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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
🔥 CICS TS 5.3 — DevOps, Cloud e Modernização de Verdade
☕ Midnight Lunch em dezembro de 2015 — o CICS vira plataforma de automação
O CICS Transaction Server for z/OS 5.3 não foi apenas uma atualização incremental — foi o release que aproximou o CICS da era DevOps e Cloud, entregando automação de build e deploy, métricas ampliadas e refinamentos profundos em agilidade de serviço. Ele completa centenas de requisitos de clientes, consolidando tudo que veio antes e colocando o CICS como plataforma de aplicação corporativa madura.
📅 Datas Importantes
📌 Data de Lançamento (GA):dezembro de 2015
📌 End of Service (EOS):31 de dezembro de 2021 (fim oficial do suporte para CICS TS 5.3)
💬 Bellacosa comenta:
“Cinco ponto três — o ‘CICS que aprendeu DevOps’.”
CICS 5.3
🆕 O que há de novo em CICS TS 5.3
O release 5.3 traz três grandes temas:
🔄 1) Service Agility Expandida
✔ Liberty Profile ainda mais forte — Com mais recursos para hospedar aplicações web, incluindo suporte a Java SE / EE e interoperabilidade simplificada.
✔ Interoperabilidade refinada — Mais suporte a serviços expostos via HTTP, melhor integração com stacks corporativos existentes.
✔ Gerenciamento simplificado — CICS Explorer recebe mais views e opções de personalização.
💬 Bellacosa insight:
“Era como se o CICS dissesse: ‘Quer me tratar como servidor de aplicações corporativas? Então olha esse Liberty aqui, bonitão!’”
⚙️ 2) Operational Efficiency — Métricas, Performance e Segurança
✔ Métricas ampliadas — mais detalhes de performance, métricas de workload e visibilidade profunda.
✔ Otimizações de desempenho — ajustes internos para Web Services, threads e execução Java mais suave.
✔ Options de segurança extras — mais granularidade em opções de controle, integração com padrões de segurança corporativos.
💬 Bellacosa comentário:
“Quando o CICS começa a falar às métricas, significa que ele quer ser observável, e não apenas executável.”
☁️ 3) Cloud com DevOps
Este foi o ponto “uau” do 5.3:
✔ Automated builds — CICS começa a entrar no mundo de builds automatizados.
✔ Scripted deployments — implantação de aplicações via scripts, reduzindo intervenção manual.
✔ UrbanCode Deploy suporte — integração com ferramentas DevOps reais.
✔ Cloud enablement — explicitamente voltado para facilitar deploy e rollback no estilo “Cloud Era”.
💬 Bellacosa diz:
“Foi aqui que a CI/CD saiu do mundo distribuído e disse ‘chega de fronteira’ — e o CICS respondeu ‘tô dentro’.”
🔧 Qual é o foco técnico?
Podemos resumir as mudanças de 5.3 em quatro pilares:
Usuário de DevOps — builds e deploys automatizados
Java + Liberty mais maduro — integração facilitada
Visibilidade operacional maior — métricas e personalização
Agilidade de serviços e cloud enablement — deploy rápido e rollback simplificado
💬 Easteregg Bellacosa:
“5.3 é um “release ninja” — você nota as melhorias só depois de usar em produção.”
🧠 O que isso significa para você
Se em 5.2 o CICS já tinha dado o passo para JSON, REST e mobile support, no 5.3 ele entrou oficialmente no terreno de fluxo DevOps e operações corporativas orientadas ao cloud era.
📌 Antes do 5.3:
✔ Deploy era manual
✔ Métricas limitadas
✔ Java e Liberty existiam, mas eram coadjuvantes
📌 Depois do 5.3:
✔ Deploy automatizado é real
✔ Métricas viram first class citizen
✔ Plataforma de integração é robusta — sem middleware pesado
🧪 Exemplo Bellacosa de produção
Imagine isso acontecendo em 2016:
👩💻 Equipe Dev:
Criou um serviço REST com JSON no CICS
Usou scripts para deploy automático
Feedback do pipeline aparece no dashboard
👨💼 Equipe de Ops:
Configurou métricas detalhadas
Viu problemas de performance rapidamente
Ajustou thresholds sem reiniciar a região
Resultado: menor tempo de entrega + menos chamadas de suporte.
💬 Bellacosa comenta:
“Produtividade sobe quando o sistema sabe de verdade que você está no século XXI.”
🎯 Dicas e Sacadas Bellacosa
🔹 Use CICS Explorer com inteligência: personalize views para o que importa no seu ambiente.
🔹 Scripted deployment não é moda, é disciplina: automatize para reduzir erro humano.
🔹 Revisite métricas antigas: agora elas viram insights, não apenas números.
🔹 Segurança não é detalhe: revise opções de controle que ganharam granularidade.
💬 Eastereggs & Curiosidades
🍺 UrbanCode Deploy foi meio que batismo devops do CICS — antes só se falava de middleware pesado.
🍺 5.3 é onde o CICS começou a parecer um servidor de aplicações real, e não apenas um “servidor transacional”.
🍺 Alguns sites relataram que o 5.3 foi o primeiro release que muitos times largaram o antigo “deploy de sexta à noite” em favor de pipelines reais.
📌 Conclusão Bellacosa
✨ CICS TS 5.3 não foi apenas uma versão — foi um compromisso com o futuro.
Ele fez o CICS:
✔ amadurecer como plataforma de integração real
✔ entrar no mundo DevOps com ferramentas modernas
✔ ganhar visibilidade operacional de verdade
✔ tornar o deploy rápido, seguro e automatizado
🔥 Em 5.3, o CICS parou de ser “apenas mainframe” e começou a ser “plataforma corporativa de missão crítica moderna”.
Enfileirar domino e derrubar, para vê-los caindo em sequência criando desenhos. Um trabalho de paciência para ajeitar as pecinhas sem caírem.
O formiguinha se divertiu com o novo jogo e passamos um bom par de horas, armando e desarmando os dominos. Tendo cuidado das quinas e senas caírem na posição correta, o barulhinho típico das peças.
O parque da Juventude em Itatiba teve dois super eventos este ano. Simultaneamente teve a chegada do Papai Noel e a exposição de carros antigos.
A criançada foi a gloria com direito a chuva de balas e rebuçados. Brincadeiras em cima do carro de bombeiro e ver de pertinho o pouso e decolagem de um helicóptero.
Algumas fortalezas japonesas, como Himeji, sobreviveram não apenas por causa de suas muralhas, mas porque sucessivas gerações restauraram telhados, substituíram vigas, reforçaram fundações e adaptaram a construção às necessidades de cada época. A identidade da fortaleza permaneceu, embora muitos de seus componentes tenham sido renovados ao longo do tempo.
Os sistemas IBM Z seguem lógica semelhante. Hardware, compiladores, dispositivos de armazenamento, protocolos de comunicação e ferramentas de desenvolvimento evoluem continuamente, enquanto regras de negócio, confiabilidade e compromisso com a continuidade permanecem como pilares da arquitetura.
14. Easter Egg — A Última Linha de Código
Conta uma antiga história que um programador, ao se aposentar depois de quarenta anos, fez apenas uma alteração.
Não modificou nenhum algoritmo.
Não alterou nenhuma regra.
Não otimizou nenhuma rotina.
Acrescentou somente isto:
* Se este programa ainda estiver funcionando daqui a vinte anos...
* significa que vocês cuidaram dele melhor do que eu consegui.
*
* Obrigado.
Anos depois...
um desenvolvedor encontrou aquele comentário.
Sorriu.
Logo abaixo escreveu:
* Continua funcionando.
*
* Obrigado por não desistir dele.
Ninguém sabe quem foram aqueles dois profissionais.
Mas ambos trabalharam no mesmo programa.
Separados por décadas.
Unidos pela mesma missão.
15. O Manifesto do Engenheiro
Ao terminar este livro...
talvez você tenha aprendido um pouco mais sobre:
COBOL.
IBM Z.
Castelos.
Samurais.
Goblin Slayer.
Shogun.
Segurança.
Continuidade.
Arquitetura.
Mas espero que tenha aprendido algo ainda mais importante.
Um engenheiro nunca trabalha apenas para computadores.
Trabalha para pessoas.
Toda linha de código representa confiança.
Todo backup representa esperança.
Toda documentação representa respeito pela próxima geração.
Toda arquitetura representa responsabilidade.
Toda revisão representa humildade.
Toda melhoria representa compromisso.
16. O Último Café
O jovem comandante voltou à antiga varanda.
Agora apenas uma xícara permanecia sobre a mesa.
Sentou-se.
Serviu café.
Olhou para o horizonte.
Pela primeira vez...
não esperava ouvir respostas.
Agora era sua vez de fazer perguntas.
Na sala silenciosa do Data Center, um jovem desenvolvedor iniciava seu primeiro dia.
Diante dele havia um programa COBOL escrito décadas antes.
Mais de cento e cinquenta mil linhas.
Parecia impossível.
Um veterano aproximou-se.
Colocou duas xícaras de café sobre a mesa.
Sorriu.
E perguntou:
— Posso lhe contar uma história?
Naquele instante...
uma nova geração de guardiões começava sua jornada.
E talvez...
muitos anos no futuro...
esse mesmo profissional também deixasse uma pequena anotação em um comentário COBOL.
Para alguém que ele jamais conheceria.
Porque fortalezas nunca pertencem aos seus construtores.
Pertencem às gerações que continuam cuidando delas.
Epílogo Final — A Fortaleza Invisível
Se você chegou até esta página...
talvez tenha percebido que este nunca foi realmente um livro sobre guerra.
Nem sobre castelos.
Nem sobre COBOL.
Foi um livro sobre pessoas.
Sobre responsabilidade.
Sobre legado.
Sobre conhecimento.
Sobre a beleza silenciosa de uma profissão cujo maior sucesso consiste em permitir que milhões de pessoas vivam normalmente sem jamais perceber que alguém passou a madrugada inteira protegendo seus dados, seu dinheiro, sua saúde e sua confiança.
Enquanto existir uma única pessoa disposta a ensinar o que aprendeu...
Enquanto existir um profissional disposto a revisar um programa antigo em vez de desprezá-lo...
Enquanto existir alguém capaz de documentar uma solução para facilitar a vida da próxima geração...
A fortaleza continuará de pé.
Talvez construída em pedra.
Talvez em concreto.
Talvez em silício.
Talvez em computação quântica.
Isso pouco importa.
Porque a verdadeira fortaleza...
sempre será construída de conhecimento.
E conhecimento...
quando compartilhado...
nunca envelhece.
Fim da Obra.
Mas nunca da Missão.
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL
Uma campanha completa sobre estratégia, logística, inteligência,
segurança, liderança, continuidade, sistemas críticos, IBM Z e COBOL.
Um Data Center analisado como uma fortaleza em guerra
A série Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL
compara castelos, exércitos, muralhas, cadeias de comando, logística,
inteligência e operações militares com os ambientes IBM Z responsáveis
por bancos, governos, seguros, transportes e serviços essenciais.
Cada artigo apresenta uma parte dessa arquitetura: aplicações COBOL,
Jobs JCL, transações CICS, bancos Db2, filas MQ, segurança RACF,
monitoramento, contingência, liderança, documentação e continuidade
operacional.
Sala de operações
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de arquivamento.
1979 – O Nascimento do Dandan: O Dia em que a Morte Quase Derrubou Nosso Sistema
(Bellacosa Mainframe – El Jefe Midnight / Arquivos da Família em Modo HEX)
Em outro post, meus cartões perfurados já tinham rodado o job que trazia o ano de 1979 de volta para a memória principal. Mas aquilo era o modo soft, a narrativa otimista, travestida de açúcar cristal.
Agora, vamos acessar o dataset bruto, sem filtros, sem SLIP, sem EXIT para suavizar.
A vida da minha família, naquela década, parecia um mainframe antigo sofrendo com sobrecarga, paradas não programadas e abends fatais. E eu só entenderia o tamanho disso muito tempo depois.
Os Dois Que Vieram Antes de Mim – Jobs Abortados por Falhas do Sistema de Saúde
Eu sou o terceiro filho.
Mas antes de mim já tinham passado dois pequenos programas que nem tiveram chance de subir para production.
Wilson Jr, o primogênito, resistiu apenas cinco meses.
Broncopneumonia.
Minha mãe — uma menina de 19 anos, inexperiente, assustada — confiou no hospital.
E o hospital devolveu apenas silêncio, infecções oportunistas e um caixãozinho branco.
Depois veio Ana Cristina.
Prematura.
Fruto de um choque violento: minha mãe descobriu uma traição do meu pai.
O susto virou parto antecipado; e o parto virou perda.
Outra vida que não encontrou tempo para florescer.
Duas dores que nunca foram embora.
Só ficaram ali, rodando em background.
1974 – Finalmente Eu, o Terceiro Job da Linha
Nasci em 1974, carregando no peito a sombra dos irmãos que não voltaram para casa.
Em 1975 veio a Vivi, minha parceira de crime, minha dupla dinâmica na infância.
Mas entre nós e eles, entre um nascimento e outro, o caos seguia firme.
Brigas.
Fechamento temporário da fábrica.
Uma separação.
Um exílio em Guaianases na casa da minha avó Alzira — aquele tipo de exílio que cabe em sacolas de feira, com promessa vazia, juras de mudança, lágrimas silenciosas.
Voltaram.
Reataram. Temos depois me deixaram um tempo com a minha avó Anna — eu, pequeno, sem entender nada, apenas obedecendo à linha de comando dos adultos.
Mas no retorno…
Havia um quarto elemento silencioso.
O Dandan estava a caminho.
A Descoberta do Problema Cardíaco – E a Gravidez que Virou Jogo da Morte
Minha mãe recebeu uma notícia que mudaria tudo:
Uma doença cardíaca, fruto de infecções de garganta mal tratadas na infância, febre reumática e, como diziam, “látex no sangue”.
Era uma bomba-relógio no peito de uma mulher que já havia enterrado dois filhos.
A gravidez do Dandan virou uma roleta russa.
Consultas, dores, repouso obrigatório, idas e vindas ao hospital.
E cada ida era um risco real.
O médico não dourou a pílula:
— "Wilson e Mercedes, se tiverem outro filho depois desse… dos dois, ninguém voltará do hospital."
O Parto do Dandan – Nascido no Modo Emergencial
Dandan nasceu antes da hora.
Frágil.
Pequeno.
Com a vida dependurada num fio fino, quase invisível.
Minha mãe também quase se foi.
E aí aconteceu uma das maiores demonstrações de coragem que já ouvi:
Ela peitou médicos, enfermeiros, protocolos, todo mundo.
Disse que levaria o Dandan para casa.
— “Perdi dois. Se deixar aqui, perco o terceiro. Eu cuido dele. Nem que tenha que vir todo dia.”
E ela foi.
E ela cuidou.
Minha avó Anna veio ajudar — aquela santa mulher que sustentou metade da família mais de uma vez.
E nós, os dois diabinhos, assistíamos tudo como quem vê um milagre acontecer na cozinha de uma casa simples.
Gigi, a Girafa de Borracha – Meu Primeiro Amuleto
Nessa época, ganhei algo que para mim foi quase um totem mágico: Gigi, a girafinha de borracha.
Pequena, amarela, meio torta — mas era ela quem me ajudava a dormir nas noites em que a casa respirava medo e esperança ao mesmo tempo.
As Fórmulas de Baunilha e Tutti-Frutti – O Sabor da Sobrevivência
O hospital recomendou fórmulas nutricionais para minha mãe e o Dandan.
Eles odiaram.
Quem amou?
Eu e a Vivi.
Misturávamos aquilo em mingau, papinha, suco improvisado…
Era uma experiência sensorial que só quem viveu entende:
o sabor de uma infância dura, mas saborosa nos pequenos detalhes.
E Assim, Contra Todas as Probabilidades… Ele Viveu
Dandan cresceu.
Sobreviveu.
E nós sobrevivemos junto.
Aquele ano — duro, cinza, tenso — deixou marcas profundas no nosso firmware emocional.
Mas também deixou beleza.
Deixou força.
Deixou o exemplo de uma mãe que lutou como uma leoa.
De uma avó que segurou o mundo nas costas.
E de um bebê que venceu estatísticas, médicos e até a própria fraqueza do corpo.
1979 não foi só um ano duro.
Foi um ano lendário.
Um ano que provou que, às vezes, milagres acontecem em casas simples, com sacolas de feira, gelatina mole, medo constante e uma girafa de borracha como guardiã da noite.
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
IBM Champion
IBM Z
COBOL
CICS
Db2
z/OS
Mainframe desde 1988