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domingo, 23 de março de 2014

Frango grelhado no carvão

Bellacosa Mainframe e o frango grelhado no carvão

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🔥 O Frango que Atravessei o Atlântico — Carvão, Portugal e uma Receita que Trouxe na Bagagem

Há coisas que um viajante traz na mala. Outras voltam escondidas na memória — e reaparecem anos depois quando o carvão começa a ficar vermelho.



Uma churrasqueira acesa na madrugada, uma lembrança trazida de Portugal e o verdadeiro easter egg escondido no nome deste blog.

Há easter eggs que colocamos deliberadamente dentro de uma história.

E existem aqueles que ficam escondidos durante tantos anos que, em determinado momento, percebemos que praticamente ninguém mais sabe que eles estão ali.

Este é um deles.

Talvez o maior easter egg do El Jefe Midnight Lunch esteja justamente no nome:

Midnight Lunch.

Almoço da meia-noite.

O nome sempre foi uma referência bem-humorada a um hábito que me acompanha há muito tempo: eu funciono melhor à noite.

Não sei explicar exatamente o motivo.

Talvez algum especialista em sono consiga encontrar uma explicação científica para meu biorritmo. Eu só consigo descrever o comportamento do sistema.

De manhã?

Digamos que o Vagner esteja operando em modo degradado.

CPU limitada.

Poucos initiators disponíveis.

WLM olhando para mim e dizendo:

— Deixa esse sujeito quieto porque hoje o workload ainda não subiu.

😂

Eu acordo, faço minhas coisas, acompanho o relógio e existo civilizadamente entre os demais seres humanos.

Mas produtividade?

Calma.

Depois vem o almoço.

E, logo após ele, aquela tradicional nhaca pós-refeição, quando o organismo aparentemente resolve executar um enorme batch interno e requisita praticamente todos os recursos disponíveis.

Só que então alguma coisa começa a acontecer.

A tarde avança.

O sistema aquece.

As ideias aparecem.

A curiosidade aumenta.

A vontade de pesquisar alguma coisa surge.

Uma coisa puxa outra.

Quando o Sol finalmente desaparece no horizonte...

IPL COMPLETO.

Este que vos escreve começa a funcionar a 100 km/h.



🌙 O turno da noite começa

É justamente durante a noite que muitas das histórias deste blog nasceram.

Uma pesquisa leva a outra.

Um artigo leva a um livro.

Uma fotografia antiga abre uma memória.

Uma memória lembra uma cidade.

A cidade lembra uma pessoa.

A pessoa lembra uma comida.

Quando percebo, são duas da manhã e estou pesquisando a origem de alguma coisa que provavelmente começou com uma pergunta completamente diferente quatro horas antes.

Quem acompanha o Bellacosa Mainframe talvez reconheça o padrão.

O problema é que existe uma consequência biológica dessa produtividade noturna.

Dá fome.

Não aquela fome comportada das refeições convencionais.

É o famoso:

larico da madrugada.

E comigo existe outro agravante.

Nem sempre quero simplesmente abrir a geladeira, pegar alguma coisa e comer.

Às vezes decido cozinhar.

E não necessariamente alguma coisa simples.

Se o cérebro decidiu que duas horas da manhã é um excelente horário para pesquisar computadores construídos em 1964, aparentemente também considera perfeitamente razoável preparar uma refeição mais elaborada.

Daí nasceu a brincadeira:

El Jefe Midnight Lunch.

E esta velha postagem sobre um aparentemente inocente frango grelhado no carvão guarda uma das melhores pistas dessa história.



🇵🇹 O frango que encontrei em Portugal

Durante os anos em que vivi em Portugal conheci muitos sabores.

Alguns sofisticados.

Outros tradicionais.

Outros curiosos.

Mas existe uma comida extremamente simples que ficou gravada na memória.

Frango no carvão.

Quem olha rapidamente talvez pense:

— Vagner, pelo amor de Deus. É frango assado.

Não.

😂

Brasileiro conhece frango assado.

Temos o glorioso frango girando naquela máquina que carinhosamente apelidamos de:

televisão de cachorro.

Temos espetinho de frango.

Frango em pedaços na churrasqueira.

Sobrecoxa.

Coxinha da asa.

Frango desossado.

Frango com cerveja.

Frango assado no forno.

Somos perfeitamente capazes de colocar praticamente qualquer parte de uma galinha sobre uma churrasqueira.

Mas aquele frango português tinha personalidade própria.


✂️ Primeiro vinha a transformação

Uma das coisas que me chamava atenção era a preparação.

O frango inteiro era aberto ao meio, normalmente pelas costas, utilizando uma tesoura de cozinha apropriada.

Nada de ficar bonitinho como o frango inteiro que conhecemos das assadeiras brasileiras.

Ele era aberto.

Espalmado.

Esticado.

Aquela ave passava por uma espécie de processo de engenharia mecânica culinária.

😂

Depois era presa entre duas grelhas.

Isso fazia enorme diferença.

A grelha mantinha o frango aberto e permitia virá-lo inteiro durante o preparo.

De um lado.

Do outro.

De volta.

Calor.

Tempero.

Mais calor.

Até que pele, gordura, carne, fumaça e molho começassem a trabalhar juntos.



🔥 Carvão, fogo e paciência

E então entrava o carvão.

Aqui aparece outra diferença importante.

Não era simplesmente jogar o frango sobre labaredas e esperar acontecer alguma coisa.

O carvão precisava produzir calor.

A brasa precisava trabalhar.

Existe uma enorme diferença entre cozinhar utilizando fogo direto e cozinhar aproveitando a energia irradiada por uma boa cama de brasas.

A gordura começa a escorrer.

Algumas gotas encontram o carvão.

Pequenas labaredas aparecem.

Surge fumaça.

E parte daquela fumaça retorna para a carne.

Nesse momento começa uma química maravilhosa que nossos ancestrais descobriram milhares de anos antes de alguém inventar a palavra gastronomia.

É cheiro.

É calor.

É gordura.

É proteína.

É carvão.

É tempo.

E é impossível transmitir completamente isso através de uma fotografia.


🧂 O tempero que fazia a diferença

Havia ainda o tempero.

E aqui entramos em território perigoso.

Porque cada lugar possuía sua própria maneira de preparar.

Alho.

Sal.

Ervas.

Pimenta.

Óleo ou azeite.

Vinagre.

Molhos preparados pela própria casa.

Algumas versões mais picantes.

Outras mais suaves.

O tempero penetrava na carne e continuava participando do processo enquanto o frango assava.

Não era apenas aquilo que colocávamos antes.

Era parte do próprio ritual.

E então vinha o resultado.

A pele ligeiramente tostada.

As extremidades mais queimadinhas.

A carne úmida por dentro.

O aroma de carvão.

O tempero.

A gordura.

Tudo trabalhando simultaneamente.

Simples.

Ridiculamente simples.

E maravilhoso.


🍗 A simplicidade que engana

Essa talvez seja uma das grandes lições que trouxe das minhas viagens:

complexidade não é requisito para excelência.

Às vezes passamos anos procurando pratos sofisticados, ingredientes exóticos e técnicas complicadas quando algumas das melhores coisas que experimentamos possuem meia dúzia de componentes.

O segredo está no processo.

Quem trabalha com mainframe deveria reconhecer imediatamente esse conceito.

COBOL também parece simples.

MOVE.

ADD.

PERFORM.

READ.

WRITE.

Até você descobrir que existem sistemas escritos com essas aparentemente simples instruções processando operações críticas há décadas.

O frango português funcionava da mesma maneira.

Frango.

Tempero.

Carvão.

Grelha.

Tempo.

Cinco componentes.

E um resultado completamente diferente dependendo de quem operava o sistema.


🍟 E então chegavam os acompanhamentos

Normalmente aquilo não vinha sozinho.

Havia arroz.

Batatas fritas.

Às vezes salada.

E aquele molho especial que transformava uma refeição aparentemente banal em algo capaz de permanecer décadas dentro da memória.

Um pedaço do frango.

Um pouco de arroz.

Algumas batatas.

Molho.

Pronto.

Não precisava estrela Michelin.

Não precisava prato de porcelana com uma ervilha posicionada geometricamente no centro.

Precisava apenas estar gostoso.

E estava.

Muito.


✈️ O problema de voltar para o Brasil

Quando retornamos de uma longa temporada no exterior trazemos coisas estranhas conosco.

Não estou falando das malas.

Trazemos hábitos.

Expressões.

Comparações.

Cheiros.

Referências.

Saudades.

E sabores.

O problema é que sabores são particularmente cruéis.

Porque você lembra perfeitamente que alguma coisa era maravilhosa...

mas não consegue colocar a memória dentro de uma panela.

Foi assim que aquele frango português atravessou o Atlântico comigo.

Não trouxe a churrasqueira.

Não trouxe o restaurante.

Não trouxe o cozinheiro.

Não trouxe exatamente o molho.

Trouxe a lembrança.

E memória culinária é uma espécie de código-fonte sem documentação.

Você sabe qual deveria ser o resultado.

Só não possui mais o fonte original.


🏡 A churrasqueira do quintal virou laboratório

Já no Brasil, olhando para a churrasqueira de casa, resolvi fazer aquilo que qualquer sujeito curioso faria:

tentar reproduzir.

Nascia então o:

Frango Lusitano — Bellacosa Fork.

😂

Ou talvez:

FRANGO-PT-BR Release 1.0.

A ideia fundamental permanecia.

Abrir o frango.

Temperar.

Colocar sobre a grelha.

Usar carvão.

Assar lentamente.

Virar.

Regar.

Experimentar.

Só que cada execução permitia mudar alguma coisa.

Mais alho.

Menos vinagre.

Mais ervas.

Outro tempo de marinada.

Brasa mais forte.

Brasa mais fraca.

Mais molho.

Menos molho.

Orégano.

Salsa.

Cebolinha.

Pimenta.

Cebola.

E assim aquela lembrança portuguesa começou lentamente a ganhar sotaque brasileiro.


🧪 Cozinhar também é experimentar

Talvez seja por isso que gosto tanto de cozinhar.

Não sigo necessariamente a lógica:

“Esta é a receita e ela deve ser reproduzida exatamente desta maneira.”

Prefiro pensar:

“Esta é a versão atual. Vamos ver o que acontece se alterarmos alguma coisa.”

Naturalmente, isso também produz falhas.

Algumas versões ficam melhores.

Outras...

digamos que são imediatamente descontinuadas e nenhuma documentação é preservada para proteger os responsáveis.

😂

Mas existe prazer nesse processo.

Você prova.

Compara.

Lembra.

Modifica.

E tenta novamente.

É praticamente desenvolvimento iterativo utilizando alho.


🎥 E existe uma prova arqueológica

É justamente aí que aquela antiga postagem deste blog se torna especial.

O pequeno vídeo publicado junto com ela não é apenas uma demonstração culinária.

Hoje percebo que ele é uma prova arqueológica.

Um registro de uma das inúmeras vezes em que reproduzi aquele prato em casa.

Na época provavelmente parecia simplesmente:

“Olha aí o Vagner fazendo frango.”

Mais de dez anos depois, porém, o vídeo ganhou outra dimensão.

Ele registra uma memória portuguesa sendo reconstruída numa churrasqueira brasileira.

Registra um hábito.

Registra uma época.

E, sem que eu percebesse, registra também parte da explicação do nome deste próprio blog.


🕛 Midnight Lunch

Agora talvez tudo faça um pouco mais de sentido.

O sujeito escreve durante a madrugada.

Pesquisa durante a madrugada.

Fica curioso durante a madrugada.

E inevitavelmente...

fica com fome durante a madrugada.

Então vai para a cozinha.

Às vezes prepara alguma coisa simples.

Em outras resolve produzir algo mais sofisticado.

Talvez uma receita aprendida no Brasil.

Talvez uma experiência.

Talvez alguma memória gastronômica encontrada milhares de quilômetros daqui.

Talvez...

um frango português aberto ao meio, preso entre grelhas e assado lentamente sobre carvão.

Enquanto boa parte das pessoas normais está dormindo.


🥚 E finalmente o easter egg

Portanto, se algum arqueólogo digital chegar a este blog daqui a muitos anos e perguntar:

“Por que diabos este negócio se chama El Jefe Midnight Lunch?”

Aqui está uma das respostas.

Porque havia — e ainda há — um sujeito cujo relógio interno aparentemente foi configurado no fuso horário errado.

De manhã roda a meia carga.

Depois do almoço começa lentamente a aumentar o throughput.

Quando o Sol desaparece, os initiators sobem.

As filas diminuem.

A CPU acorda.

E o operador resolve escrever.

Pesquisar.

Criar.

Contar histórias.

E eventualmente...

cozinhar.

O Midnight Lunch nunca foi somente um nome engraçado.

Era uma pequena descrição do operador.


☕ O sabor também é uma máquina do tempo

Hoje vejo aquele vídeo com outros olhos.

O frango continua sendo frango.

O carvão continua sendo carvão.

A churrasqueira continua sendo churrasqueira.

Mas aquilo que realmente está assando ali é uma lembrança.

Portugal está naquela grelha.

Os anos em que vivi do outro lado do Atlântico estão naquele tempero.

O Brasil está nas adaptações.

Minha curiosidade está nas experiências.

E este blog está no registro.

Talvez seja justamente para isso que mantemos blogs durante tantos anos.

Não apenas para contar aos outros aquilo que fizemos.

Mas para permitir que nós mesmos possamos reencontrar aquilo que fomos.

Uma postagem minúscula.

Um vídeo antigo.

Um frango sobre carvão.

E, escondida no meio de tudo isso, uma pequena pista explicando o nome de um universo inteiro de histórias.

El Jefe Midnight Lunch.

Agora vocês sabem.

Mas não contem para ninguém.

É um easter egg.

😉


☕ P.S. — O batch das 03h17

Se algum dia você encontrar uma postagem enorme publicada num horário em que pessoas sensatas deveriam estar dormindo, não estranhe.

Provavelmente o sistema estava com todos os recursos disponíveis.

E se, no meio do texto, houver uma pausa inexplicável...

também não se preocupe.

Pode ter sido apenas uma intervenção operacional crítica.

JOB MIDNIGHTLUNCH

STEP01 — ESCREVER
STEP02 — PESQUISAR
STEP03 — ABRIR GELADEIRA
STEP04 — COZINHAR
STEP05 — COMER
STEP06 — VOLTAR AO TEXTO

COND CODE 0000

Às 03h17, naturalmente.

Porque todo bom mainframe — e aparentemente todo Bellacosa — precisa de sua janela batch.


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Frango assado como churrasco


Outra especialidade portuguesa que trouxe comigo. O frango no carvão.

Um frango bem temperadinho com alho, cebola, salsa, cebolinha, oregano, pimenta, vinagre e sal.

Carvão em brasa bem quente.



Colocamos o frango na brasa e deixamos assar sem muito enrolação, molhando de tempos em tempos o frango com o caldo em que ele ficou de molho.

Acompanha bem com batatas fritas e arroz, batatas cozidas no próprio caldo do frango e salada

Bom apetite


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Hambúrguer na brasa.

Bellacosa Mainframe e os hamburguer na brasa

Um Café no Bellacosa Mainframe

🍔 Hambúrguer na Brasa — Quando o Tiz-Tiz Faz Parte da Receita

Mais um daqueles episódios do El Jefe Midnight Lunch em que a missão parecia simples: preparar uma paparoca para matar a fome. Mas, desta vez, resolvi fazer do jeito americano — hambúrguer na churrasqueira, pão aquecido sobre o carvão e aquele inesquecível tiz-tiz da gordura caindo sobre a brasa.

Existem momentos em que a gente simplesmente está com fome.

E existem aqueles em que preparar a comida passa a fazer parte da diversão.

Este era mais um daqueles episódios do El Jefe Midnight Lunch, minha pequena coleção de aventuras gastronômicas em que não havia necessidade de cozinha sofisticada, equipamentos profissionais ou receitas dignas de laboratório.

A missão era muito mais importante:

fazer uma boa paparoca.

E matar a fome.

Desta vez, porém, resolvi seguir por um caminho diferente.

Queria hambúrguer.

Mas não qualquer hambúrguer.

Nada de colocar a carne numa frigideira e simplesmente esperar ficar pronta.

A ideia era fazer algo inspirado naquele imaginário clássico americano:

🔥 churrasqueira acesa;
🍔 hambúrguer diretamente sobre a grelha;
🥖 pão aquecido no calor do carvão;
💨 fumaça envolvendo tudo;
🥩 gordura pingando sobre a brasa.

E então começa uma das melhores partes.



🔥 O fogo também cozinha os sentidos

Quem já colocou uma carne gordurosa sobre uma churrasqueira conhece aquele momento.

O hambúrguer começa relativamente silencioso.

A superfície esquenta.

A gordura começa a derreter.

Uma pequena gota escapa pela grelha.

Cai sobre o carvão.

Tiz.

Outra cai.

Tiz... tiz...

Então aparecem pequenas labaredas.

A fumaça sobe novamente em direção à carne e o cheiro começa a tomar conta do ambiente.

Nesse momento você percebe que cozinhar na churrasqueira é uma experiência completamente diferente de cozinhar numa frigideira.

Você não está usando apenas o paladar.

Está usando praticamente tudo.

Você vê o carvão.

Sente o calor.

Escuta a gordura atingindo a brasa.

Observa a fumaça.

Sente o aroma.

E, antes mesmo da primeira mordida, seu cérebro já recebeu uma mensagem extremamente objetiva:

"Vai ficar bom."



🍔 O hambúrguer começa a ganhar personalidade

Sobre a grelha, o hambúrguer começa a mudar.

A carne vai tostando por fora enquanto a gordura aquece por dentro.

E existe uma pequena batalha acontecendo ali.

De um lado queremos aquela superfície tostada.

Do outro, não queremos transformar o hambúrguer numa pequena peça de carvão mineral.

É preciso observar.

Virar.

Esperar.

Sentir.

Não havia termômetro digital espetado na carne, aplicativo no celular ou inteligência artificial calculando o ponto ideal.

Era tecnologia ancestral:

olho, nariz, ouvido e fome.

O tiz-tiz continuava funcionando como uma espécie de monitor de sistema.

Enquanto havia gordura pingando e aquele barulho característico acontecendo, alguma coisa interessante estava sendo processada ali.

Talvez este fosse o SDSF da churrasqueira.

😄



🥖 E o pão também vai para a churrasqueira

Mas havia outro detalhe importante.

O pão.

Se estamos fazendo hambúrguer na brasa, por que deixar justamente o pão completamente fora da brincadeira?

Então ele também foi para perto do carvão.

Não para carbonizar.

A missão era aquecê-lo e dar aquela leve tostada.

Poucos segundos já começam a transformar sua superfície.

O pão fica quente.

A parte interna ganha uma pequena crocância.

E isso muda bastante a experiência quando finalmente recebe o hambúrguer recém-saído da grelha.

É um detalhe pequeno.

Mas cozinha é cheia desses pequenos detalhes.



👃 Antes de comer, você já havia começado a comer

Talvez essa seja a parte mais interessante dessa lembrança.

Hoje, olhando novamente para aquelas imagens, percebo que o hambúrguer era apenas uma parte da experiência.

O cheiro fazia parte.

O barulho fazia parte.

A fumaça fazia parte.

O calor da churrasqueira fazia parte.

Até ficar parado olhando para a carne e pensando:

"Será que já está bom?"

fazia parte.

Quando cozinhamos alguma coisa diretamente sobre a brasa existe uma antecipação que dificilmente aparece quando simplesmente retiramos um alimento pronto de uma embalagem.

Você acompanha a transformação.

Cru.

Quente.

Tostando.

Gordura derretendo.

Fumaça.

Aroma.

Pronto.

É quase uma pequena linha de produção gastronômica acontecendo diante dos olhos.


🇺🇸 Um pouco daquele imaginário americano

O hambúrguer tem uma ligação enorme com a cultura popular dos Estados Unidos.

Filmes, séries e desenhos ajudaram a construir aquela imagem quase universal:

um quintal, uma churrasqueira, alguém diante da grelha e hambúrgueres sendo preparados.

Naturalmente, no El Jefe Midnight Lunch, a coisa ganhava sua interpretação particular.

Não precisávamos reproduzir exatamente uma receita americana.

A graça estava justamente em pegar aquela ideia e fazer nossa própria versão.

Porque cozinhar em casa também é isso.

Você vê alguma coisa.

Fica com vontade.

Olha para aquilo que tem disponível.

E pensa:

"Dá para fazer."

Às vezes sai exatamente como imaginávamos.

Às vezes nasce uma criatura gastronômica completamente diferente.

Mas normalmente é aí que estão as melhores histórias.


🔊 TIZ-TIZ: o verdadeiro soundtrack da churrasqueira

Se eu pudesse guardar apenas um detalhe sonoro daquela preparação provavelmente seria este:

tiz... tiz... TIZZZ...

A gordura atingindo o carvão.

É quase a trilha sonora oficial de uma churrasqueira funcionando.

E existe ciência acontecendo naquele pequeno espetáculo.

Quando a gordura cai sobre uma superfície extremamente quente, parte dela vaporiza e parte sofre transformações térmicas. A fumaça e os compostos aromáticos produzidos nesse processo circulam ao redor da comida.

É justamente por isso que preparar algo sobre carvão produz sensações diferentes daquelas obtidas numa superfície elétrica ou numa frigideira.

Não significa simplesmente "colocar gosto de fumaça".

Existe uma combinação de calor intenso, tostagem da superfície, gordura, fumaça e aromas.

Por isso nosso nariz percebe a churrasqueira muito antes de nossa boca experimentar a comida.

Aliás, provavelmente os vizinhos também percebem.

😂


🧠 A fome também começa no nariz

Existe outra coisa curiosa.

O aroma da comida participa diretamente da nossa percepção de sabor.

Quando sentimos o cheiro do hambúrguer tostando, o cérebro começa a construir expectativas antes mesmo de a comida chegar à boca.

Por isso aquele hambúrguer parecia cada vez melhor enquanto assava.

Não era apenas fome.

Era uma espécie de ataque coordenado aos sentidos.

Primeiro:

👂 tiz-tiz

Depois:

👃 cheiro de carne e carvão

Depois:

👀 hambúrguer tostando sobre a grelha

Finalmente:

🍔 a mordida.

O pobre cérebro já estava cercado.


☕ A cozinha do El Jefe nunca foi apenas sobre receitas

Revendo esses antigos episódios, talvez isso fique cada vez mais evidente.

O El Jefe Midnight Lunch nunca foi exatamente um programa de culinária.

Era uma coleção de experiências.

Às vezes uma receita.

Às vezes uma invenção.

Às vezes simplesmente alguma coisa preparada porque a fome havia chegado e era necessário resolver o problema.

Mas havia sempre aquela curiosidade:

"E se eu fizer assim?"

É justamente esse espírito que transforma uma coisa tão banal quanto preparar um hambúrguer numa pequena aventura.

Você poderia simplesmente fritá-lo.

Mas resolveu acender o carvão.

Colocou a carne na grelha.

Esquentou o pão.

Esperou.

Escutou o tiz-tiz.

Sentiu o cheiro.

Viu a fumaça subir.

E finalmente montou o lanche.


🍔 A paparoca estava pronta

No final das contas, toda aquela filosofia tinha um objetivo muito menos sofisticado.

Eu estava com fome.

😂

O hambúrguer saiu da churrasqueira tostado, quente e suculento.

O pão também havia passado pelo calor da brasa.

Aquele cheiro que durante vários minutos havia tomado conta do ambiente finalmente tinha endereço.

Era hora de comer.

Missão cumprida.

Mais uma paparoca preparada.

Mais um episódio do El Jefe Midnight Lunch.

E mais uma pequena lembrança que, muitos anos depois, continua trazendo de volta algo que uma fotografia jamais conseguiria registrar completamente:

o calor da churrasqueira,

a fumaça subindo,

o cheiro do carvão,

a gordura pingando...

e aquele maravilhoso:

tiz... tiz... TIZZZZZ.

🔥🍔

Porque algumas receitas ficam guardadas num caderno.

Outras ficam guardadas no nariz, nos ouvidos e na memória.

E essas talvez sejam as mais difíceis de esquecer.

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X Salada a El Jefe

O sabor de um hambúrguer na brasa é único. Principalmente quando compramos a carne, mandamos moer no tamanho pequeno, fazemos nosso próprio tempero.

Depois o ritual de preparar o carvão e acender a churrasqueira, esperar atingir a temperatura certa e começar a assar.



Depois que a carne estiver no ponto, colocar uma folhinha de manjericão, a fatia de queijo e o pão para aquecer. Quando tudo estiver no ponto acrescentar o molho, o tomate e a alface.

Bom apetite.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Sardinhas na brasa a portuguesa.

O prato mais saboroso do verão português

Vou partilhar com vocês o prato da culinária portuguesa que mais me encanta no final da primavera/inicio do verão.

Estou falando das Sardinhas na Brasa, comidas em todo território português e também no mundo todo onde tiver um imigrante português.




Um prato super simples de fazer, mas com um sabor único que me faz ficar com agua na boca so de lembrar.

Quer tentar fazer em casa? Compre sardinhas inteiras bem gordas, tire as escamas com uma faca, use muito sal grosso e deixe descansar por uma hora.

Acenda o carvão na churrasqueira na altura que estiver bem quente, ponha as sardinhas na brasa e va virando para não deixar ficar muito seca, o aroma se espalha pelo ar, deixando qualquer um com agua na boca.

Acompanha lindamente com batata cozida e pimentões assados na brasa; puré de batata; sanduíche de pão português e sanduíche de broa.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

🥩 Em Anime, qual é o “corte bovino” que sempre aparece?

 

Bellacosa Mainframe apresenta o churrasco no anime

🥩 Em Anime, qual é o “corte bovino” que sempre aparece?

(ou: quando a marmorização vira efeito especial)

ao estilo Bellacosa Mainframe

Se você já assistiu anime suficiente, sabe do que estou falando.
A cena é clássica:

  • A carne chega

  • A câmera faz close

  • Ela brilha ✨

  • Alguém engole seco

  • Outro personagem diz: “Isso é caro…”

E você pensa:

“Que corte bovino é esse que só aparece em anime?!”

Vamos decodificar esse dataset carnívoro.


🐂 Spoiler rápido: não é UM corte só

Em anime, o que aparece não é exatamente um corte, mas uma combinação de três conceitos:

  1. Tipo de boi

  2. Corte específico

  3. Contexto cultural

👉 Anime trabalha com atalhos visuais.
Assim como um dump indica desastre, marmorização extrema indica luxo.


⭐ WAGYU (和牛) – o “hardware premium”

Se a carne:

  • Parece derreter

  • Tem gordura desenhada como mapa astral

  • Brilha mais que opening shōnen

👉 É Wagyu.

📌 Importante (Easter egg nº 1):
Wagyu não é corte, é o tipo do boi.

Nos animes, Wagyu simboliza:

  • Recompensa

  • Status

  • Cena especial

  • “Hoje a conta é minha”

🎌 Animes onde aparece (direto ou indireto):

  • Shokugeki no Soma

  • Yuru Camp

  • Oishinbo

  • Silver Spoon


🔥 KARUBI (カルビ) – o rei do yakiniku

Cena de:

  • Amigos

  • Churrasco japonês

  • Grelha pequena

  • Carne fatiada

👉 Karubi.

O que é:

  • Costela / short rib

  • Gordurosa

  • Cortada fina

  • Assa em segundos

💡 Karubi é o batch job confiável:

  • Sempre aparece

  • Nunca falha

  • Todo mundo gosta


🍖 RIBURO-SU (リブロース) – o ribeye japonês

Quando o anime quer mostrar:

  • Carne “séria”

  • Corte espesso

  • Cozinheiro respeitado

👉 Riburo-su (ribeye).

📌 Marmorização bonita, mas sem exagero visual de Wagyu A5.


👅 GYŪTAN (牛タン) – a língua “de especialista”

Aparece quando:

  • O personagem manja muito

  • A cena é urbana

  • O restaurante é tradicional

Gyūtan é:

  • Técnica

  • Regional (Sendai)

  • Para quem entende

👉 Tipo aquele utilitário que só veterano sabe usar.


🥚 Easter eggs que passam batido

🥚 Quanto mais brilho, menos realista.
🥚 Gordura em anime é status social, não defeito.
🥚 Personagem pobre comendo Wagyu = episódio emocional garantido.
🥚 Anime raramente fala o nome do corte — a imagem resolve.


☕ Tradução para Mainframers

  • Wagyu = hardware topo de linha

  • Karubi = sistema confiável

  • Ribeye = performance equilibrada

  • Gyūtan = feature para iniciados

Anime não quer te ensinar açougue.
Quer te ensinar emoção via comida.


🧠 Comentário Bellacosa Mainframe

Assim como no data center:

  • Você não usa o equipamento mais caro todo dia

  • Mas quando usa… marca o momento

A carne em anime não é só carne.
É narrativa, afeto, recompensa e cultura.

E se depois disso você ficou com fome…
👉 missão cumprida.


JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Abrir aplicativo de delivery imediatamente.” 🍖🔥

terça-feira, 5 de maio de 2009

🥩 Churrasco: Mapa Completo dos Cortes

 

Bellacosa Mainframe em uma tarde de churrasco

🥩 Churrasco: Mapa Completo dos Cortes

Brasil 🇧🇷 x Argentina 🇦🇷 x Japão 🇯🇵

(ou: como o mesmo boi vira três filosofias de vida)

Se tem uma coisa que mainframer entende, é isso:
👉 o mesmo hardware pode ser usado de formas totalmente diferentes, dependendo do sistema operacional.

Com carne bovina é igual.

O boi é o mesmo.
O corte muda.
A cultura manda.

E o resultado… muda tudo.


🐂 O BOI É UM SÓ. O MODELO É QUE MUDA.

Tecnicamente:

  • Os músculos são os mesmos

  • A anatomia não muda de país para país

Mas cada cultura:

  • Enxerga o boi de um jeito

  • Corta de forma diferente

  • Valoriza partes diferentes

  • Cria nomes próprios (às vezes confusos)

👉 É como COBOL, PL/I e Java acessando o mesmo banco.


churrasco de picanha

🇧🇷 BRASIL – O MODELO “CHURRASCO ROOT”

O Brasil historicamente:

  • Simplificou os cortes

  • Pensou em grelha grande

  • Fogo alto

  • Peças inteiras

Cortes clássicos brasileiros

BrasilOnde ficaObservação
PicanhaTampa da alcatraÍcone nacional
Contra-filéLomboMuitas vezes sem subdivisão
AlcatraTraseiroCorte “coringa”
MaminhaPonta da alcatraMacia e suculenta
FraldinhaDiafragmaSabor intenso
CostelaCostelasTempo + paciência

📌 Easter egg brasileiro
Durante décadas, o Brasil:

“rodou em produção” sem separar ancho, chorizo e ribeye.
Tudo era contra-filé e pronto.


Churrasco de ancho

🇦🇷 ARGENTINA – O MODELO “PRECISÃO & TRADIÇÃO”

A Argentina olha para o boi como um engenheiro.

Aqui:

  • Cada músculo tem nome

  • Cada corte tem função

  • Menos tempero

  • Mais respeito à carne

Cortes argentinos famosos

ArgentinaEquivalente Brasil
Bife AnchoContra-filé (parte dianteira)
Bife de ChorizoContra-filé (parte traseira)
VacíoFraldinha
AsadoCostela
EntrañaDiafragma

📌 Ancho argentino
É praticamente o ribeye:

  • Muito marmorizado

  • Extremamente suculento

  • Rei das parrillas

👉 Se fosse TI: hardware premium sem overclock.


churrasco de sirioin de wagyu

🇯🇵 JAPÃO – O MODELO “QUALIDADE EXTREMA”

O Japão não discute “qual corte é melhor”.
Ele pergunta:

“Qual a qualidade absoluta desse corte?”

Aqui entra o Wagyu.

⚠️ Atenção:

Wagyu NÃO é corte.
É o tipo de boi.

Cortes japoneses comuns em anime e yakiniku

JapãoEquivalente
Karubi (カルビ)Costela / short rib
Riburo-su (リブロース)Ribeye
Sirloin (サーロイン)Contra-filé
Momo (もも)Coxão
Gyūtan (牛タン)Língua

📌 Karubi domina os animes:

  • Cortado fino

  • Muito marmorizado

  • Grelha rápida

  • Cena de amizade garantida


🌏 MAPA RESUMO – O MESMO CORTE, TRÊS NOMES

Região do boiBrasilArgentinaJapão
LomboContra-filéAncho / ChorizoSirloin
Costela altaCostelaAsadoKarubi
DiafragmaFraldinhaVacío
TraseiroAlcatraCuadrilMomo
LínguaGyūtan

🥚 Easter Eggs Carnívoros

🥚 A picanha:

  • Não é tão valorizada fora do Brasil

  • Virou símbolo nacional mais por cultura do que por técnica

🥚 No Japão:

  • Marmorização é pontuada (A3, A4, A5)

  • Gordura ≠ defeito

  • Gordura = arte

🥚 Na Argentina:

  • Sal grosso e fogo

  • Nada de exagero

  • Carne fala sozinha


☕ Tradução para Mainframers

  • Brasil = sistema robusto, simples, parrudo

  • Argentina = arquitetura refinada, bem segmentada

  • Japão = altíssima performance, custo alto, precisão absoluta

Nenhum está errado.
Cada um resolve um problema diferente.


🧠 Comentário Bellacosa Mainframe

Entender cortes é como entender sistemas:

  • Não existe “o melhor”

  • Existe o mais adequado

  • Para o contexto

  • Para o momento

  • Para a carga

E no fim…
O boi agradece quando é bem tratado
E o operador também.


JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Fome aumentou consideravelmente.” 🥩🔥

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

🔥 KARUBI (カルビ) - O batch job mais confiável do yakiniku

 

Bellacosa Mainframe assando karubi em uma grelha domestica

🔥 KARUBI (カルビ)

O batch job mais confiável do yakiniku

Se existe um corte bovino que aparece mais em anime do que protagonista de isekai, esse corte é o Karubi.

Você já viu a cena:

  • Grelha pequena no centro da mesa

  • Carne fatiada

  • Fogo baixo

  • Alguém virando rápido com hashis

  • Outro dizendo: “Não deixa passar!”

👉 Isso é Karubi.


🥩 O que é Karubi, afinal?

Karubi (カルビ) vem do coreano “Kalbi”, que significa:

costela

No Japão, virou:

  • Costela bovina

  • Com muita gordura entremeada

  • Cortada bem fina

  • Feita para grelhar rápido

📌 Easter egg nº 1:
Karubi não é corte “nobre” no sentido europeu.
Ele é corte social.


🔥 Por que Karubi aparece tanto em anime?

Porque ele carrega significado narrativo:

✔ Amizade
✔ Reunião
✔ Descanso
✔ Vida cotidiana
✔ Pós-batalha
✔ Pós-trabalho

Karubi é o equivalente culinário de:

“Missão cumprida. Vamos comer.”


🍖 Como o Karubi é preparado

  • Corte fino

  • Marinada simples (shoyu, alho, açúcar, óleo de gergelim)

  • Fogo rápido

  • Grelha pequena

  • Comer na hora

💡 Regra sagrada:

Karubi não espera.
Karubi se come na grelha.


🥚 Easter eggs gastronômicos

🥚 Quanto mais fino o corte no anime, mais realista
🥚 Personagem virando Karubi = ele sabe o que faz
🥚 Karubi queimado = pecado capital
🥚 Anime nunca mostra a conta — Karubi é democrático


☕ Tradução para Mainframers

  • Karubi = batch noturno confiável

  • Sempre roda

  • Nunca falha

  • Todo mundo depende dele

Não é glamouroso como Wagyu A5,
mas sem ele… o sistema social cai.


🎌 Animes onde Karubi aparece (ou é fortemente sugerido)

🍱 Gastronomia / Slice of Life

  • Yuru Camp – churrascos tranquilos, vida simples

  • Oishinbo – cultura alimentar japonesa

  • Shokugeki no Soma – yakiniku, marinadas e técnicas

  • Sweetness & Lightning – comida como afeto

🎮 Vida cotidiana / Trabalho

  • Working!!

  • Wotakoi

  • Barakamon

  • My Senpai is Annoying

🧙 Pós-batalha / Fantasia

  • Dungeon Meshi

  • Konosuba (quando sobra dinheiro)

  • Campfire Cooking in Another World

📌 Em muitos casos:

Não dizem “Karubi”
Mas a grelha + carne fina + brilho = assinatura visual.


🧠 Comentário Bellacosa Mainframe

Wagyu impressiona.
Ribeye respeita.
Mas Karubi conecta.

Ele é:

  • O corte da conversa

  • Do riso

  • Do descanso

  • Do “sentar junto”

Assim como no mainframe:

O sistema mais importante
não é o mais caro
é o que mantém tudo funcionando.


JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Fome crítica detectada.” 🔥🥩





Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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