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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Rotunda da CIA Mogiana em Campinas - Memoria Ferroviária Paulista

Rotunda ferroviária da Mogiana : Complexo FEPASA em Campinas


Tema de outros vídeos em nosso canal, a Estação Central de Campinas, outrora abrigou um complexo centro ferroviário, coração da Cia Paulista e da Cia Mogiana.


Em suas instalações milhares de trabalhadores circulavam e trabalhavam nas mais diversas atividades, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Neste complexo havia duas rotundas, uma usina termoelétrica, central de telégrafo, marcenaria, carpintaria, mecânica leve, mecânica pesada, fundição,  cozinha, cantina, oficina de costura, fabricação de vagões e carruagens e muito mais.

Após inúmeras tentativas, enfim consegui adentrar na EMDEC e com autorização visitei as ruínas da antiga rotunda, é impressionante o tamanho, contei 22 eslotes para locomotiva, me emocionei pensando em quantas locomotivas a vapor, diesel, elétrica estiveram armazenadas aqui.

Quanta riqueza e progresso trouxe estas instalações que ligava o interior ao litoral, trazendo e levando pessoas e bens, espero que um dia se concretize e se transforme num belo museu para as futuras gerações conhecerem um pouco mais da história.

Se gostou deixe seu like, e caso não seja inscrito no canal se inscreva. Muito obrigado pela visita.

Tag


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segunda-feira, 20 de março de 2000

Amparo visitando a cidade.

Prédios históricos em Amparo


Uma jóia na montanha: Amparo cidade histórica com casario conservado e tombado para as gerações futuras... um passeio por suas ruas eh um viagem no tempo. Ver como eram as casa no século passado. Seus parques são outros tesouros, árvores centenárias, animais soltos e jardins com flores belissima.


Esta cidade possui duas grandes ligações, uma vindo por Bragança/Itatiba/São Paulo e outra vindo por Campinas/Jaguariúna e Pedreira e várias subligações com cidades pequenas da região, permitindo um fluxo constante de bens e recursos. Sendo muito visitada por turistas que vêm em busca do seu patrimônio cultural composto por diversas casas coloniais e do início do século XX bem conservadas.

Ao lado da estação de Trem (hoje cinema da cidade). Atualmente, um museu e é claro existe uma pastelaria a Copa de Ouro com suas mais de 4 décadas fazendo o melhor pastel de Amparo, ou se tiver sorte encontrar o velhinho que vende algodão doce em uma máquina construída há mais de 100 que foi passada de mãos em mãos.

Amparo

Amparo, no interior do estado de São Paulo, é daquelas cidades que parecem pequenas no mapa, mas enormes em história, charme e fofoca boa de boteco. Fundada oficialmente em 8 de abril de 1829, Amparo nasceu como ponto de apoio de tropeiros e agricultores que cortavam o interior paulista levando café, gado e histórias. O nome, dizem, vem da devoção à Nossa Senhora do Amparo, que acabou virando padroeira e presença constante nas festas e no imaginário local.

A cidade floresceu de verdade no século XIX com o ciclo do café. Barões do café, casarões imponentes, fazendas gigantescas e uma elite rural que queria parecer europeia no meio do mato. Resultado? Um centro histórico riquíssimo, com prédios preservados, igrejas centenárias e aquela sensação deliciosa de andar por ruas que “já viram de tudo”. Amparo faz parte do famoso Circuito das Águas Paulista, o que por si só já rende histórias curiosas: fontes minerais, hotéis antigos e aquele turismo de “cura”, onde o povo ia tomar água acreditando que resolvia do estômago à alma.

Curiosidade número um: Amparo foi uma das primeiras cidades do Brasil a ter iluminação elétrica pública, ainda no final do século XIX. Enquanto muita capital engatinhava, Amparo já brilhava — literalmente. Isso sempre rende aquela vaidade interiorana clássica: “Aqui a gente chegou primeiro”. Outro detalhe saboroso é que a cidade tem forte influência italiana, herdada da imigração que veio substituir a mão de obra escravizada após a abolição. Resultado? Cantinas, massas, vinhos caseiros e sobrenomes que terminam em vogal espalhados por toda parte.

Agora, vamos aos easter eggs históricos. Pouca gente sabe, mas Amparo já foi palco de intensas disputas políticas e econômicas entre famílias poderosas. Brigas que começavam na Câmara e terminavam em rompimentos familiares que duraram gerações. Tem casarão no centro que, segundo a fofoca local, nunca foi vendido “por birra”, só para não cair na mão da família rival. Verdade? Lenda? Em Amparo, como em toda cidade antiga, as duas coisas se misturam.

Falando em lenda, há quem diga que algumas fazendas antigas são assombradas por ex-escravizados e antigos proprietários. Barulho de corrente, piano tocando sozinho, passos no assoalho… Histórias que ganham força depois de um café forte ou de uma boa cachaça artesanal da região. E cachaça boa, diga-se de passagem, não falta por lá.

Na parte mais fofoqueira: Amparo tem aquela dinâmica clássica de cidade média do interior. Todo mundo se conhece, ou pelo menos acha que conhece. Qualquer novidade vira assunto: quem abriu comércio novo, quem fechou, quem separou, quem voltou, quem foi visto com quem na praça. A Praça Pádua Salles, coração da cidade, é praticamente um “painel de controle social”: sentou ali, virou notícia.

Hoje, Amparo mistura passado e presente com elegância. Mantém o ar tranquilo, mas sem ser parada no tempo. É cidade para quem gosta de história viva, café forte, conversa longa e aquela deliciosa sensação de que cada esquina tem uma história — ou uma fofoca — esperando para ser contada.