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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Solomon Kane : Quando um Programador Descobre que o Maior Caçador de Sombras da Literatura Também Era um Mestre em Auditoria, Investigação e Segurança de Sistemas

 

Bellacosa Mainframe apresenta Solomon Kane

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Solomon Kane sem Mistérios para Programadores COBOL

Quando um Programador Descobre que o Maior Caçador de Sombras da Literatura Também Era um Mestre em Auditoria, Investigação e Segurança de Sistemas

"Nem todo inimigo chega empunhando uma espada. Alguns chegam disfarçados de rotina, exceção não tratada ou privilégio concedido sem revisão."


Introdução – Antes dos Analistas de Segurança Existia Solomon Kane

Existe uma pergunta curiosa.

Se Conan representa o programador que enfrenta desafios de frente...

E Kull representa o arquiteto que governa sistemas complexos...

Quem representaria o profissional que vive investigando incidentes, procurando vulnerabilidades e eliminando ameaças antes que elas destruam o ambiente?

A resposta foi escrita quase um século atrás por Robert E. Howard.

Seu nome era Solomon Kane.

Curiosamente, Kane nunca foi o mais forte.

Nunca foi o mais rico.

Nunca foi rei.

Nunca liderou exércitos.

Seu verdadeiro poder era outro.

Ele nunca desistia enquanto existisse uma injustiça sem explicação.

Se Conan lembra um excelente desenvolvedor COBOL...

Solomon Kane lembra imediatamente:

  • o analista de produção;

  • o especialista em RACF;

  • o auditor;

  • o profissional de segurança;

  • o investigador de ABENDs;

  • o caçador de bugs impossíveis.

Ele não luta por glória.

Luta porque alguém precisa impedir que o mal continue funcionando.

No mundo do mainframe...

isso soa incrivelmente familiar.


Quem foi Solomon Kane?

Robert E. Howard criou Solomon Kane em 1928.

Ou seja...

antes de Conan.

Antes de Kull alcançar fama.

Antes mesmo da fantasia heroica tornar-se um gênero consolidado.

Kane vive no século XVI.

É inglês.

Puritano.

Viaja sozinho pelo mundo.

Cruza:

  • Inglaterra

  • França

  • Alemanha

  • África

  • Espanha

  • florestas

  • desertos

  • castelos

  • ruínas

Não procura aventuras.

As aventuras o encontram.


Kane Nunca Procura Problemas

Existe algo muito interessante.

Conan normalmente procura tesouros.

Kull procura estabilidade para seu reino.

Kane...

procura respostas.

Ele vê uma aldeia destruída.

Investiga.

Encontra rastros.

Analisa testemunhas.

Reconstrói acontecimentos.

Somente depois enfrenta o inimigo.

Isso lembra alguma rotina?

Claro.

É exatamente um processo de investigação de incidente.


Imagine um ambiente CICS.

Usuários reclamam.

O sistema trava.

Nenhum erro evidente.

Nenhum dump.

Nenhum ABEND.

Apenas lentidão.

O profissional comum tenta reiniciar tudo.

Solomon Kane faria diferente.

Primeiro perguntaria:

Quem foi o primeiro afetado?

Quando começou?

O que mudou?

Qual região foi impactada?

Existe padrão?

Há quanto tempo?

Essa forma de pensar diferencia um verdadeiro especialista.


A Espada e a Bíblia

Kane carrega duas coisas.

Uma espada.

Uma Bíblia.

Parece contraditório.

Mas não é.

A espada representa ação.

A Bíblia representa princípios.

Um bom profissional de tecnologia também vive esse equilíbrio.

Ferramentas sem ética são perigosas.

Conhecimento sem responsabilidade também.


O Diário do Investigador

Em praticamente todas as aventuras Kane observa detalhes.

Pegadas.

Objetos.

Expressões.

Mentiras.

Silêncios.

O profissional COBOL faz exatamente isso.

Lê:

SYSOUT.

JESMSGLG.

JESJCL.

SQLCA.

SMF.

RMF.

LOGREC.

SYSLOG.

Cada arquivo conta uma parte da história.

Nenhum sozinho revela toda a verdade.


Easter Egg nº 1

Muito antes de CSI existir na televisão...

Howard já escrevia histórias baseadas em investigação lógica.

A diferença é que o laboratório forense era uma floresta medieval.


O Primeiro Analista de Segurança?

Pense em Kane durante alguns minutos.

Ele atravessa fronteiras.

Investiga crimes.

Descobre conspirações.

Enfrenta cultos secretos.

Impede organizações ocultas.

Isso lembra muito um profissional moderno de Cyber Security.

Não por acaso muitos fãs o consideram um precursor desse arquétipo.


Os Monstros São Vulnerabilidades

Howard nunca escreveu monstros apenas para assustar.

Cada criatura simboliza algo.

Ganância.

Medo.

Fanatismo.

Corrupção.

Mentira.

No ambiente corporativo também existem monstros.

Nem sempre possuem dentes.

Às vezes aparecem como:

  • senha compartilhada;

  • privilégio excessivo;

  • backup inexistente;

  • documentação perdida;

  • acesso genérico;

  • ambiente sem segregação.

Parecem pequenos.

Até produzirem um desastre.


Easter Egg nº 2

Howard era fascinado por História.

Grande parte dos lugares visitados por Kane realmente existe.

Ele misturava geografia real com horror sobrenatural.

Da mesma forma que um ambiente z/OS mistura tecnologia moderna com decisões tomadas quarenta anos atrás.


RACF Também Tem Caçadores

Existe um momento na carreira em que o profissional deixa de criar funcionalidades.

Passa a proteger aquilo que já existe.

É exatamente a missão de Kane.

No mundo IBM Z isso lembra especialistas em:

RACF.

SAF.

ACF2.

Top Secret.

Auditoria.

Compliance.

Governança.

São pessoas que raramente aparecem.

Mas quando falham...

toda organização sofre.


O Castelo Assombrado é Produção

Quase toda história de Kane possui um castelo.

Escuro.

Silencioso.

Cheio de passagens ocultas.

Segredos.

Portas escondidas.

Parece um ambiente legado.

Documentação incompleta.

COPYBOOK desaparecido.

JCL criado em 1987.

Parâmetros desconhecidos.

Ninguém sabe por que funciona.

Mas funciona.

Até deixar de funcionar.


Kane Nunca Assume

Essa talvez seja sua maior qualidade.

Ele nunca conclui antes de investigar.

No mundo moderno chamamos isso de:

evidência.

observabilidade.

telemetria.

diagnóstico.

Um excelente programador COBOL também trabalha assim.

Nunca altera código baseado em suposição.

Primeiro encontra fatos.

Depois toma decisões.


Easter Egg nº 3

Howard criou Kane numa época em que Sherlock Holmes já era famoso.

Mesmo assim Kane investiga de forma completamente diferente.

Holmes usa ciência.

Kane usa experiência.

No mainframe precisamos das duas.


Os Demônios Invisíveis

Os inimigos de Kane raramente aparecem imediatamente.

Primeiro existem sintomas.

Depois pistas.

Depois desaparecimentos.

Somente muito depois surge o verdadeiro responsável.

Não lembra um bug intermitente?

Você recebe apenas relatos.

Nunca consegue reproduzir.

O erro acontece uma vez por mês.

Sempre em produção.

Jamais em homologação.

Esse é o verdadeiro demônio.


A África de Kane

Diversas histórias acontecem na África.

Howard não a descreve apenas como cenário.

Ela representa território desconhecido.

Exploração.

Adaptação.

Aprendizado.

Todo profissional passa por isso.

Primeiro cliente.

Primeiro banco.

Primeira seguradora.

Primeiro governo.

Primeiro ambiente CICS.

Primeiro Db2.

Primeiro MQ.

Cada projeto é um continente novo.


A Lanterna do Investigador

Existe um símbolo recorrente.

Kane frequentemente utiliza luz para revelar o escondido.

No desenvolvimento essa lanterna possui vários nomes.

TRACE.

DISPLAY.

LOG.

MONITOR.

SMF.

RMF.

DEBUG.

Todos servem para iluminar aquilo que antes era invisível.


Curiosidades Pouco Conhecidas

Solomon Kane influenciou personagens modernos

Diversos estudiosos enxergam ecos de Kane em:

  • Van Helsing;

  • The Witcher (Geralt);

  • Hellboy;

  • Blade;

  • diversos caçadores sobrenaturais dos quadrinhos.


Howard escreveu poucas histórias

Apesar da fama crescente, Kane possui relativamente poucos contos comparado a Conan.

Mesmo assim seu impacto foi enorme.


Kane envelhece emocionalmente

Cada aventura deixa marcas.

Howard descreve um personagem cada vez mais experiente.

Muito parecido com profissionais veteranos.


Não existe humor gratuito

As histórias de Kane são sérias.

Atmosfera pesada.

Investigação constante.

Silêncio.

Suspense.

É praticamente um thriller sobrenatural.


Kane e o Dump

Receber um dump lembra encontrar um cadáver.

Ele não responde perguntas.

Mas guarda todas as respostas.

O investigador precisa saber interpretar.

Um iniciante vê milhares de bytes.

Um veterano vê uma narrativa completa.

Foi exatamente assim que Kane trabalhava.


O Maior Vilão

É curioso observar que Kane raramente luta apenas contra criaturas sobrenaturais.

Seu verdadeiro inimigo quase sempre é o ser humano.

Ganância.

Traição.

Ambição.

Fanatismo.

Mentira.

No desenvolvimento de software acontece exatamente igual.

Pouquíssimos incidentes acontecem porque COBOL falhou.

Grande parte nasce de:

especificação errada.

mudança sem teste.

deploy incompleto.

documentação ausente.

configuração incorreta.

permissão excessiva.

A tecnologia normalmente apenas revela erros humanos.


O Chapéu Preto

Visualmente Kane possui um dos desenhos mais marcantes da literatura.

Chapéu largo.

Roupas negras.

Espada.

Pistolas.

Olhar cansado.

É impossível não imaginar um administrador de produção entrando às duas da manhã para resolver um incidente crítico.

Não existe glamour.

Existe responsabilidade.


O Mainframe Também Possui Caçadores

Todo grande ambiente IBM Z possui alguém conhecido por uma característica curiosa.

Quando ninguém consegue descobrir a origem de um problema...

essa pessoa é chamada.

Ela olha cinco minutos.

Faz três perguntas.

Abre dois logs.

Consulta um SMF.

Lê um dump.

E encontra o problema.

Não porque tenha poderes.

Mas porque aprendeu a investigar.

Solomon Kane faria exatamente igual.


A Filosofia de Solomon Kane para um Programador COBOL

Existe uma frase implícita em praticamente todas as aventuras de Kane:

"A verdade sempre deixa rastros."

Essa talvez seja a maior lição para quem trabalha com sistemas críticos.

Incidentes deixam evidências.

Fraudes deixam evidências.

ABENDs deixam evidências.

Deadlocks deixam evidências.

SQLCODEs deixam evidências.

Mesmo quando parecem desaparecer.

O verdadeiro especialista não adivinha.

Ele reconstrói os fatos.

Pergunta.

Confirma.

Valida.

Somente depois modifica o sistema.

Essa mentalidade transforma um simples programador em um profissional capaz de proteger operações que movimentam bilhões de reais diariamente.


Conclusão – O Guardião Invisível do Mainframe

Conan ensina coragem.

Kull ensina liderança.

Solomon Kane ensina investigação.

Ele nos mostra que o conhecimento mais valioso não é escrever rapidamente uma solução, mas compreender profundamente a origem de um problema antes de agir. Em um ambiente COBOL, onde sistemas processam contas bancárias, aposentadorias, seguros, impostos e milhões de transações todos os dias, essa postura faz toda a diferença.

Howard criou Solomon Kane quase cem anos atrás, mas sua filosofia continua surpreendentemente atual. O profissional que mais agrega valor em um ambiente crítico não é necessariamente quem produz mais linhas de código, e sim quem consegue manter a confiabilidade do sistema, descobrir a causa raiz de um incidente, proteger os dados e impedir que o mesmo erro volte a acontecer.

Todo programador COBOL começa sua jornada como Conan, enfrentando desafios com coragem. Alguns evoluem para Kull, assumindo responsabilidades de arquitetura e governança. Mas os verdadeiros guardiões da produção acabam adquirindo algo de Solomon Kane: a disciplina de investigar antes de concluir, a paciência de seguir cada pista e a convicção de que toda falha possui uma história esperando para ser decifrada.

Porque, no universo do mainframe, os maiores monstros raramente aparecem empunhando espadas.

Eles preferem esconder-se em um JCL esquecido, em um privilégio RACF concedido anos atrás, em uma rotina que ninguém revisa desde a década de 1990 ou em um dump que todos ignoraram.

E é justamente nesse momento que surge o verdadeiro caçador de sombras do IBM Z: o profissional que acende a lanterna da investigação, segue os rastros até a origem do problema e devolve a estabilidade ao reino digital.

Como Solomon Kane faria.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Kull de Valúsia : Quando um Programador Descobre que Antes de Conan Já Existia um Rei Lutando Contra Sistemas Legados, Burocracias e Mudanças de Produção

 

Bellacosa Mainframe apresenta Kull da Valusia

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Kull de Valúsia sem Mistérios para Programadores COBOL

Quando um Programador Descobre que Antes de Conan Já Existia um Rei Lutando Contra Sistemas Legados, Burocracias e Mudanças de Produção

"A espada derrota um inimigo. O conhecimento derrota um império inteiro."


Introdução – Antes de Conan Existia Kull

Quando se fala em Robert E. Howard, quase todo mundo imediatamente pensa em Conan, o Bárbaro.

É natural.

Conan tornou-se um fenômeno mundial.

Cinema.

Quadrinhos.

Jogos.

RPG.

Desenhos.

Milhões de livros vendidos.

Mas existe um segredo que muitos fãs desconhecem.

Conan não foi o primeiro.

Antes dele existiu outro bárbaro.

Um personagem ainda mais filosófico.

Mais introspectivo.

Mais político.

Mais complexo.

Seu nome era Kull de Atlântida, conhecido posteriormente como Kull de Valúsia.

Se Conan representa o profissional que aprende sobrevivendo em ambientes hostis...

Kull representa algo diferente.

Ele representa o profissional que finalmente chega ao topo da carreira...

...e descobre que o verdadeiro problema nunca foi escrever código.

O verdadeiro problema é governar sistemas.

Se Conan é o excelente programador COBOL...

Kull é o arquiteto.

É o líder técnico.

É o gerente de produção.

É o responsável por ambientes críticos.

E acredite...

Essa é uma aventura muito mais difícil.


Quem foi Kull?

Robert E. Howard criou Kull alguns anos antes de Conan.

Enquanto Conan vive na Era Hiboriana...

Kull vive milhares de anos antes, na lendária Atlântida.

Sim.

A mesma Atlântida das antigas lendas.

Howard imaginou um continente extremamente antigo, violento e selvagem.

Foi ali que nasceu Kull.


Ele não nasceu príncipe.

Não nasceu rei.

Não nasceu escolhido.

Nasceu sobrevivente.

Assim como muitos profissionais de tecnologia.

Ninguém começa dominando:

  • COBOL

  • CICS

  • JCL

  • Db2

  • MQ

  • RACF

  • VSAM

  • z/OS

Começamos sobrevivendo.


Da Atlântida para Valúsia

A jornada de Kull é fascinante.

Primeiro escravo.

Depois gladiador.

Mercenário.

Pirata.

Soldado.

Até conquistar o maior reino da época.

Valúsia.

Ele literalmente derrota o rei anterior.

E assume o trono.

Agora imagine.

Você passou vinte anos aprendendo COBOL.

Finalmente virou arquiteto.

Especialista.

Líder.

IBM Champion.

Referência técnica.

Parabéns.

Agora começa o verdadeiro desafio.

Porque programar era fácil.

Difícil é governar.


O Rei Descobre a Burocracia

Essa talvez seja a maior diferença entre Conan e Kull.

Conan odeia burocracia.

Kull é obrigado a enfrentá-la diariamente.

Existe uma cena recorrente nos contos.

Kull deseja mudar algo simples.

Mas ministros.

Sacerdotes.

Nobres.

Generais.

Conselheiros.

Todos dizem:

"Sempre foi assim."

Conhece essa frase?

Ela aparece diariamente em projetos COBOL.

"Não podemos alterar."

"Desde 1989 funciona assim."

"Ninguém sabe por quê."

"O cliente pediu."

"Não mexe."

É exatamente isso.


O Primeiro Sistema Legado

Valúsia funciona como um sistema escrito há séculos.

Possui regras.

Procedimentos.

Normas.

Exceções.

Documentação perdida.

Processos sem sentido.

Todo mundo conhece apenas um pedaço.

Ninguém entende o todo.

Isso lembra algum ambiente corporativo?


Imagine um sistema bancário.

Milhares de programas.

Décadas de evolução.

Centenas de pessoas passaram por ele.

Cada geração deixou uma pequena alteração.

Resultado?

Um verdadeiro castelo medieval.

É exatamente assim que Howard descreve Valúsia.


A Serpente Invisível

Talvez o conto mais famoso seja:

The Shadow Kingdom.

Nele aparecem os famosos Homens-Serpente.

Durante décadas muitos acreditaram tratar-se apenas de monstros.

Não.

Eles representam algo muito mais profundo.

São infiltrados.

Substituem pessoas.

Assumem identidades.

Manipulam decisões.

Mudam governos sem ninguém perceber.

Agora pense no mundo corporativo.

Quantas decisões técnicas parecem lógicas...

...mas escondem interesses políticos?

Nem sempre o problema é técnico.

Às vezes é humano.


Easter Egg nº 1

"The Shadow Kingdom" (1929) é considerado por muitos historiadores como a primeira história moderna de fantasia heroica.

Sem Kull...

provavelmente Conan jamais existiria.


O Castelo é um Data Center

Kull governa de dentro de um enorme palácio.

Corredores.

Salas.

Guardas.

Portões.

Arquivos.

Tesouros.

Pessoas.

É impossível não imaginar um Data Center.

Existem áreas onde poucos entram.

Salas altamente protegidas.

Pessoas autorizadas.

Procedimentos rígidos.

Mudanças controladas.

Toda arquitetura possui camadas.

Assim como um ambiente z/OS.


O Trono é Produção

Enquanto era aventureiro...

Kull resolvia apenas seus problemas.

Depois que virou rei...

Cada decisão afeta milhares de pessoas.

É exatamente o que acontece quando um programador passa para Produção.

Agora um erro pode impactar:

milhões de contas.

folhas de pagamento.

cartões.

PIX.

aposentadorias.

seguros.

A responsabilidade muda completamente.


A Solidão do Arquiteto

Existe um aspecto extremamente moderno em Kull.

Ele sente solidão.

Quanto mais sobe...

menos pessoas conseguem compreender seus problemas.

O mesmo ocorre com arquitetos de software.

No início existe uma equipe.

Depois...

Todos perguntam.

Poucos respondem.

Todos cobram.

Poucos ajudam.

Howard descreveu isso quase cem anos atrás.


Easter Egg nº 2

Robert E. Howard escreveu Kull antes da Grande Depressão.

Mesmo assim seus contos discutem corrupção institucional, burocracia e decadência política.

São incrivelmente atuais.


Atlântida Nunca Morreu

Na obra de Howard, Atlântida desapareceu.

Mas sua influência continua.

Curioso.

Os sistemas também funcionam assim.

Você talvez nunca tenha visto:

OS/VS COBOL.

IMS/DC original.

DOS/VSE dos anos 70.

IBM 360.

Mas suas decisões continuam presentes dentro dos sistemas modernos.

Toda arquitetura carrega fósseis.


Os Homens-Serpente são Bugs?

Seria fácil dizer isso.

Mas não.

Eles lembram muito mais:

bugs invisíveis.

problemas intermitentes.

race conditions.

dados corrompidos.

configurações erradas.

Tudo parece funcionar.

Até que...

Algo estranho acontece.

Ninguém entende.

Ninguém encontra.

Todos juram que nunca ocorreu.

Até aparecer novamente.


Kull e o Debug Filosófico

Conan pergunta:

"Como derrotar?"

Kull pergunta:

"Como saber se estou certo?"

Essa diferença é enorme.

Programadores iniciantes querem apenas corrigir o erro.

Veteranos perguntam:

Por que aconteceu?

Como evitar?

Quem será impactado?

Quais efeitos colaterais existem?

Esse pensamento transforma um desenvolvedor em arquiteto.


O Maior Inimigo Não Está Fora

Nos contos de Kull...

o maior conflito raramente é uma batalha.

É dúvida.

Confiança.

Traição.

Identidade.

Realidade.

Esses temas aparecem constantemente.

No desenvolvimento de software acontece o mesmo.

O maior risco nem sempre é um ABEND.

É uma decisão equivocada tomada meses antes.


Easter Egg nº 3

Muitos elementos de Kull inspirariam posteriormente:

Game of Thrones.

Conan.

Elric.

Dungeons & Dragons.

Warhammer.

The Elder Scrolls.

Muito do que chamamos hoje de fantasia moderna nasceu ali.


O Conselho Real é um CAB

Toda empresa possui um CAB.

Change Advisory Board.

Mudanças passam por aprovação.

Avaliação.

Planejamento.

Janelas.

Riscos.

Kull também.

Ele nunca governa sozinho.

Sempre existe um conselho.

Nem sempre inteligente.

Nem sempre eficiente.

Mas necessário.


A Espada Não Resolve Tudo

Conan frequentemente vence pela força.

Kull raramente.

Ele precisa negociar.

Convencer.

Administrar.

Planejar.

Isso lembra muito o profissional sênior.

Quanto maior o cargo...

menos código escreve.

Mais decisões toma.


Curiosidades Pouco Conhecidas

Kull quase foi esquecido

Durante décadas poucas histórias estavam disponíveis.

Conan acabou eclipsando completamente seu predecessor.

Somente anos depois editoras voltaram a publicar seus contos.


Howard reutilizou ideias

Vários conceitos criados para Kull migraram posteriormente para Conan.

É possível encontrar paralelos entre personagens, reinos e conflitos.


O universo de Kull é mais sombrio

Enquanto Conan vive aventuras grandiosas, Kull frequentemente enfrenta dilemas existenciais.

É uma fantasia muito mais filosófica.


Lovecraft admirava Howard

Howard e H. P. Lovecraft trocaram cartas durante anos.

Muitas ideias circularam entre ambos.

Daí surgiram diversas influências que mais tarde apareceriam em universos compartilhados de fantasia e horror.


O Mainframe Também Possui Reis

Existe uma curiosidade interessante.

Em quase todo ambiente z/OS há pessoas que conhecem praticamente tudo.

Elas sabem:

por que determinado JOB existe;

quem criou um PROC há trinta anos;

qual COPYBOOK nunca deve ser alterado;

por que determinado SQL possui um OPTIMIZE FOR 1 ROW;

qual JCL só roda depois das 22h.

Esses profissionais lembram Kull.

Não porque sejam reis.

Mas porque carregam a responsabilidade de preservar um reino inteiro funcionando.


A Filosofia de Kull para um Programador COBOL

Kull ensina que vencer uma batalha é apenas o começo. O verdadeiro desafio surge depois da vitória, quando chega a hora de manter um reino funcionando todos os dias. No universo do mainframe acontece exatamente a mesma coisa. Escrever um programa é uma conquista; mantê-lo confiável durante décadas é uma missão muito maior.

O profissional que evolui na carreira descobre que seu trabalho deixa de ser apenas produzir código. Ele passa a tomar decisões que afetam pessoas, processos, auditorias, segurança, desempenho e continuidade dos negócios. Nesse momento, a espada é substituída pela experiência, e a coragem passa a significar assumir responsabilidade pelas consequências de cada mudança.

Kull também nos lembra que nem todos os inimigos são visíveis. Alguns aparecem como burocracias desnecessárias, documentação perdida, conhecimento concentrado em poucas pessoas, regras criadas décadas atrás e decisões que ninguém mais sabe explicar. Esses são os verdadeiros "Homens-Serpente" dos sistemas legados: problemas silenciosos que permanecem escondidos até o dia em que colocam toda a produção em risco.

No final, talvez essa seja a maior lição de Robert E. Howard.

Conan ensina como conquistar.

Kull ensina como governar.

Conan representa a coragem de enfrentar o desconhecido.

Kull representa a sabedoria de manter um império funcionando sem deixá-lo desmoronar.

E todo programador COBOL, cedo ou tarde, percorre exatamente esse caminho. Primeiro aprende a sobreviver como Conan. Depois, quando a responsabilidade aumenta, percebe que se tornou Kull: guardião de um reino construído ao longo de décadas, onde cada linha de código preservada com inteligência vale mais do que cem espadas desembainhadas.

Porque, no fim, a maior aventura do profissional de mainframe não é conquistar novos territórios tecnológicos.

É garantir que o reino continue funcionando quando todos os demais já esqueceram como ele foi construído.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Robert E. Howard : Quando um Programador Descobre que o Homem que Criou Conan Também Escreveu a Arquitetura da Fantasia Moderna

 

Bellacosa Mainframe apresenta o lendario Robert E. Howard criador do Conan o Barbaro

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Robert E. Howard sem Mistérios para Programadores COBOL

Quando um Programador Descobre que o Homem que Criou Conan Também Escreveu a Arquitetura da Fantasia Moderna Como Quem Projetava um Sistema Crítico de Mainframe

"Alguns programadores escrevem software que sobrevive décadas. Robert E. Howard escreveu personagens que sobreviveram quase um século."


Introdução – O Programador Invisível da Fantasia

Existe uma pergunta curiosa.

Quem inventou o COBOL?

Grace Hopper participou da sua criação.

Quem inventou C?

Dennis Ritchie.

Quem inventou Java?

James Gosling.

Quem inventou Linux?

Linus Torvalds.

Agora faça outra pergunta.

Quem inventou praticamente toda a fantasia heroica moderna?

Pouquíssima gente conhece a resposta.

Robert Ervin Howard.

Seu nome talvez não seja imediatamente reconhecido.

Mas seus personagens...

Esses você conhece.

Conan.

Kull.

Solomon Kane.

Bran Mak Morn.

Red Sonja (que mais tarde seria expandida por Roy Thomas a partir de uma personagem de Howard).

Centenas de conceitos utilizados hoje em RPGs, videogames, mangás, filmes e séries nasceram de sua imaginação.

Curiosamente...

Ele fez tudo isso antes dos trinta anos de idade.

Para um programador COBOL existe uma analogia perfeita.

Howard foi para a literatura o que um arquiteto de sistemas foi para o mainframe.

Ele não criou apenas programas.

Criou uma plataforma inteira.


O Menino do Texas

Robert Ervin Howard nasceu em 22 de janeiro de 1906, em Peaster, Texas.

Seu pai era médico.

Na infância a família mudou diversas vezes acompanhando cidades ligadas ao petróleo.

Isso parece um detalhe.

Mas mudou completamente sua forma de escrever.

Howard cresceu observando cidades nascerem praticamente da noite para o dia.

Homens enriquecendo.

Empresas desaparecendo.

Violência.

Ganância.

Corridas pelo ouro negro.

Tudo isso moldou sua visão de mundo.

Ele percebeu algo muito cedo.

Civilizações não são eternas.

Empresas também não.

Tecnologias muito menos.

Esse pensamento aparece em praticamente todos os seus contos.


Howard Era um Arquiteto de Mundos

Muita gente acredita que Howard simplesmente escrevia aventuras.

Não.

Ele fazia algo muito mais sofisticado.

Primeiro criava:

  • geografia;

  • história;

  • economia;

  • religião;

  • política;

  • povos;

  • idiomas;

  • cultura;

  • conflitos.

Só depois escrevia as histórias.

Isso lembra muito um arquiteto de software.

Antes do primeiro programa existir, define-se:

  • arquitetura;

  • camadas;

  • banco de dados;

  • comunicação;

  • segurança;

  • desempenho;

  • disponibilidade.

Howard fazia exatamente isso.


A Era Hiboriana: um Grande Projeto de Software

Quando criou Conan, Howard percebeu um problema.

Se utilizasse História real...

ficaria preso aos fatos.

Então criou uma linha do tempo completamente nova.

A famosa Era Hiboriana.

Era praticamente um framework.

Depois disso bastava adicionar novas histórias.

É semelhante ao que fazemos hoje criando uma plataforma corporativa.

Primeiro vem a arquitetura.

Depois surgem centenas de aplicações.


Weird Tales: O GitHub da Década de 1930

Howard publicou grande parte de sua obra na lendária revista Weird Tales.

Imagine uma mistura de:

GitHub.

Medium.

Dev.to.

LinkedIn.

Revista científica.

Tudo ao mesmo tempo.

Era ali que escritores publicavam seus trabalhos.

Ali também estavam:

  • H. P. Lovecraft;

  • Clark Ashton Smith;

  • Seabury Quinn.

Esses autores trocavam cartas constantemente.

Não existia Internet.

Não existia e-mail.

Mesmo assim construíram uma comunidade criativa extremamente ativa.

Era praticamente um Open Source da literatura.


Easter Egg nº 1

Howard e Lovecraft escreveram dezenas de cartas discutindo filosofia, história, religião e literatura.

Essas conversas influenciaram diretamente a criação dos universos de ambos.

É como acompanhar hoje uma longa discussão técnica entre os criadores do Linux e do Kubernetes.


Conan Não Foi Seu Primeiro Personagem

Essa talvez seja uma das maiores surpresas.

Antes de Conan vieram vários personagens.

Entre eles:

  • Solomon Kane;

  • Kull;

  • Bran Mak Morn;

  • Sailor Steve Costigan;

  • El Borak.

Cada personagem explorava um aspecto diferente da natureza humana.

Conan acabou ficando famoso.

Mas Howard jamais escreveu apenas fantasia.


O Método Howard

Existe um depoimento famoso.

Howard dizia que não inventava Conan.

Ele apenas observava.

Segundo ele:

Conan "sentava-se ao seu lado" e contava suas aventuras.

Parece superstição.

Na verdade descreve algo conhecido por escritores.

Quando o personagem está suficientemente desenvolvido...

ele praticamente ganha vida.

Curiosamente acontece o mesmo com sistemas muito grandes.

Depois de décadas de evolução...

eles parecem possuir personalidade própria.

Todo veterano COBOL sabe disso.


O Código Invisível

Imagine um sistema legado.

Você abre um programa.

Não conhece quem escreveu.

Mas consegue perceber:

esse programador gostava de tabelas.

esse preferia PERFORM.

aquele utilizava GO TO.

outro fazia tudo modular.

Autores deixam assinaturas invisíveis.

Howard também.

Depois de alguns contos conseguimos identificar imediatamente seu estilo.


A Filosofia das Civilizações

Existe um tema recorrente.

Howard acreditava que:

civilizações crescem;

ficam ricas;

tornam-se burocráticas;

enfraquecem;

desaparecem.

Enquanto povos considerados "bárbaros" continuam evoluindo.

Essa ideia aparece em:

Conan.

Kull.

Bran Mak Morn.

É praticamente uma teoria sobre inovação.


Easter Egg nº 2

Décadas depois diversos historiadores observaram semelhanças entre a visão de Howard e teorias sobre ascensão e queda de impérios discutidas por autores como Oswald Spengler e Arnold Toynbee.


Howard e o Mainframe

Existe uma curiosidade interessante.

Mainframes também envelhecem.

Não porque fiquem ruins.

Mas porque acumulam conhecimento.

Um sistema bancário com cinquenta anos possui milhares de decisões incorporadas.

Howard descrevia reinos exatamente assim.

Castelos construídos sobre castelos.

Templos sobre templos.

Civilizações sobre civilizações.

É impossível não lembrar de aplicações COBOL que carregam decisões tomadas ainda na década de 1970.


Seus Personagens São Arquétipos

Conan representa sobrevivência.

Kull representa liderança.

Solomon Kane representa justiça.

Bran Mak Morn representa resistência.

El Borak representa adaptação cultural.

Cada personagem resolve um tipo diferente de problema.

Isso lembra orientação a objetos.

Cada classe possui responsabilidades específicas.


Howard Era Historiador?

Não oficialmente.

Mas estudava História compulsivamente.

Colecionava livros.

Pesquisava povos antigos.

Mitologias.

Armas.

Guerras.

Civilizações.

Grande parte do realismo presente em suas obras vem desse hábito.


Easter Egg nº 3

Howard frequentemente escrevia mapas completos dos reinos antes de produzir qualquer conto.

Décadas depois Tolkien faria algo semelhante.

Hoje chamamos isso de worldbuilding.


A Tragédia

Infelizmente sua vida terminou cedo.

Em 1936 sua mãe entrou em coma irreversível.

Howard possuía enorme ligação emocional com ela.

Ao saber que dificilmente despertaria, entrou em profunda crise.

No dia 11 de junho de 1936, aos 30 anos, disparou contra si mesmo. Morreu no dia seguinte, 12 de junho de 1936.

Sua mãe faleceu pouco depois.

Foi um desfecho trágico para um autor que produziu uma obra gigantesca em tão pouco tempo.

É importante tratar esse episódio com respeito. Ele não define sua contribuição literária, mas faz parte de sua história.


Quanto Howard Produziu?

Mesmo vivendo apenas trinta anos...

escreveu centenas de obras.

Entre elas:

  • contos;

  • poemas;

  • cartas;

  • ensaios;

  • histórias de faroeste;

  • boxe;

  • horror;

  • aventura;

  • fantasia;

  • ficção histórica.

Seu ritmo impressiona.

Era praticamente uma fábrica de criatividade.


Curiosidade Técnica

Howard escrevia em máquina de escrever.

Sem:

CTRL+Z.

Git.

Backup automático.

Cloud.

Auto Save.

Versionamento.

Se errasse uma página inteira...

precisava recomeçar.

Hoje reclamamos quando o IDE demora cinco segundos para abrir.


Easter Egg nº 4

Howard escreveu muitos contos por necessidade financeira.

Era um escritor profissional em uma época em que viver exclusivamente da escrita era extremamente difícil.

Cada conto vendido ajudava a sustentar sua vida cotidiana.


Howard Influenciou Quase Tudo

É difícil listar todos.

Mas encontramos sua influência em:

Dungeons & Dragons.

Warhammer.

Magic The Gathering.

Diablo.

The Witcher.

Elden Ring.

Dark Souls.

Berserk.

Record of Lodoss War.

Goblin Slayer.

Dragon's Dogma.

Skyrim.

Conan Exiles.

Pathfinder.

Praticamente toda fantasia de espada e feitiçaria moderna carrega algum traço de Howard.

Até mesmo muitos mangás e animes inspirados em fantasia medieval herdaram elementos que ele ajudou a consolidar: heróis errantes, reinos decadentes, ruínas de civilizações antigas e a mistura de aventura com horror cósmico.


Howard e Lovecraft

Os dois são frequentemente comparados.

Mas escreviam coisas completamente diferentes.

Lovecraft dizia:

O homem é insignificante diante do universo.

Howard dizia:

Mesmo diante de um universo hostil...

o homem ainda pode lutar.

Essa diferença explica Conan.

Explica Kane.

Explica Kull.

Howard acreditava na capacidade humana de reagir.


A Maior Lição para um Programador COBOL

Existe um motivo pelo qual Howard continua relevante quase cem anos depois.

Ele nunca escreveu pensando apenas na moda do momento.

Escreveu sobre:

coragem;

medo;

civilização;

mudança;

liderança;

ambição;

queda;

renascimento.

Esses temas nunca envelhecem.

O mesmo acontece com COBOL.

Linguagens mudam.

Frameworks aparecem e desaparecem.

Ferramentas recebem novos nomes.

Mas sistemas críticos continuam precisando de:

clareza;

confiabilidade;

resiliência;

manutenibilidade.

São princípios permanentes.


Curiosidades que Pouca Gente Conhece

Conan nunca encontrou Kull

Apesar de viverem no mesmo universo fictício, suas épocas são separadas por milhares de anos.


Howard praticava boxe

Seu interesse pelo esporte influenciou profundamente a maneira como descrevia combates: diretos, físicos e convincentes.


A correspondência de Howard é gigantesca

Suas cartas são consideradas uma fonte preciosa para entender seu processo criativo e sua visão sobre história e literatura.


A Era Hiboriana possui cronologia própria

Howard escreveu uma cronologia relativamente detalhada para manter consistência entre suas histórias, algo muito semelhante ao cuidado de manter uma arquitetura coerente em um sistema de grande porte.


O Verdadeiro Legado

Quando pensamos em Robert E. Howard, é fácil imaginar apenas um escritor de aventuras.

Isso seria uma enorme injustiça.

Ele foi um engenheiro de imaginação.

Construiu universos completos.

Projetou arquiteturas narrativas.

Definiu regras.

Criou padrões.

Produziu documentação.

Depois implementou centenas de histórias sobre essa base.

É exatamente o trabalho de um grande arquiteto de software.


Conclusão – O Arquiteto Invisível da Fantasia

Existe uma curiosa semelhança entre Robert E. Howard e os grandes profissionais de mainframe.

Ambos raramente recebem o reconhecimento proporcional ao impacto de seu trabalho.

Milhões de pessoas utilizam diariamente sistemas escritos em COBOL sem jamais saber quem desenvolveu aquelas aplicações. Da mesma forma, milhões assistem a filmes, jogam RPGs, leem mangás ou exploram videogames inspirados na fantasia heroica sem perceber que muitas das ideias fundamentais nasceram na mente de um jovem escritor texano.

Howard não apenas criou personagens inesquecíveis. Ele estabeleceu uma forma de construir mundos. Sua metodologia de planejamento, coerência histórica, geografia, política e cultura lembra a criação de uma arquitetura corporativa robusta, na qual cada componente possui uma função clara e faz sentido dentro do conjunto.

Conan ensinou coragem.

Kull ensinou liderança.

Solomon Kane ensinou investigação.

Mas o próprio Robert E. Howard ensinou algo ainda maior: antes de existir uma grande aplicação, precisa existir uma grande arquitetura.

No desenvolvimento de software, isso significa projetar antes de codificar.

Na literatura, significou construir um universo antes de escrever a primeira aventura.

Talvez seja por isso que, quase noventa anos após sua morte, suas histórias continuem vivas. Porque elas foram erguidas sobre fundamentos sólidos, assim como os melhores sistemas COBOL que ainda sustentam bancos, governos, seguradoras e empresas ao redor do mundo.

No fim das contas, Robert E. Howard nunca foi apenas um escritor.

Foi o arquiteto-chefe de uma plataforma criativa que continua sendo executada em produção pela imaginação da humanidade, release após release, geração após geração — um verdadeiro sistema legado de excelência, sem previsão de descontinuação.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988