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segunda-feira, 1 de junho de 2026

☕💣 DÍVIDA TÉCNICA: O MONSTRO INVISÍVEL QUE ESTÁ COMENDO O SEU COBOL DESDE O SÉCULO PASSADO

 

Bellacosa Mainframe e o monstro da divida tecnica 

☕💣 DÍVIDA TÉCNICA: O MONSTRO INVISÍVEL QUE ESTÁ COMENDO O SEU COBOL DESDE O SÉCULO PASSADO

"O sistema funciona perfeitamente. Só ninguém sabe como."

Se você trabalha com Mainframe há algum tempo, provavelmente já ouviu frases como:

  • "Não mexe nisso que funciona."

  • "Esse programa está em produção há 20 anos."

  • "Só o João sabe alterar esse módulo."

  • "Depois a gente documenta."

  • "Precisamos entregar hoje."

Parabéns.

Você acabou de encontrar alguns dos maiores sintomas de uma das doenças mais comuns da tecnologia moderna:

A Dívida Técnica.

E não, ela não acontece apenas em Java, Python ou aplicações web modernas.

Na verdade, muitos dos maiores casos de dívida técnica do planeta estão rodando neste exato momento em sistemas COBOL responsáveis por bancos, seguradoras, governos, companhias aéreas e bolsas de valores.

Vamos entender o que é, como identificar, controlar e principalmente como sobreviver a ela.


O QUE É DÍVIDA TÉCNICA?

A definição mais simples é:

Dívida Técnica é o custo futuro gerado quando escolhemos uma solução rápida hoje em vez da melhor solução possível.

Imagine que você recebeu uma demanda urgente.

O gerente aparece correndo:

"Precisamos colocar essa alteração em produção amanhã."

Você sabe que o correto seria:

  • revisar a arquitetura;

  • atualizar documentação;

  • criar casos de teste;

  • revisar impactos;

  • atualizar fluxogramas.

Mas o prazo não permite.

Então você faz um ajuste rápido.

Entrega.

Todo mundo feliz.

Até que seis meses depois alguém precisa alterar novamente aquele trecho.

Agora ninguém entende mais nada.

A dívida venceu.

E os juros começaram a ser cobrados.


A ANALOGIA COM O CARTÃO DE CRÉDITO

A comparação mais famosa é com uma dívida financeira.

Quando você compra algo parcelado:

Você ganha agora.

Mas paga depois.

Na dívida técnica acontece exatamente o mesmo.

Você ganha:

  • velocidade;

  • prazo;

  • entrega rápida.

Mas paga depois com:

  • bugs;

  • retrabalho;

  • manutenção cara;

  • incidentes de produção.

Quanto mais tempo passa, maiores ficam os juros.


O COBOL NÃO CRIA DÍVIDA TÉCNICA

Essa é uma das maiores injustiças da informática.

Muitos dizem:

"Cobol é dívida técnica."

Errado.

COBOL não é dívida técnica.

COBOL mal mantido é dívida técnica.

Existem programas COBOL escritos há 30 anos que continuam:

  • legíveis;

  • documentados;

  • organizados;

  • eficientes.

E existem aplicações modernas escritas há seis meses que já parecem um filme de terror.

A linguagem não é o problema.

A disciplina é.


COMO A DÍVIDA TÉCNICA NASCE

Ela normalmente surge de quatro formas.

1. Pressão por prazo

O caso mais comum.

"Entrega primeiro."

"Arruma depois."

O problema é que o depois quase nunca chega.


2. Falta de documentação

O desenvolvedor conhece tudo.

Então ele pensa:

"Não preciso documentar."

Dois anos depois ele muda de empresa.

Agora ninguém entende o programa.


3. Correções emergenciais

Produção caiu.

Cliente está ligando.

Diretoria está nervosa.

O objetivo vira apenas:

"Faça voltar."

Nesse momento quase ninguém pensa em qualidade.


4. Sistemas legados

Bibliotecas antigas.

COPYBOOKs herdados.

Macros esquecidas.

JCLs copiados durante décadas.

Tudo isso acumula dívida.


EXEMPLO REAL DE DÍVIDA TÉCNICA EM COBOL

Imagine um cálculo de desconto.

Versão original:

IF CLIENTE-VIP
   COMPUTE DESCONTO = VALOR * 0.15
END-IF

Simples.

Legível.

Agora passam dez anos.

Novas regras surgem.

Resultado:

IF CLIENTE-TIPO = 'A'
...
ELSE
IF CLIENTE-TIPO = 'B'
...
ELSE
IF CLIENTE-TIPO = 'C'
...

Mais tarde:

IF CLIENTE-TIPO = 'A'
...
ELSE
IF CLIENTE-TIPO = 'B'
...
ELSE
IF CLIENTE-TIPO = 'C'
...
ELSE
IF REGIAO = 'S'
...

Depois de centenas de mudanças:

Ninguém sabe mais como o cálculo funciona.

O programa funciona.

Mas ninguém entende.

Isso é dívida técnica.


OS SINTOMAS MAIS PERIGOSOS

Se você encontrar estes sinais, ligue o alerta.

Programas gigantes

Mais de 10.000 linhas.

COPYBOOKs duplicados

A mesma estrutura em vários lugares.

JCLs clonados

Mudam apenas o nome do JOB.

Falta de comentários

Tudo depende da memória dos analistas.

Testes manuais

Ninguém consegue validar rapidamente.

Dependência de uma pessoa

"O Carlos sabe."

Quando você ouve isso, existe dívida técnica.


O EFEITO JUROS COMPOSTOS

Aqui está a parte assustadora.

Dívida técnica cresce de forma parecida com juros compostos.

Um bug gera:

  • remendo;

  • novo remendo;

  • ajuste do remendo;

  • correção da correção.

Depois de alguns anos ninguém consegue alterar sem medo.

O custo explode.


COMO MAPEAR DÍVIDA TÉCNICA

Primeiro passo:

Pare de adivinhar.

Crie um inventário.

Faça uma planilha simples.

Colunas:

  • Sistema

  • Programa

  • Problema

  • Impacto

  • Complexidade

  • Prioridade

Exemplo:

ProgramaProblemaImpacto
COBCLI01Sem documentaçãoAlto
COBFAT0212.000 linhasAlto
COBPAG03Sem testesMédio

Agora a dívida virou algo visível.


MÉTRICAS IMPORTANTES

Um programador júnior deve aprender a medir.

Algumas métricas úteis:

Número de ABENDs

Se cresce continuamente:

há algo errado.


Tempo de correção

Quanto tempo leva para corrigir um incidente?

Quanto maior, maior a dívida.


Quantidade de módulos sem documentação

Métrica simples e poderosa.


Cobertura de testes

Quanto mais baixa, maior o risco.


FERRAMENTAS ÚTEIS NO MAINFRAME

Muitos iniciantes acham que Mainframe não possui ferramentas modernas.

Possui.

E muitas.

IBM Application Discovery

Mapeia dependências.

Excelente para sistemas gigantes.


IBM ADDI

Application Discovery and Delivery Intelligence.

Mostra relacionamentos entre:

  • COBOL

  • JCL

  • DB2

  • CICS


IBM Debug Tool

Ajuda a entender comportamento de programas complexos.


IBM Fault Analyzer

Investiga ABENDs.


IBM File Manager

Analisa arquivos rapidamente.


IBM Dependency Based Build

Automação moderna para pipelines Mainframe.


COMO REDUZIR A DÍVIDA

Agora vem a parte prática.


Passo 1 – Pare de criar dívida nova

Antes de pagar a antiga.

Evite criar mais.

Parece óbvio.

Mas é onde tudo começa.


Passo 2 – Refatore pequenos trechos

Não tente reescrever tudo.

Ataque pequenas áreas.

Exemplo:

  • nomes ruins;

  • IFs excessivos;

  • parágrafos gigantes.


Passo 3 – Documente enquanto aprende

Cada descoberta vira documentação.

Não espere um projeto oficial.


Passo 4 – Automatize testes

Mesmo testes simples ajudam.

Menos medo de alterar.

Mais velocidade.


Passo 5 – Padronize

Defina padrões.

Por exemplo:

  • nomenclatura;

  • comentários;

  • estrutura de programas;

  • organização de COPYBOOKs.


O ERRO MAIS COMUM DOS JUNIORES

Achar que refatorar significa reescrever tudo.

Não.

Refatoração significa melhorar sem alterar comportamento.

Você limpa.

Organiza.

Simplifica.

Sem mudar resultado.


O SEGREDO DOS ANALISTAS SENIORES

Muitos iniciantes acreditam que profissionais experientes sabem tudo.

Não sabem.

A diferença é que eles:

  • documentam mais;

  • investigam melhor;

  • evitam atalhos perigosos;

  • controlam a dívida técnica.

O conhecimento não está apenas no código.

Está na disciplina.


EASTER EGG DOS MAINFRAMEIROS

Se encontrar um comentário parecido com:

* NÃO REMOVER
* FUNCIONA ASSIM DESDE 1994

Você provavelmente encontrou um artefato arqueológico corporativo.

Trate com respeito.

Mas investigue.

Porque muitas vezes ele esconde uma dívida técnica histórica.


A REGRA DOS 5 MINUTOS

Uma dica poderosa.

Se você gastou cinco minutos para entender algo complicado:

documente.

O próximo desenvolvedor agradecerá.

E talvez esse próximo desenvolvedor seja você daqui a seis meses.


COMO EVOLUIR NA CARREIRA ATRAVÉS DA DÍVIDA TÉCNICA

Os melhores profissionais não são os que criam mais código.

São os que reduzem complexidade.

Quando você aprende a:

  • mapear problemas;

  • documentar;

  • simplificar;

  • automatizar;

  • refatorar;

você deixa de ser apenas um programador.

Você passa a ser um engenheiro de software.


CONCLUSÃO

Dívida técnica não é um bug.

Não é um ABEND.

Não é um programa COBOL antigo.

Ela é o resultado de decisões acumuladas ao longo do tempo.

Algumas são necessárias.

Outras são perigosas.

O segredo não é eliminar toda dívida técnica.

Isso é impossível.

O segredo é conhecê-la, monitorá-la e pagá-la antes que ela assuma o controle do sistema.

Porque, no final das contas, o verdadeiro problema não é aquele programa COBOL de 1987.

O problema é ninguém mais entender por que ele ainda funciona.

E quando esse dia chega...

o próximo chamado de produção costuma acontecer às 03:17 da manhã de um domingo.

Aproveite e conheça BACKLOG

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2025/01/backlog-o-arquivo-secreto-que-separa-um.html

Backlog


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Spaghetti Code: Crise do Software

 

Bellacosa Mainframe e o spaghetti code gerando a crise do software

Spaghetti Code: Crise do Software

4,424 followers

Spaghetti Code um codigo sem nexo, o emaranhado de comandos que acabara com sua sanidade


  • #Programação para Internet
  • #Boas práticas
  • #Arquitetura de Sistemas

Spaghetti Code o anárquico mundo dos coders birutas

Não seja seduzido pelo lado negro da força e evite programar spaghettis

Salve jovem padawan, nesta fria noite de inverno, próximo da hora do jantar, resolvi comentar sobre um assunto, que numa primeira olhada, seria hilário, mas é coisa séria, gerando muita, mas muita dor de cabeça, nas equipes de sustentação e explodindo com SLAs.

Mas não se assuste, o tiozão não surtou, e nem está inventando a roda, o termo spaghetti code foi cunhado no final dos anos 70 do século passado, ninguém reivindicou a paternidade, mas acredita-se, que surgiu espontaneamente nas mentes de inúmeros devs em CPDs, espalhados pelo mundo.

Em artigos anteriores exploramos o mundo da consultoria desgovernada com as 9 Gestantes gerando um bebe em um mês, terceirizações, quarteirizações e outros males, problemas do Dr. Ivon Safe e o teorema da seringa e o bumbum, podemos dizer que o Spaghetti Code é cria destes e outras mazelas dos Centro de Processamento de Dados.

Mas não pense que é um problema do mundo mainframe, ledo engano pequeno gafanhoto, o spaghetti surge em toda a parte, onde impera o caos, porem ele causa mais estragos nas pequenas e medias empresa, em que a estrutura hierarquia, QA e analise de performance são mais brandos, mas vamos por partes, primeiro vamos as definições.

O que é Spaghetti Code?

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A definição não é nada pomposa, spaghetti code é uma piada interna no mundo da informática para código ruim, para ser franco, pior que ruim, péssimo mesmo, geralmente são longos e grandes linguições de código, sem ou com pouco comentário, variáveis herméticas, laços de repetição enormes e emanharados, recheado de instruções de salto, o famoso (GoTo).

São programas legados, que todo dev se apavora em analisar e resolver um abend, tentar corrigir um erro é ato de coragem, com certeza gerara muita dor de cabeça, perdera horas e horas analisando o código com suas centenas quiça milhares de linhas, tentando decifrar o que o criador estava pensando ao criar esse programa spaghetti bizarro.

Todo CPD tem dessas crias, os DEVs conhecem pelo nome, nas rodas de café, sempre é citado e lembrando. As equipes de sustentação o evitam a todo custo, mexer nele e uma maldição, afinal ele esta quieto e funcionando, quem arriscara? Qualquer alteração pode acordar o dragão e com certeza, iras sair chamuscado desta empreitada, cuidado meu amigo a culpa sempre cai no ultimo que mexeu, e mexeu fedeu.

Saiba que neste reino dos codes catastróficos, o spaghetti não está sozinho, a todo dia surge uma nova pasta com os últimos deslizes de pseudo-programadores, existem outras delicias que enlouquecem os programadores, alguém espirituoso até cunhal o termo de "anti-design pattern", para explicar essas insanidades em bits e bytes.

Como surge um spaghetti code?

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Normalmente prazos apertados e falta de acompanhamento das equipes, onde muitas empresas adquiriam software chave na mão, a preços baixos de hora-homem na codificação, como o requisito era economia e não qualidade, abre-se mão da qualidade, deixando de verificar o que estava codificado, recebendo uma caixa-preta que recebe o input, processa e devolve um output.

A softhouse, por sua vez, no afã de entregar o software acordado, dentro das limitações orçamentarias e muito trabalho a ser feito, contrata equipes juniores, estagionarios e profissionais com pouco conhecimento funcional e os deixa a própria sorte, tendo que desenrascar-se e entregar o código a tempo e a ordem.

Muitas vezes ocorre a meio do projeto desligamento de elementos seniores, principalmente quando a pressão aumenta, gerando turnovers altíssimos, a equipe que perdendo know-how valioso entra em desespero e o improviso entra em cena, tornando a coisa mais confusa e caotica, aliados a proximidade do dead-end, que acaba obrigando a equipe trabalhar além do horário, cansados e desmotivados. Afinal ninguém gosta de fazer um trabalho ruim repleto de pontas soltas.

Se não me dispersei muito apresentei alguns dos fatores criadores do spaghetti: prazo curtos (apertados e sem margem de manobra), equipe de devs inexperiente, uma equipe enxuta, com baixa remuneração, pressão do comercial que vendeu um iate e está vendo uma canoa, fata de conhecimento na linguagem por parte da equipe, falta de planejamento, falta de documentação, usuário desconhece as regras do negócio e acaba confundindo o analista de sistema que cria especificações mucho locas e é claro este projeto está fadado ao desastre.

Outra maneira de criar um spaghetti code é pegar um código muito velho e ir acrescentando novas e novas funcionalidades, que ocorrem numa vida normal do software em produção, aliada a IFs pontuais para solucionar solicitações do usuário, junte isso com o passar dos anos e suas implementaçoes tecnologicas, terás um monstrengo de código-

Lembrei de mais outra, existem ferramentas geradoras de código, onde um analisa usando linguagem natural especifica o programa e o software gera o código pronto do outro lado, funcional, porem enorme e cheio de pendulicarios que ninguém sabe o que faz.

Existem outras formas, mas seria chover no molhado, falando do mesmo de modo diferente. A única constante sempre é juntar uma equipe despreparadas, prazos apertados e ganancia de alguns elementos, que preocupam-se apenas com o OKR, pois uma vez entregue o código, ele passa a ser problema da equipe de sustentação.

Como evitar spaghetti code?

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Cabe ao gestor da equipe orientar a equipe a produzir código com qualidade, isto é. Bem comentarizado, identado, performático, com variáveis legíveis e bem declaradas, tenho dois artigos falando sobre variáveis, vale a pena reler que trata sobre variáveis e boas praticas.

Tenha em mente, o código fonte é escrito por humanos para humanos, afinal um código tem vida, recebe atualizações, alterações, evolui e até mesmo falece, por isso pense sempre no próximo DEV que irá analisar e trabalhar com seu código, acrescentando ou removendo funcionalidades.

Com o passar dos anos, foram sendo criadas inúmeras metodologias para evitar código de difícil leitura e manutenções custosas, estude os design patterns e aplique codificando no estado da arte.

Conheça outros pasta codes

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Alguns espíritos jocosos foram além, e dentro do universo dos spaghetti code, foram desmembrando situações caricatadas e anti-profissionai e as reagruparam em novos cods-groups, sempre seguindo a ideia de apresentar monstrengos da codificação em delicias da culinária mediterrânica, em especial “la bella cucina italiana”.

Esses códigos são de difícil entendimento e manutenção, somente um programador corajoso, ou insano-temerário ira meter a mão e sujeitar-se aos seus perigosos bugs e abendes, falando nisso você leu meu artigo sobre a origem do bug?

Macaroni code

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O código do macarrão é uma analogia sarcástica da linguagem macarrônica, esse código é definido como o programa que usa uma mistura de patterns, linguagens de programaçao em um único package.

Um programa em Linguagem de alto nível, é geralmente escrito para que outros programadores possam entender e trabalhar, evoluindo o software, o macaroni code além de ter várias linguagens de programação misturadas e terem a mesma funcionalidade escrita de forma diferente, com a desvantagem de trabalhar em um ambiente computacional misto em uma única instalação com inumeros donos.

Necessita ser um Jedi com um bom conhecimento da maioria das linguagens de programação, é necessário abstraçao para entender o código do macarrão e cuidado para não perder a sanidade no processo.

Stromboli code

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Um código totalmente enrolado, sem logica compreensível a primeira vista, imprima o código fonte, analise por horas e desenrole até o fim, totalmente pulverizado e codificado de maneira desleixada, bem assustador quando abendam de madrugado, improdutível e desmotivador quando a vista esta bem cansada, após uma longa jornada.

Campanelle code

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Com tantas frameworks, metodologias e designs sendo criados a cada dia, algum gênio resolve inovar e usa uma daquelas frameworks inovadoras e na modinha, cheias de recursos e que ninguém conhece, sofri desse male, quando fiz o giro na Europa, cada cliente tinha a sua própria framework padronizada e os primeiros meses gastava-se aprendendo a usar a ferramenta, conhecer suas funcionalidades para poder surfar nas suas nuances.

Bakava code

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Ai meu rim, os gênios da arquitetura sempre inovando e nos surpreendendo, o baklava code e bem semelhante ao lasagna code, uma base de código com muitas camadas arquitetônicas / abstratas, que exigem muitas horas de analise para conhece-lo e situar-se minimamente no codigo.

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Lasagna code

O descuido não é a única maneira de acabar com um código difícil de manter; o excesso de complicação também pode ser uma causa. Trabalhei durante uma década em Portugal, em 2004 aceitei um emprego em uma consultoria informática, que tinha uma das bases de código mais confusas que já vi. O programa era escrito numa framework, numa pseudo linguagem natural de alto nivel, que ao compilar-se gerava um fonte em Cobol ou Java, terrivelmente confuso e cheio de copybooks e referências externas.

Imagine que cada elemento do produto foi abstraído em dezenas de componentes aninhados singulares. Era quase impossível fazer uma alteração em uma camada da pilha sem afetar todas as outras camadas. A base de código não so era uma bagunça, mas também não era sustentável. Para analisar um programa Cobol necessitávamos compilar e verificar a listagem estendida.

Se o código espaguete sofre de desleixo arquitetônico, o código da lasanha é uma característica do excesso de engenharia em sua forma mais extrema. Os coitados dos programadores que trabalham com bases de código orientadas a objetos geralmente caem nessa armadilha.

O código da lasanha é abstraído, camadas fortemente conectadas; os desenvolvedores o escrevem porque estão convencidos de que cada subcomponente necessita de seu próprio objeto. Esses programadores tendem a se concentrar no layout do código em detrimento de sua manutenção. O que começa como uma base de código altamente organizada rapidamente se torna um desastre arquitetado demais.

Esta é uma boa regra a seguir: seja conservador com suas abstrações. Se você planeja abstrair um componente que apenas um outro componente usa, o que, por sua vez, apenas outro componente usa, você foi longe demais. Mantenha a base de código simples. Olho vivo meu jovem padawan.

Ravioli code

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A estrutura de software ideal é aquela com componentes pequenos e fracamente acoplados; essa estrutura ideal é chamada de código de ravioli.

Ravioli são basicamente pequenos pacotes de massa com coisas deliciosas, então em um código de ravióli, cada um dos componentes, ou objetos, é um pacote contendo um pouco de carne ou outro alimento para o sistema.

Qualquer componente pode ser modificado ou substituído sem afetar significativamente outros componentes em um código de ravióli. Mas cuidado com sua lucidez, pois em um código de ravióli, existem milhares de pequenas classes e é muito difícil descobrir de onde e para onde, qual o lugar onde tudo acontece?.

Embora esse tipo de codificação seja bastante atraente do ponto de vista de acoplamento e coesão, a separação e o encapsulamento do código podem expandir as pilhas de chamadas, o que, por sua vez, cria um problema de navegação pelo código para fins de manutenção, pobre padawan isso foi cruel, ne

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Gnocchi code

Ai meu caro, são blocos ilegíveis de código, você pode dizer que há um algo acontecendo lá dentro, mas você não tem a menor ideia do que é, alterar esses blocos de código densos e inacessíveis é algo bem temerário, pois a alteração, a guarda em produção parecera impossível, pois ele irá abendar e causar muitos danos a sua reputação.

Pizza code

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Pequeno glutão, está pizza não é uma delícia do Bras ou do Luigi, mas se encaixa com o código do espaguete e seu mal afamada laia na teoria da massa como um antipadrão de programação. Na maioria dos casos, o código de pizza é descrito como um código com uma arquitetura plana.

O código de pizza geralmente tem um grande número de classes ou funções, todas interconectadas no mesmo nível no topo de uma camada fundamental. No código da pizza, os componentes individuais são geralmente independentes uns dos outros, mas às vezes pode ser difícil extraí-los sem interferir nos outros.

Todo bom software requer estrutura. O código da pizza sofre por ser mal projetado. É bom ter componentes relativamente isolados, mas o código de pizza torna quase impossível entender as funções e responsabilidades de cada classe. Para obter a base de código sob controle, corte o código da pizza em fatias; adicione alguma estrutura lógica a cada componente.

Ps:

Nao confunda com a PIZZA, companheira inseparável do DEV, que adentra na madrugada tentando solucionar abends, debugando spaghetti code e perdendo cabelos ao solucionar problemas e cumprir a SLA espartana.

Spaghetti code in the cloude

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Bem vindo ao século XXI, com tanta gente entrando no universo do Cloude Computer, prepara-se, aperte o sinto e divirta-se com essa modalidade, código espalhado em múltiplas maquinas em inúmeros países, o céu é o limite.

Conclusão

Acabei me empolgando, o tiozão escreveu muito virou um testamento, quase se transformando em capitulo do pentateuco, perdoe-me, pois o assunto é instigante e tem tanta informação a passar, que ficaria aqui a noite toda escrevendo.

Espero ter ajudado e não confundindo muito, duvidas, correções e reprimendas, já sabem aqui no Forum ou no Discord.

Saiba mais, esteja preparado para os desafios do mundo da informática.

Ficou curioso para entender SLA e equipes de sustentação ?

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A resiliência é uma arte, cultive-a e prepare-se para ser um profissional de TI melhor e mais adaptado a realidade do mercado.

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Evite programas herméticos, use nome claros e elucidativos, ajude o próximo dev a trabalhar em seu código.

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Conheça as diversas praticas de nomear variáveis e objetos, torne seu programa mais elegante.

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Trabalhe seus Soft Skills e evolua no mercado laborativo.

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Convívio social, por que trabalhar com pessoas é tão difícil?

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Nao tire vantagens, esqueça o esquema Gerson, tenha ética e responsabilidade.

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Origem do termo bug, como surgiu esta expressao que significa abend, crash, quebra e etc.

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Erros na condução de um projeto de software, conheça este paradoxo nada legal.

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Passo a passo, rotinas hierarquizadas e caminhos críticos, conheça mais sobre workflow.

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Informática é uma ciência humana, entenda o porque.

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Saiba fazer as perguntas certas, nao assuma responsabilidades que possam te prejudicar.

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Evite confusões, analise, pense e faça o seu trabalho direitinho, evitando a síndrome do Dr. Ivon Saf

https://web.digitalinnovation.one/articles/deu-ruim-no-levantamento-de-requisitos-a-sindrome-de-dr-ivon-saf?back=/articles

Espero ter ajudado at

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o próximo artigo.

Mais momento jabá, para distrair, visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez : https://www.youtube.com/watch?v=gCGw4jSqyc0

Bom curso a todos.

https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/

https://github.com/VagnerBellacosa/

Pode me dar uma ajudinha no YouTube?

https://www.youtube.com/user/vagnerbellacosa