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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Programando COBOL no GitHub com VS Code Sem Mainframe. Sem Compilar. Apenas Aprendendo como um Desenvolvedor Moderno.

 


Bellacosa Mainframe usando o vs code para programar cobol numa ide moderna

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Programando COBOL no GitHub com VS Code

Sem Mainframe. Sem Compilar. Apenas Aprendendo como um Desenvolvedor Moderno.

"Todo Jedi começa treinando com um sabre de luz desligado. Todo desenvolvedor Mainframe também pode começar sem um z/OS."


Antes de começarmos...

Existe um mito enorme no mundo Mainframe.

"Para aprender COBOL preciso de um IBM Z."

Não.

Outro mito:

"Para editar programas COBOL preciso de um emulador."

Também não.

Outro:

"Preciso instalar um compilador."

Ainda não.

Hoje vamos aprender exatamente como milhares de desenvolvedores modernos trabalham quando estão estudando, revisando código ou preparando alterações para um projeto.

Você vai usar apenas:

  • GitHub

  • Visual Studio Code

  • IBM Z Open Editor

  • Git

Nada mais.

Nenhum z/OS.

Nenhum TSO.

Nenhum ISPF.

Nenhuma licença IBM.

E, ainda assim, estará utilizando praticamente o mesmo editor utilizado por desenvolvedores COBOL profissionais.

Pegue seu café.

Vamos montar nosso laboratório.


Bellacosa Mainframe passo a passo na instalacao

A grande mudança de mentalidade

Imagine um mecânico.

Ele não liga um caminhão para trocar o volante.

Primeiro ele trabalha na peça.

Depois instala.

No Mainframe acontece exatamente igual.

Você pode editar, estudar, revisar e versionar milhares de programas COBOL sem sequer possuir acesso ao IBM Z.

O Mainframe só entra quando chega a hora de:

  • compilar

  • executar

  • testar online

  • acessar DB2

  • acessar CICS

  • executar JCL

Até lá...

Tudo pode ser feito localmente.


Nossa arquitetura

Imagine esta jornada.

GitHub
     │
git clone
     │
VS Code
     │
IBM Z Open Editor
     │
Editar COBOL
     │
Git Commit
     │
Git Push
     │
GitHub

Perceba.

O Mainframe nem apareceu.


O que vamos instalar

Nosso kit Bellacosa Mainframe será composto por:

✅ Visual Studio Code

✅ Git

✅ IBM Z Open Editor

✅ GitHub Pull Requests

✅ Error Lens

✅ Material Icon Theme

✅ Markdown All in One

✅ Code Spell Checker

✅ Todo Tree

✅ Peacock

Opcionalmente:

  • GitLens

  • Better Comments

  • YAML

  • XML

  • Rainbow CSV

  • Hex Editor

  • REST Client

Você perceberá que quase tudo é gratuito.


Passo 1 — Instale o Git

Sem Git...

não existe GitHub.

Baixe:

https://git-scm.com

Durante a instalação aceite praticamente tudo.

Depois abra um terminal.

Digite:

git --version

Se aparecer algo parecido com:

git version 2.51

Parabéns.

Seu sabre de luz foi montado.


Passo 2 — Instale o VS Code

Baixe em

https://code.visualstudio.com

Instale normalmente.

Abra.

Você verá uma tela praticamente vazia.

É aqui que a mágica acontece.


Passo 3 — Faça login no GitHub

No canto inferior esquerdo existe o ícone da conta.

Clique.

Escolha:

Sign In with GitHub

O navegador abrirá.

Autorize.

Volte ao VS Code.

Pronto.

Agora seu VS Code conversa diretamente com o GitHub.


Passo 4 — Instale o IBM Z Open Editor

Abra Extensions.

Pesquise:

IBM Z Open Editor

Instale.

Este plugin entende COBOL.

Ele conhece:

  • DIVISION

  • SECTION

  • PARAGRAPH

  • COPY

  • EXEC SQL

  • EXEC CICS

  • comentários

  • copybooks

É praticamente um ISPF moderno.


O que ele faz?

Quando você abre:

IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. HELLO.

Ele já entende que aquilo é COBOL.

Você ganha:

✔ Colorização

✔ Outline

✔ Auto Complete

✔ Navegação

✔ Hover

✔ Referências

✔ Folding

✔ Sintaxe

Tudo gratuitamente.


Passo 5 — Instale GitHub Pull Requests

Esse plugin é fantástico.

Ele permite:

  • abrir Pull Requests

  • revisar código

  • comentar linhas

  • aprovar alterações

Sem sair do VS Code.


Passo 6 — Material Icon Theme

Pequeno detalhe.

Grande diferença.

Agora:

📄 COBOL

📄 COPYBOOK

📄 JCL

📄 REXX

ganham ícones.

Seu projeto fica muito mais agradável.


Passo 7 — Error Lens

Esse plugin faz algo simples.

Mostra erros diretamente na linha.

Sem precisar olhar outro painel.

Economiza muito tempo.


Passo 8 — Better Comments

Imagine:

*> TODO

vira verde.

*> WARNING

fica amarelo.

*> BUG

fica vermelho.

Seu código passa a conversar com você.


Passo 9 — Todo Tree

Agora imagine possuir 3.000 programas.

Você procura:

TODO

Ele encontra todos.

Fantástico para projetos enormes.


Passo 10 — Clone seu GitHub

No terminal:

git clone https://github.com/seuusuario/IBMLearnCOBOL.git

ou simplesmente:

No VS Code:

Clone Repository

Cole a URL.

Pronto.


Estrutura típica

COBOL/
    HELLO.CBL
    CLIENTE.CBL
COPY/
    CLIENTE.CPY
JCL/
    COMPILA.JCL
REXX/
README.md

Tudo organizado.


Abrindo o projeto

Arquivo

Open Folder

Escolha:

IBMLearnCOBOL

Agora tudo aparece na lateral.

Exatamente como Java.

Exatamente como Python.


Editando um programa

Abra:

HELLO.CBL

Modifique:

DISPLAY "HELLO WORLD".

para

DISPLAY "HELLO BELLACOSA MAINFRAME".

Salve.

Só isso.


Observe o Git

Na lateral existe:

Source Control

Aparecerá:

M HELLO.CBL

M significa:

Modified.


Veja a diferença

Clique no arquivo.

O VS Code mostra:

esquerda

arquivo antigo

direita

arquivo novo.

Em verde:

linhas adicionadas.

Em vermelho:

linhas removidas.

É maravilhoso.


Criando um Commit

Na caixa superior escreva:

Alterado texto do HELLO WORLD

Clique:

Commit

Pronto.


Fazendo Push

Agora clique:

Sync

ou

Push

O Git envia tudo para o GitHub.

Seu código agora está online.


Histórico

Clique:

Timeline

Você verá:

  • quem alterou

  • quando

  • qual commit

  • diferença

É uma máquina do tempo.


GitLens

Se instalar GitLens...

fica ainda melhor.

Você passa o mouse.

Ele mostra:

Vagner Bellacosa

14 dias atrás

Commit:

Correção cálculo IRRF

Parece mágica.


Trabalhando com Branches

Nunca altere diretamente a Main.

Crie:

feature/curso-cobol

bugfix/cliente

feature/json

feature/db2

Isso é padrão de mercado.


Commits bons

Ruim:

teste

Ruim:

aaaa

Ruim:

mudança

Bom:

Inclui validação do CPF

Corrige cálculo de juros

Refatora rotina de leitura VSAM

Atualiza documentação

Organização Bellacosa

COBOL
COPY
JCL
BMS
DBRM
SQL
DOCS
LABS
QUIZZES

Tudo separado.

Tudo fácil.


Markdown

Documente tudo.

README.

Arquitetura.

Fluxo.

Exemplos.

O VS Code possui preview fantástico.


Dica de Ouro

Ative:

Auto Save

Você nunca esquecerá de salvar.


Outra dica

Use:

Minimap.

Você enxerga programas COBOL gigantes.


Outra

Breadcrumbs.

Você sabe exatamente:

DIVISION

SECTION

PARAGRAPH

onde está.


Outra

Outline.

Clique:

CALCULA-TOTAL

Vai direto para o parágrafo.

Adeus Page Down.


Outra

CTRL+P

Digite:

cliente

Abre CLIENTE.CBL imediatamente.


Outra

CTRL+SHIFT+O

Lista todos os parágrafos.

Fantástico.


Outra

CTRL+SHIFT+F

Procura em TODOS os programas.

Imagine localizar:

EXEC SQL

em 12.000 fontes.

Leva segundos.


Easter Egg nº 1

Troque o tema.

Experimente:

IBM Carbon Theme

ou

One Dark Pro.

Seu COBOL fica lindíssimo.


Easter Egg nº 2

Instale Peacock.

Cada Workspace ganha uma cor.

Nunca mais confundirá produção e laboratório.


Easter Egg nº 3

Digite:

>Preferences: Open Keyboard Shortcuts

Personalize tudo.


Easter Egg nº 4

Use emojis nos commits.

✨ Novo programa

🐞 Corrige bug

📚 Atualiza documentação

♻ Refatoração

🚀 Nova funcionalidade

Easter Egg nº 5

Use Copilot apenas para sugerir código.

Nunca aceite sem entender.

O bom desenvolvedor continua pensando.


Quando chegar o Mainframe...

Nada muda.

Você apenas instala:

IBM Zowe Explorer.

Então passa a acessar:

PDS

PDSE

USS

JES

Jobs

Datasets

O editor continua exatamente o mesmo.

É como aprender a dirigir em um simulador e depois entrar no carro real: os comandos principais permanecem familiares.


O verdadeiro objetivo

Aprender COBOL nunca foi decorar comandos do ISPF.

O objetivo é entender:

  • lógica de negócio;

  • arquitetura de sistemas;

  • qualidade de código;

  • versionamento;

  • colaboração;

  • documentação.

Essas habilidades acompanham você em qualquer plataforma.


Conclusão

Durante décadas, muitos imaginaram que o desenvolvimento Mainframe dependia de telas verdes, terminais 3270 e comandos memorizados. Hoje, essa realidade mudou. O Visual Studio Code, aliado ao IBM Z Open Editor e ao GitHub, oferece uma experiência moderna, produtiva e acessível para estudar, revisar e evoluir programas COBOL sem a necessidade imediata de um ambiente z/OS.

Ao dominar Git, commits bem escritos, branches, documentação em Markdown e a organização de projetos, você desenvolve competências valorizadas em qualquer equipe de engenharia de software. Quando chegar o momento de conectar-se a um IBM Z com o Zowe Explorer, a curva de aprendizado será muito menor, pois o editor, os atalhos e o fluxo de trabalho continuarão praticamente os mesmos.

Você não está abandonando o Mainframe tradicional. Está adicionando ferramentas modernas à sua caixa de ferramentas. Como costumo dizer no Bellacosa Mainframe: o terminal pode mudar, mas a excelência em engenharia de software continua sendo a mesma.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Neo COBOL : Como Git, VS Code, APIs, Zowe, DevOps e Inteligência Artificial Estão Transformando o Desenvolvimento Mainframe

Bellacosa Mainframe e o que há de mais moderno no COBOL

☕💣🚀 PADAWAN, O COBOL FUGIU DO TERMINAL VERDE!

Como Git, VS Code, APIs, Zowe, DevOps e Inteligência Artificial Estão Transformando o Desenvolvimento Mainframe

Existe uma pergunta que aparece em praticamente toda palestra sobre Mainframe.

Ela normalmente vem de alguém que nunca trabalhou com IBM Z.

Às vezes é um estudante.

Às vezes é um programador Java.

Às vezes é um gerente recém-chegado ao mundo corporativo.

A pergunta é sempre a mesma:

— Mas COBOL ainda existe?

E eu sempre respondo:

— Não apenas existe. Ele movimenta boa parte da economia mundial enquanto você dorme.

O mais curioso é que o COBOL de hoje não se parece nem um pouco com a imagem que muita gente guarda na cabeça.

Quando alguém fala em COBOL, normalmente imagina uma sala escura, um operador digitando comandos em uma tela verde, um terminal 3270 piscando e um monte de programas escritos há cinquenta anos.

Essa imagem até possui um fundo de verdade.

Mas ela representa apenas uma pequena parte da história.

A realidade é que o Mainframe passou por uma transformação silenciosa que poucas pessoas fora do mercado IBM perceberam.

E talvez essa seja uma das maiores revoluções tecnológicas dos últimos anos.


O Gigante Invisível Nunca Foi Embora

Enquanto o mundo discutia startups, aplicativos móveis e computação em nuvem, o Mainframe continuava fazendo aquilo que sempre fez melhor:

Processar volumes absurdos de dados com segurança, disponibilidade e confiabilidade.

Hoje ele continua presente em:

  • Bancos

  • Seguradoras

  • Bolsas de valores

  • Governos

  • Operadoras de cartão

  • Empresas aéreas

  • Sistemas de saúde

Bilhões de transações passam diariamente por sistemas COBOL.

Grande parte do dinheiro que circula pelo planeta toca algum programa COBOL em algum momento da jornada.

O curioso é que quase ninguém percebe isso.

Por isso costumo chamar o Mainframe de:

O Gigante Invisível da Computação.


O Dia em Que o Mainframe Conheceu o VS Code

Durante décadas o ambiente clássico de desenvolvimento foi dominado por ferramentas tradicionais como:

  • ISPF

  • TSO

  • SDSF

  • Editores 3270

Essas ferramentas continuam extremamente importantes.

Mas a nova geração de desenvolvedores cresceu usando interfaces gráficas, IDEs modernas e integração contínua.

A IBM percebeu isso.

O resultado foi uma mudança histórica.

Hoje um programador COBOL pode desenvolver utilizando:

  • Visual Studio Code

  • Git

  • GitHub

  • GitHub Actions

  • APIs REST

  • Zowe Explorer

Ou seja:

O desenvolvedor pode trabalhar em uma interface praticamente idêntica à utilizada por equipes Java, Python ou JavaScript.

A barreira psicológica que separava o Mainframe do restante da indústria começou a desaparecer.


Zowe: A Ponte Entre Dois Mundos

Talvez nenhuma ferramenta tenha simbolizado tanto essa transformação quanto o Zowe.

Criado sob o guarda-chuva do Open Mainframe Project, o Zowe funciona como uma ponte entre o universo moderno de desenvolvimento e o ambiente IBM Z.

Com ele é possível:

  • Navegar em datasets

  • Visualizar jobs

  • Consultar JES

  • Trabalhar com USS

  • Automatizar tarefas

  • Consumir APIs do z/OS

Tudo isso sem sair do VS Code.

Para quem cresceu usando ISPF, a experiência parece quase mágica.

Para quem veio do mundo distribuído, finalmente o Mainframe passa a parecer familiar.


Open Mainframe Project: O Movimento Que Mudou Tudo

Durante muitos anos existiu um mito.

O mito dizia que Mainframe era uma tecnologia fechada.

Que tudo era proprietário.

Que inovação só acontecia fora desse ambiente.

Então surgiu o Open Mainframe Project.

A iniciativa passou a reunir:

  • IBM

  • Bancos

  • Universidades

  • Comunidade Open Source

  • Grandes empresas globais

O objetivo era simples:

Modernizar o ecossistema sem destruir aquilo que o tornou confiável.

Foi dessa iniciativa que nasceram diversos projetos fundamentais.

Entre eles:

  • Zowe

  • COBOL Check

  • Z Open Editor

  • Mentorship Programs

  • Cursos gratuitos

O resultado foi um crescimento enorme da comunidade.


O Git Finalmente Chegou ao Mainframe

Antigamente o controle de versões era feito através de soluções corporativas específicas.

Hoje a realidade mudou.

Git tornou-se parte integrante do desenvolvimento Mainframe moderno.

Agora podemos:

  • Criar branches

  • Fazer merge

  • Abrir pull requests

  • Revisar código

  • Automatizar validações

Exatamente como acontece no restante da indústria.

O Mainframe deixou de ser uma ilha.

Ele tornou-se mais um participante do ecossistema DevOps.


DevOps Não É Apenas Moda

Existe quem pense que DevOps é apenas uma palavra bonita para colocar em apresentações.

Não é.

DevOps representa uma mudança cultural profunda.

No passado era comum ver equipes divididas:

Desenvolvimento de um lado.

Operação do outro.

Cada grupo trabalhando isoladamente.

Hoje o objetivo é integração.

Automação.

Colaboração.

Velocidade.

Qualidade.

E o IBM Z abraçou completamente essa filosofia.


CI/CD Também Chegou ao COBOL

Um dos maiores choques para quem está entrando no mercado Mainframe é descobrir que existem pipelines CI/CD para COBOL.

Sim.

Pipelines completos.

O fluxo pode ser algo como:

Commit → Build → Testes → Deploy → Produção

Ferramentas modernas como:

  • GitHub Actions

  • Jenkins

  • DBB

  • UrbanCode

  • Zowe CLI

permitem automatizar praticamente todo o ciclo de desenvolvimento.

O mesmo conceito utilizado em aplicações web agora pode ser aplicado a programas COBOL.


Testes Automatizados: O JUnit do Mainframe

Durante muito tempo existiu a falsa ideia de que COBOL não possuía testes unitários.

Hoje isso está completamente ultrapassado.

Ferramentas como COBOL Check permitem:

  • Criar testes automatizados

  • Validar regras de negócio

  • Executar regressões

  • Integrar com pipelines DevOps

O conceito é muito parecido com:

  • JUnit

  • NUnit

  • PyTest

A diferença é que agora estamos falando de COBOL.

Isso reduz riscos.

Melhora qualidade.

E aumenta a confiança durante mudanças em sistemas críticos.


APIs: O Mainframe Conversa Com Tudo

Outro mito clássico:

"O Mainframe é isolado."

Errado.

O Mainframe moderno conversa com praticamente qualquer tecnologia.

Hoje é comum encontrar:

  • APIs REST

  • Serviços Web

  • JSON

  • XML

  • Kafka

  • MQ

  • Cloud

Um programa COBOL pode ser chamado por:

  • Aplicativos móveis

  • Sites

  • Microserviços

  • Plataformas em nuvem

A integração tornou-se um dos pilares da modernização.


UTF-8: O COBOL Aprendeu Novos Idiomas

Durante décadas os sistemas corporativos lidaram principalmente com conjuntos de caracteres tradicionais.

Agora o mundo é global.

Precisamos lidar com:

  • Português

  • Japonês

  • Chinês

  • Árabe

  • Emojis

O Enterprise COBOL evoluiu para suportar:

  • UTF-8

  • NATIONAL

  • Dynamic-Length Items

Isso abre portas para aplicações verdadeiramente globais.


Multithreading e Performance

Outra área de enorme evolução foi a capacidade de execução paralela.

Recursos modernos permitem:

  • Multithreading

  • THREAD Compiler Option

  • LOCAL-STORAGE

  • THREADSAFE

Isso significa melhor aproveitamento dos recursos do hardware IBM Z.

E quando falamos de IBM Z, estamos falando de uma das plataformas mais poderosas já criadas para processamento transacional.


O Papel da Inteligência Artificial

Talvez estejamos entrando na fase mais interessante da história do Mainframe.

A Inteligência Artificial começou a chegar ao ambiente IBM Z.

Hoje já vemos:

  • Assistentes de código

  • Geração automática de documentação

  • Explicação de programas legados

  • Conversão de código

  • Análise de impacto

  • Apoio à modernização

Ferramentas como GitHub Copilot, Watsonx e soluções corporativas especializadas estão transformando a forma como trabalhamos.

O desenvolvedor deixa de gastar energia com tarefas repetitivas e passa a focar na lógica de negócio.


O Novo Programador Mainframe

O mercado mudou.

O profissional mais valorizado não é apenas aquele que conhece COBOL.

Nem apenas aquele que conhece DevOps.

O profissional mais procurado é aquele que consegue unir os dois mundos.

O desenvolvedor moderno entende:

  • COBOL

  • JCL

  • DB2

  • CICS

  • Git

  • APIs

  • VS Code

  • Zowe

  • DevOps

  • CI/CD

  • Testes automatizados

Ele compreende o legado.

Mas também compreende a inovação.

E essa combinação é extremamente rara.


O Futuro Já Chegou

Muitas pessoas continuam esperando o fim do Mainframe.

Esperam isso há décadas.

Enquanto isso, o IBM Z continua evoluindo.

Continua processando bilhões de transações.

Continua movimentando bancos.

Continua sustentando governos.

Continua integrando-se com nuvem, APIs, DevOps e Inteligência Artificial.

Talvez a maior surpresa não seja que o Mainframe tenha sobrevivido.

Talvez a maior surpresa seja perceber que ele nunca esteve tão moderno.

E aqui está a lição mais importante desta história.

☕💣🚀

OPERADOR, O COBOL NÃO FICOU PRESO NO PASSADO.

ELE SIMPLESMENTE ESPEROU O RESTO DA INDÚSTRIA ALCANÇÁ-LO.

Este texto já está pronto para publicação no Blogspot, LinkedIn Articles ou newsletter "Um Café no Bellacosa Mainframe".

quinta-feira, 2 de abril de 2026

☕ O Holocron do Agente IBM Bob Como um Padawan COBOL Pode Aprender com um Companheiro de IA Criado pela IBM

 

Bellacosa Mainframe e o ibm bob

☕ O Holocron do Agente IBM Bob

Como um Padawan COBOL Pode Aprender com um Companheiro de IA Criado pela IBM para Entender, Modernizar e Construir Sistemas Empresariais

"Os antigos Mestres decoravam milhares de comandos. Os novos Mestres ensinam agentes a trabalhar ao seu lado."


Introdução

Durante décadas, um desenvolvedor IBM Z precisava carregar consigo uma espécie de biblioteca mental.

Era necessário conhecer:

  • COBOL

  • JCL

  • DB2

  • VSAM

  • CICS

  • RACF

  • SDSF

  • ISPF

  • MQ

  • Java

  • APIs REST

  • Git

  • Jenkins

  • Ansible

  • OpenShift

Além disso, precisava compreender regras de negócio escritas há quarenta anos por analistas aposentados, interpretar copybooks obscuros e descobrir por tentativa e erro qual programa atualiza determinada tabela.

Em 2025 a IBM decidiu mudar essa história.

Nascia o Project Bob.

Em 2026 ele finalmente se tornou disponível como produto.

O objetivo é bastante ambicioso:

Ter um agente inteligente capaz de acompanhar todo o ciclo de vida do software corporativo.

Não apenas sugerir linhas de código.

Mas pensar junto.

Planejar.

Explicar.

Refatorar.

Gerar testes.

Documentar.

Modernizar aplicações.

Encontrar defeitos.

Auditar segurança.

Criar APIs.

Auxiliar equipes inteiras.

Para um Padawan COBOL, Bob talvez seja a ferramenta mais interessante surgida desde o lançamento do Enterprise COBOL 6.x.


O que é IBM Bob?

IBM Bob é um AI Coding Agent desenvolvido pela IBM.

Diferentemente dos copilotos tradicionais, Bob trabalha como um agente de desenvolvimento.

Ele atua durante praticamente todo SDLC.

SDLC significa:

Software Development Life Cycle.

Bob pode ajudar em:

Planejamento

Análise

Codificação

Testes

Documentação

Segurança

Modernização

Entrega

Em vez de apenas responder perguntas, Bob executa fluxos completos de trabalho.

IBM chama isso de:

Agentic Development

ou

Agentic SDLC


A origem do Projeto

Bob não apareceu do nada.

Ele é resultado da convergência de vários projetos IBM.

Watsonx Code Assistant for Z

Lançado em 2023.

Objetivo:

Auxiliar modernização COBOL.

Funções:

Explicar código

COBOL → Java

Gerar documentação

Analisar aplicações


Code Assistant for RPG

Criado pelo laboratório Rochester.

Focado em IBM i.


Granite

LLM desenvolvido pela IBM.


Anthropic Claude

IBM anunciou parceria para ampliar capacidades de engenharia.


Em outubro de 2025, durante o TechXchange, surgiu oficialmente:

Project Bob

Em março de 2026 surgiu a primeira versão pública.

Versão:

Bob 1.0

Data aproximada de disponibilidade:

24 Março 2026.

Atualmente existe inclusive um pacote denominado:

IBM Bob Premium Package for Z.


Por que o nome Bob?

IBM nunca divulgou oficialmente uma explicação definitiva.

Mas existe uma curiosidade interessante.

Muitos desenvolvedores brincam dizendo:

Bob é o "Bob The Builder" corporativo.

Ele não destrói aplicações.

Ele conserta.

Moderniza.

Documenta.

Amplia.

Protege.

Algo extremamente alinhado ao universo IBM Z.

Em vez de substituir programadores, Bob funciona como um companheiro.


O que Bob consegue fazer?

1 — Explicar COBOL

Prompt:

Explique este programa COBOL.

Bob responde:

Regras de negócio

Arquivos usados

Campos

Dependências

Fluxos

Excelente para sistemas bancários.


2 — Criar documentação

/document

Pode gerar:

Markdown

README

Diagramas

Comentários

Arquitetura


3 — Testes

Exemplo:

/unit-test

Pode produzir:

JUnit

PyTest

Testes Java

Estruturas automatizadas


4 — Revisão de código

Pergunta:

Existem problemas neste programa COBOL?

Bob pode apontar:

PERFORM incorreto

GO TO excessivo

dead code

duplicação

bugs


5 — Segurança

Detecta:

SQL Injection

credenciais

falhas


6 — Modernização

Talvez seja a parte mais interessante.

Bob consegue auxiliar:

COBOL

Serviços COBOL

APIs

Java


Onde usar Bob?

Atualmente Bob trabalha principalmente integrado ao:

Visual Studio Code

CLI

Ambientes SaaS

IBM Cloud

Sistemas:

Windows

Linux

MacOS


Como testar gratuitamente

Passo 1

Criar conta IBM.

Passo 2

Solicitar Trial.

Acesse:

IBM Bob

ou

bob.ibm.com


Passo 3

Instalar VSCode


Passo 4

Instalar extensão

IBM Bob


Passo 5

Login

IBM ID


Passo 6

Abrir projeto

COBOL

Python

Java


Passo 7

Conversar

Exemplo:

Explique este COPYBOOK

Documente este programa

Crie testes

Faça refatoração

Sugira API REST


Primeiro laboratório para um Padawan COBOL

Pegue um programa antigo.

Exemplo:

CALCSAL.cbl

Pergunte:

Explique este programa.

Depois:

Crie documentação Markdown.

Depois:

Gere casos de teste.

Depois:

Sugira melhoria COBOL 6.5.

Depois:

Transforme em serviço REST.

Você verá praticamente um assessment sendo realizado em minutos.


Comandos interessantes

Embora Bob esteja evoluindo, comandos similares aos usados no WCA aparecem frequentemente.

/document

Documentação


/unit-test

Testes


/review

Code review


/explain

Explicação


/refactor

Refatoração


/security

Auditoria


/plan

Planejamento


/generate

Código novo


Exemplo prático

Pergunta:

Tenho um programa COBOL que atualiza saldo de conta.

Bob pode responder:

Programa principal identificado.

Copybooks encontrados.

Tabela DB2 utilizada.

Transação CICS relacionada.

Dependências localizadas.

Sugestão de API:

GET /saldo

POST /debito

POST /credito

Em alguns minutos.

Algo que antigamente levava dias.


Curiosidades

Bob utiliza arquitetura multi-modelo.

Pode combinar:

Granite

Claude

Llama

Mistral

Dependendo da tarefa.


Mais de seis mil desenvolvedores IBM já utilizavam Bob internamente antes do lançamento público.


Bob é considerado sucessor natural do:

Watsonx Code Assistant for Z


Existe forte foco em:

COBOL

PL/I

RPG

Java

JCL

Mainframe


Dicas para começar

Dica 1

Não tente gerar sistemas inteiros.

Comece pequeno.


Dica 2

Use programas COBOL simples.

100 linhas.

200 linhas.


Dica 3

Peça explicações.

Aprenda observando.


Dica 4

Valide tudo.

IA erra.

Sempre.


Dica 5

Construa biblioteca própria.

Prompts úteis:

Explique para um iniciante.

Mostre fluxograma.

Identifique regras.

Crie README.

Faça ZUnit.

Gerar OpenAPI.

Criar testes.

Migrar para COBOL 6.5.


Como aprofundar conhecimentos

Estude:

Enterprise COBOL 6.5

VSCode

Zowe

Git

OpenAPI

REST

JUnit

Ansible

Watsonx

Granite

RAG

MCP Servers

Agentic AI

Leia documentação IBM.

Assista TechXchange.

Teste diariamente.

Uma hora por dia é suficiente.


Considerações Finais

O IBM Bob representa uma mudança semelhante à chegada do ISPF para quem programava apenas com editores lineares.

Ele não substitui experiência.

Não conhece sozinho todas as regras de negócio.

Não entende automaticamente quarenta anos de exceções bancárias.

Mas reduz drasticamente o tempo gasto procurando informações espalhadas em milhares de programas.

Para o Padawan COBOL, Bob pode ser visto como um novo Holocron.

Um Holocron que não apenas guarda conhecimento, mas conversa, explica, ensina, sugere melhorias e ajuda a transformar aplicações legadas em ativos preparados para a próxima década.

E talvez esta seja a maior lição deixada pelo agente da IBM:

O futuro do desenvolvedor Mainframe não será escrever menos COBOL. Será aprender a trabalhar ao lado de agentes capazes de compreender COBOL tão profundamente quanto nós aprendemos a compreendê-lo ao longo dos anos.


terça-feira, 1 de outubro de 2024

🧠 Zowe na Veia: o Mainframe para Padawans com IDE VSCODE

 

Bellacosa Mainframe apresenta o Zowe

🧠 Zowe na Veia: o Mainframe para Padawans com IDE VSCODE

Durante décadas, o mainframe foi visto como um monólito inalcançável, protegido por telas verdes, comandos crípticos e um pequeno grupo de “iniciados”.
Mas o mundo mudou. DevOps chegou, APIs dominaram, CI/CD virou regra — e o z/OS precisava conversar com esse novo ecossistema.

É aqui que entra o Zowe.

Zowe não substitui o mainframe.
Zowe traduz o mainframe.


🔷 O que é Zowe, afinal?

Zowe é um framework open source que permite que desenvolvedores não-mainframe e ferramentas modernas acessem e utilizem recursos e serviços do z/OS de forma padronizada, segura e moderna.

Em vez de forçar todo mundo a aprender ISPF no primeiro dia, o Zowe oferece:

  • CLI

  • APIs REST

  • Interface Web (Desktop)

  • Plugins para IDEs

  • SDKs modernos (Python e Node.js)

👉 Resultado?
O mainframe passa a ser plataforma, não “ilha”.


🏗️ Arquitetura do Zowe: Server x Client

🖥️ Zowe Server Components (rodam no z/OS ou container)

Os principais componentes de servidor são:

  • ZLUX (Zowe Application Framework)
    Onde executam aplicações web e o Zowe Desktop

  • API Gateway
    Parte do API Mediation Layer, responsável por roteamento e segurança

  • API Catalog
    Catálogo central de todas as APIs REST conhecidas pelo Zowe

  • ZSS Server (Zowe System Services)
    Executa chamadas nativas ao z/OS

  • Cross Memory Server
    Executa serviços autorizados em nome do ZSS

  • File Explorer API
    API REST para datasets, USS e arquivos

📌 Tudo isso respeitando RACF / SAF / ACF2 / Top Secret.
Sem atalhos. Sem gambiarra.


💻 Zowe Client Components (rodam na máquina do usuário)

No lado do cliente, o Zowe entrega:

🔹 Zowe CLI

  • Executa em Windows, Linux e macOS

  • Usa Node.js + npm

  • Não tem componente no z/OS

  • Acessa o mainframe via REST APIs (z/OSMF, Zowe APIs)

👉 Ideal para automação, scripts e pipelines CI/CD.


🔹 Zowe Explorer

  • Plugin para VS Code (ou IntelliJ)

  • Navegação de datasets como pastas

  • Submissão de JCL sem ISPF

👉 Onboarding rápido para quem vem do mundo distribuído.


🔹 Zowe Desktop

  • Interface gráfica via browser

  • Gerenciamento de jobs, datasets e aplicações

  • Estilo “Windows-like”


🔹 SDKs do Zowe

  • Zowe SDK for Python → precisa de Python

  • Zowe SDK for Node.js → precisa de Node.js

❌ Não existe SDK C++
❌ Zowe não é emulador 3270


⚙️ Pré-requisitos do Zowe Server (pegadinha de prova)

O Zowe Server pode exigir:

  • Java SDK

  • Node.js

  • npm

  • z/OSMF

z/OS Connect não é requisito
WAS Liberty não é necessário
Enterprise COBOL não tem relação


🧩 Extensibilidade: onde o Zowe brilha

🔌 Zowe Application Framework (ZLUX)

Plugins podem oferecer:

  • Interfaces gráficas no Zowe Desktop

  • Aplicações em Angular ou React

  • Serviços RESTful

  • Comunicação entre aplicações

  • Preferências e configurações persistentes

❌ Nada de COBOL
❌ Nada de PHP
❌ Nada de código nativo

É web, simples assim.


🌐 API Mediation Layer

Para registrar um serviço REST no Zowe, você pode:

  • 📄 Criar um YAML em api-defs

  • 🔁 Chamar a API Discovery REST

  • ⚙️ Usar onboard enablers do Zowe

❌ API Catalog não registra
❌ Nada é “auto-detectado”


🧪 Zowe CLI Plug-ins

Para criar um plug-in do CLI, você precisa:

  • Escrever em JavaScript ou TypeScript

  • Usar o Zowe Imperative Framework

  • Empacotar com npm

  • Instalar com zowe plugins install

❌ Não existe “packaging tool” do Zowe
❌ Não mexa no PATH


🧠 Bellacosa Insight Final

“Zowe não é para acabar com o ISPF.
É para impedir que o mainframe vire um museu.”

Quem ignora o Zowe hoje:

  • trava CI/CD

  • afasta novos desenvolvedores

  • isola o z/OS do negócio

Quem entende o Zowe:

  • transforma o mainframe em API Platform

  • integra com DevOps de verdade

  • garante longevidade tecnológica


🎯 Conclusão

Zowe é o ponto de convergência entre:

  • robustez do mainframe

  • agilidade do mundo moderno

  • segurança corporativa

  • cultura DevOps

Não é hype.
É sobrevivência arquitetural.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

IBM Mainframe Discovery : Capítulo XVI — A Fábrica Automática da Federação

 

Bellacosa Mainframe apresenta o ibm mainframe parte xvi

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Capítulo XVI — A Fábrica Automática da Federação

DevOps, Git, Zowe, CI/CD e Ansible: Quando a Nave Aprendeu a Construir a Si Mesma


DÉCIMA TERCEIRA REGRA DOS CONSTRUTORES DO UNIVERSO

Nunca conserte manualmente uma nave espacial...

...se você pode ensinar a nave a se consertar sozinha.

Essa frase parece preguiça.

Na realidade...

é sobrevivência.

Imagine uma frota composta por:

  • 400 naves;

  • 25 mil computadores;

  • milhões de linhas de código;

  • milhares de engenheiros.

Agora imagine que cada atualização seja feita manualmente.

Um computador por vez.

Um arquivo por vez.

Um comando por vez.

Boa sorte.

Você vai precisar de umas quatro vidas.


A Oficina da Enterprise

Imagine entrar no enorme hangar de manutenção da nave.

Você espera encontrar centenas de mecânicos.

Mas encontra algo curioso.

Braços robóticos.

Esteiras.

Sensores.

Drones.

Computadores.

Tudo funcionando praticamente sozinho.

Os engenheiros apenas observam.

Foi exatamente essa transformação que aconteceu na engenharia de software.

Ela ganhou um nome.

DevOps.


O Grande Mal-Entendido

Existe um mito que atravessa gerações.

"DevOps é uma ferramenta."

Não.

Outro diz:

"DevOps é um software."

Também não.

DevOps é uma filosofia.

Uma forma diferente de pensar.


Quando Existiam Dois Planetas

Durante décadas existiram dois mundos.

No primeiro viviam os:

Desenvolvedores.

No segundo:

Operações.

Os desenvolvedores diziam:

"Na minha máquina funciona."

Operações respondiam:

"Aqui não."

E assim começaram inúmeras guerras interplanetárias.


Surge a Federação

Alguém finalmente fez uma pergunta inteligente.

"E se, em vez de brigarem, eles trabalhassem juntos?"

Nascia uma nova civilização.

Seu nome era:

DevOps.

Não significava eliminar diferenças.

Significava criar cooperação.


O Grande Esteira Espacial

Imagine uma enorme fábrica.

Em uma ponta entra:

código COBOL.

Na outra ponta sai:

software em produção.

No caminho existem dezenas de robôs.

Cada um realiza uma tarefa.

Compilar.

Testar.

Analisar.

Empacotar.

Implantar.

Documentar.

Monitorar.

Tudo automaticamente.

Essa esteira chama-se:

Pipeline.


Git — O Grande Livro da História

Imagine uma gigantesca biblioteca.

Cada vez que um engenheiro altera um projeto...

uma nova página é escrita.

Nada desaparece.

Tudo permanece registrado.

Quem fez.

Quando fez.

Por que fez.

Esse livro chama-se:

Git.


A Máquina do Tempo

Imagine descobrir que a alteração feita ontem destruiu metade da nave.

Pânico?

Não.

O Git responde calmamente:

"Podemos voltar para terça-feira às 14h37."

É quase uma máquina do tempo.


Branches — Universos Paralelos

Agora imagine cientistas criando versões diferentes da mesma nave.

Uma possui motores novos.

Outra testa novos radares.

Outra modifica apenas o painel.

Nenhuma interfere nas demais.

Esses universos paralelos chamam-se:

Branches.

Quando tudo funciona...

eles se unem novamente.


Pull Request — O Conselho da Federação

Imagine um jovem engenheiro.

Ele desenvolveu uma melhoria.

Mas antes de instalar...

apresenta o projeto ao conselho científico.

Todos analisam.

Comentam.

Sugestões aparecem.

Depois aprovam.

No Git isso chama-se:

Pull Request.


O Robô Incansável

Imagine um funcionário.

Ele nunca dorme.

Nunca tira férias.

Nunca esquece um comando.

Nunca se distrai.

Sempre faz exatamente a mesma tarefa.

Esse funcionário chama-se:

CI.

Continuous Integration.


CI — A Oficina Inteligente

Toda vez que alguém modifica o código...

o robô imediatamente:

compila.

executa testes.

verifica qualidade.

analisa segurança.

gera relatórios.

Tudo antes que alguém aperte qualquer botão.


CD — A Nave Decola Sozinha

Depois surge outro robô.

Ele pergunta:

"Os testes passaram?"

Sim.

Então ele próprio instala a nova versão.

Sem intervenção humana.

Esse é o:

Continuous Delivery

ou

Continuous Deployment.

Dependendo do nível de automação.


Jenkins — O Maestro da Oficina

Imagine um enorme maestro.

Ele não toca instrumentos.

Mas coordena toda a orquestra.

Quem entra.

Quem espera.

Quem executa.

Esse maestro chama-se:

Jenkins.

Durante muitos anos tornou-se um dos grandes orquestradores de pipelines corporativos, inclusive em ambientes IBM Z.


Zowe — O Novo Painel de Controle

Agora imagine um jovem piloto chegando à Enterprise.

Ele olha para o tradicional terminal verde.

Depois pergunta:

"Posso usar VS Code?"

Os veteranos respondem:

"Pode."

Graças ao:

Zowe.

O Zowe aproxima o universo IBM Z das ferramentas modernas de desenvolvimento, oferecendo CLI, APIs e integração com ambientes como Visual Studio Code.


O Terminal Universal

Imagine possuir um controle remoto capaz de conversar com toda a nave.

Datasets.

Jobs.

USS.

JES.

RACF.

Arquivos.

Tudo através de comandos simples.

Essa é uma das funções da:

Zowe CLI.


VS Code Chega à Nave

Durante décadas o desenvolvimento acontecia principalmente em terminais 3270.

Hoje muitos profissionais escrevem COBOL utilizando:

Visual Studio Code.

Syntax Highlight.

Git.

Autocomplete.

Debug.

Integração contínua.

O universo mudou.

O COBOL também.


Ansible — O Capitão das Missões Repetitivas

Imagine precisar configurar:

500 naves.

Você faria manualmente?

Claro que não.

Você escreveria um roteiro.

O comandante robótico executaria tudo.

Esse comandante chama-se:

Ansible.


Os Playbooks

Imagine um caderno.

Cada página descreve uma missão.

Instalar software.

Criar usuários.

Atualizar servidores.

Executar backups.

Configurar RACF.

Aplicar patches.

Esse caderno chama-se:

Playbook.

O robô apenas segue as instruções.


Infrastructure as Code

Chegamos a uma ideia revolucionária.

Imagine descrever uma cidade inteira utilizando texto.

Depois apertar um botão.

A cidade aparece.

Isso parece ficção científica.

Mas existe.

Chama-se:

Infrastructure as Code.

A infraestrutura deixa de existir apenas na memória dos administradores.

Ela passa a ser descrita em código.

Versionada.

Testada.

Automatizada.


Testes Nunca Dormem

Imagine construir uma nave.

Antes da decolagem...

milhares de sensores verificam:

motores.

combustível.

comunicações.

escudos.

radares.

Tudo automaticamente.

O mesmo acontece na engenharia moderna.

Testes automatizados executam continuamente.

No universo IBM Z encontramos ferramentas como:

ZUnit.

Galasa.

ZVTP.

que ajudam a validar aplicações antes que cheguem à produção.


A Inteligência Artificial Entra na Oficina

Agora imagine outro personagem.

Ele observa milhares de alterações.

Sugere melhorias.

Escreve testes.

Explica código.

Detecta riscos.

A IA começa a atuar como um engenheiro auxiliar.

Não substitui especialistas.

Amplia suas capacidades.


O Que Diz Spruth?

Quando Wilhelm G. Spruth escreveu seu relatório em 2010, muitos dos conceitos modernos de DevOps ainda estavam amadurecendo. Entretanto, ele já destacava que uma das grandes forças do IBM Z era sua capacidade de integrar tecnologias novas sem abandonar os princípios fundamentais de confiabilidade, automação e administração centralizada.

Essa visão preparou o terreno para que Git, pipelines, APIs, Zowe e automação encontrassem um ambiente naturalmente preparado para evoluir.


O Que Mudou Desde 2010?

Se Spruth visitasse um centro de desenvolvimento IBM Z em 2026...

provavelmente encontraria:

  • GitHub;

  • GitLab;

  • Jenkins;

  • GitHub Actions;

  • Azure DevOps;

  • IBM Dependency Based Build (DBB);

  • IBM zBuilder;

  • Zowe Explorer;

  • IBM Z Open Editor;

  • VS Code;

  • Ansible Collections for IBM Z;

  • Galasa;

  • ZUnit;

  • SonarQube;

  • OpenTelemetry;

  • IA auxiliando desenvolvimento;

  • pipelines executando centenas de validações automaticamente.

O curioso?

O COBOL continua presente.

Mas agora trabalha em uma fábrica muito mais inteligente.


O Verdadeiro Segredo

Muitos acreditam que DevOps serve para acelerar entregas.

Isso é apenas parte da história.

Seu verdadeiro objetivo é:

reduzir erros.

eliminar tarefas repetitivas.

aumentar qualidade.

permitir evolução contínua.

Velocidade é consequência.

Não finalidade.


Uma Lição Para Além da Tecnologia

Existe uma reflexão escondida neste capítulo.

Os grandes exploradores da galáxia nunca gastam energia repetindo aquilo que uma máquina pode fazer.

Eles preferem utilizar seu tempo para:

pensar.

criar.

resolver problemas.

descobrir novos mundos.

Automatizar não significa substituir pessoas.

Significa libertá-las para tarefas mais inteligentes.

Talvez seja exatamente por isso que DevOps tenha transformado a engenharia de software.


Curiosidades do Diário de Bordo

🚀 O Open Mainframe Project impulsionou ferramentas como Zowe, aproximando o IBM Z do ecossistema moderno de desenvolvimento colaborativo.

🔧 O Ansible permite automatizar tarefas administrativas no z/OS utilizando playbooks declarativos, reduzindo erros operacionais.

📚 Ferramentas como IBM Dependency Based Build (DBB) e IBM zBuilder modernizaram pipelines de compilação COBOL, integrando-os naturalmente ao Git e aos ambientes CI/CD.

🤖 A Inteligência Artificial já auxilia desenvolvedores IBM Z na geração de testes, análise de código, documentação e investigação de problemas.


Diário de Bordo do Padawan COBOL

Antes de deixar a Grande Oficina da Federação, grave estas coordenadas no seu Holocron Técnico:

✅ DevOps é uma cultura de colaboração, não apenas um conjunto de ferramentas.

✅ Git preserva a história do código e permite evolução segura através de branches, revisões e versionamento.

✅ CI/CD transforma a construção e implantação de software em processos repetíveis, confiáveis e automatizados.

✅ Zowe, VS Code, Jenkins, DBB, zBuilder, Ansible e IA mostram que o IBM Z não ficou parado no tempo; ele aprendeu a construir o futuro continuamente.


Próxima Missão

No próximo capítulo faremos nossa última grande viagem.

Entraremos na Ponte de Comando do Futuro.

Conheceremos o IBM z17, a Inteligência Artificial embarcada, o watsonx, a computação quântica, a criptografia pós-quântica e as próximas décadas da arquitetura IBM Z.

Descobriremos que a maior surpresa de toda esta jornada é que a nave mais antiga da Federação... talvez seja justamente a mais preparada para explorar os próximos cinquenta anos da computação.

E então, finalmente, responderemos à pergunta que acompanha este livro desde o primeiro capítulo:

O Mainframe sobreviveu ao futuro... ou foi o futuro que acabou se parecendo com o Mainframe?

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Guia Galáctico do IBM Z

Dezoito capítulos e uma conclusão reunidos em um painel interativo. Escolha uma missão, abra no visor e continue explorando diretamente no artigo original.

Não entre em pânico: se o Blogger impedir a exibição dentro do iframe, use “Abrir artigo”. Os links diretos continuam visíveis para leitores e motores de busca.
01

Capítulo I — Não Entre em Pânico!

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02

Capítulo II — A Planta da Nave Mais Duradoura da Galáxia

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03

Capítulo III — A Nave Que Se Recusa a Explodir

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04

Capítulo IV — A Sala dos Cofres Cósmicos

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05

Capítulo V — A Frota Invisível do Transporte Interestelar

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06

Capítulo VI — O Grande Maestro Invisível

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07

Capítulo VII — O Grande Terminal de Embarque da Galáxia

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08

Capítulo VIII — A Metrópole das Transações Infinitas

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09

Capítulo IX — A Federação das Naves Invisíveis

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10

Capítulo X — A Consciência Coletiva da Galáxia

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11

Capítulo XI — O Almirante Invisível da Frota

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12

Capítulo XII — A Biblioteca Infinita da Galáxia

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13

Capítulo XIII — O Serviço Postal Mais Confiável da Galáxia

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14

Capítulo XIV — O Jardim Secreto da Nave

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15

Capítulo XV — O Tradutor Universal da Federação

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16

Capítulo XVI — A Fábrica Automática da Federação

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17

Capítulo XVII — A Última Fronteira Nunca Foi o Espaço

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18

Capítulo XVIII — O Guia Nunca Terminou

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19

Conclusão — Não Entre em Pânico... A Jornada Está Apenas Começando

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