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terça-feira, 21 de novembro de 2023

🎌 Guia Bellacosa: Os Santuários Otaku do Japão

 

Bellacosa Mainframe e o guia para otaku santuarios no Japão

🎌 Guia Bellacosa: Os Santuários Otaku do Japão


🗾 Um roteiro espiritual, cultural e geek pelos templos sagrados do fandom japonês

Se o Monte Fuji é o símbolo da alma japonesa, Akihabara é o templo da alma otaku.
Mas ela não está sozinha! O Japão é um país repleto de santuários dedicados à cultura pop — verdadeiras mecas do colecionismo, cosplay, idols e mangás.
Pegue seu suéter da SEGA, sua câmera e um pasmo respeitoso, porque hoje o Bellacosa te leva num roteiro otaku místico, do neon de Tóquio às ruazinhas secretas de Osaka.



🏮 1. Akihabara — A Meca Suprema

📍 Tóquio, Distrito de Chiyoda

A palavra Akihabara (秋葉原) significa “Campo das Folhas de Outono”, mas o que floresce ali é pura eletricidade geek ⚡
Desde os anos 1980, Akiba (apelido carinhoso) evoluiu de mercado eletrônico para epicentro da cultura otaku mundial.

💾 O que visitar:

  • Radio Kaikan: prédio histórico com 10 andares de figures, cards e model kits.

  • Super Potato: loja lendária de retro games — parece um museu dos anos 80 com cheiro de cartucho.

  • Mandarake Complex: sete andares de mangás, doujinshi e itens raros (leia as placas antes de entrar nas áreas 18+).

  • Don Quijote Akihabara: o shopping maluco onde fica o teatro do grupo AKB48, as idols mais icônicas do Japão.

🎀 Curiosidade Bellacosa:
Akihabara tem um templo real dentro do caos: Kanda Myojin, dedicado aos deuses da tecnologia.
Otaku de todo o mundo vão lá abençoar seus notebooks e comprar ema (tábuas votivas) com personagens de anime desenhados à mão!


🎎 2. Nakano Broadway — O Tesouro dos Colecionadores

📍 Nakano, bairro de Tóquio

Enquanto Akihabara brilha, Nakano Broadway é o esconderijo misterioso dos fãs veteranos.
É um shopping antigo, com corredores apertados e lojas secretas, cada uma especializada em algo: figures vintage, artbooks raros, VHS originais, bonecos da era Shōwa…

🏮 Pontos obrigatórios:

  • Mandarake Main Store: o “quartel-general” da franquia Mandarake.

  • Robot Robot: loja de brinquedos retrô dos anos 70–90.

  • Daily Chiko: sorvete gigante em espiral com até 8 sabores (faça a foto com moderação 😅).

💡 Dica Bellacosa: Nakano é mais silenciosa e menos turística.
É o lugar certo para negociar, garimpar e conversar com vendedores que vivem colecionando há décadas.


🏙️ 3. Ikebukuro — O Santuário das Otomes

📍 Tóquio, Distrito de Toshima

Ikebukuro é o coração do fandom feminino.
Ali nasceu o termo “Otome Road”, uma rua cheia de lojas voltadas para mulheres otaku — focadas em BL (Boys’ Love), doujinshi, idols e jogos otome.

🌸 Lugares icônicos:

  • Animate Ikebukuro Flagship: maior loja da Animate no Japão! Três andares de produtos, mangás e eventos.

  • K-Books e Lashinbang: lojas rivais com seções especializadas em BL e figures masculinos.

  • Butlers Café: o “inverso” dos maid cafés — garçons de luvas brancas servindo como mordomos vitorianos.

🎀 Curiosidade Bellacosa:
Nos arredores está o Sunshine City, onde ocorrem shows, eventos e cafés temáticos com personagens populares.
É a Disneyland dos sentimentos otaku femininos.


🎰 4. Nipponbashi (Den Den Town) — A Akihabara de Osaka

📍 Namba, Osaka

Enquanto Tóquio tem Akiba, Osaka tem Den Den Town (でんでんタウン).
É um distrito elétrico cheio de lojas geeks, fliperamas e otaku roots.
Mais barato, mais direto, mais barulhento — o jeito Osaka de ser.

🎮 Visitas essenciais:

  • Super Potato Osaka: filial da lendária loja de games clássicos.

  • Jungle: figures e action figures de tokusatsu, robôs e idols.

  • Nipponbashi Street Festa: um dos maiores desfiles de cosplay do Japão, realizado todo mês de março.

💡 Dica Bellacosa:
Os habitantes de Osaka são mais comunicativos e brincalhões.
Diferente da reserva de Tóquio, aqui pode puxar papo — mas sempre com educação e bom humor.


🧧 5. Odaiba — O Futuro em Forma de Ilha

📍 Baía de Tóquio

Odaiba é o parque tecnológico do Japão, uma ilha artificial que mistura shoppings, museus e vistas futuristas.
Mas também é lar de dois marcos sagrados do fandom:

🚀 Gundam Base Tokyo:
Um espaço imenso dedicado à franquia Mobile Suit Gundam.
Tem maquetes, exposição, loja e o Gundam tamanho real — um robô de 18 metros que se move!

🎡 DiverCity & Palette Town:
Shoppings com cafés temáticos, jogos e lojas de franquias de anime.
E de brinde: vista para a Rainbow Bridge e a Estátua da Liberdade japonesa.

💡 Curiosidade Bellacosa:
O Gundam de Odaiba é tão amado que recebe oferendas de fãs — mini figures, flores e até cartas de agradecimento.


🦊 6. Kanda Myojin — O Templo dos Deuses Tecnológicos

📍 Próximo a Akihabara

Poucos sabem, mas existe um santuário xintoísta que protege otakus, engenheiros e programadores.
No Kanda Myojin, os amuletos (omamori) incluem bênçãos para:

  • 💻 Equipamentos eletrônicos

  • 📱 Conexão Wi-Fi estável (sim, é real)

  • 🧠 Sucesso em provas de certificação e TI

Dica Bellacosa:
Compre um ema e desenhe seu personagem favorito pedindo proteção.
O local é tão popular que já teve colaborações oficiais com Love Live!, Fate/Grand Order e Idolmaster.


🌌 7. Ikuta Shrine e Washinomiya Shrine — Os Templos dos Animes

Além do mundo urbano, o Japão possui templos rurais que se tornaram locais de peregrinação otaku (seichi junrei).

⛩️ Ikuta Shrine (Kobe) — conhecido por The Melancholy of Haruhi Suzumiya.
⛩️ Washinomiya Shrine (Saitama) — cenário real de Lucky☆Star, que virou ponto de encontro anual de cosplayers.

💡 Curiosidade Bellacosa:
Durante o Ano Novo, fãs vestidos de suas personagens favoritas vão rezar juntos — uma mistura mágica de fé, humor e fandom.


🎯 Roteiro Bellacosa de Viagem Otaku (7 Dias de Iluminação Geek)

DiaCidadeLocalFoco
1TóquioAkihabaraGames e figures
2TóquioKanda Myojin + OdaibaCultura pop e espiritualidade
3TóquioNakano BroadwayColecionismo retrô
4TóquioIkebukuroFandom feminino
5OsakaNipponbashiCultura otaku alternativa
6KobeIkuta ShrineAnime e espiritualidade
7SaitamaWashinomiya ShrinePeregrinação otaku

🏁 Conclusão Bellacosa

O Japão é mais do que o berço do anime — é um país que transformou paixão em cultura, consumo em arte e devoção em identidade.
Ser otaku lá é honrar a tradição da curiosidade e da imaginação humana.

🌸 Então, padawan, quando visitar esses lugares, lembre-se:

“Você não está apenas comprando um figure — está participando de um ritual milenar de amor, respeito e nostalgia.”

💮 Bellacosa Mainframe Japão — onde o sagrado encontra o geek.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A cachoeira da Lua e o caminho a Sobradinho em São Tomé das Letras

Bellacosa Mainframe e as poeirentas estradas de terra em São Tomé das Letras 

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🌙 A Cachoeira da Lua e o Caminho para Sobradinho

Quando o jovem Vagner em 1994 continuou andando e descobriu que o mundo era muito maior do que imaginava.

Existem viagens que começam quando colocamos o pé na estrada. Outras começam muito antes, quando surge aquela inquietação de descobrir o que existe depois da próxima curva.

Aquela aventura por São Thomé das Letras, seguindo pela estrada de terra em direção a Sobradinho, foi uma dessas viagens.

Para o jovem Vagner, significava aumentar mais alguns quilômetros naquele mapa invisível que vinha construindo desde menino. Cada cidade visitada empurrava um pouco mais para longe as fronteiras do mundo conhecido.

E São Thomé parecia pertencer a outro mundo. Poder voltar a essa cidade é se encher de energia e descobrir um outro mundo.

Era uma cidade cercada por histórias, lendas, cavernas, grutas, cachoeiras e formações rochosas. Havia histórias sobre a ocupação humana da região misturadas às narrativas populares, ao misticismo e aos mistérios que transformaram São Thomé das Letras em um lugar tão particular.

Mas uma das maiores descobertas estava simplesmente na paisagem.

Eu estava acostumado ao verde da Mata Atlântica, às árvores grandes, à umidade e àquela vegetação que, observada à distância, parece formar um enorme mar verde.

Ali tudo parecia diferente.

A paisagem ganhava tons amarelados, marrons e ocres. Havia muita pedra, vegetação mais baixa e menos árvores gigantescas dominando o horizonte. O céu parecia maior.

Era como descobrir que o Brasil mudava de cor conforme avançávamos pela estrada.

E nós continuávamos avançando.



Rumando sem rumo.

Essa talvez seja a melhor definição daquela aventura.

Pegávamos estradas de terra, observávamos sítios e pequenas propriedades rurais, atravessávamos caminhos desconhecidos e procurávamos cachoeiras. Nem sempre era necessário encontrar uma atração famosa.

Às vezes bastava encontrar água.

Um ribeirão.

Um córrego.

Uma pequena cachoeira escondida entre as pedras.

Depois de caminhar debaixo do sol e sentir o calor acumulado nas pedras, entrar naquela água fria era um pequeno ritual.

Primeiro os pés.

Depois as pernas.

O corpo protestava por alguns segundos contra a diferença de temperatura.

E então vinha o mergulho.

A água gelada deixava de ser inimiga e se transformava em recompensa.

Nadávamos nos ribeirões, entrávamos debaixo das pequenas quedas d'água e simplesmente aproveitávamos aquele pedaço de natureza encontrado pelo caminho. Ao redor, novos pássaros, insetos, plantas e animais reforçavam a sensação de estarmos explorando um ambiente diferente daquele que conhecíamos.

Depois era hora de continuar.

Roupa secando no próprio corpo, poeira da estrada novamente nos sapatos e mais uma curva esperando adiante.



E havia ainda outra recompensa: a comida sul-mineira.

Depois de caminhar, nadar e explorar, sentar diante daquela comida simples, generosa e cheia de sabores da terra completava a experiência. Viajar também era descobrir um lugar pelo prato.

Hoje percebo que naquela estrada para Sobradinho eu não estava apenas procurando a Cachoeira da Lua.

Estava aprendendo algo que continuaria comigo durante muitas outras viagens:

o mundo é absurdamente grande.

E uma das melhores maneiras de conhecê-lo é continuar andando.

Mesmo quando não sabemos exatamente onde a estrada vai terminar.

Porque, algumas vezes, perder-se um pouquinho é justamente a maneira de encontrar aquilo que nunca soubemos que estávamos procurando.


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Uma estrada de terra com muita poeira.


Estamos em busca de novas cachoeiras, rumando sem rumo pela estrada de Sobradinho, perdidos no interior de São Tomé. Vendo a bela paisagem, sítios e chácaras.


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sábado, 16 de julho de 2016

Indian Motorbike invadem o Brasil

Bellacosa Mainframe e o encontro inesperado com as Indian Motors

🏍️ Indian Motorcycles Invadem Guararema

Quando fomos procurar uma velha locomotiva a vapor e encontramos uma trupe sobre duas rodas

Era um passeio por Guararema, São Paulo, daqueles em que o destino já parecia suficientemente interessante por si só.

Nossa intenção naquele dia era embarcar em uma velha locomotiva a vapor restaurada e fazer um passeio ferroviário, revivendo por alguns momentos uma época em que viajar significava ouvir o apito do trem, sentir o cheiro característico da ferrovia e observar lentamente a paisagem pela janela.

Estávamos, portanto, com a cabeça nos trilhos.

Até que ouvimos o barulho.

Primeiro veio de longe. Depois ficou cada vez mais forte.



RONC! RONC! RONC!

Em poucos instantes, aquele ambiente de nostalgia ferroviária foi invadido pelo som ensurdecedor de motores. Uma verdadeira trupe sobre duas rodas estava chegando a Guararema.

E que máquinas!

Eram motocicletas Indian, com modelos simplesmente lindíssimos. Grandes, imponentes, cromadas e com aquele desenho clássico que imediatamente remete às enormes motocicletas americanas das estradas.

Naturalmente, fomos conferir.

Por alguns minutos, a velha locomotiva que nos levara até Guararema como objetivo da viagem ganhou concorrentes inesperadas.

De um lado, uma máquina histórica sobre trilhos de aço.

Do outro, máquinas igualmente fascinantes sobre duas rodas.

Talvez tenha sido justamente esse contraste que tornou aquele momento tão especial.

Fomos a Guararema atrás do som de uma locomotiva a vapor e, antes mesmo de embarcar, fomos recebidos pelo trovão dos motores das Indian.

São essas pequenas surpresas que transformam um simples passeio em memória.

E naquele dia Guararema parecia reunir duas maneiras maravilhosas de viajar:

sobre trilhos ou sobre duas rodas.



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Indian Motorbike em exibição nas ruas de Guararema.


Para os aficionados por moto eis um pequeno brinde, fantásticas motos Indian em exibição. Diversos modelos em uma passeio pela Rota 66 paulista.


Isso mesmo Guararema é cortada pela SP 066 passando por bucólicas estradinhas próximo a propriedades rurais, fazendinhas, ribeiroes e riachos.

Eu e o formiguinha aproveitamos a deixa e fomos espionar de perto estas maquinas gigantes.

sábado, 18 de junho de 2016

Uma volta pelo centro de Campos de Jordao

Bellacosa Mainframe passeando por Campos do Jordão

Um belo dia de inverno

Uma volta pelo centro de Campos de Jordao

Acompanhando os caminhos de ferro, eu observava a paisagem passar lentamente pela janela.

As casinhas típicas apareciam uma depois da outra, quase acompanhando os trilhos. Pelas ruas, havia um movimento anormal de turistas. Muitas motos cortavam o trânsito, surgindo entre carros, esquinas e pequenas multidões.

Era inverno.

Do lado de fora, a cidade parecia especialmente viva.

O roncar dos motores misturava-se a uma música disco que tocava no rádio. Uma combinação estranha, mas perfeita para aquele momento. Eu não tinha pressa. Apenas apreciava a paisagem urbana enquanto o carro avançava lentamente.

Ou tentava avançar.

O trânsito estava um verdadeiro fuá.

Carros por todos os lados, motos passando pelos espaços impossíveis, turistas atravessando, gente procurando onde estacionar, gente olhando mapas, gente simplesmente parada admirando aquilo que para os moradores provavelmente já fazia parte da rotina.

E nós seguíamos devagar.

Metro após metro.

O rádio tocando.

Os motores roncando.

Os trilhos aparecendo de vez em quando ao nosso lado.

E aquela paisagem de inverno passando lentamente pela janela.

Naquele momento, o congestionamento não parecia exatamente um problema.

Era parte da viagem.



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Um belo dia de inverno.


Acompanhando os caminhos de ferro e vendo a paisagem com as casinhas típicas, o movimento anormal de turistas, muitas motos pelas ruas.



Ouvindo o roncar dos motores e uma musica disco na radio e apreciando a paisagem urbana.

O carro lentamente avançando naquele fua de transito, confusao de turistas.

BR 383 Subindo a serra

Bellacosa Mainframe e as aventuras na estrada BR-383 com Juliana subindo a serra rumo a Campos do Jordão

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🚗 BR-383 — Subindo a Serra com Juliana

10.000 quilômetros de estradas, viagens e memórias entre São Paulo e Minas Gerais

Pequenas crônicas pelas estradas da Região Sudeste do Brasil

Existem viagens que começam quando colocamos as malas no carro. Outras começam muito antes, quando alguém simplesmente pergunta:

— Vamos dar uma volta?


Entre 2013 e 2018, Juliana tornou-se personagem constante de muitos dos pequenos vídeos, fotografias e fragmentos que fui deixando espalhados pelo blog. Ela gostava de dirigir. Eu gostava de descobrir lugares. A combinação era perigosa para o hodômetro.

Foram aproximadamente 10.000 quilômetros rodando juntos, principalmente pelas estradas de São Paulo e Minas Gerais.

Litoral, interior, serras, montanhas, pequenas cidades, grandes rodovias e aquelas estradinhas que pareciam perguntar: “Vocês têm certeza de que querem continuar?”

Quase sempre continuávamos.

Campos do Jordão era uma das aventuras de que Juliana mais gostava. A subida da serra já fazia parte do passeio: curvas, túneis, muretas, paredões, precipícios e a paisagem mudando conforme ganhávamos altitude.

Mas havia também outro ponto importante naquele mapa.

Taubaté.

Mais precisamente Quiririm, onde meu pai morava. Assim, muitas dessas viagens misturavam passeio e família. Visitávamos meu pai e depois continuávamos pela estrada, subindo em direção à Mantiqueira e a Campos do Jordão.

Hoje percebo que aqueles pequenos vídeos não registraram somente rodovias.

Registraram uma época.

Uma câmera apontada através do para-brisa podia estar filmando apenas uma curva da serra. Mas, tantos anos depois, consigo enxergar muito mais naquela imagem.

Consigo lembrar quem estava dirigindo.

Para onde estávamos indo.

Quem encontraríamos pelo caminho.

E principalmente aquela sensação maravilhosa de que ainda havia uma estrada inteira pela frente.

Talvez seja por isso que estou chamando esses registros de Pequenas Crônicas pelas Estradas da Região Sudeste do Brasil.

Não são grandes documentários de viagem.

São fragmentos.

Alguns possuem poucos minutos. Outros são apenas fotografias e algumas linhas escritas às pressas.

Mas, quando colocados novamente em ordem, tornam-se pontos de um mapa muito maior.

Um mapa feito de estradas, cidades, pessoas e memória.

E naquele mapa existe uma Juliana ao volante, um Vagner olhando pela janela e milhares de quilômetros esperando para serem percorridos.

A estrada não era apenas o caminho para a aventura.

A estrada era a aventura.

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Um túnel em meio a serra.


Curioso que o quotidiano nos faz deixar de prestar atenção nas coisas normais, estáticas e acabamos não nos apercebendo das belezas que nos cercam.



Olhar pela janela do carro em movimento, ver a serra a estrada e seus pequenos detalhes. Túneis e muretas, abismos e encostas.

São tantas coisas para apreciar e as vezes viajamos em tão alta velocidade que nem nos apercebemos destes detalhes.



sábado, 2 de abril de 2016

As arvores e a cidade de Monte Verde

Bellacosa Maifnrame e memorias de uma viagem a Monte Verde

🌲 As Árvores e a Cidade de Monte Verde

Uma cidade aconchegante entre montanhas, casas, jardins e muito verde

Era começo de outono em Monte Verde, e lá estávamos nós passeando tranquilamente pelas ruas dessa pequena cidade escondida no alto da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais.

O clima ainda estava agradável. Nada daquele frio rigoroso que normalmente imaginamos quando alguém fala de Monte Verde. Era simplesmente um belo dia para andar sem muita pressa e observar a cidade.

E havia muito para observar.

Nossa missão naquele momento era bastante simples: encontrar um lugar para almoçar.

Mas procurar restaurante também acabou virando uma pequena exploração.

Em vez de ficarmos somente nas ruas mais movimentadas e turísticas, começamos a circular por lugares mais tranquilos. Ruas onde apareciam casas, pequenos jardins, pousadas e, principalmente, muitas árvores.

🌲🌲🌲



Talvez essa seja uma das características mais interessantes de Monte Verde.

A natureza parece fazer parte da própria cidade.

As árvores surgem entre as construções, acompanham as ruas e aparecem nos terrenos e jardins. Em alguns pontos temos quase a impressão de que as casas foram cuidadosamente colocadas no meio da vegetação.

Enquanto seguíamos procurando nosso almoço, continuávamos descobrindo pequenos detalhes.

Uma casa diferente aqui.

Um jardim acolá.

Uma rua tranquila que provavelmente passaria despercebida para quem estivesse preocupado apenas com os pontos turísticos.

E justamente por isso gosto desses passeios.

Nem sempre uma viagem precisa ser uma sequência de atrações famosas, fotografias obrigatórias e lugares marcados em um mapa.

Às vezes a melhor parte é simplesmente zanzar pela cidade.

Sem roteiro.

Sem horário.

Olhando as casas, as pessoas, os jardins e as árvores.

Naquele começo de outono de 2016, Monte Verde mostrou um pouco dessa outra face.

E pensar que tudo começou porque estávamos apenas procurando um lugar para almoçar.



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Uma cidade aconchegante.


Estamos no alto da montanha, curtindo os primeiros dias do outono, esta um calorzinho estamos passeando pelas ruas desta encantadora vilazinha da serra.



Um recanto de tranquilidade estamos em busca de um lugar delicioso para almoçar, circulando pelas ruas não muito turísticas, onde vemos casas normais e ainda muito verde com arvores ocupando os jardins.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

SP 360 - Viagem em destino a Itatiba

Bellacosa Mainframe e o retorno a itatiba pela sp 360

🌄 SP-360 — Viagem em Destino a Itatiba

Deixando Morungaba para trás, entre antenas gigantes, velhas fazendas, doces de tacho e as sombras do entardecer

Era hora de voltar para casa.

Depois de um dia inteiro passeando por Morungaba, entramos novamente na SP-360 — Rodovia Engenheiro Constâncio Cintra, agora em direção a Itatiba.

Mas aquela não havia sido apenas mais uma voltinha pelo interior.

Durante o dia passamos pelas antigas instalações da Embratel, onde gigantescas antenas parabólicas dominavam a paisagem. Para quem gosta de tecnologia, era impossível não olhar para aquelas estruturas e imaginar quantas comunicações passaram por ali em uma época na qual falar com alguém do outro lado do mundo era uma operação muito mais complicada do que retirar um smartphone do bolso.

Depois vieram as paisagens de Morungaba.



Passamos pelo rio, pelas antigas fazendas e por aqueles caminhos onde o interior paulista ainda deixa escapar pedaços de sua história.

E, naturalmente, não poderíamos terminar o passeio sem uma parada para os doces.

Na tradicional Doceria David, encontramos outro tipo de tecnologia — uma tecnologia muito mais antiga.

Doces da fazenda preparados em tachos de cobre, seguindo receitas transmitidas através das gerações. Sabores que parecem pertencer a uma época distante, quando ninguém falava em MasterChef, doces gourmet ou fotografava sobremesas para colocar no Instagram.

Ali não havia necessidade de inventar moda.

Havia açúcar, frutas, leite, fogo, paciência e memória.

Depois dessa viagem gastronômica pelo passado, voltamos para a estrada.

A SP-360 seguia entre montes e picos enquanto o sol começava a desaparecer no horizonte.

As árvores projetavam longas sombras sobre a paisagem, quase dançando enquanto o carro avançava.

Morungaba lentamente ficava para trás.

Itatiba estava logo adiante.

E assim terminava mais um daqueles dias aparentemente comuns que, dez anos depois, descobrimos que eram justamente os dias que valia a pena guardar.

Destino: casa.




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Retorno a casa com um belo por de sol.


Terminamos nossa visita a Morungaba e o rio Jaguary era de retornar, realmente a SP 360 eh show... a cada momento um jogo de luz provoca sombras impressionantes combinado com a paisagem, são diversos montes e picos, tornando a viagem um show.


A sombra cai sob dia que se encerra e as árvores ficam com sombras dançantes.

SP 360 - Rodovia Constancio Cintra


Bellacosa Mainframe e a rodovia constancio cintra

🚗 SP-360 — Pelas Curvas da Rodovia Constâncio Cintra

De Itatiba a Morungaba entre curvas, montanhas e paisagens

Existem estradas que servem apenas para chegar a algum lugar. E existem aquelas em que o próprio caminho faz parte da viagem. A SP-360, Rodovia Engenheiro Constâncio Cintra, especialmente no trecho entre Itatiba e Morungaba, pertence ao segundo grupo.

Naquele passeio de fevereiro de 2016, estávamos deixando Itatiba em direção a Morungaba com uma pequena missão: levar o Formiguinha para conhecer o Rio Jaguari e a estação de satélites da Embratel.

Mas antes mesmo de chegarmos ao destino, a estrada já proporcionava sua própria aventura.

A SP-360 havia recebido melhorias naquele período, com asfalto recapeado, nova sinalização e alguns trechos duplicados. Mesmo assim, continuava preservando uma de suas características mais marcantes: as curvas. Muitas curvas!



Conforme o carro avança, a paisagem urbana de Itatiba vai ficando para trás e começam a aparecer morros, vegetação, propriedades rurais e aquele horizonte característico do interior paulista. É uma estrada que convida a diminuir um pouco a velocidade e simplesmente observar o cenário.

Em determinados pontos, cada curva parece abrir uma nova janela para a paisagem.

E talvez seja justamente isso que transforme um passeio aparentemente simples em memória.

Naquele dia, Morungaba era o destino, mas o Rio Jaguari e as enormes antenas ainda estavam alguns quilômetros adiante. Antes deles havia a estrada, as conversas dentro do carro, a curiosidade do Formiguinha e uma câmera registrando um pequeno pedaço daquele momento.

Dez anos depois, o vídeo ganha outro significado.

Não registra apenas a SP-360 em 2016.

Registra uma tarde comum que, sem percebermos, acabou se transformando em história.

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As estrada cheia de curvas


SP 360 no trecho que liga Itatiba a Morunga, recentemente teve o asfalto recapeado, alguns trechos duplicados, nova sinalização, mas com curvas fantásticas e paisagem de sonho. Uma delicia trafegar por aqui.


Estamos saindo de Itatiba em direçao a Morungaba, onde vamos levar o formiguinha para conhecer o Rio Jaguary e a antena da Embratel.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Chegada do Papai Noel em Itatiba - 2015

Bellacosa Mainframe e a chegada do Papai Noel em Itatiba

🎅 A Chegada do Papai Noel em Itatiba — 2015

🚁 Quando o bom velhinho chegou do céu

Dezembro de 2015. O clima de Natal já tomava conta de Itatiba, no interior de São Paulo, e naquele dia uma atração especial levou crianças e famílias ao Parque da Juventude: a chegada do Papai Noel.

Mas ele não apareceu de trenó puxado por renas.

Dessa vez, o bom velhinho resolveu modernizar o transporte e chegou de helicóptero! 🚁🎅

O barulho das hélices anunciava de longe que alguma coisa diferente estava acontecendo. Para as crianças, acompanhar um helicóptero pousando tão perto já seria uma aventura. Quando dele saiu ninguém menos que o Papai Noel, estava completo o espetáculo.

Era uma daquelas festas simples que acabam ficando guardadas na memória.

Além da chegada do Papai Noel, acontecia no local uma exposição de carros antigos, reunindo diferentes gerações em torno das máquinas que fizeram parte da história das estradas brasileiras.

E ainda havia mais.

Os bombeiros também participaram da festa, permitindo que a criançada conhecesse de perto um de seus veículos. Entre brincadeiras, curiosidade e muita agitação, ainda aconteceu a tradicional distribuição de balas e rebuçados.

🍬🍬🍬



Para quem era criança, era simplesmente uma festa.

Para quem olha essas imagens tantos anos depois, porém, existe outra coisa ali.

Existe um pequeno pedaço da história de Itatiba em 2015.

As pessoas, os carros, o parque, o helicóptero, os bombeiros e principalmente aquela expectativa infantil pela chegada do homem vestido de vermelho ficaram registrados pelas lentes da câmera.

O vídeo que naquela época mostrava apenas um passeio de Natal hoje virou uma pequena cápsula do tempo.

E talvez essa seja uma das coisas mais interessantes de manter um blog durante tantos anos.

Sem perceber, vamos documentando a cidade.

🎅 Feliz Natal, Itatiba!

E que o Papai Noel da próxima vez não esqueça onde estacionou o trenó. 🎄🚁



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Helicóptero trazendo o papai Noel para Itatiba 

O parque da Juventude em Itatiba teve dois super eventos este ano. Simultaneamente teve a chegada do Papai Noel e a exposição de carros antigos.



A criançada foi a gloria com direito a chuva de balas e rebuçados. Brincadeiras em cima do carro de bombeiro e ver de pertinho o pouso e decolagem de um helicóptero.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Otsuten: O Santuário Onde o Profano Beija o Sagrado

 


Otsuten: O Santuário Onde o Profano Beija o Sagrado

Um mergulho Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight Lunch

Quando o Japão resolve criar um santuário, ele não constrói apenas um templo — ele ergue um lore, um universo expandido, um portal cultural onde história, mitologia, urbanismo e um toque de maluquice coexistem em harmonia.
E entre os muitos templos que fazem o Japão ser esse RPG de mundo aberto chamado Japão, existe um que virou febre entre jovens, otakus, turistas espirituais e influenciadores: Otsuten — às vezes chamado de Otsu Tenmangu, outras vezes apelidado de “o santuário que realiza desejos… mas só se você não for afobado”.

Hoje, no estilo Bellacosa Mainframe para o El Jefe Midnight Lunch, vamos destrinchar esse fenômeno espiritual-pop-cultural com história, curiosidades, folclore, easter-eggs e aquele toque investigativo que faria até o CICS levantar uma sobrancelha.



1. Origem: Onde Começa o Código-Fonte do Otsuten

O Otsuten é um santuário xintoísta dedicado, como muitos da mesma linhagem, a Sugawara no Michizane, patrono da sabedoria, caligrafia, estudos e… vingança educada (sim, ele virou um kami depois de morrer injustiçado e causar tempestades até receber seu devido reconhecimento).

Otsuten, porém, ganhou fama mais recente graças a três fatores:

  1. Proximidade com rotas de estudantes indo para exames importantes;

  2. História oral sobre pedidos que “só funcionam se feitos com calma e sinceridade” (quase um timeout ajustado no JCL espiritual);

  3. Internet, que fez nascer o “Otsuten Challenge”.

E aqui começa o mix de tradição + viralização que só o Japão sabe produzir.



2. Estrutura e Simbologia: O Santuário Que Parece um Save Point

O Otsuten é famoso por seu torii vermelho vibrante, um portão tão icônico que virou ponto de selfie obrigatório.
Abaixo, a tríade sagrada do Otsuten:

  • Torii Vermelho: segundo o folclore local, quanto mais forte a cor, mais forte o pedido entra no “mainframe divino”.

  • A Pedra de Acalmar o Coração: uma rocha polida onde estudantes tocam para “resetar o nervosismo”.

  • O Caminho do Silêncio: um corredor estreito entre árvores antigas onde ninguém deve falar — se falar, perde o buff.

Easter-egg: dizem que, à noite, o caminho do silêncio produz eco mesmo quando ninguém pisa ali.
Debug espiritual? Talvez.



3. Cultura Pop: Otsuten Como Cenário de Anime, Dorama e Mangá

O local ficou famoso por aparições discretas em produções:

  • Uma versão estilizada aparece em Kyou no Go no Ni.

  • O torii foi recriado (quase idêntico) em um episódio de Bungou Stray Dogs, referência ao próprio Michizane.

  • Muitas VN, especialmente as de romance colegial, usam o modelo do torii como cenário de “confissões”.

Easter-egg cultural: vários gacha games japoneses adicionaram amuleto de Otsuten como item de buff para “sorte em summons”.



4. A Experiência: Como Funciona a “Interface Sagrada”

Visitar o Otsuten segue o protocolo tradicional:

  1. Passar pelo torii com respeito;

  2. Fazer purificação na fonte;

  3. Soar o sino;

  4. Fazer o pedido em silêncio;

  5. Amarrar um ema com o desejo escrito.

Mas o Otsuten tem um twist:

O pedido deve ser reescrito três vezes — como se fosse SUBMIT, HOLD e RELEASE.
Sim. É sério.
Dizem que isso “estabiliza” o desejo para que o kami entenda sua intenção.


5. Curiosidades no Estilo Bellacosa Mainframe

  • A cor do torii já foi laranja, mas foi repintado após uma pesquisa viral dizer que o “vermelho forte aumenta 12% a chance do pedido funcionar”. Zero base científica, mas muito marketing espiritual.

  • O Otsuten já recebeu mais de 100 mil pedidos digitalizados por turistas que escanearam seus emas (porque claro que alguém criou um OCR de desejos).

  • Existe um ritual moderno chamado “ping-bell”: bater o sino duas vezes e mandar mensagem para um amigo desejando boa sorte.

  • Amuletos especiais para programadores são vendidos lá, com o kanji de “erro” cortado ao meio — para simbolizar debug divino.


6. Problemas, Polêmicas e Lendas Urbanas

Nenhum lugar místico moderno escapa do lado B:

❖ Polêmica da fila de selfies

Turistas transformaram o torii em estúdio fotográfico, criando discussões entre visitantes sérios e influencers.

❖ Amuletos pirateados

Sim, existe mercado paralelo de omamori falsificados, vendidos em Shibuya e Akihabara.

❖ Lenda do “pedido rejeitado”

Dizem que, se você mentir no pedido ou fizer sem convicção, uma brisa gelada passa por trás do seu pescoço — “o kami te deslogou”.


7. O Easter-Egg Supremo: A Runa Oculta na Base do Torii

Essa é para os arqueólogos de cultura pop:

Na base direita do torii existe um pequeno símbolo, quase invisível, que alguns estudiosos identificam como um antigo caractere grego estilizado.
Teorias:

  • Homenagem a um arquiteto estudante de filologia;

  • Um charme para proteção contra espíritos ocidentais;

  • Apenas decoração.

A comunidade geek jura que é uma referência secreta a RPGs de mesa dos anos 80.


8. Conclusão: Otsuten Como “Mainframe Espiritual do Japão”

O Otsuten não é apenas um santuário.
É um hub cultural, um servidor de desejos, um checkpoint emocional para estudantes, românticos, sonhadores e curiosos.

Ele mistura:

  • tradição xintoísta,

  • cultura pop,

  • estética instagramável,

  • lendas urbanas,

  • e aquele je ne sais quoi japonês que transforma um templo em fenômeno global.

Se você for visitar, lembre-se:

No Otsuten, tudo funciona melhor quando você faz com calma.
Sem pressa, sem barulho, sem gambiarras.

Como um bom submit no mainframe.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Uma tarde passeando por Leiria

Bellacosa Mainframe uma tarde de passeio por Leiria

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🏰 Uma Tarde Passeando por Leiria

Peixinhos no ribeirão, um velho avião entre as árvores e os pequenos encontros de uma cidade descoberta a pé

O Barbinha tinha apenas dois anos quando fomos passar alguns dias em Leiria, Portugal.

Não me lembro daquela viagem por causa de um único grande acontecimento. Pelo contrário. Quando penso em Leiria, surgem pequenos fragmentos, quase como fotografias espalhadas sobre uma mesa.

Foram vários pequenos encontros com a cidade.

Caminhamos bastante.

Em determinado momento estávamos em um parque observando aquelas curiosas ilusões de óptica que transformavam um simples passeio em brincadeira. Em outro, encontramos algo completamente inesperado: um velho avião militar, aparentemente perdido entre as árvores.

Era justamente esse tipo de coisa que me fazia parar.

— Mas o que diabos esse avião está fazendo aqui?

E lá ia eu investigar, olhar, fotografar e guardar mais uma pequena peça daquela viagem.

Também encontramos o ribeirão atravessando a cidade, em alguns pontos disciplinado por antigas obras hidráulicas. Havia comportas que pareciam pertencer a outra época, testemunhas de uma Leiria que existia muito antes de nossa caminhada.

E naturalmente havia o grande sentinela da cidade:



o Castelo de Leiria.

Dominando a paisagem do alto, ele parecia acompanhar nossas andanças enquanto descobríamos as ruas lá embaixo.

Também conhecemos a histórica fábrica de papel, outro daqueles lugares onde gosto de imaginar quantas pessoas passaram, trabalharam e viveram antes de nós.

Mas o vídeo desta postagem registra algo muito mais simples.

Estamos apenas caminhando.

Paramos junto à água e ficamos vendo os peixinhos nadando no rio ou ribeirão.

Só isso.

Nenhuma grande atração turística.

Nenhum acontecimento extraordinário.

Um casal, uma criança de dois anos e alguns peixinhos.

Depois continuamos andando pela cidade.

Hoje percebo que justamente esses pequenos momentos acabaram se tornando uma das partes mais interessantes da viagem. Monumentos podem permanecer durante séculos. Podemos voltar e fotografar novamente o castelo, procurar a velha fábrica ou reencontrar aquelas comportas.

Mas aquele Barbinha de dois anos existe apenas naquele instante.



O menino cresceu.

Nós seguimos nossos caminhos.

A cidade mudou.

Até o sujeito segurando a câmera já não é exatamente o mesmo.

Por isso gosto tanto desses vídeos aparentemente banais.

Naquele momento eu estava simplesmente filmando alguns peixinhos durante uma caminhada por Leiria.

Dezesseis anos depois, percebo que estava fazendo outra coisa.

Estava guardando tempo.

E talvez seja exatamente para isso que servem essas pequenas crônicas perdidas pelo Bellacosa Mainframe: permitir que, muitos anos depois, alguém encontre novamente um velho avião entre as árvores, escute a água passando pelas comportas e veja um garotinho de dois anos descobrindo os peixinhos de um ribeirão português.

Bellacosa Mainframe — onde até uma caminhada aparentemente comum pode permanecer executando na memória por décadas.

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Uma tarde passeando por Leiria


Estamos passeando por um parque delicioso, aproveitando as margens deste ribeirão cheio de patinhos, como bom maníaco por fotos. Nao podia deixar de capturar este pequeno momento.



Esta cidade tem muitos encantos a serem descobertos, possui um  castelo, uma antiga fabrica de papel (parece que foi a primeira de Portugal), um parque com avião militar, roda d'agua e o patinhos. Muitos patinhos nadando tranquilamente pela ribeira.

sábado, 17 de julho de 1999

Vila Germanica no Beto Carrero World

Bellacosa Mainframe e a vila germanica do beto carrero world

🍺 Uma visita a Vila Germânica

Dias de lazer no Parque Beto Carrero World — Memórias de 1999

Foi uma jornada muito divertida explorando várias cidades do litoral norte de Santa Catarina, conhecendo lugares, estradas e paisagens diferentes. Depois de tantos quilômetros e descobertas, nossa viagem acabaria culminando em um daqueles lugares que já faziam parte do imaginário de muita gente no final dos anos 1990: o Beto Carrero World.

Era 1999.

Naquele dia percorremos várias atrações do parque, entrando em diferentes cenários e aproveitando aquela sensação gostosa de não ter muita pressa. A câmera fotográfica ia conosco, registrando pequenos momentos que, décadas depois, acabariam ganhando um significado completamente diferente.

Entre essas lembranças está a Vila Germânica.



De repente, parecia que havíamos deixado Santa Catarina e entrado em uma pequena aldeia da Baviera. As construções remetiam à arquitetura tradicional alemã, enquanto algumas pessoas circulavam usando trajes típicos bávaros, completando aquela atmosfera de festa.

Mas existe um detalhe das fotografias que imediatamente chama a atenção: uma enorme carroça carregada de barris de cerveja.

🍺 Barris, carroça, roupas típicas e construções germânicas...

Quase uma pequena Oktoberfest dentro do parque.

Na época, provavelmente olhávamos tudo aquilo apenas como mais uma atração divertida. Ninguém estava pensando que aquelas fotografias um dia se transformariam em documentos de uma época.

Mais de duas décadas depois, porém, é justamente isso que elas se tornaram.

Elas preservam não somente a aparência da Vila Germânica naquele final de século, mas também nossa própria maneira de viajar naquele tempo: câmera fotográfica nas mãos, algumas fotos cuidadosamente escolhidas e nenhuma preocupação em registrar centenas de imagens para uma rede social.

Era simplesmente uma viagem.

Uma estrada.

Algumas cidades pelo litoral catarinense.

Um dia inteiro explorando o Beto Carrero World.

E uma curiosa carroça cheia de barris esperando por nós em uma pequena Baviera brasileira.

Bellacosa Mainframe — porque algumas memórias também merecem backup.

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Baviera no Beto Carrero World


A Vila Germânica faz parte do complexo temático do Beto Carrero World em 1999, ela tinha esta configuração que a apresentação a seguir exibe. Prédios históricos imitando o estilo arquitectónico da Baviera, carroça de cerveja, bonecos com roupas típicas e lojas com produtos típicos.


A Oktober Fest esta aqui o ano todo, birra, cerveja, beer, cerveza venha provar as cervejas do mundo.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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