segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Reconhece este prédio? A Estação Central de Campinas

Um tesouro da Companhia Paulista

Começamos nossa aventura caminhando pela Catedral de Campinas, seguindo rumo há um tesouro arquitetônico do seculo XIX, que passou por 8 grandes transformações até chegar ao estado atual. Estamos caminhando rumo a estação ferroviária Central de Campinas, outrora um centro nevrálgico da cidade.

Daqui partiam trens para o interior do estado, para a capital e o porto de Santos, para Jaguariúna com constante movimento, 24 horas por dia, trens de passageiros, trens de carga, ligando todo o estado de São Paulo. Neste micro cosmo da cidade, passavam trabalhadores durante o dia e na calada da noite  boêmios, prostitutas, marginais e mendigos. Aqui havia oportunidade para todos ganharem alguns trocados ou pelos menos uma boa diversão.

Passaram por aqui milhões de pessoas em seu quase 150 anos de existência, viu o transporte ferroviário, evoluir e gradualmente desaparecer. Foi abandonada, ficou decadente, até que virou centro Cultural, venha prestigiar o trabalho de tantos homens que desde o seculo XIX trabalharam aqui modificando e incluindo novos acabamentos, ou ao menos conservando para que  não virem ruínas.

Veja o trabalho em tijolo, as peças em ferra forjado e fundido, a torre do relógio, as exposição temporárias no salão principal, veja as peças expostas que lembram o passado da Estação, adentre pelas salas, veja como eram as bilheteiras, passe a plataforma número 1 e relembre como era uma vez, quando os trens aqui chegavam, locomotivas a vapor, trens elétricos, trens a diesel.

Hoje passa por uma época inglória, futuro incerto, correndo risco de se perder para sempre, ajude-nos a proteger a estação, divulgue, comente, partilhe. Vamos fazer uma corrente para salvar a Estação e orar para que dias melhores retornem a este prédio simbolo do crescimento de uma cidade. Que voltem os trem urbanos e intercidades.




domingo, 15 de outubro de 2017

Onde esta a Estação Carlos Botelho? Companhia Carril Agrícola Funilense

O passado exposto do Mercado Municipal de Campinas.

Todos a bordo!!!! Estamos em mais uma exploração ferroviária, hoje em Campinas visitando a antiga e descaracterizada estação Carlos Botelho da antiga Ferrovia Funilense.

O Mercado Municipal de Campinas um prédio único com suas linhas moçárabes desenhado e construído por Ramos de Azevedo hoje abriga o Mercado Municipal, porem outrora fora o quilometro zero da Funilense, servindo de garagem, galpão, armazém, abrigo, deposito e escritório central desta ferrovia.

De um lado ferrovia com trilhos e do outro doca seca para desembarque e embarque de produtos agrícolas da região, venha ate aqui e solte sua imaginação para viajar no tempo das locomotivas a vapor.

Um belo exemplo da arquitetura inovadora de Ramos de Azevedo, memoria viva do século XIX, quando nosso país fervilhava em ideias, o progresso obtido pelas receitas do café fez Campinas crescer, tanto economicamente, como culturalmente, escritores, jornalistas, músicos, poetas e pintores. Sendo o exponente máximo o maestro Carlos Gomes.

A imigração trouxe novos habitantes e diversos distritos se transformaram em cidades, fazendo o mapa de São Paulo fragmentar-se como uma colcha de retalhos, vivo, pulsante e cheio de vida. Tal como é o mercadão hoje, venha visitar e sentir os aromas das especiarias, comprar peixes e mariscos frescos, grãos e frutos secos.

Quando estiver aqui, pense que aqui era uma estação com locomotiva a vapor chegando e apitando forte piuuuiiiiiiiiiiiii!!!!



sábado, 14 de outubro de 2017

Estação Ferroviaria de Monte Alegre do Sul

A linha das colinas da Mogiana em Monte Alegre do Sul

Na área escondidinha do local onde se inicia a serra da Mantiqueira, numa pequena e bucólica cidade no alto das montanha esta localizada a estação ferroviária de Monte Alegre do Sul, ponto final do ramal Amparo da Antiga Cia Estrada de Ferro Mogiana.

A primeira vez que estive em Monte Alegre do Sul foi em 1994, me apaixonei pelo lugar,  muito verde e construções que preservam a memoria da cidade, quem for curioso, pode explorar outras áreas da cidade, pois existem algumas fontes de águas medicinais, uma deliciosa terma para relaxar do stress, aqui é um lugar onde  o verde é predominante na região, muitas árvores, parques e jardins para uma boa caminhada, alguns momentos de tranquilidade e um bom bate papo. 

Voltando na estação podemos ver os antigos escritórios da ferrovia, armazém de cargas e podemos usar a imaginação, voltando no tempo e vendo as charretes esperando o trem chegar para levar os passageiros recém chegados as fazendas, as carroças descarregando sacas de café e carregando itens que chegavam nos trens cargueiros.

Aqui nesta cidade em 2017 encontramos 500 metros de linha ferroviária, construídos em anos recentes para pequenos passeios e atração turísticos, uma ponte de ferro que segue rumo a Socorro,  que foi um sub-ramal do ramal prolongando a estrada de ferro por mais alguns quilômetros.  

A locomotiva a vapor

Nossa outra bela surpresa è uma locomotiva a vapor com seu tender e um carro de passageiros em madeira com bancos de 1 classe (couro e estofado).

A locomotiva inglesa Beyer de Manchester 4-6-0 de 1910 com numero 351 da Mogiana com tender, esta operacional e em eventos festivos ela percorre os trilhos existentes, apitando, tocando o sino e avisando a todos que a locomotiva esta aqui.




sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Estação Ferroviária de Amparo

Uma estação que faz meu coração bater apertado.


Alguns lugares nos emocionam e faze-nos parar  o tempo por alguns minutos para apreciar as memorias. A Estação Ferroviária de Amparo é uma delas.  Passada quase a duas décadas e meias, desde a primeira vez que aqui estive.

Agora sempre que venho aqui, meu coração bate mais forte. Pena que nesta visita atual tenha encontrado a estação bem deteriorada. O prédio esta abandonado, a pintura esta caindo, o prédio sem uso.

Infelizmente dizendo no bom português, bem largada, nos últimos anos foi radio, cinema, lanchonete, sede da guarda municipal, agora tudo vazio, Até 1965 quando os trens vinham de Jaguariúna trazendo carga e passageiros era cheia de via com os trens chegando e saindo, pessoas se hospedando nos hotéis próximos, vendedores, como já falamos, posteriormente num passado recente sediou um cinema e radio, hoje esta abandonada... vamos lutar para voltar ao bom uso, quiça ate adotar uma locomotiva a vapor e dar mais vida a este belo prédio.

Um pouco de Historia

A estação central de Amparo durante muito tempo foi o ponto final, por isso aqui havia rotunda, depósitos e armazéns, oficina e o belo prédio a esquerda era a casa do chefe da estação. Imagine que na época da colheita do cafe, ela funcionava 24 horas por dia, chegando carroças com sacas de café, operários carregando vagões, outros engatando os vagões e ainda outros manobrando, tudo para despachar o café o mais rápido possível rumo ao porto de Santos.




quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Eita é uma usina ou uma ferrovia? A Estrada de Ferro Itatinga

Uma caminhada na Serra do Mar em Bertioga


Um grupo de amigos que curtem caminhadas ecológicas, ecoturismo e aventuras de exploração. Estamos para descobrir um dos lugares mais fantásticos para uma boa caminhada, estamos na Serra do Mar, bioma Mata Atlântica com alguns riachos, ribeirões e o rio Itapanhau.

Esta caminhada já teve um vídeo no passado, este é uma revisão e ampliação da historia. Imagine que esta trilha inicia-se em Mogi das Cruzes e segue descendo rumo a Bertioga, num trecho bem protegido e com muita mata original sem toque de mão humana.

Mas a meio do caminho desviamos e agora estamos seguindo rumo a uma obra de arte da engenharia do principio do século XX. Vamos visitar a Usina Hidroelétrica de Itatinga, construída no coração da serra do mar, para alimentar as instalações da CODESP - Companhia Docas do Estado São Paulo, que administra o Porto de Santos. Vendo todo o conjunto das benfeitorias construídas em 1910 ficamos assombrados pela engenhosidade humana.

Nesta jornada visitamos o lago de acumulo das águas que irão alimentar as turbinas 900 metros abaixo, vemos os canais, os tuneis e encanamentos, a casa de força e gestão do fluxo de água, a cremalheira que sobe empregados e equipamentos morro acima, locomotiva a vapor e ferrovia que liga o cais até a Usina, passando pelo bairro dos trabalhadores e o bonde que circula no interior da Usina.

Foi uma jornada completa em que caminhamos bastante, colhemos algumas frutas pelo caminho, no pomar da usina, andamos de bondinho, andamos de locomotiva a vapor, tudo em bitola estreita e por fim navegamos na balsa rumo a Bertioga.

Um dia completo numa deliciosa aventura.




quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Um passeio de trem pela Estrada de Ferro Campos do Jordão

No alto da serra, eu vi um trem

A cidade paulista mais visitada durante o inverno, construída no cimo da montanha na serra da Mantiqueira com diversos prédios construídos ao melhor estilo suíço, as vezes até pensamos que estamos em alguma cidade dos alpes.

Em tempos esta cidade servia de estação de cura e tratamento para a tuberculose, acreditava-se que o ar puro da montanha ajudava os doentes, para isso a cidade necessitava de ligação a outros centros e para grande alegria da população vieram as locomotivas a vapor.

Preservando a memoria ferroviária no alto da Serra da Mantiqueira, a Estrada de Ferro Campos do Jordão - EFCJ mantem viva a memoria desta ferrovia centenária. Fundada em 1910 ligando os municípios de Campos do Jordão, Santo Antônio da Posse e Pindamonhangaba, outrora servia de ramal para a Ferrovia Central do Brasil e com isso atingia grandes cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Hoje a EFCJ é explora viagens em trem turístico por excelência sendo uma atração e monumento, permitindo passeios pelo centro de Campos em locomotivas a vapor e bondes elétricos e ainda ligando por trem intercidades,  outras cidades da região, aqui nos galpões da EFCJ temos trams, bondes, trens elétricos, trens a diesel e locomotivas a vapor, num único final de semana podemos  experimentar toda a evolução do transporte ferroviário em uma única cidade e em uma ferrovia com mais de um seculo em operação.

Venham conhecer, deixem sua opinião.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Estação Ferroviaria de Itapetininga em 1995

O abandono de uma estação

A cidade de Itapetininga surgiu graças aos tropeiros que seguiam rumo ao sul do país, por ser uma planície bem irrigada e com muita áreas de terras férteis, rapidamente produtores de café vieram se estabelecer e com isso houve a necessidade de se escoar esta produção.

Mas existe um porém a ferrovia não chegava, coube a EFS - Estrada de Ferro Sorocabana administrar essa linha férrea, que sofreu durante muito tempo com o abandono governamental, desde as obras paradas e lentidão das construções, em nossa visita a Itapetininga o ano de 1995 visitamos a estação que era o 3º prédio construído para este fim.

Muito movimentada nos tempos dos caminhos de ferro, fazia ligação com a linha Paraná que permitia chegar até Curitiba e o porto de Paranaguá, caminho alternativo para desafogar o Porto de Santos. Deste ramal ferroviário surgiram diversas cidades da parte sul do estado.

No largo da estação na época havia uma locomotiva a vapor e seu tender, protegida por grades estava em bom estado de conversação e ainda podíamos ver o poste de telégrafos com seus diversos ramais.

Falando da Locomotiva

Estamos visitando a Estrada de Ferro Sorocabana e visitamos a estação ferroviária de Itapetininga mostrando a evolução desde 1995 para verem como o patrimônio ferroviário esta abandonado. Inclusive existe uma locomotiva 4-8-0 a vapor estacionado no patio juntamente com seu tender.... onde estará? Quem sabe mais detalhes técnicos sobre ela? comentem. obrigado