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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Entroncamento: Uma cidade lar de trens e comboios

Uma cidade ferroviária no centro de Portugal.


Estamos em Portugal na região central das terras lusitanas, no distrito do Ribatejo, esta cidade foi escolhida devido a sua posição central dentro do território, ajudando assim a reabastecer as locomotivas, trocarem tripulações e efetuarem reparos e ligar a linha internacional. Existem diversos galpões espalhados pela cidade, muitas linhas e um magnifico museu que futuramente iremos exibir em vídeo.

Exatamente pelas razões logísticas este epicentro ferroviário, servia de base de apoio, de fabrica de peças, fundição, serralheria, marcenaria, estofamentos, manutenção e construção de material ferroviário. 

A cidade cresceu devido a ferrovia, pessoas foram atraídas para cá, mão de obra para o comercio e serviços; alojamento,  pousadas e hotéis para os funcionários em transito, andando pelas ruas vemos como este povoado é vivo, passamos pelo Mercado Municipal, pelos bairros residenciais, casas e igrejas, parque, praças e monumentos.

Do alto de uma torre avistamos a planície do Ribatejo onde outrora campesinos cavalgavam guiando suas manadas, pastores guiavam suas ovelhas, la longe o Rio Tejo flui irrigando canais para áreas agrícolas.

Convido a todos que passarem próximos a esta região que venham prestigiar o trabalho de homens e mulheres no engrandecimento da ferrovia em Portugal.




terça-feira, 3 de outubro de 2017

Um trem na Praia: Transpraia na Costa da Caparica

O comboio que faz a alegria dos veranistas

O litoral de Setúbal em Portugal tem alguns tesouros que tornam as ferias de verão únicas, além dos mais de 50 quilômetros de praias, iniciando na foz do Rio Tejo e indo além da foz do Rio Sado, tem praias de enseada, praias de tombo, lagoas, parques de campismo, praia de nudismo, barras, lugares para mergulhos, castelos e um santuário ecológico na Serra da Arrábida.

Em meio a tantas atrações, existe uma discreta mas que faz a alegria das crianças, um trem a diesel em bitola estreita, que circula pelas praias de um lado a outro, permitindo conhecer pontos turísticos e explorar todos os segredos das praias de Setúbal.


Na estação inicial existe um deposito, garagem e uma mini rotunda para virar o trem, funcionando apenas no período estivo, atrai grande público, que utiliza como meio de transporte rumo a prais inexploradas, fica uma dica, existe uma região cercada de altas dunas que é utilizada para nudismo e naturalismo, é muito divertido ver o espanto das pessoas quando o comboio passa por ali e se visualiza algum pelado.

A máquina locomotora era utilizada em minas, por isso são muito robustas e de fácil manutenção para funcionarem na praia, constantemente sendo bombardeada com areia e exposta aos efeitos da maresia, sempre com pintura nova e bem oleadas, estas maquinas circulam de um lado ao outro.

Quando estiverem na região de Setúbal experimentem comer chocos fritos e na Costa da Caparica recomento comer pão de chouriço acompanhado de caldo verde e de sobremesa farturas ou bolas de Berlim.

Transpraia

Estamos em Portugal no distrito de Setúbal onde existe uma pequena  ferrovia de apenas 9 quilômetros com 6 estações e 15 apeadeiros, funcionando desde os anos 60 puxando carros de passageiros destinado a levar os turistas a diversas praias existente em seu percurso. Os vagões estão cheios de gente bonita, em trajes de banho e se bronzeando,  respirando a brisa do mar e aproveitando o lindo sol de verão.




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A estação Guanabara na linha Mogiana

Visitando a Estação Guanabara de Campinas

Parei o carro embaixo de uma figueira centenária cujo o tronco deve ter uns 5 metros de diâmetro e é tão alta quanto um prédio de 4 andares, fazendo sombra a outrora movimentada rua da estação. Estive passeando pelo lado de fora da estação, vendo a antiga bilheteria, o balcão do telegrafo, o sino do chefe da estação, os diversos tipos de edifícios que ainda existem no local.

Pensar que na década de 1990 esse local era um antro de entorpecentes e toxicodependentes, mendigos e prostitutas que conviviam no meio da sujeira e entulho, em um cenário de The Walking Dead, com tudo saqueado, vandalizados e em ruínas.

Num esforço popular e com muita pressão, a prefeitura revitalizou os prédios e transformou em um centro cultural com badaladas exposições, salvaram a estação e ao mesmo tempo a população ganhou um novo local para conviver e passar bons momentos.

Em Campinas ainda existem outros edifícios que necessitam auxiliam, não podemos amolecer e ficar parados, devemos lutar pelas construções históricas. Junte-se a nós, divulgue, partilhe, comente e curta.

Um pouco de historia

A principal estação de Campinas estava sobrecarregada com muita fila e tempo de espera alem do normal, para isso os engenheiros da Mogiana resolverem construir uma nova estação para desafogar o trafego e melhorar o retorno. Nascia assim a Estação Guanabara que durante mais de 60 anos foi um grande polo de transporte ferroviário enriquecendo mais ainda a cidade de Campinas.





domingo, 1 de outubro de 2017

Um velho armazem de Cafe da linha Mogiana na Estação Guanabara de Campinas

Um tesouro escondido entre prédios e sofrendo pela especulação imobiliária.


A cidade de Campinas por estar em uma região estratégica serviu de entroncamento para diversas estradas de ferro, devido ao boom econômico provocado pelo café, ponto de partida para a expansão rumo ao interior.

Para aqueles que não conhecem a história ferroviária, Campinas teve inúmeras estações: Estação Central, Estação Guanabara, Estação Boa Vista, Estação Bonfim, Estação Carlos Botelho, sem contar as outras pequenas e os apeadeiros espalhados pelos quatros cantos do município.

As grandes companhias também estavam aqui: Companhia Paulista de Estrada de Ferros, Companhia Mogiana de Estrada de Ferros, Estrada de Ferro Sorocabana, Companhia Carril Funilense e depois a FEPASA assumiu tudo.

A estação do Guanabara foi restaurada e hoje foi transformada em centro cultural, pena que as oficinas foram demolidas e o trilhos removidos, ao fundo ainda podemos ver algumas ruínas, será que algum dia um mecenas as restaura-las. Alguns armazéns também foram poupados e nos fornecem uma visão de como eram os trabalhos. 

Acredito que nosso governo deveria proteger esse legado e arrumar alternativas para que não caiam no esquecimento e sejam demolidos para se transformarem em edifícios ou shoppings centers.


☕💣🔪 OPERADOR, O JOB DE ROMANCE ABENDOU NO PRODUÇÃO! School days caminho para o desastre

 

Bellacosa Mainframe e o surpreende e proibido school days

☕💣🔪 OPERADOR, O JOB DE ROMANCE ABENDOU NO PRODUÇÃO!

SCHOOL DAYS — O ANIME QUE COMEÇOU COMO UM SIMPLES SISTEMA DE NAMORO E TERMINOU EM UM DOS MAIORES DESASTRES OPERACIONAIS DA HISTÓRIA DOS ANIMES


📋 Ficha Técnica

Título Original

School Days (スクールデイズ)

Título Internacional

School Days

Obra Original

Visual Novel desenvolvida pela empresa 0verflow

Criador da História

STACK (Overflow Team)

Estúdio de Animação

TNK (TNK Co., Ltd.)

Diretor

Keitaro Motonaga

Exibição Original

  • Japão: 4 de julho de 2007 a 27 de setembro de 2007

Episódios

  • 12 episódios

  • 1 OVA ("Valentine Days")

Gêneros

  • Romance

  • Drama

  • Psicológico

  • Escolar

  • Tragédia

Classificação Indicativa

Normalmente recomendado para maiores de 16 ou 18 anos, dependendo do país.


🎬 Introdução

Poucos animes conseguiram traumatizar uma geração inteira de espectadores como School Days.

À primeira vista, ele parece apenas mais um anime de romance escolar produzido na enorme onda de romances colegiais dos anos 2000.

Você começa assistindo e pensa:

"Ah, entendi. É um garoto tímido, duas garotas apaixonadas e algumas confusões amorosas."

Mas School Days é uma armadilha.

O anime foi projetado para parecer um romance comum enquanto lentamente constrói uma das maiores quedas psicológicas já vistas em um protagonista.

É como um JOB COBOL aparentemente simples que roda durante semanas sem erros e, de repente, explode com um:

S0C7
S0C4
ABEND U9999
SYSTEM SHUTDOWN

📖 A História

Tudo começa com:

Makoto Itou

Um estudante aparentemente comum.

Durante suas viagens de trem para a escola, ele observa uma garota por quem desenvolve uma paixão silenciosa:

Kotonoha Katsura

Bonita, educada, tímida e extremamente gentil.

Makoto fotografa Kotonoha secretamente no celular.

Segundo uma lenda escolar, manter a foto da pessoa amada escondida no telefone pode fazer o amor acontecer.

É aí que entra:

Sekai Saionji

Uma colega extrovertida e energética.

Sekai descobre a paixão de Makoto e decide ajudá-lo.

O que parece ser o início de uma história romântica clássica se transforma em algo completamente diferente.


👥 Personagens Principais

Makoto Itou

O protagonista.

Talvez um dos personagens mais odiados da história dos animes.

Inicialmente parece inseguro e indeciso.

Com o passar da história torna-se egoísta, manipulador e emocionalmente irresponsável.

O diferencial é que ele não é um vilão tradicional.

Ele é uma representação extrema dos defeitos humanos.


Kotonoha Katsura

A garota idealizada.

Gentil.

Reservada.

Elegante.

Mas também emocionalmente frágil.

Sua jornada mostra como pessoas aparentemente fortes podem ser destruídas por abuso emocional contínuo.


Sekai Saionji

A catalisadora da tragédia.

Extrovertida.

Carismática.

Impulsiva.

Ao contrário de Kotonoha, Sekai age de forma direta e emocional.

Suas escolhas movem praticamente todos os eventos da história.


🎭 O Que Torna School Days Diferente?

Aqui está o motivo pelo qual School Days virou uma lenda.

Na maioria dos romances:

Problema
↓
Conflito
↓
Reconciliação
↓
Final Feliz

Em School Days:

Problema
↓
Mentira
↓
Traição
↓
Mais Mentiras
↓
Colapso Psicológico
↓
Catástrofe

O anime rejeita completamente a estrutura tradicional do gênero.


🧠 Temáticas Profundas

Responsabilidade Emocional

A mensagem principal é:

Toda ação emocional possui consequências.

Makoto trata relacionamentos como se fossem recursos descartáveis.

O anime demonstra que seres humanos não funcionam dessa forma.


Idealização

Kotonoha representa o amor idealizado.

Makoto se apaixona pela ideia dela.

Não pela pessoa real.

Uma crítica que continua extremamente atual.


Egoísmo

Quase todos os personagens tomam decisões baseadas em desejos imediatos.

O resultado é uma cadeia de destruição coletiva.


Efeito Dominó

Um dos temas centrais.

Pequenas decisões produzem enormes consequências.

Exatamente como em sistemas críticos.

Uma alteração aparentemente insignificante gera um desastre operacional gigantesco.


🔍 As Mensagens Ocultas

School Days é muito mais sobre comportamento humano do que sobre romance.

O anime faz perguntas desconfortáveis:

  • O amor pode sobreviver sem responsabilidade?

  • Desejo é a mesma coisa que afeto?

  • É possível amar alguém sem enxergar seus sentimentos?

  • Até onde uma pessoa suporta ser usada emocionalmente?

Por trás da história existe uma análise brutal da imaturidade emocional.


🎨 O Trabalho do Estúdio TNK

O estúdio TNK era conhecido principalmente por animes ecchi.

Por isso muita gente esperava algo leve.

O contraste tornou o impacto ainda maior.

A direção utiliza uma técnica interessante:

Nos primeiros episódios:

  • Cores suaves

  • Ambiente ensolarado

  • Atmosfera tranquila

Conforme a história avança:

  • Cenários mais frios

  • Tons cinzentos

  • Clima opressivo

O espectador sente o desconforto antes mesmo dos personagens.


🚂 A Influência da Visual Novel

A obra original possui dezenas de rotas.

Dependendo das escolhas:

  • Existem finais felizes

  • Finais românticos

  • Finais neutros

  • Finais trágicos

  • Finais extremamente perturbadores

O anime escolheu uma das rotas mais sombrias possíveis.

Por isso quem joga a Visual Novel descobre uma experiência muito diferente.


🚫 Houve Censura?

Sim.

E de uma forma histórica.

Poucos dias antes da exibição do episódio final ocorreu um assassinato real envolvendo uma jovem japonesa.

Por precaução, diversas emissoras decidiram cancelar ou alterar a transmissão do último episódio.

No lugar da exibição normal apareceu uma sequência de paisagens e imagens de um barco navegando.

Nasceu então um dos memes mais famosos da internet japonesa:

"Nice Boat."

Até hoje essa expressão é lembrada pelos fãs de anime veteranos.


🌎 Impacto Cultural

School Days produziu um fenômeno raro.

Mesmo pessoas que nunca assistiram ao anime conhecem seu final.

Ele se tornou referência quando alguém fala de:

  • finais chocantes;

  • protagonistas odiados;

  • romances que deram errado;

  • tragédias psicológicas.

O anime também ajudou a popularizar a ideia de:

"Não julgue um anime pelos três primeiros episódios."


📊 Avaliação Técnica

História

⭐⭐⭐⭐⭐

Corajosa e imprevisível.


Desenvolvimento Psicológico

⭐⭐⭐⭐⭐

Um dos pontos mais fortes da obra.


Romance

⭐⭐

Deliberadamente desconfortável.


Impacto Emocional

⭐⭐⭐⭐⭐

Difícil esquecer.


Reassistibilidade

⭐⭐⭐

Excelente para análise.

Difícil para quem procura entretenimento leve.


☕💣 Veredito Bellacosa Mainframe

School Days não é um anime sobre amor.

Não é um anime sobre namoro.

Não é sequer um anime sobre triângulos amorosos.

É um estudo de caso sobre falhas humanas.

É a demonstração prática de como decisões pequenas, repetidas diariamente, podem criar um desastre impossível de reverter.

Se fosse um ambiente z/OS, a mensagem seria:

//STEP001 EXEC PGM=RELACIONAMENTO
//SYSIN DD *
 IGNORAR_SENTIMENTOS=YES
 MENTIR=YES
 RESPONSABILIDADE=NO
/*

Resultado:

IEC999I SYSTEM FAILURE
RELATIONSHIP ABENDED
MAXIMUM DAMAGE REACHED

School Days permanece, quase duas décadas depois, como um dos animes mais controversos, debatidos e inesquecíveis já produzidos.

E talvez sua maior lição seja simples:

Pessoas não são variáveis temporárias. Quando tratadas como objetos descartáveis, o sistema inteiro pode entrar em colapso. ☕💣🔪📼

 

sábado, 30 de setembro de 2017

Vagando pela Estação Ferroviária de Valinhos

Um estação que cresceu e construiu uma cidade.


Valinhos era um distrito de Campinas, que evolui muito com o advento da ferrovia. Nesta nossa visita podemos conhecer os dois prédios que foram estações de Valinhos e ver as mudanças que no decorrer dos anos, as deixaram muito descaracterizadas, vemos que o passar dos anos não foi muito generoso com elas.

A estação ferroviária transportava as cargas do precioso ouro verde, o café ia rumo ao porto de Santos, de lá trazia outros produtos e muitos imigrantes, que vieram povoar estas terras, trazendo sua cultura, sua força de trabalho e vontade de crescer e prosperar no interior de São Paulo.

A estação perdeu as cabines de controle, a caixa d´água, diversos trilhos de ramais e plataformas foram removidos, a passagem de nível entre as plataformas esta lacrada, as telhas mostram o peso dos anos, a eletrificação outrora existente foi removida. No começo do vídeo mostrei uma casa com muro e árvores, aquele edifício era a primeira estação.

Hoje Valinhos luta para ver o trem voltando a transportar passageiros e com isso a estação reviver. Tomará que consigam, sera uma vitoria para todos.

Visitem a cidade, comam figo e conheçam esta bela estação. 






sexta-feira, 29 de setembro de 2017

☁️ z/OS 2.3 — O Mainframe que Aprendeu a Falar Cloud, REST e IA 🤖💙

 





☁️ z/OS 2.3 — O Mainframe que Aprendeu a Falar Cloud, REST e IA 🤖💙

Por Bellacosa Mainframe — onde tradição e inovação dividem a mesma LPAR ☕


O z/OS 2.3, lançado oficialmente em setembro de 2017, marcou o início da era cognitiva e containerizada do Mainframe.
Enquanto o z/OS 2.2 abriu as portas para DevOps e automação, o 2.3 trouxe o que podemos chamar de "transformação digital de dentro pra fora": APIs nativas, integração com cloud híbrida, suporte a linguagens abertas e gerenciamento autônomo de recursos.

Sim, o z/OS 2.3 é aquele tiozão que um dia programava em Assembler e, do nada, aparece falando Python, gerenciando containers e exportando logs para o Splunk. 😎

Vamos decodificar juntos os avanços, as mudanças de arquitetura e as curiosidades dignas de café e nostalgia.


🧭 1. Contexto histórico — o z/OS na era do z14 e da IA

O z/OS 2.3 foi projetado para o IBM z14, lançado no mesmo ano — uma joia de engenharia com até 170 processadores, 32 TB de memória e suporte completo a cripto on-chip.

Dados principais:

  • 📅 Lançamento: setembro de 2017

  • 🧱 Compatível com: zEnterprise EC12, z13, z13s e z14

  • 🧠 Objetivo central: simplificar, automatizar e conectar o z/OS ao ecossistema híbrido e cognitivo

  • 🧩 Suporte fim (EOS): setembro de 2022

O slogan interno da IBM era quase poético:

“From Stability to Agility.”
Ou seja, transformar a robustez lendária do mainframe em agilidade sem sacrificar confiabilidade.


💾 2. Memória e endereçamento — 64 bits na veia e no coração

O z/OS 2.3 consolidou o modelo 64-bit total, o que significa:

  • Todas as principais áreas do sistema (LPA, CSA, SQA, Pageable link packs) passaram a operar em espaço de 64 bits.

  • Suporte a 2 TB por address space e melhorias no paging inteligente.

  • Memory Objects otimizados com menos overhead em z/Architecture.

📊 Resultado técnico: workloads como DB2 e IMS aumentaram 10 a 15% de throughput apenas pela reorganização do gerenciamento de memória.

💡 Bellacosa Curiosidade: o 2.3 foi o primeiro z/OS que praticamente aposentou o “modo 31 bits” no nível de sistema — mas ele ainda vive escondido em alguns programas legados (sim, aquele Assembler do século passado ainda funciona!).


⚙️ 3. PR/SM, HiperDispatch e créditos de CPU — inteligência no balanceamento

O PR/SM (Processor Resource/System Manager) e o HiperDispatch evoluíram consideravelmente no 2.3:

Destaques técnicos:

  • Dynamic Capping: redistribui créditos de CPU em tempo real com base no workload WLM.

  • SMF 70-1 passou a registrar novos campos de “LPAR entitlements” e “core utilization efficiency”.

  • Workload Manager (WLM) ganhou consciência cognitiva — adaptando pesos automaticamente segundo padrões históricos de uso.

  • PR/SM agora reconhece diferenças entre Integrated Facility for Linux (IFL), zIIP, ICF e CP, otimizando rotas de execução.

🎩 Easter Egg técnico: no SMF 72-3, um novo campo “WLM Decision Cycle Time” foi introduzido — uma pista do nascimento do Intelligent Resource Management, base do z/OS AI Framework do z16.


🧰 4. Aplicativos internos — o z/OS aprende a automatizar a si mesmo

O z/OS 2.3 levou o z/OSMF (z/OS Management Facility) ao próximo nível.
Antes um painel de controle, agora ele era uma plataforma completa de automação e APIs RESTful.

🌐 z/OSMF 2.3 — o cérebro orquestrador:

  • Novo Workflow Editor com suporte a JSON Templates e execução remota.

  • z/OSMF Workflows as a Service — rodar fluxos em outras LPARs.

  • REST APIs públicas para gerenciamento de datasets, JES, e parmlibs.

  • z/OSMF Lite Mode — uma versão enxuta para ambientes de teste e POCs.

  • ZOSMF Plug-ins: começou a era da extensibilidade via plugins customizados.

💬 Bellacosa Nota Técnica: essa mudança abriu espaço para integração nativa com Jenkins, Ansible e UrbanCode Deploy, nascendo o conceito de Mainframe DevOps Pipeline.


🧩 5. Softwares e subsistemas — o ecossistema se reinventa

🔹 JES2 2.3

  • Suporte completo a Unicode e UTF-8.

  • Dynamic Checkpoint Rebuild (não precisava mais reiniciar para reconstruir spool).

  • Novo job hold reason codes (para debugging mais detalhado).

  • Preparado para JES2 running em z/OSMF APIs — sim, o spool agora tinha REST!

🔹 RACF 2.3

  • Autenticação multifator experimental (MFA via IBM TouchToken e RSA).

  • Políticas de senha mais granulares via IRRPRMxx.

  • Novos registros SMF 83 para auditoria de MFA e certificados digitais.

🔹 UNIX System Services

  • OpenSSH 7.4, Python 3.6, Node.js 8 e Zowe compatibility layer.

  • Melhorias no zFS (z/OS File System) com asynchronous write cache.

  • Enhanced fork — 25% mais rápido em execução de scripts longos.

🔹 DFSMS 2.3

  • Tiering automático baseado em ML heuristics.

  • Catalog search engine redesenhado (adeus à lentidão crônica do IDCAMS LISTCAT 😅).

  • DFSMShsm otimizado para fast recall e HSM journaling.


🧠 6. Instruções de máquina e o poder do z14

Com o z14, vieram instruções novas e poderosas, que o z/OS 2.3 aproveitou ao máximo:

  • Crypto on-chip AES-GCM e SHA-3 (sem precisar de Crypto Express externo).

  • Vector Packed Decimal (VPD) — aceleração matemática de 8 a 10x.

  • Hardware-assisted garbage collection para Java.

  • Machine Check Enhancements (MCE): detecção proativa de falhas em memória.

📈 Em benchmarks internos, workloads Java no z/OS 2.3 rodando em z14 mostraram ganhos de 30% de performance, com menos 40% de uso de CPU.


🧩 7. z/OS Connect EE e a era das APIs REST

O z/OS Connect Enterprise Edition (v3) virou cidadão de primeira classe no 2.3.
Com ele, CICS, IMS e DB2 passaram a se comunicar com o mundo moderno via REST e JSON.

  • Suporte nativo a Swagger/OpenAPI 2.0

  • API Toolkit para criação visual de endpoints

  • Conversão automática de COBOL copybooks para JSON

  • Integração direta com API Gateway e IBM DataPower

💬 Bellacosa Curiosidade: durante os testes internos, engenheiros IBM chamavam o z/OS Connect EE de “Alexa do CICS” — porque ele transformava transações em conversas entre sistemas. 😂


🔒 8. Segurança e criptografia — o z/OS mais paranoico da história

O z/OS 2.3 trouxe uma revolução silenciosa na segurança:

  • Pervasive Encryption: suporte completo a datasets criptografados com chaves AES-256 no DFSMS.

  • ICSF (Crypto Services Facility) expandido para ECC e SHA-512.

  • AT-TLS com SNI e suporte a TLS 1.3 (beta).

  • SMF 119 — logs detalhados para auditorias TLS e IPsec.

💡 Bellacosa Insight: foi o primeiro passo para o “zero trust” real no mainframe.


🧙‍♂️ 9. Curiosidades e bastidores (as fofoquices técnicas que a IBM não conta 😏)

  • Internamente, o projeto era chamado de “Project Aurora”, porque o z/OS 2.3 nascia junto ao z14, codinome Mills (em homenagem a Frederick P. Brooks).

  • O time do z/OSMF implementou a primeira interface REST testada via Postman.

  • Foi a primeira vez que o z/OS foi testado rodando em um ambiente virtual distribuído híbrido (z14 + z13).

  • Algumas demos internas mostravam um chatbot RACF — sim, um protótipo de IA respondendo “quem tem acesso ao dataset X?”. 😂


🚀 10. Conclusão — o z/OS 2.3 e o nascimento do Mainframe Híbrido

O z/OS 2.3 é o ponto onde o mainframe deixou de ser apenas um sistema operacional robusto e virou um ecossistema digital inteligente.
Ele abriu caminho para o Zowe, para a observabilidade moderna, e para o DevSecOps mainframe, que hoje são realidade no z/OS 3.x.

💬 O 2.3 foi o último z/OS da velha guarda — e o primeiro da nova geração.
Um verdadeiro divisor de eras entre o batch e o cognitivo, entre o 3270 e o JSON.


Bellacosa Mainframe ☕
🧠 Onde bits têm alma, spool tem ritmo e o JES dança conforme o WLM.
💬 E você, padawan — lembra a primeira vez que rodou um workflow no z/OSMF 2.3 e ele simplesmente funcionou?
Conta aí: foi magia, medo ou “só pode ser bruxaria IBM”? 😄