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quarta-feira, 28 de agosto de 2024

IBM Z Resiliência : 30 Laboratórios Práticos Do "Meu Primeiro Sysplex" até "Meu Datacenter Nunca Para"

Bellacosa Mainframe e o laboratorio pratico em IBM Z Resiliencia




☕ O Holocron da Resiliência IBM Z

30 Laboratórios Práticos

Do "Meu Primeiro Sysplex" até "Meu Datacenter Nunca Para"

A Resiliência no IBM Z vai muito além de conhecer siglas como HA, DR, Parallel Sysplex ou GDPS. Ela representa uma filosofia de engenharia construída ao longo de décadas para garantir que aplicações críticas permaneçam disponíveis mesmo diante de falhas de hardware, software, rede ou até desastres naturais. O objetivo deste guia é conduzir o Programador COBOL, Analista de Sistemas ou futuro Sysprog por uma jornada progressiva, mostrando como cada componente da plataforma contribui para a continuidade do negócio e como todos trabalham em conjunto para entregar disponibilidade praticamente ininterrupta.

A melhor forma de aprender é evoluir em etapas. Comece dominando os conceitos fundamentais de SLA, RPO, RTO, RAS e Single Point of Failure. Em seguida, compreenda a arquitetura do IBM Z, estudando CPC, LPARs, HMC e o papel do LIC. Depois avance para Parallel Sysplex, Coupling Facility, WLM e GDPS, entendendo como múltiplos sistemas operam como um único ambiente resiliente. Na sequência, aprofunde-se em DFSMS, Storage, CICS, Db2, IMS, MQ e estratégias de recuperação e continuidade dos negócios.

Procure sempre relacionar teoria com prática. Analise mensagens do sistema, consulte o SDSF, estude relatórios RMF e SMF, desenhe arquiteturas, simule cenários de falha e questione como sua aplicação reagiria a cada situação. O profissional que compreende Resiliência deixa de enxergar apenas programas COBOL e passa a entender todo o ecossistema que mantém milhões de transações funcionando com segurança, desempenho e confiabilidade. Esse é o caminho para evoluir de Padawan a Mestre no universo IBM Z.



🟢 NÍVEL 1 — PADAWAN (Labs 1–10)

Lab 1 – Descobrindo a Arquitetura IBM Z

Objetivo

Identificar todos os componentes físicos do ambiente.

Atividades

  • Localizar CPC

  • Identificar LPARs

  • Ver HMC

  • Identificar Storage

Solução

O aluno deve desenhar a arquitetura mostrando como todos os componentes se conectam.


Lab 2 – Identificando SPOFs

Objetivo

Encontrar Single Points of Failure.

Atividades

Analisar:

  • Rede

  • Storage

  • CICS

  • MQ

  • Db2

Solução

Criar uma tabela

ComponenteExiste redundância?
StorageSim
SwitchNão
Servidor DNSNão

Lab 3 – Calculando SLA

Dado:

99,5%

99,9%

99,99%

99,999%

Calcule:

  • indisponibilidade anual

  • mensal

  • diária

Solução

Utilizar tabela oficial de SLA.


Lab 4 – Descobrindo o RPO

Uma empresa aceita perder:

  • nenhuma transação

  • cinco minutos

  • uma hora

Classifique o RPO.

Solução

Relacionar cada cenário ao objetivo de recuperação.


Lab 5 – Descobrindo o RTO

Mesmo exercício.

Agora considerando tempo de recuperação.


Lab 6 – CFIA

Escolha um ambiente.

Analise:

"O que acontece se..."

  • Storage parar

  • CPU parar

  • Switch parar

Solução

Construir matriz de impacto.


Lab 7 – Conhecendo o WLM

No SDSF identificar:

  • Service Classes

  • Importance

  • Velocity

Solução

Explicar porque um Job Batch ficou esperando.


Lab 8 – Explorando RMF

Consultar:

CPU

I/O

Paging

Storage

Solução

Gerar relatório resumido.


Lab 9 – Health Checker

Executar

F HZSPROC

Interpretar avisos.


Lab 10 – Runtime Diagnostics

Executar Runtime Diagnostics.

Interpretar:

  • Loop

  • Espera

  • Deadlock


🟡 NÍVEL 2 — JEDI (Labs 11–20)


Lab 11 – Criando um Sysplex

Desenhar:

2 LPARs

1 Coupling Facility

Storage compartilhado

Solução

Apresentar diagrama.


Lab 12 – Entendendo a Coupling Facility

Identificar:

  • Lock Structure

  • Cache Structure

  • List Structure

Explicar função de cada uma.


Lab 13 – Simulando Falha de um Membro

Desligar uma LPAR (ambiente de laboratório).

Observar:

  • usuários continuam?

  • aplicações continuam?


Lab 14 – ARM

Parar uma região CICS.

Verificar reinício automático.


Lab 15 – DVIPA

Mover uma aplicação entre membros.

Confirmar:

IP continua igual.


Lab 16 – Sysplex Distributor

Monitorar distribuição de sessões.

Verificar balanceamento.


Lab 17 – LBA

Analisar recomendações do Load Balancing Advisor.


Lab 18 – Capacity on Demand

Criar cenário:

Black Friday.

Qual recurso ativar?

CBU?

CUoD?

OOCoD?

Justifique.


Lab 19 – DFSMS

Criar:

Storage Group

Management Class

Storage Class

Data Class

Associar Dataset.


Lab 20 – DFSMShsm

Migrar um dataset.

Recuperá-lo.

Verificar tempo.


🔴 NÍVEL 3 — MESTRE (Labs 21–30)


Lab 21 – CICSplex

Desenhar:

TOR

AOR

FOR

DOR

Fluxo completo.


Lab 22 – MQ

Criar:

Queue

Sender

Receiver

Enviar mensagens.

Simular parada do receptor.

Confirmar persistência.


Lab 23 – Db2

Executar:

RUNSTATS

REORG

Comparar Access Path.


Lab 24 – IMS

Criar fluxo:

Terminal

TM

Programa

IMS DB

Resposta.


Lab 25 – Metro Mirror

Desenhar:

Site A

Site B

Replicação síncrona.

Explicar RPO.


Lab 26 – Global Mirror

Mesmo exercício.

Agora com longa distância.

Explicar diferenças.


Lab 27 – Business Continuity

Escreva um BCP contendo:

  • responsáveis

  • comunicação

  • ordem de recuperação

  • testes


Lab 28 – Simulação Completa

O cenário:

🔥 Incêndio no Data Center Principal.

O aluno deve decidir:

  • ativa GDPS?

  • ativa CBU?

  • usa Metro Mirror?

  • muda DNS?

  • inicia ARM?

Justificar todas as decisões.


Lab 29 – Projeto de Arquitetura

Receba:

Banco Digital

20 milhões de clientes

PIX

Cartão

Internet Banking

Desenhe:

  • Hardware

  • Sysplex

  • CICSplex

  • MQ

  • Db2

  • Storage

  • DR


Lab 30 – O Desafio Final do Mestre

A empresa deseja atingir:

  • 99,999% de disponibilidade

  • RPO = Zero

  • RTO = Menor que 5 minutos

  • Dois datacenters ativos

  • 50 milhões de transações por dia

  • Atualizações sem parada

  • Crescimento de capacidade sem desligamento

Missão

Projetar toda a arquitetura IBM Z.

O projeto deve incluir:

  • IBM Z (CPCs e LPARs)

  • Parallel Sysplex

  • Coupling Facility

  • WLM

  • SFM

  • ARM

  • CICSplex (TOR, AOR, FOR e DOR)

  • IBM MQ

  • Db2 for z/OS

  • IMS (quando aplicável)

  • DFSMS

  • IBM Copy Services Manager

  • Metro Mirror ou Global Mirror

  • GDPS

  • Business Continuity Plan

  • Capacity on Demand (CBU, CUoD ou OOCoD)

Solução esperada

O aluno entrega um documento de arquitetura contendo:

  • diagrama completo da solução;

  • justificativa técnica para cada componente;

  • estratégia de alta disponibilidade;

  • estratégia de recuperação de desastres;

  • cálculo de SLA, RPO e RTO;

  • análise de Single Points of Failure e respectivas eliminações;

  • plano de testes de contingência;

  • plano de crescimento para os próximos cinco anos.


🏆 Certificação Bellacosa Mainframe

Ao concluir os 30 laboratórios, o aluno terá praticado os principais conceitos de resiliência do IBM Z, passando da compreensão dos fundamentos até o desenho de arquiteturas corporativas. Essa sequência é adequada tanto para um Programador COBOL Júnior que deseja entender a plataforma onde suas aplicações executam quanto para profissionais que pretendem evoluir para funções de Analista de Infraestrutura IBM Z, Sysprog, Especialista em Alta Disponibilidade ou Arquiteto Mainframe. Ela também pode servir como base para um curso completo de aproximadamente 40 horas, com exercícios, estudos de caso e desafios progressivos. 

sábado, 27 de julho de 2024

O Holocron da Resiliência IBM Z - A Jornada Completa para Entender Por Que os Mainframes Nunca Param

 

Bellacosa Mainframe e a resiliencia ibm z

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Holocron da Resiliência IBM Z

A Jornada Completa para Entender Por Que os Mainframes Nunca Param

Existe uma pergunta que todo Padawan COBOL faz nos primeiros meses trabalhando com IBM Z.

"Por que os bancos utilizam Mainframe até hoje?"

A resposta normalmente é simplificada.

"Porque é seguro."

"Porque é rápido."

"Porque processa milhões de transações."

Embora todas essas afirmações sejam verdadeiras, elas escondem um conceito muito maior.

O verdadeiro diferencial do IBM Z não está apenas em sua capacidade de processamento.

Está na sua capacidade de continuar funcionando.

Ao longo desta série especial O Holocron da Resiliência IBM Z, percorremos uma jornada completa pelos principais componentes que transformam o IBM Z na plataforma mais confiável do mercado para aplicações críticas.

Muito mais do que conhecer novos termos técnicos, o objetivo foi compreender como hardware, sistema operacional, middleware, armazenamento e processos trabalham em perfeita sintonia para garantir continuidade dos negócios.


📜 Parte I – Conceitos Fundamentais

Nossa jornada começou entendendo a filosofia da Resiliência.

Exploramos conceitos como:

  • Resiliency

  • RAS

  • High Availability

  • Disaster Recovery

  • SLA

  • RPO

  • RTO

  • Single Point of Failure

  • ITIL

  • CFIA

Foi aqui que descobrimos que o IBM Z não foi projetado para impedir falhas.

Ele foi projetado para impedir que as falhas afetem o negócio.

👉 Leia a Parte I: https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2024/01/resiliencia-ibm-z-conceitos.html


🖥 Parte II – A Arquitetura do IBM Z

Na segunda publicação descemos até a infraestrutura física.

Conhecemos os componentes invisíveis que sustentam toda a plataforma:

  • CPC

  • Processing Units

  • License Internal Code

  • Hardware Management Console

  • Support Element

  • FFDC

  • Runtime Diagnostics

  • Predictive Failure Analysis

  • Auto IPL

  • System Recovery Boost

Foi possível entender como o próprio hardware participa ativamente da prevenção e recuperação de falhas.

👉 Leia a Parte II: https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2024/02/resiliencia-ibm-z-arquitetura-do-ibm-z.html


🔗 Parte III – Parallel Sysplex

Em seguida conhecemos uma das maiores invenções da engenharia IBM.

O Parallel Sysplex.

Exploramos:

  • Coupling Facility

  • WLM

  • SFM

  • ARM

  • DVIPA

  • Sysplex Distributor

  • Load Balancing Advisor

Aprendemos como diversos mainframes conseguem trabalhar como um único sistema lógico, distribuindo carga automaticamente e mantendo aplicações disponíveis mesmo durante falhas.

👉 Leia a Parte III: https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2024/03/resiliencia-ibm-z-parallel-sysplex-o.html


💾 Parte IV – Storage Inteligente

Depois mergulhamos no universo do armazenamento corporativo.

Conhecemos o DFSMS e seus diversos componentes:

  • DFSMSdfp

  • DFSMSdss

  • DFSMShsm

  • DFSMSrmm

  • DFSMStvs

Também exploramos:

  • Capacity on Demand

  • CBU

  • CUoD

  • OOCoD

  • eBoD

  • System Logger

Descobrimos que, no IBM Z, armazenamento significa muito mais do que simplesmente gravar arquivos.

É uma plataforma inteligente capaz de proteger, migrar, recuperar e expandir dados automaticamente.

👉 Leia a Parte IV: https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2024/04/resiliencia-ibm-z-storage-inteligente-e.html


⚙ Parte V – O Coração das Aplicações

Nenhuma infraestrutura teria valor sem aplicações.

Nesta etapa conhecemos os componentes responsáveis por processar milhões de transações diariamente:

  • CICS

  • CICS TS

  • Db2

  • IBM MQ

  • IMS

  • IMS DB

  • CICSplex

  • TOR

  • AOR

  • FOR

  • DOR

  • HALDB

  • DBRC

  • FDBR

Foi aqui que percebemos como aplicações COBOL continuam evoluindo e hoje conversam naturalmente com APIs REST, microsserviços, dispositivos móveis e plataformas em nuvem.

👉 Leia a Parte V:https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2024/05/resiliencia-ibm-z-o-coracao-das.html


🛡 Parte VI – A Última Linha de Defesa

Encerramos nossa jornada explorando os mecanismos responsáveis pela continuidade do negócio diante dos cenários mais extremos.

Conhecemos tecnologias como:

  • IBM Copy Services Manager

  • Metro Mirror

  • Global Mirror

  • z/OS Global Mirror

  • Zero Data Loss

  • Multi Target Metro Mirror

  • Coupling Data Set

  • Business Continuity Plan

Descobrimos que um desastre não precisa significar interrupção do negócio.

Tudo depende do planejamento e da arquitetura construída antes da emergência acontecer.

👉 Leia a Parte VI: https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2024/06/resiliencia-ibm-z-ultima-linha-de.html 


O Que um Padawan Deve Levar Desta Série?

Talvez o maior aprendizado desta série seja perceber que um programa COBOL nunca trabalha sozinho.

Quando um simples programa executa um READ, um WRITE, um EXEC SQL ou um EXEC CICS LINK, existe um verdadeiro ecossistema trabalhando silenciosamente nos bastidores.

Processadores especializados.

Controladores inteligentes.

Storage redundante.

Parallel Sysplex.

Workload Manager.

Middleware.

Replicação síncrona.

Recuperação automática.

Monitoramento contínuo.

Tudo isso existe para garantir que o usuário final consiga realizar uma operação bancária, uma compra no cartão de crédito, uma transferência PIX ou uma reserva de passagem aérea sem sequer imaginar a complexidade envolvida.

É justamente essa engenharia invisível que faz do IBM Z uma referência mundial em computação de missão crítica.


A Filosofia Bellacosa Mainframe

Existe uma frase que resume toda esta coleção.

"Resiliência não é uma tecnologia. É uma filosofia de engenharia."

No IBM Z, falhas são previstas.

Componentes quebram.

Discos são substituídos.

Processadores entram em manutenção.

Datacenters podem até ficar indisponíveis.

Mesmo assim, milhões de pessoas continuam utilizando seus serviços normalmente.

Esse é o verdadeiro poder do Mainframe.

Não construir computadores perfeitos.

Mas construir sistemas preparados para continuar funcionando quando a imperfeição inevitavelmente aparecer.

E talvez essa seja a maior lição para qualquer Programador COBOL.

Escrever código é importante.

Mas compreender toda a arquitetura que mantém esse código disponível para milhões de pessoas é o que transforma um Padawan em um verdadeiro Mestre do IBM Z.

Que a Força da Resiliência esteja com você.


terça-feira, 18 de junho de 2024

Resiliência IBM Z – A Última Linha de Defesa: Como o IBM Z Sobrevive a Desastres - Parte VI

 

Bellacosa Mainframe e a resiliencia ibm z parte vi

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Holocron da Resiliência IBM Z

Parte VI – A Última Linha de Defesa: Como o IBM Z Sobrevive a Desastres e Nunca Perde os Dados

"Um servidor pode falhar. Um storage pode quebrar. Um datacenter inteiro pode desaparecer. Mas o negócio não pode parar."

Chegamos à última etapa da nossa jornada pelo Holocron da Resiliência IBM Z.

Ao longo desta série aprendemos que Resiliência não depende apenas de um computador robusto.

Conhecemos o hardware.

Descobrimos como funciona o Parallel Sysplex.

Exploramos o armazenamento inteligente.

Entendemos o papel do CICS, Db2, MQ e IMS.

Mas ainda existe uma pergunta que todo executivo faz.

"E se acontecer o pior?"

E se um incêndio destruir o datacenter?

E se uma enchente atingir toda a cidade?

E se um apagão deixar um estado inteiro sem energia?

E se ocorrer um ataque cibernético que torne um ambiente indisponível?

É justamente para responder essas perguntas que existem as tecnologias de Business Continuity do IBM Z.

Os conceitos desta última parte incluem IBM Copy Services Manager (CSM), Continuous Availability (CA), Metro Mirror (PPRC), Global Mirror (GM), Coupling Data Set (CDS), Zero Data Loss (ZDL), z/OS Global Mirror (XRC), Multi Target Metro Mirror (MTMM), Server/Application State Protocol (SASP) e Business Continuity Plan (BCP).


Quando o Impensável Acontece

Imagine uma cidade inteira sem energia.

Imagine um terremoto.

Imagine um incêndio no prédio onde funciona o datacenter principal.

Para um computador doméstico...

É o fim.

Para um IBM Z...

É apenas mais um cenário previamente planejado.

O segredo nunca foi impedir desastres.

O segredo sempre foi estar preparado para eles.


Business Continuity

Existe uma diferença enorme entre recuperação e continuidade.

Recuperação significa voltar a funcionar.

Continuidade significa praticamente nunca deixar de funcionar.

É uma mudança completa de filosofia.

O objetivo não é consertar rapidamente.

É continuar operando mesmo durante o desastre.


IBM Copy Services Manager (CSM)

Imagine um maestro.

Diversos músicos.

Cada um toca um instrumento.

O maestro garante que todos permaneçam sincronizados.

O IBM Copy Services Manager exerce papel semelhante.

Ele administra toda a replicação entre storages.

Coordena espelhamentos.

Automatiza operações.

Orquestra procedimentos de recuperação.

Em vez de administrar dezenas de equipamentos manualmente, tudo passa a ser centralizado.


Continuous Availability

Imagine trocar o motor de um avião em pleno voo.

Parece impossível.

Mas essa é exatamente a filosofia da Continuous Availability.

Atualizações.

Trocas de hardware.

Mudanças de configuração.

Migração de workloads.

Tudo deve acontecer com o menor impacto possível para quem está utilizando a aplicação.

No IBM Z, indisponibilidade planejada deve ser tão rara quanto a não planejada.


Metro Mirror (PPRC)

Agora imagine dois prédios separados por poucos quilômetros.

Sempre que um dado é gravado no primeiro...

Ele também é gravado imediatamente no segundo.

Somente depois disso a operação termina.

Esse é o conceito do Metro Mirror.

A replicação é síncrona.

Os dois ambientes permanecem praticamente idênticos.

O RPO tende a zero.

Nenhuma informação é perdida.

Por isso é muito utilizado quando a distância física entre os datacenters é relativamente pequena.


Global Mirror

Mas...

E quando os datacenters ficam em estados diferentes?

Ou até em países diferentes?

Nesse caso, esperar a confirmação imediata poderia aumentar o tempo de resposta.

Surge então o Global Mirror.

A replicação passa a ser assíncrona.

As informações continuam protegidas.

Porém existe uma pequena diferença temporal entre os dois ambientes.

Em troca...

Obtém-se enorme flexibilidade geográfica.


z/OS Global Mirror (XRC)

O XRC, conhecido atualmente como z/OS Global Mirror, leva essa ideia ainda mais longe.

O próprio z/OS participa da coordenação da replicação.

Isso permite controlar grandes volumes de dados distribuídos em longas distâncias.

É muito comum em estratégias nacionais de recuperação de desastres.


Zero Data Loss

Poucas expressões impressionam tanto quanto esta.

Zero Data Loss.

Zero.

Nenhuma transação perdida.

Nenhum pagamento desaparece.

Nenhuma transferência bancária some.

Nenhuma operação financeira deixa de existir.

Naturalmente atingir esse objetivo exige enorme investimento.

Mas para determinados negócios...

É simplesmente obrigatório.


Multi Target Metro Mirror

Imagine escrever simultaneamente em diversos locais.

Não apenas em dois.

Mas em três.

Ou quatro.

Esse é o objetivo do MTMM.

Existem múltiplos destinos recebendo exatamente as mesmas informações.

Isso amplia ainda mais a segurança operacional.


Coupling Data Set (CDS)

Ao longo da série falamos bastante sobre o Parallel Sysplex.

Mas onde ficam armazenadas suas informações essenciais?

No Coupling Data Set.

Ele guarda definições fundamentais utilizadas pelo ambiente.

Caso esse conjunto de informações seja perdido, o funcionamento do Sysplex pode ser comprometido.

Por isso sua proteção é extremamente importante.


Server/Application State Protocol (SASP)

Outro componente importante é o SASP.

Seu objetivo é manter informações sobre o estado das aplicações.

Quem está ativo.

Quem está aguardando.

Quem assumiu determinada função.

Esses dados permitem que processos de recuperação ocorram de maneira organizada e consistente.


O Business Continuity Plan

Toda tecnologia do mundo é inútil sem planejamento.

É aqui que entra o Business Continuity Plan.

O BCP responde perguntas como:

Quem decide iniciar o ambiente de contingência?

Quem comunica clientes?

Quem valida os sistemas?

Quem libera operações financeiras?

Quem acompanha a recuperação?

Quais aplicações voltam primeiro?

Quais podem esperar?

Um bom plano reduz o improviso.

E improviso costuma ser o maior inimigo durante grandes crises.


Um Exemplo Real

Imagine um grande banco brasileiro.

São 40 milhões de clientes.

Às 10 horas da manhã ocorre um incêndio no datacenter principal.

Automaticamente:

  • os dados já existem no site secundário graças ao Metro Mirror;

  • o Copy Services Manager coordena o ambiente;

  • o Sysplex identifica a indisponibilidade;

  • aplicações críticas continuam disponíveis;

  • o BCP define quais equipes entram em ação;

  • clientes continuam utilizando PIX, cartões e Internet Banking.

Talvez a maioria das pessoas jamais descubra que um desastre aconteceu.

Esse é justamente o objetivo.


O Que um Padawan COBOL Aprende Com Tudo Isso?

Depois desta série, talvez a maior descoberta não seja um comando do JCL.

Nem uma instrução COBOL.

Nem um parâmetro do CICS.

O verdadeiro aprendizado é perceber que uma aplicação empresarial nunca trabalha sozinha.

Ela faz parte de um ecossistema gigantesco.

Quando um programa COBOL executa um simples:

READ CLIENTES

Existe uma enorme cadeia trabalhando nos bastidores.

Storage.

DFSMS.

Db2.

CICS.

IMS.

MQ.

Parallel Sysplex.

Coupling Facility.

GDPS.

Metro Mirror.

Global Mirror.

BCP.

Milhares de engenheiros contribuíram para que aquele simples comando execute em poucos milissegundos.


O Verdadeiro Poder do IBM Z

Existe um motivo pelo qual o IBM Z continua sendo referência mundial após mais de seis décadas.

Ele nunca foi apenas um computador.

Sempre foi uma filosofia de engenharia.

Uma filosofia baseada em princípios simples.

  • Esperar falhas.

  • Eliminar pontos únicos de falha.

  • Automatizar recuperações.

  • Priorizar o negócio.

  • Proteger os dados.

  • Evoluir continuamente.

  • Manter os serviços disponíveis.

Esses princípios permanecem atuais mesmo na era da computação em nuvem, inteligência artificial e microsserviços.


Palavra Final do Mestre

Todo Padawan começa aprendendo COBOL.

Depois aprende JCL.

Mais tarde conhece CICS, Db2, VSAM e IMS.

Mas chega um momento em que ele percebe que escrever código é apenas uma pequena parte do trabalho.

Os profissionais mais respeitados do mundo Mainframe não são aqueles que apenas conhecem comandos.

São aqueles que entendem por que uma transação bancária continua funcionando durante um desastre, por que milhões de clientes conseguem acessar seus serviços simultaneamente e como uma infraestrutura inteira trabalha silenciosamente para proteger aquilo que realmente importa: os dados e a continuidade do negócio.

Esse é o verdadeiro legado do IBM Z.

Não apenas processar milhões de transações por segundo.

Mas fazê-lo com uma confiabilidade tão extraordinária que, na maior parte do tempo, ninguém sequer percebe a engenharia monumental que existe por trás de um simples acesso ao saldo da conta.

E talvez seja exatamente esse o maior elogio que um sistema crítico possa receber.

Quando tudo funciona perfeitamente, ninguém percebe que existe um Mainframe trabalhando nos bastidores.