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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Anatomia Interna do Porteiro Invisível do Reino IBM Z - Parte II

 

Bellacosa Mainframe apresenta o SAF parte II

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 2

SAF – Anatomia Interna do Porteiro Invisível do Reino IBM Z

RACROUTE, VERIFY, FASTAUTH, Return Codes, ACEE e os mecanismos secretos que fazem bilhões de decisões por dia

"O SAF parece simples. Até o dia em que você precisa explicar para um auditor por que um MQOPEN retornou RC=8 às três horas da manhã."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Na Parte 1 descobrimos que o SAF é o porteiro invisível do Reino IBM Z.

Ele não possui usuários.

Ele não possui senhas.

Ele não possui grupos.

Ele não possui perfis.

Mas ele é consultado bilhões de vezes por dia.

A pergunta agora é:

Como o SAF realmente funciona?

Vamos abrir a caixa preta.


O que existe dentro do SAF?

A resposta curta.

Pouco.

A resposta Sysprog.

Muito.


O SAF é composto basicamente por:

Interface de chamadas

Roteador

Serviços

Retornos

Controle de contexto

Integração com ACEE

Comunicação com ESM


O coração do SAF

O principal serviço.

RACROUTE


Praticamente.

O sabre de luz.

Do Security Sysprog.


O que é RACROUTE?

Serviço.

Macrotina.

Interface.

Entre.

Aplicações.

E segurança.


Sintaxe simplificada

RACROUTE REQUEST=AUTH

Ou

RACROUTE REQUEST=VERIFY

Ou

RACROUTE REQUEST=FASTAUTH

Principais REQUESTS

VERIFY

Autenticação


AUTH

Autorização


FASTAUTH

Autorização rápida


EXTRACT

Informações usuário


DEFINE

Criar contexto


DELETE

Remover contexto


STAT

Status


ENVIR

Ambiente


VERIFY

Nosso favorito.


Objetivo.

Criar ACEE.


Exemplo.

TSO Logon.


Fluxo.

USER

↓

TSO

↓

SAF

↓

VERIFY

↓

RACF

↓

ACEE

Resultado.

Usuário autenticado.


AUTH

Verifica.

Pode.

Ou.

Não.


Exemplo.

PROD.DB2.MASTER

Classe.

DATASET


Resultado.

READ


UPDATE


ALTER


CONTROL


NONE


FASTAUTH

Aqui mora.

A mágica.


FASTAUTH.

É.

Um AUTH.

Com turbo.


Menos CPU.


Mais cache.


Menos overhead.


Bilhões.

De chamadas.

Por dia.


Muito utilizado.


CICS


MQ


DB2


Subsystems


O SAF Router

Pouco conhecido.

Muito importante.


Responsável.

Por encaminhar.

Requisições.


Fluxo.

Application

↓

SAF Router

↓

ESM

↓

Response

Sem router.

Nada funciona.


O melhor amigo do SAF

ACEE


SAF ama.

ACEEs.


Por quê?


CPU.


I/O.


Locks.


Performance.


Escalabilidade.


Exemplo

Sem ACEE.

AUTH

↓

RACF

↓

VSAM

↓

CPU

Com ACEE.

AUTH

↓

ACEE

↓

ALLOW

Muito mais rápido.


Return Codes

Sysprog gosta.


RC

RSN


RC comuns

RC=0

Sucesso.


RC=4

Aviso.


RC=8

Negado.


RC=12

Erro.


RC=16

Falha severa.


Exemplo

RC=8

RSN=24

Pode significar.

Perfil.

Ausente.


Grupo.

Incorreto.


Classe.

Inativa.


Reason Codes

Mais detalhados.


Explicam.

O motivo.


São.

Os verdadeiros.

Detetives.

Do SAF.


Como interpretar?

SMF.


IPCS.


zSecure.


IBM manuals.


Security Server.


Classes

SAF trabalha.

Com classes.


Exemplos.

DATASET


FACILITY


OPERCMDS


TCICSTRN


DSNR


JESJOBS


SURROGAT


UNIXPRIV


MQADMIN


Fluxo DB2

SELECT *

FROM CLIENTES

DB2.

SAF.

AUTH.

ACEE.

ALLOW.


Fluxo MQ

MQOPEN

SAF

FASTAUTH

ALLOW


Fluxo USS

SSH

VERIFY

ACEE

Shell


Fluxo CICS

PAY1

AUTH

TCICSTRN

ALLOW


O custo em CPU

Pequeno.


Principalmente.

FASTAUTH.


Muito eficiente.


Memória

Praticamente.

Irrelevante.

Para IBM Z.


O segredo da IBM

Não reinventar.

Segurança.

Em cada produto.


Criar.

Uma API.

Universal.


SAF.


Easter Egg Bellacosa

Pergunte.

Para um Sysprog.

Experiente.


Quem faz mais trabalho?

RACF?

Ou SAF?


Resposta típica.


RACF.

Decide.


SAF.

Trabalha.

Muito mais.


Porque atende.

Todas.

As portas.

Do reino.


Curiosidade

Provavelmente.

O SAF.

É um dos.

Componentes.

Mais executados.

Do zOS.


Sem aparecer.

Na maioria.

Dos monitores.


Sem glamour.


Sem interface.


Sem marketing.


Apenas.

Funcionando.


Dicas para Sysprog Junior

Estude.

RACROUTE.


Aprenda.

FASTAUTH.


Entenda.

ACEE.


Leia.

SMF80.


Pratique.

IPCS.


Use.

zSecure.


Conheça.

Reason Codes.


Como impressionar um arquiteto

Diga.

O SAF não toma decisões de segurança.

Ele apenas.

Orquestra.

A comunicação.

Entre.

Aplicações.

E ESM.


Provavelmente.

A conversa.

Mudará.

De nível.


Analogia Bellacosa ☕

Imagine.

O castelo.


CICS.

DB2.

MQ.

IMS.

USS.

Chegam.

Na portaria.


SAF atende.


Pergunta.

Ao cartório.


Recebe.

Resposta.


Olha.

O crachá.

ACEE.


Libera.

Ou bloqueia.


SMF.

Anota.

Tudo.


Frase Bellacosa Mainframe

"O RACF decide quem entra. O ACEE lembra quem você é. O SMF escreve a história. Mas é o SAF que passa o dia inteiro abrindo e fechando portas dentro do Reino IBM Z."


☕💥 Continua na Parte 3

SAF – Como Funciona na Vida Real

TSO, CICS, IMS, MQ, DB2, USS, JES2, Batch, Started Tasks, exemplos passo a passo, diagramas completos, consumo de CPU, troubleshooting e auditoria.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

💖🌹 Bellacosa Otaku Blog — Parte 45: Corações em Chamas — Expressões Japonesas de Amor e Romance nos Animes 🌹💖

 


💖🌹 Bellacosa Otaku Blog — Parte 45: Corações em Chamas — Expressões Japonesas de Amor e Romance nos Animes 🌹💖


🌸 O idioma que sussurra o coração

(Versão Bellacosa: cada palavra é uma pétala que cai, cada suspiro um segredo compartilhado.)

O japonês tem maneiras delicadas e intensas de expressar sentimentos amorosos.
Nos animes, essas palavras aparecem em confissões, olhares tímidos e dramas arrebatadores.
Aprender o vocabulário do amor japonês é como entrar na mente de um protagonista apaixonado —
onde cada gesto, cada sílaba, pulsa junto com o coração. 💓


💌 1. 愛してる (Aishiteru)

Tradução: “Eu te amo.”
👉 Declaração direta e poderosa, geralmente usada em momentos emocionantes.

📺 Anime vibe: Your Lie in April, Clannad, Toradora!
💬 Exemplo: “Aishiteru… sempre amei você.” 💔

💬 Curiosidade Bellacosa: No Japão, essa frase é rara no dia a dia — usada em grandes confissões, não casualmente.


🌹 2. 大好き (Daisuki)

Tradução: “Gosto muito de você / adoro.”
👉 Mais leve que aishiteru, mas ainda afetuosa e romântica.

📺 Anime vibe: Kimi ni Todoke, My Teen Romantic Comedy SNAFU.
💬 Exemplo: “Daisuki! Quero ficar sempre ao seu lado.” 💖


💌 3. 好き (Suki)

Tradução: “Gosto / tenho carinho por.”
👉 Palavra essencial para primeiras confissões.

📺 Anime vibe: Toradora!, Love Live!, Kaguya-sama: Love is War.
💬 Exemplo: “Suki… desde o primeiro dia em que te vi.” 🌸

Suki é ambíguo: pode ser amizade ou amor, dependendo do contexto e da intensidade do olhar.


😳 4. 恋してる (Koishiteru)

Tradução: “Estou apaixonado / enamorado.”
👉 Romântico, mais poético que suki ou daisuki.

📺 Anime vibe: Your Name, Fruits Basket, Nisekoi.
💬 Exemplo: “Koishiteru… meu coração é seu.” 💫


🥰 5. ツンデレ (Tsundere)

Tradução: “Alguém que alterna entre frio e quente / hostil e carinhoso.”
👉 Tipo de personalidade muito comum em animes românticos.

📺 Anime vibe: Toradora!, Shakugan no Shana, Kaguya-sama: Love is War.
💬 Exemplo: “B-baka… não é como se eu gostasse de você ou algo assim!” 😳

💬 Curiosidade Bellacosa: O charme do tsundere está no contraste entre raiva e ternura — o coração fala mesmo quando a boca nega.


💀 6. ヤンデレ (Yandere)

Tradução: “Amor obsessivo / possessivo extremo.”
👉 Personagem apaixonado que pode ser doce, mas perigoso quando ciumento.

📺 Anime vibe: Future Diary (Mirai Nikki), School Days.
💬 Exemplo: “Só você pode me fazer feliz… ninguém mais tocará você!” 😈


💌 7. 告白 (Kokuhaku)

Tradução: “Confissão de amor.”
👉 O momento clássico onde o protagonista revela seus sentimentos.

📺 Anime vibe: Toradora!, Clannad, Your Lie in April.
💬 Exemplo: “Kokuhaku… eu gosto de você!” 🌸


💖 8. 初恋 (Hatsukoi)

Tradução: “Primeiro amor.”
👉 Simboliza inocência, ternura e memórias eternas.

📺 Anime vibe: Ao Haru Ride, 5 Centimeters per Second.
💬 Exemplo: “Hatsukoi… nunca vou esquecer você.” 💫


🥹 9. 片思い (Kataomoi)

Tradução: “Amor não correspondido / paixão unilateral.”
👉 Um sentimento agridoce, muito explorado nos romances dramáticos.

📺 Anime vibe: Toradora!, Kimi ni Todoke.
💬 Exemplo: “Kataomoi… mas ainda assim, eu gosto de você.” 💔


💌 10. 運命の人 (Unmei no hito)

Tradução: “Pessoa do destino / alma gêmea.”
👉 Usado para descrever o encontro com alguém predestinado.

📺 Anime vibe: Your Name, Clannad, Fruits Basket.
💬 Exemplo: “Você é o unmei no hito que meu coração esperava.” 🌠


💮 Curiosidades Bellacosa:

  • O japonês diferencia níveis de intensidade amorosa: suki < daisuki < aishiteru.

  • Termos como tsundere e yandere descrevem personalidades românticas, não apenas sentimentos.

  • Kokuhaku é quase sempre acompanhado de palmas suadas, coração acelerado e silêncio dramático — clássico de anime!


🌸 Dica Bellacosa:

  • Observe o contexto: um suki tímido pode ser mais poderoso que um aishiteru dito sem emoção.

  • As expressões são tão visuais quanto sonoras — olhares, blush e gestos contam metade da história.

  • Pratique usando em frases de diário ou fanfics para capturar a emoção otaku style. ✍️💖


💘 Conclusão Bellacosa:

No idioma do amor japonês, cada palavra é um sopro de coração.
Cada “suki” é um tímido passo; cada “aishiteru”, um salto no abismo da paixão.
Os animes nos mostram que o romance é feito de nuances, coragem e poesia silenciosa. 🌹

“O coração fala mais alto que a boca — mas no japonês, até o silêncio é uma declaração de amor.” — Bellacosa 💓

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

The Seven Deadly Sins: Dragon's Judgement — O Último Julgamento dos Sete Pecados

 

Bellacosa Mainframe e o the seven deadly sins dragons judgement

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

The Seven Deadly Sins: Dragon's Judgement — O Último Julgamento dos Sete Pecados

Ou: Ban foi buscar a alma do melhor amigo no Purgatório, Meliodas resolveu uma pendência familiar com o Rei dos Demônios, Zeldris descobriu que pai tóxico existe até no Inferno, Merlin abriu uma porta que deveria permanecer fechada e Escanor descobriu que até o Sol um dia precisa se pôr

Toda aplicação antiga chega a um momento particularmente delicado.

Durante anos você acrescentou funções.

Criou interfaces.

Resolveu incidentes.

Adicionou patches.

Descobriu dependências que ninguém documentou.

Trouxe processos mortos de volta à vida.

E então chega o chamado inevitável:

Encerrar o sistema.

Parece simples.

Nunca é.

Porque antes de desligar aquele mainframe narrativo você precisa fechar:

Meliodas e Elizabeth.

Ban e Elaine.

King e Diane.

Zeldris e Gelda.

Escanor e Merlin.

Demon King.

Goddess Clan.

Gowther.

Chaos.

Arthur.

E aproximadamente três mil anos de dívida técnica mitológica.

Bem-vindo a:

The Seven Deadly Sins: Dragon's Judgement

a última temporada da série principal de Nanatsu no Taizai.

E aqui encontramos talvez o problema mais curioso de todo o anime:

a história finalmente chega ao destino justamente quando parte do público já havia descido do ônibus.



🇯🇵 1. O título original

O nome japonês é:

七つの大罪 憤怒の審判

Romanização:

Nanatsu no Taizai: Funnu no Shinpan

O título internacional escolhido foi:

The Seven Deadly Sins: Dragon's Judgement

“Funnu no Shinpan” aproxima-se literalmente de algo como:

Julgamento da Ira

ou:

Julgamento da Fúria.

A versão internacional preferiu Dragon's Judgement, fazendo uma ligação evidente com Meliodas, o:

Dragon's Sin of Wrath.

É apropriado.

Porque esta temporada é essencialmente o julgamento final de:

Meliodas,

sua família,

sua maldição

e tudo aquilo que começou três mil anos antes.


📅 2. Quando estreou?

A temporada estava originalmente planejada para 2020.

Então apareceu um adversário que nem Escanor poderia enfrentar no braço:

COVID-19.

A produção foi adiada.

A estreia japonesa acabou acontecendo em:

13 de janeiro de 2021

pelas emissoras TV Tokyo e BS TV Tokyo.

O último episódio foi exibido em:

23 de junho de 2021.

São:

24 episódios.

A Netflix lançou internacionalmente a primeira metade em junho de 2021 e posteriormente os episódios restantes.

E assim chegamos aos famosos:

100 episódios

da série principal, se contarmos os quatro episódios de Signs of Holy War junto das quatro temporadas completas.


🎨 3. Quem produziu Dragon's Judgement?

O estúdio permaneceu:

Studio Deen

que já havia assumido Wrath of the Gods.

A direção continuou com:

Susumu Nishizawa.

A composição da série ficou com:

Rintarou Ikeda.

A trilha sonora novamente contou com:

Hiroyuki Sawano, KOHTA YAMAMOTO e Takafumi Wada.

Portanto, em vez de trocar novamente toda a infraestrutura depois da temporada anterior, a produção manteve essencialmente a mesma base.

Isso trouxe uma coisa importante:

continuidade.

Mas não necessariamente significou voltar ao padrão visual da A-1 Pictures.


🛠️ 4. A animação melhorou?

Aqui entramos numa discussão interessante.

Depois do desastre de reputação de Wrath of the Gods, qualquer melhoria já seria recebida como:

O SERVIDOR VOLTOU!

E existem críticas contemporâneas reconhecendo melhoria real em Dragon's Judgement, particularmente em algumas lutas e cenas importantes. Outras avaliações consideraram que o resultado ainda estava muito abaixo do auge da franquia.

Ou seja:

melhorou.

Mas:

não apagou a cicatriz.

É como corrigir um grande incidente em produção.

O sistema está funcionando novamente.

Mas o cliente ainda lembra da sexta-feira em que ficou quatro horas fora do ar.


✍️ 5. O autor continua sendo Nakaba Suzuki

A origem de tudo permanece:

Nakaba Suzuki

autor e ilustrador do mangá Nanatsu no Taizai.

O mangá principal foi concluído com:

41 volumes.

A Kodansha mantém a série como completa e classificada como 13+ em sua edição internacional.

E Dragon's Judgement adapta justamente a reta final desse material.

Portanto aqui não estamos diante de filler.

Estamos literalmente chegando às últimas páginas da grande saga.


📖 6. Onde a temporada começa?

A situação está delicada.

Meliodas pretende:

tornar-se Demon King.

Não porque decidiu que conquistar o Inferno seria uma atividade interessante para quarta-feira.

Mas porque acredita que alcançar esse poder pode finalmente permitir:

quebrar a maldição dele e de Elizabeth.

Só existe um problema.

Para tornar-se Demon King...

ele precisa absorver:

os Ten Commandments.

Enquanto isso:

Ban está no Purgatório.

Elizabeth está em perigo.

Estarossa revelou-se Mael.

Zeldris permanece ligado ao pai.

E a Guerra Santa está praticamente entrando nos capítulos finais.


🔥 7. Ban no Purgatório

Aqui acontece um dos melhores arcos de Ban.

Durante boa parte da franquia ele possuía:

imortalidade.

Isso produzia muitas cenas excelentes.

Corta Ban.

Ele regenera.

Explode Ban.

Ele regenera.

Perfura Ban.

Ban reclama.

Mas no Purgatório finalmente encontramos um ambiente tão brutal que:

até a imortalidade começa a parecer pouco.

Ban vai até lá com um objetivo.

Encontrar:

as emoções de Meliodas.

Porque aquilo que foi arrancado do amigo está preso nesse lugar infernal.


🤝 8. Ban e Meliodas — a amizade que sobrevive ao Inferno

É fácil esquecer isso porque Nanatsu possui toneladas de romance.

Mas uma das relações mais importantes de toda a série é:

Ban e Meliodas.

Eles são amigos.

Não “colegas de equipe”.

Não simplesmente dois personagens importantes.

Amigos.

Ban literalmente atravessa o Purgatório para procurar aquilo que resta emocionalmente de Meliodas.

Existe algo muito bonito nisso.

O sujeito conhecido como:

Ganância

faz uma das coisas mais altruístas da história.

Mais uma vez o pecado é uma etiqueta.

Não uma definição.


🐉 9. O Demon King finalmente deixa de ser lenda

Durante muito tempo ouvimos:

Demon King.

Parece uma espécie de administrador supremo do ambiente infernal.

Mas aqui ele finalmente passa a ocupar diretamente a história.

E descobrimos algo perfeitamente previsível:

pai do ano ele não é.

Meliodas e Zeldris não são apenas filhos.

São:

recursos.

recipientes.

instrumentos.

peças de um plano maior.

O Demon King representa uma forma extrema de:

autoridade que considera filhos extensões de si mesma.

E isso será fundamental.


🧠 10. O verdadeiro conflito não é filho contra pai

É:

indivíduo contra controle.

Meliodas quer escolher Elizabeth.

Zeldris quer escolher Gelda.

O Demon King quer escolher por ambos.

A batalha familiar torna-se então quase política.

Quem decide:

quem você ama?

qual será seu destino?

o que você deve sacrificar?

qual papel você ocupará?

É curioso que um anime cheio de explosões termine colocando no centro uma pergunta simples:

quem possui direito sobre a sua vida?


👿 11. Meliodas vira o campo de batalha

O Demon King tenta utilizar Meliodas como:

novo recipiente.

E aqui temos uma das imagens conceituais mais interessantes da temporada.

Enquanto o corpo de Meliodas se torna palco da manifestação do pai...

suas emoções lutam no Purgatório.

Ou seja:

há uma batalha exterior

e uma batalha interior.

O corpo diz uma coisa.

A consciência diz outra.

É quase a versão shōnen de:

PROCESS ACTIVE
OWNER UNKNOWN

🦊 12. Ban finalmente volta

E o Ban que retorna do Purgatório não é exatamente o mesmo Ban que entrou.

Ele passou uma quantidade absurda de tempo subjetivo naquele ambiente.

Seu corpo precisou adaptar-se.

Sua resistência aumentou.

Seu poder aumentou.

E talvez mais importante:

ele amadureceu.

Aquele sujeito que começou a franquia como um ladrão imortal debochado agora é alguém disposto a abrir mão do maior benefício que possuía.


🌳 13. Ban faz sua verdadeira escolha

Elaine está morrendo.

Ban possui:

Fonte da Juventude dentro dele.

Aquilo que lhe proporciona imortalidade.

Então ele escolhe:

dar isso a Elaine.

A Ganância entrega seu maior tesouro.

É provavelmente uma das melhores conclusões simbólicas de personagem da série inteira.

Ban começa definido por:

Greed.

Termina praticando:

desapego.

Não existe muito mais para explicar.

É exatamente assim que um arco deve fechar.


❤️ 14. Ban e Elaine finalmente podem viver

Existem complicações possíveis na leitura da relação entre ambos.

Mas dentro da lógica narrativa de Nanatsu, o fechamento é claro.

Depois de:

separação,

morte,

imortalidade,

Purgatório,

ressurreição,

sofrimento...

os dois finalmente ganham:

tempo juntos.

Curiosamente, aquilo que Ban buscou durante quase toda a obra não era poder.

Era simplesmente:

vida compartilhada.


😈 15. Zeldris deixa de ser simplesmente “irmão malvado”

Quanto mais conhecemos Zeldris...

menos ele parece um vilão convencional.

Sua lealdade ao Demon King possui contexto.

Sua relação com Meliodas possui ressentimento.

Sua grande motivação envolve:

Gelda.

Uma vampira.

Seu amor.

E mais uma vez descobrimos:

os irmãos Meliodas e Zeldris são muito mais parecidos do que gostariam de admitir.

Ambos colocaram o amor acima da ordem imposta pelo pai.


🧛 16. Gelda importa justamente porque torna Zeldris humano

Zeldris passa boa parte da série parecendo:

frio,

disciplinado,

ameaçador,

quase militar.

Então descobrimos Gelda.

E tudo ganha contexto.

O homem que parecia obedecer ao pai pela pura lógica demoníaca também estava:

tentando recuperar alguém que amava.

Isso não absolve tudo que fez.

Mas explica.

E explicação não é absolvição.

Uma distinção narrativa importante.


🧠 17. Mensagem escondida: vilão com motivo continua responsável

Nanatsu trabalha cada vez mais com personagens moralmente complicados.

Zeldris possui motivo.

Gloxinia tinha motivo.

Drole tinha motivo.

Estarossa/Mael tinha contexto.

Gowther tinha objetivos.

Mas possuir razão para alguma coisa não significa:

não possuir responsabilidade.

Talvez essa seja uma das mensagens mais maduras da reta final.

Entender alguém não significa necessariamente concordar com ele.


👑 18. O Demon King ainda não terminou

Você derrota um chefe.

Música de vitória.

Todo mundo respira.

E então o chefe possui:

segunda fase.

Naturalmente.

Estamos num shōnen.

Depois de Meliodas resistir, a questão do Demon King continua através de:

Zeldris.

E aí chegamos à verdadeira luta final contra o pai.

Dois filhos.

Dois caminhos.

Um mesmo sistema de controle.


⚔️ 19. Os Seven Deadly Sins finalmente lutam como Seven Deadly Sins

Uma das coisas satisfatórias na reta final é perceber:

o grupo está completo.

Não estamos mais procurando membros.

Não estamos reconstruindo a equipe.

Não estamos descobrindo quem são.

Agora eles sabem exatamente:

quem são.

Meliodas.

Ban.

King.

Diane.

Gowther.

Merlin.

Escanor.

A história finalmente consegue colocá-los diante de uma ameaça à altura do nome:

The Seven Deadly Sins.


☀️ 20. E então Escanor acende pela última vez

Chegamos aqui.

Precisamos conversar sobre:

Escanor.

Talvez o personagem que melhor sobreviveu à queda de reputação da própria franquia.

Seu poder:

Sunshine.

Sua condição:

quanto mais próximo do meio-dia...

mais poderoso.

Mas existe um problema.

Sua força já está cobrando um preço cada vez maior.

Ele sabe disso.

Todo mundo sabe.

E ainda assim escolhe lutar.


☀️ 21. The One Ultimate

Para enfrentar o Demon King, Escanor ultrapassa seu limite.

Ele já possui:

The One

sua forma do meio-dia.

Mas consegue continuar além daquele instante queimando:

a própria força vital.

Nasce:

The One Ultimate.

Isso é glorioso.

E horrível.

Porque não é power-up gratuito.

É literalmente:

transformar vida em combustível.

O Sol não está apenas fortalecendo Escanor.

Escanor está queimando Escanor.


🧠 22. O verdadeiro pecado do Orgulho termina em humildade

Observe o arco.

Escanor foi apresentado como:

arrogância absoluta.

Então descobrimos:

o homem noturno.

Tímido.

Inseguro.

Gentil.

Apaixonado.

No final, ele sabe perfeitamente:

que vai morrer.

E luta mesmo assim.

Isso não é orgulho no sentido infantil de:

“sou melhor que todo mundo”.

É:

aceitar aquilo que você é e escolher conscientemente como gastar o que lhe resta.

Talvez seja o fechamento mais bonito dos Sete Pecados.


💔 23. Escanor e Merlin

E então vem:

Merlin.

Escanor a amou praticamente durante toda sua participação na série.

Ele sabia que aquilo não era correspondido da mesma maneira.

Mesmo assim:

não transforma isso em raiva.

Não exige recompensa.

Não cobra amor.

No momento final há uma despedida profundamente íntima entre os dois.

E Merlin decide guardar uma marca daquele instante.

É um fechamento surpreendentemente delicado para um personagem que passou temporadas parecendo:

um reator termonuclear com bigode.


☀️ 24. O Sol finalmente se põe

Escanor morre.

E dessa vez:

não é transformação.

Não é truque.

Não é ressurreição imediata.

Não é “ele volta no próximo arco”.

É:

fim.

O pecado do Orgulho termina queimando completamente a própria vida para proteger os outros.

Escanor, talvez mais que qualquer outro personagem, demonstra a inversão moral central de Nanatsu:

o pecado pelo qual alguém é conhecido não define aquilo que ele finalmente escolhe ser.


🧙‍♀️ 25. E então Merlin faz algo que ninguém pediu

Todo mundo pensa:

acabou.

Demon King derrotado.

Maldição resolvida.

Guerra encerrada.

Escanor despedido.

Podemos terminar?

Merlin:

Não.

😂

E aqui acontece uma das decisões mais divisivas do final.

Descobrimos que Merlin possuía:

um objetivo próprio desde muito antes.


🌀 26. Chaos

Bem-vindo ao verdadeiro nível superior da mitologia.

Antes de:

Demon King.

Antes de:

Goddess Supreme.

Existe:

Chaos.

Uma força primordial.

Uma entidade ligada à própria criação daquele mundo.

Merlin deseja:

ressuscitar Chaos.

E para isso precisa de:

Arthur.

O Volume 41 do mangá descreve diretamente essa revelação: a ambição secreta de Merlin culmina no despertar de Arthur como King of Chaos.

Pronto.

Achávamos que havíamos encerrado a aplicação.

Descobrimos um subsistema que ninguém colocou no diagrama de arquitetura.


👑 27. Arthur deixa de ser apenas Rei Arthur

Ao longo da franquia, Arthur parecia destinado a:

Camelot.

Excalibur.

realeza.

lenda arturiana.

Mas Nakaba Suzuki decide ir além.

Arthur torna-se:

King of Chaos.

Isso é fundamental porque prepara diretamente o terreno para aquilo que viria posteriormente:

Four Knights of the Apocalypse.

Portanto Dragon's Judgement termina a história dos Seven Deadly Sins...

mas também inicializa o próximo sistema.


🐈 28. Cath Palug

Aquela criatura aparentemente simpática ligada a Arthur?

Pois então.

Cath

não era apenas mascote.

Ele possui relação com Chaos.

E naturalmente acaba tornando-se:

problema.

Porque em Nanatsu no Taizai até o animal aparentemente fofinho pode eventualmente tentar absorver uma entidade primordial.

Hawk deveria ter preparado um treinamento.


🧠 29. A mensagem escondida de Merlin

Merlin talvez seja o personagem mais perigoso da obra.

Não necessariamente por poder.

Mas por:

curiosidade.

Seu pecado é:

Gluttony.

Gula.

Mas não gula por comida.

Ela possui fome por:

conhecimento.

E conhecimento possui uma característica terrível.

Quando você descobre uma coisa...

surge outra pergunta.

Depois outra.

Depois outra.

Merlin não quer simplesmente compreender o mundo.

Quer chegar:

antes do próprio mundo.


🧠 30. Conhecimento não é sabedoria

Esta talvez seja a conclusão temática de Merlin.

Ela sabe mais do que quase todo mundo.

Planeja mais longe que quase todo mundo.

Manipula acontecimentos.

Conhece magia.

Entende entidades antigas.

E mesmo assim...

isso não significa que todas suas escolhas sejam sábias.

Existe uma diferença gigantesca entre:

“eu consigo fazer isso”

e

“eu deveria fazer isso”.

Todo programador, cientista e engenheiro deveria imprimir essa frase.


❤️ 31. Meliodas e Elizabeth finalmente conseguem aquilo que queriam

Depois de três mil anos.

Reencarnações.

Mortes.

Maldição.

Guerras.

Demon King.

Goddess Supreme.

Finalmente:

Meliodas e Elizabeth podem ficar juntos.

É engraçado.

Depois de centenas de batalhas, o objetivo final é incrivelmente simples.

Não é dominar Britannia.

Não é tornar-se rei supremo.

Não é obter poder infinito.

É:

parar de perder a pessoa que você ama.


👑 32. Meliodas deixa Britannia?

O final também prepara a evolução natural de vários personagens.

Meliodas e Elizabeth caminham para uma nova vida.

Relacionamentos se estabilizam.

Reinos mudam.

O mundo entra numa nova fase.

E posteriormente veremos consequências disso em:

Four Knights of the Apocalypse.

O final não congela Britannia.

Ele:

passa o bastão.


🧚 33. King e Diane

Depois de uma quantidade quase criminosa de:

memória perdida,

constrangimento,

ciúme,

quase namoro,

guerra,

viagem temporal,

fadas,

gigantes...

King e Diane finalmente conseguem avançar.

O arco dos dois representa algo fundamental:

identidade + pertencimento.

King precisava tornar-se realmente rei.

Diane precisava aceitar quem era.

Somente então a relação entre ambos poderia deixar de ser apenas:

“os dois gostam um do outro mas o roteiro inventará um problema.”


🐐 34. Gowther

Gowther talvez seja um dos Pecados que mais mudou.

Começou como:

quase uma máquina observando emoções humanas.

Fez coisas moralmente terríveis.

Manipulou memórias.

Tentou entender sentimentos como variáveis.

No fim:

aprende empatia.

Isso não apaga aquilo que fez.

Mas completa sua trajetória.

A Luxúria termina entendendo que:

sentimento não é dado que pode ser simplesmente sobrescrito.


🐷 35. Hawk continua sendo Hawk

Depois de:

Demon King.

Chaos.

Purgatório.

Deusas.

Demônios.

Guerra Santa.

Arthur.

Maldições.

Existe uma constante universal:

Hawk.

A criatura sobrevive à franquia com aquilo que talvez seja a habilidade definitiva:

não levar nada tão a sério quanto deveria.

Toda história épica precisa de alguém para lembrar que os grandes heróis também precisam comer.


⚔️ 36. O que Dragon's Judgement tem de diferente?

Esta temporada possui uma característica que nenhuma das anteriores tinha.

Ela não está:

abrindo mistérios.

Está:

fechando-os.

Primeira temporada:

Quem são os Pecados?

Revival of the Commandments:

Quem são os demônios?

Wrath of the Gods:

O que aconteceu três mil anos atrás?

Dragon's Judgement:

E agora?

Agora temos de pagar tudo aquilo que a narrativa financiou durante anos.

Toda promessa precisa de resolução.


🧠 37. Mensagem escondida: você não é seu pai

Meliodas e Zeldris passam grande parte da vida definidos pelo Demon King.

Mas ambos eventualmente precisam responder:

sou aquilo que ele planejou que eu fosse?

A resposta é:

não.

É uma das mensagens mais simples e poderosas da temporada:

origem não é destino.

Você pode herdar:

nome,

poder,

família,

história.

Mas escolha continua sendo sua.


🧠 38. Mensagem escondida: imortalidade não vale mais que uma vida compartilhada

Ban abre mão da imortalidade.

Isso fecha uma pergunta presente desde seu aparecimento.

Ele passou anos incapaz de morrer.

No início parece:

vantagem absoluta.

No fim entendemos:

não.

Porque viver para sempre sem Elaine não era aquilo que Ban queria.

Sua escolha final diz:

uma vida finita com alguém pode valer mais do que eternidade sozinho.

Bonito.

E surpreendentemente pouco shōnen.


🧠 39. Mensagem escondida: sacrifício só tem valor quando é escolha

Escanor não é obrigado a utilizar sua vida.

Ele escolhe.

Ban não é obrigado a abrir mão da imortalidade.

Ele escolhe.

Meliodas não precisa desafiar o pai.

Escolhe.

Zeldris escolhe Gelda.

King escolhe responsabilidade.

Diane escolhe seu próprio caminho.

A temporada inteira é construída sobre:

escolhas.

O contrário dos Mandamentos.

Mandamentos eram regras impostas.

O final é sobre:

decisão pessoal.


🧠 40. Talvez esse seja o grande arco de Nanatsu

No começo da história todo mundo possuía um rótulo:

Ira.

Ganância.

Inveja.

Preguiça.

Luxúria.

Gula.

Orgulho.

Depois passamos cem episódios descobrindo:

eles não são os rótulos.

Eles são aquilo que fizeram depois deles.

É praticamente uma obra inteira sobre:

redenção.


🩸 41. E a censura?

Aqui existe uma diferença importante em relação a Wrath of the Gods.

Dragon's Judgement não ficou marcada por uma grande controvérsia de censura comparável ao famoso sangue branco.

A violência continua presente.

Temos:

sangue,

mortes,

combates,

ferimentos

e temas bastante pesados.

Mas o grande incidente visual associado à censura permanece principalmente ligado à temporada anterior.

Uma avaliação retrospectiva de Dragon's Judgement inclusive observa explicitamente que aquela censura do sangue não se repete da mesma maneira aqui.

Ou seja:

o departamento do leite aparentemente foi desligado.

Graças aos deuses.

Ou demônios.

Escolha seu clã.


🔞 42. Classificação e gênero

A Netflix apresenta The Seven Deadly Sins como:

TV-14

e classifica a série entre:

Shōnen Anime, Action Anime, Fantasy Anime e séries baseadas em mangá.

A Kodansha classifica o mangá em inglês como:

13+.

No Brasil, a JBC registra o mangá como:

14 anos.

Os gêneros principais são:

ação, aventura, fantasia, sobrenatural, drama, romance, comédia e shōnen.

Mas a reta final é muito mais:

fantasia épica

do que a aventura medieval relativamente simples da primeira temporada.


📚 43. O mangá

O mangá principal possui:

41 volumes.

E o último volume é particularmente relevante para esta temporada.

Nele encontramos:

Merlin,

Arthur,

Chaos,

a reta final dos Seven Deadly Sins

e a preparação para aquilo que viria depois.

A própria Kodansha apresenta o Volume 41 como o fechamento envolvendo a ambição secreta de Merlin e o despertar de Arthur como King of Chaos.

Se você chegou ao final do anime e pensou:

Gostei, mas isso pareceu rápido...

o mangá é provavelmente a melhor forma de revisitar aquela parte.


📖 44. E as novels?

A franquia também possui romances derivados.

Entre os títulos relacionados ao universo estão histórias que expandem:

personagens,

passados,

episódios paralelos

e momentos que não constituem necessariamente a narrativa central.

Mas novamente:

Dragon's Judgement não é adaptação de light novel.

Sua fonte continua sendo:

o mangá de Nakaba Suzuki.

As novels são material adicional.

Para o espectador casual:

dispensáveis.

Para o arqueólogo de franquia:

café extra.


🎮 45. E os games?

O universo já estava plenamente estabelecido em videogames.

Temos:

The Seven Deadly Sins: Knights of Britannia

para PlayStation 4.

E principalmente:

The Seven Deadly Sins: Grand Cross.

A própria Kodansha destaca Grand Cross como RPG cinematográfico lançado pela Netmarble e baseado no universo de Nanatsu.

Personagens dessa reta final são perfeitos para jogos:

Demon King Meliodas.

Zeldris.

Mael.

Escanor.

The One.

Merlin.

Chaos Arthur.

Ban pós-Purgatório.

É praticamente uma fábrica de:

SSR.

O mangaká escreve tragédia.

O departamento de gacha olha e pergunta:

— Dá para fazer três versões diferentes?


🎬 46. E o anime não termina exatamente aqui

Existe ainda:

The Seven Deadly Sins: Cursed by Light

filme lançado em 2021.

Ele se passa após os grandes acontecimentos da série e funciona como uma espécie de aventura adicional ligada ao encerramento da era dos Pecados.

A Netflix lançou o longa internacionalmente em 1º de outubro de 2021.

Depois ainda tivemos:

Grudge of Edinburgh

e, finalmente:

Four Knights of the Apocalypse.

Ou seja:

o anime principal termina.

Britannia não.


🐎 47. Four Knights of the Apocalypse

A continuação é:

Mokushiroku no Yonkishi

ou:

The Seven Deadly Sins: Four Knights of the Apocalypse.

Nakaba Suzuki continua no mesmo universo, mas passa o protagonismo para uma nova geração.

A própria Kodansha define a série como continuação das aventuras no mundo de The Seven Deadly Sins.

E aquilo que parecia estranho no final de Dragon's Judgement — especialmente:

Chaos,

Arthur,

Merlin —

faz muito mais sentido quando percebemos:

era preparação.


🌍 48. Impacto cultural

Aqui precisamos separar:

a temporada

da:

franquia.

Dragon's Judgement não recuperou completamente o domínio cultural que Nanatsu teve em seus melhores anos.

Parte do público já havia abandonado a adaptação.

A reputação da animação havia sido profundamente atingida.

Concorrentes visualmente impressionantes estavam surgindo.

Mas a franquia continuava enorme.

Hoje a própria Kodansha informa que The Seven Deadly Sins, somado à continuação Four Knights of the Apocalypse, ultrapassou:

55 milhões de cópias impressas

e foi publicado em mais de 18 países.

Isso coloca as coisas em perspectiva.

Podemos dizer:

“Nanatsu perdeu relevância.”

Não podemos dizer:

“Nanatsu foi pequeno.”

Nunca foi.


☀️ 49. Escanor ganhou da própria série

Existe um fenômeno fascinante.

A série acabou.

A reputação caiu.

Algumas temporadas envelheceram mal.

Mas Escanor ficou.

Personagens às vezes ultrapassam as obras que os criaram.

E Escanor conseguiu isso.

Seu encerramento em Dragon's Judgement provavelmente ajudou.

Ele não teve:

um casamento feliz,

um reino,

uma continuação confortável.

Teve:

um pôr do sol.

E isso é poeticamente perfeito.


📉 50. Por que o final não teve o impacto que poderia?

Vários fatores.

Primeiro:

fadiga.

A história já tinha acumulado enorme quantidade de:

transformações,

níveis,

reviravoltas,

maldições,

clãs,

ressurreições.

Segundo:

a reputação visual anterior.

Parte dos espectadores simplesmente não voltou.

Terceiro:

Chaos parece outro final depois do final.

Você derrota Demon King.

Naturalmente pensa:

acabou.

Então:

MERLIN.EXE inicia.

Chaos.

Arthur.

Cath.

Isso pode produzir sensação de:

Espere... não havíamos terminado?

É um problema real de ritmo.


🧯 51. O famoso problema do “último chefe depois do último chefe”

Muitos RPGs fazem isso.

Você passa cinquenta horas preparando-se para:

THE DARK LORD.

Derrota.

Aí aparece:

THE TRUE DARK LORD.

Derrota.

Então:

THE PRIMAL CREATOR BEYOND EXISTENCE.

Em algum momento você pergunta:

— Podemos ir para casa?

😂

Dragon's Judgement sofre um pouco disso.

Demon King possui peso suficiente para encerrar a série.

Chaos abre imediatamente outra janela.

Como preparação para a continuação:

funciona.

Como final isolado:

é divisivo.


🎭 52. O que Dragon's Judgement fez muito bem

Quando acerta, acerta forte.

Principalmente:

Ban no Purgatório.

Ban abrindo mão da imortalidade.

Meliodas e Zeldris contra o pai.

Zeldris e Gelda.

Escanor.

King e Diane.

Merlin revelando sua verdadeira motivação.

Arthur e Chaos.

São vários pagamentos narrativos importantes.

Existe satisfação em finalmente ver peças antigas encaixarem.


🎭 53. O que não funcionou tão bem

Primeiro:

o ritmo é acelerado.

Existe muita história para 24 episódios.

Segundo:

o Demon King é menos interessante como personalidade do que como conceito.

Terceiro:

Chaos parece enxertado quando visto sem a continuação.

Quarto:

a animação melhora comparada aos piores momentos da temporada anterior, mas ainda não recupera consistentemente o impacto visual do período A-1 Pictures.

E finalmente:

muitas ressurreições anteriores reduziram o peso da morte.

Por isso a morte definitiva de Escanor é tão importante.

Ela devolve consequência.


🧠 54. A maior mensagem oculta talvez seja sobre liberdade

Olhe os principais arcos.

Meliodas precisa libertar-se do pai.

Elizabeth precisa libertar-se da maldição.

Zeldris precisa libertar-se do pai.

Ban precisa libertar-se da obsessão pela imortalidade.

King precisa libertar-se da culpa.

Diane precisa libertar-se da insegurança.

Gowther precisa libertar-se de sua incapacidade emocional.

Escanor precisa aceitar aquilo que é.

Merlin...

bem.

Merlin abre outra porta.

Sempre tem alguém.

😂

A história inteira converge para:

liberdade é poder escolher aquilo que fazemos com nossa própria vida.


🥋 55. Classificação Bellacosa Mainframe

Vamos colocar a última temporada no diagnóstico.

História: 8/10
Personagens: 8,5/10
Ban: 9,5/10
Meliodas e Zeldris: 9/10
Demon King: 7,5/10
Merlin: 8,5/10
Chaos: 7/10 isoladamente, mais interessante considerando a continuação
Trilha sonora: 8,5/10
Animação: 6,5/10
Ritmo: 7/10
Fechamento emocional: 8,5/10
Escanor: ☀️/10

Nota geral Bellacosa Mainframe:

8/10

Melhor que Wrath of the Gods como experiência geral.

Não recupera completamente o auge visual.

Mas oferece vários dos melhores fechamentos emocionais da franquia.


🌀 56. Easter egg para quem chegou até aqui

Pense nos Sete Pecados.

O nome sugere:

sete pessoas defeituosas.

Mas veja como terminam.

Ban, Ganância, abre mão da eternidade.

King, Preguiça, assume responsabilidade.

Diane, Inveja, aceita quem é.

Gowther, Luxúria, aprende empatia.

Escanor, Orgulho, sacrifica-se.

Meliodas, Ira, escolhe não repetir o pai.

E:

Merlin, Gula...

continua faminta.

Ah.

Uma precisava manter a marca.

😂

Mas talvez essa seja justamente a ideia.

Redenção não transforma alguém num santo.

Transforma alguém numa pessoa capaz de:

escolher melhor.


☕ Epílogo — o último shutdown nunca é realmente o último

Chegamos a cem episódios.

Três mil anos de guerra.

Quatro clãs.

Sete Pecados.

Dez Mandamentos.

Um Demon King.

Uma Goddess Supreme.

Uma maldição.

Um Purgatório.

Um Rei Arthur.

Um Chaos.

E um porco.

Principalmente:

um porco.

O job final começa.

IEF403I DEMONKING STARTED
IEF404I DEMONKING ENDED

IEF403I CURSE_REMOVAL STARTED
IEF404I CURSE_REMOVAL ENDED

IEF403I ESCANOR STARTED
IEF404I ESCANOR...

Silêncio.

Alguém olha para o console.

O Sol se põe.

Então o sistema continua:

IEF403I CHAOS STARTED

Merlin.

Naturalmente.

Você acreditava que estava desligando a aplicação.

Ela estava apenas entregando processamento para:

a próxima geração.

Essa é talvez a definição perfeita de Dragon's Judgement.

Não é somente:

o final de The Seven Deadly Sins.

É o momento em que a franquia deixa de perguntar:

Quem são esses sete criminosos?

e começa a perguntar:

O que o mundo será depois deles?

Meliodas finalmente ganhou sua vida com Elizabeth.

Ban encontrou Elaine.

King encontrou Diane.

Zeldris encontrou Gelda.

Gowther encontrou humanidade.

Merlin encontrou Chaos.

E Escanor...

Escanor encontrou o único adversário que nem mesmo o homem mais poderoso de Britannia poderia derrotar.

O fim do dia.

E curiosamente ele não tentou fugir.

Olhou para o pôr do Sol.

Aceitou.

E foi embora como viveu:

convencido de que ninguém poderia ter feito melhor.

Talvez estivesse certo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Os 100 Maiores Mangakás do Japão : Quando um Programador COBOL Descobre que os Mangás Também Foram Escritos por Arquitetos de Sistemas Humanos

 

Bellacosa Mainframe apresenta os 100 maiores mangakas do Japão

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Os 100 Maiores Mangakás do Japão

Quando um Programador COBOL Descobre que os Mangás Também Foram Escritos por Arquitetos de Sistemas Humanos

"Todo programa possui um autor. Todo mangá possui um mangaká. E alguns deles reprogramaram a imaginação da humanidade inteira."


Introdução

Existe um enorme equívoco entre quem começa a conhecer a cultura japonesa.

Muitos acreditam que o anime é a obra principal.

Não é.

Na maioria das vezes o anime é apenas a compilação.

O verdadeiro "código-fonte" encontra-se no mangá.

E por trás dele existe uma figura quase mítica.

O mangaká.

No universo Bellacosa Mainframe costumo comparar um mangaká a um arquiteto de sistemas IBM Z.

Ele não apenas escreve linhas.

Ele projeta um universo inteiro.

Cada personagem funciona como um módulo.

Cada arco narrativo parece um Batch.

Cada volume lembra um Release.

Cada capítulo entrega novas funcionalidades.

E, curiosamente, alguns desses projetos permanecem em produção durante quarenta anos...

Sem downtime.

Sem rollback.

Sem perder usuários.

Isso é engenharia de software aplicada à imaginação.

Hoje faremos uma homenagem aos 100 maiores mangakás japoneses, homens e mulheres que mudaram a história da literatura ilustrada mundial.


Bellacosa Mainframe e os personagens lendarios dos mangas

Os 100 maiores mangakás japoneses

MangakáPrincipal obraGêneroAno
1. Osamu TezukaAstro BoyFicção científica1952
2. Osamu TezukaBlack JackDrama médico1973
3. Akira ToriyamaDragon BallShounen1984
4. Akira ToriyamaDr. SlumpComédia1980
5. Naoko TakeuchiSailor MoonMagical Girl1991
6. Rumiko TakahashiUrusei YatsuraComédia romântica1978
7. Rumiko TakahashiRanma ½Comédia1987
8. Rumiko TakahashiInuYashaFantasia1996
9. Eiichiro OdaOne PieceAventura1997
10. Masashi KishimotoNarutoShounen1999
11. Tite KuboBleachAção2001
12. Hajime IsayamaAttack on TitanDark Fantasy2009
13. Kentaro MiuraBerserkDark Fantasy1989
14. Go NagaiDevilmanHorror1972
15. Go NagaiMazinger ZMecha1972
16. Leiji MatsumotoGalaxy Express 999Sci-Fi1977
17. Leiji MatsumotoCaptain HarlockSpace Opera1977
18. Shotaro IshinomoriCyborg 009Sci-Fi1964
19. Shotaro IshinomoriKamen RiderTokusatsu1971
20. Fujiko F. FujioDoraemonInfantil1969
21. Fujiko Fujio ANinja HattoriComédia1964
22. Monkey PunchLupin IIIAventura1967
23. Tsukasa HojoCity HunterAção1985
24. Tsukasa HojoCat's EyeMistério1981
25. Buichi TerasawaCobraSpace Opera1978
26. Riyoko IkedaRosa de VersalhesHistórico1972
27. Kaoru KurimotoGuin SagaFantasia1979
28. CLAMPCardcaptor SakuraMagical Girl1996
29. CLAMPXFantasia1992
30. CLAMPxxxHolicSobrenatural2003
31. Yuu WataseFushigi YuugiIsekai1992
32. Hiro MashimaFairy TailFantasia2006
33. Hiro MashimaRave MasterFantasia1999
34. Yoshihiro TogashiYu Yu HakushoAção1990
35. Yoshihiro TogashiHunter x HunterAventura1998
36. Tsugumi OhbaDeath NoteSuspense2003
37. Takeshi ObataHikaru no GoEsporte1998
38. Yusei MatsuiAssassination ClassroomComédia2012
39. Koyoharu GotougeDemon SlayerShounen2016
40. Gege AkutamiJujutsu KaisenDark Fantasy2018
41. Kohei HorikoshiMy Hero AcademiaSuper-heróis2014
42. Haruichi FurudateHaikyuu!!Esporte2012
43. Takehiko InoueSlam DunkBasquete1990
44. Takehiko InoueVagabondHistórico1998
45. Takehiko InoueRealDrama1999
46. Naoki UrasawaMonsterSuspense1994
47. Naoki Urasawa20th Century BoysMistério1999
48. Naoki UrasawaPlutoSci-Fi2003
49. Makoto YukimuraVinland SagaHistórico2005
50. Makoto YukimuraPlanetesSci-Fi1999
51. Junji ItoUzumakiHorror1998
52. Junji ItoTomieHorror1987
53. Kazuo UmezuThe Drifting ClassroomHorror1972
54. Hideshi HinoHell BabyHorror1982
55. BoichiDr. StoneSci-Fi2017
56. Riichiro InagakiEyeshield 21Esporte2002
57. Riichiro InagakiDr. StoneCiência2017
58. Yasuhisa HaraKingdomHistórico2006
59. Sui IshidaTokyo GhoulHorror2011
60. Shinichi SakamotoInnocentHistórico2013
61. Hiroya OkuGANTZFicção científica2000
62. Hiroya OkuInuyashikiSci-Fi2014
63. Yusuke MurataOne Punch ManAção2012
64. ONEMob Psycho 100Sobrenatural2012
65. ONEOne Punch ManSuper-herói2009
66. Hirohiko ArakiJoJo's Bizarre AdventureAventura1987
67. Kazushi HagiwaraBastard!!Dark Fantasy1988
68. Kaoru MoriEmmaRomance2001
69. Kaoru MoriOtoyomegatariHistórico2008
70. Adachi MitsuruTouchRomance1981
71. Mitsuru AdachiCross GameEsporte2005
72. Gosho AoyamaDetective ConanMistério1994
73. Nobuhiro WatsukiSamurai XSamurai1994
74. Hiroaki SamuraBlade of the ImmortalSamurai1993
75. Daisuke AshiharaWorld TriggerSci-Fi2013
76. Yuki TabataBlack CloverFantasia2015
77. Negi HarubaThe Quintessential QuintupletsRomance2017
78. Aka AkasakaKaguya-samaRomance2015
79. Aka AkasakaOshi no KoDrama2020
80. Mengo YokoyariOshi no KoDrama2020
81. Ken AkamatsuLove HinaRomance1998
82. Ken AkamatsuNegima!Fantasia2003
83. Yabako SandrovichKengan AshuraArtes Marciais2012
84. DaromeonKengan AshuraArtes Marciais2012
85. Rei HiroeBlack LagoonAção2002
86. Q HayashidaDorohedoroDark Fantasy2000
87. Daisuke SatōHighschool of the DeadHorror2006
88. Shūzō OshimiBlood on the TracksDrama2017
89. Yuki MidorikawaNatsume YuujinchouSobrenatural2003
90. Kei SanbeErasedSuspense2012
91. Shin KibayashiKindaichiMistério1992
92. Ryoichi IkegamiCrying FreemanAção1986
93. BuronsonHokuto no KenPós-apocalíptico1983
94. Tetsuo HaraHokuto no KenAção1983
95. Masamune ShirowGhost in the ShellCyberpunk1989
96. Kia AsamiyaSilent MöbiusCyberpunk1988
97. Yoshikazu YasuhikoGundam: The OriginMecha2001
98. Sanpei ShiratoKamui DenHistórico1964
99. George MorikawaHajime no IppoEsporte1989
100. Haro AsoAlice in BorderlandSuspense2010

O que todos eles possuem em comum?

É curioso perceber que, embora trabalhem em gêneros completamente diferentes, praticamente todos seguem a mesma arquitetura criativa.

Primeiro nasce a ideia.

Depois vem o protagonista.

Em seguida o universo.

Depois as regras daquele universo.

Somente então começam os capítulos.

É exatamente como desenvolver um grande sistema corporativo.

Não se começa escrevendo código.

Começa-se modelando o problema.

Os grandes mangakás fazem exatamente isso.


Os verdadeiros arquitetos da cultura pop

Hollywood influenciou o mundo.

Mas os mangakás fizeram algo diferente.

Eles criaram propriedades intelectuais capazes de atravessar gerações.

Dragon Ball.

One Piece.

Naruto.

Berserk.

Sailor Moon.

JoJo.

Monster.

Doraemon.

Captain Harlock.

Lupin III.

Ghost in the Shell.

Cada uma dessas obras gerou animes, filmes, games, brinquedos, parques temáticos, trilhas sonoras, colecionáveis e bilhões de dólares em licenciamento.

Mas tudo começou com alguém sentado diante de uma folha em branco.


Um Easter Egg Bellacosa

Imagine um Data Center.

Agora substitua os servidores por pranchetas.

Os bancos de dados por cadernos de rascunho.

Os compiladores por penas G.

Os deploys por capítulos semanais.

O debugger?

Os próprios leitores.

Se um capítulo não funciona...

Milhões de japoneses descobrem isso na semana seguinte.

Poucos desenvolvedores possuem um ambiente de produção tão severo quanto a revista Weekly Shōnen Jump, onde a permanência de uma série depende continuamente da aprovação dos leitores. Ali, cada capítulo precisa convencer o público de que merece continuar existindo.


Conclusão

Os cem mangakás homenageados representam muito mais do que excelentes desenhistas. Eles são arquitetos de mundos, roteiristas, designers de personagens, pesquisadores, cronistas da sociedade japonesa e, acima de tudo, contadores de histórias que transformaram tinta sobre papel em patrimônio cultural da humanidade.

Para um programador COBOL, existe uma lição valiosa escondida entre essas páginas. Assim como um sistema legado continua executando processos críticos por décadas quando foi bem projetado, uma grande obra também atravessa gerações quando possui fundamentos sólidos. A tecnologia muda, os compiladores evoluem, novas linguagens surgem, mas uma boa arquitetura permanece. O mesmo acontece com os mangás.

Osamu Tezuka ensinou que a inovação nasce da curiosidade. Akira Toriyama mostrou que simplicidade pode conquistar o planeta. Kentaro Miura provou que profundidade artística exige paciência. Rumiko Takahashi revelou que humor e emoção podem coexistir. Eiichiro Oda demonstrou que planejamento de longo prazo pode sustentar uma narrativa por mais de um quarto de século.

Talvez essa seja a maior conexão entre um mainframe IBM Z e um grande mangá: ambos foram construídos para resistir ao tempo. Enquanto servidores processam bilhões de transações silenciosamente, as páginas desenhadas por esses mestres continuam processando bilhões de emoções em leitores de todas as idades.

No fim das contas, cada mangaká desta lista escreveu muito mais do que histórias. Eles deixaram um legado que continua inspirando artistas, programadores, cineastas e sonhadores. E, para quem aprecia a cultura japonesa, conhecer seus criadores é tão importante quanto conhecer seus personagens, pois é ali, nas mãos desses verdadeiros mestres, que o "código-fonte" da imaginação ganha vida.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Isekai Maou to Shoukan Shoujo no Dorei Majutsu Ω :uando um Programador COBOL Descobre que o Ambiente de Homologação Virou Produção...

 

Bellacosa Mainframe e a segunda temporada de isekai maou

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Isekai Maou to Shoukan Shoujo no Dorei Majutsu Ω (異世界魔王と召喚少女の奴隷魔術Ω)

Quando um Programador COBOL Descobre que o Ambiente de Homologação Virou Produção... e Agora Precisa Administrar um SYSADM, uma Igreja e um Rei Demônio ao Mesmo Tempo


Ficha Técnica

Título Original

異世界魔王と召喚少女の奴隷魔術Ω

(Isekai Maou to Shoukan Shoujo no Dorei Majutsu Ω)

Título Internacional

How NOT to Summon a Demon Lord Ω

Autor Original

Yukiya Murasaki

Ilustrações da Light Novel

Takahiro Tsurusaki

Baseado na Light Novel

Volumes 4 a 6 (com adaptações e condensações de eventos)


Lançamento

Estreia

9 de abril de 2021

Final

11 de junho de 2021

Quantidade de episódios

10 episódios


Studio

Diferentemente da primeira temporada, produzida apenas pelo Ajia-do Animation Works, a sequência ficou sob responsabilidade de uma coprodução entre:

  • Tezuka Productions

  • Okuruto Noboru

A troca de estúdio trouxe personagens com traços mais suaves, animações mais coloridas e um ritmo narrativo mais acelerado. Embora a qualidade visual permaneça consistente, muitos fãs sentiram falta da direção mais equilibrada da primeira temporada.


Gêneros

  • Isekai

  • Fantasia

  • RPG

  • Aventura

  • Ecchi

  • Harém

  • Comédia

  • Magia

  • Ação

Classificação Indicativa

+16 anos


Sinopse

Depois de impedir o retorno do Rei Demônio Krebskulm e salvar Rem, Diablo continua vivendo como o autoproclamado Rei Demônio.

Sua nova rotina, porém, é interrompida quando conhece Lumachina Weselia, a Alta Sacerdotisa da Igreja.

Ela descobre uma conspiração envolvendo corrupção religiosa, perseguições políticas e disputas pelo controle espiritual do continente.

Como sempre...

Diablo só queria continuar vivendo tranquilamente.

Mas acaba envolvido em outra guerra.


Resumo da História

A segunda temporada muda bastante o foco.

Enquanto a primeira era centrada em guildas, aventuras e monstros, Ω amplia o universo com questões políticas e religiosas.

Lumachina foge da própria igreja após descobrir que altos sacerdotes manipulam a fé para obter poder.

Durante a fuga encontra Diablo.

Naturalmente...

Ele acaba se tornando seu protetor.

Ao longo da jornada surgem:

  • fanáticos religiosos;

  • demônios antigos;

  • magia sagrada;

  • experimentos proibidos;

  • corrupção institucional;

  • conflitos entre diferentes reinos.


Personagens Principais

Diablo (Takuma Sakamoto)

Continua sendo absurdamente poderoso.

Mas aos poucos demonstra crescimento emocional.

Começa a confiar mais nas pessoas e a agir menos apenas como um personagem de RPG.


Rem Galleu

Continua sendo uma das principais companheiras.

Nesta temporada recebe menos foco que anteriormente, mas mantém papel importante como voz da razão do grupo.


Shera L. Greenwood

Mantém o humor leve da série.

Seu relacionamento com Diablo evolui gradualmente.


Lumachina Weselia

Grande destaque da temporada.

Alta Sacerdotisa.

Extremamente bondosa.

Idealista.

Representa uma fé verdadeira que entra em conflito com líderes religiosos corruptos.

É provavelmente a personagem mais desenvolvida desta temporada.


Rose

Uma Maid Mecânica (Magimatic Maid).

Inicialmente parece apenas um alívio cômico.

Mas demonstra enorme força e extrema lealdade.

Rapidamente tornou-se uma das personagens favoritas entre os fãs.


Horn

A pequena demônio continua aparecendo como importante aliada e oferece momentos de humor e amizade ao grupo.


O que muda na Segunda Temporada?

A principal mudança é o tom.

A primeira temporada seguia fortemente a estrutura clássica de MMORPG.

Agora a narrativa passa a explorar:

  • religião;

  • corrupção;

  • ética;

  • poder político;

  • responsabilidade dos governantes;

  • abuso institucional.

O ecchi continua presente, mas divide espaço com conflitos mais sérios.


As Aventuras

Diablo enfrenta:

  • bispos corruptos;

  • cavaleiros sagrados;

  • monstros gigantes;

  • magia divina;

  • experimentos demoníacos;

  • cidades religiosas;

  • perseguições políticas;

  • criaturas lendárias.

O grupo atravessa novos territórios, ampliando o conhecimento sobre a geografia e as diferentes culturas do mundo.


Temáticas

A segunda temporada apresenta temas mais maduros.

Corrupção institucional

Nem toda organização criada para proteger pessoas permanece pura.


Fanatismo

A fé pode ser usada tanto para salvar quanto para controlar.


Responsabilidade

Quanto mais poderoso alguém se torna...

Maior sua responsabilidade.


Liderança

Diablo começa a agir menos como um jogador e mais como um verdadeiro líder.


Solidão

Mesmo cercado por amigos...

Takuma ainda luta contra sua dificuldade de interação social.


As Mensagens Ocultas

Conhecimento técnico não basta

Takuma conhece todas as magias.

Mas agora precisa entender pessoas.

É semelhante ao profissional que domina COBOL, CICS, Db2 e JCL, mas precisa desenvolver comunicação, empatia e liderança para conduzir equipes.


Instituições são feitas de pessoas

Uma igreja não é automaticamente boa.

Assim como um departamento de TI não é automaticamente eficiente.

Tudo depende das pessoas que ocupam posições de responsabilidade.


O verdadeiro poder protege

Diablo nunca usa seu enorme poder para dominar os mais fracos.

Ele protege.

Essa diferença separa um líder de um tirano.


O Mundo Continua Crescendo

A segunda temporada apresenta:

  • novas regiões;

  • novas cidades;

  • novas ordens religiosas;

  • novos demônios;

  • sistemas de magia sagrada;

  • política internacional;

  • conflitos internos das raças.

Embora curta, a temporada amplia significativamente o universo.


Impacto Cultural

Embora tenha sido bem recebida, Ω não alcançou o mesmo impacto da estreia de 2018.

Os principais motivos apontados pelos fãs foram:

  • apenas 10 episódios;

  • adaptação acelerada;

  • condensação de vários acontecimentos da light novel;

  • menor tempo para desenvolver os personagens.

Ainda assim, consolidou a franquia como uma das referências entre os isekais ecchi da década de 2020.


Censura

Assim como na primeira temporada, existem versões diferentes.

TV

Aplicação intensa de luzes, fumaça, enquadramentos estratégicos e objetos cobrindo partes do corpo em cenas ecchi.


AT-X

Versão com menos restrições.


Blu-ray

Versão praticamente completa, restaurando as cenas sem os cortes aplicados na transmissão televisiva.


Light Novel

A história continua muito além do anime.

A segunda temporada cobre apenas parte da narrativa.

A light novel, encerrada em 2021 com 14 volumes, aprofunda diversos aspectos pouco explorados na adaptação, especialmente a política entre reinos, o funcionamento da Igreja e o desenvolvimento psicológico de Takuma.


Mangá

O mangá segue adaptando a light novel com um ritmo mais próximo da obra original e inclui detalhes que o anime precisou simplificar ou omitir.


Games

A franquia não recebeu um RPG próprio para consoles ou PC, mas participou de colaborações com diversos jogos mobile japoneses de fantasia e gacha, aproveitando a popularidade de Diablo, Rem, Shera e Lumachina.


Curiosidades

  • O símbolo Ω (Omega) representa um novo estágio para Diablo, que deixa de apenas sobreviver no mundo para influenciar seu destino.

  • Lumachina tornou-se uma das personagens mais populares introduzidas na franquia, graças ao contraste entre sua fé sincera e a corrupção da instituição que liderava.

  • A mudança de estúdio trouxe um visual mais colorido e expressivo, mas também uma adaptação mais condensada dos acontecimentos da light novel.


Easter Eggs

  • O conflito entre religião e poder lembra arcos clássicos de RPGs japoneses como Final Fantasy Tactics, Dragon Quest e Fire Emblem, onde instituições religiosas escondem interesses políticos.

  • O crescimento de Diablo lembra a transição de um jogador experiente para um verdadeiro líder de guilda, alguém que precisa administrar pessoas e não apenas vencer batalhas.


☕ Bellacosa Mainframe

"A segunda temporada é como aquele programador COBOL que finalmente recebeu autoridade de SYSADM. No início ele acreditava que bastava conhecer todos os JCLs, CICS, Db2 e RACF do ambiente. Então descobre que o verdadeiro desafio não é manter o sistema funcionando... é administrar conflitos entre usuários, políticas de segurança, auditorias, gestores e regras de negócio. No fim, percebe que liderar pessoas é muito mais difícil do que derrotar qualquer ABEND."


domingo, 7 de fevereiro de 2021

🧭 O que é Side Quest?

 


🧭 O que é Side Quest?

Side quest (ou missão secundária) é uma atividade complementar dentro de um jogo — e hoje também dentro de animes, RPGs de mesa e até séries — onde o protagonista se afasta da main quest para viver algo paralelo.

Pensa assim: no RPG você precisa salvar o reino, mas antes alguém te pede ajuda para:

  • resgatar o gato da velha da vila

  • buscar um ingrediente raro

  • investigar um fantasma útil

  • participar de um torneio aleatório

  • descobrir porque alguém está roubando nabos no vilarejo

A side quest é liberdade, mundo vivo, profundidade narrativa — e muitas vezes é nela que o jogo realmente brilha.


🕹️ De onde veio isso?

As side quests nasceram das mesas de RPG de mesa (anos 1970)Dungeons & Dragons, principalmente.

Os mestres de RPG perceberam que os jogadores adoravam:

  • explorar coisas aleatórias

  • interagir com NPCs inúteis

  • pedir mais histórias do mundo

Quando os videogames evoluíram o suficiente (anos 1980–1990), jogos como:

  • Dragon Quest

  • Final Fantasy

  • Ultima

  • Legend of Zelda

trouxeram oficialmente o conceito para os consoles.

Nos anos 2000, com poder gráfico + narrativa cinematográfica, side quests passaram de “tarefinhas” para contos completos, muitas vezes melhores que a missão principal.




🧩 Por que funciona tão bem?

Uma boa side faz três coisas:

1. Dá vida ao mundo

Sem elas, os NPCs são figurantes mudos.
Com elas, o mundo fica vivo — tem fofoca, drama, tragédia, humor.

2. Aproxima você da história

Alguns dos momentos mais emocionantes dos RPGs…
não estão na missão principal.

3. Te recompensa

Pode ser:

  • XP

  • armas especiais

  • montarias

  • roupas alternativas

  • cenas exclusivas

  • segredos do lore


🎭 O lado psicológico

Side quests funcionam porque o jogador adora:

  • sentir controle

  • ter microvitórias

  • quebrar a tensão

  • narrativas rápidas e fechadas

É a mesma lógica de sair do trabalho e “fazer um lanche” antes de ir pra casa.
É uma mini aventura que dá sensação de vida acontecendo.



🧙 Easter Egg Bellacosa Mainframe

Sabia que muitos jogos usam side quests como laboratório de UX?
Sim!
Os devs testam:

  • novos sistemas

  • novas animações

  • novos comportamentos de IA

…sem arriscar a história principal.

É a versão “Rainbow Sheep do código” — o lugar onde os bugs nascem e morrem antes que alguém perceba. 🐑🌈💻


🔧 Exemplo técnico na narrativa moderna

Uma side quest bem escrita segue a mesma estrutura de um:

  1. JOB (o pedido)

  2. INPUT (quem pede, onde pedir)

  3. PROCESS (investigação/puzzle/luta)

  4. OUTPUT (recompensa narrativa e material)

  5. LOG (aprendizado sobre o mundo)

É literalmente JCL da narrativa:
tarefa paralela, processada à parte, que deixa o “batch principal” mais rico.


🐾 Side Quests hoje: mais importantes que a Main Quest

Jogos como:

  • Witcher 3

  • Skyrim

  • Yakuza / Like a Dragon

  • Xenoblade

  • Genshin Impact

  • Fallout New Vegas

são lembrados justamente pelas side quests.

Algumas viraram memes, outras viraram lendas, outras viraram… trauma.
(Sim, estou olhando pra você, Quest da Panela em Witcher 3.)


Resumo rápido

Side quest é o coração secreto da narrativa moderna.
É onde:

  • o mundo ganha cor

  • os personagens viram humanos

  • o jogador se torna parte da história

A main quest é o trilho.
A side quest é a paisagem.

E no fim… é a paisagem que faz a viagem valer a pena.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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