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terça-feira, 28 de julho de 2020

☕🔥 Suporte à Produção Mainframe — engenharia operacional em estado bruto

 

Bellacosa Mainframe apresenta Suporte a Produção

☕🔥 Suporte à Produção Mainframe — engenharia operacional em estado bruto

Se você já deu CANCEL com o coração na mão, já leu dump em hexadecimal, já decorou mensagem $HASP melhor que CPF, então este texto não é para iniciantes.
Aqui falamos de Produção de verdade. Sem romantização. Sem power-point bonito.


🧠 Suporte à Produção Mainframe ≠ Operação

É engenharia operacional sob carga real.

Produção não é:

  • Rodar job

  • Reiniciar STC

  • Abrir chamado

Produção é:

  • Análise de impacto

  • Decisão em ambiente crítico

  • Entendimento sistêmico do z/OS

  • Correlação entre eventos aparentemente desconexos

Produção é onde o design encontra a realidade — e geralmente perde.


🕰️ Raiz Histórica (para quem veio do MVS, não do YouTube)

O Suporte à Produção nasce quando:

  • O batch deixou de ser “linear”

  • O online passou a ser 24x7

  • O negócio começou a depender de janela de processamento

  • O erro deixou de ser aceitável

A evolução foi clara:

  • Operador de console

  • Analista de Produção

  • Especialista em estabilidade operacional

Hoje, Produção é a última linha de defesa entre o z/OS e o prejuízo financeiro.


🎯 Objetivo Real do Suporte à Produção (versão sem marketing)

  • Garantir throughput, não apenas execução

  • Controlar contenção, não apenas erro

  • Preservar integridade transacional

  • Manter SLA, RTO e RPO

  • Atuar antes do incidente virar crise

Veterano sabe:

Produção não corrige código — corrige efeito colateral.


🧩 Arquitetura de Conhecimento (o que separa júnior de veterano)

🖥️ z/OS — domínio do núcleo

  • JES2/JES3, initiators, classes, priorities

  • Spool contention

  • ENQ/DEQ, RESERVE, latch

  • WTOR, automation hooks

  • Dumps SVC vs SYSMDUMP

🔥 Apimentado:
Quem não entende JES não entende produção.


🧠 CICS — transação é sagrada

  • Task Control

  • Storage violation

  • Transaction isolation

  • Deadlock silencioso

  • Dumps DSNAP / CEEDUMP

El Jefe truth:

CICS não cai — ele sangra em silêncio.


📬 MQ — quando o assíncrono vira gargalo

  • Depth x High/Low Threshold

  • Channels retrying

  • Poison message

  • Commit vs rollback

  • Impacto no batch e no online

🔥 Easter egg:
Fila cheia é sintoma, não causa.


🔌 Integration Bus (Broker)

  • Flow degradation

  • Message backlog

  • XML/JSON parsing cost

  • CPU vs I/O trade-off

  • Propagação de erro invisível

Fofoquice técnica:
Quando o Broker falha, todo mundo aponta para o mainframe.


🧪 REXX — automação tática

  • Monitoramento ativo

  • Ações condicionais

  • Coleta de evidência

  • Resposta automática a eventos

  • Integração com SDSF, consoles e logs

🔥 Produção sem REXX é operação cega.


🗄️ DB2 Utilities — o campo minado

  • REORG mal planejado

  • RUNSTATS atrasado

  • Lock escalation

  • Deadlock intermitente

  • Log pressure

Frase clássica:

“Não mexe agora… deixa rodar.”


🌐 WebSphere / Acesso Remoto

  • JVM pressure

  • Thread starvation

  • Timeout mascarado

  • Latência invisível

  • Cascata de falhas

🔥 Curiosidade:
O Web cai rápido. O mainframe aguenta a culpa.


🔍 Funcionamento Real em Produção (sem filtro)

  1. Sintoma aparece longe da causa

  2. Métrica parece normal

  3. SLA corre

  4. Dump gerado

  5. Análise cruzada (JES + CICS + DB2 + MQ)

  6. Decisão com risco calculado

  7. Execução mínima, impacto máximo

  8. Ambiente estabiliza

  9. Post-mortem técnico

  10. Documentação (que ninguém lê… até precisar)


🧠 Mentalidade do Veterano

✔️ Não confia em “achismo”
✔️ Não executa comando sem rollback mental
✔️ Pensa em efeito dominó
✔️ Prefere degradar a parar
✔️ Sabe quando não agir

☕🔥 Regra de ouro:

Em Produção, o comando mais perigoso é o que “sempre funcionou”.


🥚 Easter Eggs de Produção

  • Todo ambiente tem um job que “ninguém encosta”

  • Sempre existe um dataset com DISP=SHR que não deveria

  • Todo incidente grave começa com:

    “Isso nunca aconteceu antes…”

  • O melhor analista é o que não aparece no incidente report


🧨 Conclusão — El Jefe Midnight Lunch Manifesto

Suporte à Produção Mainframe é:

  • Arquitetura viva

  • Engenharia sob estresse

  • Decisão sem margem de erro

  • Responsabilidade sem aplauso

Não é glamour.
Não é palco.
É confiança operacional.

☕🔥 Se você já sobreviveu a uma madrugada de produção,
você sabe:

Produção não ensina — ela seleciona.

 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

⏰🔥 SRE explicado para quem já foi acordado por batch quebrado

 


⏰🔥 SRE explicado para quem já foi acordado por batch quebrado



02:47 — Introdução: quando o telefone tocava e você já sabia

Antes de existir SRE, já existia plantão.
Antes de “on-call rotation”, já existia pager, telefone fixo e operador nervoso.
Antes de “incident postmortem”, já existia a pergunta clássica:

“O que mudou desde ontem?”

Site Reliability Engineering (SRE) não nasceu no Google.
Nasceu no trauma coletivo de quem precisava manter sistema crítico em pé, custe o que custar.



1️⃣ O que é SRE (traduzido para dialeto mainframe)

SRE é aplicar engenharia para garantir:

  • Disponibilidade

  • Performance

  • Confiabilidade

  • Previsibilidade

Não é suporte.
Não é operação reativa.
É disciplina.

📌 Mainframer entende assim:

“Não apagar incêndio. Evitar que ele comece.”


2️⃣ O mito: SRE é coisa de cloud 😈

Mentira.

Mainframe já fazia SRE com:

  • SLAs rígidos

  • Janelas de batch

  • Planejamento de capacidade

  • Controles de mudança

  • Automação pesada

😈 Easter egg:
ITIL copiou metade disso e deu nome bonito.


3️⃣ SLIs, SLOs e SLAs (ou: como medir sem enganar)

SLI – Indicador

  • Tempo de resposta

  • Taxa de erro

  • Throughput

SLO – Objetivo

  • “99,9% das transações em até X ms”

SLA – Contrato

  • Multa

  • Diretoria

  • Dor

📎 Mainframer traduz:

“Se o fechamento não roda, tem reunião amanhã.”


4️⃣ Error Budget: a parte que o negócio nunca entendeu 💣

Error Budget =
100% − SLO

Se o sistema pode falhar 0,1% do tempo:

  • Você pode inovar

  • Pode mudar

  • Pode arriscar

Se estourar:

  • Congela mudança

  • Estabiliza

  • Arruma casa

😈 Easter egg:
No mainframe isso se chamava “congelamento pré-fechamento”.


5️⃣ Postmortem sem caça às bruxas 🧠

SRE prega:

  • Análise sem culpados

  • Foco no processo

  • Aprendizado real

Mainframer sabe:

“Sistema não quebra sozinho.”

📌 Curiosidade:
Quem caça culpado esconde problema.


6️⃣ Automação: batch, scripts e o futuro 🤖

SRE vive de automação:

  • Deploy automático

  • Rollback

  • Self-healing

  • Escala automática

Mainframe já fazia:

  • JCL

  • Restart automático

  • Schedulers

  • Abends tratados

😈 Easter egg:
JCL é Infrastructure as Code sem marketing.


7️⃣ Passo a passo para pensar como SRE (modo Bellacosa)

1️⃣ Defina o que é “funcionar”
2️⃣ Meça tudo que importa
3️⃣ Crie limites claros
4️⃣ Automatize o repetitivo
5️⃣ Aceite falhas pequenas
6️⃣ Aprenda com cada incidente
7️⃣ Melhore antes da próxima pancada


8️⃣ Guia de estudo para mainframers cansados 📚

Conceitos

  • SRE

  • SLIs / SLOs

  • Error Budget

  • Incident Management

  • Chaos Engineering

Ferramentas modernas

  • Instana

  • PagerDuty

  • Grafana

  • Kubernetes (sim…)


9️⃣ Aplicações práticas no mundo híbrido

  • Redução de chamadas noturnas

  • Menos stress operacional

  • Melhor diálogo com negócio

  • Estabilidade com inovação

  • Arquiteturas mais conscientes

🎯 Mainframer SRE vira pilar da empresa.


🔟 Curiosidades que doem 😬

  • 100% disponível não existe

  • Mudança sem métrica é aposta

  • Automatizar erro escala desastre

  • Confiabilidade custa tempo e dinheiro

📌 Verdade dura:
Sistema crítico exige humildade técnica.


11️⃣ Comentário final (05:31, céu clareando)

SRE não é moda.
É sobrevivência profissional.

Se você já:

  • Dormiu mal por batch quebrado

  • Evitou mudança perto do fechamento

  • Confiou mais em histórico do que em promessa

Então você já era SRE, antes do nome existir.

🖤 El Jefe Midnight Lunch encerra a série:
Confiabilidade não se improvisa. Se constrói.

 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

☕🖥️ Suporte à Produção Mainframe — o coração que mantém o z/OS batendo

 

Bellacosa Mainframe apresenta Suporte a Produção

☕🖥️ Suporte à Produção Mainframe — o coração que mantém o z/OS batendo 

Se desenvolvimento é o cérebro, Suporte à Produção Mainframe é o sistema nervoso central do ambiente z/OS. É quem sente a dor antes do usuário ligar, quem age antes do SLA estourar e quem garante que o batch das 23h termine antes do café esfriar ☕.

Vamos destrinchar esse tema com história, funcionamento, aplicações práticas, dicas de guerra, curiosidades, easter eggs e aquela fofoquice técnica que só mainframer raiz conhece.


🕰️ Origem & História — de Operador de Sala ao Analista de Produção

Nos primórdios do mainframe:

  • Existia a sala de máquinas

  • Operadores ficavam de olho em luzes piscando, fitas rodando e impressoras cantando

  • Um abend era quase um evento social 😅

Com a evolução:

  • Chegaram MVS, JES2, SDSF, CICS online

  • Depois z/OS, DB2, MQ, WebSphere, Integration Bus

  • E o operador virou Analista de Suporte à Produção, com visão técnica, analítica e estratégica

👉 Hoje, Suporte à Produção não é “apagar incêndio”, é prevenção, análise e controle do ecossistema.


🎯 O que é Suporte à Produção Mainframe?

É a área responsável por:

  • Acompanhar processamento batch e online

  • Analisar incidentes, falhas e degradação

  • Atuar em eventos críticos de produção

  • Garantir disponibilidade, performance e integridade

  • Usar ferramentas do z/OS para diagnóstico rápido e preciso

💡 Resumo Bellacosa:

Suporte à Produção é quem garante que o sistema funcione mesmo quando tudo conspira contra.


🎓 O que deve aprender para trabalhar em Suporte à Produção Mainframe

Esse programa de capacitação é praticamente um manual de sobrevivência do ambiente produtivo IBM Mainframe.

📚 Estrutura Geral

  • Artigos

  • Exercicios

  • Videos

  • Manuais IBM

👉 Ideal para quem quer pensar como Produção, não só executar comandos.


🧠 Objetivo Real (o que ninguém fala no folder)

Além do texto bonito, o curso prepara o aluno para:

  • Tomar decisão sob pressão

  • Escolher a melhor solução, não a mais óbvia

  • Entender impacto sistêmico

  • Dialogar com desenvolvimento, infraestrutura, segurança e negócio

💬 Frase clássica de produção:

“Pode até funcionar… mas em produção é outra história.”


👥 Público-Alvo (quem sobrevive bem nesse mundo)

  • Profissionais de TI

  • Operadores de Mainframe

  • Analistas em transição para Produção

  • Quem já cansou de ouvir:

    “Na homologação funcionou…”

📌 Pré-requisitos

  • TSO/ISPF

  • SDSF

  • Noções de z/OS

  • Inglês básico (sim, mensagem de erro não vem em português 😄)


🧩 Estrutura Curricular — o arsenal do Suporte à Produção

Vamos ao mapa das armas:

🖥️ z/OS

  • JES2, spool, jobs, STCs

  • WTOR, WTO, mensagens

  • Performance, datasets, enqueues

  • Easter egg: quem nunca decorou mensagem $HASP?


🧠 CICS

  • Regiões online

  • Transações travadas

  • Dumps, abends, filas

  • Curiosidade: CICS raramente “cai”… ele se defende


📬 MQ

  • Filas cheias

  • Mensagens presas

  • Canais parados

  • Dica de ouro: produção ama fila vazia e canal ativo


🔌 Integration Bus (Broker)

  • Integração entre mundos

  • Mensagens XML/JSON

  • Transformações e rotas

  • Fofoquice: quando quebra, ninguém sabe de quem é a culpa 😅


🧪 REXX

  • Automação de tarefas

  • Scripts de monitoramento

  • Ações rápidas em incidentes

  • Easter egg raiz: REXX salva madrugada!


🗄️ DB2 – Utilitários

  • REORG, RUNSTATS, COPY

  • Locks, deadlocks

  • Espaço e performance

  • Dica Bellacosa: DB2 lento quase sempre avisa antes


🌐 WebSphere / Servidores de Aplicação

  • Acesso remoto

  • Integração web

  • Monitoramento de serviços

  • Curiosidade: quando o web cai, o mainframe “leva a culpa”


🔍 Funcionamento na Prática — um dia típico de Produção

  1. Batch inicia

  2. Job abenda

  3. SLA começa a gritar

  4. SDSF aberto

  5. Mensagem analisada

  6. Dataset bloqueado

  7. Lock liberado

  8. Job restartado

  9. Negócio segue

  10. Usuário nem ficou sabendo 😎

👉 Isso é Suporte à Produção bem feito.


💡 Dicas de Ouro (nível Bellacosa Mainframe)

✔️ Aprenda a ler mensagens, não só copiar
✔️ Conheça o impacto do comando antes de executar
✔️ Documente tudo (memória falha às 3h da manhã)
✔️ Produção exige calma, método e sangue frio
✔️ O melhor incidente é o que não vira chamado


🥚 Easter Eggs & Curiosidades

  • Todo ambiente tem um job “maldito”

  • Sempre existe um STC que ninguém sabe para que serve

  • Produção aprende mais em 1 incidente do que em 10 cursos

  • O melhor elogio:

    “Nem percebemos que deu problema.”


☕ Conclusão Bellacosa Mainframe

O Suporte à Produção Mainframe não é apenas uma função — é uma mentalidade.

É entender:

  • Tecnologia

  • Processo

  • Negócio

  • Risco

  • Responsabilidade

Quem passa por Produção:

  • Vira profissional mais completo

  • Aprende a pensar grande

  • Ganha respeito técnico

📌 Em resumo:

Se o mainframe é o coração da empresa,
Suporte à Produção é quem garante que ele nunca pare de bater.