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domingo, 28 de janeiro de 2007

O que é um Dump em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe explica Dump no Mainframe

O que é um Dump em Mainframe?

Quando um JOB sofre:

  • ABEND;

  • falha COBOL;

  • erro de memória;

  • problema no sistema;

o z/OS pode gerar algo extremamente importante chamado:

DUMP

Para iniciantes, dump parece algo assustador cheio de números estranhos.

Mas na prática ele é:

uma fotografia técnica do erro.


Definição simples

Dump é:

uma captura das informações da memória no momento da falha.

Ele ajuda a descobrir:

  • o que aconteceu;

  • onde ocorreu o erro;

  • qual variável causou problema;

  • qual instrução falhou.


Analogia simples

Imagine um acidente de carro.

Os investigadores analisam:

  • posição dos veículos;

  • marcas no chão;

  • velocidade;

  • danos.

O dump funciona exatamente assim:

ele registra o estado do programa no momento do erro.


O que o dump pode conter?

  • memória;

  • registradores;

  • variáveis;

  • instruções;

  • módulos;

  • chamadas de programa;

  • status do sistema.


Quando um dump é gerado?

Normalmente durante:

  • ABEND;

  • S0C7;

  • S0C4;

  • falha COBOL;

  • erro DB2;

  • erro CICS;

  • falha sistema.


Onde o dump aparece?

Principalmente:

  • spool;

  • SYSUDUMP;

  • SYSABEND;

  • CEEDUMP;

  • datasets de dump.


O que é SYSUDUMP?

Cartão DD usado para:

gerar dump simplificado.


Exemplo

//SYSUDUMP DD SYSOUT=*

Muito usado em troubleshooting


O que é SYSABEND?

Gera:

dump mais completo e detalhado.


Exemplo

//SYSABEND DD SYSOUT=*

O que é SYSMDUMP?

Dump binário/extenso.

Muito usado por suporte avançado IBM.


Exemplo

//SYSMDUMP DD DSN=MEU.DUMP,
// DISP=(NEW,CATLG)

O que é CEEDUMP?

Dump do:

Language Environment (LE).

Muito usado em:

  • COBOL;

  • PL/I;

  • C.


Exemplo

//CEEDUMP DD SYSOUT=*

O que existe dentro de um dump?


Registradores CPU

Estado do processador.


Endereços memória

Onde ocorreu falha.


Variáveis COBOL

Conteúdo dos campos.


Call stack

Sequência de chamadas.


Instrução que falhou

Linha/instrução responsável.


Como um dump aparece?

Exemplo típico:

PSW AT TIME OF ERROR

Ou:

REGISTER CONTENTS

Ou:

SYSTEM COMPLETION CODE=0C7

O que é PSW?

Program Status Word

Mostra estado da CPU no erro.


O que são registradores?

Pequenas áreas da CPU usadas durante execução.


O que é traceback?

Sequência de chamadas do programa.

Ajuda localizar:

  • módulo;

  • parágrafo;

  • rotina.


Dumps mais comuns no COBOL


S0C7

Erro numérico.


S0C4

Violação memória.


U4038

Erro aplicação.


Como analisar dump?


1. Identificar ABEND

Exemplo:

S0C7

2. Verificar módulo

Nome do programa.


3. Ler mensagens LE

Mensagens:

  • IGZ;

  • CEE.


4. Verificar campo problemático

Muito comum em COBOL.


5. Ler traceback


Exemplo COBOL clássico

Campo esperado:

99999

Valor recebido:

12A45

Resultado:

S0C7.

O dump ajuda localizar exatamente qual campo causou problema.


Como programadores usam dumps?

Para:

  • debugging;

  • análise de falhas;

  • localizar bugs;

  • entender memória.


Como operadores usam dumps?

Para:

  • abrir incidentes;

  • analisar ABEND;

  • enviar para suporte.


Dumps são grandes?

Muito.

Alguns podem ter:

  • milhares;

  • milhões de linhas.


Por isso muitos iniciantes se assustam

Mas normalmente:

apenas pequenas partes são realmente importantes.


O que procurar primeiro?


ABEND CODE


MODULE NAME


PSW


REGISTER CONTENTS


CEE/IGZ messages


TRACEBACK


O que é IPCS?

Ferramenta avançada de análise dump no z/OS.

Usada por:

  • suporte IBM;

  • sysprog;

  • especialistas sistema.


Dumps ajudam a resolver:

  • corrupção memória;

  • erro COBOL;

  • falha DB2;

  • problemas CICS;

  • loops;

  • storage violations.


Curiosidades incríveis

1. Dumps existem desde os primeiros mainframes IBM


2. Alguns dumps possuem milhares de páginas


3. Especialistas em dump são extremamente valorizados


4. Muitos problemas críticos só podem ser resolvidos via dump


Erros comuns de iniciantes


1. Ignorar dump


2. Não incluir SYSUDUMP

Dificulta troubleshooting.


3. Assustar-se com hexadecimal

Grande parte pode ser ignorada inicialmente.


4. Ler dump inteiro

Normalmente basta:

  • mensagens;

  • traceback;

  • ABEND.


Dicas importantes

Sempre use:

//SYSUDUMP DD SYSOUT=*

durante testes.


Aprenda:

  • S0C7;

  • S0C4;

  • U4038.


Leia mensagens CEE e IGZ


Use CEEDUMP em COBOL


Como dump aparece no dia a dia?

Praticamente em:

  • COBOL;

  • DB2;

  • CICS;

  • batch;

  • produção;

  • troubleshooting.


Fluxo simplificado

ERRO
 ↓
ABEND
 ↓
DUMP
 ↓
ANÁLISE
 ↓
CORREÇÃO

Resumo rápido

TipoFunção
SYSUDUMPDump simplificado
SYSABENDDump detalhado
SYSMDUMPDump binário
CEEDUMPDump LE/COBOL
PSWEstado CPU
TracebackSequência chamadas

Conclusão

Dump é uma das ferramentas mais importantes de troubleshooting no ambiente mainframe IBM Z.

Ele registra o estado do sistema e do programa no momento da falha, permitindo analisar ABENDs, localizar erros e resolver problemas complexos no z/OS com precisão.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Como Interpretar SYSOUT num JOB e Quais DDs Auxiliam o JCL

 

Bellacosa Mainframe explica sysout 

Como Interpretar SYSOUT num JOB e Quais DDs Auxiliam o JCL

Quando começamos a trabalhar com:

  • JCL;

  • JES2;

  • SDSF;

  • spool;

  • processamento batch;

uma das habilidades mais importantes é aprender a:

interpretar SYSOUT.

É no SYSOUT que normalmente descobrimos:

  • erros;

  • resultados;

  • mensagens;

  • ABENDs;

  • comportamento do programa.

Além disso, existem vários cartões:

DD (Data Definition)

que ajudam o JCL e o programa durante execução.


Primeiro: o que é SYSOUT?

SYSOUT significa:

System Output.

É a saída gerada durante execução do JOB.


O SYSOUT pode conter:

  • mensagens COBOL;

  • relatórios;

  • DISPLAY;

  • SQLCODE;

  • erros;

  • estatísticas;

  • logs batch.


Onde visualizar SYSOUT?

Principalmente no:

SDSF.


Como acessar?

SDSF

Depois:

ST

Selecionar JOB:

?

ou:

S

O que aparece no spool?

Arquivos como:

  • JESJCL;

  • JESMSGLG;

  • JESYSMSG;

  • SYSOUT;

  • CEEDUMP.


O SYSOUT é diferente dos outros arquivos


JESJCL

Mostra JCL interpretado.


JESMSGLG

Mensagens JES2.


JESYSMSG

Mensagens do sistema.


SYSOUT

Saída da aplicação/programa.


Exemplo simples de SYSOUT

Programa COBOL:

DISPLAY 'PROCESSAMENTO OK'

No spool aparece:

PROCESSAMENTO OK

O que analisar primeiro no SYSOUT?


1. Return Code (RC)

Exemplo:

CC 0000

Sucesso.


2. Mensagens de erro

Procurar:

  • ERROR;

  • ABEND;

  • SQLCODE;

  • FILE STATUS.


3. Quantidade processada

Exemplo:

REGISTROS LIDOS: 15000

4. Tempo de execução


5. Estatísticas batch


Exemplo de SYSOUT típico

INICIO PROCESSAMENTO
ARQUIVO ABERTO
1000 REGISTROS PROCESSADOS
FIM NORMAL

Como identificar problemas?


Mensagens COBOL

IGZ0006S

Erro COBOL.


SQLCODE

SQLCODE = -911

Problema DB2.


FILE STATUS

FILE STATUS 35

Arquivo não encontrado.


ABEND

S0C7

Erro numérico.


O que são cartões DD?

DD significa:

Data Definition.

São instruções JCL que definem:

  • arquivos;

  • SYSOUT;

  • bibliotecas;

  • parâmetros.


Exemplo básico

//SYSOUT DD SYSOUT=*

Principais cartões DD que auxiliam o JCL


SYSOUT

Define saída do spool.


SYSIN

Entrada de parâmetros/comandos.


SYSPRINT

Mensagens e relatórios do programa.


SYSUDUMP

Dump em caso de erro.


CEEDUMP

Dump do Language Environment.


STEPLIB

Bibliotecas de LOAD modules.


JOBLIB

Bibliotecas do JOB inteiro.


SORTIN

Entrada do SORT.


SORTOUT

Saída do SORT.


SYSABOUT

Dump do sistema.


SYSDBOUT

Mensagens DB2.


Explicando os principais DDs


SYSOUT DD

Muito comum:

//SYSOUT DD SYSOUT=*

Envia saída para spool.


SYSIN DD

Usado para comandos/parâmetros.

Exemplo:

//SYSIN DD *
 SORT FIELDS=COPY
/*

STEPLIB DD

Define bibliotecas de programas.

Exemplo:

//STEPLIB DD DSN=MEU.LOADLIB,
// DISP=SHR

Sem STEPLIB…

Pode ocorrer:

S806

Programa não encontrado.


SYSPRINT DD

Saída de relatórios e logs.


Exemplo

//SYSPRINT DD SYSOUT=*

SYSUDUMP DD

Gera dump para análise de ABEND.


Exemplo

//SYSUDUMP DD SYSOUT=*

Muito importante em troubleshooting


CEEDUMP DD

Dump do:

Language Environment.

Muito usado em:

  • COBOL;

  • C;

  • PL/I.


JOBLIB vs STEPLIB


JOBLIB

Vale para todo JOB.


STEPLIB

Vale apenas para STEP específico.


Exemplo JOBLIB

//JOBLIB DD DSN=EMPRESA.LOADLIB,
// DISP=SHR

Exemplo STEPLIB

//STEPLIB DD DSN=TESTE.LOADLIB,
// DISP=SHR

Como interpretar SYSOUT corretamente?


Ler começo e final


Procurar:

  • RC;

  • ERROR;

  • SQLCODE;

  • ABEND.


Verificar contadores


Conferir datasets


Observar mensagens JES2


Exemplo completo de troubleshooting


RC

CC 0012

SYSOUT mostra:

FILE STATUS 35

Conclusão

Arquivo não encontrado.


Fluxo ideal de análise

RC
 ↓
JESMSGLG
 ↓
JESYSMSG
 ↓
SYSOUT
 ↓
DUMP
 ↓
SOLUÇÃO

Curiosidades incríveis

1. Grandes batchs geram milhões de linhas de SYSOUT


2. Operadores monitoram SYSOUT constantemente


3. Muitas falhas só aparecem no SYSPRINT


4. Dumps podem ocupar enorme espaço spool


Erros comuns de iniciantes


1. Ignorar SYSOUT


2. Não usar SYSUDUMP

Dificulta troubleshooting.


3. Esquecer STEPLIB

Causa S806.


4. Não analisar SQLCODE

Muito importante em DB2.


Dicas importantes

Sempre utilize:

//SYSOUT DD SYSOUT=*

Durante testes inclua:

//SYSUDUMP DD SYSOUT=*

Aprenda FILE STATUS COBOL


Leia JESYSMSG junto com SYSOUT


Como isso aparece no dia a dia?

Praticamente em tudo:

  • COBOL;

  • DB2;

  • SORT;

  • CICS batch;

  • automação;

  • produção.


Resumo rápido

DDFunção
SYSOUTSaída spool
SYSINEntrada comandos
SYSPRINTRelatórios/logs
SYSUDUMPDump erro
CEEDUMPDump LE
STEPLIBBiblioteca programa
JOBLIBBiblioteca JOB

Conclusão

Interpretar SYSOUT é uma das habilidades mais importantes no ambiente mainframe IBM Z.

É através dele que operadores e programadores analisam resultados, identificam erros, entendem ABENDs e realizam troubleshooting eficiente em JOBs batch no z/OS.


sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

ABEND Explicado para Iniciantes

 

Bellacosa Mainframe explicando abend para padawan

ABEND Explicado para Iniciantes

Quando alguém começa a trabalhar com:

  • COBOL;

  • JCL;

  • SDSF;

  • JES2;

  • batch no z/OS;

rapidamente encontra uma palavra que assusta muitos iniciantes:

ABEND

E normalmente surge a pergunta:

“O que aconteceu com meu JOB?”

A resposta geralmente é:

ocorreu um ABEND.


O que significa ABEND?

ABEND significa:

Abnormal End

Em português:

término anormal.


Definição simples

ABEND acontece quando:

um JOB ou programa termina com erro inesperado.

Ou seja:
o processamento não conseguiu continuar normalmente.


Analogia simples

Imagine uma fábrica.

Tudo funciona normalmente:

  • máquinas;

  • produção;

  • esteiras.

Mas de repente:

  • falta peça;

  • quebra equipamento;

  • ocorre falha elétrica.

A produção para abruptamente.

ABEND é exatamente isso:

uma interrupção anormal do processamento.


O que acontece quando ocorre ABEND?

O z/OS:

  • interrompe execução;

  • grava mensagens;

  • gera logs;

  • salva informações para diagnóstico.

Tudo aparece no:

spool.


Onde analisar ABEND?

Principalmente:

  • SDSF;

  • JESMSGLG;

  • JESYSMSG;

  • SYSOUT;

  • CEEDUMP.


Como identificar ABEND?

No SDSF normalmente aparece:

ABEND=S0C7

ou:

ABEND=U4038

Tipos de ABEND

Existem dois grandes grupos:


System ABEND

Começa com:

S

Exemplo:

S0C7

Gerado pelo:

sistema operacional.


User ABEND

Começa com:

U

Exemplo:

U4038

Gerado pelo:

programa/aplicação.


Origem histórica do ABEND

Desde os primeiros mainframes IBM, era necessário:

  • detectar falhas;

  • proteger memória;

  • impedir corrupção de dados.

Então o sistema passou a gerar:

códigos de término anormal.

Isso evoluiu para os famosos:

ABENDs.


Como ler um ABEND?


Exemplo

S0C7

S

System ABEND.


0C7

Código específico do erro.


ABENDs mais comuns no mainframe


S0C7

Erro de dados numéricos

O mais famoso do COBOL.


O que causa?

Campo numérico inválido.


Exemplo

Programa espera:

12345

mas recebe:

12A45

Muito comum em:

  • COMP-3;

  • PACKED;

  • DISPLAY numérico.


Como resolver?

  • validar dados;

  • revisar layouts;

  • conferir FILE STATUS;

  • analisar campo inválido.


S0C4

Violação de memória

Programa tentou acessar área inválida.


Causas comuns

  • ponteiro errado;

  • tabela fora do limite;

  • endereço inválido.


Muito comum em

  • Assembler;

  • COBOL avançado;

  • CICS.


S806

Programa não encontrado


Causa

Módulo inexistente na STEPLIB/LINKLIST.


Solução

  • verificar LOADLIB;

  • conferir nome do programa;

  • validar bibliotecas.


SB37

Falta de espaço em disco


Causa

Dataset sem espaço suficiente.


Solução

Aumentar:

  • SPACE;

  • volume;

  • secondary allocation.


SD37

Sem espaço em diretório/bloco.


SE37

Extensões máximas atingidas.


S222

JOB cancelado

Normalmente por operador.


S322

Timeout

JOB excedeu tempo permitido.


U4038

Erro da aplicação

Muito comum em:

  • COBOL;

  • CICS;

  • LE.


Pode indicar

  • STOP RUN incorreto;

  • CALL inválido;

  • falha lógica.


O que é CEEDUMP?

Dump gerado pelo:

Language Environment.

Ajuda debugging:

  • COBOL;

  • C;

  • PL/I.


O que analisar primeiro?


1. RC / ABEND

No SDSF.


2. JESMSGLG

Mensagens JES2.


3. JESYSMSG

Mensagens sistema.


4. SYSOUT

Saída programa.


5. CEEDUMP

Detalhes técnicos.


Fluxo ideal de análise

ABEND
 ↓
RC
 ↓
JESMSGLG
 ↓
JESYSMSG
 ↓
SYSOUT
 ↓
CEEDUMP
 ↓
CAUSA

O que é dump?

Captura do estado da memória durante erro.


Dumps ajudam a descobrir:

  • variáveis;

  • registradores;

  • instruções;

  • falha exata.


Como operadores analisam ABEND?

Eles verificam:

  • mensagens JES2;

  • status batch;

  • spool;

  • impacto operacional.


Como programadores analisam ABEND?

Eles procuram:

  • linha COBOL;

  • SQLCODE;

  • FILE STATUS;

  • dumps;

  • variáveis.


Como ABEND aparece no spool?

Mensagens típicas:

IEC141I
IGZ0006S
CEE3207S

Mensagens importantes


IGZ

Mensagens COBOL.


IEC

Mensagens de dataset/storage.


IEF

Mensagens JCL/sistema.


CEE

Mensagens Language Environment.


Dicas importantes para iniciantes


Sempre leia o final do spool


Procure:

  • ABEND;

  • ERROR;

  • IEC;

  • SQLCODE.


Aprenda principais códigos

S0C7 salva vidas no mainframe.


Use FIND no SDSF

Exemplo:

F ABEND

Curiosidades incríveis

1. Alguns ABENDs existem há décadas


2. Operadores experientes decoram dezenas de códigos


3. S0C7 é praticamente lendário no COBOL


4. Grandes bancos possuem equipes especializadas em troubleshooting de ABEND


Erros comuns de iniciantes


1. Ignorar JESYSMSG

Ali estão muitas pistas.


2. Ler apenas SYSOUT

Erro pode estar em outro arquivo.


3. Não analisar CEEDUMP

Fundamental em COBOL.


4. Assustar-se com qualquer ABEND

Muitos são simples de resolver.


Como evitar ABEND?


Validar dados


Conferir datasets


Revisar JCL


Verificar SPACE


Testar programas


Usar tratamento de erro COBOL


Como ABEND aparece no dia a dia?

Praticamente em tudo:

  • COBOL;

  • DB2;

  • CICS;

  • SORT;

  • batch;

  • automação.


Resumo rápido

ABENDSignificado
S0C7Erro numérico
S0C4Violação memória
S806Programa não encontrado
SB37Falta espaço
S322Timeout
U4038Erro aplicação

Conclusão

ABEND é o mecanismo usado pelo z/OS para indicar falhas anormais durante execução de JOBs e programas.

Aprender a interpretar ABENDs, analisar spool e entender mensagens do sistema é uma das habilidades mais importantes para qualquer profissional mainframe IBM Z.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

O que são Filas, Classes e MSGLEVEL no JCL?

 

Bellacosa Mainframe explicando em jcl o que sao filas, classes e msglevel

O que são Filas, Classes e MSGLEVEL no JCL?

Quando alguém começa a trabalhar com:

  • JOBs;

  • JES2;

  • SDSF;

  • processamento batch;

rapidamente encontra conceitos como:

  • CLASS;

  • MSGCLASS;

  • filas;

  • MSGLEVEL.

Esses parâmetros controlam:

como o JOB será tratado pelo z/OS.

Eles são fundamentais para:

  • performance;

  • organização batch;

  • prioridade;

  • análise de spool.


Primeiro: o que são filas no mainframe?

Fila significa:

JOB aguardando processamento.

O JES2 organiza JOBs em:

  • ordem;

  • prioridade;

  • categoria;

  • disponibilidade de recursos.


Analogia simples

Imagine um banco.

Existem:

  • filas prioritárias;

  • filas normais;

  • atendimento rápido;

  • atendimento demorado.

O JES2 funciona da mesma forma.


Fluxo simplificado

SUBMIT
   ↓
FILA JES2
   ↓
INITIATOR
   ↓
EXECUÇÃO
   ↓
SPOOL

O que controla essas filas?

Principalmente:

CLASS.


O que é CLASS no JCL?

CLASS define:

a categoria/prioridade do JOB.


Exemplo

//MEUJOB JOB CLASS=A

O que a CLASS influencia?

  • prioridade;

  • tipo de processamento;

  • fila batch;

  • initiators;

  • tempo de execução;

  • políticas operacionais.


Cada empresa define suas classes

Exemplo fictício:

ClasseUso
Aprodução crítica
Btestes
Crelatórios
Tdesenvolvimento
Xprocessamento pesado

Então CLASS não é padrão universal

Cada ambiente define regras próprias.


Como o JES2 usa CLASS?

Ele organiza:

  • quem executa primeiro;

  • quais initiators atendem;

  • quanto recurso usar.


O que é initiator?

Processo que executa JOBs.

Alguns initiators atendem apenas:

  • CLASS=A;

  • CLASS=B;

  • etc.


Exemplo prático

//FINANCE JOB CLASS=A

JOB prioritário.


//TESTE JOB CLASS=T

JOB menos prioritário.


O que é MSGCLASS?

MSGCLASS define:

onde e como mensagens do spool serão tratadas.


Exemplo

MSGCLASS=X

O que isso controla?

  • saída JESMSGLG;

  • JESYSMSG;

  • SYSOUT;

  • retenção spool;

  • visualização SDSF.


Analogia simples

CLASS:

fila do processamento.

MSGCLASS:

fila das mensagens.


Exemplo completo

//MEUJOB JOB CLASS=A,
// MSGCLASS=X

O que é MSGLEVEL?

MSGLEVEL controla:

quantidade de mensagens exibidas no spool.


Exemplo

MSGLEVEL=(1,1)

Estrutura

MSGLEVEL=(x,y)

Primeiro número (x)

Controla:

mensagens JCL.


Segundo número (y)

Controla:

mensagens de alocação e execução.


Valores mais comuns


MSGLEVEL=(1,1)

Mostra:

  • JCL;

  • alocação;

  • execução;

  • mensagens completas.

Muito usado para:

debugging.


MSGLEVEL=(0,0)

Reduz mensagens.

Spool menor.


MSGLEVEL=(2,1)

Mais detalhado ainda.


Exemplo profissional

//PAYROLL JOB CLASS=A,
// MSGCLASS=X,
// MSGLEVEL=(1,1)

O que aparece no spool?

Com MSGLEVEL adequado aparecem:

  • datasets;

  • allocations;

  • DDs;

  • execução;

  • mensagens JES2.


Por que MSGLEVEL é importante?

Ajuda:

  • troubleshooting;

  • análise de erro;

  • debugging;

  • suporte.


Se MSGLEVEL estiver baixo…

…mensagens importantes podem desaparecer.


Como filas aparecem no SDSF?

No painel:

ST

ou:

I

Status comuns


INPUT

JOB aguardando execução.


ACTIVE

JOB executando.


OUTPUT

JOB finalizado.


HOLD

JOB parado aguardando liberação.


O que é HOLD?

JOB fica:

retido na fila.


O que é prioridade batch?

Algumas classes executam antes de outras.


Exemplo real

Produção:

CLASS=A

Testes:

CLASS=T

Produção normalmente possui prioridade maior.


O que é TYPRUN?

Outro parâmetro relacionado.


Exemplo

TYPRUN=SCAN

Valida JCL sem executar.


Muito usado para testes


Como operadores usam classes?

Para:

  • controlar workload;

  • separar ambientes;

  • evitar overload;

  • priorizar batch crítico.


Como programadores usam MSGLEVEL?

Para:

  • analisar erros;

  • entender ABENDs;

  • verificar alocação.


Exemplo clássico completo

//MEUJOB JOB CLASS=A,
// MSGCLASS=X,
// MSGLEVEL=(1,1)

Resultado

  • JOB prioritário;

  • spool completo;

  • mensagens detalhadas.


Curiosidades incríveis

1. Grandes bancos possuem dezenas de classes JES2


2. Algumas classes executam apenas à noite


3. MSGLEVEL ajuda muito em troubleshooting COBOL


4. Controle de filas é essencial em processamento massivo


Erros comuns de iniciantes


1. Confundir CLASS com MSGCLASS

CLASS:
processamento.

MSGCLASS:
mensagens.


2. Usar MSGLEVEL baixo durante debugging

Isso esconde informações.


3. Escolher classe errada

Pode atrasar execução.


4. Ignorar filas HOLD

JOB pode nunca executar.


Dicas importantes

Durante testes use:

MSGLEVEL=(1,1)

Aprenda classes do seu ambiente


Leia JESMSGLG sempre


Verifique status no SDSF


Como isso aparece no dia a dia?

Praticamente em tudo:

  • COBOL;

  • DB2;

  • SORT;

  • batch;

  • automação;

  • produção;

  • operações.


Resumo rápido

ConceitoSignificado
CLASSPrioridade/fila do JOB
MSGCLASSClasse das mensagens
MSGLEVELQuantidade de mensagens
HOLDJOB parado
INPUTAguardando
ACTIVEExecutando
OUTPUTFinalizado

Conclusão

Filas, classes e MSGLEVEL são componentes fundamentais do processamento batch no z/OS.

Eles controlam prioridade, organização, execução e detalhamento das mensagens dos JOBs, permitindo que o JES2 administre milhares de processamentos simultaneamente de forma eficiente dentro do ambiente mainframe IBM Z.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

O que é PROC no JCL?

 

Bellacosa Mainframe o que é PROC em Job JCL

O que é PROC no JCL?

Quando começamos a trabalhar com JCL em ambientes corporativos, rapidamente encontramos algo muito importante:

PROC

Ela é uma das estruturas mais usadas em produção no z/OS.

Praticamente todo ambiente mainframe grande utiliza:

  • PROCs;

  • bibliotecas PROC;

  • variáveis simbólicas;

  • JCL reutilizável.


O que significa PROC?

PROC significa:

Procedure

Em português:

procedimento reutilizável.


Definição simples

Uma PROC é:

um JCL reutilizável.

Ela permite:

  • evitar repetição;

  • padronizar execução;

  • facilitar manutenção;

  • reutilizar STEPs.


Analogia simples

Imagine uma receita pronta.

Em vez de escrever toda a receita novamente:

  • você reutiliza o modelo;

  • apenas troca alguns ingredientes.

PROC funciona exatamente assim.


Problema que PROC resolve

Imagine uma empresa com:

  • 500 JOBs;

  • todos executando SORT;

  • DB2;

  • backup;

  • mesmas etapas.

Sem PROC:

  • muito JCL duplicado;

  • manutenção difícil;

  • alto risco operacional.


Então surgiu a PROC

Ela permite:

centralizar lógica JCL.


Exemplo sem PROC

//STEP1 EXEC PGM=SORT
//SORTIN DD ...
//SORTOUT DD ...
//SYSIN DD ...

Repetido centenas de vezes.


Exemplo com PROC

//STEP1 EXEC PROC=SORTPROC

Muito mais simples.


Onde a PROC fica?

Normalmente em:

bibliotecas PROC.

Exemplo:

SYS1.PROCLIB

ou:

USUARIO.PROCLIB

Como o sistema encontra PROC?

Usando:

JCLLIB

ou bibliotecas configuradas no JES2.


Estrutura básica de PROC


Exemplo simples

//MINHAPRC PROC
//STEP1   EXEC PGM=IEFBR14
//PEND

Entendendo


PROC

Início da procedure.


PEND

Fim da procedure.


Como usar PROC?

No JOB:

//STEP1 EXEC PROC=MINHAPRC

Fluxo simples

JOB
 ↓
EXEC PROC
 ↓
JES2 expande PROC
 ↓
EXECUÇÃO

O que significa “expandir PROC”?

O JES2 substitui:

EXEC PROC

pelo conteúdo real da PROC.


O usuário vê isso?

Sim.

No spool:

JESJCL

mostra o JCL expandido.


O que são variáveis simbólicas?

Um dos recursos mais importantes das PROCs.

Também chamadas:

symbolic parameters.


Elas funcionam como variáveis

Permitem alterar:

  • datasets;

  • programas;

  • parâmetros;

  • classes;

  • SYSOUT.

Sem alterar a PROC original.


Exemplo simples

//MINHAPRC PROC ARQ=CLIENTES
//STEP1 EXEC PGM=MEUPGM
//INPUT DD DSN=&ARQ,
//      DISP=SHR
//PEND

O que significa "&ARQ"?

Variável simbólica.


Como usar?

//STEP1 EXEC PROC=MINHAPRC,
//       ARQ=PRODUCAO.CLIENTES

Resultado expandido

//INPUT DD DSN=PRODUCAO.CLIENTES

Isso é extremamente poderoso

Porque permite:

  • reutilização;

  • flexibilidade;

  • padronização.


Variáveis mais comuns


Dataset

&DSN

Classe

&CLASS

Programa

&PGM

SYSOUT

&OUT

Exemplo profissional

//COBPROC PROC PGM=COBPGM,
//             IN=CLIENTE.ARQ,
//             OUT=RELAT.SAIDA
//STEP1 EXEC PGM=&PGM
//INPUT DD DSN=&IN,DISP=SHR
//OUTPUT DD DSN=&OUT,
// DISP=(NEW,CATLG,DELETE)
//PEND

Chamada

//STEP1 EXEC PROC=COBPROC,
// PGM=FINANCE,
// IN=FINAN.ENTRADA,
// OUT=FINAN.SAIDA

O que é PROC catalogada?

PROC armazenada em:

PROCLIB.

Mais comum em produção.


O que é PROC inline?

PROC escrita dentro do próprio JOB.


Exemplo inline

//MINHA PROC
//STEP1 EXEC PGM=IEFBR14
//PEND
//
//JOB1 EXEC MINHA

Vantagens da PROC


Reutilização


Padronização


Menos erros


Manutenção centralizada


Menos duplicação


Muito usada em produção


O que é override?

Alterar parâmetros da PROC no JOB.


Exemplo

PROC:

//STEP1 EXEC PGM=COBOL

JOB:

//STEP1.STEP1 EXEC PGM=TESTE

Isso substitui o EXEC original


O que é nested PROC?

PROC chamando outra PROC.

Muito usado em ambientes grandes.


O que é JCLLIB?

Define bibliotecas PROC.


Exemplo

//JCLLIB JCLLIB ORDER=USUARIO.PROCLIB

O que acontece se PROC não for encontrada?

Erro no JESJCL.

Exemplo:

PROC NOT FOUND

Curiosidades incríveis

1. Grandes bancos possuem milhares de PROCs


2. Muitas automações batch dependem delas


3. Algumas PROCs existem há décadas


4. PROCs ajudam muito em padronização operacional


Erros comuns de iniciantes


1. Esquecer PEND

Erro clássico.


2. Variável simbólica incorreta

Exemplo:

&ARQ

não definida.


3. PROC não encontrada

Problema de PROCLIB.


4. Override errado

Pode alterar execução sem perceber.


Dicas importantes

Sempre use nomes claros


Padronize variáveis


Leia JESJCL expandido


Use PROC para lógica repetitiva


Como PROC aparece no dia a dia?

Praticamente em tudo:

  • COBOL;

  • DB2;

  • SORT;

  • backups;

  • produção batch;

  • automação.


Por que aprender PROC?

Porque PROC é:

uma das estruturas mais importantes do JCL corporativo.

Quem domina PROC entende:

  • automação batch;

  • reutilização JCL;

  • produção z/OS;

  • arquitetura operacional.


Resumo rápido

ConceitoSignificado
PROCJCL reutilizável
PENDFinal da PROC
Symbolic ParameterVariável JCL
PROCLIBBiblioteca de PROC
OverrideSubstituição de parâmetro
Inline PROCPROC dentro do JOB
Cataloged PROCPROC em biblioteca

Conclusão

PROC é um dos recursos mais poderosos do JCL no ambiente z/OS.

Ela permite reutilizar etapas batch, padronizar processamento e criar JOBs flexíveis usando variáveis simbólicas, sendo fundamental para operações corporativas em mainframe IBM Z.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Como Ler, Entender e Analisar as Mensagens no Spool

Bellacosa Mainframe como ler e entender o spool do sdsf


Como Ler, Entender e Analisar as Mensagens no Spool

Uma das habilidades mais importantes no mundo mainframe é aprender a:

  • interpretar spool;

  • entender mensagens JES2;

  • analisar erros;

  • identificar ABENDs;

  • descobrir por que um JOB falhou.

Quem domina spool consegue:

  • resolver problemas rapidamente;

  • entender processamento batch;

  • analisar COBOL;

  • trabalhar com operações z/OS.


Primeiro: o que é spool?

Spool é a área onde ficam armazenados:

  • logs;

  • SYSOUT;

  • mensagens;

  • relatórios;

  • saídas batch.

Tudo que acontece em um JOB normalmente aparece no:

spool.


Onde visualizar o spool?

Principalmente no:

SDSF.


Entrando no SDSF

Digite:

SDSF

Painel mais usado

ST

Mostra:

  • JOBs;

  • status;

  • JOBID;

  • RC.


Exemplo típico

NP JOBNAME JOBID OWNER STATUS

Como abrir spool do JOB?

Digite:

?

ou:

S

ao lado do JOB.


O que aparece dentro do spool?

Arquivos importantes:

  • JESJCL;

  • JESMSGLG;

  • JESYSMSG;

  • SYSOUT;

  • CEEDUMP.


A ordem correta de análise

Iniciantes costumam se perder.

O ideal é seguir esta sequência:


1. Verificar RC

Return Code


Exemplo

CC 0000

Indica:

sucesso.


Outros exemplos

CC 0004

Warning.

CC 0008

Erro moderado.

CC 0012

Erro grave.


Se houver ABEND

Exemplo:

S0C7

ou:

U4038

Então existe erro anormal.


2. Ler JESMSGLG

Um dos arquivos mais importantes.

Ele mostra:

  • mensagens JES2;

  • início do JOB;

  • fim do JOB;

  • alocação;

  • spool;

  • status batch.


Mensagens clássicas

$HASP373 JOB STARTED

JOB iniciado.


$HASP395 JOB ENDED

JOB finalizado.


O que procurar?

  • dataset não encontrado;

  • problemas de autorização;

  • falhas JCL;

  • mensagens system.


3. Ler JESJCL

Mostra:

como o sistema interpretou o JCL.


Muito útil para encontrar:

  • erros de sintaxe;

  • parâmetros inválidos;

  • datasets errados.


Exemplo comum

JCL ERROR

4. Ler JESYSMSG

Mostra mensagens do:

z/OS.

Muito importante para:

  • alocação;

  • datasets;

  • ABENDs;

  • execução.


Mensagens clássicas


Dataset não encontrado

DATA SET NOT FOUND

Falta de espaço

SPACE NOT AVAILABLE

Dataset em uso

DATA SET IN USE

5. Ler SYSOUT

Aqui normalmente aparece:

  • saída COBOL;

  • relatórios;

  • DISPLAY;

  • resultados do programa.


Exemplo COBOL

DISPLAY 'PROCESSAMENTO OK'

Aparece no SYSOUT.


Como identificar erros COBOL?

Procurar:

  • FILE STATUS;

  • SQLCODE;

  • ABEND;

  • mensagens LE.


O que é ABEND?

Abnormal End

Erro anormal de execução.


ABENDs famosos


S0C7

Erro de dados numéricos.

Muito comum em COBOL.


S0C4

Violação de memória.


S806

Programa não encontrado.


SB37

Falta de espaço em disco.


O que é CEEDUMP?

Dump gerado pelo:

Language Environment (LE).

Ajuda debugging COBOL.


Como analisar spool corretamente?


Comece pelo fim

Muitos erros aparecem perto do final.


Procure palavras-chave

  • ERROR

  • ABEND

  • IEC

  • IEF

  • SQLCODE

  • NOT FOUND


Observe mensagens $HASP

Elas mostram:

  • início;

  • fim;

  • status.


Exemplo completo de análise


Passo 1

RC:

CC 0012

Problema detectado.


Passo 2

JESMSGLG mostra:

IEF212I DATA SET NOT FOUND

Passo 3

Identificar dataset incorreto no JCL.


Resultado

Erro encontrado.


Como operadores analisam spool?

Eles verificam:

  • falhas batch;

  • tempo de execução;

  • filas;

  • spool;

  • mensagens críticas.


Como programadores analisam spool?

Eles procuram:

  • ABEND;

  • SQLCODE;

  • DISPLAY;

  • SYSOUT;

  • retorno COBOL.


Curiosidades incríveis

1. Operadores passam horas analisando spool diariamente


2. Grandes bancos geram milhões de linhas de spool


3. Muitas falhas críticas são descobertas apenas lendo spool


4. Saber interpretar mensagens é habilidade extremamente valorizada


Erros comuns de iniciantes


1. Ignorar RC

Primeira coisa que deveria ser verificada.


2. Ler apenas SYSOUT

Muitas falhas aparecem no JESMSGLG.


3. Não entender ABEND

ABEND indica erro sério.


4. Procurar erro no começo do spool

Frequentemente está no final.


Dicas extremamente importantes

Sempre leia:

  • JESMSGLG;

  • JESYSMSG;

  • SYSOUT.


Aprenda mensagens IEC e IEF

São muito comuns.


Memorize principais ABENDs

Isso acelera troubleshooting.


Use FIND no SDSF

Exemplo:

F ERROR

Como isso aparece no dia a dia?

Praticamente em tudo:

  • COBOL;

  • DB2;

  • SORT;

  • batch;

  • automação;

  • operações;

  • suporte.


Fluxo mental ideal

RC
 ↓
JESMSGLG
 ↓
JESYSMSG
 ↓
SYSOUT
 ↓
ABEND
 ↓
CORREÇÃO

Por que aprender análise de spool?

Porque isso é:

uma das habilidades mais importantes do z/OS.

Quem domina spool domina:

  • troubleshooting;

  • batch;

  • operações;

  • COBOL;

  • JES2;

  • SDSF.


Resumo rápido

ArquivoFunção
JESJCLJCL interpretado
JESMSGLGMensagens JES2
JESYSMSGMensagens do sistema
SYSOUTSaída da aplicação
CEEDUMPDump COBOL/LE

Conclusão

Aprender a ler e interpretar mensagens no spool é fundamental para qualquer profissional mainframe.

O spool contém todas as informações necessárias para entender o comportamento dos JOBs, identificar erros, analisar ABENDs e realizar troubleshooting eficiente no ambiente z/OS IBM Z.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Como Submeter JOBs no Mainframe z/OS

 

Bellacosa Mainframe em como submeter jobs no Mainframe

Como Submeter JOBs no Mainframe z/OS

Depois de aprender:

  • JCL;

  • JOB;

  • JES2;

  • SDSF;

chega uma das etapas mais importantes do mundo mainframe:

submeter um JOB.

É nesse momento que o processamento batch realmente começa.


O que significa “submeter”?

Submeter significa:

enviar um JOB para execução.

Quando fazemos isso:

  • o JES2 recebe o JCL;

  • valida sintaxe;

  • coloca o JOB na fila;

  • inicia processamento batch.


Analogia simples

Imagine enviar uma ordem de produção para uma fábrica.

O JOB seria:

a ordem de serviço.

Submeter significa:

entregar essa ordem para a central operacional.


O que é necessário antes?

Você precisa ter:

  • um JCL;

  • acesso TSO/ISPF;

  • autorização RACF;

  • datasets corretos.


Exemplo simples de JCL

//MEUJOB JOB CLASS=A,MSGCLASS=X
//STEP1  EXEC PGM=IEFBR14

O que esse JOB faz?

Executa:

IEFBR14

Programa muito usado para testes simples.


Onde criar o JCL?

Normalmente em:

  • PDS;

  • PDSE.


Exemplo de biblioteca

USUARIO.JCL

Exemplo de membro

USUARIO.JCL(TESTE)

Como editar?

No ISPF:

opção 2 (EDIT)

ou:

EDIT 'USUARIO.JCL(TESTE)'

Como submeter um JOB?

Existem várias formas.


Método mais comum: comando SUBMIT

Dentro do editor ISPF:

SUBMIT

ou simplesmente:

SUB

O que acontece depois?

O sistema responde algo parecido com:

IKJ56250I JOB MEUJOB(JOB12345) SUBMITTED

O que significa isso?


MEUJOB

Nome do JOB.


JOB12345

JOBID.

Identificador único.


O JOB foi para o JES2

Agora ele:

  • entra na fila;

  • aguarda recursos;

  • executa;

  • gera spool.


Como acompanhar o JOB?

Usando:

SDSF


Entrando no SDSF

Digite:

SDSF

Painel principal

Mais usado:

ST


O que aparece?

NP JOBNAME JOBID OWNER STATUS

Como visualizar resultado?

Digite:

?

ou:

S

ao lado do JOB.


O que aparece?

Arquivos do spool:

  • JESJCL;

  • JESMSGLG;

  • JESYSMSG;

  • SYSOUT.


Arquivos importantes


JESJCL

JCL interpretado.


JESMSGLG

Mensagens JES2.


JESYSMSG

Mensagens do sistema.


SYSOUT

Saída do programa.


O que é RC?

Return Code

Código de retorno do JOB.


Exemplo

CC 0000

Significa:

sucesso.


Outros exemplos

CC 0004

Warning.

CC 0012

Erro.


O que é ABEND?

Erro anormal de execução.

Exemplo:

  • dataset inexistente;

  • erro COBOL;

  • problema JCL.


Fluxo completo do JOB

USUÁRIO
   ↓
SUBMIT
   ↓
JES2
   ↓
FILA
   ↓
INITIATOR
   ↓
EXECUÇÃO
   ↓
SPOOL
   ↓
SDSF

O que é initiator?

Processo responsável por:

executar JOBs.


O que é spool?

Área temporária onde ficam:

  • logs;

  • mensagens;

  • SYSOUT;

  • relatórios.


Como cancelar JOB?

No SDSF:

C

Como colocar HOLD?

H

Como liberar HOLD?

A

Como apagar spool?

P

O que é HOLD?

JOB fica aguardando liberação.


O que é CLASS?

Classe do JOB.

Exemplo:

CLASS=A

Define:

  • prioridade;

  • fila;

  • política batch.


O que é MSGCLASS?

Classe das mensagens do spool.


Exemplo

MSGCLASS=X

Como submeter fora do editor?

Também é possível:

SUBMIT 'USUARIO.JCL(TESTE)'

Isso é muito usado em TSO


Como programadores usam JOBs?

Para:

  • executar COBOL;

  • rodar SORT;

  • acessar DB2;

  • gerar relatórios;

  • integração batch.


Como operadores usam JOBs?

Para:

  • monitorar batch;

  • verificar falhas;

  • analisar spool;

  • controlar produção.


Curiosidades incríveis

1. Grandes bancos submetem milhões de JOBs diariamente


2. Alguns batchs noturnos processam bilhões de registros


3. O conceito de JOB existe há décadas

E continua extremamente relevante.


4. O JES2 consegue gerenciar enormes volumes batch simultaneamente


Erros comuns de iniciantes


1. Dataset inexistente

Erro clássico.


2. Esquecer permissões RACF


3. Ignorar RC

Pode esconder falhas.


4. Não verificar JESMSGLG

Muitas mensagens importantes ficam ali.


Dicas importantes

Sempre confira:

  • RC;

  • JESMSGLG;

  • JESYSMSG.


Use IEFBR14 para testes simples


Aprenda SDSF junto com JCL


Leia mensagens $HASP

Elas mostram:

  • início;

  • fim;

  • status do JOB.


Exemplo clássico

$HASP373 JOB STARTED
$HASP395 JOB ENDED

Por que aprender submissão de JOB?

Porque isso é:

o coração do processamento batch no z/OS.

Quem domina submissão de JOB entende:

  • JCL;

  • JES2;

  • SDSF;

  • spool;

  • operações mainframe.


Resumo rápido

ConceitoSignificado
SUBMITEnviar JOB
JES2Gerencia JOB
SDSFMonitora JOB
RCReturn Code
SPOOLÁrea de saída
JOBIDIdentificador
INITIATORExecuta JOB

Conclusão

Submeter JOBs é uma das atividades mais importantes do ambiente mainframe IBM Z.

É através desse processo que o z/OS executa tarefas batch corporativas críticas, controlando programas, datasets e processamento automatizado de forma extremamente confiável e eficiente.