✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
Artigos para ler, Um Roteiro teórico para trabalhar com Mainframe
Leia na Integra
segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
🔮 Um Ano Depois — A Memória e a Ferida
🔮 Um Ano Depois — A Memória e a Ferida
Por Bellacosa Mainframe | Crônicas do Brasil Inacabado
Um ano.
Doze voltas completas do sol desde o dia em que Brasília foi tomada pela própria sombra.
As vidraças já foram trocadas, os tapetes lavados, os salões voltaram ao brilho cerimonial —
mas as feridas que importam não sangram por fora.
O Brasil chegou a 8 de janeiro de 2024 com o mesmo espelho rachado na alma.
O concreto foi restaurado.
A confiança, não.
🌫️ O Tempo Cura — Mas Não Apaga
O país tenta seguir.
As manchetes mudaram de tema, os discursos migraram para novas polêmicas,
mas basta uma imagem — a bandeira caída, a cúpula quebrada —
para que tudo volte como um eco.
Aquela tarde virou símbolo e cicatriz.
Não mais o susto, mas o sintoma de uma doença longa:
a incapacidade nacional de escutar antes de gritar.
⚙️ O Ano Seguinte em Cinco Movimentos
-
Os Julgamentos: o STF, agora símbolo de reconstrução, virou palco de justiça e debate moral. As sentenças se tornaram espelhos — uns viram punição, outros viram vingança.
-
O Esquecimento: o noticiário se cansou. As redes seguiram o ciclo do novo escândalo. Mas há quem ainda acorde com a lembrança de sirenes ecoando no coração da Praça dos Três Poderes.
-
A Política dos Cacos: os discursos ficaram mais afiados, o país mais cético. Brasília aprendeu a temer o próprio povo — e o povo a desconfiar de tudo.
-
Os Documentários: o cinema e a TV começaram a narrar o episódio com a frieza do tempo — como quem tenta compreender um trauma coletivo.
-
O Turismo da Memória: hoje há visitas guiadas que mostram onde o caos entrou. Brasília transformou o horror em aula de história.
💀 Curiosidades do Esquecimento
🔸 As cadeiras do plenário do STF foram restauradas por artesãos de Minas — cada entalhe feito à mão, como quem reza.
🔸 Uma pintura destruída naquele dia, “A Justiça”, foi restaurada e hoje carrega uma marca discreta da invasão, deixada propositalmente — uma cicatriz exposta como lembrança.
🔸 Professores de História chamam o episódio de “Domingo de Cinzas da República”.
🔸 E há quem colecione souvenirs digitais: prints, vídeos, memes — fragmentos de um pesadelo transmitido ao vivo.
🕯️ A Ferida e o Aprendizado
Um país não amadurece sem olhar seus fantasmas.
O 8 de janeiro ensinou que a democracia não morre em golpes súbitos —
ela morre aos poucos, na banalização da mentira,
na paixão cega, na desistência de pensar.
O Brasil vive a ressaca de um delírio coletivo.
E, no meio da confusão, descobre que reconstruir não é punir —
é educar, é lembrar, é repetir até que doa menos.
💭 Para o Padawan, aprendiz do caos e da calma:
“O poder é frágil quando o povo esquece o porquê das leis.
A liberdade não se sustenta no grito, mas no entendimento silencioso.”
Um ano depois, Brasília segue de pé,
mas cada vidro reflete mais do que o horizonte —
reflete a dúvida que paira sobre todos nós:
seremos capazes de aprender com o erro?
🌌 Epílogo: A Cidade Que Sobreviveu ao Seu Povo
Brasília, com suas linhas perfeitas e vazios geométricos,
segue sendo o coração de um país emocionalmente caótico.
O concreto resistiu.
O mito da estabilidade, não.
Mas talvez, como toda ferida, essa também traga um antídoto escondido:
a lembrança de que a democracia é obra diária, não monumento.
🕯️ Um ano depois, o Brasil não é o mesmo —
e talvez isso seja o primeiro sinal de que ainda há salvação.
sexta-feira, 5 de janeiro de 2024
☕💣 TESTOU 100% DOS CASOS... E MESMO ASSIM QUEBROU EM PRODUÇÃO? O MAIOR MITO DOS TESTES EM MAINFRAME QUE AINDA ENGANA MUITA GENTE
| Bellacosa Mainframe e a cobertura de testes em mainframe |
☕💣 TESTOU 100% DOS CASOS... E MESMO ASSIM QUEBROU EM PRODUÇÃO? O MAIOR MITO DOS TESTES EM MAINFRAME QUE AINDA ENGANA MUITA GENTE
Se existe uma frase que todo profissional de Mainframe já ouviu alguma vez, ela é:
"O programa foi totalmente testado."
Curiosamente, essa mesma frase costuma aparecer poucas horas antes de um incidente em produção.
E aqui está uma verdade que muitos profissionais descobrem apenas depois de alguns anos de guerra:
Não existe programa totalmente testado.
O que existe é um programa com um nível de cobertura suficientemente alto para reduzir o risco a um patamar aceitável.
A pergunta correta nunca deveria ser:
"O programa foi testado?"
Mas sim:
"Qual foi a cobertura real do teste?"
E mais importante ainda:
"O que ficou sem ser testado?"
Hoje vamos conversar sobre um dos assuntos mais importantes para analistas, desenvolvedores COBOL, testadores, líderes técnicos e gestores de aplicações Mainframe:
Como medir cobertura de testes, construir um plano realmente abrangente e aumentar drasticamente a qualidade das entregas.
Pegue seu café.
Porque cobertura de teste não é quantidade de cenários.
É ciência.
O grande erro: confundir quantidade com cobertura
Muitos profissionais acreditam que executar muitos casos de teste significa possuir alta cobertura.
Não significa.
Imagine um programa COBOL com:
20 IFs
5 EVALUATEs
3 loops
15 regras de negócio
Você executa 500 casos.
Mas todos seguem o mesmo caminho lógico.
Resultado:
500 execuções
cobertura baixíssima
Você apenas percorreu a mesma estrada centenas de vezes.
É como testar um elevador indo somente para o segundo andar.
Você pode apertar o botão mil vezes.
Ainda não sabe o que acontece no décimo quinto andar.
O que é cobertura de teste?
Cobertura é uma métrica que mede quanto do comportamento do software foi exercitado durante os testes.
Ela responde perguntas como:
Quantas instruções foram executadas?
Quantos IFs foram percorridos?
Quantas decisões foram avaliadas?
Quantos caminhos lógicos foram explorados?
Quantas regras de negócio foram validadas?
Quanto maior a cobertura, maior a confiança.
Mas atenção:
100% de cobertura não significa ausência de defeitos.
Significa apenas que tudo foi visitado.
Não necessariamente validado corretamente.
As camadas de cobertura
Um plano robusto costuma analisar múltiplas camadas.
1. Cobertura de instruções (Statement Coverage)
A mais básica.
Pergunta:
Cada linha executável foi executada ao menos uma vez?
Exemplo:
IF SALDO > 0
MOVE 'A' TO STATUS
ELSE
MOVE 'B' TO STATUS
END-IF
Se apenas SALDO > 0 foi testado:
MOVE 'A'
executou.
Mas:
MOVE 'B'
não.
Cobertura parcial.
Para atingir 100%, ambos os caminhos precisam ser executados.
2. Cobertura de decisões (Branch Coverage)
Mais importante.
Pergunta:
Cada decisão assumiu todos os resultados possíveis?
Exemplo:
IF CLIENTE-ATIVO
Devemos testar:
TRUE
FALSE
Muitos projetos param na cobertura de instruções.
Os melhores projetos vão além e medem cobertura de decisões.
3. Cobertura de condições
Exemplo:
IF IDADE > 18
AND RENDA > 5000
Precisamos validar:
| IDADE | RENDA |
|---|---|
| T | T |
| T | F |
| F | T |
| F | F |
Caso contrário, parte da lógica pode nunca ter sido exercitada.
4. Cobertura de caminhos (Path Coverage)
Aqui a brincadeira fica séria.
Imagine:
IF A
IF B
...
END-IF
END-IF
Agora existem vários caminhos:
A=T B=T
A=T B=F
A=F
Quanto mais IFs surgem, mais caminhos aparecem.
O crescimento é explosivo.
Por isso ninguém tenta cobrir absolutamente todos os caminhos em sistemas grandes.
O objetivo é cobrir os caminhos críticos.
O conceito mais importante do Mainframe
Cobertura de negócio
Esta é a cobertura que realmente paga as contas.
Perguntas:
Emissão de apólice funcionou?
Pagamento foi processado?
Cálculo de juros foi validado?
Baixa financeira foi testada?
Cancelamento foi exercitado?
O usuário não se importa se:
PERFORM 1000-PROCESSA
executou.
Ele se importa se o dinheiro caiu na conta correta.
Por isso:
Cobertura técnica sem cobertura funcional é uma ilusão perigosa.
Como construir um plano de teste abrangente
A técnica que uso para ensinar equipes é simples.
Divida os cenários em grupos.
Grupo 1 – Casos normais
Fluxo feliz.
O famoso Happy Path.
Exemplo:
Cliente válido.
Conta válida.
Saldo suficiente.
Arquivo disponível.
Tudo funcionando.
Esses testes validam o comportamento esperado.
Grupo 2 – Casos de fronteira
Aqui vivem os defeitos.
Exemplo:
Campo aceita:
0 a 999999
Testar:
0
1
999998
999999
Mas também:
-1
1000000
A maioria dos bugs aparece nos limites.
Grupo 3 – Casos inválidos
Todo sistema recebe lixo.
Você precisa descobrir como ele reage.
Exemplos:
CPF inválido.
Data inválida.
Arquivo vazio.
Campo nulo.
Código inexistente.
Registro duplicado.
Produção faz isso diariamente.
Seu teste também deve fazer.
Grupo 4 – Casos excepcionais
Os mais esquecidos.
Exemplo:
VSAM indisponível.
DB2 retornando erro.
Dataset cheio.
Timeout de CICS.
Lock de registro.
Fila MQ parada.
É justamente aqui que nascem os incidentes mais caros.
O método Bellacosa para testar COBOL
Quando olho um programa, sigo sempre esta sequência.
Entrada
O que entra?
Analise:
LINKAGE
COMMAREA
ARQUIVOS
DB2
MQ
VSAM
Liste tudo.
Processamento
O que acontece?
Mapeie:
IF
EVALUATE
PERFORM
GO TO
loops
Tudo que altera comportamento.
Saída
O que sai?
Arquivos.
Relatórios.
Tabelas.
Mensagens.
Retornos.
Abends.
Tudo deve ser validado.
A matriz de cobertura
Uma técnica extremamente poderosa.
Monte uma tabela.
| Regra | Testada |
|---|---|
| Regra 1 | Sim |
| Regra 2 | Sim |
| Regra 3 | Não |
| Regra 4 | Sim |
Agora faça o mesmo para:
programas
módulos
telas
transações
jobs
A matriz revela instantaneamente os buracos.
Cobertura para Batch
Em batch devemos validar:
Arquivo vazio
0 registros
Arquivo pequeno
10 registros
Arquivo médio
100.000 registros
Arquivo grande
10 milhões de registros
Registro inválido
Registro duplicado
Chave fora de sequência
Dataset inexistente
Espaço insuficiente
Return codes
Tudo isso precisa aparecer no plano.
Cobertura para CICS
Valide:
Entrada válida
Entrada inválida
PF Keys
Timeout
Commarea vazia
Commarea truncada
Falha de comunicação
Reentrada da transação
Muitos defeitos aparecem apenas em ambiente online.
Cobertura para DB2
Nunca teste apenas o SQLCODE 0.
Teste:
0
+100
-803
-811
-904
-911
-913
Grande parte dos problemas de produção surge justamente nos códigos de erro.
Cobertura para VSAM
Valide:
READ OK
NOT FOUND
DUPLICATE KEY
END OF FILE
OPEN ERROR
Muitos testes ignoram completamente os File Status.
Erro clássico.
Testes de performance também fazem parte da cobertura
Um programa pode estar funcionalmente correto.
Mas:
consumir CPU demais
gerar EXCP excessivo
aumentar elapsed time
E então falhar operacionalmente.
Portanto inclua:
volume realista
pico de carga
concorrência
consumo de recursos
Como medir cobertura no Mainframe
Hoje existem ferramentas especializadas.
Entre elas:
IBM Debug Tool
IBM Application Delivery Foundation
IBM Fault Analyzer
IBM Application Performance Analyzer
Compuware Topaz
Compuware Xpediter
Micro Focus Enterprise Analyzer
SonarQube para COBOL
Essas soluções conseguem mostrar:
linhas executadas
branches percorridos
percentuais de cobertura
áreas não testadas
Transformando percepção em números.
E números vencem opiniões.
A armadilha do 100%
Imagine:
IF VALOR > 1000
Você executa:
1001
e
999
Cobertura:
100%.
Mas você não testou:
1000
Exatamente o limite.
Portanto:
100% de cobertura não significa qualidade máxima.
Significa apenas que todos os pontos foram visitados.
O indicador que realmente importa
Depois de décadas observando projetos, cheguei a uma conclusão.
A melhor pergunta não é:
"Qual a cobertura?"
Mas:
"Qual o risco residual?"
Se uma rotina financeira movimenta bilhões:
95% pode ser insuficiente.
Se uma rotina gera relatório interno:
80% pode ser aceitável.
Cobertura deve ser analisada junto com criticidade.
A filosofia dos grandes times
Equipes maduras fazem quatro perguntas:
O que testamos?
O que não testamos?
Por que não testamos?
Qual o risco disso?
Quando essas respostas existem, o plano de teste deixa de ser um documento burocrático.
Ele vira uma ferramenta de gestão de risco.
Conclusão
O profissional júnior acredita que testar é executar casos.
O profissional experiente entende que testar é procurar defeitos.
E o veterano de Mainframe sabe algo ainda mais importante:
Cobertura não é uma porcentagem. É a medida da sua confiança antes de colocar um programa em produção.
Porque no mundo real ninguém é acordado às 3 da manhã por causa dos cenários que foram testados.
Somos acordados pelos cenários que esquecemos de testar.
E quase sempre eles estavam escondidos exatamente naquele IF, naquele SQLCODE, naquele File Status ou naquele registro de fronteira que alguém julgou improvável.
No Mainframe, assim como na aviação, o problema raramente está no voo que você simulou.
O problema está naquele que você acreditou que jamais aconteceria. ☕💣🚀
quinta-feira, 4 de janeiro de 2024
☕💣🔥 LABORATÓRIO PRÁTICO — TESTES DE PERFORMANCE PARA O PADAWAN COBOL MAINFRAME
| Bellacosa Mainframe e laboratorio pratico de performance |
☕💣🔥 LABORATÓRIO PRÁTICO — TESTES DE PERFORMANCE PARA O PADAWAN COBOL MAINFRAME
Este laboratório foi criado para transformar conceitos em prática.
A ideia é que o aluno pense como um Analista de Performance, um Desenvolvedor COBOL e um Sysprog ao mesmo tempo.
Cada exercício possui:
Cenário
Desafio
Solução Comentada
Conceitos Envolvidos
EXERCÍCIO 1
Identificando o Tipo de Teste
Cenário
O banco deseja validar se o Internet Banking suporta 5.000 usuários simultâneos.
Pergunta
Qual tipo de teste deve ser realizado?
A) Estresse
B) Resistência
C) Carga
D) Pico
Solução
Resposta:
C) Carga
O objetivo é validar a capacidade prevista do ambiente.
Não estamos ultrapassando limites.
Não estamos testando durante horas.
Não estamos simulando explosões repentinas.
Estamos simulando o uso normal esperado.
EXERCÍCIO 2
Descobrindo o Gargalo
Cenário
Uma consulta de saldo apresenta:
| Componente | Tempo |
|---|---|
| Front-End | 50 ms |
| API | 80 ms |
| CICS | 1200 ms |
| DB2 | 950 ms |
Pergunta
Onde está o principal gargalo?
Solução
CICS e DB2.
O tempo de resposta total está concentrado nessas camadas.
O Front-End e API representam parcela muito pequena do processamento.
O próximo passo seria analisar:
SQL
Índices
Plano de acesso
Locks
EXERCÍCIO 3
Avaliando Throughput
Cenário
Durante um teste foram processadas:
120.000 transações
em
60 segundos
Pergunta
Qual o Throughput?
Solução
Fórmula:
TPS = Transações ÷ Tempo
120.000 ÷ 60
TPS = 2.000
Resposta:
2.000 TPS
EXERCÍCIO 4
Encontrando Problema de Código COBOL
Programa
PERFORM UNTIL WS-FIM = 'S'
READ ARQ-CLIENTES
AT END
MOVE 'S' TO WS-FIM
END-READ
PERFORM PROCESSA-CLIENTE
END-PERFORM
Pergunta
Qual risco de performance existe?
Solução
Se o arquivo possuir milhões de registros:
CPU elevada
I/O elevado
Tempo excessivo
O código não está errado.
Mas pode não escalar.
Performance depende do volume.
EXERCÍCIO 5
Escolhendo a Ferramenta
Cenário
Você precisa gerar:
10.000 usuários simultâneos
realizando chamadas HTTP.
Pergunta
Qual ferramenta apresentada seria mais indicada?
Solução
Apache JMeter.
Porque:
Open Source
Escalável
HTTP
HTTPS
REST
SOAP
Foi justamente a ferramenta mostrada na apresentação.
EXERCÍCIO 6
Teste de Resistência
Cenário
Uma aplicação funciona perfeitamente por:
30 minutos
Após:
8 horas
o consumo de memória cresce continuamente.
Pergunta
Qual tipo de teste identificou o problema?
Solução
Teste de Resistência.
Também chamado:
Soak Test
ou
Endurance Test.
Esse tipo de problema dificilmente aparece em testes rápidos.
EXERCÍCIO 7
Simulando Black Friday
Cenário
Usuários simultâneos:
09:00 → 1.000
09:01 → 10.000
09:02 → 15.000
09:03 → 1.000
Pergunta
Qual tipo de teste está sendo realizado?
Solução
Teste de Pico.
Objetivo:
Validar explosões repentinas de acesso.
Muito comum em:
Black Friday
PIX
Campanhas
Venda de ingressos
EXERCÍCIO 8
Análise de Mainframe
Cenário
Durante o teste:
CPU = 35%
Tempo de Resposta = 8 segundos
Pergunta
A CPU é o problema?
Solução
Não necessariamente.
Esse é um erro clássico.
Mesmo com CPU baixa podem existir:
Locks DB2
Espera de I/O
MQ congestionado
SQL ruim
Contenção CICS
CPU baixa não significa ambiente saudável.
EXERCÍCIO 9
Virtualização de Serviços
Cenário
O microsserviço precisa chamar:
Serviço A
Serviço B
Mainframe
Mas o Mainframe está indisponível.
Pergunta
Como continuar os testes?
Solução
Utilizando Virtualização.
Criamos respostas simuladas.
Exemplo:
{
"conta":"12345",
"saldo":"1500.00"
}
Assim os testes continuam sem depender do ambiente real.
EXERCÍCIO 10
Diagnóstico Completo
Cenário
O Grafana mostra:
CPU = 40%
Memória = 45%
Tempo Médio = 5 segundos
Dynatrace mostra:
API = 100 ms
CICS = 250 ms
DB2 = 4200 ms
Pergunta
Onde você investigaria primeiro?
Solução
DB2.
O banco responde por mais de 80% do tempo total.
Possíveis causas:
Full Scan
Índice ausente
Estatísticas desatualizadas
Lock
SQL mal otimizado
DESAFIO FINAL DO PADAWAN ☕💣
Imagine a seguinte arquitetura:
Mobile
↓
Apache
↓
WebSphere
↓
API
↓
MQ
↓
CICS
↓
COBOL
↓
DB2
Você recebe a reclamação:
"Consultar saldo está demorando 12 segundos."
Descreva:
Quais ferramentas utilizaria?
Quais métricas analisaria?
Quais componentes investigaria primeiro?
Como executaria um teste de carga?
Como validaria a correção?
GABARITO ESPERADO
Ferramentas:
JMeter
Dynatrace
Grafana
OMEGAMON
RMF
SMF
Métricas:
CPU
TPS
Tempo Médio
P95
P99
I/O
MQ Depth
Tempo DB2
Investigação:
Dynatrace
DB2
CICS
MQ
API
Teste:
5.000 usuários
Ramp-up gradual
Monitoramento simultâneo
Validação:
Comparar:
Antes = 12 segundos
Depois = meta inferior a 2 segundos
Missão Extra Bellacosa Mainframe
Pegue um programa COBOL real do seu ambiente e responda:
Quantos READs ele executa?
Quantos WRITEs?
Quantos SELECTs DB2?
Qual o maior loop?
Qual o volume esperado?
Como ele se comportaria com 10 milhões de registros?
Se você conseguir responder essas perguntas, já começou a pensar como um profissional de Performance Mainframe e não apenas como um programador COBOL. ☕💣🚀
quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
Descubra o que foi/é a Crise do Software.
Leia na InTEGRA
terça-feira, 2 de janeiro de 2024
☕💣🔥 O DIA EM QUE 10.000 USUÁRIOS DERRUBARAM UM COBOL QUE FUNCIONAVA PERFEITAMENTE — O GUIA DEFINITIVO DE TESTES DE PERFORMANCE PARA O PADAWAN DO MAINFRAME
| Bellacosa Mainframe e a performance em mainframe |
☕💣🔥 O DIA EM QUE 10.000 USUÁRIOS DERRUBARAM UM COBOL QUE FUNCIONAVA PERFEITAMENTE — O GUIA DEFINITIVO DE TESTES DE PERFORMANCE PARA O PADAWAN DO MAINFRAME
Existem algumas frases que assustam qualquer profissional experiente de Mainframe.
Uma delas é:
"Pode colocar em produção. Já testamos tudo."
A segunda é:
"Funcionou na minha máquina."
E a terceira, talvez a mais perigosa de todas:
"Performance a gente vê depois."
Se você é um jovem Padawan do COBOL, provavelmente acredita que o trabalho do programador termina quando o programa compila sem erros, passa nos testes funcionais e devolve o resultado correto.
Mas existe um mundo oculto além da lógica.
Um universo onde programas corretos derrubam bancos.
Onde APIs perfeitamente desenvolvidas travam durante a Black Friday.
Onde um SELECT aparentemente inocente consegue transformar uma aplicação inteira em um incêndio corporativo.
Esse universo chama-se Performance.
E hoje vamos conversar sobre um assunto que separa programadores comuns dos profissionais que sobrevivem décadas trabalhando em ambientes críticos.
Vamos falar sobre Testes de Performance.
A PRIMEIRA GRANDE LIÇÃO
Imagine que você criou um programa COBOL chamado CONSULTA-SALDO.
O programa recebe:
Agência
Conta
Consulta o DB2.
Retorna o saldo.
Você testa.
Funciona.
Seu colega testa.
Funciona.
O analista testa.
Funciona.
O gerente testa.
Funciona.
Todo mundo comemora.
O programa sobe para produção.
Cinco minutos depois:
O Internet Banking trava.
O aplicativo móvel trava.
O atendimento telefônico trava.
O gerente da agência liga desesperado.
E você pensa:
"Mas aqui funcionava..."
Sim.
Funcionava.
Para um usuário.
Produção não possui um usuário.
Produção possui milhares.
Essa é a primeira lição da performance.
Um sistema que funciona para uma pessoa não necessariamente funciona para dez mil.
O QUE É UM TESTE DE PERFORMANCE?
Muitos iniciantes acreditam que teste de performance significa medir velocidade.
Não é apenas isso.
Teste de performance é a arte de descobrir como um sistema se comporta quando submetido ao mundo real.
Queremos responder perguntas como:
Quantos usuários suporta?
Qual o tempo de resposta?
Onde está o gargalo?
Quanto de CPU consome?
Quanto de memória utiliza?
Quantas transações por segundo processa?
Na prática estamos tentando descobrir o limite antes que o cliente descubra primeiro.
Porque quando o cliente descobre primeiro, normalmente já existe uma crise instalada.
TESTES FUNCIONAIS X TESTES NÃO FUNCIONAIS
O material apresentado faz uma separação extremamente importante.
Testes funcionais verificam:
"O sistema faz o que deveria fazer?"
Exemplo:
Você informa uma conta.
O sistema retorna o saldo correto.
Teste aprovado.
Mas existe outra pergunta.
"O sistema continua fazendo isso quando dez mil usuários acessam simultaneamente?"
Essa pergunta pertence ao mundo dos testes não funcionais.
E é exatamente aqui que entra a performance.
O EXEMPLO DO AUTOMÓVEL
Imagine um carro.
Você gira a chave.
O motor liga.
Teste funcional aprovado.
Mas ainda faltam várias perguntas:
Qual a velocidade máxima?
Quanto consome?
Quanto suporta de carga?
Como se comporta em uma subida?
Como reage após cinco horas de viagem?
Essas perguntas representam os testes não funcionais.
O mesmo vale para sistemas.
O QUE REALMENTE DERRUBA SISTEMAS?
O Padawan normalmente pensa:
"Se estiver lento é porque falta CPU."
Nem sempre.
Na verdade, CPU costuma ser apenas um dos suspeitos.
Os verdadeiros vilões geralmente são:
SQL mal escrito
Índices ausentes
Locks excessivos
Filas MQ congestionadas
Chamada excessiva a serviços
Pool JDBC esgotado
Recursos compartilhados
Em outras palavras:
O problema normalmente não está onde você imagina.
TESTE DE CARGA
Este é o mais conhecido.
O objetivo é reproduzir o uso normal esperado.
Imagine:
O banco estima 5.000 usuários simultâneos.
Criamos então um cenário simulando exatamente esse volume.
A pergunta é simples:
"O sistema suporta?"
Se suporta, ótimo.
Se não suporta, ainda temos tempo para corrigir.
Muito melhor descobrir isso no laboratório do que no Jornal Nacional.
TESTE DE ESTRESSE
Aqui a conversa fica interessante.
Em vez de testar o limite esperado, ultrapassamos o limite.
Muito.
Se o ambiente foi projetado para 5.000 usuários:
Testamos 10.000.
15.000.
20.000.
Queremos descobrir:
Como ele falha?
Uma falha controlada é muito melhor que um colapso inesperado.
TESTE DE RESISTÊNCIA
Agora imagine uma maratona.
O sistema suporta 5.000 usuários.
Ótimo.
Mas por quanto tempo?
Uma hora?
Duas?
Dez?
Vinte e quatro?
O teste de resistência mantém carga constante durante longos períodos.
Muitas aplicações parecem saudáveis por trinta minutos.
Depois começam a consumir memória.
Depois mais memória.
Depois ainda mais memória.
Até morrerem lentamente.
É o famoso Memory Leak.
TESTE DE PICO
Imagine a abertura das vendas de um show.
Ou a Black Friday.
Ou o lançamento de um PIX promocional.
O tráfego explode.
O sistema precisa absorver esse impacto.
O teste de pico verifica exatamente isso.
O comportamento durante explosões repentinas.
O MUNDO HÍBRIDO
Antigamente era simples.
Usuário.
Tela.
Mainframe.
Fim.
Hoje não.
Hoje temos:
Aplicativo Mobile
↓
Apache
↓
WebSphere
↓
API Gateway
↓
Microsserviços
↓
MQ
↓
CICS
↓
COBOL
↓
DB2
Percebe o problema?
Se a tela demora cinco segundos, onde está o gargalo?
Pode estar em qualquer ponto da cadeia.
E é por isso que observabilidade se tornou tão importante.
APACHE JMETER
Se existe uma ferramenta que virou símbolo dos testes de carga modernos, essa ferramenta é o Apache JMeter.
Pense nele como um exército virtual.
Você configura usuários fictícios.
Esses usuários começam a executar operações.
Consultar saldo.
Fazer transferência.
Emitir extrato.
Pagar boleto.
E o sistema acredita que são usuários reais.
O JMeter consegue gerar milhares de acessos simultâneos.
É exatamente assim que simulamos produção sem colocar clientes reais em risco.
EXEMPLO PRÁTICO
Suponha uma API:
GET /saldo
Queremos simular:
5.000 usuários.
Criamos:
Thread Group
Usuários: 5000
Ramp-Up: 300 segundos
Loop: infinito
Agora adicionamos:
HTTP Request
Executamos.
Pronto.
Começamos a produzir carga.
Mas isso é apenas metade da história.
POR QUE APENAS GERAR CARGA NÃO BASTA?
Imagine um médico.
Ele mede sua pressão.
Mas ignora:
Frequência cardíaca
Oxigenação
Temperatura
Seria um diagnóstico completo?
Claro que não.
Com performance ocorre a mesma coisa.
Gerar carga é apenas o começo.
Precisamos observar o ambiente inteiro.
DYNATRACE
É aqui que entra o Dynatrace.
Pense nele como uma tomografia computadorizada da aplicação.
Ele acompanha cada requisição.
Cada chamada.
Cada serviço.
Cada banco de dados.
Cada microsserviço.
Cada transação.
Em vez de simplesmente dizer:
"Está lento."
Ele mostra:
"Está lento porque o Serviço X chamou o Serviço Y que executou uma consulta SQL custosa."
Agora existe informação para agir.
O SONHO DE TODO ANALISTA DE PERFORMANCE
Imagine um clique no aplicativo.
Consultar saldo.
Dynatrace exibe:
Frontend = 80 ms
API = 100 ms
Microsserviço = 120 ms
CICS = 800 ms
DB2 = 700 ms
Pronto.
Achamos o culpado.
Não existe mais adivinhação.
GRAFANA
Se Dynatrace é o médico.
Grafana é o painel da UTI.
Ele transforma números em gráficos.
Mostra:
CPU
Memória
Throughput
Erros
Tempo médio
Percentil 95
Percentil 99
E permite acompanhar tudo em tempo real.
Uma imagem muitas vezes vale mais que mil relatórios.
O QUE O MAINFRAME ENSINA SOBRE PERFORMANCE?
Muito antes da palavra observabilidade virar moda, o Mainframe já monitorava tudo.
E quando digo tudo, é tudo mesmo.
O z/OS nasceu para ambientes críticos.
Por isso existem ferramentas extremamente sofisticadas.
SMF
System Management Facility.
Registra praticamente tudo.
CPU.
I/O.
Transações.
Consumo.
Execução.
É o grande livro de registros do sistema.
RMF
Resource Measurement Facility.
Analisa comportamento dos recursos.
Ajuda a identificar gargalos.
Mostra utilização de processadores.
Filas.
Memória.
Dispositivos.
OMEGAMON
Uma das ferramentas mais famosas do universo IBM.
Monitora:
z/OS
CICS
DB2
MQ
Em tempo real.
Quando algo fica lento, geralmente ele é um dos primeiros lugares onde o especialista procura respostas.
O MAIOR ERRO DOS PROGRAMADORES INICIANTES
O Padawan costuma pensar:
"Meu programa executa rápido."
Mas rápido para quem?
Com qual volume?
Em qual horário?
Contra qual banco?
Com quantos registros?
Essas perguntas mudam tudo.
Um SELECT que retorna dez linhas parece maravilhoso.
O mesmo SELECT retornando dez milhões de linhas pode virar um desastre.
O CASO DO LOOP INOCENTE
Imagine:
PERFORM UNTIL EOF
READ ARQUIVO
PROCESSA
END-PERFORM
Parece simples.
Mas e se o arquivo possuir:
50 milhões de registros?
Agora o cenário muda.
Performance não depende apenas do código.
Depende dos dados.
PERFORMANCE É ARQUITETURA
Muitos acreditam que performance é responsabilidade exclusiva da infraestrutura.
Não é.
Também não é responsabilidade exclusiva do desenvolvedor.
Performance é responsabilidade de todos.
Arquitetura.
Banco.
Infraestrutura.
Rede.
Aplicação.
Integração.
Monitoramento.
Tudo influencia.
A MENTALIDADE DO PROFISSIONAL MADURO
O iniciante pergunta:
"Funciona?"
O profissional experiente pergunta:
"Funciona sob carga?"
O iniciante pergunta:
"Retornou o resultado?"
O profissional experiente pergunta:
"Quanto tempo demorou?"
O iniciante pergunta:
"Passou no teste?"
O profissional experiente pergunta:
"Qual foi o consumo?"
Essa mudança de mentalidade transforma carreiras.
A LIÇÃO FINAL
Ao longo dos anos vi programas COBOL sobreviverem décadas.
Vi sistemas processarem bilhões de transações.
Vi ambientes suportarem eventos gigantescos sem falhar.
E todos tinham algo em comum.
Performance não era tratada como um detalhe.
Era tratada como requisito.
Porque funcionalidades atraem usuários.
Mas é a performance que permite que eles permaneçam utilizando o sistema.
No fim das contas, um programa COBOL não é avaliado apenas pelo que faz.
Ele é avaliado pela velocidade, estabilidade e capacidade com que faz aquilo.
E essa é a diferença entre escrever código e construir sistemas capazes de sobreviver ao mundo real.
Bem-vindo ao próximo nível da sua jornada no Mainframe, jovem Padawan.
Agora você já sabe que compilar é apenas o começo.
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
COBOL : O mundo depende de um código de quase 65 anos que ninguém conhece mais
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