quarta-feira, 20 de setembro de 2017

O presente do Imperador: A Companhia Ytuana e sua Locomotiva a vapor No. 1

A Locomotiva a Vapor Número 1 : Regina

Iniciamos esta conversa falando do nosso Imperador Dom Pedro II, em alguns aspectos foi um dos monarcas mais mente aberta do seu tempo, um visionário que gostava de tecnologia e servia de mecenas a vários cientistas do mundo, incentivou o desenvolvimento do telefone do Graham Bell, inclusive instalando o primeiro telefone do Brasil no Palácio Imperial Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro. Patrocinou e difundiu a fotografia e o cinema, sendo um grande colecionador de fotos.

Com o surgimento das máquinas a vapor criou leis e incentivou a introdução dos transportes sobre os trilhos, inclusive comprou uma locomotiva a vapor Baldwin, que utilizou em trilhos no Rio de Janeiro e com o surgimento da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro, dou este trem para a empresa.

Uma locomotiva a vapor Baldwin 4-4-0, carinhosamente nomeada "Regina" foi entregue a Estrada de Ferro Ytuana, fundada através de outorga de 1870, entrando em operação em 1873, ligando diversas cidades do interior, no auge contou com 261 quilômetros de trilhos, posteriormente em uma fusão com outras ferrovias transformou-se na Estrada de Ferro Sorocabana que funcionou até ser fusionada na FEPASA.

Em nossa visita a Indaiatuba visitei a estação restaurada e percorri a pé o poucos metros de trilhos remanescente, porém a oportunidade de visualizar uma locomotiva tão importante e histórica valeu pela visita, é uma pena não estar trabalhando e possuir tão poucos trilhos.

Um pouco de historia

Esta grande maquina pertenceu ao imperador Dom Pedro II, que a adquiriu na Feira Mundial, posteriormente a dou para a Ytuana onde esteve a serviço com a locomotiva número 1, com a fusão com a Estrada de Ferro Sorocabana esta locomotiva a vapor foi renomeada para número. 10, mantendo o cognome Regina. Ficou operacional durante mais de 60 anos, terminou exposta no patio da Sorocabana ate ser resgatada e restaurada.




terça-feira, 19 de setembro de 2017

A Estação Ferroviária Central de Indaiatuba

Memoria Ferroviária: Visitando Indaiatuba 

Neste nosso vídeo iniciamos a exploração pelas antigas linhas da Companhia Ferroviária Ytuana, em tempos idos ela floresceu na região de Itu, em caminho chegou a Jundiaí vindo se ligar a Companhia Paulista, este entrocamento tinha como objetivo servir para escoar a safra cafeeira da região de Itu até o Porto de Santos.

Em nossos dias a Estação Ferroviária Central de Indaiatuba, não presta mais serviços ferroviários, tendo sido utilizada para a divulgação cultural e museológica, sendo convertida em um museu ferroviário e atual local de repouso da magnifica locomotiva número 1 da Ytuana, locomotiva que pertenceu a Dom Pedro II e foi doado a ferrovia de Itu.

A título complementar saibam que em tempos idos Indaiatuba, possuía mais 3 estações ferroviárias em seu território: Pimenta,  Itaici e Helvetia soube que existem projetos para restaurarem estes edifícios, mas como vivemos no Brasil, provavelmente nunca sairão do papel, o que é lamentável o descaso com locais que trouxeram prosperidade e riqueza no passado.

Existe um outro projeto da prefeitura de Indaiatuba, que é a criação de uma linha turística, adquirindo carruagem de passageiros e recuperar mais alguns quilômetros de trilhos,  com isso a locomotiva a vapor Regina  voltaria a transportar passageiros, soltando fumaça e apitando pelo caminho, como fazia no passado.

Neste vídeo mostramos a primeira e segunda estação central de Indaiatuba, se prestarem atenção verão um pequeno edifício com dizeres deposito, esta foi a primeira estação da Ytuana em território de Indaiatuba, explorando o terreno pode-se ver a locomotiva, brasoes, logotipos da Sorocabana.



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Helvetia 2017: Tradição alpina toque da trompa e homenagem a bandeira

Trompa alpina : um instrumento com 1500 anos


O ponto alto das apresentações folclóricas da festa de cultura e tradição alpina em Helvetia 2017, foi sem sombra de duvida o toque de trompa alpina, um instrumento de sopro possante, que segundo a tradição foi criado no Século VI.

Seu som único, faz os pelos do corpo arrepiarem, a imaginação voa e sente-se transportado para os Alpes, cria-se uma imagem de homens sobre a montanha soprando o instrumento e seu estrondoso som ecoa pelas montanhas.

O palco esta montado, os músicos da banda se apresentam tocando seus instrumentos, depois os trompistas dominam o palco, compondo o cenário os componentes do Rancho Folclórico ao fundo, dão colorida a cena e fechando a cena: temos a bandeira da Suíça em um mastro sendo tremulada com muita graça e maestria.

Uma apresentação única, onde a habilidade em tremular a bandeira, assemelha-se há um bailar, ou melhor parece uma ave ao céu plainando ao vendo, um momento de muita emoção e beleza, que convido a todos a assistirem.

O vídeo tenta capturar esta coreografia, bem como os sons das trompa alpina e o som do acordão todos nos enviando para uma viagem para o coração da Europa em cima dos Alpes Suíços.


domingo, 17 de setembro de 2017

Helvetia 2017: Dança folclorica alpina na festa dos imigrantes suíços

A colonia Helvetia abre suas portas


Estamos em terras alpinas bem no interior de São Paulo, vamos descrever um pouco para aqueles que aqui nunca vieram, temos uma igreja em que um dos patronos é São Nicolau de Flue, lindamente decorada, remetendo aquelas igrejas centenárias do interior europeu.

Existe um Museu utilizando uma antiga casa sede, neste museu é dedicado a documentar a imigração e as famílias pioneiras que aqui viveram, através do resgate de objetos do cotidiano, trajes típicos,  fotos e documentos antigos.

Mais abaixo temos uma zona de recreação, tipicamente helvética: o arco de tiro: em diversas modalidades, tais como arco e flecha, besta, espingarda e pistolas. Com alvos mecanizados diversas pessoas treinam e se divertem tentando acertar o alvo.

Em outro canto temos um casarão com um restaurante que servem uma deliciosa torta de maçã e espalhado em diversas áreas temos barracas com deliciosos pratos tipicos, para todos os gostos e é claro muita cerveja.

É uma festa para a família, nada daquelas muvucas com aperto e empurra empurra, pega-se sua comida senta-se em uma mesa de pic nic ou num toalha sobre o gramado, depois assisti-se o rancho folclórico no palco, dançando e cantado temas alpinos, ouve-se a trompa alpina e diverti-se tentando dançar no palco ao lado do grupo.




sábado, 16 de setembro de 2017

Helvetia 2017: O publico dançando junto com o rancho folclórico

Folclore Suíço em Helvetia : A Dança alpina


Ola, amigos hoje estamos em Indaiatuba, estamos procurando um distrito rural desta cidade para participar de uma fantástica festa de imigrantes, bem poucas pessoas sabem, mas a Suíça hoje um dos países mais ricos do mundo, um dia foi pobre e muitas famílias emigraram em busca de um futuro melhor.

Um desses destinos foi o Brasil, chegaram diversos colonos para viver em diversas províncias do Império, estarei falando mais precisamente de São Paulo, aqui por volta de 1854 estabeleceram-se as primeiras famílias, para vencer o desafio da língua, da pressão exercida pelos povo nativos, criaram uma colonia.

A Colonia Helvetia furto de imigrantes que trabalhavam duro, naqueles dias passados em que não havia tanta maquinaria moderna, apenas a força de vontade e desejo de uma vida melhor, trabalharam o campo, criarem raízes e prosperaram como cultura na nova terram. mas não abandonaram a cultura pátria, construíram um capela e mantiveram os ritos religiosos alpinos, enriqueceram a culinária nacional incorporando receitas típicas e sabores da pátria perdida.

Para aumentar este intercambio anualmente fazem uma grande festa, onde partilharem a alegria na colonia com música tipica, danças, trajes e culinária, muitos pratos típicos estão a disposição. Neste vídeo os integrantes do grupo folclórico convida o público presente a participarem da dança, ensinam passos básicos e convida o povo a cair na dança.



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

SP 075 : Chegando a Salto e apreciando um belo sol poente

Vendo o por do sol em outro angulo.


Normalmente nossas viagens são rumo a oeste a caminho da cidade de Campinas, por isso o sol poente sempre esta a frente do veiculo, nos ofertando um luz avermelhada diretamente a nossa frente, hoje mudamos o rumo de nossa viagem.

A caminho de sudoeste rumo a Sorocaba estamos com o poente a nossa direita e estamos trafegando na SP 075, curtimos um sábado muito agradável, onde saboreamos pratos típicos da culinária Suíça, apreciamos danças tipicas, assistimos demonstração de tiro ao alvo com arcos, besta e pistola e ainda visitamos antigas instalações da Estrada de Ferro Sorocabana.

Agora rumando para Sorocabana e temos esta bela visão do horizonte, vendo a silhuetas dos prédios crescendo pouco a pouco, sobre a luz avermelhada do poente, esta cidade é Salto, dentro de 30 minutos estaremos em Sorocaba.

Um alerta aos viajantes o piso desta estrada esta muito irregular, o asfalto apresenta muios remendos e por isso esta cheio de lombos e calombos, fazendo nosso carro ficar aos pulinhos feito um cabrito montanhês.




quinta-feira, 14 de setembro de 2017

SP 075: Passando por Itu Rumo a Sorocaba

Viajando pela rodovia SP 075


Nossa viagem como sempre começou em Itatiba, passando pelas terras de Valinhos e Campinas, estradas que usamos cotidianamente e já foram temas de outros vídeos do nosso canal, após um dia agradável em Indaiatuba visitando a antiga estação central da cidade, lembranças da época áurea da cafeicultura e participamos da festa na Colônia Helvetia,  rumamos a Sorocaba e desta vez, passando por terras de Salto e Itu.

Estamos falando de nossa viagem pela rodovia SP 075, praticamente percorremos todo a sua extensão, do final dela em Campinas até o seu inicio em Sorocaba. Viajando pela Rodovia Engenheiro Ermínio de Oliveira Penteado foi bem tranquilo, apesar de achar meio caro o pedágio e este trecho ter alguns buracos e calombos na pista, que acredito não ser justo pelo atual estado de conservação desta rodovia.

Em toda a sua extensão ela é duplicada e podemos dirigir em maior velocidade, passamos por ferrovias, fazendas, fabricas, centros de logística que indicam como esta região é prospera e gera muitos empregos.

A parte mais encantadora é quando passamos por Salto/Itu com suas antigas chaminés das olarias que margeavam o rio Tietê, produzindo telhas e tijolos usadas para o crescimento de São Paulo, temos também o Rio Tietê, um grande rio poluído, próximos a estrada, relembrando o longo caminho que os bandeirantes fizeram partindo da longínqua São Paulo de Paraitinga em pequenas canoas e mulas para adentrarem ao interior do país.

Notem o transito na estrada é perturbador, pois estamos num sábado a tarde e veja a quantidade de veículos trafegando para lá e cá e lúdico ver as lanternas vermelhas e os faróis altos, vejam também os diversos modelos de pontes e viadutos em nosso caminho.