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sexta-feira, 4 de maio de 2012

🔥 Como extrair listagens SMF no IBM mainframe z/OS (sem romantizar, sem mistério)

 


🔥 Como extrair listagens SMF no IBM mainframe z/OS (sem romantizar, sem mistério)


Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas explicado para quem confia em SMF mais do que em dashboard bonito





☕ 01:37 — Antes de existir “observabilidade”, já existia verdade

No mundo cloud, observabilidade é:

  • moda

  • ferramenta

  • assinatura mensal

No mainframe, observabilidade sempre foi:

SMF ou nada

Se você quer entender aplicações distribuídas, mensageria, performance e incidentes, aprender a extrair, ler e interpretar SMF é obrigação moral de todo mainframer.


1️⃣ Breve história: SMF não foi feito para te agradar 🧬

O System Management Facility (SMF) nasceu para:

  • auditoria

  • capacidade

  • cobrança

  • performance

  • verdade operacional

📌 Comentário Bellacosa:
SMF não explica.
SMF prova.


2️⃣ Onde os dados SMF ficam no z/OS 🗂️

Formas comuns de armazenamento:

1️⃣ Datasets sequenciais ativos

  • SYS1.MANx (MAN1, MAN2, MAN3)

  • Gravados continuamente

  • Reutilizados em rotação

2️⃣ SMF em log stream (z/OS moderno)

  • Via System Logger

  • Mais seguro

  • Mais escalável

📌 Easter egg:
Quem ainda lê MANx direto está vivendo perigosamente.


3️⃣ Tipos de SMF mais usados (tradução prática)

Tipo SMFPara quê serve
30Uso de CPU por job
70–78RMF (capacidade, CPU, I/O)
80Segurança
110CICS
116MQ
120WebSphere
122DB2

🔥 Comentário:
Distribuído chama isso de “telemetria”.
Você chama de SMF desde sempre.


4️⃣ Extração clássica: IFASMFDP (o velho confiável) 🛠️

O utilitário padrão para descarregar SMF é o IFASMFDP.

Exemplo básico de JCL para extrair SMF

//SMFDUMP JOB (ACCT),'EXTRAI SMF', // CLASS=A,MSGCLASS=X,NOTIFY=&SYSUID //STEP1 EXEC PGM=IFASMFDP //SYSPRINT DD SYSOUT=* //SYSIN DD * DUMP OUTDD(DUMP1,TYPE(116)) /* //DUMP1 DD DSN=USER.SMF.MQ.DUMP, // DISP=(NEW,CATLG), // SPACE=(CYL,(50,10)), // DCB=(RECFM=VB,LRECL=32756)

📌 O que isso faz:
Extrai SMF tipo 116 (IBM MQ) para um dataset legível por programas de análise.

😈 Easter egg:
Esse “DUMP” é mais útil que muito core file moderno.


5️⃣ Extraindo de Log Stream (modo adulto) 🚀

Quando SMF está no System Logger, usa-se:

//STEP1 EXEC PGM=IFASMFDP //SYSIN DD * DUMP FROM(LOGSTREAM) LOGSTREAM(SMF.LOGSTREAM.NAME) OUTDD(DUMP1) TYPE(30,70,116) /*

🔥 Comentário Bellacosa:
Se você usa log stream, você dorme melhor.


6️⃣ Como “baixar” SMF para fora do mainframe 🌍

Depois de extrair para dataset:

Opções clássicas:

  • FTP (modo binary!)

  • SFTP

  • NDM

  • Tools corporativas

📌 Regra sagrada:
Nunca transfira SMF em ASCII.

😈 Easter egg traumático:
SMF convertido errado vira ficção científica.


7️⃣ Como ler SMF (spoiler: não é com os olhos) 👀

SMF não é texto.
Você precisa de:

  • Sort (DFSORT)

  • Programas de leitura

  • Ferramentas (IBM, vendor ou caseiras)

Exemplo simples com DFSORT (filtrando registros)

//SORTSMF EXEC PGM=SORT //SYSOUT DD SYSOUT=* //SORTIN DD DSN=USER.SMF.MQ.DUMP,DISP=SHR //SORTOUT DD DSN=USER.SMF.MQ.FILTRADO, // DISP=(NEW,CATLG), // SPACE=(CYL,(20,5)) //SYSIN DD * SORT FIELDS=COPY /*

📌 Comentário:
Sort é o SQL original do mainframe.


8️⃣ Lendo SMF como observabilidade distribuída 🧠

Mentalidade correta:

  • Não leia registro isolado

  • Monte linha do tempo

  • Correlacione com:

    • batch

    • CICS

    • MQ

    • APIs

🔥 Tradução Bellacosa:
Trace distribuído = SMF correlacionado.


9️⃣ Erros clássicos (não faça isso) ⚠️

❌ Ler SMF sem objetivo
❌ Ajustar sistema sem evidência
❌ Ignorar horário
❌ Confiar só em alertas
❌ Jogar fora dados históricos

😈 Comentário ácido:
Quem não guarda SMF está escolhendo não aprender.


🔟 Guia de estudo para mainframers curiosos 📚

Conceitos

  • SMF architecture

  • RMF

  • Capacity planning

  • Mensageria (MQ)

  • Observabilidade

Exercício Bellacosa

👉 Extraia SMF tipo 116
👉 Monte timeline de PUT/GET
👉 Compare com fila crescendo


🎯 Aplicações reais desse conhecimento

  • Performance tuning

  • Diagnóstico de incidentes

  • Auditoria

  • Integração mainframe-cloud

  • SRE corporativo


🖤 Epílogo — 02:58, tudo explicado

Cloud vende visibilidade.
Mainframe sempre entregou evidência.

El Jefe Midnight Lunch assina:
“SMF não é difícil. Difícil é trabalhar sem ele.”

 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

⏰🔥 SRE explicado para quem já foi acordado por batch quebrado

 


⏰🔥 SRE explicado para quem já foi acordado por batch quebrado



02:47 — Introdução: quando o telefone tocava e você já sabia

Antes de existir SRE, já existia plantão.
Antes de “on-call rotation”, já existia pager, telefone fixo e operador nervoso.
Antes de “incident postmortem”, já existia a pergunta clássica:

“O que mudou desde ontem?”

Site Reliability Engineering (SRE) não nasceu no Google.
Nasceu no trauma coletivo de quem precisava manter sistema crítico em pé, custe o que custar.



1️⃣ O que é SRE (traduzido para dialeto mainframe)

SRE é aplicar engenharia para garantir:

  • Disponibilidade

  • Performance

  • Confiabilidade

  • Previsibilidade

Não é suporte.
Não é operação reativa.
É disciplina.

📌 Mainframer entende assim:

“Não apagar incêndio. Evitar que ele comece.”


2️⃣ O mito: SRE é coisa de cloud 😈

Mentira.

Mainframe já fazia SRE com:

  • SLAs rígidos

  • Janelas de batch

  • Planejamento de capacidade

  • Controles de mudança

  • Automação pesada

😈 Easter egg:
ITIL copiou metade disso e deu nome bonito.


3️⃣ SLIs, SLOs e SLAs (ou: como medir sem enganar)

SLI – Indicador

  • Tempo de resposta

  • Taxa de erro

  • Throughput

SLO – Objetivo

  • “99,9% das transações em até X ms”

SLA – Contrato

  • Multa

  • Diretoria

  • Dor

📎 Mainframer traduz:

“Se o fechamento não roda, tem reunião amanhã.”


4️⃣ Error Budget: a parte que o negócio nunca entendeu 💣

Error Budget =
100% − SLO

Se o sistema pode falhar 0,1% do tempo:

  • Você pode inovar

  • Pode mudar

  • Pode arriscar

Se estourar:

  • Congela mudança

  • Estabiliza

  • Arruma casa

😈 Easter egg:
No mainframe isso se chamava “congelamento pré-fechamento”.


5️⃣ Postmortem sem caça às bruxas 🧠

SRE prega:

  • Análise sem culpados

  • Foco no processo

  • Aprendizado real

Mainframer sabe:

“Sistema não quebra sozinho.”

📌 Curiosidade:
Quem caça culpado esconde problema.


6️⃣ Automação: batch, scripts e o futuro 🤖

SRE vive de automação:

  • Deploy automático

  • Rollback

  • Self-healing

  • Escala automática

Mainframe já fazia:

  • JCL

  • Restart automático

  • Schedulers

  • Abends tratados

😈 Easter egg:
JCL é Infrastructure as Code sem marketing.


7️⃣ Passo a passo para pensar como SRE (modo Bellacosa)

1️⃣ Defina o que é “funcionar”
2️⃣ Meça tudo que importa
3️⃣ Crie limites claros
4️⃣ Automatize o repetitivo
5️⃣ Aceite falhas pequenas
6️⃣ Aprenda com cada incidente
7️⃣ Melhore antes da próxima pancada


8️⃣ Guia de estudo para mainframers cansados 📚

Conceitos

  • SRE

  • SLIs / SLOs

  • Error Budget

  • Incident Management

  • Chaos Engineering

Ferramentas modernas

  • Instana

  • PagerDuty

  • Grafana

  • Kubernetes (sim…)


9️⃣ Aplicações práticas no mundo híbrido

  • Redução de chamadas noturnas

  • Menos stress operacional

  • Melhor diálogo com negócio

  • Estabilidade com inovação

  • Arquiteturas mais conscientes

🎯 Mainframer SRE vira pilar da empresa.


🔟 Curiosidades que doem 😬

  • 100% disponível não existe

  • Mudança sem métrica é aposta

  • Automatizar erro escala desastre

  • Confiabilidade custa tempo e dinheiro

📌 Verdade dura:
Sistema crítico exige humildade técnica.


11️⃣ Comentário final (05:31, céu clareando)

SRE não é moda.
É sobrevivência profissional.

Se você já:

  • Dormiu mal por batch quebrado

  • Evitou mudança perto do fechamento

  • Confiou mais em histórico do que em promessa

Então você já era SRE, antes do nome existir.

🖤 El Jefe Midnight Lunch encerra a série:
Confiabilidade não se improvisa. Se constrói.

 

domingo, 15 de abril de 2012

☕🔥💣 GHOST IN THE SHELL: STAND ALONE COMPLEX — O DIA EM QUE O SYSPROG DESCOBRIU QUE A INTERNET JÁ TINHA GANHADO CONSCIÊNCIA

 

Bellacosa Mainframe e o lendario Ghost in the Shell

☕🔥💣 GHOST IN THE SHELL: STAND ALONE COMPLEX — O DIA EM QUE O SYSPROG DESCOBRIU QUE A INTERNET JÁ TINHA GANHADO CONSCIÊNCIA

Quando a Root Cause Analysis Revelou que Não Existia Mais Programa Origem



Ficha Técnica

Título Original: 攻殻機動隊 STAND ALONE COMPLEX
(Kōkaku Kidōtai: Stand Alone Complex)

Título Internacional: Ghost in the Shell: Stand Alone Complex

Autor Original: Masamune Shirow

Diretor: Kenji Kamiyama

Estúdio: Production I.G

Ano de Lançamento: 2002

Temporadas Principais:

  • Stand Alone Complex (2002)

  • 2nd GIG (2004)

  • Solid State Society (2006)

Episódios:

  • 26 episódios (1ª temporada)

  • 26 episódios (2ª temporada)

  • 1 filme (Solid State Society)

Total: 52 episódios + 1 longa

Gêneros:

  • Cyberpunk

  • Ficção Científica

  • Thriller Policial

  • Suspense

  • Política

  • Filosofia

  • Investigação Tecnológica

Classificação Indicativa:

16+ (varia conforme país)


O Que É Ghost in the Shell?

Imagine que alguém misturou:

  • Blade Runner

  • FBI

  • NSA

  • Inteligência Artificial

  • Filosofia Existencial

  • Segurança da Informação

  • Guerra Cibernética

e transformou tudo isso em anime.

O resultado foi uma das obras mais inteligentes já produzidas na história da animação japonesa.


Sinopse

No futuro, praticamente todos os seres humanos possuem implantes cibernéticos.

Corpos artificiais tornaram-se comuns.

Cérebros podem ser conectados diretamente à rede.

Hackers conseguem invadir não apenas computadores.

Eles podem invadir pessoas.

Nesse cenário surge a:

Seção 9

Uma força especial governamental encarregada de combater:

  • terrorismo

  • espionagem

  • corrupção

  • crimes digitais

  • manipulação de informação

Liderada pela lendária:

Major Motoko Kusanagi

uma agente cujo corpo é quase totalmente artificial.

Apenas seu "Ghost" permanece humano.

Ou talvez nem isso.


A Grande Pergunta da Série

Todo anime possui uma questão central.

Em Naruto:

"Como ser reconhecido?"

Em Evangelion:

"Como lidar com a dor?"

Em Ghost in the Shell:

O que significa ser humano?

Se:

  • suas memórias podem ser alteradas

  • seu cérebro pode ser hackeado

  • seu corpo pode ser substituído

  • sua personalidade pode ser copiada

o que resta da sua identidade?

Essa pergunta acompanha toda a série.


O Caso do Homem que Ri

O Melhor Arco Investigativo dos Animes

Se existe um motivo para assistir SAC, é o famoso:

Laughing Man (Homem que Ri)

Tudo começa com um caso antigo de sequestro corporativo.

Aparentemente encerrado.

Mas anos depois eventos estranhos começam a reaparecer.

A investigação leva a:

  • corrupção farmacêutica

  • manipulação política

  • mídia controlada

  • encobrimentos governamentais

E então surge um conceito revolucionário.


Stand Alone Complex

O conceito que dá nome à série.

Imagine um ambiente z/OS.

Um erro aparece.

Você procura:

  • programa responsável

  • job responsável

  • usuário responsável

E não encontra nada.

Centenas de pessoas estão reproduzindo exatamente o mesmo comportamento.

Sem coordenação.

Sem líder.

Sem programa mestre.

O fenômeno passou a existir sozinho.

Essa é a definição de:

Stand Alone Complex

Uma ideia tão poderosa que se replica sem precisar de autor.

Hoje chamamos isso de:

  • memes

  • movimentos virais

  • fake news

  • narrativas coletivas

  • comportamento emergente

Em 2002 isso era praticamente ficção científica.


A Visão Profética da Internet

Poucos animes envelheceram tão bem.

Ghost in the Shell previu:

Redes Sociais

Décadas antes do Facebook.

Deepfakes

Décadas antes da IA generativa.

Fake News

Décadas antes do termo existir.

Vigilância em Massa

Antes das revelações de Edward Snowden.

Guerra Informacional

Antes de se tornar pauta global.

Influência Algorítmica

Antes dos algoritmos dominarem o planeta.

É assustador assistir hoje.


Os Tachikomas

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À primeira vista parecem mascotes cômicos.

Na realidade são um experimento filosófico.

Todos possuem:

  • mesmo hardware

  • mesmo software

  • mesmo código-base

Mas começam a pensar de forma diferente.

Por quê?

Experiências individuais.

É uma discussão profunda sobre:

  • consciência

  • aprendizado

  • identidade

  • inteligência artificial

Muito antes do surgimento do ChatGPT.


Major Motoko Kusanagi

Uma das personagens mais importantes da ficção científica.

Ela não é apenas uma heroína.

Representa a dúvida existencial máxima.

Seu corpo inteiro pode ser substituído.

Então:

Quem é Motoko?

Seu cérebro?

Sua memória?

Seu Ghost?

Sua consciência?

A série nunca entrega respostas fáceis.


As Mensagens Ocultas

1. A Informação É Mais Poderosa Que Armas

A verdadeira guerra da série não é física.

É informacional.

Quem controla dados controla a sociedade.


2. Identidade Pode Ser Fabricada

Memórias falsas aparecem repetidamente.

O anime questiona:

Se suas lembranças forem alteradas, você continua sendo você?


3. O Estado Pode Ser Tão Perigoso Quanto os Criminosos

A série apresenta governos, corporações e agências de inteligência como entidades moralmente ambíguas.

Não existem heróis absolutos.


4. A Tecnologia Não Resolve Problemas Humanos

Ela apenas amplifica.

Ganância continua sendo ganância.

Corrupção continua sendo corrupção.

Medo continua sendo medo.


As Aventuras da Seção 9

Cada missão funciona como uma investigação de RCA.

Os agentes analisam:

  • logs

  • evidências

  • conexões ocultas

  • rastros digitais

  • relações políticas

A sensação é semelhante a acompanhar:

  • um analista forense

  • um especialista em segurança

  • um sysprog investigando um abend impossível

Só que em escala nacional.


O Que Diferencia SAC de Outros Animes?

Enquanto muitos cyberpunks focam apenas na estética:

  • neon

  • chuva

  • cidades gigantes

Ghost in the Shell explora:

  • sociologia

  • filosofia

  • política

  • psicologia

  • segurança da informação

O cenário futurista é apenas a superfície.

O verdadeiro tema é a condição humana.


Houve Censura?

Sim.

Dependendo do país e da emissora:

  • cenas de nudez cibernética foram cortadas

  • violência foi reduzida

  • diálogos políticos sofreram adaptações

  • algumas transmissões alteraram enquadramentos

Contudo, a série permaneceu relativamente intacta quando comparada a outros animes adultos.

A maior dificuldade para distribuidores nunca foi a violência.

Foi a complexidade intelectual.


Impacto Cultural

Ghost in the Shell influenciou diretamente:

  • Matrix

  • Deus Ex

  • Cyberpunk 2077

  • Psycho-Pass

  • Westworld

  • Mr. Robot

As irmãs Wachowski reconheceram publicamente a influência de Ghost in the Shell na criação de Matrix.

Muitos conceitos visuais e filosóficos migraram diretamente para o cinema ocidental.


Avaliação Bellacosa Mainframe

CritérioNota
História10/10
Filosofia10/10
Personagens10/10
Investigação10/10
Atualidade11/10
Ação9/10
Complexidade10/10
Reassistibilidade10/10

Veredito Final ☕🔥💣

Ghost in the Shell: Stand Alone Complex não é apenas um anime.

É uma auditoria completa da sociedade digital.

É como se um grupo de arquitetos de sistemas, filósofos, especialistas em segurança, cientistas políticos e analistas de RCA se reunissem para responder uma única pergunta:

"O que acontece quando a informação se torna mais importante do que a própria realidade?"

Vinte anos depois, a resposta continua assustadora.

Porque aquilo que parecia ficção em 2002 se parece cada vez mais com o relatório de produção do mundo em 2026.

Classificação Bellacosa Mainframe: ☕☕☕☕☕ (Obra-Prima Absoluta)

Nível de Impacto Mental: 💣💣💣💣💣

Risco de Existential Dump: ABEND S0C4 DA REALIDADE. 🚨🧠📡💀

sábado, 14 de abril de 2012

📊🔥 Observabilidade explicada para quem já leu SMF em hexadecimal

 


📊🔥 Observabilidade explicada para quem já leu SMF em hexadecimal




00:00 — Introdução: quando o sistema falava em bytes, não em dashboards

Se você já decodificou SMF na unha, já fez observabilidade raiz.
Antes de gráficos coloridos, antes de “AI Ops”, antes de alertas barulhentos, existia o registro cru:
tempo de CPU, I/O, wait, EXCP, abend… tudo ali, em hexadecimal, esperando alguém que soubesse ler o sistema.

Observabilidade moderna só colocou UI bonita em cima de uma verdade antiga:

“Se você não mede, você chuta.”




1️⃣ O que é observabilidade (sem marketing, sem hype)

Observabilidade é a capacidade de entender o que está acontecendo dentro de um sistema apenas observando seus sinais externos.

Ela se baseia em três pilares:

  • Logs → o que aconteceu

  • Métricas → quanto, quando, quanto tempo

  • Traces → por onde passou

📌 Tradução mainframe:

  • Logs = SYSLOG / JES / dumps

  • Métricas = SMF / RMF

  • Traces = CICS trace / VTAM / DB2 accounting


2️⃣ A diferença entre monitorar e observar 🧠

Monitoramento

  • “CPU passou de 80%”

  • “Disco encheu”

  • “Job atrasou”

Observabilidade

  • Por que a CPU subiu?

  • Qual transação causou isso?

  • Qual dependência impactou o usuário?

👉 Mainframer já sabia:

“Alarme sem diagnóstico só acorda gente à toa.”


3️⃣ SMF: o avô da telemetria moderna 👴

SMF fazia:

  • Coleta automática

  • Granularidade absurda

  • Correlação entre subsistemas

  • Análise histórica

😈 Easter egg:
Prometheus se acha moderno, mas não chega aos pés do SMF 110.

O problema nunca foi o dado.
Foi a falta de quem soubesse interpretar.


4️⃣ Distributed Tracing: o novo nome do “follow the transaction”

No mundo distribuído:

  • Uma requisição passa por 10 serviços

  • Cada um em lugar diferente

  • Logs espalhados

  • Métricas fragmentadas

O trace distribuído faz:

  • Marca a transação com um ID

  • Acompanha do início ao fim

  • Mostra latência por etapa

📎 Mainframer traduz:

“É o CICS trace atravessando o mundo.”


5️⃣ Passo a passo para investigar um problema (modo Bellacosa)

1️⃣ Usuário reclama (sempre)
2️⃣ Identifique qual transação
3️⃣ Veja onde ela passa
4️⃣ Meça onde demora
5️⃣ Verifique dependências externas
6️⃣ Correlacione com evento (deploy, batch, falha)
7️⃣ Só então mexa

💣 Dica de ouro:
Quem pula direto para restart não entende observabilidade.


6️⃣ Alertas: de SMF exception a Smart Alerts 😵‍💫

No passado:

  • Threshold fixo

  • Regra dura

  • Muito falso positivo

Hoje:

  • Alertas inteligentes

  • Baseados em comportamento

  • Menos ruído

😈 Easter egg:
RMF já fazia baseline. Só faltava marketing.


7️⃣ Guia de estudo para mainframers modernos 📚

Conceitos essenciais

  • Observabilidade

  • Distributed tracing

  • Golden Signals (latência, tráfego, erros, saturação)

  • SLIs e SLOs

Ferramentas (com alma antiga)

  • Instana

  • Dynatrace

  • Prometheus + Grafana

  • Elastic Stack


8️⃣ Aplicações práticas no mundo híbrido

  • Diagnóstico rápido de incidentes

  • Correlação mainframe + cloud

  • Redução de MTTR

  • Planejamento de capacidade

  • Suporte a DevOps e SRE

🎯 Mainframer observável vira referência.


9️⃣ Curiosidades que só veterano percebe 👀

  • Dashboard não substitui raciocínio

  • Gráfico bonito não resolve gargalo

  • Logs demais cegam

  • Falta de dado é pior que excesso

📌 Verdade inconveniente:
Sem entendimento de arquitetura, observabilidade vira voyeurismo técnico.


🔟 Comentário final (04:12, sistema respirando)

Observabilidade não nasceu na cloud.
Ela foi sequestrada pela cloud.

Se você já:

  • Leu dump para entender sintoma

  • Cruzou SMF com RMF

  • Achou bug olhando tempo de CPU

Então você já praticava observabilidade.

🖤 El Jefe Midnight Lunch sentencia:
Quem lê o sistema, não precisa adivinhar.

 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

1979–1982: Crônica Bellacosa Mainframe — O Menino, a Vila e a Democracia que Voltava

Bellacosa Mainframe e a igreja da Vila Rio Branco


🗳️ 1979–1982: Crônica Bellacosa Mainframe — “O Menino, a Vila e a Democracia que Voltava”

(Para o blog El Jefe Midnight Lunch)


Se tem anos que passam batidos, há outros que viram marcos.
E no meu spool de memória, dois deles tremeluzem como lâmpadas de poste em noite úmida: 1979 e 1982.

1979 foi a abertura.
1982 foi o primeiro sopro de democracia respirado sem medo.
Eu, pequeno, sem entender nada de DOI-CODI, AI-5 ou Congresso fechado…
mas entendendo perfeitamente o brilho nos olhos dos meus pais.


Bellacosa Mainframe e o pedido da anistia

📅 1979: O Garoto que Não Entendia, mas Sentia

Eu ainda era muito pequeno para compreender anistia, cassação, exílio.
Mas criança tem radar fino —
e eu percebia que algo grande estava acontecendo.

Meus pais, politizados até o osso, eram daqueles que não fugiam do debate.
Participaram da Marcha pela Anistia, vibraram com cada discurso, cada passeata, cada boletim lido em jornal alternativo.

Se filiaram ao MDB, aquele partido que, sozinho, segurava a tocha da oposição institucional na noite longa dos anos de chumbo.

Eu era só um menino observando.
Mas aprendendo — sem perceber — que política não era palavrão;
era compromisso.


Bellacosa Mainframe e a chegada da democraica eleiçoes de 1982

🏭 1982 — Vila Rio Branco: O Bairro Operário Abre as Portas

A Vila Rio Branco era um bairro operário raiz:
casas simples, chão de terra em alguns trechos, cheiro de café coado invadindo a manhã e o rádio ligado sempre muito alto.

E foi ali que a democracia decidiu bater à porta.

O salão paroquial da Comunidade de Nossa Senhora das Graças foi aberto para receber os candidatos do PMDB, liderados por Franco Montoro — o homem que simbolizava esperança, dignidade e aquela força tranquila que só estadistas de verdade têm. Quercia senador, Ulisses deputado e tantos outros historicos do partido.

E então chegou o dia.
As portas se abriram.
O salão encheu.

E eu, um garoto, vivendo um momento histórico sem saber que aquilo seria contado nos livros no futuro.


Bellacosa Mainframe e vote no MDB 15

🤝 Quando Conheci Covas e FHC

Ali, na simplicidade de um bairro operário, eu vi chegar Mário Covas — forte, direto, sem rodeios.
E Fernando Henrique Cardoso, com seu jeito professoral, explicando o país como quem traduz o manual do sistema operacional para um usuário avançado.

A velha guarda do MDB estava lá para organizar cabos eleitorais, explicar propostas, distribuir material…
e preparar a militância para o 15 de Novembro de 1982, data que respirava esperança.

Para mim, era um parque de diversões político:

  • camisetas;

  • bandeirolas;

  • santinhos voando como confete;

  • bottons que grudávamos no peito com orgulho;

  • chaveiros que viravam tesouro infantil.

E, claro, o treinamento para o futuro boca de urna.
Era quase um RPG da democracia.


Bellacosa Mainframe e a chegada do Lula
❤️ E então apareceu o PT… pequenininho, mas cheio de fogo

Numa dessas reuniões e visitas de candidatos, surgiu também um grupo novo, pequeno, barulhento, cheio de vida: o PT.
E entre eles… Lula.

Não era mito, nem presidente, nem figura pop.
Era só o Lula sindicalista cheio de energia, barba negra, voz rasgada e um carisma que dava trabalho até para os adversários.

E o mais incrível:
mesmo meus pais sendo mdbistas convictos, ajudaram o pessoal do PT quando o padre autorizou uma barraquinha na quermesse para arrecadar fundos.

Era um tempo em que adversário não era inimigo.
Era só alguém que acreditava no mesmo país por caminhos diferentes.


Bellacosa Mainframe participando da quermesse e ajudando o PT
🍢 Meu Primeiro Trabalho Voluntário pela Democracia

O padre liberou o espaço.
O PT montou a barraquinha.
Os militantes correram.
E eu, esse escriba que vos tecla…
fui parar no caixa.

Conferindo troco.
Vendendo refrigerante, pastel, vinho quente.
Ajudando gente grande a fazer política de forma doce — literalmente.

Foi ali que fiz meu primeiro trabalho voluntário.
E sem entender metade de nada, eu já estava do lado certo da história:
o lado de quem queria escolher.


Bellacosa Mainframe e o PMDB abriu caminhos para a abertura politica

🗳️ 1982: O Ano em que o Brasil Respirou Fundo

A censura havia perdido força.
Os espiões já não rondavam tanto.
O medo diminuía.
As conversas ficavam mais longas.
As pessoas sorriam mais.

Em 1982, a democracia voltou a ter cheiro, cor e som.
E no dia 15 de Novembro, eu estava lá — pequeno, mas afiado — distribuindo santinhos, fazendo boca de urna com orgulho, vestindo camiseta do MDB, acreditando que o Brasil estava finalmente acordando.

Seria preciso mais de uma década para votar para presidente, é verdade.
Mas naquela tarde, o futuro já tinha começado.


Bellacosa Mainframe e o meu primeiro trabalho nas eleições ajudando com os santinhos do mdb

Easter Egg Bellacosa Mainframe

Se você procurar nos arquivos da época, muitas fotografias de campanha mostram crianças nas quermesses, com bandeiras e chaveiros.
Na Vila Rio Branco…
eu sou uma delas.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O PRIMEIRO ACIDENTE — CRÔNICA BELLACOSA MAINFRAME

 

Bellacosa Mainframe e o dia que a Noemi me deixou cair de cabeça no chão

O PRIMEIRO ACIDENTE — CRÔNICA BELLACOSA MAINFRAME

Para o El Jefe Midnight Lunch


Toda família tem aquela história que vira SMF permanente no diário da memória: não apaga, não sobrescreve, não tem delete, somente se replica em todas as festas, almoços, reencontros e churrascos da família.
E na Famiglia Bellacosa, uma dessas histórias é o Primeiro Acidente.

Relatada em segunda pessoa, porque o protagonista ali —eu, o Vaguinho um pequeno oni de fraldas — não tinha ainda memória RAM suficiente pra registrar o evento, mas deixou log suficiente no coração dos adultos ao redor.


Bellacosa Mainframe e o surto do meu pai

Vaguinho — versão 0.1.3, build “Bebê Careca”

Rua Ultrecht, Vila Rio Branco.
Cenário simples, cotidiano, mas para quem lê o histórico depois, parece quase um ambiente de teste improvisado.

Eu, bebê de colo, ainda carequinha, ainda descobrindo o mundo, rodando no modo Debug:

  • zero coordenação;

  • zero noção de altura;

  • zero estabilidade;

  • mas já 100% Bellacosa no quesito “aprontar”.

Minha mãe recebe visita da prima Noemi — 14 anos, adolescente, moça boa, mas completamente sem treinamento técnico para segurar um Bellacosa em sua versão mais instável.

Era como dar um servidor crítico pra alguém que ainda estava no curso introdutório de informática: a intenção era ótima, mas o risco era altíssimo.


Procedimento incompatível detectado

Noemi me pega no colo.
Imagino a cena, EU desgostoso de ser manipulado, claro, ativo meu módulo de mini-oni.

Mexe pra cá, desequilibra pra lá, balança como se estivesse testando gravidade.
E a gravidade, paciente e implacável, respondeu:

PUMBA.

O bebê caiu de cabeça no chão.

Se fosse um desenho animado, teria ecoado TOING com estrelinhas ao redor.
Mas não era desenho. Era vida real.

E o resto é fácil de imaginar, abri o maior berreiro, ao estilo oficial do Bellacosa-Módulo-Bebê, aquele que faz eco no bairro inteiro.


Bellacosa Mainframe sobrevive ao primeiro galo

Pânico, berreiro e o início da lenda

Noemi congela.
O mundo dela dá tela azul.
A alma sai do corpo, roda dois loops e volta.
A menina moça vive ali seu primeiro trauma de adolescência.

Minha mãe corre, me recolhe, faz carinho, cura e backup emocional.
Meu pai, com cara de poucos amigos, chega logo depois, bravo, esbravejando, como só pai que ama faz quando vê o filho machucado.

E Noemi…
Coitada.
Mesmo hoje, adulto, eu ainda brinco com ela:

“Olha aí, Noemi, se sou maluco, metade da culpa é sua!”

Ela ri — ri muito — porque trauma vira afeto quando a família é boa, quando a história deixa de doer e passa a fazer parte da identidade coletiva.


O legado do primeiro tombo

Dizem que aquele foi o marco zero.
Como se o universo tivesse hackeado meu código-fonte naquele impacto.
Ou como se ali tivesse sido instalada a DLL do diabinho Bellacosa, que acompanharia todas as aventuras seguintes:
galos, cicatrizes, acrobacias, escaladas ninja, pulos de muro, fugas cinematográficas e tudo mais que já apareceu no meu changelog de infância, muitos compartilhados aqui, outros escondidos em baús enterrados na mais profunda Dungeon com boss modo full-difícil.

Ali foi o primeiro commit da minha carreira como arteiro profissional.

Um pequeno acidente que virou grande história.
Um trauma que virou carinho.
Uma lembrança que virou tradição de risada.

Na Famiglia Bellacosa, até os tombos vêm com afeto, lore e easter eggs.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Trem a diesel manobrando composição de passageiro eletrica

Locomotora diesel em manobra na estação de Novara


Desde a mais tenra infância sou um aficionado por trens e ao morar na Europa, este prazer aumentou exponencialmente, o parque ferroviário é vasto com composições dos mais diversos feitios e modelos.

Então sempre que descubro uma nova locomotiva, la estou eu de maquina em punho registrando para a posteridade.


Esta maquina a diesel esta estacionada na estação Tronco de Novara, esta estação tem sua malha distribuída em ramais e subramais que interligam diversas pequenas cidades da região. Devido a esta distribuição de interligamentos, o tráfego ferroviário é grande, partindo diversas trens varias vezes ao dia, 

Deste pequenos trens de uma única carruagem ate composições velozes interligando Novara a Europa. Por isso esta pequena diesel desempenha um papel fundamental posicionando composição para la e para cá.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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