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sábado, 18 de junho de 2016

BR 383 Subindo a serra

Bellacosa Mainframe e as aventuras na estrada BR-383 com Juliana subindo a serra rumo a Campos do Jordão

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🚗 BR-383 — Subindo a Serra com Juliana

10.000 quilômetros de estradas, viagens e memórias entre São Paulo e Minas Gerais

Pequenas crônicas pelas estradas da Região Sudeste do Brasil

Existem viagens que começam quando colocamos as malas no carro. Outras começam muito antes, quando alguém simplesmente pergunta:

— Vamos dar uma volta?


Entre 2013 e 2018, Juliana tornou-se personagem constante de muitos dos pequenos vídeos, fotografias e fragmentos que fui deixando espalhados pelo blog. Ela gostava de dirigir. Eu gostava de descobrir lugares. A combinação era perigosa para o hodômetro.

Foram aproximadamente 10.000 quilômetros rodando juntos, principalmente pelas estradas de São Paulo e Minas Gerais.

Litoral, interior, serras, montanhas, pequenas cidades, grandes rodovias e aquelas estradinhas que pareciam perguntar: “Vocês têm certeza de que querem continuar?”

Quase sempre continuávamos.

Campos do Jordão era uma das aventuras de que Juliana mais gostava. A subida da serra já fazia parte do passeio: curvas, túneis, muretas, paredões, precipícios e a paisagem mudando conforme ganhávamos altitude.

Mas havia também outro ponto importante naquele mapa.

Taubaté.

Mais precisamente Quiririm, onde meu pai morava. Assim, muitas dessas viagens misturavam passeio e família. Visitávamos meu pai e depois continuávamos pela estrada, subindo em direção à Mantiqueira e a Campos do Jordão.

Hoje percebo que aqueles pequenos vídeos não registraram somente rodovias.

Registraram uma época.

Uma câmera apontada através do para-brisa podia estar filmando apenas uma curva da serra. Mas, tantos anos depois, consigo enxergar muito mais naquela imagem.

Consigo lembrar quem estava dirigindo.

Para onde estávamos indo.

Quem encontraríamos pelo caminho.

E principalmente aquela sensação maravilhosa de que ainda havia uma estrada inteira pela frente.

Talvez seja por isso que estou chamando esses registros de Pequenas Crônicas pelas Estradas da Região Sudeste do Brasil.

Não são grandes documentários de viagem.

São fragmentos.

Alguns possuem poucos minutos. Outros são apenas fotografias e algumas linhas escritas às pressas.

Mas, quando colocados novamente em ordem, tornam-se pontos de um mapa muito maior.

Um mapa feito de estradas, cidades, pessoas e memória.

E naquele mapa existe uma Juliana ao volante, um Vagner olhando pela janela e milhares de quilômetros esperando para serem percorridos.

A estrada não era apenas o caminho para a aventura.

A estrada era a aventura.

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Um túnel em meio a serra.


Curioso que o quotidiano nos faz deixar de prestar atenção nas coisas normais, estáticas e acabamos não nos apercebendo das belezas que nos cercam.



Olhar pela janela do carro em movimento, ver a serra a estrada e seus pequenos detalhes. Túneis e muretas, abismos e encostas.

São tantas coisas para apreciar e as vezes viajamos em tão alta velocidade que nem nos apercebemos destes detalhes.



domingo, 20 de março de 2016

Outro viveiro de aves

Bellacosa Mainframe e a costela na brasa e um viveiro a beira da estrada

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🦜 O Viveiro à Beira da Dom Pedro — Um Domingo com Gosto de Roça

Costela na brasa, sertanejo raiz, Formiguinha explorando cada canto e a beleza contraditória de pássaros que eu preferia ver voando livres

Era um domingo de 2016.

Eu, Juliana e o pequeno Formiga estávamos em um restaurante às margens da Rodovia Dom Pedro I. Na postagem original escrevi Campinas, mas, revendo minhas memórias tantos anos depois, faço a correção: estávamos em Valinhos.

E o lugar combinava perfeitamente com um domingo sem pressa.

Era daqueles restaurantes rústicos, com jeito de roça, onde a experiência começava antes mesmo de a comida chegar à mesa. Madeira, ambiente simples, natureza ao redor e, completando o cenário, sertanejo raiz.

Mas sertanejo raiz mesmo.

Nada daquela parafernália eletrônica moderna. Era música que parecia pertencer ao próprio ambiente, dessas que você imagina sendo tocadas num rancho enquanto uma viola acompanha uma conversa comprida.

E havia a costela.

Costela na brasa.

Daquelas que transformam o almoço no evento principal do domingo.

Depois de comer muito bem, fizemos aquilo que tantas vezes aparece nas minhas antigas fotografias e vídeos: fomos explorar.

Com uma criança curiosa ao lado, dificilmente um passeio terminava na mesa do restaurante.

E encontramos o viveiro.

Era realmente muito bonito.



Havia patos, marrecos, calopsitas, agapórnis, periquitos e outras aves, formando aquela algazarra característica de dezenas de pequenos habitantes dividindo o mesmo espaço.

Para o Formiga aquilo era uma descoberta.

Para mim, porém, havia dois sentimentos acontecendo ao mesmo tempo.

Eu adorava observar aquelas aves. As cores, os sons, os movimentos, as pequenas interações entre elas.

Mas também sentia certa tristeza.

Porque estavam presas.

Sempre houve alguma coisa nessa ideia que mexeu comigo. Talvez porque eu goste demais da liberdade. Gosto de olhar para uma ave e imaginar que ela pode simplesmente abrir as asas e ir embora.

Voar para uma árvore.

Depois para outra.

Escolher onde pousar.

Desaparecer no horizonte se quiser.

Ser dona do próprio caminho.

Por isso um viveiro pode ser belíssimo e, simultaneamente, despertar em mim uma pequena melancolia.

Algumas daquelas aves também acionavam outra máquina poderosíssima: a memória.

Já tive agapórnis e calopsitas em outros momentos da minha vida. Assim, olhar para aqueles pequenos pássaros em 2016 também significava reencontrar silenciosamente outros tempos, outros lugares e outros personagens da minha própria história.

Ali perto havia ainda um lago.

Carpas nadavam tranquilamente, acompanhadas por bagres e outros peixes. Água, aves, vegetação e o restaurante rústico criavam uma paisagem quase idílica.

E provavelmente era exatamente disso que precisávamos naquele domingo.

Nada extraordinário aconteceu.

Nenhuma grande viagem.

Nenhum monumento famoso.

Nenhum acontecimento capaz de entrar para os livros de História.

É justamente por isso que gosto tanto desses pequenos registros.

Porque a vida também acontece assim.

Uma costela na brasa.

Uma viola tocando ao fundo.

Juliana fazendo companhia.

Formiguinha descobrindo um viveiro.

Patos andando de um lado para outro.

Carpas desaparecendo sob a água.

E eu observando aquelas pequenas aves coloridas enquanto pensava que seriam ainda mais bonitas se pudessem simplesmente abrir as asas e escolher para onde voar.

Hoje, dez anos depois, aquele pequeno vídeo ganha outro significado.

Ele não registra apenas um viveiro de aves em um restaurante de Valinhos.

Registra um domingo feliz.

Uma boa companhia.

Um almoço delicioso com gosto de comida da roça.

Uma criança explorando o mundo.

E algumas horas de uma vida que naquele momento pareciam absolutamente comuns.

Talvez essa seja uma das coisas mais curiosas da memória.

No instante em que estamos vivendo, pensamos:

"É apenas um domingo."

Dez anos depois, abrimos uma fotografia, assistimos novamente a alguns segundos de vídeo e descobrimos:

não era apenas um domingo.

Era a nossa vida acontecendo.

E, felizmente, alguém resolveu apertar o botão de gravar.

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Outro viveiro de aves


Realmente este restaurante é uma caixinha de surpresas, encontramos outro viveiro, agora povoado de Agapornes, periquitos, papagaios, patos e no laguinho logo abaixo peixes.



O Formiguinha deu um grito de satisfação quando viu tamanha algazarra dentro do viveiro, realmente é uma diversão sem fim, ver a bagunça que nossos amigos empenados fazem.

Um pouco triste ver tão alegres aves presas em um viveiro, mas é agradável ao olhar ver tantas espécies juntas.

domingo, 13 de março de 2016

Orquestra de Campinas

Bellacosa Mainframe e uma  tarde no Parque Portugal na Concha Acústica curtindo a sinfônica municipal

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🎻 Um Domingo com a Orquestra de Campinas

Do barulho das brincadeiras no Taquaral ao silêncio antes do primeiro acorde

Existem aventuras que não precisam de grandes viagens, estradas desconhecidas ou destinos distantes. Às vezes, basta uma tarde de domingo, um parque, uma família e a disposição para apresentar uma coisa nova a uma criança.

Em março de 2016, lá estávamos nós novamente: Juliana, o Formiga e eu, em mais uma daquelas pequenas aventuras familiares que marcaram tantos anos de nossas vidas.

O destino era o Parque do Taquaral, em Campinas.

Primeiro vinha aquilo que qualquer criança entende perfeitamente: correr, brincar, gastar energia, explorar o parque e transformar qualquer espaço disponível em território de aventura.

Mas naquele domingo havia algo mais nos esperando.


🎼 A Orquestra Sinfônica de Campinas.

A Concha Acústica do Taquaral sempre me pareceu um daqueles lugares especiais onde uma coisa extraordinária acontece: a cultura deixa os salões fechados e encontra as pessoas.

Não era necessário vestir terno.

Não era preciso comprar um ingresso caro.

Não havia necessidade de conhecer Beethoven, Mozart, Bach ou Villa-Lobos para sentar, ouvir e simplesmente deixar a música entrar.

Ali, a cultura era verdadeiramente popular porque estava ao alcance de todos.

E isso era exatamente o que queríamos proporcionar ao Formiga.

Juliana e eu procurávamos apresentar ao pequeno um mundo maior do que aquilo que naturalmente chegaria até ele. Queríamos que conhecesse música clássica, instrumentos, orquestras, museus, exposições, natureza, história e tantas outras coisas capazes de alimentar a curiosidade.

Não significava decidir aquilo de que ele deveria gostar quando crescesse.

Muito pelo contrário.

Era oferecer possibilidades.

Ele poderia crescer e gostar de rock, samba, música eletrônica, heavy metal ou qualquer outra coisa. Mas queríamos que soubesse que, em algum lugar daquele imenso universo chamado música, existiam violinos, violoncelos, contrabaixos, flautas, trompetes, percussão e dezenas de músicos trabalhando juntos.

Era preparar aquele pequeno espírito para coisas grandes.

E existe algo quase mágico em apresentar uma orquestra a uma criança.

Pouco antes existe o barulho das brincadeiras.

Então os músicos ocupam seus lugares.

Os instrumentos são preparados.

O público se acomoda.

O maestro aparece.

E durante alguns segundos acontece algo maravilhoso:

silêncio.

Aquele breve silêncio antes do primeiro acorde talvez seja parte da própria música.

Então uma batuta se movimenta e dezenas de pessoas passam a funcionar como se fossem um único organismo.

Naquele momento podíamos explicar ao Formiga algumas coisas, apontar instrumentos e transformar o concerto também em uma pequena aula improvisada.

Mas havia uma lição ainda maior acontecendo diante de nós.

Uma orquestra municipal não produz apenas música.

Ela mantém músicos trabalhando, preserva conhecimento, forma novas plateias e oferece às famílias oportunidades de contato com um patrimônio cultural que atravessou séculos.



Por isso considero a Orquestra Sinfônica de Campinas um dos tesouros da cidade.

E a Concha Acústica do Taquaral representa algo igualmente precioso: um espaço onde cultura erudita pode ser também cultura popular.

Dez anos depois, olhando novamente para aquele pequeno registro de 2016, percebo que muitos daqueles passeios tinham algo em comum.

Pareciam apenas programas divertidos em família.

Mas estávamos fazendo algo muito maior.

Estávamos apresentando o mundo ao Formiga.

Não sabíamos qual música ele escolheria ouvir quando crescesse.

Nosso trabalho era apenas garantir que ele soubesse que a orquestra também existia.

E naquele domingo, entre as brincadeiras no Taquaral e o primeiro movimento da batuta, mais uma pequena porta para esse enorme mundo foi aberta. 🎻

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Um belo programa de domingo...


Levar o pequeno no parque do Taquaral, para correr, brincar e pular, gastando toda a energia acumulada... e depois ao final do dia. Terminar em grande assistindo a orquestra de Campinas.



Recebemos uma bela sessão com uma historia completa onde pude ensinar alguns fundamentos para o pequenino e nos deliciar ouvindo boa musica.

Campinas é uma cidade privilegiada, pois fornece cultura a todos em diversos pontos da cidade.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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