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segunda-feira, 21 de outubro de 2024

A Lanterna de Diógenes, a Vaga de Medicina e o Hambúrguer Vegano de Boutique

 

Bellacosa Mainframe desconfiado com hamburguer veganos e as cotas com brechas legais

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

A Lanterna de Diógenes, a Vaga de Medicina e o Hambúrguer Vegano de Boutique

Ou: quando o filósofo cínico entrou numa hamburgueria sem boi, olhou a embalagem, perguntou quem pagou o cursinho e descobriu que princípios também precisam de auditoria

Há conversas que começam com uma pessoa e terminam num espelho. A personagem desta história poderia ser uma jovem aplicada, inteligente, estudiosa, vegana convicta, defensora de inclusão racial, direitos LGBT+ e proteção dos animais. Poderia ser também um rapaz conservador, um executivo que fala de meritocracia, um sindicalista que condena privilégios alheios, ou o sujeito que faz discurso ecológico enquanto deixa a churrasqueira acesa a tarde inteira.

O caso particular importa menos que a pergunta que ele provoca: o que acontece quando nossos princípios encontram exatamente o privilégio que nos beneficia?

Para responder, vamos convidar Diógenes de Sinope. O filósofo grego é famoso por morar num tonel, provocar os poderosos e andar de dia com uma lanterna procurando, segundo a tradição, “um homem honesto”. Não é um modelo completo de vida — ele podia ser deliberadamente desagradável, e ninguém precisa abandonar o banho, a casa e a civilização para ter ética. Mas a lanterna dele continua útil: ela não pergunta qual causa está impressa na camiseta; ela ilumina aquilo que a pessoa não quer ver em si mesma.

E, se Diógenes aparecesse em 2024 numa conversa brasileira, provavelmente não começaria perguntando se você come carne. Perguntaria: “quem paga sua coerência?”


1. Princípio não é uniforme moral

Ter princípios é uma coisa admirável. Defender animais contra crueldade, combater racismo, rejeitar discriminação contra pessoas LGBT+, preocupar-se com o ambiente: tudo isso pode nascer de empatia real. O problema não é acreditar muito em algo. O problema começa quando a convicção vira salvo-conduto para deixar de examinar as próprias escolhas.

Existe uma diferença enorme entre dizer “eu não como animais porque isso fere minha consciência” e dizer “quem come é moralmente inferior e precisa ser convertido”. A primeira frase descreve uma decisão pessoal. A segunda inaugura uma hierarquia religiosa, mesmo quando a religião se apresenta como consciência política.

O termo carnismo, ou pejorativamente CARNISTA usado por parte do ativismo vegano para nomear a normalização cultural do consumo de carne, pode ter lugar numa discussão acadêmica. Em uma conversa de mesa, porém, ele frequentemente chega com a função prática de carimbar o interlocutor como réu. E quase ninguém aprende quando a conversa começa pela acusação. A reação comum é a reatância: quanto mais alguém tenta controlar sua escolha, mais você sente vontade de reafirmar sua liberdade — ainda que só de birra.

Daí a piada amarga: uma pessoa que queria diminuir o consumo de carne talvez consiga exatamente o contrário se usar o veganismo como megafone moral. Não porque a causa seja absurda, mas porque ninguém gosta de receber sermão durante o almoço.

Diógenes provavelmente beberia um gole de água, olharia para o pregador e perguntaria: “Você deseja aliviar sofrimento ou deseja vencer uma discussão?” São objetivos diferentes. O primeiro aceita diálogo, contradição e progresso imperfeito. O segundo precisa de pecadores para continuar existindo.

2. A vaga de cota e a diferença entre a lei e sua alma

Agora entra a universidade pública, especialmente medicina — a fila onde princípios abstratos passam a custar muito caro.

A Lei de Cotas reserva ao menos 50% das vagas das instituições federais para estudantes que fizeram integralmente o ensino médio em escola pública. Dentro dessa reserva, metade é destinada a famílias com renda de até um salário mínimo por pessoa. Há ainda recortes de pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência conforme a composição populacional da unidade federativa. Desde a atualização de 2023, o candidato concorre primeiro na ampla concorrência; só se não entrar por ela é que passa às vagas reservadas.

Isso significa que a lei possui dois mecanismos ao mesmo tempo. Um deles é claramente econômico: pelo menos 25% do total de vagas é protegido para quem tem baixa renda per capita. O outro usa “ensino médio integral em escola pública” como sinal de desvantagem educacional — e esse sinal é útil na média, mas falha nos extremos.

Imagine duas candidatas à mesma vaga de medicina. A primeira sempre estudou em escola pública, trabalha ou ajuda em casa, teve acesso precário a computador, não fez cursinho caro e talvez tenha tentado o ENEM enquanto enfrentava transporte, renda curta e família sem formação universitária. A segunda é filha de pais com renda conjunta de cinquenta mil reais por mês. Estudou em colégio particular, fez inglês e cursinho de ponta; depois, por estratégia perfeitamente legal, passou todo o ensino médio numa escola pública, em paralelo estudou cursinho pré-vestibular e se tornou elegível à reserva sem critério de renda.

As duas cumpriram, em tese, o requisito escolar. Mas não carregaram a mesma vida até a prova.

Isso não autoriza chamar a segunda de fraudadora. Se a documentação é verdadeira, ela está dentro da lei. Pode ter estudado muito, falhado em tentativas anteriores, perseverado e finalmente alcançado uma nota alta. Mérito existe. Só que mérito nunca chega nu ao vestibular: ele chega de ônibus, com computador ou sem computador, depois de jornada de trabalho ou depois de cursinho, com pais que entendem o processo seletivo ou com pais que jamais tiveram contato com uma faculdade.

Há algo intelectualmente fraco em fingir que toda aprovação é só mérito individual; e há algo igualmente fraco em fingir que esforço não conta. A leitura adulta suporta as duas verdades. A jovem esforçou-se. E a estrutura familiar tornou possível que seu esforço fosse mais longo, mais protegido e melhor equipado.

O problema ético aparece quando alguém defensor da justiça distributiva trata essa vantagem como se ela não existisse. A lei pode permitir; a pergunta de Diógenes é se ela deveria querer usar a permissão. A regra tem letra. A política pública tem finalidade. Quando uma família muito rica planeja a rota escolar para entrar numa reserva concebida para compensar desigualdades, ela pode obedecer à letra e contrariar a finalidade.

3. A média nacional não é a fila de medicina

Aqui convém não cair em outro exagero. Não é correto imaginar que as federais inteiras foram sequestradas por jovens ricos fingindo ser pobres. A Pesquisa de Perfil Socioeconômico dos Graduandos das IFES, divulgada pela Andifes com dados de 2018, apontou que 70,2% dos alunos presenciais tinham renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio; 60,4% haviam feito todo o ensino médio na rede pública; e 48,3% eram cotistas. É uma mudança social concreta no perfil das universidades federais.

Portanto, cotas não são uma farsa integral nem simples “lei para o meio”. Elas abriram a universidade para muitos jovens cuja família não teve universidade, renda estável ou capital cultural. Isso merece ser reconhecido sem asterisco maldoso.

Mas uma média de toda a universidade não responde à pergunta mais incômoda: como se distribuem renda, cursinho, tentativas de ENEM e origem escolar nas carreiras de altíssimo retorno? Medicina não é Letras. Odontologia em curso concorrido não é uma licenciatura que tem dificuldade até de completar a turma. Há cursos em que a vaga remanescente é um problema administrativo; há cursos em que um décimo na redação muda uma vida inteira.

Nas filas mais competitivas, a assimetria de preparação tende a pesar mais. Quem dispõe de dinheiro pode comprar anos adicionais de estudo, materiais, simulados, orientação, tranquilidade para não trabalhar e a possibilidade de errar uma, duas ou três vezes antes de acertar. Não é culpa individual possuir esses recursos. O ponto é não fingir que eles deixam de existir quando a pessoa preenche a modalidade “escola pública”.

Uma política mais precisa talvez mantivesse a reserva por escola pública, mas escalonaria renda e patrimônio de maneira mais fina; também poderia distinguir quem sempre dependeu da rede pública de quem entrou nela apenas como estratégia. Não para humilhar ninguém, mas para impedir que uma aproximação estatística se transforme num manual de planejamento para os já favorecidos.

4. O hambúrguer sem boi não vem sem mundo

Voltemos à mesa. A jovem vegana frequenta hamburguerias veganas caras, pizzarias veganas de boutique, casas japonesas veganas e compra produtos de marca, prontos, embalados, às vezes trazidos por longa cadeia de transporte. Isso invalida sua decisão de não consumir animais? Não. Um hambúrguer vegetal pode, sim, evitar a participação direta na criação e no abate de um boi. Se a prioridade moral dela é sofrimento animal, há coerência nessa escolha.

Mas isso não permite empacotar todas as virtudes numa mesma sacola de delivery.

“Vegano” responde principalmente à presença de ingredientes e exploração de origem animal. Não responde automaticamente a embalagem, refrigeração, consumo de energia, distância percorrida, precarização do entregador, ultraprocessamento, desperdício ou preço inacessível. Um produto pode ser vegano e ainda ser um pequeno monumento ao consumo premium contemporâneo.

Essa é a razão pela qual a expressão “vegana nutella” faz rir. Não porque cozinhar em casa seja requisito de pureza moral — nem todo mundo tem tempo, quintal ou vocação para virar agricultor. Ela aponta para outra coisa: a pessoa mantém intacto o modelo de consumo sofisticado, industrial, altamente embalado e identitário, mas passa a tratá-lo como superior em todos os eixos apenas porque retirou o animal da receita.

Diógenes não exigiria que todos plantassem grão-de-bico. Mas talvez perguntasse se a embalagem dourada, o delivery e o marketing de “consciência” são parte inevitável do princípio ou apenas o conforto que a pessoa não deseja sacrificar. A resposta honesta poderia ser: “Não consigo viver de modo ambientalmente perfeito; minha prioridade é o animal.” Pronto. É uma posição limitada, porém intelectualmente limpa.

O problema é reivindicar pureza total enquanto se recusa a auditar a própria pegada.

5. Carne, sangue e a bandeja que apaga o bicho

Também é fácil fazer moralidade abstrata com carne quando nunca se viu sua origem. Quem cresceu em casa onde se criava galinha ou porco e se abatia o animal para alimentação conhece uma verdade que a bandeja de supermercado tenta apagar: carne não nasce de isopor, plástico-filme e promoção de terça-feira.

Essa proximidade não torna o abate bonito nem obriga ninguém a aceitá-lo. Mas impede a fantasia higienizada. Uma pessoa pode comer carne e ainda defender criação decente, abate com menos sofrimento, fiscalização séria, menos desperdício e consumo menos automático. Pode também ser vegana e defender o fim de toda exploração animal. São posições opostas sobre o uso do animal, mas ambas podem ser éticas se encararem a realidade em vez de fingirem que ela não existe.

Há até uma correção curiosa: o líquido vermelho da carne não é “sangue” no sentido comum; o abate busca drenar o sangue. A cor vem sobretudo de água e mioglobina, proteína muscular. Mesmo assim, muita gente percebe que a carne moderna tem menos sabor, menos aroma e textura mais padronizada. Seleção por crescimento e rendimento, animais mais jovens e magros, dieta uniforme com milho e farelo de soja, embalagens a vácuo, congelamento e cortes com pouca gordura intramuscular ajudam a explicar a sensação. Gordura carrega sabor. A eficiência industrial frequentemente entrega previsibilidade, não memória afetiva.

E as palavras colaboram para esconder a origem. Dizemos “carne bovina”, “proteína animal”, “corte premium”, “blend”, “filé mignon”. Não são mentiras; são camadas de distância. No inglês, essa distância ficou gravada na história: o camponês anglo-saxão cuidava da cow, do pig e do sheep; a elite normanda comia beef, pork e mutton, palavras trazidas do francês. No português, não há divisão histórica tão profunda: boi e carne de boi, porco e carne de porco, coelho e coelho. “Bovino” e “suíno” vêm do latim e soam técnicos, não pertencem a outro povo conquistador. Nossa cortina é mais moderna: indústria, marketing e conforto psicológico.

6. O rato, a cidade e a ética que precisa escolher prioridades

Talvez o episódio mais instrutivo seja a briga com um comerciante que mata ratos no próprio estabelecimento. É fácil enxergar a compaixão: rato é animal, sente dor, não deveria sofrer gratuitamente. Mas uma ética que para aí não terminou o raciocínio. Há alimento, clientes, funcionários, doenças, contaminação e responsabilidade sanitária. A pergunta não é “ratos merecem tortura?” Claro que não. A pergunta é: quais métodos controlam a infestação com menor sofrimento e menor risco às pessoas?

É justamente aí que princípios saem do cartaz e entram no mundo. Uma posição madura não exige que o comerciante conviva com a praga em nome de uma pureza abstrata; exige prevenção, limpeza, barreiras, controle profissional e métodos proporcionais. Ética não é o prazer de apontar a crueldade de alguém. É carregar o peso das consequências quando todos os caminhos têm custo.

7. A auditoria que vale para todos — inclusive para nós

O erro mais fácil é transformar essa jovem numa vilã perfeita. Ela provavelmente não é, pelo contrario é uma das jovens mais adoraveis que conheci, uma pessoa impar pelo seu esforço, sagacidade e perseverança. Pode ter genuína compaixão por animais, ter estudado de verdade e acreditar sinceramente que fez o correto. Pessoas não são arquivos COBOL com um único IF determinando toda a personalidade. Somos sistemas legados: regras bonitas, remendos antigos, condições não documentadas e uma exceção escondida que só aparece em produção.

Mas a intenção boa não elimina a necessidade de revisão. E a revisão vale para todos nós.

Quem condena a jovem pela vaga de cota deve também perguntar que privilégios próprios trata como naturais. Quem ri do hambúrguer vegano de boutique deve examinar desperdício, origem da carne e escolhas de consumo. Quem defende a ampla concorrência precisa perguntar se sua definição de mérito inclui dinheiro comprado como “esforço”. Quem defende cotas precisa perguntar se a ferramenta está chegando primeiro a quem tem menos alternativas.

É a parte que Diógenes entendia melhor do que quase todo mundo: o cinismo útil não é achar que todos são falsos; é desconfiar do ponto preciso em que cada pessoa deixa de aplicar a própria regra.

Ele talvez não resolvesse a política de cotas, não acabasse com o abate animal nem oferecesse uma dieta ideal. Mas levantaria a lanterna e perguntaria, a cada lado da mesa: “Você defende isso mesmo quando perde algo?”

Se a resposta for sim, há princípio. Se a resposta for “sim, exceto quando a vaga é minha, o conforto é meu, o restaurante é meu e a conta é minha”, talvez haja menos ética do que identidade.

Epílogo — O tonel não tinha iFood

No final, ninguém precisa virar Diógenes, morar num tonel ou comer feijão plantado no quintal para ter uma vida minimamente coerente. A civilização é feita de compromissos, limitações e contradições. O objetivo não é pureza; pureza costuma ser uma arma ótima para acusar os outros e impossível de praticar até o fim.

O objetivo é honestidade proporcional.

Reconhecer que comer carne envolve um animal. Reconhecer que um produto vegano pode proteger animais e ainda gerar outros impactos. Reconhecer que cotas corrigem desigualdades reais, mas podem ter brechas exploráveis. Reconhecer que esforço pessoal existe, mas chega à linha de partida acompanhado por classe social, família, informação e dinheiro. Reconhecer que defender minorias não nos imuniza contra nossos próprios privilégios.

Uma ética que começa por vigiar o prato, a vaga ou a fala do vizinho pode virar polícia moral. Uma ética que inclui a própria biografia vira caráter.

E talvez seja essa a única lanterna que vale carregar: não a que procura o pecador na mesa ao lado, mas a que ilumina o próprio recibo.


Referências para aprofundamento

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Hambúrguer na brasa.

Bellacosa Mainframe e os hamburguer na brasa

Um Café no Bellacosa Mainframe

🍔 Hambúrguer na Brasa — Quando o Tiz-Tiz Faz Parte da Receita

Mais um daqueles episódios do El Jefe Midnight Lunch em que a missão parecia simples: preparar uma paparoca para matar a fome. Mas, desta vez, resolvi fazer do jeito americano — hambúrguer na churrasqueira, pão aquecido sobre o carvão e aquele inesquecível tiz-tiz da gordura caindo sobre a brasa.

Existem momentos em que a gente simplesmente está com fome.

E existem aqueles em que preparar a comida passa a fazer parte da diversão.

Este era mais um daqueles episódios do El Jefe Midnight Lunch, minha pequena coleção de aventuras gastronômicas em que não havia necessidade de cozinha sofisticada, equipamentos profissionais ou receitas dignas de laboratório.

A missão era muito mais importante:

fazer uma boa paparoca.

E matar a fome.

Desta vez, porém, resolvi seguir por um caminho diferente.

Queria hambúrguer.

Mas não qualquer hambúrguer.

Nada de colocar a carne numa frigideira e simplesmente esperar ficar pronta.

A ideia era fazer algo inspirado naquele imaginário clássico americano:

🔥 churrasqueira acesa;
🍔 hambúrguer diretamente sobre a grelha;
🥖 pão aquecido no calor do carvão;
💨 fumaça envolvendo tudo;
🥩 gordura pingando sobre a brasa.

E então começa uma das melhores partes.



🔥 O fogo também cozinha os sentidos

Quem já colocou uma carne gordurosa sobre uma churrasqueira conhece aquele momento.

O hambúrguer começa relativamente silencioso.

A superfície esquenta.

A gordura começa a derreter.

Uma pequena gota escapa pela grelha.

Cai sobre o carvão.

Tiz.

Outra cai.

Tiz... tiz...

Então aparecem pequenas labaredas.

A fumaça sobe novamente em direção à carne e o cheiro começa a tomar conta do ambiente.

Nesse momento você percebe que cozinhar na churrasqueira é uma experiência completamente diferente de cozinhar numa frigideira.

Você não está usando apenas o paladar.

Está usando praticamente tudo.

Você vê o carvão.

Sente o calor.

Escuta a gordura atingindo a brasa.

Observa a fumaça.

Sente o aroma.

E, antes mesmo da primeira mordida, seu cérebro já recebeu uma mensagem extremamente objetiva:

"Vai ficar bom."



🍔 O hambúrguer começa a ganhar personalidade

Sobre a grelha, o hambúrguer começa a mudar.

A carne vai tostando por fora enquanto a gordura aquece por dentro.

E existe uma pequena batalha acontecendo ali.

De um lado queremos aquela superfície tostada.

Do outro, não queremos transformar o hambúrguer numa pequena peça de carvão mineral.

É preciso observar.

Virar.

Esperar.

Sentir.

Não havia termômetro digital espetado na carne, aplicativo no celular ou inteligência artificial calculando o ponto ideal.

Era tecnologia ancestral:

olho, nariz, ouvido e fome.

O tiz-tiz continuava funcionando como uma espécie de monitor de sistema.

Enquanto havia gordura pingando e aquele barulho característico acontecendo, alguma coisa interessante estava sendo processada ali.

Talvez este fosse o SDSF da churrasqueira.

😄



🥖 E o pão também vai para a churrasqueira

Mas havia outro detalhe importante.

O pão.

Se estamos fazendo hambúrguer na brasa, por que deixar justamente o pão completamente fora da brincadeira?

Então ele também foi para perto do carvão.

Não para carbonizar.

A missão era aquecê-lo e dar aquela leve tostada.

Poucos segundos já começam a transformar sua superfície.

O pão fica quente.

A parte interna ganha uma pequena crocância.

E isso muda bastante a experiência quando finalmente recebe o hambúrguer recém-saído da grelha.

É um detalhe pequeno.

Mas cozinha é cheia desses pequenos detalhes.



👃 Antes de comer, você já havia começado a comer

Talvez essa seja a parte mais interessante dessa lembrança.

Hoje, olhando novamente para aquelas imagens, percebo que o hambúrguer era apenas uma parte da experiência.

O cheiro fazia parte.

O barulho fazia parte.

A fumaça fazia parte.

O calor da churrasqueira fazia parte.

Até ficar parado olhando para a carne e pensando:

"Será que já está bom?"

fazia parte.

Quando cozinhamos alguma coisa diretamente sobre a brasa existe uma antecipação que dificilmente aparece quando simplesmente retiramos um alimento pronto de uma embalagem.

Você acompanha a transformação.

Cru.

Quente.

Tostando.

Gordura derretendo.

Fumaça.

Aroma.

Pronto.

É quase uma pequena linha de produção gastronômica acontecendo diante dos olhos.


🇺🇸 Um pouco daquele imaginário americano

O hambúrguer tem uma ligação enorme com a cultura popular dos Estados Unidos.

Filmes, séries e desenhos ajudaram a construir aquela imagem quase universal:

um quintal, uma churrasqueira, alguém diante da grelha e hambúrgueres sendo preparados.

Naturalmente, no El Jefe Midnight Lunch, a coisa ganhava sua interpretação particular.

Não precisávamos reproduzir exatamente uma receita americana.

A graça estava justamente em pegar aquela ideia e fazer nossa própria versão.

Porque cozinhar em casa também é isso.

Você vê alguma coisa.

Fica com vontade.

Olha para aquilo que tem disponível.

E pensa:

"Dá para fazer."

Às vezes sai exatamente como imaginávamos.

Às vezes nasce uma criatura gastronômica completamente diferente.

Mas normalmente é aí que estão as melhores histórias.


🔊 TIZ-TIZ: o verdadeiro soundtrack da churrasqueira

Se eu pudesse guardar apenas um detalhe sonoro daquela preparação provavelmente seria este:

tiz... tiz... TIZZZ...

A gordura atingindo o carvão.

É quase a trilha sonora oficial de uma churrasqueira funcionando.

E existe ciência acontecendo naquele pequeno espetáculo.

Quando a gordura cai sobre uma superfície extremamente quente, parte dela vaporiza e parte sofre transformações térmicas. A fumaça e os compostos aromáticos produzidos nesse processo circulam ao redor da comida.

É justamente por isso que preparar algo sobre carvão produz sensações diferentes daquelas obtidas numa superfície elétrica ou numa frigideira.

Não significa simplesmente "colocar gosto de fumaça".

Existe uma combinação de calor intenso, tostagem da superfície, gordura, fumaça e aromas.

Por isso nosso nariz percebe a churrasqueira muito antes de nossa boca experimentar a comida.

Aliás, provavelmente os vizinhos também percebem.

😂


🧠 A fome também começa no nariz

Existe outra coisa curiosa.

O aroma da comida participa diretamente da nossa percepção de sabor.

Quando sentimos o cheiro do hambúrguer tostando, o cérebro começa a construir expectativas antes mesmo de a comida chegar à boca.

Por isso aquele hambúrguer parecia cada vez melhor enquanto assava.

Não era apenas fome.

Era uma espécie de ataque coordenado aos sentidos.

Primeiro:

👂 tiz-tiz

Depois:

👃 cheiro de carne e carvão

Depois:

👀 hambúrguer tostando sobre a grelha

Finalmente:

🍔 a mordida.

O pobre cérebro já estava cercado.


☕ A cozinha do El Jefe nunca foi apenas sobre receitas

Revendo esses antigos episódios, talvez isso fique cada vez mais evidente.

O El Jefe Midnight Lunch nunca foi exatamente um programa de culinária.

Era uma coleção de experiências.

Às vezes uma receita.

Às vezes uma invenção.

Às vezes simplesmente alguma coisa preparada porque a fome havia chegado e era necessário resolver o problema.

Mas havia sempre aquela curiosidade:

"E se eu fizer assim?"

É justamente esse espírito que transforma uma coisa tão banal quanto preparar um hambúrguer numa pequena aventura.

Você poderia simplesmente fritá-lo.

Mas resolveu acender o carvão.

Colocou a carne na grelha.

Esquentou o pão.

Esperou.

Escutou o tiz-tiz.

Sentiu o cheiro.

Viu a fumaça subir.

E finalmente montou o lanche.


🍔 A paparoca estava pronta

No final das contas, toda aquela filosofia tinha um objetivo muito menos sofisticado.

Eu estava com fome.

😂

O hambúrguer saiu da churrasqueira tostado, quente e suculento.

O pão também havia passado pelo calor da brasa.

Aquele cheiro que durante vários minutos havia tomado conta do ambiente finalmente tinha endereço.

Era hora de comer.

Missão cumprida.

Mais uma paparoca preparada.

Mais um episódio do El Jefe Midnight Lunch.

E mais uma pequena lembrança que, muitos anos depois, continua trazendo de volta algo que uma fotografia jamais conseguiria registrar completamente:

o calor da churrasqueira,

a fumaça subindo,

o cheiro do carvão,

a gordura pingando...

e aquele maravilhoso:

tiz... tiz... TIZZZZZ.

🔥🍔

Porque algumas receitas ficam guardadas num caderno.

Outras ficam guardadas no nariz, nos ouvidos e na memória.

E essas talvez sejam as mais difíceis de esquecer.

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X Salada a El Jefe

O sabor de um hambúrguer na brasa é único. Principalmente quando compramos a carne, mandamos moer no tamanho pequeno, fazemos nosso próprio tempero.

Depois o ritual de preparar o carvão e acender a churrasqueira, esperar atingir a temperatura certa e começar a assar.



Depois que a carne estiver no ponto, colocar uma folhinha de manjericão, a fatia de queijo e o pão para aquecer. Quando tudo estiver no ponto acrescentar o molho, o tomate e a alface.

Bom apetite.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

🥩 Em Anime, qual é o “corte bovino” que sempre aparece?

 

Bellacosa Mainframe apresenta o churrasco no anime

🥩 Em Anime, qual é o “corte bovino” que sempre aparece?

(ou: quando a marmorização vira efeito especial)

ao estilo Bellacosa Mainframe

Se você já assistiu anime suficiente, sabe do que estou falando.
A cena é clássica:

  • A carne chega

  • A câmera faz close

  • Ela brilha ✨

  • Alguém engole seco

  • Outro personagem diz: “Isso é caro…”

E você pensa:

“Que corte bovino é esse que só aparece em anime?!”

Vamos decodificar esse dataset carnívoro.


🐂 Spoiler rápido: não é UM corte só

Em anime, o que aparece não é exatamente um corte, mas uma combinação de três conceitos:

  1. Tipo de boi

  2. Corte específico

  3. Contexto cultural

👉 Anime trabalha com atalhos visuais.
Assim como um dump indica desastre, marmorização extrema indica luxo.


⭐ WAGYU (和牛) – o “hardware premium”

Se a carne:

  • Parece derreter

  • Tem gordura desenhada como mapa astral

  • Brilha mais que opening shōnen

👉 É Wagyu.

📌 Importante (Easter egg nº 1):
Wagyu não é corte, é o tipo do boi.

Nos animes, Wagyu simboliza:

  • Recompensa

  • Status

  • Cena especial

  • “Hoje a conta é minha”

🎌 Animes onde aparece (direto ou indireto):

  • Shokugeki no Soma

  • Yuru Camp

  • Oishinbo

  • Silver Spoon


🔥 KARUBI (カルビ) – o rei do yakiniku

Cena de:

  • Amigos

  • Churrasco japonês

  • Grelha pequena

  • Carne fatiada

👉 Karubi.

O que é:

  • Costela / short rib

  • Gordurosa

  • Cortada fina

  • Assa em segundos

💡 Karubi é o batch job confiável:

  • Sempre aparece

  • Nunca falha

  • Todo mundo gosta


🍖 RIBURO-SU (リブロース) – o ribeye japonês

Quando o anime quer mostrar:

  • Carne “séria”

  • Corte espesso

  • Cozinheiro respeitado

👉 Riburo-su (ribeye).

📌 Marmorização bonita, mas sem exagero visual de Wagyu A5.


👅 GYŪTAN (牛タン) – a língua “de especialista”

Aparece quando:

  • O personagem manja muito

  • A cena é urbana

  • O restaurante é tradicional

Gyūtan é:

  • Técnica

  • Regional (Sendai)

  • Para quem entende

👉 Tipo aquele utilitário que só veterano sabe usar.


🥚 Easter eggs que passam batido

🥚 Quanto mais brilho, menos realista.
🥚 Gordura em anime é status social, não defeito.
🥚 Personagem pobre comendo Wagyu = episódio emocional garantido.
🥚 Anime raramente fala o nome do corte — a imagem resolve.


☕ Tradução para Mainframers

  • Wagyu = hardware topo de linha

  • Karubi = sistema confiável

  • Ribeye = performance equilibrada

  • Gyūtan = feature para iniciados

Anime não quer te ensinar açougue.
Quer te ensinar emoção via comida.


🧠 Comentário Bellacosa Mainframe

Assim como no data center:

  • Você não usa o equipamento mais caro todo dia

  • Mas quando usa… marca o momento

A carne em anime não é só carne.
É narrativa, afeto, recompensa e cultura.

E se depois disso você ficou com fome…
👉 missão cumprida.


JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Abrir aplicativo de delivery imediatamente.” 🍖🔥

terça-feira, 5 de maio de 2009

🥩 Churrasco: Mapa Completo dos Cortes

 

Bellacosa Mainframe em uma tarde de churrasco

🥩 Churrasco: Mapa Completo dos Cortes

Brasil 🇧🇷 x Argentina 🇦🇷 x Japão 🇯🇵

(ou: como o mesmo boi vira três filosofias de vida)

Se tem uma coisa que mainframer entende, é isso:
👉 o mesmo hardware pode ser usado de formas totalmente diferentes, dependendo do sistema operacional.

Com carne bovina é igual.

O boi é o mesmo.
O corte muda.
A cultura manda.

E o resultado… muda tudo.


🐂 O BOI É UM SÓ. O MODELO É QUE MUDA.

Tecnicamente:

  • Os músculos são os mesmos

  • A anatomia não muda de país para país

Mas cada cultura:

  • Enxerga o boi de um jeito

  • Corta de forma diferente

  • Valoriza partes diferentes

  • Cria nomes próprios (às vezes confusos)

👉 É como COBOL, PL/I e Java acessando o mesmo banco.


churrasco de picanha

🇧🇷 BRASIL – O MODELO “CHURRASCO ROOT”

O Brasil historicamente:

  • Simplificou os cortes

  • Pensou em grelha grande

  • Fogo alto

  • Peças inteiras

Cortes clássicos brasileiros

BrasilOnde ficaObservação
PicanhaTampa da alcatraÍcone nacional
Contra-filéLomboMuitas vezes sem subdivisão
AlcatraTraseiroCorte “coringa”
MaminhaPonta da alcatraMacia e suculenta
FraldinhaDiafragmaSabor intenso
CostelaCostelasTempo + paciência

📌 Easter egg brasileiro
Durante décadas, o Brasil:

“rodou em produção” sem separar ancho, chorizo e ribeye.
Tudo era contra-filé e pronto.


Churrasco de ancho

🇦🇷 ARGENTINA – O MODELO “PRECISÃO & TRADIÇÃO”

A Argentina olha para o boi como um engenheiro.

Aqui:

  • Cada músculo tem nome

  • Cada corte tem função

  • Menos tempero

  • Mais respeito à carne

Cortes argentinos famosos

ArgentinaEquivalente Brasil
Bife AnchoContra-filé (parte dianteira)
Bife de ChorizoContra-filé (parte traseira)
VacíoFraldinha
AsadoCostela
EntrañaDiafragma

📌 Ancho argentino
É praticamente o ribeye:

  • Muito marmorizado

  • Extremamente suculento

  • Rei das parrillas

👉 Se fosse TI: hardware premium sem overclock.


churrasco de sirioin de wagyu

🇯🇵 JAPÃO – O MODELO “QUALIDADE EXTREMA”

O Japão não discute “qual corte é melhor”.
Ele pergunta:

“Qual a qualidade absoluta desse corte?”

Aqui entra o Wagyu.

⚠️ Atenção:

Wagyu NÃO é corte.
É o tipo de boi.

Cortes japoneses comuns em anime e yakiniku

JapãoEquivalente
Karubi (カルビ)Costela / short rib
Riburo-su (リブロース)Ribeye
Sirloin (サーロイン)Contra-filé
Momo (もも)Coxão
Gyūtan (牛タン)Língua

📌 Karubi domina os animes:

  • Cortado fino

  • Muito marmorizado

  • Grelha rápida

  • Cena de amizade garantida


🌏 MAPA RESUMO – O MESMO CORTE, TRÊS NOMES

Região do boiBrasilArgentinaJapão
LomboContra-filéAncho / ChorizoSirloin
Costela altaCostelaAsadoKarubi
DiafragmaFraldinhaVacío
TraseiroAlcatraCuadrilMomo
LínguaGyūtan

🥚 Easter Eggs Carnívoros

🥚 A picanha:

  • Não é tão valorizada fora do Brasil

  • Virou símbolo nacional mais por cultura do que por técnica

🥚 No Japão:

  • Marmorização é pontuada (A3, A4, A5)

  • Gordura ≠ defeito

  • Gordura = arte

🥚 Na Argentina:

  • Sal grosso e fogo

  • Nada de exagero

  • Carne fala sozinha


☕ Tradução para Mainframers

  • Brasil = sistema robusto, simples, parrudo

  • Argentina = arquitetura refinada, bem segmentada

  • Japão = altíssima performance, custo alto, precisão absoluta

Nenhum está errado.
Cada um resolve um problema diferente.


🧠 Comentário Bellacosa Mainframe

Entender cortes é como entender sistemas:

  • Não existe “o melhor”

  • Existe o mais adequado

  • Para o contexto

  • Para o momento

  • Para a carga

E no fim…
O boi agradece quando é bem tratado
E o operador também.


JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Fome aumentou consideravelmente.” 🥩🔥

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

🔥 KARUBI (カルビ) - O batch job mais confiável do yakiniku

 

Bellacosa Mainframe assando karubi em uma grelha domestica

🔥 KARUBI (カルビ)

O batch job mais confiável do yakiniku

Se existe um corte bovino que aparece mais em anime do que protagonista de isekai, esse corte é o Karubi.

Você já viu a cena:

  • Grelha pequena no centro da mesa

  • Carne fatiada

  • Fogo baixo

  • Alguém virando rápido com hashis

  • Outro dizendo: “Não deixa passar!”

👉 Isso é Karubi.


🥩 O que é Karubi, afinal?

Karubi (カルビ) vem do coreano “Kalbi”, que significa:

costela

No Japão, virou:

  • Costela bovina

  • Com muita gordura entremeada

  • Cortada bem fina

  • Feita para grelhar rápido

📌 Easter egg nº 1:
Karubi não é corte “nobre” no sentido europeu.
Ele é corte social.


🔥 Por que Karubi aparece tanto em anime?

Porque ele carrega significado narrativo:

✔ Amizade
✔ Reunião
✔ Descanso
✔ Vida cotidiana
✔ Pós-batalha
✔ Pós-trabalho

Karubi é o equivalente culinário de:

“Missão cumprida. Vamos comer.”


🍖 Como o Karubi é preparado

  • Corte fino

  • Marinada simples (shoyu, alho, açúcar, óleo de gergelim)

  • Fogo rápido

  • Grelha pequena

  • Comer na hora

💡 Regra sagrada:

Karubi não espera.
Karubi se come na grelha.


🥚 Easter eggs gastronômicos

🥚 Quanto mais fino o corte no anime, mais realista
🥚 Personagem virando Karubi = ele sabe o que faz
🥚 Karubi queimado = pecado capital
🥚 Anime nunca mostra a conta — Karubi é democrático


☕ Tradução para Mainframers

  • Karubi = batch noturno confiável

  • Sempre roda

  • Nunca falha

  • Todo mundo depende dele

Não é glamouroso como Wagyu A5,
mas sem ele… o sistema social cai.


🎌 Animes onde Karubi aparece (ou é fortemente sugerido)

🍱 Gastronomia / Slice of Life

  • Yuru Camp – churrascos tranquilos, vida simples

  • Oishinbo – cultura alimentar japonesa

  • Shokugeki no Soma – yakiniku, marinadas e técnicas

  • Sweetness & Lightning – comida como afeto

🎮 Vida cotidiana / Trabalho

  • Working!!

  • Wotakoi

  • Barakamon

  • My Senpai is Annoying

🧙 Pós-batalha / Fantasia

  • Dungeon Meshi

  • Konosuba (quando sobra dinheiro)

  • Campfire Cooking in Another World

📌 Em muitos casos:

Não dizem “Karubi”
Mas a grelha + carne fina + brilho = assinatura visual.


🧠 Comentário Bellacosa Mainframe

Wagyu impressiona.
Ribeye respeita.
Mas Karubi conecta.

Ele é:

  • O corte da conversa

  • Do riso

  • Do descanso

  • Do “sentar junto”

Assim como no mainframe:

O sistema mais importante
não é o mais caro
é o que mantém tudo funcionando.


JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Fome crítica detectada.” 🔥🥩





Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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