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domingo, 20 de março de 2016

Outro viveiro de aves

Bellacosa Mainframe e a costela na brasa e um viveiro a beira da estrada

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🦜 O Viveiro à Beira da Dom Pedro — Um Domingo com Gosto de Roça

Costela na brasa, sertanejo raiz, Formiguinha explorando cada canto e a beleza contraditória de pássaros que eu preferia ver voando livres

Era um domingo de 2016.

Eu, Juliana e o pequeno Formiga estávamos em um restaurante às margens da Rodovia Dom Pedro I. Na postagem original escrevi Campinas, mas, revendo minhas memórias tantos anos depois, faço a correção: estávamos em Valinhos.

E o lugar combinava perfeitamente com um domingo sem pressa.

Era daqueles restaurantes rústicos, com jeito de roça, onde a experiência começava antes mesmo de a comida chegar à mesa. Madeira, ambiente simples, natureza ao redor e, completando o cenário, sertanejo raiz.

Mas sertanejo raiz mesmo.

Nada daquela parafernália eletrônica moderna. Era música que parecia pertencer ao próprio ambiente, dessas que você imagina sendo tocadas num rancho enquanto uma viola acompanha uma conversa comprida.

E havia a costela.

Costela na brasa.

Daquelas que transformam o almoço no evento principal do domingo.

Depois de comer muito bem, fizemos aquilo que tantas vezes aparece nas minhas antigas fotografias e vídeos: fomos explorar.

Com uma criança curiosa ao lado, dificilmente um passeio terminava na mesa do restaurante.

E encontramos o viveiro.

Era realmente muito bonito.



Havia patos, marrecos, calopsitas, agapórnis, periquitos e outras aves, formando aquela algazarra característica de dezenas de pequenos habitantes dividindo o mesmo espaço.

Para o Formiga aquilo era uma descoberta.

Para mim, porém, havia dois sentimentos acontecendo ao mesmo tempo.

Eu adorava observar aquelas aves. As cores, os sons, os movimentos, as pequenas interações entre elas.

Mas também sentia certa tristeza.

Porque estavam presas.

Sempre houve alguma coisa nessa ideia que mexeu comigo. Talvez porque eu goste demais da liberdade. Gosto de olhar para uma ave e imaginar que ela pode simplesmente abrir as asas e ir embora.

Voar para uma árvore.

Depois para outra.

Escolher onde pousar.

Desaparecer no horizonte se quiser.

Ser dona do próprio caminho.

Por isso um viveiro pode ser belíssimo e, simultaneamente, despertar em mim uma pequena melancolia.

Algumas daquelas aves também acionavam outra máquina poderosíssima: a memória.

Já tive agapórnis e calopsitas em outros momentos da minha vida. Assim, olhar para aqueles pequenos pássaros em 2016 também significava reencontrar silenciosamente outros tempos, outros lugares e outros personagens da minha própria história.

Ali perto havia ainda um lago.

Carpas nadavam tranquilamente, acompanhadas por bagres e outros peixes. Água, aves, vegetação e o restaurante rústico criavam uma paisagem quase idílica.

E provavelmente era exatamente disso que precisávamos naquele domingo.

Nada extraordinário aconteceu.

Nenhuma grande viagem.

Nenhum monumento famoso.

Nenhum acontecimento capaz de entrar para os livros de História.

É justamente por isso que gosto tanto desses pequenos registros.

Porque a vida também acontece assim.

Uma costela na brasa.

Uma viola tocando ao fundo.

Juliana fazendo companhia.

Formiguinha descobrindo um viveiro.

Patos andando de um lado para outro.

Carpas desaparecendo sob a água.

E eu observando aquelas pequenas aves coloridas enquanto pensava que seriam ainda mais bonitas se pudessem simplesmente abrir as asas e escolher para onde voar.

Hoje, dez anos depois, aquele pequeno vídeo ganha outro significado.

Ele não registra apenas um viveiro de aves em um restaurante de Valinhos.

Registra um domingo feliz.

Uma boa companhia.

Um almoço delicioso com gosto de comida da roça.

Uma criança explorando o mundo.

E algumas horas de uma vida que naquele momento pareciam absolutamente comuns.

Talvez essa seja uma das coisas mais curiosas da memória.

No instante em que estamos vivendo, pensamos:

"É apenas um domingo."

Dez anos depois, abrimos uma fotografia, assistimos novamente a alguns segundos de vídeo e descobrimos:

não era apenas um domingo.

Era a nossa vida acontecendo.

E, felizmente, alguém resolveu apertar o botão de gravar.

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Outro viveiro de aves


Realmente este restaurante é uma caixinha de surpresas, encontramos outro viveiro, agora povoado de Agapornes, periquitos, papagaios, patos e no laguinho logo abaixo peixes.



O Formiguinha deu um grito de satisfação quando viu tamanha algazarra dentro do viveiro, realmente é uma diversão sem fim, ver a bagunça que nossos amigos empenados fazem.

Um pouco triste ver tão alegres aves presas em um viveiro, mas é agradável ao olhar ver tantas espécies juntas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

🥩 Churrasco: Mapa Completo dos Cortes

 

Bellacosa Mainframe em uma tarde de churrasco

🥩 Churrasco: Mapa Completo dos Cortes

Brasil 🇧🇷 x Argentina 🇦🇷 x Japão 🇯🇵

(ou: como o mesmo boi vira três filosofias de vida)

Se tem uma coisa que mainframer entende, é isso:
👉 o mesmo hardware pode ser usado de formas totalmente diferentes, dependendo do sistema operacional.

Com carne bovina é igual.

O boi é o mesmo.
O corte muda.
A cultura manda.

E o resultado… muda tudo.


🐂 O BOI É UM SÓ. O MODELO É QUE MUDA.

Tecnicamente:

  • Os músculos são os mesmos

  • A anatomia não muda de país para país

Mas cada cultura:

  • Enxerga o boi de um jeito

  • Corta de forma diferente

  • Valoriza partes diferentes

  • Cria nomes próprios (às vezes confusos)

👉 É como COBOL, PL/I e Java acessando o mesmo banco.


churrasco de picanha

🇧🇷 BRASIL – O MODELO “CHURRASCO ROOT”

O Brasil historicamente:

  • Simplificou os cortes

  • Pensou em grelha grande

  • Fogo alto

  • Peças inteiras

Cortes clássicos brasileiros

BrasilOnde ficaObservação
PicanhaTampa da alcatraÍcone nacional
Contra-filéLomboMuitas vezes sem subdivisão
AlcatraTraseiroCorte “coringa”
MaminhaPonta da alcatraMacia e suculenta
FraldinhaDiafragmaSabor intenso
CostelaCostelasTempo + paciência

📌 Easter egg brasileiro
Durante décadas, o Brasil:

“rodou em produção” sem separar ancho, chorizo e ribeye.
Tudo era contra-filé e pronto.


Churrasco de ancho

🇦🇷 ARGENTINA – O MODELO “PRECISÃO & TRADIÇÃO”

A Argentina olha para o boi como um engenheiro.

Aqui:

  • Cada músculo tem nome

  • Cada corte tem função

  • Menos tempero

  • Mais respeito à carne

Cortes argentinos famosos

ArgentinaEquivalente Brasil
Bife AnchoContra-filé (parte dianteira)
Bife de ChorizoContra-filé (parte traseira)
VacíoFraldinha
AsadoCostela
EntrañaDiafragma

📌 Ancho argentino
É praticamente o ribeye:

  • Muito marmorizado

  • Extremamente suculento

  • Rei das parrillas

👉 Se fosse TI: hardware premium sem overclock.


churrasco de sirioin de wagyu

🇯🇵 JAPÃO – O MODELO “QUALIDADE EXTREMA”

O Japão não discute “qual corte é melhor”.
Ele pergunta:

“Qual a qualidade absoluta desse corte?”

Aqui entra o Wagyu.

⚠️ Atenção:

Wagyu NÃO é corte.
É o tipo de boi.

Cortes japoneses comuns em anime e yakiniku

JapãoEquivalente
Karubi (カルビ)Costela / short rib
Riburo-su (リブロース)Ribeye
Sirloin (サーロイン)Contra-filé
Momo (もも)Coxão
Gyūtan (牛タン)Língua

📌 Karubi domina os animes:

  • Cortado fino

  • Muito marmorizado

  • Grelha rápida

  • Cena de amizade garantida


🌏 MAPA RESUMO – O MESMO CORTE, TRÊS NOMES

Região do boiBrasilArgentinaJapão
LomboContra-filéAncho / ChorizoSirloin
Costela altaCostelaAsadoKarubi
DiafragmaFraldinhaVacío
TraseiroAlcatraCuadrilMomo
LínguaGyūtan

🥚 Easter Eggs Carnívoros

🥚 A picanha:

  • Não é tão valorizada fora do Brasil

  • Virou símbolo nacional mais por cultura do que por técnica

🥚 No Japão:

  • Marmorização é pontuada (A3, A4, A5)

  • Gordura ≠ defeito

  • Gordura = arte

🥚 Na Argentina:

  • Sal grosso e fogo

  • Nada de exagero

  • Carne fala sozinha


☕ Tradução para Mainframers

  • Brasil = sistema robusto, simples, parrudo

  • Argentina = arquitetura refinada, bem segmentada

  • Japão = altíssima performance, custo alto, precisão absoluta

Nenhum está errado.
Cada um resolve um problema diferente.


🧠 Comentário Bellacosa Mainframe

Entender cortes é como entender sistemas:

  • Não existe “o melhor”

  • Existe o mais adequado

  • Para o contexto

  • Para o momento

  • Para a carga

E no fim…
O boi agradece quando é bem tratado
E o operador também.


JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Fome aumentou consideravelmente.” 🥩🔥

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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