Translate

domingo, 20 de agosto de 2017

Soldado Constitucionalista: Restos mortais sendo transladados para cerimonia em nossa Basílica

O soldado Joviano de Godoy.


Em 1932 o estado de São Paulo auxiliado por outros estados iniciou uma revolução contra um governo ditatorial e fascista, que tomou o governo durante a revolução de 30. Durante quase 4 meses ocorreram combates em diversas frentes em nosso estado.

Trincheiras foram cavadas, locomotivas e vagões foram brindados, armamentos criados e até mesmo ataques aéreos ocorreram. A população do Estado de São Paulo se mobilizou como pode, voluntários se alistaram a milicia paulista, famílias doaram ouro e joias para arrecadar recursos.

Cada cidade enviou alguns de seus filhos para ajudarem a lutar contra tropas federais, em Itatiba não foi diferente e agora passados quase 90 anos, os antigos combatentes são homenageados tendo suas cinzas transladadas ao monumental Obelisco do Parque do Ibirapuera.

Um grande grupo foi reunido em frente a Basílica Nossa Senhora do Belém a composto por autoridades municipais, soldados e oficiais da PM, guardas municipais, familiares e populares prestam homenagem ao soldado Joviano de Godoy.

Uma viatura do corpo de bombeiros trás a urna com os restos mortais do soldado, batedores da policia militar fazem a escolta, todos os policiais em uniforme de gala e a banda da policia prepara a saudação.


sábado, 19 de agosto de 2017

Locomotiva Nº 1: a primeira locomotiva da Companhia Paulista

O triste fim da Locomotiva Nº 1 da Companhia Paulista

Houve uma época em que a Companhia Paulista foi a maior empresa ferroviária do interior de São Paulo, movimentando cargas e pessoas dentro da sua área de atuação e repassando para a São Paulo Railway - SPR que por sua vez enviava ao porto de Santos.

Com o passar dos anos foram adquirindo mais e mais locomotivas, por isso fizeram um monumento onde colocaram esta bela maquina para ser apreciada pelo grande publico e funcionários. Durante os anos áureos da Companhia Paulista esta locomotiva era conservada e bem cuidada.

Infelizmente com as crises econômicas aliadas a má gestão a Companhia Paulista perdeu competitividade e por fim foi incorporada na FEPASA, se transformando numa empresa de economia mista e com isso a Locomotiva Nº 1 foi relegada a segundo plano, perdendo seu pedestal.

Os anos foram cruéis a nossa querida locomotiva a vapor, alguns vândalos começaram a saqueá-la, a ferrugem também fez sua parte e alguns rebites começaram a cair, cupins comeram as madeiras e alguns estúpidos grafitaram as partes que sobraram.

Nosso país não tem memoria e não respeita os seus maiores tesouros, por fim nem tudo esta perdido, alguma alma abnegada guardou o que sobrou da Nº 1 num deposito a espera de um dia que empresários ajudem a restaurar este pelo exemplar da tecnologia ferroviária do Século XIX.

Neste deposito tem mais material ferroviário exposto: ferramentas de fundição, molas e peças de reposição ferroviária, documentos antigos, um tender e mais e mais itens de interesse histórico.

Triste ver que o complexo museológico da Companhia Paulista ser alvo de arruaceiros, noinhas, sucateiros que roubam, depenam e vendem metais históricos para comprar drogas.

Devemos nos unir para salvar esta maquina imponente que ajudou a expandir nosso estado rumo a oeste, que transportava café e enriquecendo nossa nação.



sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A baratinha é uma bela locomotiva elétrica em Jundiaí

Uma locomotiva elétrica de manobra histórica.

Máquinas idealizadas pela General Eletric como GE B-B e a montagem executada pela Alco, compradas pela Companhia Paulista na década de 20 do século passado e esteve em operação por mais de 70 anos.

Servia como locomotiva de manobra operando nos diversos pátios da empresa, sendo pau para toda obra, teve duas series em operação, inclusive passando a FEPASA onde continuou seus trabalhos até a década de 90.

Ao seu lado no patio do Museu Ferroviário jazem outras locomotivas elétricas e a diesel, mas infelizmente todas saqueadas e vandalizadas. Cena triste de ver, pois esta maquinas remetem-me a infância quando me maravilhava vendo-a pelos trilhos do Estado de São Paulo.

No vídeo me enganei e acabei confundindo uma rápida e possante locomotiva V8 com a locomotivas russa, agradeço a ajuda dos amigos e peço para participarem de nossa jornada pelo restauro das locomotivas  e da divulgação da Memoria Ferroviária.

Convido a todos a visitarem este museu e conhecerem um pouco da historia da Companhia Paulista .




quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O triste fim de grandes maquinas

Maravilhas Mecânicas abandonadas a saqueadores e a ferrugem.


Imagine um prédio histórico com características arquitetônicas únicas, construído em estilo inglês com tijolos a vista, que foi sede operacional, oficinas, escola e patio de armazenamento, que durante mais de um século trouxe riquezas econômicas e culturais.

Circundado por um belo jardim, algumas palmeiras centenárias, estatuas em bronze de personalidades e trilhos por onde circulavam as locomotivas a vapor, elétricas e a diesel durante a fase operacional.

Ao fundo vemos outros edifícios onde tínhamos os refeitórios, ambulatório medico, mecânica leve e pesada, fundição, marcenaria, curtumes, costureira, armazém e depósitos num gigantesco complexo industrial, a testemunha viva de uma era em que a ferrovia impulsionava o crescimento do nosso estado.

Esta mini cidade fervilhava de vida com centenas, quiça milhares de trabalhadores, cada um envolvido em sua atividade, gerando riquezas até que um dia tudo acabou.

Hoje vemos diversas máquinas locomotoras, abandonadas as intemperes do tempo, ao saque e vandalismo, aquilo que um dia gerou riquezas, hoje jaz abandonado sem as suas cores vibrantes, seus motores roncando e suas buzinas tocando.

Corta o coração ver as maquinas ali, inclusive a Numero 1 esta toda desmontada, grafitada por maloqueiros vândalos. Devemos nos unir para resgatar essa memoria, trazer vida, procurar empresários que doem recursos para restaurar e exibi-las em todo seu explendor.



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Uma tarde no Museu Ferroviário de Jundiaí

Museu Ferroviário de Jundiaí: Memorias da Companhia Paulista de Estradas de Ferro 


Estamos em Jundiaí na parte baixa da cidade, próxima aos trilhos que outrora união diversas companhias ferroviárias  e seguiam para o Porto de Santos para escoarem o café, nosso ouro verde e ao mesmo tempo trazer insumos para nosso florescente país.

Uma época de riqueza e mudanças de costumes, uma altura em que durante quase 30 anos, nosso país cresceu e se expandiu rumo a oeste, a ferrovia era o motor desse crescimento, maravilhas da engenharia mecânica, maquinas de aço as locomotivas vapor eram o coração de tudo.

Em Jundiaí se uniam trilhos da SPR - São Paulo Railways, Companhia Ytuana (posteriormente Companhia Sorocabana, Companhia Mogiana (em Campinas), Ferrovia Itatibense, Companhia Bragantina eram diversas companhias ferroviárias que neste grande entroncamento ferroviário traziam suas cargas.

Em memoria destes trabalhadores e suas maquinas maravilhosas, a antiga sede da Cia Paulista foi transformado num museu, algumas salas expõem peças e ferramentas históricas, desde a parte administrativa a parte operacional, passando pela mecânica e na parte exterior diversas locomotivas, desde a famosa nº 1 da Paulista a maquinas dieseis e elétricas.

Visitem a Bibliotecas e os galpões da manutenção, trilhos exteriores e centro cultural, poupa-tempo e faculdade FATEC. Uma maneira ótima de prestigiar aqueles que trouxeram a riqueza ao nosso estado.


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Felicidade geral da galera chegamos a Ubatuba

Nuvens negras acompanham os viajantes.


Quem diria depois de tantos quilômetros chegamos a Ubatuba, mas infelizmente alguém nos acompanhou nessa descida. Nuvens negras começam a dominar o céu, parecemos a Familia Adamns acompanhados pelas nuvens negras.

Mas isso não nos desanimou, vamos encarar os poucos quilômetros que nos aguardam a até a praia de Itamambuca, preparar o almoço e cair na água.

O nosso amigo formiguinha esta aos pulos no banco de trás ansioso por entrar no mar, fazer castelinhos de areia e se divertir com as primas em diversos jogos a beira mar.

Oxalá que tenhamos bom tempo, por hora, fiquemos vendos as palmeiras que saldam os visitantes a entrada da cidade... sentindo o delicioso aroma marítimo.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

SP 125: A parte mais perigosa, trecho de descida na serra do Mar

Estrada bem perigosa com curvas fechadas

A rodovia Osvaldo Cruz no seu trecho final se transforma numa estrada bem perigosa. Estamos adentrando nos territórios do parque ecológico da Serra do Mar. O seu trajeto é extremamente fechado em algumas curvas praticamente somos obrigados a parar e esterçar completamente o volante.

Em alguns trechos é possível ver o abismo, em outros a floresta, um dos últimos trechos intocados de Mata Atlântica em nosso estado, os carros começam a ficam em fila, um estranho comboio de carros, gastando ao máximo seus freio, o cheiro a borracha queimada invade os carros.

Descer a serra por via SP 125 é um teste de perícia ao motorista, são pouco mais de 8 quilometros, porem o zig zag infernal, a baixa velocidade e a vontade louca de chegar na praia, tornam este trecho extremamente demorado para vence-lo.

Aja braço para virar para lá e cá, por sorte o carro tem direção hidraulica o que facilita em muito a descida dessa serra. Pronto chegamos a Ubatuba, enfim após esta longa jornada começamos a ver o mar e sentir sua brisa.