoto
Mistério: Antigo local para prever clima — os primeiros “meteorologistas espirituais”.


Kumano Hongu Taisha

10 — Kumano Hongū Taisha (熊野本宮大社) – O Caminho das Mil Orações

Local: Wakayama
Poder: Cura espiritual; destino final de peregrinos milenares.


Nikko Toshhogu

11 — Nikko Tōshōgū (日光東照宮) – O Santuário do Shogun Imortal

Local: Tochigi
Kami: Tokugawa Ieyasu
Curiosidade: O famoso trio “não vejo, não falo, não ouço o mal”.


Usa Jingu

12 — Usa Jingū (宇佐神宮) – O Hachiman Original

Local: Oita
Poder: Um dos berços do culto samurai.


Omiwa Shrine

13 — Ōmiwa Shrine (大神神社) – A Montanha Sagrada Sem Edifício

Local: Nara
Mistério: Não tem salão principal — o próprio monte Miwa é o Kami.
Comentário: Minimalismo espiritual extremo. Quase zen-bare-metal.


Nachi Taisha

14 — Nachi Taisha (熊野那智大社) – O Santuário da Cachoeira Gigante

Local: Wakayama
Curiosidade: Uma das quedas d’água mais poderosas do país — 133 metros.


Atsuta Jingu

15 — Atsuta Jingū (熱田神宮) – O Santuário da Espada Sagrada

Local: Aichi
Easter-egg: Abriga a Kusanagi-no-Tsurugi — a Excalibur japonesa.


Hie Shrine

16 — Hie Shrine (日枝神社) – O Guardião de Tóquio

Local: Tóquio
Poder: Protege negócios e políticos — firewall espiritual da capital.


Yoshida Shrine

17 — Yoshida Shrine (吉田神社) – O Santuário dos Exorcistas

Local: Kyoto
Comentário: Local famoso por rituais contra epidemias desde o século X.
Poder: Sistema antivírus espiritual.


Hakone Shrine

18 — Hakone Shrine (箱根神社) – O Protetor das Estradas

Local: Kanagawa
Curiosidade: Viajeros e samurais paravam aqui para “refazer o buff”.
Easter-egg: Torii no lago Ashi vira cenário de anime direto.


Kanda Myojin

19 — Kanda Myōjin (神田明神) – O Santuário dos Gamers e Programadores

Local: Tóquio (Akihabara)
Kami: Daikokuten, Ebisu, Taira no Masakado
Poder: Sucesso financeiro + proteção digital
Comentário:
Sim, é o santuário oficial da galera de TI.
Sim, dá para comprar amuletos para proteger seu servidor.


Zeniarai Benten

20 — Zeniarai Benten (銭洗弁天) – O Santuário que Multiplica Dinheiro

Local: Kamakura
Curiosidade: Você literalmente lava dinheiro (de verdade) e reza para que multiplique.
Easter-egg: Uma caverna, água pura e um Kami que parece CFO espiritual.


Considerações Bellacosa Mainframe

O Japão é mais do que templos, torii e tradições.
É um gigantesco ecossistema espiritual, um mainframe natural onde:

  • cada montanha é memória,

  • cada árvore é história,

  • cada vento é software ancestral,

  • e cada santuário é um endpoint onde o humano toca o divino.

Alguns desses lugares emanam tanto “campo espiritual” que parecem um IMS apoiado por um z/OS emocional.

Quando você visitar um desses 20 santuários, não vá como turista.
Vá como se estivesse acessando um sistema legado milenar — com respeito, curiosidade e aquela reverência que só quem já enfrentou um JCL rebelde entende.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

🔥 From Monitoring to Meaningful Engagement — IBM Storage Insights explicado para quem já confiou em RMF e I/O trace

 


🔥 From Monitoring to Meaningful Engagement — IBM Storage Insights explicado para quem já confiou em RMF e I/O trace


Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas para um público mainframer




☕ 00:47 — Antes de existir “Storage Insights”, já existia DD DISP=SHR

Todo mainframer raiz sabe:
armazenamento nunca foi só disco. Sempre foi:

  • gargalo oculto

  • causa raiz disfarçada

  • vilão injustiçado

Em 2025, o que a IBM fez com o Storage Insights não foi criar algo novo — foi traduzir décadas de mentalidade mainframe para o mundo híbrido e distribuído.


🧬 Um pouco de história (ou: nada disso é realmente novo)

No z/OS, você sempre teve:

  • RMF para performance

  • SMF para evidência

  • I/O trace para verdade inconveniente

  • Capacity Planning como arte marcial

O que mudou em 2025 foi a embalagem e o alcance:

Storage Insights deixou de ser “monitor”
e virou plataforma de engajamento operacional.

📌 Comentário Bellacosa:
O distribuído está finalmente reaprendendo o que o mainframe nunca esqueceu.


🔍 O que realmente mudou (traduzido para mainframês)

🔹 De Monitoring → Actionable Intelligence

Antes (clássico):

  • Alertas

  • Dashboards

  • “CPU alta”, “latência subiu”

Agora (2025):

  • Tendência

  • Previsão

  • Recomendação contextual

🧠 Analogia direta:
RMF + histórico + operador experiente… automatizado.


🔹 De Operação Reativa → Engajamento Colaborativo

O Storage Insights virou:

  • ponto de encontro

  • linguagem comum

  • ponte entre cliente, parceiro e IBM

📌 Tradução mainframe:
Como se o suporte já chegasse com o dump analisado.

😈 Easter egg:
No mainframe isso sempre se chamou “time que sabe o que está fazendo”.


🔹 De Visibilidade → Empoderamento

Não é mais “olhar gráfico”.
É:

  • entender impacto

  • simular decisão

  • agir antes do incidente

🔥 Comentário ácido:
Dashboard bonito nunca salvou produção. Contexto sim.


📈 O quadro geral (ou: por que isso importa)

Em arquiteturas distribuídas:

  • storage não é periférico

  • storage define comportamento

O Storage Insights 2025 passa a ser:

  • tecido de engajamento

  • fonte de inteligência operacional

  • base para automação real

📌 Bellacosa style:
Observabilidade sem ação é voyeurismo técnico.


🧠 Comparação honesta: Mainframe x Storage Insights

Conceito clássicoStorage Insights
RMF históricoTrend analysis
SMF evidênciaTelemetria contínua
Capacity planningPredictive analytics
Operador experienteAI recommendations
War roomPlataforma colaborativa

😈 Easter egg:
Chamaram de “AI”. Você chamava de “cara que conhece o sistema”.


🛠️ Passo a passo mental para o mainframer entender

1️⃣ Pare de pensar em “ferramenta”
2️⃣ Pense em governança operacional
3️⃣ Leia tendências, não alertas
4️⃣ Correlacione storage com aplicação
5️⃣ Use recomendação como hipótese, não dogma

🔥 Regra de ouro:
Quem decide continua sendo humano. A diferença é que agora ele decide melhor informado.


📚 Guia de estudo recomendado

Conceitos-chave

  • Observabilidade

  • Telemetria

  • Capacity planning distribuído

  • Hybrid cloud

  • AIOps

Exercício Bellacosa

👉 Pegue um pico de latência
👉 Veja a tendência histórica
👉 Relacione com workload
👉 Compare com decisão reativa antiga

Resultado? Menos susto. Mais controle.


🎯 Aplicações reais no mundo corporativo

  • Redução de incidentes

  • Planejamento de crescimento

  • Integração mainframe + cloud

  • SRE corporativo

  • Base para storage autônomo


🖤 Epílogo — 03:12 da manhã, tudo estável

O Storage Insights 2025 não é revolução.
É evolução com memória.

El Jefe Midnight Lunch conclui:
“O futuro do storage não é autônomo. É bem governado.”

 

terça-feira, 24 de julho de 2018

🍽️✨ A Cozinha Maravilhosa da Dona Mercedes — Versão Bellacosa Mainframe, modo saudade ON

 


🍽️✨ A Cozinha Maravilhosa da Dona Mercedes — Versão Bellacosa Mainframe, modo saudade ON

El Jefe, prepara o guardanapo porque hoje eu volto no túnel do tempo, direto para o coração fumegante, aromático e mágico da minha infância: a cozinha da minha mãe, Dona Mercedes. Um templo tão poderoso quanto CP-67 iniciando IPL — só que, em vez de bytes, ali rodava amor em modo batch contínuo, 24x7.

Minha mãe veio da roça.
Roça de verdade, daquela que não tinha água encanada, não tinha gás, não tinha luz, não tinha freezer — só coragem. Viviam do que plantavam ou do que conseguiam comprar na mercearia da fazenda. Quando muito, uma ida à cidade trazia um mimo: um punhado de arroz mais branquinho, um açúcar mais fino, um café cheiroso.



Era vida dura. Dura nível dataset cheio sem espaço no volume.
E mesmo assim ela seguia.
Trabalhou na roça, trabalhou cuidando dos irmãos, estudou até onde deu — quarta série — e depois mergulhou na vida de gente grande: babá, ajudante de doméstica, ajudante de cozinheira, cozinheira.

Mas tudo isso é só o preâmbulo.
A abertura do job.
Porque o que interessava mesmo era o milagre.



💫 Minha mãe cozinhava como uma divindade.
E não digo isso no exagero não — Dona Mercedes era tipo um “Assembler Culinário”: sabia transformar meia dúzia de ingredientes em um banquete digno de Data Center inaugurando máquina nova.

Aprendeu com a vida, com revistas velhas, com programas de TV assistidos na casa dos outros, com a Bisavó Isabel, com a Vó Anna e até com cursos da igreja. E nós — eu e meus dois irmãos, os três pequenos onis glutões — éramos o time de homologação do sistema:

  • ajudávamos,

  • roubávamos pedaços escondido,

  • lambíamos as rapas das panelas como se fosse ouro,

  • e fazíamos fila para experimentar tudo antes do resto da humanidade.



Éramos pobres.
Mas ali, naquela cozinha pequena, simples, temperada com carinho, a mesa era sempre farta, graças à imaginação infinita da minha mãe. Era ela quem operava a multiplicação dos pães versão “Cecap 1980”. Sabia fazer mágica com quase nada. Era alquimista, cientista, engenheira de sabor.

E quando comecei a trabalhar cedo — pequeno trabalhador Bellacosa mode ON — e entrou mais um dinheirinho no orçamento, aí meu amigo… Dona Mercedes subiu mais um nível, liberou novas habilidades, destravou receitas que antes moravam só na revista Cláudia e nos programas da Ofélia.

E como cozinhava!
Bolos, tortas, frangos, empadões, pudins, salgadinhos, doces quentes, doces gelados, pratos de festa… tudo feito no amor.

Eu lembro como se fosse ontem:
Chegar do trabalho, empapado de suor, abrir a porta e ser recebido pelo perfume doce, quente, sedutor do forno trabalhando. E lá estava ela — lenço amarrado na cabeça, bobs no cabelo, pano de prato no ombro — porque se tinha bobs, meu amigo, era porque no dia seguinte ia ter festa.


Festa de verdade.
Com Dona Mercedes comandando tudo, como se fosse o maestro de uma orquestra culinária, com as ajudantes — eu e meus irmãos — operando como subprocessos sincronizados.

Eram tempos difíceis.
Mas eram tempos lindos.
Tempos que aquecem o coraçãozinho deste velho Bellacosa aqui… e deixam a barriga cheia de saudade do sabor divino da minha mãe.

Dona Mercedes…
A cozinheira, a artista, a maga, a programadora do sabor.
E, acima de tudo…
minha mãe.

💛✨