quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Frieren — O Fim da Jornada Que É Só o Começo

 


Frieren — O Fim da Jornada Que É Só o Começo

Todo anime de fantasia mostra o grupo de heróis derrotando o Rei Demônio e salvando o mundo. Mas… e depois? Quem limpa a bagunça emocional? Quem paga a conta de terapia? Quem lida com a finitude?

Frieren responde isso com poesia.

Lançado em 2023 pelo estúdio Madhouse, Sousou no Frieren é um slice of life medieval com magia, nostalgia e filosofia — daqueles que fazem você rir em um episódio e sentir o peso do tempo no outro.




Sinopse Estilo Bellacosa (sem enrolação)

Após 10 anos de jornada, o grupo lendário — Frieren (a maga élfica), Himmel (o herói galante), Heiter (o padre bêbado) e Eisen (o guerreiro estoico) — finalmente derrota o Rei Demônio.

Eles voltam para a cidade, recebem honras, assistem a chuva de meteoros juntos e… se despedem.

Para Frieren, uma elfa que vive séculos, 10 anos foram só um feriado. Para os humanos, foi uma vida inteira.

Cinquenta anos se passam. Frieren retorna — e percebe tarde demais que deixou escapar o que realmente importava.

Assim começa sua nova jornada, não para derrotar vilões, mas para entender os humanos… e o valor das memórias que negligenciou.


Personagens Que Fazem a Emoção Bater Sem Pedir Licença

PersonagemFunção no animeDescrição com sinceridade
FrierenMaga elfa protagonistaImortal emocionalmente lerda, mas tentando melhorar
FernAprendiz de FrierenGarota madura demais para a idade — mãe emocional da elfa
StarkGuerreiro medrosoCovarde com coração de ouro e talento absurdo
HimmelO herói lendárioProva de que carisma mata mais que espada
Heiter & EisenPadre bêbado e anão sérioOs tios da jornada espiritual

Estilo e Clima — Uma mistura de Ghibli com Dark Souls em modo relax

  • 🎨 Visual lindo — paisagens que parecem telas pintadas

  • 🎼 Trilha sonora calma, quase meditativa

  • ⚔️ Ação existe, mas é cuidadosamente dosada

  • 🧠 Mais sobre o tempo do que sobre batalhas

  • 😂 Humor sutil — Frieren é praticamente a mestre suprema do “deadpan”


Curiosidades Que Só Verdadeiro Apreciador de Slice vai Saber

  • O anime teve estreia especial com 4 episódios seguidos, estilo filme.

  • O mangá ganhou o Prêmio Manga Taisho 2021, um dos maiores do Japão.

  • Frieren tem mais de mil anos, mas dorme feito adolescente e é viciada em colecionar feitiços inúteis tipo “magia que deixa folhas cheirosas”.


Dicas Bellacosa Para Aproveitar Frieren do Jeito Certo

  • Assista devagar, um episódio por dia — é anime para sentir, não maratonar na pressa.

  • Tenha chá ou café quente, para acompanhar a vibe introspectiva.

  • Se você já passou dos 25, prepare-se para questionar o sentido da vida em silêncio.


Vale a pena assistir?

Se você gosta de animes com batalhas emocionais maiores que as físicas, esse é para você.
Se você é um guerreiro cansado da vida adulta, Frieren vai te abraçar.
E se você é do tipo que valoriza o caminho mais que o destino, pronto — achou seu novo anime favorito.

🍔💾 Essential z/OS Performance Tuning Workshop

 

Bellacosa Mainframe e o grande desafio de tunar um mainframe Zos com software legado

🍔💾 Essential z/OS Performance Tuning Workshop

Quando performance deixa de ser fé e vira engenharia

No mundo distribuído, performance costuma ser tratada como magia:
“sobe mais recurso”, “escala automático”, “reinicia o serviço”.

No mainframe, isso nunca existiu.

Aqui, performance sempre foi disciplina, observação e responsabilidade.
E é exatamente isso que o Essential z/OS Performance Tuning Workshop carrega no DNA.

Não é um curso para “deixar tudo rápido”.
É um treinamento para não fazer besteira em produção.


🧠 Um workshop que nasceu da dor (e do custo de CPU)

Quando o z/OS ainda se chamava MVS, cada ciclo de CPU custava dinheiro real.
Não existia elasticidade, nem desculpa técnica.

Se o sistema ficava lento, alguém tinha que explicar:

  • por quê

  • onde

  • quem causou

  • como evitar de novo

O Essential z/OS Performance Tuning Workshop surge dessa escola:
a escola em que medir vem antes de mexer, e mexer sem entender é pecado mortal.


🎯 O que o workshop realmente ensina (sem PowerPoint bonito)

👉 Performance não é velocidade

Performance é cumprir SLA de forma previsível.

O workshop deixa isso claro logo cedo:

  • CPU a 90% não é problema, se o response time está estável

  • Sistema “folgado” pode estar mal configurado

  • Pico não é tendência

Aqui, aprende-se a ler o sistema como um organismo, não como um gráfico isolado.


⚙️ Os pilares do workshop (onde a verdade mora)

🧩 WLM – Workload Manager

O verdadeiro cérebro do z/OS.

No workshop, cai a ficha:

WLM não é tuning técnico. É política de negócio codificada.

  • Service Class errada = prioridade errada

  • Prioridade errada = usuário certo reclamando

  • Ajuste sem alinhamento = guerra interna

📌 Easter egg clássico:
O WLM sempre faz exatamente o que você mandou.
O problema é quando você mandou errado.


📊 RMF – onde a mentira não sobrevive

RMF é tratado como deve ser:

  • Monitor III → o agora

  • Monitor II → o culpado

  • Postprocessor → a história que não pode ser reescrita

O workshop ensina algo raro hoje em dia:

Contexto importa mais que screenshot.

Um gráfico sem horário, workload e mudança recente é só arte abstrata.


🗃️ SMF – a caixa-preta do sistema

Aqui o tuning vira investigação.

SMF:

  • Não opina

  • Não sugere

  • Não perdoa

Quem aprende a ler SMF sai do workshop com um superpoder:
parar discussões baseadas em achismo.


⚠️ Desafios reais abordados (aqueles que ninguém gosta de admitir)

🔥 “Todo mundo é crítico”

Ambiente compartilhado, dezenas de sistemas, todos “prioridade máxima”.

O workshop ensina a separar:

  • workload crítico

  • workload importante

  • workload barulhento

💡 Easter egg corporativo:
O sistema mais crítico quase nunca é o que mais grita.


🔥 Falta de baseline

Sem baseline:

  • não existe “piorou”

  • só existe “sensação”

Frase implícita do workshop:

Tuning sem baseline é tuning religioso.


🔥 A pressão do “só ajusta rapidinho”

Nada gera mais legado tóxico do que tuning feito:

  • em incidente

  • sem análise

  • para agradar gestor

O workshop ensina algo valioso:

Saber dizer NÃO, com métrica na mão.


🚀 O que muda depois do workshop

Quem passa por esse treinamento:

  • Para de tunar por instinto

  • Começa a observar antes de agir

  • Aprende a prever gargalos

  • Ganha respeito em incidente sério

No mercado, isso tem um efeito curioso:

Profissional que entende performance em z/OS não fica sem emprego.
Fica sem tempo.


🕹️ Easter eggs nível CPD

  • CPU alta pode ser sinal de sistema saudável

  • O melhor tuning, às vezes, é não mexer

  • Se o sistema só é lento em horário comercial, o problema raramente é técnico

  • Performance tuning é 70% política e 30% tecnologia


🧠 Conclusão – a frase que devia estar na parede do CPD

“z/OS não é lento.
Lento é quem não entende o que está medindo.”

O Essential z/OS Performance Tuning Workshop não ensina truques.
Ensina responsabilidade técnica.

E isso, em qualquer geração de tecnologia, continua raro.


terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Os 20 Símbolos Visuais Mais Clássicos dos Animes e Seus Significados ( Recapitulando)

 


Os 20 Símbolos Visuais Mais Clássicos dos Animes e Seus Significados

Os animes japoneses desenvolveram uma linguagem visual própria, capaz de transmitir emoções e situações de forma exagerada e poética. Para quem é iniciante ou mesmo para fãs experientes, decifrar esses símbolos aumenta a apreciação da obra. Aqui estão os 20 símbolos mais clássicos:


1. Alma saindo do corpo

Significado: Choque extremo, medo, cansaço ou humor.
Exemplo: Usopp em One Piece se assusta e sua alma flutua.
Curiosidade: Inspirado na mitologia japonesa de espíritos soltos.


2. Gotas de suor na testa

Significado: Nervosismo, constrangimento ou medo.
Exemplo: Naruto suando antes de uma missão difícil.
Dica: Quanto maior a gota, maior o desconforto.


3. Veia pulsando na testa

Significado: Raiva intensa ou frustração.
Exemplo: Goku em Dragon Ball quando irritado.
Curiosidade: Esse símbolo é mais comum em animes shonen.


4. Olhos em espiral

Significado: Confusão, tontura ou atordoamento.
Exemplo: Konata em Lucky Star quando confusa.
Dica: Muitas vezes acompanhado de sinais de desmaio.


5. Linhas verticais na face

Significado: Desânimo ou decepção.
Exemplo: Shinji em Evangelion após fracasso.
Curiosidade: Indica abatimento emocional sem palavras.


6. Bolhas ou fumaça saindo da cabeça

Significado: Cansaço extremo ou exaustão mental.
Exemplo: Koro-sensei em Assassination Classroom após esforço.
Dica: Mais comum em cenas de comédia.


7. Chamas ou aura de raiva

Significado: Raiva intensa ou determinação.
Exemplo: Luffy em One Piece quando irritado.
Curiosidade: Inspirado no conceito de “energia espiritual” do folclore japonês.


8. Olhos brilhando

Significado: Excitação, interesse ou poder.
Exemplo: Killua em Hunter x Hunter quando animado com um desafio.
Dica: O efeito pode indicar tanto poder quanto emoção pura.


9. Estrelas ou corações nos olhos

Significado: Admiração, amor ou encantamento.
Exemplo: Usagi em Sailor Moon quando vê alguém que ama.
Curiosidade: Frequentemente usado em shoujo para exagerar sentimentos românticos.


10. Rosto transformando-se em boneco de palha / simplificado

Significado: Choque, incredulidade ou humor.
Exemplo: Gintoki em Gintama quando confuso.
Dica: Extremamente exagerado em comédias.


11. Choro exagerado

Significado: Tristeza extrema ou alívio intenso.
Exemplo: Meninas de Clannad chorando após momento dramático.
Curiosidade: Lágrimas grandes são mais dramáticas que realistas.


12. Líquido saindo da cabeça (tipo suor ou vapor)

Significado: Desespero, tensão ou cansaço.
Exemplo: Edward Elric em Fullmetal Alchemist após falhar.
Dica: Diferente das gotas de suor, é mais caricatural.


13. Orelhas caindo ou franzindo

Significado: Timidez, culpa ou tristeza.
Exemplo: Inuyasha em Inuyasha quando envergonhado.
Curiosidade: Inspirado na comunicação animal.


14. Nariz sangrando

Significado: Excitação sexual ou fantasia erótica.
Exemplo: Harem anime clássico, como Love Hina.
Dica: Mais comum em comédias ecchi.


15. Vapor ou nevoa de raiva saindo da cabeça

Significado: Irritação extrema.
Exemplo: Ranma em Ranma ½.
Curiosidade: Semelhante à aura de raiva, mas cômico.


16. Silhueta escura ou sombra sobre os olhos

Significado: Tristeza, malícia ou desânimo.
Exemplo: Light Yagami em Death Note ao planejar algo.
Dica: Muitas vezes acompanhado de linhas verticais na face.


17. Bolhas de diálogo flutuando

Significado: Pensamento ou choque silencioso.
Exemplo: Shin-chan em Crayon Shin-chan.
Curiosidade: Substitui a fala para mostrar confusão interna.


18. Salto ou voo do corpo exagerado

Significado: Surpresa extrema ou reação dramática.
Exemplo: Goku sendo lançado para trás em Dragon Ball.
Dica: Intensifica o efeito da reação física ao máximo.


19. Rosto congelado / estático

Significado: Choque ou incredulidade absoluta.
Exemplo: Light em Death Note quando confrontado.
Curiosidade: Uma das formas mais sutis de mostrar humor silencioso.


20. Sinal de respiração rápida ou fraca (como nuvem de fumaça)

Significado: Cansaço, tensão ou esforço extremo.
Exemplo: Tanjiro em Demon Slayer após luta intensa.
Dica: Também usado para dar ritmo à narrativa visual.


Conclusão

Esses símbolos são uma linguagem visual única do anime, permitindo que emoções complexas sejam transmitidas de forma instantânea e muitas vezes exagerada. Entender cada um deles ajuda a mergulhar mais profundamente no universo das obras japonesas, apreciando não só a história, mas também a poética visual que torna os animes tão cativantes.

Punição por tentar, a dinamica dos relacionamento na geração Z, medo de fletar

 

Bellacosa Mainframe o temor da Geraçao Z o fim da paquera sem compromisso

👉 Os rapazes não ficaram mais fracos.

O ambiente social é que ficou hostil ao risco masculino.

Vamos destrinchar.


🧠 Como funcionava “antes” (até ~2000)

O script era simples e claro

  • Homem se aproximava

  • Mulher aceitava ou rejeitava

  • Rejeição = frustração momentânea

  • Vida que seguia

📌 O ponto-chave:
A rejeição não definia caráter.

Levar um “não”:

  • Não te rotulava

  • Não virava acusação

  • Não destruía reputação

➡️ O custo psicológico era baixo.


🔥 O flerte como jogo social (e não tribunal)

Antes:

  • Flertar era tentativa

  • Errar era aprendizado

  • Insistência leve era vista como ousadia

  • Timing ruim = história engraçada depois

Hoje:

  • Flertar virou campo minado

  • Erro de leitura pode virar:

    • Exposição pública

    • Humilhação digital

    • Rótulo moral permanente

📌 O risco passou de emocional para reputacional.


⚖️ O que mudou de verdade

1️⃣ Moralização do desejo masculino

O desejo masculino passou a ser tratado como:

  • Suspeito

  • Potencialmente predatório

  • Algo que precisa ser contido, explicado, pedido em formulário

📌 Mensagem implícita ao jovem:

“Se errar, você é o problema.”

Resultado:
➡️ Paralisia por medo de errar


2️⃣ Regras invisíveis e mutáveis

Antes:

  • Normas claras, ainda que imperfeitas

Hoje:

  • Regras implícitas

  • Contextuais

  • Variam por grupo, rede, ideologia, momento histórico

📌 O jovem não sabe:

  • Quando pode

  • Como pode

  • Até onde pode

E quem não sabe as regras não joga.


3️⃣ Humilhação pública permanente

Antes:

  • Fora levava no bar, na escola, no bairro

Hoje:

  • Fora pode virar:

    • Print

    • Story

    • Thread

    • Meme

📌 O erro não desaparece. Ele viraliza.

➡️ Isso mata a ousadia.


4️⃣ Aplicativos quebraram o aprendizado natural

Antes:

  • O rapaz treinava rejeição

  • Ajustava postura, papo, timing

Apps:

  • Convertem pessoas em catálogo

  • Criam assimetria brutal (top 10% recebe atenção)

  • Rejeição vira silêncio, não feedback

📌 Resultado:

  • Não aprende

  • Não melhora

  • Se fecha


5️⃣ Queda do valor social masculino inicial

Antigamente:

  • Potencial + atitude já gerava interesse

Hoje:

  • Jovem homem é avaliado por:

    • Status

    • Renda

    • Corpo

    • Aparência digital

    • Capital social

📌 O jovem médio sente:

“Não sou suficiente nem para tentar.”


😶 Por que o medo específico de se aproximar?

Porque hoje o risco é assimétrico:

Para elePara ela
Rejeição + vergonhaApenas rejeição
Risco moralNenhum
Exposição públicaControle narrativo
RótuloBlindagem social

👉 Não é medo de mulher.
É medo do sistema social em volta dela.


🧩 O que aconteceu com os jovens homens?

Eles aprenderam cedo que:

  • Errar custa caro

  • Silêncio é mais seguro

  • Desejo é suspeito

  • Iniciativa é risco

Então fizeram algo racional:
➡️ Recuaram.

Não por covardia.
Por adaptação.


⚠️ Consequência não intencional

  • Menos namoro

  • Menos sexo

  • Mais pornografia

  • Mais isolamento

  • Mais ressentimento silencioso

E isso não melhora relações — envenena.


🧠 Verdade difícil de engolir

Sociedades sempre precisaram de:

  • Homens dispostos a arriscar

  • Mulheres dispostas a sinalizar

Hoje:

  • O risco ficou alto demais

  • Os sinais ficaram confusos

  • A punição virou pública

Resultado:
👉 Colapso do flerte espontâneo.


🛠️ Dá pra reverter?

Sim, mas exige:

  • Regras claras

  • Espaços sociais reais (não apps)

  • Menos linchamento moral

  • Educação emocional dos dois lados

  • Reabilitar o erro como parte do aprendizado

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Quando a Alma Sai do Corpo: Um Símbolo Clássico em Animes Japoneses



Quando a Alma Sai do Corpo: Um Símbolo Clássico em Animes Japoneses

No universo dos animes japoneses, símbolos visuais são usados para comunicar emoções e situações de maneira intensa, quase como uma “linguagem secreta” que os fãs aprendem a decifrar. Um desses símbolos é a alma saindo do corpo do personagem, que aparece em diversas obras e gera curiosidade entre os espectadores, especialmente os novatos.

O que significa?

Quando um personagem tem sua alma representada fora do corpo, geralmente em forma de espírito flutuante ou uma silhueta transparente, isso transmite várias ideias dependendo do contexto:

  1. Surpresa extrema ou choque: O personagem ficou tão chocado que “perdeu a essência vital” por um instante.

  2. Medo ou susto: Representa o famoso “meu corpo está aqui, mas minha mente fugiu”.

  3. Cansaço ou esgotamento extremo: O corpo físico permanece, mas a energia vital do personagem parece ter se desprendido.

  4. Humor e comédia: Em comédias, a alma voando para fora do corpo é exagerada para efeitos cômicos, muitas vezes acompanhada de expressões faciais caricatas ou sons engraçados.


História e Origem

A representação da alma fora do corpo tem raízes na mitologia japonesa e no folclore, onde espíritos e entidades (como yūrei ou fantasmas) muitas vezes se separam do corpo físico. O anime e o mangá incorporaram essa ideia para transmitir sensações humanas de forma visual e exagerada.

O uso moderno começou a se popularizar nos anos 80 e 90, quando os artistas de mangá começaram a estilizar reações emocionais extremas de maneira visual, transformando metáforas em imagens literais.


Curiosidades

  • Este efeito costuma ser acompanhado de expressões faciais extremas: olhos arregalados, boca aberta ou com espirais, representando confusão ou choque.

  • Em algumas cenas, a alma pode flutuar para cima, simbolizando alívio ou fuga mental, enquanto em outras pode ficar presa ao corpo, reforçando tensão ou humor.

  • Fãs chamam isso de “soul pop out” informalmente em discussões online de anime.


Exemplos famosos em animes

  1. One Piece – Quando Usopp ou Luffy se assustam gravemente, muitas vezes sua alma é mostrada se levantando do corpo, aumentando o efeito cômico.

  2. Naruto – Em momentos de extremo choque ou humor, personagens têm representações de suas almas flutuantes.

  3. Gintama – O anime de comédia exagera bastante este efeito, mostrando até múltiplas almas saindo simultaneamente.


Dicas para interpretar

  • Observe o contexto da cena: se é sério, dramático ou cômico.

  • Preste atenção na linguagem corporal e expressões faciais do personagem. A alma saindo do corpo quase sempre é um reflexo do estado emocional interno.

  • Compare com outros símbolos visuais clássicos: gotas de suor, olhos em espiral, veias saltadas na testa — todos indicam emoções intensas de forma visual.


A saída da alma do corpo é, portanto, mais do que um efeito visual exagerado: é uma representação poética e divertida da psique do personagem, que combina humor, drama e emoção em uma linguagem que só o anime consegue expressar tão bem.

O mundo é objetivamente mais hostil à psique.

 

Bellacosa Mainframe observa um mundo hostil a psique

👉 Os jovens de hoje não são mais fracos.

O mundo é objetivamente mais hostil à psique.

Vamos por partes.


🧠 O que realmente mudou a partir dos anos 2000

1️⃣ O fim do “modo offline”

Até os anos 90 / início dos 2000:

  • A humilhação acabava na escola

  • A comparação era local

  • O erro desaparecia com o tempo

  • Existia silêncio mental

Depois:

  • Internet 24/7

  • Redes sociais

  • Tudo é registrado, comparado, curtido, ranqueado

📌 Resultado psicológico:
O cérebro humano não evoluiu para ser observado, avaliado e comparado o tempo todo.

👉 Isso gera:

  • Ansiedade crônica

  • Autovigilância

  • Medo de errar

  • Perfeccionismo paralisante


2️⃣ Comparação infinita = identidade frágil

Antes:

“Sou melhor que alguns, pior que outros. Vida que segue.”

Hoje:

“Tem sempre alguém mais bonito, rico, feliz, produtivo, jovem.”

Instagram, TikTok e afins não mostram pessoas — mostram curadorias irreais.

📌 Isso destrói algo essencial:
➡️ A construção lenta da identidade

Sem identidade sólida:

  • Surge insegurança

  • Timidez vira defesa

  • Isolamento vira refúgio


3️⃣ Pressão sem contrato psicológico

Gerações passadas tinham um “acordo implícito”:

“Estude, trabalhe, seja correto → a vida melhora”

Hoje esse contrato foi quebrado:

  • Diploma ≠ estabilidade

  • Trabalho ≠ dignidade

  • Esforço ≠ recompensa proporcional

📌 E o cérebro entra em curto:

“Se nada garante resultado… por que tentar?”

Isso gera:

  • Apatia

  • Burnout precoce

  • Sensação de injustiça estrutural


4️⃣ Vigilância moral constante

Nos anos 2000 surgiu algo novo:
👉 Erro virou identidade

  • Uma frase mal colocada

  • Um post antigo

  • Uma opinião fora do “clima do momento”

📌 Consequência:

  • Medo de falar

  • Medo de tentar

  • Medo de existir publicamente

➡️ Timidez moderna não é introversão — é autoproteção.


5️⃣ Adultização precoce + infantilização tardia

Paradoxo cruel:

  • Crianças lidam cedo com temas adultos (sexo, política, catástrofes)

  • Adultos jovens não conquistam autonomia real (moradia, renda, estabilidade)

📌 Resultado:

  • Corpo adulto

  • Responsabilidade emocional infantil

  • Expectativas gigantescas

  • Ferramentas internas insuficientes

Isso gera angústia difusa, difícil de nomear.


6️⃣ Isolamento social disfarçado de conexão

Nunca se falou tanto.
Nunca se conversou tão pouco.

  • Contato digital ≠ vínculo

  • Like ≠ pertencimento

  • Grupo online ≠ tribo real

📌 O cérebro social sente:

“Estou cercado… mas sozinho.”

Solidão hoje não é falta de gente, é falta de presença humana real.


😔 “Mas por que eles se sentem oprimidos?”

Porque estão.

Não por um tirano clássico, mas por:

  • Algoritmos

  • Expectativas irreais

  • Economia instável

  • Julgamento permanente

  • Falta de horizonte claro

👉 É uma opressão difusa, sem rosto, sem inimigo claro — e isso enlouquece.


⚠️ Importante dizer

Isso não invalida:

  • Problemas reais de gerações anteriores

  • Dureza da vida sem tecnologia

  • Violências explícitas do passado

Mas muda a natureza do sofrimento:

  • Antes: dor concreta

  • Agora: dor psicológica constante


🧩 Em resumo (bem direto)

Os jovens de hoje:

  • Pensam demais

  • Se comparam demais

  • São observados demais

  • Erram com custo alto demais

  • Vivem sem garantias demais

  • E sozinhos demais

Isso não gera resiliência.
Gera exaustão emocional.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Single Source of Truth (SSOT): a verdade nua, crua… e versionada

 

Bellacosa Mainframe e o conceito de single source of truth

Single Source of Truth (SSOT): a verdade nua, crua… e versionada

Se existe um conceito que todo arquiteto, analista, DBA, operador e até estagiário já ouviu — e todo mundo acha que já tem — esse conceito é o tal do Single Source of Truth.
Spoiler: quase ninguém tem de verdade. E no mainframe isso é ainda mais sagrado (e mais difícil).

Senta que lá vem história.


🧠 Origem: quando a verdade ainda cabia em um arquivo VSAM

Antes de buzzwords, cloud, data mesh e dashboards coloridos, o SSOT já existia — só não tinha nome chique.

Nos anos 60/70, no mundo IBM Mainframe, a regra era simples:

“Existe um dado oficial. O resto é cópia, relatório ou dor de cabeça.”

  • Um master file VSAM

  • Um DB2 table owner bem definido

  • Um CICS que mandava na regra de negócio

Se o saldo do cliente estava no arquivo X, qualquer outro valor estava errado, não “divergente”.

👉 Isso era SSOT by design, não por moda.


📜 Definição curta (para colar na parede da sala)

Single Source of Truth é a fonte única, autorizada e confiável de um dado, regra ou estado de negócio.

  • Não é só onde o dado está

  • É quem manda nele

  • É quem pode mudar

  • É quem responde quando dá problema

No mainframe, isso sempre foi levado a sério porque…
💸 erro de dado = dinheiro real sumindo.


🏗️ SSOT no Mainframe: raiz forte, galhos controlados

No mundo IBM Mainframe, o SSOT normalmente assume estas formas:

  • 📦 DB2 → verdade transacional

  • 📁 VSAM KSDS/ESDS → registros mestres históricos

  • 🧠 CICS → verdade das regras online

  • 📊 SMF/RMF → verdade operacional

  • 🔐 RACF → verdade de segurança (e ponto final)

E aqui vai a regra de ouro, estilo Bellacosa:

Se dois sistemas “mandam” no mesmo dado… nenhum manda.


⚠️ O problema moderno: todo mundo quer sua própria verdade

Com a chegada de:

  • Data Lakes

  • BI Self-Service

  • Microservices

  • Replicações near-real-time

  • APIs para tudo

Nasceu o monstro de três cabeças:

🧟 A Verdade Paralela
🧟 A Verdade de Cache
🧟 A Verdade do PowerPoint

Cada área passa a ter:

  • “Meu dado”

  • “Meu relatório”

  • “Minha métrica”

E quando os números não batem…

👉 a culpa é do mainframe, claro 😏


🧩 Formatos de SSOT (sim, existem vários)

1️⃣ SSOT Transacional

  • Fonte: DB2 / CICS

  • Uso: sistemas core

  • Alta integridade

  • Baixa tolerância a erro

💡 Mainframe é rei aqui.


2️⃣ SSOT Analítico

  • Fonte: DW / Lakehouse

  • Uso: BI, KPIs

  • Risco: latência e transformação

⚠️ Não confundir com verdade operacional.


3️⃣ SSOT de Configuração

  • Fonte: repositórios únicos

  • Ex: parâmetros, tabelas de domínio

🧨 Dica: tabela “copiada” em cada sistema não é SSOT.


4️⃣ SSOT de Governança

  • Catálogos de dados

  • Data lineage

  • Glossário corporativo

📚 Onde a verdade é documentada, não só armazenada.


🛠️ Dicas práticas (da trincheira, não do slide)

✔️ Defina ownership real

“Quem acorda às 3h da manhã se der erro?”

✔️ Separe dado de consumo

  • Origem ≠ réplica ≠ cache

✔️ Documente a verdade

  • Se não está escrito, vira lenda urbana.

✔️ Controle quem escreve

  • Ler é democrático. Escrever não.

✔️ Mainframe como âncora

  • Sistemas modernos orbitam. O core não flutua.


💣 Riscos clássicos (a lista da vergonha)

  • ❌ Duas bases “oficiais”

  • ❌ ETL que “corrige” dado

  • ❌ BI explicando divergência em reunião

  • ❌ Regra de negócio fora do core

  • ❌ “É só um relatório…”

⚠️ Relatório nunca é inocente.


🧪 Curiosidades & Easter Eggs

🥚 Easter Egg #1

Muitos sistemas “modernos” recriam SSOT… e descobrem 30 anos depois o que o CICS já fazia.

🥚 Easter Egg #2

RACF é um dos SSOTs mais respeitados da empresa — ninguém questiona.

🥚 Easter Egg #3

O termo SSOT ficou famoso com BI, mas nasceu no batch noturno.


🧠 Reflexão final (El Jefe mode ON)

SSOT não é tecnologia.
É disciplina organizacional.

Você pode ter:

  • Cloud

  • Kafka

  • Lakehouse

  • AI

  • Dashboard bonito

Mas se não souber qual dado é o oficial

👉 Você só tem várias mentiras bem organizadas.


☕🌙 Midnight Lunch Thought
No fim do dia (ou da madrugada):
quem controla a verdade controla o sistema.
E historicamente…
o mainframe sempre soube disso.