sábado, 4 de setembro de 2010

SMP/E for z/OS Workshop : ACCEPT Processing

 

Bellacosa Mainframe SMP/E accept processing

SMP/E for z/OS Workshop

ACCEPT Processing

O momento em que o código vira história oficial

Se o APPLY é onde o código começa a rodar,
o ACCEPT é onde ele ganha certidão de nascimento.

Depois do ACCEPT, não tem mais desculpa:

“isso aqui já faz parte do produto”


O papel real do ACCEPT no SMP/E

O ACCEPT command é responsável por:

  • Instalar os elementos dos SYSMODs nas Distribution Libraries (DLIBs)

  • Atualizar a Distribution Zone (DZONE)

  • Definir o nível oficial e permanente do software

📌 Em termos simples:

ZonaPapel
TargetCódigo que roda
DistributionCódigo que define o produto

👉 Nunca se executa código direto das DLIBs
(Se você já viu alguém tentar… você sabe o nível do problema 😬)


Target vs Distribution – a verdade nua e crua

🔹 Target Libraries

  • Load modules executáveis

  • Macros e source (para assembly)

  • Ambiente vivo

  • Pode mudar

🔹 Distribution Libraries

  • Elementos “puros”

  • Backup oficial

  • Base para RESTORE

  • Não deveriam mudar toda hora

💡 Easter egg #1

Quem aceita PTF direto em DLIB de produção sem clone
não gosta de dormir tranquilo.


ACCEPT é parecido com APPLY?

Sim. E isso é proposital.

A IBM fez o ACCEPT ser quase um APPLY com outro destino:

  • Mesmos critérios de seleção

  • Mesmas opções:

    • CHECK

    • BYPASS

    • REDO

    • COMPRESS

  • Mesma lógica de dependência

  • Mesma validação de HOLDDATA

A diferença é onde o SMP/E escreve.


Pré-requisitos para um ACCEPT saudável

Antes de aceitar qualquer coisa, o SMP/E verifica:

✅ SYSMOD foi aplicado?

Por padrão:

  • SIM → pode aceitar

  • NÃO → rejeitado

Se quiser aceitar sem aplicar (caso raro):

BYPASS(APPLYCHECK)

💡 Easter egg #2

BYPASS(APPLYCHECK) é como sudo root
só use se você realmente souber o que está fazendo.


✅ Não existem HOLDs pendentes?

O ACCEPT verifica no Global Zone:

  • SYSTEM HOLD

  • USER HOLD

  • ERROR HOLD

Se existir HOLD:

  • ACCEPT para

  • Você resolve primeiro


Como os HOLDs são resolvidos no ACCEPT

🟡 SYSTEM / USER HOLD

  • Execute a ação descrita no REASON

  • Depois use:

BYPASS(HOLDSYSTEM)

🔴 ERROR HOLD

  • Resolvido automaticamente

  • Quando o APAR/PTF corretivo é instalado

  • Ou um superseding PTF é aceito

📌 Boa prática:

Nunca aceitar PTF com ERROR HOLD ativo.

💡 Easter egg #3

Quem ignora ERROR HOLD
aprende RESTORE na prática.


Seleção de elementos no ACCEPT

(a parte que poucos entendem)

O ACCEPT não copia elemento “no grito”.
Ele garante que nenhum nível seja regredido.

Ele compara:

  • FMID

  • RMID

  • UMID

  • PRE / SUB no ++VER

Regras básicas:

  • Elementos substitutos devem PRE ou SUB

  • UPD (SRC, MAC, ZAP) devem respeitar UMID

  • Se não respeitar:

    • ACCEPT pode até continuar

    • Mas emite warning

    • E você acabou de assumir o risco

💡 Easter egg #4

Warning ignorado hoje
vira incidente amanhã.


O que o ACCEPT faz de verdade (por dentro)

Quando tudo está validado, o SMP/E:

1️⃣ Busca os elementos em:

  • SMPPTS

  • SMPTLIBs

  • LKLIB / TXLIB

2️⃣ Invoca utilitários:

  • IEBCOPY

  • IEBUPDTE

  • LINKEDIT (quando aplicável)

3️⃣ Instala nas DLIBs corretas
(via DISTLIB=)

4️⃣ Atualiza a Distribution Zone:

  • Cria entradas de SYSMOD

  • Atualiza FMID / RMID

  • Remove UMIDs antigos

  • Registra ZAPs e UPDs


Limpeza pós-ACCEPT (o “lixo controlado”)

Por padrão, o ACCEPT:

  • Remove SYSMOD entry do Global Zone

  • Apaga MCS do SMPPTS

  • Deleta SMPTLIBs associados

  • Remove backups (SMPCDS)

Tudo isso acontece porque:

O SYSMOD agora virou baseline

⚠️ Se quiser manter tudo:

NOPURGE

💡 Easter egg #5

Quem usa NOPURGE sem motivo
costuma ficar sem espaço em disco.


Relatórios do ACCEPT

Depois do ACCEPT, sempre revise:

  • Accept Summary Report

  • Element Change Report

  • Utility Output

  • Deleted SYSMOD Report (quando aplicável)

📌 Se você não leu o report:

O ACCEPT não aconteceu de verdade.


ACCEPT em uma frase (Bellacosa style)

RECEIVE traz o pacote
APPLY faz o sistema rodar
ACCEPT transforma mudança em padrão
RESTORE ensina respeito


Checklist Bellacosa – ACCEPT seguro

✔ ACCEPT sempre em DLIB clone
✔ BACKUP antes de produção
✔ Nenhum HOLD pendente
✔ APPLY feito (ou BYPASS consciente)
✔ Relatórios lidos
✔ Espaço em disco conferido


Conclusão

O ACCEPT é o último passo da cadeia SMP/E.
Depois dele:

  • O código vira referência

  • O produto muda de nível

  • O RESTORE passa a depender disso

Quem domina ACCEPT:

  • Entende gestão de software

  • Não só instalação

💡 Easter egg final

System programmer bom instala.
System programmer experiente aceita.
System programmer sábio sabe quando não aceitar.

 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

☕ BUFF & DEBUFF

Buff e Debuff

 

BUFF & DEBUFF

Quando a vida roda com ou sem prioridade


Tem termos que a gente aprende jogando videogame, assistindo anime… e quando percebe, está usando no trabalho, na vida e até no mainframe. Buff e Debuff são dois desses conceitos mágicos que escaparam do mundo dos RPGs e viraram filosofia prática do dia a dia.


🎮 Origem: dos dados de RPG ao pixel

Buff e debuff nascem lá atrás, no RPG de mesa (Dungeons & Dragons, anos 70).

  • Buff: efeito positivo temporário (força +10, defesa +20, velocidade extra).

  • Debuff: efeito negativo (veneno, lentidão, confusão, medo).

Quando os videogames chegaram, isso virou regra:

  • Final Fantasy

  • Dragon Quest

  • Chrono Trigger

  • MMORPGs como Ragnarok, WoW, Lineage

No Japão, o conceito foi absorvido com gosto — porque combina com estratégia, disciplina e preparação.


📺 Animes: o buff virou roteiro

Nos animes, buff e debuff deixaram de ser só mecânica e viraram narrativa.

Exemplos clássicos:

  • Dragon Ball → Kaioken, Super Saiyajin (BUFF MONSTRUOSO).

  • Naruto → modos Sennin, selos amaldiçoados (buff com debuff embutido).

  • Bleach → Bankai (buff de alto risco).

  • Isekai → status screen, skills passivas, debuffs malditos.

Easter egg clássico:
Todo buff poderoso cobra um preço.
Todo debuff forte ensina humildade.


🖥️ Tradução Bellacosa Mainframe

No meu mundo:

  • Buff = prioridade alta no JES2

  • Debuff = CPU contention às 10h da manhã

Exemplos práticos:

  • Um sistema bem tunado → BUFF

  • Um JCL mal escrito → DEBUFF

  • Índice errado no DB2 → debuff permanente

  • Cache quente, I/O afinado → buff passivo invisível

Na IA?

  • Prompt bem feito → buff cognitivo

  • Dados ruins → debuff silencioso


🧠 Impacto cultural

Buff/debuff moldaram como:

  • pensamos estratégia,

  • aceitamos limites,

  • entendemos consequências.

No Japão, isso conversa com:

  • ikigai (quando seus buffs fazem sentido),

  • shikata ga nai (aceitar debuffs inevitáveis),

  • kintsugi (transformar debuff em aprendizado).


🥚 Curiosidades & easter eggs

  • Muitos jogos escondem buffs secretos por comportamento, não por item.

  • Alguns debuffs só aparecem se o jogador for ganancioso.

  • Em RPGs antigos, status “confusão” era mais perigoso que morte.

Na vida também.


🧓 Nostalgia

Quem viveu os anos 80 e 90 lembra:

  • status em tela preta,

  • números piscando,

  • música 8-bit avisando perigo.

Hoje a gente chama isso de:

  • burnout (debuff),

  • férias (buff temporário),

  • experiência acumulada (buff permanente).


☕ Comentário final do El Jefe

A vida é um RPG mal documentado.

Você não escolhe todos os debuffs,
mas escolhe como se prepara.

  • Estudo é buff.

  • Paciência é buff.

  • Curiosidade é buff raro.

E reclamar demais…
bom, isso é debuff empilhável.


No fim, seja no anime, no game, no mainframe ou na IA:

vence quem sabe gerenciar status.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

☕🖥️ Suporte à Produção Mainframe — o coração que mantém o z/OS batendo

 

Bellacosa Mainframe apresenta Suporte a Produção

☕🖥️ Suporte à Produção Mainframe — o coração que mantém o z/OS batendo 

Se desenvolvimento é o cérebro, Suporte à Produção Mainframe é o sistema nervoso central do ambiente z/OS. É quem sente a dor antes do usuário ligar, quem age antes do SLA estourar e quem garante que o batch das 23h termine antes do café esfriar ☕.

Vamos destrinchar esse tema com história, funcionamento, aplicações práticas, dicas de guerra, curiosidades, easter eggs e aquela fofoquice técnica que só mainframer raiz conhece.


🕰️ Origem & História — de Operador de Sala ao Analista de Produção

Nos primórdios do mainframe:

  • Existia a sala de máquinas

  • Operadores ficavam de olho em luzes piscando, fitas rodando e impressoras cantando

  • Um abend era quase um evento social 😅

Com a evolução:

  • Chegaram MVS, JES2, SDSF, CICS online

  • Depois z/OS, DB2, MQ, WebSphere, Integration Bus

  • E o operador virou Analista de Suporte à Produção, com visão técnica, analítica e estratégica

👉 Hoje, Suporte à Produção não é “apagar incêndio”, é prevenção, análise e controle do ecossistema.


🎯 O que é Suporte à Produção Mainframe?

É a área responsável por:

  • Acompanhar processamento batch e online

  • Analisar incidentes, falhas e degradação

  • Atuar em eventos críticos de produção

  • Garantir disponibilidade, performance e integridade

  • Usar ferramentas do z/OS para diagnóstico rápido e preciso

💡 Resumo Bellacosa:

Suporte à Produção é quem garante que o sistema funcione mesmo quando tudo conspira contra.


🎓 O que deve aprender para trabalhar em Suporte à Produção Mainframe

Esse programa de capacitação é praticamente um manual de sobrevivência do ambiente produtivo IBM Mainframe.

📚 Estrutura Geral

  • Artigos

  • Exercicios

  • Videos

  • Manuais IBM

👉 Ideal para quem quer pensar como Produção, não só executar comandos.


🧠 Objetivo Real (o que ninguém fala no folder)

Além do texto bonito, o curso prepara o aluno para:

  • Tomar decisão sob pressão

  • Escolher a melhor solução, não a mais óbvia

  • Entender impacto sistêmico

  • Dialogar com desenvolvimento, infraestrutura, segurança e negócio

💬 Frase clássica de produção:

“Pode até funcionar… mas em produção é outra história.”


👥 Público-Alvo (quem sobrevive bem nesse mundo)

  • Profissionais de TI

  • Operadores de Mainframe

  • Analistas em transição para Produção

  • Quem já cansou de ouvir:

    “Na homologação funcionou…”

📌 Pré-requisitos

  • TSO/ISPF

  • SDSF

  • Noções de z/OS

  • Inglês básico (sim, mensagem de erro não vem em português 😄)


🧩 Estrutura Curricular — o arsenal do Suporte à Produção

Vamos ao mapa das armas:

🖥️ z/OS

  • JES2, spool, jobs, STCs

  • WTOR, WTO, mensagens

  • Performance, datasets, enqueues

  • Easter egg: quem nunca decorou mensagem $HASP?


🧠 CICS

  • Regiões online

  • Transações travadas

  • Dumps, abends, filas

  • Curiosidade: CICS raramente “cai”… ele se defende


📬 MQ

  • Filas cheias

  • Mensagens presas

  • Canais parados

  • Dica de ouro: produção ama fila vazia e canal ativo


🔌 Integration Bus (Broker)

  • Integração entre mundos

  • Mensagens XML/JSON

  • Transformações e rotas

  • Fofoquice: quando quebra, ninguém sabe de quem é a culpa 😅


🧪 REXX

  • Automação de tarefas

  • Scripts de monitoramento

  • Ações rápidas em incidentes

  • Easter egg raiz: REXX salva madrugada!


🗄️ DB2 – Utilitários

  • REORG, RUNSTATS, COPY

  • Locks, deadlocks

  • Espaço e performance

  • Dica Bellacosa: DB2 lento quase sempre avisa antes


🌐 WebSphere / Servidores de Aplicação

  • Acesso remoto

  • Integração web

  • Monitoramento de serviços

  • Curiosidade: quando o web cai, o mainframe “leva a culpa”


🔍 Funcionamento na Prática — um dia típico de Produção

  1. Batch inicia

  2. Job abenda

  3. SLA começa a gritar

  4. SDSF aberto

  5. Mensagem analisada

  6. Dataset bloqueado

  7. Lock liberado

  8. Job restartado

  9. Negócio segue

  10. Usuário nem ficou sabendo 😎

👉 Isso é Suporte à Produção bem feito.


💡 Dicas de Ouro (nível Bellacosa Mainframe)

✔️ Aprenda a ler mensagens, não só copiar
✔️ Conheça o impacto do comando antes de executar
✔️ Documente tudo (memória falha às 3h da manhã)
✔️ Produção exige calma, método e sangue frio
✔️ O melhor incidente é o que não vira chamado


🥚 Easter Eggs & Curiosidades

  • Todo ambiente tem um job “maldito”

  • Sempre existe um STC que ninguém sabe para que serve

  • Produção aprende mais em 1 incidente do que em 10 cursos

  • O melhor elogio:

    “Nem percebemos que deu problema.”


☕ Conclusão Bellacosa Mainframe

O Suporte à Produção Mainframe não é apenas uma função — é uma mentalidade.

É entender:

  • Tecnologia

  • Processo

  • Negócio

  • Risco

  • Responsabilidade

Quem passa por Produção:

  • Vira profissional mais completo

  • Aprende a pensar grande

  • Ganha respeito técnico

📌 Em resumo:

Se o mainframe é o coração da empresa,
Suporte à Produção é quem garante que ele nunca pare de bater.

domingo, 15 de agosto de 2010

SMP/E for z/OS Workshop : BUILDMCS, LINK MODULE e LINK LMODS

 

Bellacosa Mainframe apresenta SMP/E buildmcs link lmods e module

SMP/E for z/OS Workshop

BUILDMCS, LINK MODULE e LINK LMODS

Quando o SMP/E deixa de ser manutenção e vira engenharia de produto

Até agora, no mundo SMP/E, falamos muito de rotina operacional:
RECEIVE, APPLY, ACCEPT, RESTORE.
O famoso arroz com feijão do dia a dia.

Mas existe um outro SMP/E.
Menos usado.
Mais poderoso.
Mais perigoso se mal compreendido.

Hoje entramos no território de product build, onde aparecem três comandos que não são para iniciantes:

  • BUILDMCS

  • LINK MODULE

  • LINK LMODS

Aqui o SMP/E deixa de ser só manutenção e passa a ser engenharia reversa, migração e reconstrução de produtos.


SMP/E e a visão estrutural do z/OS

O SMP/E enxerga o z/OS como uma hierarquia:

  • 🔹 Elementos simples (SRC, MAC, MOD, PARM)

  • 🔹 Objetos intermediários (OBJ, módulos)

  • 🔹 Estruturas complexas (LMODs)

  • 🔹 Bibliotecas do sistema (target libraries)

Tanto o APPLY quanto os processos de geração de produto fazem a mesma coisa no fundo:

Pegam módulos, macros, source e dados
e combinam tudo para gerar load modules e bibliotecas executáveis

O segredo está em como o SMP/E entende essa estrutura:
👉 entries e subentries no CSI


Revisão rápida das principais subentries (a base de tudo)

🔹 DISTLIB=

Aponta para a distribution library
(cópia oficial, aceita, segura)

🔹 FMID=

Define o nível funcional

Quem é o dono original do elemento

🔹 RMID / UMID=

Definem o nível de serviço

Última substituição e atualizações

🔹 SYSLIB=

Usado por SRC, MAC, DATA, HFS
Define o DDNAME da target library

🔹 LMOD=

Usado em MODULE entries
Direciona o SMP/E para a estrutura do load module

Sem entender isso, BUILDMCS vira magia negra.


Distribution Zone: conteúdo sem estrutura

Um ponto crítico que muita gente erra:

Na DZONE não existe estrutura de LMOD

Na distribution zone:

  • Existem MOD entries

  • Não existem LMOD= subentries

  • O foco é conteúdo, não link-edit

A estrutura só nasce no target, durante APPLY, GENERATE ou LINK.


BUILDMCS – o “clonar produto” do SMP/E

O que é o BUILDMCS?

O BUILDMCS analisa um target zone ou distribution zone
e gera um SYSMOD funcional completo, contendo:

  • ++FUNCTION

  • ++MOD, ++MAC, ++SRC, ++PARM, ++HFS

  • ++JCLIN completo

  • FROMDS apontando para as DLIBs

📦 Resultado:

Um SYSMOD portátil, capaz de reinstalar um produto inteiro em outro ambiente SMP/E


Para que isso existe no mundo real?

Cenários clássicos:

  • Migração de produto entre ambientes

  • Criação de novo CSI

  • Consolidação de sistemas

  • Produto sem mais mídia oficial

  • Ambientes isolados (sem internet, sem Shopz)

BUILDMCS cria uma imagem funcional completa do produto, incluindo:

  • Função

  • Serviço

  • Usermods já aplicados


O que o BUILDMCS NÃO faz

🚫 Não altera o ambiente original
🚫 Não aplica nem aceita nada
🚫 Não “adivinha” dependências externas

Ele fotografa o estado atual do produto.


Como o BUILDMCS funciona por dentro

1️⃣ Analisa o zone (T ou D)
2️⃣ Reconstrói MCS a partir do CSI
3️⃣ Usa FROMDS para apontar para DLIBs
4️⃣ Gera SYSMOD superseding
5️⃣ Grava tudo no SMPPUNCH

Depois disso:

RECEIVE APPLY ACCEPT

em outro ambiente.


Relatórios gerados pelo BUILDMCS

BUILDMCS não é silencioso. Ele gera:

📄 Function Summary Report

  • FMIDs processados

  • SYSMODs substituídos

📄 Entry Summary Report

  • Todos os elementos do FMID

  • MODs, LMODs, DDDEFs

📄 Subentry Summary Report

  • Detalhe fino de cada entry

Se você não leu esses relatórios, você não sabe o que copiou.


⚠️ Restrições do BUILDMCS (a parte que cai em produção)

BUILDMCS não é para todo produto.

Problemas aparecem quando existem:

❌ Load modules compartilhados

Um LMOD com módulos de mais de um produto

❌ Elementos comuns

Mesmo nome e tipo fornecido por produtos diferentes

❌ VERSION, ASSEM, PREFIX

Essas operações não são recriadas

❌ Informações ausentes no Target Zone

  • LEPARM

  • ALIAS

  • DALIAS

Resultado?
👉 SYSMOD gerado incompleto ou incorreto


LINK MODULE – resolvendo dependência entre target zones

Agora imagine isso:

  • Produto A em TZONE1

  • Produto B em TZONE2

  • Um LMOD precisa de módulos dos dois

Sem reinstalar nada.

👉 LINK MODULE resolve isso


O que o LINK MODULE faz?

  • Reexecuta o link-edit

  • Inclui módulos faltantes

  • Atualiza ambos os target zones

  • Cria relacionamento cruzado (TIEDTO)

Tudo isso sem APPLY, sem ACCEPT.


Como o SMP/E documenta isso?

Após o LINK MODULE:

  • XZMODP no LMOD que foi relinkado

  • XZLMODP nos módulos envolvidos

  • TIEDTO nos dois target zones

Isso garante que o SMP/E:

  • Saiba da dependência

  • Avise (ou relinke automaticamente) no futuro


XZLINK – avisar ou agir?

No TIEDTO ZONE:

  • XZLINK(DEFERRED)
    👉 Apenas avisa possível inconsistência

  • XZLINK(AUTOMATIC)
    👉 SMP/E relinka automaticamente

Escolha errada aqui = surpresa em manutenção futura.


LINK LMODS – o REPORT CALLIBS que deu certo

O LINK LMODS substitui o antigo REPORT CALLIBS.

Ele:

  • Identifica LMODs por nome ou CALLIBS

  • Localiza todos os módulos

  • Executa link-edit direto nas target libraries

  • Tem CHECK mode

  • Tenta recuperação automática (compress + retry)

É APPLY sem SYSMOD.


Resumo Bellacosa Mainframe

ComandoPapel
BUILDMCSClona um produto
LINK MODULEResolve dependência entre zones
LINK LMODSRelinka LMODs diretamente

Frase final (estilo Bellacosa)

RECEIVE instala mídia.
APPLY constrói código.
ACCEPT oficializa.
RESTORE ensina humildade.
BUILDMCS revela quem realmente entende SMP/E.

No próximo módulo, entramos em LIST e REPORT — onde o SMP/E finalmente começa a contar a verdade sobre o seu sistema.

sábado, 14 de agosto de 2010

☕🔥 JCL & Produção Batch Mainframe — a engenharia silenciosa que move bilhões

 

Bellacosa Mainframe apresenta JCL Job Control Language


☕🔥 JCL & Produção Batch Mainframe — a engenharia silenciosa que move bilhões 


Se você já otimizou STEP para caber na janela, já analisou RC 0004 com cara de 0012, já salvou processamento crítico com um COND= bem colocado, então este texto não é introdutório.
É JCL raiz, técnico, com cheiro de CPD, café requentado e responsabilidade financeira.


🕰️ Origem & História — por que o JCL ainda governa o mundo

O JCL (Job Control Language) nasce junto com o conceito de processamento em lote nos grandes centros de dados, quando:

  • Processar tudo “online” era inviável

  • O custo de CPU precisava ser controlado

  • O erro precisava ser detectável, tratável e auditável

Enquanto linguagens vêm e vão, o JCL ficou porque:

  • É determinístico

  • É declarativo

  • É governável

  • É auditável

Verdade histórica:

Toda fintech moderna ainda depende de batch — só não admite.


🏦 Por que bancos, telecom e gigantes globais usam Mainframe

Empresas que processam milhões de transações críticas exigem:

  • Alta disponibilidade (24x7)

  • Integridade absoluta

  • Escalabilidade previsível

  • Segurança nativa

  • Throughput sob pico

A Plataforma IBM Mainframe entrega:

  • Sysplex

  • Parallel Sysplex

  • z/OS

  • DB2, CICS, MQ

  • RACF, SMF, RMF

🔥 El Jefe truth:

Cloud escala. Mainframe sustenta.


🧠 JCL não é script — é contrato operacional

JCL define:

  • O que roda

  • Quando roda

  • Com quais recursos

  • Com quais dados

  • O que acontece se falhar

Ele não executa lógica de negócio.
Ele orquestra o sistema operacional.

📌 Exemplo clássico:

//STEP01 EXEC PGM=PROG01,COND=(4,LT)
//DD01  DD DSN=BASE.DADOS.ENTRADA,DISP=SHR

Comentário ácido:

JCL errado não falha — impacta.


⚙️ Funcionamento do Processamento Batch

Fluxo real:

  1. Job submetido

  2. JES valida sintaxe

  3. Initiator seleciona

  4. Recursos alocados

  5. Programas executam

  6. RC avaliados

  7. Próximo STEP decide

  8. Output gerado

  9. SLA confirmado ou perdido

🔥 Veterano sabe:

O problema raramente está no STEP que abendou.


🧩 Ecossistema Operacional — as ferramentas de poder

🧑‍💻 TSO — o shell do z/OS

  • Execução direta

  • Diagnóstico rápido

  • REXX, CLIST, comandos

Curiosidade:

Quem domina TSO resolve problema sem ticket.


🗂️ ISPF/PDF — produtividade industrial

  • Editor poderoso

  • Gestão de datasets

  • Browse inteligente

  • Macros

🔥 Easter egg:

PF7 e PF8 são memória muscular.


📊 SDSF — o raio-X da produção

  • Jobs

  • STCs

  • Spool

  • Syslog

  • Comandos

📌 Uso clássico:

SDSF DA / ST / H

Verdade dura:

SDSF é onde a verdade aparece.


🧪 JCL na prática — decisões de veterano

COND vs IF/THEN/ELSE

  • COND = simples e perigoso

  • IF/THEN = legível e controlável

🔥 Regra de produção:

COND errado roda STEP que não deveria.


Alocação de Recursos

  • DISP

  • SPACE

  • UNIT

  • VOL

Fofoquice técnica:

DISP=SHR mal usado já derrubou banco.


Tratamento de Erros

  • RC esperado ≠ sucesso

  • RC aceitável ≠ erro

  • Abend ≠ falha total

📌 Exemplo:

// IF (STEP01.RC <= 4) THEN

🛠️ Utilitários do Sistema — os bastidores

  • IEBGENER

  • IDCAMS

  • SORT / ICETOOL

  • IEBCOPY

  • DFSORT

🔥 Veterano:

Quem domina utilitário domina batch.


🧠 Lógica Estruturada aplicada ao Batch

Mesmo sem “programar”:

  • Sequência

  • Decisão

  • Repetição (simulada)

  • Modularização por STEP

Comentário ácido:

JCL ruim é código espaguete sem goto.


🧨 Atividades Operacionais & de Análise

Produção batch exige:

  • Leitura de mensagens

  • Análise de dumps

  • Correlação entre jobs

  • Impacto em cadeia

  • Comunicação com negócio

🔥 Verdade cruel:

Produção não tem replay.


🥚 Easter Eggs & Curiosidades do Batch

  • Todo ambiente tem um job “imortal”

  • Sempre existe um dataset “temporário” de 10 anos

  • O maior medo é:

    “Rodou fora da janela…”

  • RC 0000 nem sempre é vitória


☕🔥 Conclusão — Manifesto El Jefe Batch

JCL não é:

  • Legado morto

  • Linguagem simples

  • Detalhe operacional

JCL é:

  • Coluna vertebral do processamento corporativo

  • Contrato de execução

  • Instrumento de controle de risco

☕🔥 Quem domina JCL,
não escreve jobs —
governa o processamento de dados.

Se quiser, posso:

  • Criar labs de produção real

  • Montar checklist de análise de jobs

  • Criar guia JCL para veteranos

  • Produzir versão acadêmica ou institucional

  • Montar trilha Batch + JCL + SDSF + RACF

É só chamar.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

☕ Lei da Responsabilidade

 

Bellacosa Mainframe e a lei da responsabilidade

Lei da Responsabilidade

ou: quem deu o SUBMIT é dono do JOB

Vou falar em primeira pessoa, porque essa lei eu não aprendi em livro — eu aprendi na marra, entre JCL mal formatado, JOB em ABEND e decisões da vida que também não tinham //SYSOUT=* pra revisar depois.


📜 Origem – de onde vem essa lei?

A Lei da Responsabilidade nasce da mesma matriz que:

  • o estoicismo (assuma o que depende de você),

  • a ética clássica,

  • e o famoso “cada ação gera consequência”.

No Japão, ela conversa muito bem com conceitos como giri (dever moral), sekinin (責任 – responsabilidade) e até com o mottainai: não desperdiçar oportunidades nem ações.

No mainframe?
Ela está implícita desde o primeiro dia:

“Quem submeteu o JOB é responsável pelo resultado.”

Simples. Brutal. Justo.


🧠 O que essa lei significa?

Significa entender que:

  • escolhas têm efeitos,

  • omissões também são escolhas,

  • e não existe rollback da vida.

Na TI e na vida:

  • Se deu certo → mérito.

  • Se deu errado → aprendizado (ou ABEND).

Culpar:

  • o sistema,

  • o colega,

  • o tempo,

  • o governo,

  • Mercúrio retrógrado,

é só uma forma elegante de rodar em WAIT indefinido.


🖥️ Tradução Bellacosa Mainframe

  • Você escreveu o JCL → você testa.

  • Você abriu a regra no RACF → você responde.

  • Você fez o DEPLOY sexta à noite → você não some.

Na vida:

  • Escolheu o caminho → sustente.

  • Falou → arque.

  • Prometeu → cumpra.

Responsabilidade é ownership, não culpa.


🛠️ Como praticar no dia a dia

  • Pare de terceirizar decisões.

  • Pare de dizer “não tive escolha”.

  • Tenha coragem de dizer: “fui eu”.

Dica prática:

Antes de qualquer decisão, pergunte:
“Eu topo lidar com a consequência disso?”

Se a resposta for não, não submeta o JOB.


🥚 Easter eggs & curiosidades

  • Em japonês corporativo, assumir erro rápido aumenta confiança, não diminui.

  • Em times maduros, quem assume falhas vira referência.

  • No mainframe, os melhores profissionais são os que dizem:
    “deixa comigo” — e ficam até resolver.


☕ Fofoquices do El Jefe

Já vi muito “senior” desaparecer quando o batch estourou.
E já vi muito “junior” crescer porque ficou até o último IEC999I virar sucesso.

Responsabilidade constrói reputação silenciosamente.


🧭 Como entender de verdade

Não confunda responsabilidade com peso.
Ela é liberdade com consciência.

Quando você assume:

  • ganha autonomia,

  • ganha respeito,

  • ganha paz.


🌏 Importância para a vida (e para o Japão)

No Japão, responsabilidade mantém:

  • confiança social,

  • eficiência coletiva,

  • harmonia (wa).

Na vida:

  • ela te tira do modo vítima,

  • te coloca no modo autor da própria história.


🧠 Conclusão Bellacosa

A Lei da Responsabilidade é simples:

Você é o operador do seu próprio sistema.
Se der ABEND, analisa, corrige e segue.

Sem drama.
Sem desculpa.
Sem RESET.


E agora me diga…
você anda assumindo seus JOBs ou só reclamando do spool?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Uma tarde passeando por Leiria


Estamos passeando por um parque delicioso, aproveitando as margens deste ribeirão cheio de patinhos, como bom maníaco por fotos. Nao podia deixar de capturar este pequeno momento.



Esta cidade tem muitos encantos a serem descobertos, possui um  castelo, uma antiga fabrica de papel (parece que foi a primeira de Portugal), um parque com aviao militar, roda d'agua e o patinhos. Muitos patinhos nadando tranquilamente pela ribeira.