sábado, 10 de dezembro de 2011

🔥 DB2 DCLGEN para COBOL – Onde a Tabela Vira Código e o Código Vira Contrato 🔥

 

Bellacosa Mainframe apresenta o DCLGEN

🔥 DB2 DCLGEN para COBOL – Onde a Tabela Vira Código e o Código Vira Contrato 🔥



Se existe um ponto em que DB2, COBOL e disciplina se encontram, esse ponto se chama DCLGEN.

Quem já manteve sistema legado sabe:
👉 layout duplicado dá problema
👉 tipo mal definido vira bug
👉 desalinhamento vira incidente às 3h da manhã

O DCLGEN não é só uma ferramenta.
Ele é um pacto de não-agressão entre o banco e o programa.


🕰️ Um Pouco de História – Por Que o DCLGEN Existe?

Antes do DCLGEN, o programador:

  • Lia a DDL

  • “Interpretava” os tipos

  • Criava o layout na mão

  • Rezava

💡 Resultado:

  • Campos truncados

  • Decimais errados

  • -302 misterioso

A IBM, num raro momento de empatia com o ser humano, criou o DCLGEN (Declarations Generator):
👉 a definição oficial da tabela vira estrutura COBOL.

Menos interpretação.
Mais verdade.


🧬 O Que o DCLGEN Gera, de Fato?

Um DCLGEN padrão gera:

  1. EXEC SQL DECLARE TABLE

  2. Estrutura COBOL (01 / 05)

  3. EXEC SQL DECLARE CURSOR (opcional)

Tudo alinhado com:

  • Tipo

  • Tamanho

  • Precisão

  • Nulidade

💡 Regra de ouro Bellacosa:
Se não veio do DCLGEN, desconfie.


🧱 Tipos DB2 vs Tipos COBOL – Onde a Magia Acontece

Aqui mora a maioria dos bugs silenciosos.

🔢 NUMERIC / DECIMAL

DB2

DECIMAL(9,2)

COBOL (DCLGEN)

05 COL-VALOR       PIC S9(7)V99 COMP-3.

💡 Por quê COMP-3?
Porque DB2 armazena decimal compactado.
DISPLAY aqui é convite ao desastre.


🔠 CHAR / VARCHAR

DB2

CHAR(10)
VARCHAR(50)

COBOL

05 COL-NOME        PIC X(10).
05 COL-DESC-LEN    PIC S9(4) COMP.
05 COL-DESC-TEXT   PIC X(50).

💡 Curiosidade:
VARCHAR vira dois campos em COBOL.
Esqueceu do LENGTH? Vai ler lixo.

🥚 Easter egg clássico:
LENGTH negativo = dado inválido ou bug sorrateiro.


📅 DATE / TIME / TIMESTAMP

DB2

DATE
TIMESTAMP

COBOL

05 COL-DATA        PIC X(10).
05 COL-TS          PIC X(26).

💡 Comentário Bellacosa:
Não trate data DB2 como número.
Isso termina em lágrimas.


🔣 INTEGER / SMALLINT / BIGINT

DB2

INTEGER
SMALLINT
BIGINT

COBOL

05 COL-ID          PIC S9(9) COMP.
05 COL-COD         PIC S9(4) COMP.
05 COL-SEQ         PIC S9(18) COMP.

💡 Dica de sobrevivência:
Nunca use DISPLAY para inteiros DB2.
Nunca.


🚨 NULLs – O Inimigo Invisível

DB2 aceita NULL.
COBOL… não.

DCLGEN resolve isso com indicadores:

05 COL-VALOR       PIC S9(7)V99 COMP-3.
05 COL-VALOR-IND   PIC S9(4) COMP.
  • 0 → valor válido

  • -1 → NULL

💡 Dica Bellacosa:
Esqueceu de tratar indicador?
Parabéns, você acaba de criar um dump futuro.


🧪 Conversões Implícitas – Onde o DB2 Avisa (ou não)

DB2 até converte tipos…
Mas cobra juros.

  • CHAR → DECIMAL

  • DATE → CHAR

  • VARCHAR → FIXED

💡 Conhecimento de bastidor:
Conversão implícita custa CPU e pode quebrar índice.

👉 Converta no COBOL, não no SQL.


⚙️ DCLGEN no Mundo Moderno (Git, CI/CD, DevOps)

Hoje o DCLGEN:

  • É versionado no Git

  • Gerado automaticamente

  • Sincronizado com DDL

  • Integrado ao pipeline

💡 Regra de ouro moderna:
DDL mudou?
👉 gere novo DCLGEN
👉 recompile
👉 rebind

Sem atalhos.


🗣️ Fofoquices de Sala-Cofre

  • “Funcionava ontem” → tabela mudou

  • “Só aumentaram o tamanho” → DCLGEN não regenerado

  • “É só um campo novo” → layout desalinhado


🧠 Pensamento Final do El Jefe

DCLGEN não é burocracia.
É contrato.

Ele garante que:

  • O que o DB2 grava

  • É exatamente o que o COBOL lê

Sem achismo.
Sem “interpretação criativa”.

🔥 Regra final Bellacosa Mainframe:
Se a tabela é verdade,
o DCLGEN é a tradução oficial.

Todo o resto…
é boato que vira incidente. 💾🧠


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

🔥 Understanding QUEUE, TSQ e TDQ no CICS

 

Cics filas TSQ e TDQ passagem de dados

🔥 Understanding QUEUE, TSQ e TDQ no CICS

 


☕ Midnight Lunch, fila cheia e CICS aberto

Todo mainframer já passou por isso: programa CICS travado, usuário reclamando, operador olhando o CEMT, e alguém solta a clássica pergunta:

“Isso aí não é fila? TSQ ou TDQ?”

E o silêncio toma conta do data center.
Vamos resolver isso de vez, no estilo Bellacosa: com história, conceito, prática, fofoca técnica e alguns easter eggs de quem já levou AEI0 na testa.


🏛️ Um pouco de história: filas antes da nuvem

Antes de Kafka, Redis, RabbitMQ e afins, o CICS já sabia lidar com filas.
Desde os anos 70, IBM introduziu mecanismos simples, rápidos e extremamente eficientes para armazenar dados temporários ou sequenciais durante a execução de transações online.

Esses mecanismos são chamados genericamente de QUEUE, mas na prática se dividem em:

  • TSQ – Temporary Storage Queue

  • TDQ – Transient Data Queue

Ambos são filas, mas com propósitos, comportamentos e riscos bem diferentes.


🧠 Conceito-chave (guarde isso como mantra)

TSQ = memória temporária, aleatória, flexível
TDQ = fluxo sequencial, estilo arquivo/log, orientado a eventos

Se você entendeu isso, já está 50% certificado CICS 😄


📦 TSQ – Temporary Storage Queue

O que é?

Uma fila temporária de armazenamento usada por programas CICS para guardar dados durante ou entre transações.

Ela pode residir:

  • Em memória (MAIN)

  • Em disco (AUX – VSAM)

Características

✔ Acesso direto por item
✔ Pode ler, escrever, atualizar e apagar
✔ Pode sobreviver ao fim da transação
✔ Pode ser compartilhada entre programas

Comandos principais

EXEC CICS WRITEQ TS EXEC CICS READQ TS EXEC CICS DELETEQ TS

Exemplo mental (Bellacosa way)

Imagine um post-it compartilhado entre programas CICS:

  • Programa A escreve dados

  • Programa B lê

  • Programa C atualiza

  • Programa D apaga

Tudo rápido, sem I/O pesado.


⚠️ Armadilhas clássicas (easter eggs)

  • TSQ esquecida = vazamento de storage

  • Nome dinâmico mal feito = fila órfã

  • Volume alto em MAIN = SOS no CEMT I TASK

📌 Dica de ouro: sempre pense em DELETEQ TS.


🧾 TDQ – Transient Data Queue

O que é?

Uma fila sequencial, orientada a eventos, muito usada como:

  • Log

  • Interface com batch

  • Comunicação com sistemas externos

Tipos de TDQ

  1. Intrapartition TDQ

    • Dentro do CICS

    • Uma única partição

  2. Extrapartition TDQ

    • Fora do CICS

    • Geralmente associada a um dataset sequencial


Características

✔ Escrita sequencial
✔ Leitura normalmente sequencial
✔ Ideal para log e integração
❌ Não permite acesso aleatório
❌ Não é feita para update

Comandos principais

EXEC CICS WRITEQ TD EXEC CICS READQ TD

Exemplo prático

  • Transação online grava eventos em TDQ

  • Job batch lê essa TDQ depois

  • Processamento assíncrono elegante, old school e eficiente

📌 Isso é o avô espiritual do streaming moderno.


🥊 TSQ vs TDQ – Luta no octógono

CritérioTSQTDQ
TipoTemporáriaSequencial
AcessoAleatórioSequencial
Uso típicoWork area, cacheLog, interface
PerformanceMuito altaAlta
PersistênciaConfigurávelDepende do tipo
Risco comumStorage leakFila parada

🛠️ Passo a passo mental (como escolher)

1️⃣ Preciso acessar dados fora de ordem? → TSQ
2️⃣ Preciso registrar eventos/logs? → TDQ
3️⃣ Comunicação com batch? → TDQ extrapartition
4️⃣ Compartilhar estado entre transações? → TSQ


📚 Guia de estudo para mainframers

Se você quer dominar filas no CICS, estude:

  • Storage Management (MAIN vs AUX)

  • CEMT I TSQUEUE / TDQUEUE

  • Recovery e rollback

  • CICS Logging e Journals

  • Integração TSQ + MQ (sim, isso acontece)

📖 Manual-chave: CICS Application Programming Guide


🤓 Curiosidades de boteco mainframe

🍺 TSQ já foi usada como cache improvisado antes de DB2
🍺 TDQ era chamada de “log dos pobres” nos anos 80
🍺 Muitos sistemas críticos ainda rodam com TDQ + batch noturno
🍺 Já existiram sistemas bancários inteiros baseados em TSQ (não recomendado 😅)


💬 Comentário El Jefe Midnight Lunch

“Enquanto o mundo redescobre filas com nomes modernos,
o CICS continua servindo café quente, confiável e previsível
desde antes de você nascer.”


🚀 Aplicações modernas (sim, ainda hoje)

  • Core bancário

  • Sistemas de cartão

  • Logs de auditoria

  • Integração com MQ e APIs

  • Work areas de alta performance


🎯 Conclusão Bellacosa

TSQ e TDQ não são relíquias.
São armas cirúrgicas, feitas para problemas específicos.

Quem sabe usar:

  • Escreve código mais rápido

  • Evita gargalos

  • Dorme tranquilo quando o CICS sobe

🔥 CICS não é velho. Velho é quem não entende fila.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

🌸 Mottainai x Wabi-Sabi x Kintsugi 🌸

 

Bellacosa Mainframe mottainai wabi-sabi kintsugi

🌸Mottainai x Wabi-Sabi x Kintsugi 🌸

O comparativo definitivo da filosofia japonesa (versão mainframeira)

Se o Japão fosse um sistema legado — e é, no melhor sentido — esses três conceitos seriam módulos diferentes, cada um cuidando de um aspecto da vida. Eles não competem. Eles se complementam.


🧩 VISÃO GERAL (para quem quer o resumo executivo)

ConceitoFoco principalPergunta-chave
MottainaiValor e não desperdícioPor que jogar fora algo que ainda tem valor?
Wabi-SabiImperfeição e transitoriedadePor que exigir perfeição do que é humano?
KintsugiReparação e históriaPor que esconder cicatrizes em vez de valorizá-las?

Agora vamos abrir o código fonte de cada um.


🔥 MOTTAINAI — O controle de desperdício do sistema

Mottainai é o conceito mais direto, quase operacional. Ele diz:

“Isso ainda serve. Isso ainda tem valor. Jogar fora é desrespeito.”

No dia a dia:

  • Não desperdiçar comida

  • Consertar antes de substituir

  • Reaproveitar objetos

  • Valorizar tempo e esforço

No mundo mainframe:

  • Não descartar sistemas estáveis

  • Não ignorar conhecimento antigo

  • Não jogar fora documentação

  • Não desprezar profissionais experientes

📌 Mottainai é o RACF moral: controla acesso ao desperdício.


🌿 WABI-SABI — A estética da imperfeição

Wabi-Sabi é mais silencioso, mais poético. Ele aceita que:

  • Tudo envelhece

  • Tudo muda

  • Tudo é imperfeito

E está tudo bem.

Onde o mundo moderno busca brilho, simetria e novidade, o wabi-sabi busca:

  • Simplicidade

  • Marcas do tempo

  • Beleza discreta

Exemplos:

  • Uma xícara lascada

  • Madeira envelhecida

  • Um jardim irregular

  • Um silêncio confortável

No mainframe:

  • Código feio que funciona

  • Sistema antigo, mas confiável

  • Interfaces sem glamour, mas estáveis

📌 Wabi-Sabi é o VTAM da alma: não aparece, mas sustenta tudo.


✨ KINTSUGI — Reparar sem apagar a história

Kintsugi é a arte de reparar cerâmicas quebradas com ouro.
Não esconde a falha. Destaca.

A mensagem é clara:

“O que quebrou faz parte da história.”

Filosofia:

  • Cicatrizes são aprendizado

  • Quebras não diminuem valor

  • Reparar é um ato de respeito

No mundo real:

  • Traumas superados

  • Erros assumidos

  • Recomeços conscientes

No mundo mainframe:

  • Sistema que já caiu, mas voltou mais forte

  • Código refatorado sem apagar o passado

  • Profissional experiente que já viu de tudo

📌 Kintsugi é o SMF da vida: registra falhas, mas mostra crescimento.


🧠 COMO OS TRÊS SE COMPLETAM

Imagine um objeto quebrado:

1️⃣ Mottainai diz:

“Não jogue fora.”

2️⃣ Wabi-Sabi diz:

“Aceite que ele não será perfeito.”

3️⃣ Kintsugi diz:

“Repare e valorize a cicatriz.”

Separados, são conceitos bonitos.
Juntos, são um sistema filosófico completo.


🎎 Easter eggs & curiosidades

  • Muitos japoneses praticam os três sem saber os nomes

  • Avós são verdadeiros “mestres” desses conceitos

  • Empresas japonesas aplicam isso em engenharia, educação e gestão

  • Esses conceitos influenciam anime, mangá e cinema japonês o tempo todo

Você vê mottainai quando um personagem guarda algo velho,
wabi-sabi nos cenários simples,
e kintsugi nos protagonistas quebrados que seguem em frente.


☕ Comentário final do Bellacosa

O Ocidente ensina:

“Use, descarte, substitua.”

O Japão sussurra:

“Valorize, aceite, repare.”

No fundo, mottainai, wabi-sabi e kintsugi nos ensinam a viver melhor com menos pressa, menos desperdício e mais significado.

Como todo bom sistema legado:

  • Não é bonito

  • Não é rápido

  • Mas é confiável, profundo e humano

A Grande Expedição à Vila Alpina

 


A Grande Expedição à Vila Alpina

(por Bellacosa, Oni explorador e testemunha ocular do bombom de licor)

Existem viagens que, mesmo acontecendo a poucos quilômetros de casa, tinham a magnitude de uma epopeia.
E para nós, três pequenos Onis dos anos 1970, ir à Vila Alpina era praticamente atravessar um portal dimensional.

Ali morava um pedaço inteiro da família — o velho bisavô Luigi, sempre de cara fechada; os tio-avós Antonio e Maria, sempre de coração aberto; as primas Denise e Patrícia; a vizinha Renata, que parecia ter sido enviada pelos deuses do entretenimento infantil; e uma fauna de cachorro que era digna de mitologia própria.




🧓🇮🇹 O bisavô Luigi — O Titã da Mooca

Luigi era bruto como o aço, silencioso como monge budista e bravo como fiscal de CICS pegando programa sem HANDLE CONDITION.

Falava um italiano carregado com sotaque da Mooca — algo entre ópera, bronca e poesia.
Eu, pequenino, ficava ali escutando, tentando traduzir:

Minghia, sto ragazzo…

Era italiano? Era mooca? Era feitiçaria?
Nunca saberemos.

Meu pai, que não se dobrava diante de ninguém, virava manteiga derretida perto dele.
E eu achava aquilo um espetáculo antropológico fascinante.




🐕 A cachorra do leite empedrado e o coração mole do velho Luigi

Numa dessas visitas, lembro claramente de uma cachorra velha, sofrida, com leite empedrado.
Luigi cuidava dela com um cuidado quase religioso.

E aí vinha sempre a lenda:

“Luigi vivia recolhendo cachorro abandonado, doente, cego, manca, sem dente… tudo ia parar ali.”

E, quando a vizinhança reclamava do excesso de doguinhos — coisa que acontecia com frequência — ele dava um suspiro, praguejava em ítalo-mooca e… levava o pelotão inteiro para a chácara em Atibaia, onde cada cão ganhava um destino digno de novela rural.

Luigi era bravo.
Mas o coração?
Ah… esse era pixelado em 16 cores de pura bondade.




🏡 A Casa dos Tio-Avós — O Paraíso Alternativo dos Onis

Se Luigi era o chefe final,
então Tio-Avô Antonio e Tia-Avó Maria eram o “checkpoint” onde a vida ficava mais fácil.

Toninho trabalhava no Juventus e, para nós, ganhar uma bola usada era como receber o Santo Graal versão futebolística.
Bola nova?
Impossível.
Bola gasta de estádio?
Status de nobreza infantil.

Mas o verdadeiro paraíso era o quintal.

E QUE quintal!

  • plantas por todo lado

  • cheiro de terra molhada

  • sol entrando entre as folhas

  • e o tesouro supremo:
    o canteiro de morangos

Nós ajudávamos a regar, o que significava:

  • 20% água nos morangos

  • 80% água nos Onis

  • 100% bagunça

E Tia-Avó Maria ria.
Sempre ria.
Como se tudo aquilo fosse parte essencial da infância.

E era.


🍰 A Cristaleira do Poder

Mas Jefe…
Entre todas as maravilhas, havia uma joia sagrada:

a cristaleira com bombons de licor.

Aquilo era item proibido.
Item de adulto.
Item de visita.

O que, claro, significava que os Onis queriam DE QUALQUER JEITO.

Quando um dos adultos distraía, o outro virava a esquina, e o terceiro falava alto na sala…
PÁ!
Mãozinha furtiva, bombom sequestrado, energia máxima liberada.

Sim — crianças comendo chocolate com licor.
Era outro tempo, Jefe.
Ninguém morreu.
E a infância ganhou um patch de +10 felicidade.


👧🤣 A Renata — A vizinha que valia uma temporada inteira de TV

Renata era o tipo de criança que transformava o dia em episódio especial.

Brincava, gritava, corria, contava histórias, inventava jogos —
ela era tipo o Z/OS Connect da diversão: integrava tudo e todos.

Encontrá-la era certeiro:
horas de risadas e zero chance de tédio.


🎞️ A Grande Lição da Vila Alpina



Ir à Vila Alpina não era só visitar parentes.

Era:

  • ouvir histórias da Itália sem legenda

  • ganhar bolas semi-aposentadas com status de Copa do Mundo

  • brincar até escurecer

  • comer morangos direto do canteiro

  • assaltar cristaleiras com bombons proibidos

  • observar a complexa diplomacia do velho Luigi com seus doguinhos

  • sentir um pedaço da família que o tempo não apaga

E, principalmente, era eu — pequenino —
tentando entender aquela gente toda,
suas manias, seus silêncios, suas risadas,
e tentando descobrir onde eu, um Oni mirim,
encaixava naquele mosaico afetivo.


🎂 Vivi Days



No fim das contas, acho que me encaixava em tudo. A Vivi ficava maravilhada, afinal, tio-avõ Toninho e sua esposa Maria eram padrinhos de batismo dela, logo ela era o centro das atenções, a pequena bonequinha loira. Para minha irmã era festa em dobro, alegria infinita em rever os padrinhos. Lembrando hoje é dia dela, 8 de dezembro, uma data sempre festiva para o Clã Vivi. Parabéns maninha.

🚌 Meu terror andar de onibus



A jornada não era das mais fáceis, sair da Vila Rio Branco de condução até a Vila Alpina precisava de muito conhecimento estratégico e logístico. A cidade de São Paulo tem um problema incrível no Transporte Publico, em que o sistema não foi pensado em transportar pessoas, mas atender empresários e montadoras de ônibus. Abandonaram os trilhos e levou quase 50 anos para o Metrô realmente furar toda a cidade, somente quando não era mais possível abrir avenidas. Enfim, às vezes o antigo Fusca Azul era acionado e nos levava, porém, o grande problema eram as paradas emergências, para substituir alguma peça defeituosa e ter dinheiro para o conserto. Ai a solução e o jeito era apelar para o bom e velho busão.

Um outro grande detalhe, isso uma grande ironia: eu quando viajo em veículos, fico com tontura e enjoo. Então grandes viagens no município poluído e caótico de São Paulo do final do século XX, acabavam comigo, mas o prazer de rever os parentes era maior, mas esse que vos escreve tinha grandes problemas e muitas vezes, para terror do pessoal da limpeza, deixava o ônibus um pouco sujo. :( 


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

 


🌸 Nadeshiko Caóticas — quando a flor vira explosivo plástico

(Origem, curiosidades, easter-eggs, personagens, fofoquices e aquele toque Bellacosa Mainframe que só o El Jefe conhece)


🌸 1. Antes de tudo: o que é “Nadeshiko”?

No Japão, Yamato Nadeshiko é o ideal da “mulher japonesa perfeita”:
– gentil
– discreta
– educada
– resiliente
– elegante
– sabe cozinhar, segurar a casa e ainda sorrir feito flor no vento

Em resumo: a flor que não se dobra.

🌸 Yamato Nadeshiko




💥 2. **Agora… e as Nadeshiko Caóticas?

Esse termo não nasceu em dicionário, livro ou academia.
Ele nasceu da cultura otaku moderna, especialmente em memes, fóruns e piadas internas.

É o “e se…?” da comunidade otaku:

👉 E se uma Yamato Nadeshiko tivesse um parafuso a menos?
👉 E se a flor, ao invés de simbolizar calma, fosse combustível de dinamite emocional?
👉 E se a garota perfeita fosse um desastre ambulante, mas mantendo o sorriso angelical?

E nasceu aí:
A Nadeshiko Caótica — a flor delicada presa a um detonador.


🎎 3. Origem não-oficial (o mito urbano otaku)

As primeiras menções foram em 2010–2012 em chans japoneses e fóruns de animes, associando personagens que parecem Yamato Nadeshiko, mas:

  • têm surtos explosivos,

  • habilidades sobre-humanas,

  • são obsessivamente leais,

  • possuem aura angelical com resultados… questionáveis.

É o arquétipo da “waifu perfeita, mas com glitch de fábrica.”


🧨 4. O porquê do apelido: “explosivo plástico”

O paralelo veio dos memes:

“Ela é linda, mansa, sorridente… e de repente explode como C4 emocional.”

A piada pegou, virou tropo, virou fandom headcanon.


🌪️ 5. Características marcantes da Nadeshiko Caótica

✔ Aparência de boa moça tradicional
✔ Sorri sempre… às vezes por motivos suspeitos
✔ Voz doce em situações absurdas
✔ Mistura de delicadeza e força exagerada
✔ Capacidade de transformar desastre em fofura
✔ Costuma proteger o protagonista com intensidade exagerada
✔ É o epicentro de eventos improváveis


🌸💥 6. Personagens que se encaixam no arquétipo (não oficiais, mas o fandom jura que sim)



1) Yuno Gasai — Mirai Nikki

A mais famosa “Nadeshiko com combustível nuclear”.
Sorriso angelical + comportamento que o INMETRO proibiria.



2) Mikasa Ackerman — Shingeki no Kyojin

Calma… educada… letal como míssil teleguiado quando Eren está em perigo.



3) Kotonoha Katsura — School Days

Gentil, delicada… e protagonista de um dos finais mais lembrados (por motivos traumáticos).



4) Tohru — Miss Kobayashi’s Dragon Maid

A mais fofa da lista: perfeita dona de casa, dedicada… mas é um dragão capaz de destruir cidades.



5) Shiki Ryougi — Kara no Kyoukai

Sutil, educada… e com habilidades que fariam um CICS ABEND S0C7 por medo.




🥢 7. Curiosidades que poucos sabem

  • “Nadeshiko Caótica” virou até nick de jogadores japoneses em MMOs.

  • Alguns doujins usam esse nome como subtítulo para paródias.

  • Em VTuber lore, já foi usado como tag para personagens fofas com humor agressivo.

  • Em discussões de arquétipos, aparece como subclasse das Yandere Softcore.


🥚 8. Easter-egg Bellacosa Mainframe™

Se uma Nadeshiko Caótica fosse um dataset no Mainframe:

  • Ela seria DSORG=PO, mas agiria como VSAM KSDS com chaves duplicadas.

  • Entraria no seu JCL sorrindo, mas modificaria a sua COND para COND=(0,LT)
    e rodaria todo o jobstream mesmo assim.

  • Quando um abend aparece, ela sorri e diz:
    “Gomen ne… eu só queria te proteger.”


🍶 9. Fofoquices narrativas

Os japoneses brincam que esse arquétipo nasceu porque:

“A beleza da flor japonesa sempre esconde a força do tufão.”

E como o otaku adora subverter estereótipos, o meme virou categoria emocional.


✨ 10. Atravessando o espelho (modo Bellacosa)

Do outro lado do espelho, num izakaya iluminado por lanternas de papel, uma Nadeshiko Caótica te serviria chá, sorriria, elogiaria seu kimono…

E, enquanto você relaxa, ela estaria negociando com um kitsune mafioso, preparando uma kunai aromatizada e recitando haikai enquanto o mundo pega fogo.


🌸 Conclusão

Nadeshiko Caótica é o Japão fazendo piada com seu próprio ideal tradicional —
um jeito carinhoso de dizer:

“Nem toda flor é frágil… e algumas carregam TNT nos bolsos.”

É fofura com granada no colo.
É delicadeza com tempero de caos controlado.
É o trope que só a cultura otaku consegue criar.