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segunda-feira, 9 de julho de 2007

A Evolução das IDEs Mainframe A História Completa dos Ambientes de Desenvolvimento IBM Mainframe (1970–2026) (Revisado)

 

Bellacosa Mainframe e a evolucao das ides mainframe

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

A Evolução das IDEs Mainframe

A História Completa dos Ambientes de Desenvolvimento IBM Mainframe (1970–2026)

Imagine um programador COBOL entrando em um CPD em 1975.

Não havia mouse.

Não havia Windows.

Não existia Eclipse.

Muito menos VS Code.

Tudo acontecia diante de um terminal conectado diretamente ao mainframe.

Hoje um desenvolvedor pode editar COBOL utilizando interfaces gráficas sofisticadas, integração com Git, IA, depuração visual, análise estática, pipelines DevOps e até copilotos baseados em inteligência artificial.

Essa evolução levou mais de cinquenta anos.

Vamos viajar por essa história.


A Primeira Geração (1970–1980)

Quando a IDE era praticamente o próprio terminal

Na década de 1970 o conceito moderno de IDE (Integrated Development Environment) ainda não existia.

O ambiente de desenvolvimento era composto por diversos utilitários do sistema operacional.

1. ISPF (Interactive System Productivity Facility)

Ano: 1980 (origens no SPF do fim dos anos 70)

Fabricante:
IBM

Sistema:
MVS → z/OS

Principais recursos

  • editor full screen

  • navegação em datasets

  • utilitários

  • submit de JCL

  • comparação de arquivos

  • macros

  • recuperação automática

Foi (e continua sendo) a IDE mais utilizada da história do Mainframe.


2. SPF (Structured Programming Facility)

O precursor do ISPF.

Apareceu no final dos anos 70.

Introduziu:

  • edição full screen

  • menus

  • produtividade muito superior aos antigos editores lineares.


3. TSO EDIT

Antes do ISPF muitos programas eram escritos utilizando:

TSO EDIT

Era extremamente simples.

Poucos recursos.

Mas marcou uma geração.


Segunda geração (1980–1995)

A produtividade passou a ser prioridade.

Surgiram ferramentas comerciais.


4. IBM ISPF Editor

O editor evoluiu bastante.

Recebeu:

  • macros

  • recovery

  • split screen

  • colorização

  • comandos avançados

Ainda hoje milhares de desenvolvedores trabalham exclusivamente nele.


5. XEDIT (VM/CMS)

IBM

Sistema VM

Muito usado em ambientes VM.

Influenciou diversos editores posteriores.


6. CA-Panvalet Editor

Mais do que um gerenciador de bibliotecas.

Possuía editor integrado.

Muito utilizado em bancos.


7. Librarian Editor

Outro clássico.

Associado ao CA Librarian.

Muito popular durante os anos 80.


8. ROSCOE

Desenvolvido pela Applied Data Research.

Ambiente completo para desenvolvimento COBOL.

Muito difundido nos EUA.


9. IBM SCRIPT/DCF

Embora fosse voltado à documentação, muitos analistas escreviam especificações técnicas diretamente nele.


Terceira geração (1995–2005)

Chegaram os PCs.

Windows dominava o mercado.

As IDEs gráficas apareceram.


10. IBM VisualAge for COBOL

Uma revolução.

Pela primeira vez:

  • janelas

  • mouse

  • depuração gráfica

  • integração Windows


11. IBM VisualAge Generator

Voltado ao desenvolvimento corporativo.

Muito utilizado em bancos.


12. Micro Focus Net Express

Uma das IDEs mais populares do mundo COBOL.

Recursos

  • editor moderno

  • debugger

  • integração Windows

  • compilação local


13. Compuware Topaz (primeiras versões)

A Compuware começou a desenvolver ferramentas gráficas que mais tarde dariam origem ao Topaz Workbench.


Quarta geração (2005–2015)

O Eclipse revolucionou tudo.


14. IBM Rational Developer for System z (RDz)

Ano

2006

Baseado em Eclipse.

Mudou completamente o desenvolvimento Mainframe.

Recursos

  • editor COBOL inteligente

  • autocomplete

  • outline

  • syntax highlighting

  • debug

  • análise

  • SQL assist

  • CICS

  • PL/I

  • JCL

Durante anos foi considerado o padrão ouro.


15. IBM Data Studio

Especializado em Db2.

Muito utilizado em conjunto com RDz.


16. Topaz Workbench (Compuware/BMC)

Hoje chamado simplesmente Topaz.

Extremamente popular.

Possui:

  • File-AID

  • Abend-AID

  • Xpediter

  • Strobe

  • ISPW


17. IBM Debug Tool

Embora não seja uma IDE completa, integrou-se ao RDz e mudou completamente a depuração.


Quinta geração (2015–2020)

O mundo migrou para DevOps.

Git tornou-se padrão.


18. IBM Developer for z Systems (IDz)

Sucessor do RDz.

Hoje conhecido como:

IBM Developer for z/OS

Novidades

  • integração Git

  • Jenkins

  • Zowe

  • DevOps

  • pipelines

É atualmente uma das principais IDEs profissionais para IBM Z.


19. IBM Explorer for z/OS

Ferramenta Eclipse gratuita.

Base para diversos plugins.


20. IBM Dependency Based Build (DBB)

Não é exatamente uma IDE.

Mas integra-se às IDEs modernas.

Automatiza builds COBOL.


Sexta geração (2020–2026)

Entramos na era do VS Code.


21. IBM Z Open Editor

Um divisor de águas.

Baseado em:

Visual Studio Code

Open Source.

Recursos

  • syntax highlight

  • autocomplete

  • snippets

  • Git

  • YAML

  • JSON

  • pipelines

Extremamente leve.


22. Visual Studio Code + Extensões IBM Z

Hoje milhares de programadores desenvolvem COBOL diretamente no VS Code utilizando extensões para:

  • COBOL

  • JCL

  • REXX

  • HLASM

  • Zowe Explorer

  • IBM Z Open Editor


23. Zowe Explorer

Integra o VS Code diretamente ao z/OS.

Permite:

  • navegar datasets

  • USS

  • Jobs

  • JES

  • Unix

  • arquivos


24. IBM Wazi Developer for VS Code

Voltado ao desenvolvimento híbrido.

Integra cloud e mainframe.


25. IBM Wazi Sandbox

Ambiente moderno para desenvolvimento e testes.


26. Micro Focus Enterprise Developer

Continua extremamente popular.

Possui:

  • Visual Studio

  • Eclipse

  • Azure

  • Git

  • CI/CD


27. Rocket Software Developer for z/OS

Ferramenta corporativa moderna com foco em produtividade e integração ao ecossistema IBM Z.


28. BMC AMI DevX Workbench

Evolução da família Topaz.

Integra:

  • ISPW

  • Xpediter

  • Abend-AID

  • File-AID

  • Strobe

em um ambiente moderno.


29. GnuCOBOL + VS Code

Embora voltado principalmente ao desenvolvimento COBOL aberto, muitos estudantes utilizam essa combinação para aprender a linguagem antes de migrar para ambientes IBM Z.


30. Eclipse com plugins COBOL

Diversos fornecedores disponibilizaram plugins COBOL para Eclipse ao longo dos anos, especialmente em ambientes corporativos e acadêmicos.


A próxima geração

As IDEs atuais caminham para integrar:

  • IA generativa;

  • assistentes de código;

  • explicação automática de programas legados;

  • documentação gerada por IA;

  • análise de impacto inteligente;

  • testes automatizados;

  • refatoração assistida;

  • integração nativa com pipelines DevSecOps.

O foco deixa de ser apenas editar código e passa a ser entender, modernizar e evoluir aplicações críticas.


Linha do tempo resumida

PeríodoIDE / Ambiente
1970–1979TSO EDIT, SPF
1980–1989ISPF, XEDIT, ROSCOE, Panvalet, Librarian
1990–1999VisualAge COBOL, VisualAge Generator, Net Express
2000–2009RDz, Data Studio, Topaz
2010–2019IBM Developer for z Systems, Explorer for z/OS, DBB
2020–2026IBM Developer for z/OS, IBM Z Open Editor, VS Code + Zowe Explorer, Wazi Developer, Rocket Developer, BMC AMI DevX, Enterprise Developer

Curiosidade Bellacosa Mainframe

Se um desenvolvedor de 1982 visitasse um ambiente atual com IBM Developer for z/OS, VS Code, integração com Git, depuração gráfica, IA generativa e automação de pipelines, provavelmente acreditaria estar diante de ficção científica. O mais curioso é que, apesar da transformação das IDEs, muitos dos programas COBOL que elas editam continuam executando processos críticos iniciados há décadas — um exemplo raro de continuidade tecnológica na história da computação.

domingo, 22 de abril de 2007

O que é Git no z/OS?

 

Bellacosa Mainframe o que é o git no zos

O que é Git no z/OS?

Se há alguns anos alguém dissesse que programadores COBOL usariam Git, fariam commits, trabalhariam com branches e executariam pipelines CI/CD diretamente para aplicações Mainframe, muita gente acharia impossível. 

Hoje isso é uma realidade.

O Git tornou-se uma das principais ferramentas de desenvolvimento também no ambiente IBM Z, permitindo que aplicações COBOL, PL/I, Assembler, JCL e REXX sejam desenvolvidas utilizando as mesmas práticas modernas empregadas em Java, Python, C# e JavaScript.

Mais do que uma ferramenta de controle de versões, o Git representa uma mudança cultural na forma como aplicações Mainframe são desenvolvidas.


Definição simples

O Git no z/OS é a utilização do sistema de controle de versões Git para armazenar, controlar, compartilhar e gerenciar o código-fonte das aplicações IBM Mainframe.

Ele registra todas as alterações realizadas em:

  • programas COBOL;

  • programas PL/I;

  • programas Assembler;

  • JCLs;

  • PROCs;

  • REXX;

  • Copybooks;

  • scripts de automação;

  • definições de pipelines.

Em outras palavras:

O Git é a memória completa da evolução de uma aplicação Mainframe.


Uma analogia simples

Imagine um escritor produzindo um livro.

Ao longo do tempo ele cria diversas versões.

Sem Git:

Livro_Final.doc

Livro_Final_2.doc

Livro_Final_3.doc

Livro_Final_AgoraVai.doc

Livro_Final_Definitivo.doc

Ninguém sabe qual é a versão correta.

Com Git:

Cada alteração possui:

  • autor;

  • data;

  • descrição;

  • histórico;

  • possibilidade de retorno.

Tudo organizado.


O que é Git?

Git é um sistema de Controle de Versões Distribuído (Distributed Version Control System - DVCS).

Criado por Linus Torvalds, em 2005, para o desenvolvimento do kernel Linux.

Hoje é o padrão mundial para desenvolvimento de software.


Por que usar Git no Mainframe?

Durante décadas o código COBOL era armazenado em bibliotecas PDS ou PDSE.

Embora isso funcionasse muito bem, surgiam limitações como:

  • histórico reduzido;

  • dificuldade para colaboração;

  • integração limitada com ferramentas modernas;

  • processos manuais de promoção.

O Git resolve esses desafios.


Como funciona?

Imagine um programa COBOL.

Antes:

Biblioteca PDS

↓

Editar

↓

Compilar

↓

Produção

Agora:

Programa COBOL

↓

Git

↓

Commit

↓

Pipeline

↓

Build

↓

Testes

↓

Deploy

Todo o processo torna-se rastreável.


Conceitos principais

Repositório (Repository)

É o local onde o código-fonte fica armazenado.

Exemplo:

Projeto_Banco

Dentro dele podem existir:

  • COBOL;

  • Copybooks;

  • JCL;

  • REXX;

  • documentação.


Commit

Sempre que uma alteração é concluída, cria-se um:

Commit

Ele registra:

  • o que mudou;

  • quem mudou;

  • quando mudou;

  • por que mudou.


Branch

Uma Branch é uma linha independente de desenvolvimento.

Exemplo:

Main

↓

Feature_PIX

↓

Correção_Boleto

Cada equipe pode trabalhar sem interferir nas demais.


Merge

Após os testes:

Branch

↓

Merge

↓

Main

As alterações são incorporadas ao projeto principal.


Clone

Permite copiar um repositório inteiro para a máquina do desenvolvedor.


Push

Envia alterações locais para o servidor Git.


Pull

Obtém as alterações mais recentes realizadas por outros desenvolvedores.


Git e COBOL

Hoje um programa COBOL pode seguir este fluxo:

Editar

↓

Commit

↓

GitHub

↓

Pipeline

↓

Compilação

↓

Testes

↓

Produção

Tudo semelhante ao desenvolvimento moderno.


Git e o z/OS

O código normalmente permanece armazenado no Git.

Quando necessário:

Git

↓

Pipeline

↓

Transferência

↓

Dataset

↓

Compilação COBOL

O processo é automatizado por ferramentas especializadas.


Ferramentas IBM

Diversas soluções integram Git ao Mainframe.

IBM Developer for z/OS (IDz)

Permite trabalhar com Git diretamente no Eclipse.


IBM Z Open Editor

Extensão para Visual Studio Code.

Suporte completo a:

  • Git;

  • COBOL;

  • JCL;

  • REXX.


IBM Dependency Based Build (DBB)

Automatiza builds utilizando código armazenado em Git.


IBM Wazi

Integra desenvolvimento moderno ao ambiente IBM Z.


z/OSMF

Pode participar de pipelines automatizados.


Plataformas Git

As mais utilizadas são:

  • GitHub;

  • GitLab;

  • Bitbucket;

  • Azure DevOps;

  • Gitea.


Git e CI/CD

O Git normalmente é o primeiro passo de um pipeline.

Commit

↓

Git

↓

Jenkins

↓

Build COBOL

↓

Testes

↓

Deploy

Benefícios

Histórico completo

Cada alteração fica registrada.


Trabalho em equipe

Diversos programadores podem desenvolver simultaneamente.


Segurança

É possível voltar rapidamente para versões anteriores.


Integração

Compatível com ferramentas modernas de DevOps.


Auditoria

Permite identificar quem alterou cada linha de código.


Quem utiliza Git no Mainframe?

Diversos profissionais.

  • Programadores COBOL;

  • Desenvolvedores PL/I;

  • Desenvolvedores Assembler;

  • DevOps Engineers;

  • Analistas de Sistemas;

  • Arquitetos;

  • Sysprogs;

  • Equipes de Qualidade.


Curiosidades incríveis

1. Git não substitui o z/OS

Ele controla o código-fonte, enquanto o z/OS continua sendo o sistema operacional que executa as aplicações.


2. Milhões de linhas de COBOL já são gerenciadas por Git

Grandes bancos e seguradoras migraram seus repositórios tradicionais para Git, mantendo décadas de código sob controle de versões moderno.


3. Git aproxima o Mainframe do restante da empresa

Equipes que desenvolvem em Java, Python, Node.js e COBOL passam a utilizar processos semelhantes de versionamento e colaboração.


4. O Git tornou-se peça fundamental do DevOps no IBM Z

Sem um sistema de controle de versões robusto, seria muito mais difícil automatizar builds, testes e implantações.


Erros comuns de iniciantes

"Git substitui PDS"

Não completamente.

Os programas continuam sendo compilados a partir de datasets no z/OS. O Git atua como repositório principal do código-fonte, enquanto ferramentas de build sincronizam os arquivos para o ambiente de compilação.


"Git serve apenas para Java"

Não.

Ele funciona igualmente bem com COBOL, PL/I, Assembler, JCL, REXX e praticamente qualquer tipo de arquivo texto.


"Git faz backup"

Não exatamente.

Embora mantenha o histórico das alterações, seu objetivo principal é o controle de versões e a colaboração entre desenvolvedores.


Quando aprender Git?

Depois de compreender:

  • COBOL;

  • JCL;

  • z/OS;

  • datasets;

  • DevOps;

  • CI/CD.

Esse conhecimento permitirá integrar o desenvolvimento Mainframe às práticas modernas utilizadas pelas maiores empresas do mundo.


Conclusão

O Git no z/OS representa a modernização do desenvolvimento no IBM Mainframe. Ele permite que aplicações escritas em COBOL, PL/I, Assembler e JCL sejam versionadas, compartilhadas e integradas a pipelines automatizados de DevOps, utilizando as mesmas práticas adotadas no desenvolvimento de software moderno.

Ao registrar cada alteração, facilitar o trabalho em equipe e integrar-se com ferramentas como GitHub, GitLab, Jenkins, IBM Dependency Based Build (DBB), IBM Developer for z/OS (IDz) e Z Open Editor, o Git tornou-se um componente essencial para qualquer profissional que deseje desenvolver aplicações IBM Z com qualidade, rastreabilidade e agilidade.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

O que é DevOps no Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe e o devops 

O que é DevOps no Mainframe?

Quando alguém começa a estudar IBM Mainframe, normalmente imagina um ambiente onde tudo é manual:

  • programas COBOL;  

  • JCLs;

  • compilações em telas verdes;

  • operadores executando jobs.

Essa visão já não representa a realidade das grandes empresas.

Hoje, bancos, seguradoras, companhias aéreas, operadoras de telecomunicações e governos utilizam conceitos modernos de desenvolvimento conhecidos como DevOps, também no ambiente IBM Z.

Na verdade, um dos maiores movimentos tecnológicos da última década foi justamente levar as práticas de DevOps para o Mainframe, integrando décadas de confiabilidade do IBM Z com ferramentas modernas de automação, integração contínua e entrega contínua.


Definição simples

DevOps no Mainframe é a aplicação das práticas de desenvolvimento ágil, automação e integração contínua ao ambiente IBM Z.

Seu objetivo é permitir que aplicações sejam:

  • desenvolvidas;

  • compiladas;

  • testadas;

  • implantadas;

  • monitoradas;

de forma rápida, automatizada e segura.

Em outras palavras:

DevOps é fazer o software chegar à produção com velocidade, qualidade e segurança.


Uma analogia simples

Imagine uma fábrica de automóveis.

Antigamente cada carro era montado quase artesanalmente.

Hoje existem robôs, esteiras e sensores.

O resultado:

  • produção mais rápida;

  • menos erros;

  • maior qualidade.

O DevOps faz exatamente isso com o desenvolvimento de software.



Antes do DevOps

Há alguns anos o processo era parecido com isto:

Programador COBOL

↓

Compila

↓

Entrega ao Analista

↓

Testes

↓

Produção

↓

Operador instala manualmente

Cada etapa dependia de pessoas.

Muitos processos eram totalmente manuais.


Depois do DevOps

Hoje o fluxo pode ser:

Programador

↓

Git

↓

Pipeline

↓

Compilação

↓

Testes

↓

Análise de qualidade

↓

Deploy

↓

Produção

Grande parte ocorre automaticamente.


O que significa DevOps?

A palavra vem da união de:

Development

Operations

Ou seja:

Desenvolvimento + Operações.

Essas duas equipes passam a trabalhar juntas.


Objetivos do DevOps

Entre os principais objetivos estão:

  • reduzir erros;

  • acelerar entregas;

  • automatizar processos;

  • aumentar a qualidade;

  • melhorar testes;

  • facilitar implantações;

  • reduzir riscos.


Como funciona no Mainframe?

Imagine uma alteração em um programa COBOL.

O programador salva o código.

Automaticamente:

Git

↓

Pipeline

↓

Compilação COBOL

↓

Build

↓

Testes

↓

Análise

↓

Deploy

↓

Produção

Sem intervenção manual.


Principais etapas

Controle de Versão

Todo código fica armazenado em:

  • Git;

  • GitHub;

  • GitLab;

  • Bitbucket.

Cada alteração fica registrada.


Build

Após um commit:

o pipeline executa:

  • compilação COBOL;

  • Link Edit;

  • geração de Load Modules;

  • geração de artefatos.


Testes

São executados automaticamente.

Exemplos:

  • testes unitários;

  • testes de integração;

  • testes automatizados.


Qualidade

Ferramentas verificam:

  • padrões de código;

  • complexidade;

  • cobertura;

  • vulnerabilidades.


Deploy

Após aprovação:

a aplicação é instalada automaticamente.


Ferramentas IBM

Diversas ferramentas fazem parte desse ecossistema.

IBM Developer for z/OS (IDz)

Ambiente moderno baseado em Eclipse para desenvolvimento COBOL, PL/I, Assembler e JCL.


IBM Z Open Editor

Extensão para Visual Studio Code.

Permite desenvolver aplicações Mainframe usando VS Code.


IBM Dependency Based Build (DBB)

Automatiza builds de aplicações Mainframe.


IBM Wazi

Ambiente moderno para desenvolvimento e testes em IBM Z.


IBM z/OSMF

Permite automações e administração via interface Web e APIs REST.


IBM UrbanCode Deploy

Automatiza implantações.


IBM Z Ansible Collection

Permite automatizar tarefas do z/OS utilizando Ansible.


Ferramentas de mercado

Também são comuns:

  • Jenkins;

  • GitHub Actions;

  • GitLab CI/CD;

  • Azure DevOps;

  • SonarQube;

  • Artifactory;

  • Nexus.


O pipeline

Um pipeline pode seguir este fluxo:

Git Commit

↓

Build COBOL

↓

Compilação JCL

↓

Testes

↓

Quality Gate

↓

Deploy Homologação

↓

Deploy Produção

Tudo pode ocorrer automaticamente.


DevOps e COBOL

O COBOL continua sendo a linguagem principal.

O que muda é a forma de trabalhar.

Antes:

Editar

↓

Compilar

↓

Produção

Agora:

Editar

↓

Git

↓

Pipeline

↓

Build

↓

Testes

↓

Deploy

O desenvolvimento torna-se mais seguro e rastreável.


DevOps e CICS

Também é possível automatizar:

  • instalação de programas;

  • BMS Maps;

  • transações;

  • recursos;

  • regiões.


DevOps e Db2

Os pipelines podem executar:

  • DDL;

  • BIND;

  • RUNSTATS;

  • EXPLAIN;

  • testes SQL.


Benefícios

Mais velocidade

Menos tempo entre desenvolvimento e produção.


Mais qualidade

Testes automáticos reduzem erros.


Mais segurança

Cada alteração fica registrada.


Padronização

Todos seguem o mesmo processo.


Menor risco

Deploys tornam-se previsíveis.


Quem trabalha com DevOps?

Diversos profissionais:

  • Programadores COBOL;

  • Desenvolvedores PL/I;

  • Sysprogs;

  • DevOps Engineers;

  • Administradores CICS;

  • DBAs;

  • Especialistas MQ;

  • Analistas de Qualidade.


Curiosidades incríveis

1. O Mainframe foi um dos primeiros ambientes a automatizar processos

Muito antes da popularização do DevOps, já existiam ferramentas para automação de jobs, builds e implantações no IBM Z.


2. Grandes bancos realizam dezenas ou até centenas de implantações por semana

Com pipelines automatizados, mudanças pequenas podem ser entregues com mais frequência e menor risco.


3. O Git tornou-se padrão também no Mainframe

Hoje é comum encontrar aplicações COBOL armazenadas em repositórios Git e integradas a pipelines CI/CD.


4. DevOps não substitui o Sysprog

O Sysprog continua sendo responsável pela infraestrutura do z/OS. O DevOps aproxima desenvolvimento e operações, automatizando processos e melhorando a colaboração entre equipes.


Erros comuns de iniciantes

"DevOps é uma ferramenta"

Não.

É uma cultura de trabalho apoiada por diversas ferramentas.


"COBOL não funciona com Git"

Funciona.

Hoje existem milhares de aplicações COBOL utilizando Git como sistema de controle de versões.


"DevOps elimina o operador e o Sysprog"

Não.

Ele reduz tarefas repetitivas e automatiza processos, mas continua dependendo de profissionais especializados para administrar a infraestrutura e definir as melhores práticas.


Quando aprender DevOps?

Depois de compreender:

  • COBOL;

  • JCL;

  • z/OS;

  • Git;

  • Build;

  • testes automatizados;

  • CICS;

  • Db2.

Esse conhecimento permitirá entender como o desenvolvimento moderno é realizado no IBM Mainframe.


Conclusão

O DevOps no Mainframe representa a evolução da forma de desenvolver e entregar aplicações no IBM Z. Ao integrar desenvolvimento, operações, automação, controle de versões e pipelines CI/CD, ele permite que sistemas escritos em COBOL, PL/I e outras linguagens tradicionais acompanhem a velocidade exigida pelos negócios atuais.

Mais do que uma coleção de ferramentas, DevOps é uma cultura que une equipes, reduz erros, acelera implantações e aumenta a qualidade do software. Para quem deseja construir uma carreira moderna em Mainframe, dominar conceitos como Git, Jenkins, DBB, IDz, Z Open Editor, Ansible e CI/CD tornou-se tão importante quanto conhecer COBOL e JCL.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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