quarta-feira, 1 de junho de 2011

📜 Crônicas da Rua Ultrecht – Volume “Novo Horizonte”

 


📜 Crônicas da Rua Ultrecht – Volume “Novo Horizonte”
Ao estilo Bellacosa Mainframe, para os leitores fiéis deste escriba desorganizado e feliz

Há memórias que chegam como dump de sistema: fragmentadas, desalinhadas, registros misturados, datas colidindo como timestamps descompassados num JES2 atolado.
Mas, no meio desse caos mental, há sempre um bloco consistente, um dataset íntegro: Novo Horizonte, interior de São Paulo.
Fim dos anos 1970, início dos anos 1980.
Antes da pré-escola, antes da alfabetização, antes do Dandan — ou depois, quem sabe. A cronologia é um JCL mal comentado. Mas a lembrança, essa sim, é vívida.



🌽 Novo Horizonte — O Parêntese da Infância

Aqueles meses (ou seria um ano?) em Novo Horizonte foram como um fork no meu sistema de vida.
Meu pai, fotógrafo, resolveu tentar sorte na cidade dos primos.
E ali reencontrei três figuras lendárias:

  • Sidney

  • Marcele

  • Duzinho

Filhos de Eduardo e Cleuza, parentes do meu pai e operadores oficiais da oficina técnica da vida real, especializada em tratores, caminhonetes e utilitários rurais.
Era um mundo de graxa, ferro, escapamentos quentes, parafusos, barulho e cheiro de óleo queimado — um parque de diversões para qualquer criatura diabinha em formação.



🌭 O Hot Dog da Iluminação Química

Foi lá que eu vivi minha primeira epifania gastronômica.

Até então, na minha casa, “hot dog” era:

  • pão

  • salsicha

  • molho de tomate caseiro

Delicioso, mas… doméstico.
Quase artesanal.

Então veio o evento.
A mordida.
A descoberta.

Hot dog com ketchup.

Meu Deus.
O choque cultural.
A explosão industrial.
O sabor químico, doce, artificial, processadíssimo — e absolutamente perfeito.

Era como sair de fita magnética e entrar no SSD.
Como trocar gloops de tinta por polímeros sintéticos de primeira geração.
Como sair de CP/M e descobrir mainframe z/OS.

Até hoje — até hoje — quando provo ketchup, uma pequena cena pós-créditos sobe na minha mente:
eu, pequenino, segurando um hot dog e pensando:
o que é esse néctar das fábricas?



⚠️ Epic Fail Nº 271 — A Piscina de Óleo Queimado

Mas nenhuma lembrança supera o grande mergulho.

Na oficina do Edu, havia um reservatório aberto no chão — um fosso pouco profundo onde se acumulava óleo queimado de lubrificação.
Preto.
Denso.
Pegajoso.
Cheiro forte.
Aquele tipo de resíduo que hoje teria uns 47 alertas ambientais e umas cinco multas da CETESB.

Eis que, num momento de inspiração duvidosa, Sidney, provavelmente com a inocência (ou malícia) típica dos primos mais velhos, comenta:

“Olha ali… a piscina!”

Eu, crédulo, aspirante a passarinho, criatura ainda sem firmware de autopreservação, pensei:

“Piscina = pular.”

E pulei.

Sim.
Eu pulei dentro do óleo.



🛢️ O Batismo Petrolífero

Subi do fosso como um personagem bugado de jogo 8-bit:

  • inteiramente preto,

  • grudento,

  • escorrendo óleo,

  • com a roupa condenada,

  • e com a alma impregnada de hidrocarbonetos.

Minha mãe quase teve um AVC.
Meu pai não sabia se brigava ou fotografava.
E eu, no auge da inocência, estava mais curioso do que arrependido.

Hoje, quando vejo fotos de derramamento de crude no mar, aves cobertas de petróleo, tartarugas lutando para mexer a nadadeira…
me bate uma solidária pontada no peito.

Eu sei.
Eu sei o que é viver isso.

Sou praticamente um sobrevivente de derramamento ambiental, versão infantil.


🎞️ Novo Horizonte — O Episódio Perdido da Série

Essas memórias não têm ordem, não têm lógica, não seguem calendário.
São como blocks jogados pelo tempo, soltos na memória, prontos para serem reorganizados por algum futuro arqueólogo digital.

Mas elas existem.
Pulam do passado como aquele hot dog vermelho, aquele pulo no poço, aquele abraço da infância simples.

terça-feira, 12 de abril de 2011

🌸 Sakura — A flor que o Japão usa para lembrar que tudo é temporário

 

Sakura a beleza efemera do Japão

🌸 Sakura — A flor que o Japão usa para lembrar que tudo é temporário

Se você já viu anime, dorama, filme japonês ou mesmo um wallpaper bonito demais pra ser verdade, já trombou com elas: as sakuras, as famosas flores de cerejeira.

Mas sakura não é só flor bonita para Instagram, não.
Ela é filosofia, memória, despedida, começo e bug emocional tudo ao mesmo tempo.


🌸 O que é Sakura, tecnicamente falando

Sakura (桜 / さくら) é a flor da cerejeira japonesa.
Ela floresce por pouquíssimos dias, normalmente entre março e abril, dependendo da região.

Ou seja: nasce linda, explode em beleza… e cai rápido.
Nada mais japonês do que isso.


um parque japones e suas sakura

🏯 Origem histórica (job antigo, mas estável)

O culto à sakura vem de mais de mil anos, lá do período Heian (794–1185).
A aristocracia japonesa se reunia para contemplar as flores, escrever poemas e beber saquê.

Com o tempo, isso virou o Hanami:

  • Hana = flor

  • Mi = observar

Ou seja: parar tudo para olhar flor caindo.
Produtividade zero, significado 100%.


sakura a flor de cerejeira

🌸 Significado profundo (a parte que aperta o coração)

Sakura simboliza:

  • 🌱 Impermanência da vida

  • 💔 Beleza passageira

  • 🌬️ Aceitação da morte

  • 🌸 Renovação e recomeço

É o famoso conceito japonês do mono no aware:

A consciência de que tudo passa — e justamente por isso é bonito.

A flor não luta contra o tempo.
Ela floresce… e aceita cair.


🎌 Importância cultural no Japão

  • Marca o início do ano letivo

  • Marca o início do ano fiscal

  • Marca mudanças de fase

  • Marca despedidas e novos caminhos

Basicamente: quando a sakura floresce, o Japão dá F5 na vida.


📺 Sakuras nos animes (Easter Eggs)

Se você vê sakura caindo em anime, algo importante está acontecendo:

  • Final de arco

  • Despedida

  • Novo começo

  • Amor não correspondido

  • Trauma desbloqueado 😅

🎥 Exemplos:

  • Your Name

  • 5 Centimeters per Second

  • Naruto (óbvio)

  • Clannad

  • AnoHana

Sakura caindo = emocional damage garantido.


🤫 Fofoquices & bastidores

  • Todo ano o Japão tem a previsão oficial da floração, tipo boletim meteorológico emocional

  • Pessoas viajam o país só para ver a flor

  • Parques lotam mais que metrô em horário de pico

  • Empresas fazem piqueniques corporativos sob as árvores (sim, até o chefe vira humano por um dia)


💡 Dicas Bellacosa Mainframe para o leitor

✔ Não confunda sakura com cerejeira frutífera — não dá cereja
✔ Não arranque flores (crime cultural)
✔ Se vir pétala caindo num anime, prepare o lenço
✔ Sakura não é sobre durar — é sobre marcar memória


🧠 Conclusão — modo reflexão ativado

A sakura ensina algo que a gente vive esquecendo:

Nada precisa durar para ser importante.

Ela floresce rápido, encanta todo mundo e vai embora sem pedir desculpa.
Deixa saudade, deixa aprendizado, deixa silêncio.

Talvez por isso o Japão ame tanto a sakura.
Ela lembra que viver é um evento temporário — e lindo exatamente por isso.

🌸

segunda-feira, 11 de abril de 2011

🖥️✨ O que torna o Mainframe mágico para você?

 

Homenagem aqueles que partiram, mas foram grandes mainframers

🖥️✨ O que torna o Mainframe mágico para você?



Muita gente responde rápido:
👉 poder
👉 confiabilidade
👉 escalabilidade
👉 estabilidade de carreira

Tudo isso é verdade.
E, sinceramente? Tudo isso é irrelevante.

Porque o que torna o mainframe realmente mágico não aparece em benchmark, SLA ou relatório de capacidade.

O mainframe concede algo raro na história da tecnologia:
🧠 uma forma de imortalidade.


🕯️ Quando o Código Sobrevive ao Autor

Imaginar que existem codigos em produção criados na decada de 1980, 1990, 2000, muitas dessas pessoas estão aposentadas, algumas até faleceram e nem imaginam, que seu codigo continua rodando em algum processo Batch da vida, aquelas 4 linhas de comentarios, durando mais tempo que a propria existencia.

Demos adeus a antigos colegas, pessoas que dividiram momentos na criação e codificação. Mas há um pensamento — estranho, profundo e ao mesmo tempo reconfortante — que só quem vive o mainframe entende:

👉 o código dele ainda está rodando.

24 horas por dia.
7 dias por semana.
Em data centers espalhados pelo mundo.
E provavelmente continuará rodando por décadas.


🧬 Health Checker for z/OS – Um Guardião Invisível

Outra grande ferramenta o  IBM Health Checker for z/OS.

Vivemos tempos loucos, pressão total, desmembramento de equipes, terceirização, quarteirização, precarização total, antigos guerreiros que geraram lucros, hoje demitidos como se fossem trapos, jogados na lixeira.

Tempos modernos extranhos, onde o profissional perde valor e é demitido por ser antigo, por ter uma folha salarial mais alta, nunca o salario daqueles que dirigem para aqueles que produzem foi tão alto. Equipes desmobilizadas, para passado alguns meses recontrarem como terceirizados, ganhando metade do que ganhavam.

Pessoas que não fazem ideia do que acontecem na Tela Verde, cortam, riscam, demitem e depois descobrem que fizeram caquinha. Muitos nem ficam muito tempo, pulando para o proximo galho, usando o cargo para fazer curriculum.

Enquanto bancos liquidam bilhões,
aviões decolam,
hospitais processam dados,
governos funcionam…

O código Heath verifica silenciosamente se os sistemas estão saudáveis.
Protegendo o que sustenta a economia global.

💡 Ironia dolorosa:
O sistema verifica a saúde de tudo —
menos a saúde mental daqueles de quem o escreveu.


🟢 O Verde da Tela como Portal

Para muitos, o green screen é velho.
Para quem sabe olhar, ele é um portal.

Cada programa COBOL, cada comentário, cada decisão estranha às 2h da manhã carrega:

  • personalidade

  • humor

  • cansaço

  • genialidade

  • humanidade

🥚 Easter egg emocional:
Comentários em código antigo não são documentação.
São mensagens no tempo.

Ali estão pessoas que já se aposentaram.
Pessoas que mudaram de área.
Pessoas que já não estão mais aqui.

Mas o pensamento delas… continua executando.


🧠 A Imortalidade que Ninguém Vende no PowerPoint

O mainframe não é mágico porque não cai.
Ele é mágico porque lembra.

Enquanto outras plataformas descartam, reescrevem e esquecem, o mainframe:

  • preserva

  • respeita

  • carrega legado

💡 Dica Bellacosa (humana, não técnica):
Leia comentários antigos com respeito.
Ali existe alguém que confiou que outro ser humano estaria ali no futuro.

Você é esse futuro.


🗣️ Fofoquices de Sala-Cofre (as que não viram incidente)

  • “Esse código é estranho, mas funciona há 30 anos”

  • “Não mexe, foi o Fulano que escreveu”

  • “Isso aqui tem história”

  • "Tenho até dor de barriga, só em pensar em mexer no programa A"

  • Uauu isso é uma carta a Julieta, que programa imenso.

  • Esse programa é tão bonito, que até estou emocionado.

Essas frases não são medo técnico.
São respeito ancestral.


🕊️ Rest in Peace, Programador eternizado nos comentarios

Graças ao mainframe,
os pensamentos,
as decisões,
o cuidado
de muitas pessoas que partiram
estão permanentemente codificados.

O mundo segue funcionando, em parte, por causa dele.

E isso… isso é mágico.


🧠 Pensamento Final do El Jefe

Dizem por aí:

“O mainframe está morto.”

Mas toda vez que um programa escrito há décadas executa corretamente,
toda vez que um comentário explica algo essencial,
toda vez que um sistema continua em pé…

🔥 o mainframe prova que está mais vivo do que nunca.

Porque enquanto houver código rodando,
ninguém que escreveu para ele é totalmente esquecido.

🖥️
O mainframe é eterno.
Longa vida ao mainframe.


domingo, 10 de abril de 2011

🔥 Multi Tasking vs Multi Threading no Mainframe CICS

CICS Multi Tasking versus Multi Threading no Mainframe


🔥 Multi Tasking vs Multi Threading no Mainframe CICS

 


☕ Midnight Lunch, 500 usuários logados e o CICS impassível

13h11.
Fila cheia no atendimento.
Centenas de usuários pressionando ENTER ao mesmo tempo.
E o CICS… tranquilo. 😎

Alguém novo pergunta:

“Isso é multi-threading, né?”

O veterano sorri, toma um gole de café e responde:

“Não. Isso é multi-tasking de verdade.”

Vamos acertar essa confusão de uma vez por todas.


🏛️ História: concorrência antes de virar buzzword

Muito antes de:

  • Java threads

  • pthreads

  • containers

  • Kubernetes

o mainframe já executava milhares de unidades de trabalho simultâneas.

O CICS nasceu para isso:

  • Processar milhares de transações

  • Compartilhar recursos

  • Garantir integridade

📌 Concorrência não é novidade. É herança.


🧠 Conceito essencial (guarde isso)

Multi-tasking = várias tarefas concorrentes
Multi-threading = vários fluxos dentro de uma tarefa

No CICS, isso muda tudo.


🔄 O que é Multi-Tasking no CICS?

Definição

Multi-tasking é a capacidade do CICS de:

  • Executar múltiplas tasks (transações) ao mesmo tempo

  • Cada uma com seu próprio contexto

  • Compartilhando a mesma região

Cada ENTER do usuário = uma task CICS.


Características

✔ Cada task é independente
✔ Isolamento de contexto
✔ Escalonamento pelo dispatcher
✔ Altíssima escalabilidade

📌 O CICS vive de multi-tasking.


Exemplo mental Bellacosa

1000 usuários → 1000 tasks
Cada uma:

  • Seu COMMAREA/CHANNEL

  • Seus locks

  • Seu tempo de CPU

🔥 Tudo rodando em harmonia.


🧵 O que é Multi-Threading no CICS?

Definição

Multi-threading é quando:

  • Um mesmo programa pode ser executado

  • Simultaneamente

  • Por várias tasks

📌 Atenção:
No CICS, thread ≠ task como no mundo distribuído.


Como o CICS lida com isso?

  • Programas devem ser reentrantes

  • Não podem depender de storage estático

  • Precisam ser “thread-safe”

📌 O CICS não cria threads. Ele compartilha programas.


🥊 Task vs Thread (comparação raiz)

ConceitoTask (CICS)Thread (conceito geral)
UnidadeTransaçãoFluxo interno
ControleCICS DispatcherRuntime
IsolamentoAltoMédio
UsoUsuáriosExecução interna

📌 Confundir task com thread é erro de formação.


🧠 Reentrância: o coração do multi-threading no CICS

O que é?

Um programa reentrante:

  • Pode ser executado por várias tasks

  • Ao mesmo tempo

  • Sem interferência

Regras de ouro

✔ Nada de storage estático mutável
✔ Use WORKING-STORAGE dinâmico
✔ Use COMMAREA / CHANNEL
✔ Trate recursos compartilhados

📌 Programa não reentrante em CICS é bomba relógio.


⚠️ Erros clássicos (easter eggs)

🐣 Variável global alterada
🐣 WORKING-STORAGE assumido como exclusivo
🐣 TSQ compartilhada sem controle
🐣 READ UPDATE segurando lock
🐣 “Funciona em teste, quebra em carga”

📌 Todo bug concorrente nasce aqui.


🛠️ Passo a passo Bellacosa (como pensar concorrência)

1️⃣ Cada usuário = uma task
2️⃣ Programas são compartilhados
3️⃣ Dados nunca são exclusivos
4️⃣ Locks devem ser mínimos
5️⃣ Storage deve ser limpo

📌 Concorrência se projeta, não se improvisa.


📚 Guia de estudo para mainframers

Domine estes tópicos:

  • CICS Task lifecycle

  • Dispatcher e TCBs

  • Program reentrancy

  • Storage management

  • ENQ/DEQ

📖 Manual essencial: CICS Application Programming Guide


🤓 Curiosidades de boteco mainframe

🍺 CICS roda milhares de tasks em um único endereço
🍺 “Thread-safe” nasceu no mainframe
🍺 Programas não reentrantes já derrubaram regiões
🍺 Java copiou conceitos do CICS sem admitir


💬 Comentário El Jefe Midnight Lunch

“O mundo descobriu concorrência.
O mainframe sempre viveu dela.”


🚀 Aplicações reais hoje

  • Core bancário

  • Sistemas de pagamento

  • Governo

  • Seguradoras

  • Ambientes híbridos (CICS + APIs)


🎯 Conclusão Bellacosa

No CICS:

  • Multi-tasking é nativo

  • Multi-threading é disciplina

  • Reentrância é obrigatória

🔥 Concorrência não é luxo. É fundamento.


sábado, 9 de abril de 2011

🍡 Dango — O “Job Step” Mais Fofo da Gastronomia Japonesa

 


🍡 Dango — O “Job Step” Mais Fofo da Gastronomia Japonesa

Post Bellacosa Mainframe para Otakus do El Jefe Midnight Lunch


Se você é otaku raiz, já deve ter visto milhares de vezes aquele espetinho com três bolinhas coloridas, sempre aparecendo em festivais, piqueniques, cenas de amizade e… claro… em Clannad, que praticamente transformou o dango em entidade divina.

Pois bem, padawan, hoje vamos abrir o dataset culinário chamado DANGO — um doce tão tradicional no Japão quanto um COBOL bem indentado no mainframe.

Prepare-se para mergulhar em origem, curiosidades, easter eggs e história, tudo temperado com o bom humor Bellacosa Mainframe.


🍡 O QUE É DANGO?

Dango é um bolinho japonês feito de mochiko (farinha de arroz glutinoso), moldado em esferas pequenas e servido geralmente em um espeto (kushi).

Ele pode ser:

  • doce

  • salgado

  • tostado

  • servido quente, frio, com molho, com pasta de feijão, com chá…

É versátil igual JCL:
👉 “muda um parâmetro aqui, um DD ali, e já vira outra receita”.


📜 ORIGEM — UM DOCE FEUDAL

O dango existe há mais de mil anos no Japão.
Ele foi o primo mais simples e barato do mochi — então, enquanto o mochi era coisa de cerimônia, o dango era o doce “do povo”.

Ele aparece desde o período Heian (794).
Ou seja, quando nossas avós ainda estavam aprendendo a fazer bolo, os japoneses já tinham dango rodando em produção.


⭐ TIPOS FAMOSOS DE DANGO (O “MANUAL DO OPERADOR OTÁKU”)

1. Hanami Dango

O mais visto em animes:
➡️ rosa, branco e verde
Comido durante a apreciação das sakuras.
É o “dango oficial do romance escolar”.

2. Mitarashi Dango

Coberto com molho de shoyu doce caramelizado.
É o dango do “npc que vende no templo”.

3. Anko Dango

Coberto com pasta de feijão doce.
Clássico, tradicional e doce como um dump bem resolvido.

4. Bocchan Dango

Três cores vibrantes, referência ao romance “Bocchan”.
É o dango com “literatura na veia”.


🎎 DANGO NOS ANIMES — ONDE ELE APARECE?

CLANNAD – O mais famoso de todos

Os Dango Daikazoku viraram MEME CULTURAL.
A música ficou marcada e até hoje rende lágrimas mais rápidas que um ABEND U4038 em dia de entrega.

InuYasha

Dango aparece em momentos de descanso, sempre vinho com aquele clima de aldeia feudal.

Demon Slayer / Kimetsu no Yaiba

Rengoku é visto comendo dango — claro, o homem era praticamente movido a carboidrato.

Lucky Star

Usado como gag de comédia em episódios escolares.

Anpaman

Sim, tem personagem-cabeça-de-dango (os japoneses adoram antropomorfizar comida).




🥢 EASTER EGGS, CURIOSIDADES & FOFOQUICES

🟣 O dango não é mochi, mas é “parente de primeiro grau”.

Enquanto o mochi é feito batendo arroz até virar pasta, o dango é feito com farinha moldada — muito mais prático.

🟤 Já foi comida de templo.

Sacerdotes serviam dango como oferenda, e virou símbolo de paz e boa sorte.

🍡 O formato de “3 bolinhas no espeto” não é aleatório.

No Japão, o número 3 traz equilíbrio e harmonia.
É basicamente um JOB com três passos perfeitinhos:

  • Setup

  • Execução

  • Finalização

🚫 Nos anos 1600, tentar vender dango sem licença do templo rendia punição.

Sim, jovem otaku, existia censura e registro até pra vender bolinha de arroz.
O shogunato adorava um controle de acesso — era o RACF da época.


🎌 SIGNIFICADO CULTURAL

O dango representa:

✔ união
✔ celebração
✔ simplicidade
✔ convívio entre pessoas

No fundo, é o “docinho social” do Japão: sempre presente em festivais e encontros.

Se fosse traduzido para o mundo mainframe, dango seria:

👉 “o coffee-break do JCL”
Amarra o time, levanta o astral, traz boas memórias.




🧰 DICAS BELLACOSA PARA RECONHECER UM DANGO EM ANIME

  • se tem espeto → é dango

  • se tem três cores → é hanami dango

  • se tem molho brilhante marrom → é mitarashi

  • se a personagem está chorando com trilha emocional → é Clannad, com certeza

  • se parece mochi mas está num palito e não “salta” → é dango (mochi é mais rebelde)


🧾 TL;DR (o Dump Final)

  • Dango = bolinho de arroz espetado

  • Antigo, tradicional e popular

  • Onipresente em animes

  • Tem função simbólica e histórica

  • É o “petisco universal” do Japão

  • E se você ver, provavelmente dá vontade de comer na hora

O dango é o legado vivo do Japão — simples, eterno, versátil.
Tipo um COBOL bem escrito: não envelhece nunca.

🍡✨


sexta-feira, 8 de abril de 2011

O DIABINHO — UMA CRÔNICA BELLACOSA MAINFRAME

 


O DIABINHO — UMA CRÔNICA BELLACOSA MAINFRAME PARA O EL JEFE MIDNIGHT LUNCH
Por Vagner Bellacosa, diretamente do cluster emocional da Zona Leste


Existem memórias que são como datasets VSAM cluster: você sabe que estão ali, arquivadas, comprimidas, algumas até com CI Size duvidoso — mas basta um GET inesperado para tudo ser lido de volta com nitidez cristalina.
E foi exatamente isso que aconteceu naquele dia perdido nos meus vintões, quando o destino resolveu executar um job de nostalgia em plena tarde no Parque Três Marias.

Estava eu, alinhado, pacato, versão Production Mode — sem bugs aparentes — caminhando ao lado da minha tia Miriam. Domingo típico de Zona Leste: criançada correndo como TSO sessions sem timeout, cheiro de pipoca no ar e aquele sol que te compila sem warnings.



De repente, surge do nada uma velhinha conhecida da família.
Daquelas figuras que carregam em seu storage todas as versões, branches e releases da árvore genealógica dos Bellacosa. Cumprimentou a minha tia, bateu o papo padrão de atualização de PTFs familiares, e aí… veio a pergunta.

“Quem é o rapagão bonito que está acompanhando você?”
Sim, ela usou rapagão bonito. Auditado e autenticado.

Miriam, sempre objetiva como um DISPLAY JOBSTATUS, responde com alegria:
“É meu sobrinho!”

A velhinha, processando a informação como um batch rodando em 31 bits, ajusta os óculos, mira em mim com precisão de Opcode e dispara:

“Ah… é filho da Deise?”

Na inocência das tias que não sabem que seguram informações nucleares na ponta da língua, Miriam responde:
“Não, é filho do Wilson.”

E então…
Silêncio.
Mas não qualquer silêncio.
Silêncio de abend S0C7 emocional.

A velhinha travou. Eu vi no olho dela o dump sendo produzido.
Reprocessou memórias antigas, alinhou registros, reconstruiu índices, revisitou décadas de logs familiares.

Até que ela concluiu o job, olhou para mim como quem revalida uma lenda urbana e soltou a mensagem de sistema definitiva:



“Ah… então você era aquele diabinho.”

Não havia contra-argumento. Não tinha rollback. Não tinha RETRY.
Estava certificado, homologado e publicado no production environment da história familiar:
Eu fui — oficialmente — o diabinho.

Aquela hora eu percebi duas coisas:

  1. A infância da gente deixa rastros mais permanentes que SMF records.

  2. Tias e velhinhas são o verdadeiro RACF: elas lembram tudo, controlam tudo, e nunca esquecem o que você fez no dataset da vida.

E quer saber?
Entre tantas memórias que formam a colcha de retalhos dos Bellacosa, essa é uma das mais saborosas, mais humanas e mais engraçadas.
Um lembrete de que, antes de sermos analistas, professores, arquitetos, mainframeiros, ou seja lá qual seja o nosso role atual…
Nós fomos crianças.
Travessas, barulhentas, curiosas, e às vezes — para o registro oficial da auditoria familiar — diabinhos certificados.

E tudo bem.
Porque é dessa energia, dessa faísca, desse “processo paralelo” da alma que nasce o sujeito que segue rodando até hoje, pleno, resiliente e com uptime invejável.

No final das contas, todos carregamos um diabinho no subsystem interno.
Alguns apenas têm logs mais famosos.


segunda-feira, 7 de março de 2011

🔥 BIND DB2 em COBOL – O Ritual Sagrado Entre o Código e o Plano de Execução 🔥

 

Bind DB2 Package Plan COBOL ao estilo Bellacosa Mainframe

🔥 BIND DB2 em COBOL – O Ritual Sagrado Entre o Código e o Plano de Execução 🔥

 


Se o compile COBOL é o nascimento do programa, o BIND DB2 é o batismo de fogo.
Sem ele, seu programa até existe… mas não fala com o banco.

Quem nunca ouviu no plantão noturno:

“Compilou, linkou… mas esqueceu o BIND.”

Silêncio. Café. Olhar para o SYSOUT. ☕😐

Este artigo é para desmistificar o BIND, separar lenda de verdade e registrar aquele conhecimento que normalmente só se aprende depois do primeiro -805 em produção.


🕰️ Um Pouco de História – Por Que o BIND Existe?

Nos primórdios do DB2 (lá no fim dos anos 70), a IBM fez uma escolha genial e cruel ao mesmo tempo:

👉 Separar lógica do programa de estratégia de acesso aos dados.

Assim nasceu o BIND:

  • O COBOL descreve o que quer

  • O DB2 decide como fazer

💡 Resultado:
O mesmo programa pode ter planos diferentes em ambientes diferentes.
Flexibilidade máxima… e dor de cabeça proporcional.


🧩 O Que é o BIND DB2, de Verdade?

BIND é o processo onde o DB2:

  • Analisa o SQL estático

  • Escolhe access paths

  • Cria PACKAGE (ou PLAN)

  • Valida permissões

  • Gera dependências

Sem BIND:

  • Não existe plano

  • Não existe package

  • Não existe execução

💡 Frase clássica de mainframer:

“O erro não está no código. Está no BIND.”


📦 PACKAGE vs PLAN – A Confusão Eterna

PACKAGE

  • Gerado a partir do DBRM

  • Contém SQL otimizado

  • Versionável

  • Reutilizável

PLAN

  • Aponta para um ou mais packages

  • Controla isolamento, owner, bind time

💡 Dica Bellacosa:
Em ambientes modernos, package é rei. PLAN virou maestro — não solista.

🥚 Easter egg histórico:
Antigamente se dava BIND direto em PLAN. Hoje isso é quase arqueologia DB2.


🔗 O Caminho Sagrado: Compile → DBRM → BIND

Fluxo real da vida:

  1. Compile COBOL com SQL

  2. Gera DBRM

  3. BIND PACKAGE

  4. Link-edit

  5. Run

Se alguém inverter isso…
📛 cheiro de incidente.

💡 Dica prática:
Sempre valide se o DBRM que você está bindando é do mesmo compile. Erro clássico de esteira mal montada.


⚠️ Erros Clássicos que Todo Mundo Já Viu

🔥 -805 (DBRM ou PACKAGE não encontrado)

Tradução livre:

“Você esqueceu o BIND ou apontou para o lugar errado.”

🔥 -818 (Timestamp mismatch)

Tradução:

“Você recompilou, mas não rebindeou.”

🔥 -204 / -551

Permissão, owner ou qualifier errado.

💡 Dica de sobrevivência:
Antes de xingar o DB2, olhe:

  • COLLECTION

  • OWNER

  • QUALIFIER

  • VERSION


🧠 Parâmetros de BIND que Salvam Carreiras

Alguns parâmetros não são opcionais — são estratégia de vida:

  • ISOLATION(CS|RR|UR)

  • RELEASE(COMMIT|DEALLOCATE)

  • VALIDATE(BIND|RUN)

  • EXPLAIN(YES)

  • REOPT(ALWAYS|ONCE|NONE)

💡 Dica Bellacosa:
Não copie BIND de outro sistema sem entender.
Cada parâmetro muda performance, locking e risco.


🧪 BIND e Performance – Onde o Jogo Começa

O SQL pode estar perfeito…
Mas um BIND mal feito:

  • Gera table scan

  • Estoura buffer pool

  • Cria lock em horário nobre

💡 Conhecimento de bastidor:
90% dos “problemas de SQL” são problemas de BIND mal ajustado.

🥚 Easter egg de guerra:
Já vi sistema “otimizado” só mudando ISOLATION e refazendo o BIND. Código intocado.


🤝 BIND, DevOps e Git – O Mundo Novo

No mundo moderno:

  • Código está no Git

  • DBRM nasce no pipeline

  • BIND é automatizado

💡 Regra de ouro:
Se o pipeline não controla BIND, você não controla produção.

Automatize:

  • Collection por ambiente

  • Versionamento de package

  • Rollback de BIND


🗣️ Fofoquices de Sala-Cofre

  • “Rodou em QA, mas não em PROD” → COLLECTION errada

  • “Código antigo, erro novo” → REBIND automático noturno

  • “Não mexemos no SQL” → alguém mexeu no BIND


🧠 Pensamento Final do El Jefe

O BIND DB2 não é um detalhe técnico.
Ele é o contrato invisível entre seu COBOL e o banco.

Quem domina BIND:

  • Evita incidentes

  • Ganha performance

  • Dorme melhor

Quem ignora:

  • Vive de -805

  • Culpa o DB2

  • Trabalha de madrugada

🔥 Pergunta final para o leitor:
Você trata o BIND como rotina… ou como arquitetura?

Porque no mainframe,
o código passa — o plano fica. 🧠💾