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domingo, 18 de junho de 2017

Grutas de Mira D'aire e seus tesouros

Bellacosa Mainframe visitando as Grutas de Mira D´aire

Uma aventura embaixo da terra

Grutas de Mira D'aire e seus tesouros 

As Grutas de Mira de Aire já seriam espetaculares simplesmente por existirem. Caminhar por aqueles enormes salões subterrâneos, cercado por estalactites, estalagmites, rochas moldadas durante eras e pequenos lagos escondidos nas profundezas da terra já seria aventura suficiente.

Mas eles resolveram ir além.

Existe praticamente um espetáculo dentro do espetáculo.

A infraestrutura impressiona: escadarias, passarelas, caminhos preparados, iluminação e até elevador. Em determinados momentos eu me perguntava como conseguiram instalar tudo aquilo no interior de uma montanha sem destruir justamente aquilo que desejavam mostrar.

Então começam as luzes.

E aí a caverna muda.

As sombras desaparecem em alguns lugares e surgem em outros. Formações que estavam escondidas na escuridão aparecem repentinamente. A água reflete as cores, as paredes parecem ganhar outra dimensão e enormes estruturas de pedra emergem diante dos olhos.

Foi quase um teleporte de Star Trek.

Você está caminhando normalmente por uma caverna e, alguns segundos depois, parece que Scotty acionou os controles da Enterprise:

“Energize!”

Puff!



Estamos em outro planeta.

Talvez seja justamente isso que tenha ficado tão marcado na minha memória. Não foi apenas conhecer uma gruta. Foi participar de uma experiência cuidadosamente construída em torno de algo que a própria natureza levou milhões de anos para preparar.

E quando finalmente encontramos o elevador para retornar à superfície, surge aquela sensação curiosa de estar voltando de algum lugar muito distante.

Só que não viajamos anos-luz.

Viajamos para baixo.

E descobrimos que, às vezes, basta atravessar algumas dezenas de metros de rocha para encontrar um universo completamente diferente escondido debaixo dos nossos pés.

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Entre estalactites e estalagmites.




Estamos passeando pelo distrito de Leiria, na região de Mós tem uma belíssima caverna, totalmente adaptado ao turismo, aqui descendo ao seu interior temos um verdadeiro show de luzes pelos lagos, vemos diversos espeleotemas, um grande lago subterrâneo diversas estalactites e vamos ao seu interior.

Serve para pensarmos que uma cidade bem administrada, explora todos os recursos naturais para trazer turistas e impressionar as pessoas.



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Uma tarde passeando por Leiria

Bellacosa Mainframe uma tarde de passeio por Leiria

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🏰 Uma Tarde Passeando por Leiria

Peixinhos no ribeirão, um velho avião entre as árvores e os pequenos encontros de uma cidade descoberta a pé

O Barbinha tinha apenas dois anos quando fomos passar alguns dias em Leiria, Portugal.

Não me lembro daquela viagem por causa de um único grande acontecimento. Pelo contrário. Quando penso em Leiria, surgem pequenos fragmentos, quase como fotografias espalhadas sobre uma mesa.

Foram vários pequenos encontros com a cidade.

Caminhamos bastante.

Em determinado momento estávamos em um parque observando aquelas curiosas ilusões de óptica que transformavam um simples passeio em brincadeira. Em outro, encontramos algo completamente inesperado: um velho avião militar, aparentemente perdido entre as árvores.

Era justamente esse tipo de coisa que me fazia parar.

— Mas o que diabos esse avião está fazendo aqui?

E lá ia eu investigar, olhar, fotografar e guardar mais uma pequena peça daquela viagem.

Também encontramos o ribeirão atravessando a cidade, em alguns pontos disciplinado por antigas obras hidráulicas. Havia comportas que pareciam pertencer a outra época, testemunhas de uma Leiria que existia muito antes de nossa caminhada.

E naturalmente havia o grande sentinela da cidade:



o Castelo de Leiria.

Dominando a paisagem do alto, ele parecia acompanhar nossas andanças enquanto descobríamos as ruas lá embaixo.

Também conhecemos a histórica fábrica de papel, outro daqueles lugares onde gosto de imaginar quantas pessoas passaram, trabalharam e viveram antes de nós.

Mas o vídeo desta postagem registra algo muito mais simples.

Estamos apenas caminhando.

Paramos junto à água e ficamos vendo os peixinhos nadando no rio ou ribeirão.

Só isso.

Nenhuma grande atração turística.

Nenhum acontecimento extraordinário.

Um casal, uma criança de dois anos e alguns peixinhos.

Depois continuamos andando pela cidade.

Hoje percebo que justamente esses pequenos momentos acabaram se tornando uma das partes mais interessantes da viagem. Monumentos podem permanecer durante séculos. Podemos voltar e fotografar novamente o castelo, procurar a velha fábrica ou reencontrar aquelas comportas.

Mas aquele Barbinha de dois anos existe apenas naquele instante.



O menino cresceu.

Nós seguimos nossos caminhos.

A cidade mudou.

Até o sujeito segurando a câmera já não é exatamente o mesmo.

Por isso gosto tanto desses vídeos aparentemente banais.

Naquele momento eu estava simplesmente filmando alguns peixinhos durante uma caminhada por Leiria.

Dezesseis anos depois, percebo que estava fazendo outra coisa.

Estava guardando tempo.

E talvez seja exatamente para isso que servem essas pequenas crônicas perdidas pelo Bellacosa Mainframe: permitir que, muitos anos depois, alguém encontre novamente um velho avião entre as árvores, escute a água passando pelas comportas e veja um garotinho de dois anos descobrindo os peixinhos de um ribeirão português.

Bellacosa Mainframe — onde até uma caminhada aparentemente comum pode permanecer executando na memória por décadas.

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Uma tarde passeando por Leiria


Estamos passeando por um parque delicioso, aproveitando as margens deste ribeirão cheio de patinhos, como bom maníaco por fotos. Nao podia deixar de capturar este pequeno momento.



Esta cidade tem muitos encantos a serem descobertos, possui um  castelo, uma antiga fabrica de papel (parece que foi a primeira de Portugal), um parque com avião militar, roda d'agua e o patinhos. Muitos patinhos nadando tranquilamente pela ribeira.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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