✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Prevençao contra a Dengue
Guerra contra a Dengue
Faça a sua parte... destrua todos os possiveis ninhos de mosquito: Agua Parada em vasos, latas, lixo, entulho e pneus velhos.
Visite nossa Fan page e aprenda mais... conheça tudo aquilo que pode fazer para ajudar-nos a vencer esta guerra.
Guerra contra a DENGUE
Se todos fizermos nossa parte, mantermos nossa casa limpa e sem criadoro do mosquito.
Guerra contra a Dengue
Nao Adianta Apenas Matar o Mosquito
Temos que evitar que ele nasça
Se todos participarem e ajudarem na luta contra o Mosquito: terriveis doenças nao afetarao nossa familia.
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Todos contra a Dengue
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017
🔥 PARTE 5 – Comidas Estranhas & Bizarras dos Animes
🔥 PARTE 5 – Comidas Estranhas & Bizarras dos Animes (Edição Bellacosa Mainframe para Otakus Hardcore)
“Se aparece em anime e faz você pensar ‘mano… isso é comível?’ — então veio parar aqui.”Prepare o paladar e o SYSOUT, porque agora entramos naquelas comidas que fariam até o JCL pedir ABEND S0C1 só de olhar.
🧪 1) Natto – O Feijão Fermentado Pegajoso do Caos Molecular
Origem: Japão feudal, criado provavelmente por acidente no feno quente dos samurais.
Ingredientes: soja fermentada até virar um slime de respeito.
Porque é estranho: fios de gosma intermináveis dignos de hentai culinário.
Easter Egg: o cheiro lembra “sapato do Goku depois do treino”.
Animes: Naruto, Clannad, Silver Spoon.
Bellacosa Note: Se você mexe ele forte com hashi, parece DEBUG rodando em loop.
🐙 2) Takoyaki Cru ou “Mal Passado”
Origem: Osaka.
Ingredientes: polvo, massa e coragem.
Por que é estranho: alguns animes mostram ele meio cru — a massa fica gelatinosa, quase um blob.
Animes: Bungou Stray Dogs, My Hero Academia.
Curiosidade: tem otaku que só descobriu que aquilo NÃO era queijo depois de adulto…
🐟 3) Shiokara – Vísceras de Peixe Fermentadas
Origem: pescadores japoneses antigos.
Ingredientes: entranhas de peixe + sal + tempo na geladeira do inferno.
Estranheza: textura entre “gelatina do mal” e “pasta de firmware vencido”.
Animes: Shokugeki no Soma.
Bellacosa Insight: é tipo aquele módulo COBOL legado cheio de GOTO – você sabe que funciona, mas prefere nem abrir.
🥚 4) Tamago Kake Gohan – Ovo Cru no Arroz
Origem: século XIX.
Ingredientes: arroz quente + ovo cru + shoyu.
Estranho para ocidentais: sim, é ovo cru. Sem fritar.
Animes: Yuru Camp, Dr. Stone.
Curiosidade: o arroz quente “cozinha levemente” o ovo, mas não conta pra sua mãe ou ela te desliga do Wi-Fi.
🐌 5) Escargot Japonês / Caracois Cozidos
Origem: influência francesa misturada com culinária regional.
Animes: Aparece em Bleach (naquele jantar bizarro do Don Kanonji).
Estranheza: textura elástica, sabor entre ostras e coragem humana.
🦀 6) Kani Miso – Pasta de ‘Cérebro’ de Caranguejo
Origem: culinária de pescadores.
Ingredientes: vísceras do caranguejo.
Animes: Toriko, Food Wars.
Easter Egg: apesar do nome, não é “miso de caranguejo” — é o interior do bicho mesmo.
🐔 7) Yakitori de Coração, Cartilagem e Pele
Origem: Izakayas japonesas.
Ingredientes: partes que o brasileiro raramente come.
Animes: Shouwa Genroku Rakugo, Shokugeki no Soma.
Curiosidade: o espetinho de cartilagem tem textura de “joinha de borracha”.
🧂 8) Umeboshi – Ameixa Azeda Mortal
Origem: século X.
Ingredientes: ameixa + sal + secagem ao sol.
Estranho: extremamente azeda e salgada — nível “derruba o protagonista do anime”.
Animes: Sailor Moon, Bento, Naruto.
Easter Egg: já usaram umeboshi como remédio para ressaca de samurai.
🐙 9) Ikizukuri – Sashimi Preparado do Peixe Ainda Vivo
Origem: prática tradicional controversa.
Animes: aparece de forma cômica em One Piece e Gintama.
Estranhíssimo: prato onde o peixe é cortado fresco… MUITO fresco.
Curiosidade: hoje, raríssimo; maioria dos restaurantes parou com isso.
🐡 10) Fugu – Peixe Venenoso
Origem: período Edo.
Estranheza: preparado errado → game over.
Animes: Shokugeki no Soma, Hunter x Hunter.
Bellacosa Insight: esse é o prato mais “RACF nível SPECIAL”: só pode manipular quem tem permissão máxima.
🐄 11) Basashi – Carne Crua de Cavalo
Origem: regiões de clima frio onde carne precisava ser preservada.
Animes: Golden Kamuy, Shokugeki no Soma.
Curiosidade: textura pode lembrar atum gorduroso.
🐓 12) Torisashi – Sashimi de Frango Cru (sim, existe)
Origem: Kyushu e Kagoshima.
Estranho: frango cru em lâminas, servido levemente “selado”.
Animes: raríssimo, mas aparece em Shokugeki no Soma.
Nota: só permitido em regiões específicas devido aos riscos.
🪱 13) Inago no Tsukudani – Gafanhotos Cozidos na Soja
Origem: áreas rurais do Japão.
Ingredientes: gafanhotos caramelizados em shoyu e açúcar.
Animes: Hunter x Hunter, Golden Kamuy.
Curiosidade: crocante nível snack gamer.
🦐 14) Ebi Katsu com Cabeça Inteira
Origem: Tokyo street food.
Estranheza: o camarão empanado vem com cabeça e olhos.
Animes: Dagashi Kashi, Shokugeki no Soma.
🐍 15) Dobin Mushi com Cabeça de Peixe Inteira
Origem: Kyoto.
Ingredientes: cogumelos + frutos do mar dentro de um bule.
Estranho: o bule fuma e o animador sempre faz close na cabeça do peixe olhando pra você.
Anime: Mushishi, Natsume Yuujinchou.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
Brasil 2016: quando o sistema entrou em modo recovery e eu sentei no console local
Brasil 2016: quando o sistema entrou em modo recovery e eu sentei no console local
ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch
Meu terceiro ano de volta ao Brasil foi 2016. Se 2015 tinha sido o crash, 2016 foi aquele momento tenso em que o sistema reinicia em recovery mode, exibindo mensagens enigmáticas na tela preta enquanto todos fingem saber o que estão fazendo. Para quem viveu doze anos na Europa e voltou achando que o pior já tinha passado, 2016 ensinou uma lição dura: depois da queda, ainda vem o custo da queda.
E ele não é pequeno.
Economia: o preço invisível do colapso
Em 2016, a economia já não caía — ela arrastava. O desemprego virou parte do vocabulário cotidiano, pequenos negócios fechavam silenciosamente e a renda encolhia sem cerimônia. A qualidade de vida começou a ruir de forma concreta: menos consumo, mais medo, menos planos, mais improviso.
Na Europa, qualidade de vida é tratada como baseline. No Brasil, descobri que ela é variável dependente do humor do sistema. O dano econômico não era apenas estatístico. Era psicológico. Gente mais tensa no trânsito, mais agressiva no balcão, mais cansada no olhar. O país seguia funcionando, mas com energia de emergência.
Era como rodar um mainframe crítico sem redundância elétrica: qualquer oscilação gerava pânico.
Sociedade: desconfiança como padrão
Socialmente, 2016 consolidou a ruptura. Se antes havia polarização, agora havia descrédito. Instituições desacreditadas, discursos desacreditados, promessas tratadas como spam. Para um ex-imigrante, isso chama atenção: na Europa, mesmo quando se critica o sistema, ainda se acredita nele. No Brasil de 2016, o sistema virou suspeito por definição.
A população já não discutia soluções — discutia culpados. E culpados não consertam sistemas, só alimentam log de erro.
Cultura: o improviso perdeu o charme
Culturalmente, 2016 foi o ano em que o improviso deixou de ser virtude e passou a ser evidência de falha estrutural. O famoso “a gente dá um jeito” começou a soar como pedido de desculpas antecipado. O humor ficou mais amargo, a ironia mais pesada, a arte mais direta.
Quem tinha vivido fora percebeu algo incômodo: o Brasil estava cansado até de ser criativo. Criatividade sem perspectiva vira desgaste.
Itatiba 2016: quando resolvi sair da arquibancada
Foi nesse ambiente que vivi algo decisivo: as eleições municipais de 2016 em Itatiba. Depois de observar o sistema falhar de longe e de perto, resolvi fazer algo que na Europa é comum, mas no Brasil ainda soa exótico — participar.
Entrei na disputa como candidato a vereador. Não como salvador, não como profissional da política, mas como operador local cansado de reclamar sem tocar no console. Foi uma experiência reveladora. Campanha curta, recursos escassos, muito contato humano e pouco glamour.
Ali vi o Brasil real. O cidadão não queria discurso ideológico. Queria saber se o posto de saúde funcionaria, se a rua seria asfaltada, se o emprego voltaria. Política municipal é low level programming: não tem abstração, é tudo direto no hardware social.
Fui eleito suplente. Para muitos, isso soa como derrota. Para mim, foi diagnóstico. Havia apoio, mas havia também um sistema fechado, viciado, com barreiras invisíveis que não aparecem nos manuais democráticos. Ainda assim, foi uma confirmação: participar muda a percepção para sempre.
Depois que você tenta consertar o sistema por dentro, nunca mais olha para ele da mesma forma.
População: sobrevivência como rotina
O brasileiro de 2016 já não esperava melhora rápida. Esperava sobreviver ao próximo mês. Vi famílias ajustando padrões de vida para baixo, jovens adiando planos, idosos sustentando lares com aposentadorias corroídas.
Para quem voltou da Europa, o choque maior foi perceber como a qualidade de vida se desfaz rápido quando a economia quebra. Não é só dinheiro — é tempo, segurança, previsibilidade. Tudo aquilo que faz a vida parecer vida, e não apenas manutenção.
O povo seguia resiliente, sim. Mas resiliência prolongada vira fadiga crônica.
Terceiro ano pós-retorno: aceitação dura
Em 2016, aceitei definitivamente que o Brasil que reencontrei não era o Brasil que deixei — e talvez nunca mais fosse. Parei de esperar normalidade europeia em ambiente brasileiro. Aprendi a operar sistemas instáveis sem romantizar isso.
Aprendi também que participação política não é garantia de mudança, mas é antídoto contra cinismo total. Mesmo como suplente, entendi o tamanho da engrenagem e o peso da inércia.
Epílogo de operador cansado
2016 não foi o fundo do poço. Foi o reconhecimento oficial de que o poço existia — e era fundo. O sistema continuou em recovery, com dados perdidos, confiança abalada e operadores improvisando soluções enquanto a população pagava o preço.
E toda experiência em mainframe ensina:
recuperar sistema leva tempo,
mas recuperar confiança leva muito mais.
Em 2016, o Brasil ainda estava ligado.
Mas a qualidade do serviço entregue ao usuário final — o cidadão —
já não correspondia ao custo de mantê-lo no ar.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
📜 Crônicas do Vaguinho — A Última Banana Split do Paraíso
📜 Crônicas do Vaguinho — A Última Banana Split do Paraíso
Ao melhor estilo Bellacosa Mainframe — para o blog El Jefe Midnight Lunch
Existem noites que não são apenas noites.
São checkpoints da alma.
Aquelas rodadas de batch emocional que a vida dispara sem aviso, empacota em memória e nunca mais apaga.
Taubaté. Parque Sabará.
O pequeno Vagner — esse narrador aqui — vivia seu “release” mais estável:
amigos por toda parte, a liberdade da bicicleta como se fosse um passe-livre do MVS, uma namoradinha nível poemas de madrugada, sonhos leves, e a sensação de que o mundo era grande, possível e começava três quadras depois.
A vida estava em RC=00 constante.
Até aquela noite.
🍨 A praça do Jumbo — a Times Square da molecada taubateana
Para quem viveu esse período, a praça do Jumbo (ou do Eletro, dependendo da tribo) não era só um ponto.
Era O ponto.
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Trailers de dogão
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Bancas de doces
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Hambúrgueres que hoje seriam gourmet
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Gente bonita indo e vindo
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A paquera rolando solta como transação CICS em horário de pico
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A moda desfilando ao vivo
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Os grupos jovens se encontrando, trocando olhares, ensaiando a vida adulta
Era o shopping center da época, só que sem o ar-condicionado e com alma.
O coração urbano pulsando forte numa Taubaté pré-centros comerciais, pré-internet, pré-modernidades.
Mas o ápice, o mainframe gastronômico daquela praça, era a sorveteria artesanal.
Não sorvete de fábrica.
Não marcas famosas.
Era artesanal, único, feito ali.
Com gosto de cidade pequena, de infância viva, de verão eterno.
🍌 A primeira Banana Split — e o último dia de um mundo
Minha mãe, recém-divorciada, anunciou:
“Hoje vamos comemorar. Vamos à sorveteria da praça.”
Comemorar o quê?
A gente nem sabia.
Mas criança não pergunta — criança vai.
E embarca na promessa de qualquer momento doce, como se fosse a aventura do ano.
Lá estávamos os quatro:
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Eu, com 12 anos e um coração cheio de histórias
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Vivi, minha irmã, animada com tudo
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Mamãe, guerreira, tentando juntar os cacos de uma guerra doméstica silenciosa
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O pequeno Dandan, pronto pra qualquer travessura
E veio ela:
minha primeira Banana Split.
Uma taça alongada, imponente:
banana no fundo como um colchão de nuvens, três bolas de sorvete colorido — quase RGB — uma montanha de chantili, chocolate derramado com generosidade, e no topo a cereja marrasquino brilhando como se fosse o token final da transação.
Eu, que já achava que Taubaté era mágica, vi que Taubaté também tinha seus portais.
Vivi ganhou um sundae gigantesco, digno de foto.
Mamãe e Dandan pediram banana split também.
Aquela mesa era uma pequena vitória.
Uma trégua.
Um suspiro feliz após meses difíceis.
Era o primeiro sorriso coletivo pós-separação.
E sem saber…
também era o último momento daquele mundo que eu tanto amava.
🕰️ A Noite da Doçura, o Começo do Fim
Se eu tivesse um cronômetro interno na época — ou logs da vida — perceberia que aquele momento tinha carimbo de:
/EVENTO EXEC TYPE=MILESTONE
Mas criança não sabe disso.
Criança só vive.
A gente riu.
Comemos.
Brincamos de olhar o movimento da praça.
Achamos tudo lindo, tudo grande, tudo possível.
Mamãe, com seus olhos cansados, deixava escapar um brilho de esperança.
Era como se ela estivesse testando se ainda havia alegria no sistema.
E havia.
Havia sim.
Naquela mesa havia mais do que sorvete:
havia recomeço.
Mas havia também uma sombra leve, um peso que ela carregava e ainda não podia dividir.
A notícia — aquela que mudaria tudo — ela guardou.
Esperou.
Porque naquela noite ela queria nos entregar apenas felicidade.
Um último snapshot de Taubaté em seu período ideal.
🌙 Epílogo: O Checkpoint das Emoções
Ali, entre bolas de sorvete e risadas de verão, vivi o fim de um ciclo sem saber que era o fim.
Dias depois descobriríamos que era hora de partir.
De deixar Taubaté, o Sabará, os amigos, os romances bobos, os passeios de bicicleta, a rotina doce e simples.
Mas naquela noite?
Não.
Naquela noite éramos só quatro sobreviventes reconstruindo o mundo, um sorvete por vez.
Às vezes a vida nos dá um último capítulo disfarçado de sobremesa.
E essa Banana Split…
essa ficou congelada na memória.
O sabor do paraíso antes do reboot.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
💰 O Salário que Encolheu: A Nova Era do Feudalismo Corporativo
💰 O Salário que Encolheu: A Nova Era do Feudalismo Corporativo
Há algo curioso acontecendo nas empresas modernas: quanto mais elas crescem, menor parece o salário médio.
Mas calma, o dinheiro não desapareceu — ele apenas foi parar em pouquíssimos bolsos.
Nos anos 80 e 90, havia um certo equilíbrio. O gerente tinha um bom salário, o diretor um excelente, e o presidente ganhava muito, mas a distância entre o chão de fábrica e a sala de reuniões era percorrível.
Hoje, virou abismo.
Segundo dados de consultorias internacionais (como Oxfam e Deloitte), o salário médio do trabalhador cresceu menos de 5% em 20 anos, enquanto o dos CEOs aumentou mais de 900%.
Sim, nove vezes mais rápido.
Vivemos a era do neofeudalismo corporativo — onde meia dúzia de “senhores” decide, e milhões de “vassalos de crachá” sobrevivem com VR e plano odontológico.
📉 O paradoxo da produtividade
Nunca se produziu tanto.
Nunca se faturou tanto.
Mas também nunca se pagou tão pouco em proporção.
Por quê?
Porque as empresas não distribuem mais valor — elas o concentram.
O conceito de “meritocracia” virou um bordão de auditório: quem tem poder define o mérito, quem não tem, só obedece.
O lucro sobe, os bônus de diretoria estouram, mas o salário-base do analista continua igual ao da época do Windows XP.
🏢 A bolha da “alta performance”
Criou-se uma religião em torno do “high performer”.
Palestras motivacionais, metas “moonshot”, coach corporativo, “mindset de crescimento”.
Tudo para te convencer a entregar mais… por quase o mesmo salário.
Enquanto isso, o topo da pirâmide se retroalimenta: bônus, ações, stock options e jantares de networking em Dubai.
E se você questiona, vem a frase padrão do RH:
“O mercado está assim.”
Não, o mercado não “está assim”.
Ele foi moldado assim.
Por uma lógica onde 1% dita as regras e 99% agradece por ainda estar no jogo.
⚙️ Easter Egg: O COBOL do capitalismo
Curioso: no mainframe, o COBOL é estável, previsível e justo — se você codifica certo, ele te entrega o resultado.
No capitalismo moderno, o código foi adulterado.
Os “procedures” de igualdade salarial foram comentados, os “if salário justo” foram substituídos por “if lucro máximo”, e o commit do bem comum foi cancelado.
Rollback? Nem pensar.
🎯 Conclusão Bellacosa
O problema não é o sucesso de alguns — é o desequilíbrio estrutural que transforma talento em servidão emocional.
Trabalhadores cansados, desmotivados e sem tempo de viver.
Empresas com lucros recordes e discursos de propósito vazios.
Um sistema que paga bilhões em bônus, mas não tem verba pra café.
E ainda pede pra sorrir na call do Teams.
No fundo, estamos vendo o retorno do feudalismo —
só que agora, os castelos têm logotipo e os cavaleiros usam crachá.
💼 #ReflexãoCorporativa #BellacosaMainframe #ElJefeMidnight
📉 #Salários #Desigualdade #CapitalismoTardio #MainframeDaVida


