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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Dia 4 – JavaScript e laços de repetição

 


Dia 4 – JavaScript e laços de repetição

  • #Programação para Internet
  • #JavaScript
  • #Arquitetura de Sistemas

Dia 4 – JavaScript e laços de repetição


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Dia 4 - Escreva sobre como trabalhar com laços de repetição na sua linguagem favorita


Bem-vindo amigos para mais um artigo em nosso Desafio 21 dias 21 artigos, hoje foi fazer uma pequena apresentação sobre os laços de repetição em Javascript, para ajudar iniciantes a conhecerem melhor esta fabulosa linguagem.


Muito útil para animar páginas da internet, elaborar validações em front-ends, auxiliar em rotinas de escrito, na verdade é pau para toda obra, fique conosco e veja o que podemos fazer.


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É um novato em programação? Então vamos fazer uma pequena introdução. Antes de mais nada Loop e Repetição são sinônimos em programação.


Introdução


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Imagine que ao iniciar a codificação o programa ira seguir uma sequência lógica de comandos, um após o outro, porém em algumas logicas acontecera que determinada combinação de comandos deverá ser repetida até obter um determinado resultado.


Para essa necessidade surgiram os laços de repetição, existem diversos tipos, cada um voltado para uma necessidade especifica.


Apresentando os laços


  •         For
  •         While
  •         Do, While
  •         Label
  •         For... in
  •         For... of


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Cada um com uma especificidade que ajudam solucionar problemas simples e complexos, podendo ser utilizados sozinhos ou em conjunto, sendo ferramentas imprescindíveis na codificação nossa do dia a dia.


FOR


O primeiro laço a ser apresentado é o laço FOR, sendo utilizado em repetições com um limite real e conhecido. No exemplo abaixo será impresso os números de 0 até 9.


Ct_Limite = 10
 for (var i = 0; i < Ct_Limite ; i++) {
 console.log(“i: “ + i)
}


While


Este laço é mais complexo, pois existe a necessidade de um comando de saída, famoso por gerar inúmeros bugs de loop infinito. Neste exemplo imprimira de 0 até 9, sendo que a variável n será o elemento de saída quando atingir 10.


Ct_Limite = 10;
n = 0;
while (n < Ct_Limite) {
 console.log(n);  
 n++;
}


Do...While


Este comando é uma variação do While, porém apresenta uma diferença sutil. Enquanto no While puro a condição tem que ser verdadeira, para iniciar a repetição, neste caso a condição é sempre feita ao menos uma vez a depender da lógica. No exemplo sera impresso 1 e ao entrar no loop imprimira o restante até o 9.


Ct_Limite = 10;
i = 0;
do {
i += 1;
console.log(i);
} while (i < Ct_Limite);


Label


Utilizei muito em Cobol, através do perform, quando passei as linguagens senti falta desta solução, até descobrir o label, ele funciona marcando uma determinada sessão do código e permitindo sua referencia. Exemplo


markLoop:
while (theMark == true) {
 facaAlgo();
}


For... in


Funciona de maneira parecida ao For explicado anterior, com uma nuance possibilita explorar o interior de arrays e objetos exibindo ou iterando com suas propriedades. Ficou confuso ne?


Veja o exemplo, talvez fique mais claro


let arr = [3, 5, 7];
arr.foo = "hello";
for (let i in arr) {
 console.log(i); // logs "0", "1", "2", "foo"
}


For... of


Estou dando no em sua cabeça? Vai piorar... este laço For, faz uma repetição dentro do objeto, array, ou seja, trazendo seu conteúdo para uso no programa.


Como assim??? Veja o exemplo vai te ajudar.


let arr = [3, 5, 7];
for (let i of arr) {
 console.log(i); // logs "3", "5", "7"
}


Viu não era tao difícil assim...


Apresentei todos os laços de repetição ate o momento, lembre-se que a ECMA Internacional poderá criar uma nova em algum novo release.


Fugindo dos loops


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Mas antes de terminarmos, faltou comentar sobre dois super mega poderosos comandos .


Break


Este comando encerra o loop e executa o próximo comando fora do LOOP. Ai esta ficando bem confuso este troço? Calma, vamos por partes como diria o Jack, estripador. Quando o IF for verdadeiro a repetição FOR é encerrada.


for (i = 0; i < Ct_Limite; i++) {
if (a[i] == theValue) {
  break;
}
}


Continue


O Continue é primo o break, mas seu funcionamento é inverso do Break, quando numa repetição e encontrado o Continue, o ponteiro do programa retorna para o início do loop, refazendo todos os comandos. Eita piorou? Calma tem exemplo.


i = 0;
n = 0;
while (i < 5) {
i++;
if (i == 3) {
  continue;
}
 Console.log(i); // exibe 1, 2, 4, 5
}


Conclusão


Espero ter ajudado ao parça fazendo esta breve introdução aos loops (laços de repetição), fazendo um pequeno resumo e dando exemplos práticos, caso surja alguma duvida, não se acanhe, pergunte aqui ou no discord. Lembre-se juntos somos mais fortes.


Caso interesse entre em nosso coding dojo de Javascript e faça os exercícios para aprimorar seus conhecimentos.


Lembre codificar é uma arte de raciocínio artesanal, cada programa reflete a alma do programador, apresentando soluções impares para problemas do cotidiano. Treine, brinque, experimente, descubra um mundo totalmente inusitado.


Espero ter ajudado.


Convido a conhecerem meu Github: https://github.com/VagnerBellacosa


Acompanhe meus bootcamps : https://github.com/VagnerBellacosa/DIO_Bootcamps

 

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Espero ter ajudado ate o próximo artigo.


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 Referência Bibliográfica


WIKIPEDIA - A Enciclopédia Livre, faça parte, ajude actualizando ou criando verbetes http://www.wikipedia.org


Google Books um repositório com milhões de livros digitalizados https://books.google.com/


Internet Archive, tudo aquilo que um dia foi publicado veio parar aqui. https://archive.org/


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image Mais momento jabá, uma jornada na marginal Pinheiros com tare caótica e muito transito, outrora foi a praia dos paulistanos, famílias fazia pic nics em suas margens, banhistas nadavam e curtiam dias de folga, mas a cidade foi crescendo, avenidas foram construídas, a poluição correu solta e destruiu toda a natureza, tornando o Rio Tiete, aquele que permitiu conquistar o Brasil a Oeste de Tordesilhas, enfeou-se, embruteceu e tornou-se na triste imagem que vemos em nossos dias, muito triste, pesaroso assim, visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez: https://www.youtube.com/watch?v=o1cX434YwQk


Bom curso a todos.


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Pode me dar uma ajudinha no YouTube?


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domingo, 20 de junho de 2021

Dia 3 – JAVASCRIPT: Variáveis

 


Dia 3 – JAVASCRIPT: Variáveis

  • #Programação para Internet
  • #HTML
  • #JavaScript

Dia 3 – JAVASCRIPT: Variáveis


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Missão no Dia 3 - Escreva um artigo sobre os principais tipos de variáveis da sua linguagem favorita


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Bem-vindos ao terceiro artigo de nossa jornada de crescimento continuo explorando novas linguagens de programação, estudando e se divertindo com os parças nesta adorável gincana que é o Digital Innovation One. Seja bem vindo ao desafio 21 dias, 21 artigos. Evolua e seja ranqueado em nossa rede social.


Introdução


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O tema de hoje, vamos explorar o Javascript e suas variáveis, a princípio pensei em falar de Cobol, PLI ou mesmo Natural, porém como são linguagens quase mortas, deixarei para uma próxima oportunidade onde iremos explorar o Mainframe.


Um dos maiores desafios quando se aprender uma linguagem de programação nova é onde fica tal variável, qual a sua sintaxe, o cérebro leva tempo para atualizar-se e sempre nos remete ao campo seguro, trazendo a sintaxe da linguagem anterior e nos confundido bastantao.


Sobre o JavaScript


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Uma linguagem com quase 3 décadas, usadas em inúmeros equipamentos, presente ate onde você não imagina, evoluiu muito ao longo dos anos e a cada versão fica mais poderosa. A maior parte da sua sintaxe foi emprestado no Java, mas também recebeu muitos aportes de Awk, Perl e Python e é uma linguagem em constante evoluções surgindo novas actualizações através do ECMA Internacional.


Importante salientar que o JS é case-sensitive e usa a tabela de caracteres Unicode (em breve teremos um artigo sobre tabela ASCII e suas variantes).


Antes de entrarmos no tema variáveis, voltemos um pouco, os comandos de javascript funcionam dentro de blocos, do mais alto nível descendo para as sessões, por isso as variáveis podem ser locais (existem dentro de um bloco) e globais (existem no programa inteiro).


imageLembre-se sempre as estruturas de dados em Javascript : são compostas por tipos primitivos e compostos, sendo uma linguagem de tipagem dinâmica.


Declarações


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Vamos apresentar os 3 tipos de declaração: var, let e const. Cada um servindo a seu propósito, que sejam, bem específicos a saber:


  • ·        Var : declara uma variável, podendo receber um valor inicial;
  • ·        Let : declara uma variável local de escopo do bloco, podendo receber um valor inicial;
  • ·        Const : declara uma constante de escopo de bloco, serve apenas como leitura.


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Global Scope


Uma variável aceita e usada em todo o programa


Function Scope


A varia é aceite e usada apenas dentro da função.


Block Scope


A varia é aceite e usada apenas dentro do bloco.


Reassigned


A variável pode receber uma troca de valor no meio do processamento.


Hoisting


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Em tempo de execuçao, toda variável é “elevada/içada” (hoisting) até o topo do seu contexto de execução. Esse mecanismo move as variáveis para o topo do seu escopo antes da execução do código. Assim evita-se erros de variavel nao declarada.


Variáveis


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Cada empresa e instalação usa um padrão bem especifico para nomear variáveis, o JavaScript aceita letras e números, porem devem iniciar com letras,” _” underline ou “$” cifrão/dólar.



Olho vivo nao cai do burro


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  • let a = 0;

representa um valor vazio (empty),


  • let b = null;

representa um valor nulo (null)


  • let c;

representa um valor indefinido (undefined)


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Dica do tiozao: Normalmente utilizo duas letras para indicar o tipo de variável:


·        AX – Área auxiliar;

·        CT – Contador;

·        RG – registro;

·        FL – Flag;

·        AC – Acumulador;

·        Tt – Valor Total;

·        Me – Mensagens;


Não é obrigatório apenas auxilia na análise do código, quando for declarar variáveis, utilize nomes explicativos, numa manutenção ou mesmo em uma caça ao bug, ajuda muito na hora de analisar o código. Pense que um dia poderá estar em plena madrugada tentando solucionar um abend, sem previsão de entrega, com seu leader, clientes e usuários em seu cangote perguntando esta pronto?


Exemplo de nome de variáveis:


_variavel , $acumulador, Fl_EOF, AC_diasCorridos, RG_Nome, etc


Variáveis e seus Tipos de dados


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O Javascript possui 6 tipos de dados primitivos


  • Seis tipos de dados são os chamados primitivos:
  • Boolean. true e false.
  • null. Uma palavra chave que representa o valor nulo.
  • undefined. Uma propriedade superior cujo valor é indefinido.
  • Number. 42 ou 3.14159.
  • String. "Mochileiro"
  • Symbol (novo em ECMAScript 6). Um tipo de dado cuja as instâncias são únicas e imutáveis.
  • e Object


Uma vantagem do Javascript e aceitar a conversão implícita de variáveis, ou seja, ela aceita qualquer valor, podendo dar grandes rolos na hora de programar.


Quando necessário precisamos trabalhar com números complexos, para isso existem funções que convertem strings em números.


parseInt()
parseFloat()

 

Para evitar confusão informe a base quando for converter números inteiros.


Alguns exemplos de inteiros são:


0, 117 and -345 (decimal, base 10)
015, 0001 and -077 (octal, base 8)
0x1123, 0x00111 and -0xF1A7 (hexadecimal, "hex" or base 16)
0b11, 0b0011 and -0b11 (binário, base 2)


Pontos flutuantes usados para números com positivos/negativos e com muitas casas decimais.


3.1415926
-.123456789
-3.1E+12
.1e-23


Se é sua primeira visita, nao se assuste, ira utilizar cada tipo de acordo com a sua necessidade, para cada desafio, havera uma solução, por isso use e abuse das variáveis, codifique a vontade explore os limites, nao desanime ao primeiro bug, as vezes vale descansar um pouco e voltar ao problema mais tarde.


Arrays e Multiarrays


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Variáveis caixa-box, onde podemos colocar inúmeros valores, podendo ser acessado usando índices e sua versão vitaminada o multiarray que coloca vários níveis dentro dos níveis.


Conclusão


Apesar de mais comedido, o range de variáveis existentes no JavaScripit são usadas em inúmeros programas sofisticado, não deixando nada a dever para linguagens mais robustas e com amplo leque de variáveis.


Espero ter ajudado neste pequeno city tour pelas variáveis do JS, convido o parça a explorar a linguagem codificando, use o Visual Code e sua consola de testes, o Google Chrome ou mesmo uma arquivo HTML.


Dica instale o Node.js e execute testes em linha de comando. Para descobrir mais dicas e aprender mais, visite meu repositório do Github.


E se interessar entre no desafio do meu Dojo Code de Javascripit.


[GitHub Vagner Bellacosa] (https://github.com/VagnerBellacosa)


[Dio Bootcamp]( https://github.com/VagnerBellacosa/DIO_Bootcamps)


Fique bem e bom curso a todos. Juntos somos mais fortes


Coding Dojo


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Saiba como participar do Desafio 21 Dias 21 Artigos


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Espero ter ajudado ate o próximo artigo.




https://dio.me/articles/dia-3-javascript-variaveis


image Referência Bibliográfica


WIKIPEDIA - A Enciclopédia Livre, faça parte, ajude atualizando ou criando verbetes http://www.wikipedia.org


Google Books um repositório com milhões de livros digitalizados https://books.google.com/


Internet Archive, tudo aquilo que um dia foi publicado veio parar aqui. https://archive.org/


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image Mais momento jabá, esse motoqueiro nao devia ter saído da cama, que azar danado, um acidente que viralisou no whatsapp, nao é para fracos, veja que absurdo de pe frio, visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez: https://www.youtube.com/watch?v=BA_HPdi5qWk


Bom curso a todos.



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sábado, 19 de junho de 2021

DotCom : Conclusão — A História Não Acabou. Apenas Mudou de Capítulo.

 

Bellacosa Mainframe e o estouro da bolha dotcom capitulo final

Conclusão — A História Não Acabou. Apenas Mudou de Capítulo.

O verdadeiro legado da bolha da Internet não foi o dinheiro perdido, mas a sabedoria conquistada.

"Toda geração acredita viver a maior revolução tecnológica da História. E, de certa forma, todas estão certas."

Se você fechasse este livro agora e me perguntasse:

"Em uma única frase, qual foi a maior lição da bolha da Internet?"

Minha resposta seria simples.

A tecnologia estava certa. O mercado estava errado sobre o tempo, o dinheiro e a forma como ela amadureceria.

Essa talvez seja a diferença mais importante que um engenheiro precisa compreender.

Ao longo destas páginas viajamos desde a Tulipomania do século XVII até a Inteligência Artificial do século XXI.

Passamos pela Railway Mania.

Pela South Sea Bubble.

Pelo Crash de 1929.

Pela bolha japonesa.

Pelas empresas ".com".

Pela computação em nuvem.

Pelos smartphones.

Pelos agentes inteligentes.

Em todas elas encontramos um padrão quase imutável.

Primeiro nasce uma inovação genuína.

Depois surge o entusiasmo.

Em seguida aparecem investidores.

Logo chegam os oportunistas.

O dinheiro passa a circular em velocidades absurdas.

As expectativas deixam de obedecer às leis da realidade.

Forma-se a bolha.

Ela cresce.

Encanta.

Seduz.

E inevitavelmente estoura.

Mas existe um detalhe que muitos esquecem.

Quando a poeira baixa...

A tecnologia continua lá.

Foi assim com as ferrovias.

Foi assim com a eletricidade.

Foi assim com a Internet.

Muito provavelmente será assim com a Inteligência Artificial.


O Tempo Sempre Separa Engenharia de Especulação

Ao longo de minha carreira trabalhando com IBM Mainframe, aprendi algo que nunca encontrei em um livro de economia.

Os sistemas mais importantes do mundo raramente são aqueles que aparecem nas manchetes.

Eles ficam escondidos.

Processando pagamentos.

Liquidando bolsas de valores.

Controlando voos.

Administrando hospitais.

Pagando aposentadorias.

Gerenciando impostos.

Autorizando cartões de crédito.

Transferindo bilhões de dólares silenciosamente todos os dias.

Ninguém publica notícias dizendo:

"Hoje o sistema bancário funcionou perfeitamente."

Porque esperamos que funcione.

A boa engenharia é invisível.

Quando tudo está certo, ninguém percebe.

Quando algo falha, o mundo inteiro percebe.

Talvez essa seja a maior diferença entre marketing e engenharia.

O marketing precisa chamar atenção.

A engenharia precisa evitar que algo dê errado.


O Programador COBOL Nunca Esteve Preso ao Passado

Durante décadas ouvimos previsões.

"O COBOL vai acabar."

"O mainframe morreu."

"Os sistemas legados desaparecerão."

Essas manchetes surgem praticamente desde os anos 1980.

Enquanto isso...

Novas versões do Enterprise COBOL continuam sendo lançadas.

Novos processadores IBM Z continuam aumentando capacidade.

Novas APIs conectam aplicações escritas há quarenta anos com aplicações desenvolvidas ontem.

Novos bancos digitais executam bilhões de transações sobre tecnologias consideradas "antigas".

O problema nunca foi idade.

Sempre foi utilidade.

Na engenharia existe uma regra silenciosa.

Aquilo que funciona, gera valor e continua evoluindo dificilmente desaparece.


A Inteligência Artificial Também Passará Pelo Mesmo Teste

Hoje vivemos um momento extraordinário.

A Inteligência Artificial parece capaz de resolver praticamente qualquer problema.

Em alguns casos realmente consegue.

Em outros ainda estamos aprendendo.

Existem exageros.

Existem promessas.

Existe marketing.

Existe investimento.

Existe especulação.

Tudo isso faz parte da história de praticamente toda grande inovação.

Daqui a dez ou vinte anos talvez olhemos para 2026 da mesma maneira como hoje olhamos para 1999.

Sorriremos ao lembrar algumas previsões exageradas.

Reconheceremos erros.

Celebramos acertos.

E perceberemos que a IA não destruiu todas as profissões, nem resolveu todos os problemas do planeta.

Ela apenas tornou-se mais uma poderosa ferramenta da engenharia.

Assim como aconteceu com a Internet.


O Conhecimento Nunca Foi Tão Importante

Existe um paradoxo fascinante.

Nunca tivemos acesso a tanta informação.

Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil separar conhecimento de ruído.

Ferramentas de IA respondem perguntas em segundos.

Motores de busca indexam praticamente tudo.

Vídeos ensinam qualquer tecnologia.

Cursos estão disponíveis em poucos cliques.

Mas informação não é conhecimento.

Conhecimento não é experiência.

Experiência não é sabedoria.

A sabedoria nasce quando conectamos história, tecnologia, negócios e comportamento humano.

Foi exatamente isso que tentamos fazer neste livro.


O Futuro Pertence aos Curiosos

Talvez a característica mais importante de um profissional moderno não seja dominar uma linguagem específica.

Nem possuir determinada certificação.

Nem conhecer uma ferramenta da moda.

A característica mais importante talvez seja outra.

Curiosidade.

Curiosidade leva ao aprendizado.

Aprendizado produz adaptação.

Adaptação gera relevância.

E relevância prolonga carreiras.

Observe os profissionais que continuam ativos após trinta ou quarenta anos.

Quase todos compartilham uma característica.

Nunca pararam de estudar.


O Holocron do Padawan COBOL

Se este livro pudesse ser transformado em um Holocron da Frota Estelar, talvez ele guardasse apenas alguns ensinamentos essenciais.

Aprenda fundamentos antes das ferramentas.

Questione promessas extraordinárias.

Entenda economia tanto quanto entende tecnologia.

Construa para durar.

Valorize simplicidade.

Proteja dados.

Automatize tarefas repetitivas.

Documente aquilo que seu "eu do futuro" agradecerá.

Nunca pare de aprender.

Nunca despreze tecnologias antigas.

Nunca idolatre tecnologias novas.

E, acima de tudo...

Lembre-se de que sistemas existem para servir pessoas.

Não o contrário.


Uma Última Visita ao Centro de Processamento de Dados

Imagine que estamos caminhando juntos por um grande Centro de Processamento de Dados.

Os corredores são silenciosos.

As luzes dos racks piscam continuamente.

Os processadores executam milhões de instruções por segundo.

Em algum lugar existe um programa COBOL criado antes do nascimento de muitos profissionais que hoje trabalham na empresa.

Ao lado dele existe uma API REST.

Um microsserviço em contêiner.

Um modelo de Inteligência Artificial.

Um banco de dados relacional.

Um índice vetorial.

Uma fila de mensagens.

Tudo convivendo.

Tudo cooperando.

Tudo formando um único organismo.

Esse talvez seja o maior retrato da evolução tecnológica.

O futuro quase nunca substitui completamente o passado.

Ele conversa com ele.

Integra-se a ele.

Aprende com ele.

E constrói algo maior.


A Frota Estelar Continua sua Missão

No universo de Star Trek existe uma frase que resume perfeitamente o espírito da exploração.

"Ir audaciosamente onde ninguém jamais esteve."

Durante muito tempo pensei que essa frase falasse apenas sobre viagens espaciais.

Hoje acredito que ela descreve perfeitamente a engenharia de software.

Cada projeto é uma missão.

Cada arquitetura é um mapa estelar.

Cada novo sistema representa um planeta desconhecido.

Cada bug é uma anomalia espacial.

Cada incidente é uma oportunidade de aprendizado.

Cada inovação amplia as fronteiras do conhecimento humano.

E cada Programador COBOL Padawan que decide continuar aprendendo torna-se, pouco a pouco, um oficial capaz de conduzir sua própria nave através dessas novas fronteiras.


Uma Mensagem Pessoal

Se você é um jovem profissional...

Espero que este livro tenha mostrado que estudar COBOL não significa viver preso ao passado.

Significa compreender uma parte fundamental da história da computação.

Se você já trabalha há muitos anos com mainframe...

Espero que ele tenha reforçado algo que talvez você já soubesse intuitivamente.

Sua experiência continua extremamente valiosa.

O mundo mudou.

Mas princípios como confiabilidade, integridade, disponibilidade, segurança e responsabilidade tornaram-se ainda mais importantes.

Se você trabalha com Inteligência Artificial...

Espero que tenha percebido que a tecnologia mais revolucionária do século XXI ainda possui muito a aprender com décadas de engenharia construídas antes dela.

E se você simplesmente gosta de tecnologia...

Espero que continue curioso.

Porque curiosidade é o combustível de toda inovação.


O Último Registro do Diário de Bordo

Data Estelar: Futuro Indefinido.

A USS Enterprise permanece em velocidade de dobra.

Novas galáxias surgem no horizonte.

A Inteligência Artificial ocupa parte da ponte de comando.

Os sistemas do computador principal continuam processando milhões de decisões.

O núcleo de dobra opera dentro dos parâmetros.

Os bancos de dados permanecem íntegros.

Os motores respondem perfeitamente.

No convés de engenharia, um velho engenheiro observa um jovem Padawan analisando um programa COBOL escrito décadas atrás.

O rapaz sorri.

Fecha o editor.

Abre uma ferramenta de Inteligência Artificial.

Conecta ambos por meio de uma API.

Executa os testes.

Tudo funciona.

O veterano apenas balança a cabeça positivamente.

Porque entende algo que somente o tempo ensina.

As linguagens mudam.

As arquiteturas evoluem.

As ferramentas aparecem e desaparecem.

As empresas nascem e morrem.

As bolhas financeiras vêm e vão.

Mas a missão do engenheiro permanece exatamente a mesma desde os primeiros computadores:

Construir sistemas confiáveis que melhorem a vida das pessoas.

Enquanto houver alguém disposto a fazer isso com ética, curiosidade e paixão por aprender...

Sempre existirá uma nova fronteira para explorar.

Fim da missão.

RC = 0000

JOB COMPLETED SUCCESSFULLY. ☕🚀


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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