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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Os Guardiões Invisíveis do Reino IBM Z ACEE, SAF e APF – As Três Relíquias que Protegem Trilhões de Dólares Todos os Dias

 

Bellacosa Mainframe e os guardioes do reino ibm z acee saf e apf

☕💥 Um Café no Bellacosa Mainframe

Os Guardiões Invisíveis do Reino IBM Z

ACEE, SAF e APF – As Três Relíquias que Protegem Trilhões de Dólares Todos os Dias

Por Vagner Bellacosa – Bellacosa Mainframe

Existe algo curioso sobre segurança em Mainframe.

Quase todo mundo conhece RACF.

Muitos ouviram falar de SAF.

Poucos sabem explicar o que realmente é um ACEE.

E uma quantidade ainda menor entende por que o APF talvez seja um dos componentes mais importantes de toda a arquitetura do z/OS.

A verdade é que, por trás das telas verdes, dos CICS, dos IMS, dos DB2 e dos bilhões de transações financeiras processadas diariamente, existe um pequeno conjunto de tecnologias silenciosas que trabalha vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, há décadas, praticamente sem reconhecimento.

São os verdadeiros guardiões do Reino IBM Z.

E talvez seja hora de apresentar estes personagens aos novos Padawans do z/OS.

O Reino IBM Z

Gosto bastante de utilizar uma analogia medieval para explicar segurança no Mainframe.

Imagine um enorme castelo.

Existem bibliotecas.

Existe um tesouro.

Existem escribas.

Existem correios.

Existem soldados.

Existe um cartório.

E existe o Rei.

No Reino IBM Z, podemos imaginar algo semelhante.

CICS é a administração do castelo.

IMS é o departamento financeiro.

DB2 é a biblioteca.

MQ é o correio.

USS é o bairro moderno onde vivem os moradores Unix.

SMF é o historiador oficial.

RACF é o cartório real.

O Sysprog é o guardião das chaves.

Mas três personagens trabalham praticamente o tempo inteiro.

SAF.

ACEE.

APF.

Eles são pouco conhecidos pelos desenvolvedores COBOL.

Quase invisíveis para operadores.

E absolutamente fundamentais para os Sysprogs.

SAF – O Porteiro Invisível

Um dos maiores equívocos entre profissionais iniciantes é acreditar que CICS conversa diretamente com RACF.

Ou que DB2 consulta diretamente o RACF.

Ou ainda que MQ valida permissões diretamente no banco de dados de segurança.

Na realidade, quase todos os produtos do z/OS conversam primeiro com o SAF.

SAF significa System Authorization Facility.

Ele pode ser entendido como um grande barramento de segurança.

Ou melhor.

Um porteiro.

Imagine uma recepção sofisticada na entrada do castelo.

Toda pessoa que deseja entrar em uma sala precisa passar pela recepção.

A recepcionista não toma decisões.

Ela apenas consulta o cartório.

Recebe uma resposta.

E libera ou bloqueia a passagem.

SAF funciona exatamente assim.

Aplicação.

SAF.

RACF.

Resposta.

Isso permite que produtos IBM e produtos terceiros utilizem um mecanismo único de autorização.

Foi uma ideia brilhante da IBM.

Caso contrário, CICS precisaria implementar seu próprio sistema de segurança.

IMS teria outro.

DB2 outro.

MQ outro.

USS outro.

Seria praticamente impossível administrar um ambiente corporativo de grande porte.

Hoje, bilhões de solicitações de segurança passam pelo SAF diariamente.

E a maioria das pessoas sequer percebe sua existência.

ACEE – O Crachá Mágico

Outro personagem pouco conhecido é o ACEE.

Access Control Environment Element.

Se o SAF é o porteiro, o ACEE é o crachá.

Imagine um funcionário chegando ao prédio.

No primeiro acesso ele apresenta documentos.

Passa por verificações.

Tem sua identidade validada.

Recebe um crachá.

A partir daquele momento não precisa mostrar documentos novamente.

Basta apresentar o crachá.

O ACEE funciona exatamente desta maneira.

Quando um usuário faz LOGON no TSO.

Ou acessa um CICS.

Ou estabelece uma sessão SSH.

O RACF executa um VERIFY.

Autentica o usuário.

Cria um ACEE.

E entrega esse contexto de segurança para a aplicação.

O ACEE contém informações extremamente importantes.

Userid.

Grupos.

UID Unix.

Certificados.

Labels.

Atributos especiais.

Contexto OMVS.

Permissões.

Flags.

Tudo armazenado em memória.

O objetivo é simples.

Evitar milhões de consultas desnecessárias ao RACF.

Imagine um banco processando cem mil transações por segundo.

Sem ACEE.

Cada autorização consultaria novamente o banco de segurança.

Seria inviável.

Com ACEE.

O sistema apenas consulta estruturas já residentes em memória.

Menos CPU.

Menos I/O.

Menos contenção.

Maior escalabilidade.

Talvez o ACEE seja um dos control blocks com melhor retorno sobre investimento da história da computação corporativa.

APF – O Selo Dourado do Reino

Mas existe algo ainda mais poderoso.

APF.

Authorized Program Facility.

Este é provavelmente o componente mais respeitado por um Sysprog experiente.

E também um dos mais perigosos.

No Reino IBM Z, podemos imaginar APF como um selo dourado concedido pelo Rei.

Nem todos recebem este selo.

Somente programas altamente confiáveis.

Programas autorizados podem executar serviços privilegiados.

Manipular armazenamento protegido.

Executar operações supervisor state.

Realizar chamadas especiais.

Interagir profundamente com o núcleo do sistema.

Mas isso possui um preço.

Um programa autorizado incorretamente pode comprometer toda a integridade do ambiente.

Por isso, APF é tratado com extremo cuidado.

Para que um módulo seja considerado autorizado normalmente dois requisitos precisam ser atendidos.

Primeiro.

O programa deve possuir AC(1).

Segundo.

A biblioteca onde reside deve estar presente na lista APF.

Caso contrário.

Nada feito.

O z/OS simplesmente não concede os privilégios especiais.

E é justamente isso que protege o sistema.

Quando Tudo Dá Errado

Todo Sysprog eventualmente recebe uma ligação de madrugada.

03:17.

Produção parada.

DB2 acusa segurança.

MQ acusa RACF.

USS apresenta Permission Denied.

CICS responde Not Authorized.

E alguém inevitavelmente diz:

"O problema é no RACF."

Talvez.

Mas talvez não.

O profissional experiente sabe que precisa investigar.

Verificar SMF80.

Consultar zSecure.

Analisar mensagens ICH408I.

Abrir IPCS.

Localizar o ACEE.

Examinar o contexto.

Conferir grupos.

Checar FASTAUTH.

Validar APF.

Verificar classes.

Observar RCs.

Interpretar RSNs.

Porque o dump raramente mente.

As pessoas podem se confundir.

Aplicações podem mascarar erros.

Logs podem induzir interpretações equivocadas.

Mas o dump normalmente conta exatamente a história que aconteceu.

O Segredo do IBM Z

A grande beleza do Mainframe não está apenas em processar milhões de transações.

Está em sua arquitetura.

IBM não criou simplesmente ferramentas.

Criou camadas.

Criou isolamento.

Criou mecanismos de desacoplamento.

Criou contexto.

Criou auditoria.

Criou proteção.

SAF desacopla aplicações do mecanismo de segurança.

ACEE desacopla autenticação das verificações constantes.

APF desacopla programas comuns de funções críticas do sistema operacional.

SMF registra tudo.

ICSF protege chaves.

RACF define regras.

E o Sysprog garante que todas essas peças continuem funcionando em perfeita harmonia.

A Lição Final do Padawan

Talvez a principal lição para um Sysprog iniciante seja entender que segurança no z/OS não é apenas RACF.

Segurança é um ecossistema.

Hardware criptográfico.

ICSF.

SAF.

RACF.

SMF.

APF.

ACEE.

Auditoria.

Processos.

Pessoas.

Boas práticas.

Governança.

Monitoramento.

E principalmente conhecimento.

Porque no fim das contas, o verdadeiro Guardião do Reino IBM Z não é aquele que apenas executa comandos.

É aquele que compreende por que cada tecnologia foi criada.

Como ela conversa com as demais.

Como diagnosticar seus problemas.

Como protegê-la.

Como evoluí-la.

E como garantir que, mesmo às três horas da manhã, quando o telefone tocar e alguém disser que o RACF está quebrado, ele consiga abrir um dump, seguir o caminho até o ACEE, verificar o contexto SAF, analisar APF e devolver ao Reino IBM Z aquilo que ele faz melhor há décadas:

Disponibilidade.

Integridade.

Confidencialidade.

E a tranquilidade de saber que trilhões de dólares continuam circulando silenciosamente pelo mundo, protegidos por tecnologias que quase ninguém vê, mas que todo Sysprog deveria conhecer profundamente.

"O RACF conhece as leis. O SAF atende as portas. O ACEE acompanha o viajante. O APF protege os segredos do castelo. E o Sysprog mantém o Reino IBM Z de pé, uma madrugada de cada vez."

Bellacosa Mainframe

 

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – ACEE : Troubleshooting, Dumps, IPCS, ICH408I, S047, S106 - Parte V

 

Bellacosa Mainframe apresenta ACEE Parte V

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 5

ACEE – Troubleshooting, Dumps, IPCS, ICH408I, S047, S106 e Como Encontrar um ACEE Perdido às 3h da Manhã

O Guia de Sobrevivência do Sysprog Padawan

"Todo Sysprog tem duas fases na carreira: antes de abrir seu primeiro dump de produção e depois de passar uma madrugada inteira procurando um ACEE corrompido."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Nas quatro primeiras partes conhecemos:

  • O que é ACEE

  • Anatomia interna

  • Como nasce

  • Performance e escalabilidade

Agora chegamos na parte que separa os Padawans dos Jedis do Reino IBM Z.

Como diagnosticar problemas relacionados ao ACEE?


Sintomas clássicos

Usuário jura:

Ontem funcionava.

Hoje não.


CICS retorna.

NOT AUTHORIZED


DB2

SQLCODE -551


MQ

2035


USS

Permission denied


SSH

Login rejected


TSO

ICH408I


Batch

S047


Started Task

S106


O grande segredo

Na maioria dos casos.

ACEE não é o culpado.


Ele é a vítima.


Problema geralmente está em:

RACF


SAF


APF


OMVS


Certificates


Labels


Classes


Tokens


Ferramentas do Sysprog Jedi

IPCS

Nosso sabre de luz.


SDSF

Nosso radar.


SMF

Nosso livro de história.


zSecure

Nosso detector mágico.


RACF

Nosso cartório.


Ferramenta 1 — IPCS

Sempre presente.


Exemplo

IP

Entrar no dump.


Analisar.


Localizar control blocks.


Procurando o ACEE

Fluxo clássico.

PSA

↓

TCB

↓

ASCB

↓

ASXB

↓

ACEE

É praticamente uma caça ao tesouro.


VERBX

Muito usado.


Exemplo

VERBX

Permite interpretar estruturas.


Evita leitura hexadecimal.


Problema 1

ICH408I

Mensagem mais famosa do RACF.


Exemplo

ICH408I USER(VBELLACO)
ACCESS DENIED

Causas

Perfil ausente


READ inexistente


Classe errada


Grupo removido


Senha revogada


Passphrase expirada


Solução

LU


LG


RLIST


SEARCH


SETROPTS


Problema 2

S047

Muito comum.


Contexto inválido.


ACEE inconsistente.


Cross-memory.


Passagem incorreta.


Clone defeituoso.


Programa APF.


Solução

Verificar dump.


IPCO.


IPID.


Control blocks.


Problema 3

S106

Sysprog conhece.


Autorização APF.


AC(1).


Biblioteca.


PROGxx.


LNKLST.


Comando útil

D PROG,APF

Problema 4

USS


SSH falha.


Mensagem

Permission denied

Causa

UID ausente.


HOME inválido.


OMVS.


Diagnóstico

LU USERID

Verificar

UID

HOME

PROGRAM


Problema 5

DB2


SQLCODE

-551

Usuário.

Não autorizado.


Pacote.


Plano.


Tabela.


Solução

DSNR.


Permissões.


ACEE válido.


Problema 6

MQ


Erro

2035

MQRC_NOT_AUTHORIZED


SAF.


MQADMIN.


ACEE.


Problema 7

CICS


Transação.

PAY1


Resposta.

NOT AUTHORIZED

Classe.

TCICSTRN


Perfil.

Ausente.


Auditoria

SMF80.


Nosso melhor amigo.


Registra.

LOGON


LOGOFF


Falhas.


Revogações.


VERIFY.


MFA.


O que procurar

RC


Reason


Timestamp


Userid


Classe


Resource


zSecure

Facilita.


Relatórios.


Comparações.


Compliance.


Pesquisa rápida.


Security Server

Também ajuda.


Ferramentas IBM.


Auditoria.


Análise.


Caso real Bellacosa

03:12 da manhã.


Banco parado.


SSH não conecta.


Equipe Linux culpa zOS.


Equipe Segurança culpa RACF.


Equipe MQ culpa certificados.


Sysprog abre IPCS.


Analisa ACEE.


Descobre.

UID removido.


Corrige.


03:24.

Tudo volta.


Café salvo.


Produção salva.


Checklist Sysprog Jedi

Verificar USER

LU


Verificar grupo

LG


Verificar perfil

RLIST


Verificar APF

D PROG,APF


Verificar OMVS

ALTUSER


Verificar SMF80


Verificar Dump

IPCO


Verificar Certificates

RACDCERT


Verificar MFA


Verificar Labels


Easter Egg Bellacosa ☕

Existe um momento.

Na carreira.

Em que você olha um dump.

Encontra.

TCB.

ASCB.

ACEE.

Flags.

UID.

Certificados.

SPECIAL.


E pensa.

Acho que finalmente comecei a entender o Reino IBM Z.


Frase Bellacosa Mainframe

"O Sysprog iniciante procura mensagens. O Sysprog experiente procura control blocks. O Sysprog Jedi conversa com o dump até que ele conte toda a história."


☕💥 Continua na Parte 6

ACEE – Easter Eggs, Segredos de Sysprog, Curiosidades Históricas, Entrevistas IBM Z, Checklist Definitivo de Auditoria e Como Impressionar um Security Architect em Cinco Minutos.

sexta-feira, 15 de julho de 2022

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – ACEE : Anatomia do Crachá Mágico do Reino IBM Z - Parte II

 

Bellacosa Mainframe apresenta o ACEE Parte II

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 2

ACEE – Anatomia do Crachá Mágico do Reino IBM Z

O que realmente existe dentro de um ACEE?

"Todo Sysprog olha para um dump. O Sysprog Jedi conversa com os control blocks."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Na Parte 1 descobrimos que o ACEE é praticamente o crachá encantado do Reino IBM Z.

Mas afinal...

O que existe dentro dele?

Ele possui apenas o userid?

Possui senha?

Está criptografado?

Pode ser alterado?

Quem consegue enxergá-lo?

Quanto espaço ocupa?

É isso que vamos explorar.


Antes de tudo

O ACEE é um Control Block do RACF.

Ele é criado em memória.

Não é VSAM.

Não é DB2.

Não é Dataset.

Não é USS File.

Ele simplesmente nasce, vive durante a sessão e desaparece ao final dela.


Onde mora o ACEE?

Depende.

Pode estar associado a:

TCB

Task Control Block


ASCB

Address Space Control Block


SRB

Service Request Block


OMVS Process


DB2 Thread


CICS Task


IMS Region


Started Task


Anatomia simplificada

Podemos imaginar o ACEE como uma estrutura lógica.

+--------------------------------+
| ACEE HEADER                    |
+--------------------------------+
| USERID                         |
+--------------------------------+
| GROUPS                         |
+--------------------------------+
| SPECIAL FLAGS                  |
+--------------------------------+
| UID / GID                      |
+--------------------------------+
| CERTIFICATES                   |
+--------------------------------+
| MFA                            |
+--------------------------------+
| SECURITY LABELS                |
+--------------------------------+
| CUSTOM ATTRIBUTES              |
+--------------------------------+
| POINTERS                       |
+--------------------------------+

Naturalmente a IBM não documenta tudo detalhadamente para programação de aplicações comuns.

Mas Sysprogs adoram estudar essas estruturas.


Campo 1 — USERID

O mais conhecido.

Exemplo

VBELLACO

Pode possuir até oito caracteres.


Ele representa:

Quem você é.


Mas atenção.

Senha NÃO fica armazenada.


Passphrase também não.


Hash de senha também não.


Segurança agradece.


Campo 2 — Nome do Grupo

Exemplo

SYS1

ou

MQADMIN

Grupo primário.


Grupo conectado.


Grupo default.


Campo 3 — Connected Groups

Pode haver dezenas.

Exemplo

DBA

SYSOPER

MQADM

IMSADM

DEVOPS

SECURITY

Essas informações permitem decisões rápidas.


Sem voltar ao banco RACF.


Campo 4 — Special Attributes

Muito importante.


Flag SPECIAL

Administrador.


OPERATIONS

Super usuário RACF.


AUDITOR

Auditoria.


CLAUTH

Gerencia Classes.


ROAUDIT

Read-only.


Curiosidade Bellacosa ☕

SPECIAL é praticamente:

A chave mestra do castelo.


OPERATIONS

É o passe VIP.


AUDITOR

É o fiscal do reino.


Campo 5 — OMVS Segment

Chegamos ao USS.


UID

Exemplo

1000

GID

100

HOME

/u/vbellaco

PROGRAM

/bin/sh

Campo 6 — Certificados

Muito usado hoje.


Digital Certificate


PKI


TLS


SSH


MQ


zOS Connect


API Gateway


Open Banking


PIX


Pode existir referência ao certificado associado ao usuário.


Campo 7 — MFA

Nos ambientes modernos.


RSA


TOTP


Smartcard


Passkey


FIDO


Token Context


Campo 8 — Labels

Pouco utilizados.

Mas interessantes.


MLS

Mandatory Access Control


Exemplos

PUBLIC


CONFIDENTIAL


SECRET


TOPSECRET

Muito comum em:

Defesa

Governo

Militar


Campo 9 — ACEE Tokens

Pouco comentado.

Muito poderoso.


Permitem passar contexto.


CICS utiliza.


DB2 utiliza.


MQ utiliza.


Subsystems utilizam.


Cross-memory utiliza.


Campo 10 — Ponteiros

Sysprog gosta.


Ponteiro para:

TCB

ASCB

Groups

Security Labels

OMVS

Certificates


É um verdadeiro mini ecossistema.


Quanto memória consome?

Pergunta clássica.


Resposta curta.

Depende.


Usuário simples

Alguns KB.


Usuário com muitos grupos

Mais.


Certificados

Mais.


MFA

Mais.


Custom Attributes

Mais.


Na prática.

Centenas.

Milhares.

De ACEEs.

Não representam um problema.


O impacto em CPU

Muito pequeno.


Comparado ao custo de consultar RACF.


ACEE economiza:

CPU

I/O

Locks

ENQ

Contention


Em um banco.

100 mil sessões.

Economia enorme.


z/OS 3.1

Novidade interessante.


Custom Fields.


Permitem aplicações modernas.

Consultar contexto.


Sem voltar ao RACF.


Menos latência.


Menos I/O.


Mais escalabilidade.


O que NÃO existe no ACEE?

Senha.


Passphrase.


Hash.


Histórico.


Dataset profiles.


Banco RACF completo.


Quem pode enxergar um ACEE?

Usuário comum?

Não.


COBOL?

Normalmente não.


Sysprog?

Sim.


IPCS

Sim.


Dumps

Sim.


Ferramentas IBM

Sim.


IPCS

Nosso sabre de luz.


Dump

IPCS

VERBX

Interpretar ACEE


Ferramentas comerciais ajudam bastante.


zSecure


Security Server utilities


IBM Support Tools


Easter Egg Bellacosa ☕

Se você abrir um dump e encontrar:

TCB

ASCB

ACEE

UID

SPECIAL

CERT


Parabéns.

Você acabou de entrar no clube dos Sysprogs que começam a conversar com os control blocks.


Analogia Bellacosa

Imagine novamente o castelo.


No crachá mágico existem:

Nome

Guilda

Permissões

Passaporte

Cartão diplomático

Etiqueta de segurança

Passe do metrô USS

Certificado digital

Token MFA


Tudo em um único objeto.


E o melhor.

O guarda SAF apenas olha para ele.


Não precisa voltar ao cartório RACF.


Economizando tempo.

CPU.

E trabalho.


Resumo para guardar

CampoFunção
USERIDIdentidade
GROUPSGrupos
SPECIALAdministração
UIDUSS
GIDUSS
CERTTLS
MFAAutenticação
LABELMLS
TOKENContexto
POINTERSLigações internas

☕💥 Continua na Parte 3

O Nascimento do ACEE

Como ele é criado no TSO, CICS, IMS, Batch, Started Tasks, USS, MQ e DB2, incluindo RACROUTE VERIFY, SAF, FASTAUTH, diagramas passo a passo e exemplos reais de fluxo de autenticação.


quinta-feira, 17 de junho de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Easter Eggs, Segredos de Sysprog, Curiosidades Históricas - Parte VI

 

Bellacosa Mainframe apresenta o SAF Parte VI

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 6

SAF – Easter Eggs, Segredos de Sysprog, Curiosidades Históricas e Como Impressionar um IBM Distinguished Engineer em Cinco Minutos

O Guia Definitivo do Guardião do Reino IBM Z

"Existem tecnologias famosas no Mainframe. E existem tecnologias tão importantes que ninguém percebe que elas existem. O SAF pertence à segunda categoria."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Chegamos ao último capítulo da nossa jornada.

Aprendemos:

✓ O que é SAF

✓ Anatomia Interna

✓ VERIFY

✓ AUTH

✓ FASTAUTH

✓ ACEE

✓ Performance

✓ Troubleshooting

✓ SMF80

✓ IPCS

✓ Dumps

Agora vamos explorar aquilo que normalmente não aparece nos cursos, manuais ou apresentações comerciais.

Vamos falar sobre os segredos do SAF.


Easter Egg 1

O SAF provavelmente é mais utilizado do que o próprio RACF

Pode parecer estranho.

Mas faz sentido.


RACF.

Decide.


SAF.

Recebe.


Encaminha.


Retorna.


Praticamente.

Tudo.

Passa.

Por ele.


CICS.


IMS.


MQ.


DB2.


USS.


JES2.


OpenSSH.


FTP.


LDAP.


Zowe.


Ansible.


Java.


Python.


REST APIs.


Provavelmente.

O SAF.

É um dos.

Componentes.

Mais executados.

Do zOS.


Easter Egg 2

SAF não é um produto

Muitos iniciantes acreditam.

Vou instalar SAF.

Não.


SAF.

Faz parte.

Do z/OS.


Não é.

Licença.

Separada.


Não possui.

Painéis.


Não possui.

ISPF.


Não possui.

Banco.


Não possui.

Usuários.


Ele.

É.

Uma infraestrutura.


Easter Egg 3

O SAF foi uma ideia brilhante da IBM

Imagine.


CICS.

Implementa.

Segurança.

Própria.


IMS.

Outra.


DB2.

Outra.


MQ.

Outra.


USS.

Outra.


Resultado.

Caos.


IBM criou.

SAF.


E resolveu.

Décadas.

De problemas.


Easter Egg 4

O SAF é praticamente um barramento de segurança

Analogia moderna.


Kafka.

Transporta mensagens.


MQ.

Transporta mensagens.


SAF.

Transporta.

Decisões.

De segurança.


Excelente.

Explicação.

Para arquitetos.


Easter Egg 5

O SAF adora ACEEs

Sem.

ACEE.


Cada.

AUTH.

Consultaria.

RACF.


Muito.

Mais.

CPU.


Muito.

Mais.

I/O.


Muito.

Mais.

Locks.


SAF.

Ama.

FASTAUTH.

E.

Ama.

ACEE.


Easter Egg 6

O verdadeiro trabalho pesado é evitar trabalho pesado

Parece piada.

Mas.

Não é.


A genialidade.

Do SAF.

Não está.

Em fazer.

Mais.


Está.

Em evitar.

Milhões.

De chamadas.

Desnecessárias.


Easter Egg 7

SMF conhece tudo

SMF80.


VERIFY.


AUTH.


Falhas.


Revogações.


MFA.


Certificates.


Logons.


Negações.


FASTAUTH.


Auditores.

Adoram.


Sysprogs.

Também.


Easter Egg 8

O dump nunca mente

Bellacosa Rule.


Usuário.

Pode.

Mentir.


Aplicação.

Pode.

Mentir.


Log.

Pode.

Confundir.


Equipe.

Pode.

Culpar.

RACF.


Mas.

Dump.

Nunca.

Mente.


Curiosidade Histórica

Década.


MVS.


Década.


RACF.


Década.


OS390.


Internet.


Década.


USS.


Java.


LDAP.


Década.


MFA.


Passkeys.


OIDC.


Zero Trust.


Década.

2030?


Quantum Safe.


Identity Fabric.


Passwordless.


Muito provável.

Que.

SAF.

Continue.

Aqui.


O relacionamento do SAF

RACF

Decide.


ACEE

Lembra.


SMF

Escreve.


APF

Protege.


ICSF

Criptografa.


OMVS

Expande.


DB2

Consome.


MQ

Consome.


CICS

Consome.


IMS

Consome.


USS

Consome.


Como impressionar um Security Architect

Pergunta.

O que é SAF?

Resposta comum.

Interface do RACF.


Resposta Bellacosa.

O SAF é uma infraestrutura nativa do z/OS responsável por padronizar solicitações de autenticação e autorização entre aplicações e External Security Managers, utilizando RACROUTE, ACEEs e serviços otimizados como FASTAUTH para sustentar bilhões de decisões de segurança por dia com baixíssimo impacto de CPU.

Provavelmente.

A entrevista.

Acabou.

De mudar.

De nível.


Como impressionar um Distinguished Engineer

Diga.

O SAF não implementa segurança.

Ele implementa.

Desacoplamento.

Escalabilidade.

E interoperabilidade.

Entre aplicações.

E ESMs.


Ele.

Provavelmente.

Vai sorrir.


O maior erro do Sysprog Junior

Pensar.

Segurança.

=

RACF.


Não.


Segurança.

É.

Hardware.

ICSF.

SAF.

RACF.

SMF.

APF.

ACEE.

Auditoria.

Pessoas.

Processos.


Checklist do Guardião do Reino IBM Z

Estudar

RACROUTE


VERIFY


AUTH


FASTAUTH


ACEE


SMF80


IPCO


IPCS


zSecure


Classes

TCICSTRN

DSNR

MQADMIN

OPERCMDS

SURROGAT

UNIXPRIV

JESJOBS

FACILITY


A lenda das 3h17 ☕

Telefone toca.


Produção.

Parada.


DB2 culpa.

MQ.


MQ culpa.

USS.


USS culpa.

RACF.


Segurança.

Culpa.

SAF.


Sysprog.

Abre.

IPCS.


Segue.

TCB
↓

ASCB
↓

ASXB
↓

ACEE
↓

SAF Context

Descobre.

Perfil.

Errado.


03:31.

Sistema.

Volta.


03:32.

PIX.

Volta.


03:33.

Café.

Esfria.


03:34.

Sysprog.

Sorri.


03:35.

O Reino IBM Z.

Continua.

De pé.


Frase Bellacosa Mainframe

"O RACF conhece as leis do reino. O ACEE conhece o viajante. O SMF escreve a história. O APF protege os segredos. O ICSF guarda o tesouro. Mas é o SAF que passa o dia inteiro recebendo pedidos, consultando o cartório e abrindo ou fechando portas dentro do Reino IBM Z."


☕💥 Missão Concluída

Parabéns, Padawan.

Você concluiu uma jornada completa sobre o SAF, uma das tecnologias mais importantes, discretas e elegantes do ecossistema IBM Z. Agora você não apenas sabe que o SAF existe. Você compreende por que ele foi criado, como ele opera, como diagnosticar seus problemas, como medir seu impacto e por que ele continua sendo um dos pilares silenciosos que ajudam o IBM Z a proteger trilhões de dólares em transações todos os dias.


sexta-feira, 7 de maio de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Troubleshooting, IPCS, ICH408I, RC=8, Dumps, SMF80 - Parte V

 

Bellacosa Mainframe apresenta o SAF Parte V

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 5

SAF – Troubleshooting, IPCS, ICH408I, RC=8, Dumps, SMF80 e Como Encontrar o Verdadeiro Culpado às 3h da Manhã

O Guia de Sobrevivência do Guardião do Reino IBM Z

"No Reino IBM Z existem dois tipos de problemas de segurança: os que parecem ser do RACF e os que realmente são do RACF."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Nas partes anteriores aprendemos:

✓ O que é SAF

✓ Anatomia interna

✓ VERIFY

✓ AUTH

✓ FASTAUTH

✓ Performance

✓ ACEE

✓ Escalabilidade

Agora chegamos ao momento que todo Sysprog eventualmente enfrenta.

Produção caiu.

Telefone toca.

03:17.

Alguém grita:

O RACF está quebrado!

O Sysprog experiente faz uma pergunta simples.

Tem certeza?


O princípio Bellacosa

Antes de culpar o RACF.

Pergunte.

Quem chamou?


Quem respondeu?


Quem registrou?


Quem criou o ACEE?


Quem negou?


Quem fez VERIFY?


Quem fez FASTAUTH?


Normalmente.

A resposta.

Está.

No SAF.


Sintomas clássicos

RC=8

Mais famoso.


Acesso.

Negado.


ICH408I

Mensagem clássica.


RC=12

Erro.


RC=16

Falha.

Severa.


MQRC 2035

MQ.


SQLCODE -551

DB2.


NOT AUTHORIZED

CICS.


Permission denied

USS.


Ferramentas do Sysprog Jedi

IPCS

Sabre de luz.


SMF80

Livro de ocorrências.


zSecure

Radar.


SDSF

Central.

Operacional.


RACF Commands

Cartório.


Caso 1

ICH408I

A rainha.

Das mensagens.


Exemplo.

ICH408I USER(VBELLACO)

GROUP(SYS1)

NAME(VAGNER)

DATASET PROD.DB2.MASTER

CL(DATASET)

ACCESS INTENT(READ)

ACCESS ALLOWED(NONE)

Tradução.

Usuário.

Tentou.

Ler.


RACF.

Negou.


Perguntas Bellacosa

Classe ativa?


Perfil existe?


Grupo correto?


ACEE atualizado?


FASTAUTH.

Cache velho?


Comandos úteis

RLIST DATASET PROD.DB2.MASTER ALL

SEARCH CLASS(DATASET)

SETROPTS LIST

Caso 2

RC=8

Não autorizado.


Exemplo.

MQOPEN.


Fluxo.

MQ

↓

FASTAUTH

↓

SAF

↓

MQADMIN

↓

RC=8

Possíveis causas.

Perfil.

Ausente.


Permissão.

Removida.


Grupo.

Errado.


Caso 3

DB2

SQLCODE.

-551

Usuário.

Não autorizado.


Tabela.


Plano.


Package.


Classe.

DSNR.


Diagnóstico

RLIST DSNR

Caso 4

CICS

Usuário.

Executa.

PAY1.


Resposta.

NOT AUTHORIZED

Perfil.

TCICSTRN.


Classe.

Ativa?


Permissão?

Existe?


Caso 5

USS

SSH.

Falha.


Mensagem.

Permission denied

Pode ser.

UID.


HOME.


Shell.


OMVS.


Certificado.


MFA.


Diagnóstico

LU USERID

Verificar.

OMVS.


UID.


HOME.


PROGRAM.


Caso 6

Started Tasks

DB2P.

Não sobe.


MQM1.

Não sobe.


CICSPRD.

Falha.


Verificar.

STARTED.

Classe.


Exemplo.

RLIST STARTED MQM1 ALL

Caso 7

FASTAUTH

Curioso.


Às vezes.

O problema.

Não está.

No RACF.


Está.

No contexto.


ACEE.

Desatualizado.


Token.

Expirado.


Sessão.

Antiga.


Como investigar?

SMF80

Nosso.

Melhor.

Amigo.


Registra.

VERIFY.


AUTH.


Falhas.


Revogações.


Certificados.


MFA.


O que procurar?

RC.


RSN.


Timestamp.


Classe.


Perfil.


Userid.


LPAR.


Jobname.


zSecure

Facilita.

Muito.


Relatórios.


Compliance.


Diferenças.


Pesquisa.


IPCS

O sabre.

Do Jedi.


Dump.

TCB.

ASCB.

ACEE.

Flags.

UID.

Groups.


O segredo do dump

Dump.

Nunca.

Mente.


Pessoas.

Mentem.


Aplicações.

Mentem.


Logs.

Confundem.


Dump.

Conta.

A verdade.


O caso das 3h17

Banco.

Parado.


PIX.

Parado.


Equipe.

DB2.

Culpa.

RACF.


Equipe.

Segurança.

Culpa.

MQ.


Equipe.

MQ.

Culpa.

USS.


Sysprog.

Abre.

IPCS.


Verifica.

ACEE.


Descobre.

Grupo.

Removido.


03:29.

Sistema.

Volta.


Café.

Frio.


Produção.

Salva.


Checklist Bellacosa

Verificar

SMF80


ICH408I


RLIST


SEARCH


STARTED


TCICSTRN


DSNR


MQADMIN


OPERCMDS


SURROGAT


UNIXPRIV


ACEE


FASTAUTH


IPCS


Easter Egg Bellacosa ☕

Existe.

Um momento.

Na carreira.

Em que.

Você abre.

Um dump.


Segue.

PSA

↓

TCB

↓

ASCB

↓

ASXB

↓

ACEE

E pensa.

Acho que finalmente comecei a conversar com o Reino IBM Z.


Como impressionar um Security Architect

Diga.

RC=8 raramente é a causa raiz.

É apenas.

O sintoma.

Precisamos entender.

Quem chamou.

Quem respondeu.

Qual classe.

Qual perfil.

Qual ACEE.

Qual FASTAUTH.

Qual SMF.

E qual contexto.

Foi utilizado.


Provavelmente.

A conversa.

Mudará.

De nível.


Frase Bellacosa Mainframe

"O desenvolvedor procura mensagens. O administrador procura permissões. O Security Analyst procura auditoria. Mas o Sysprog Jedi conversa com o SAF até que ele conte exatamente por que decidiu abrir ou fechar uma porta do Reino IBM Z."


☕💥 Continua na Parte 6

SAF – Easter Eggs, Curiosidades Históricas, Segredos de Sysprog, Perguntas de Entrevista, Checklist Definitivo e Como Impressionar um IBM Distinguished Engineer em Cinco Minutos.


terça-feira, 6 de abril de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Performance, CPU, Memória e Escalabilidade - Parte IV

 

Bellacosa Mainframe apresenta o saf parte IV

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 4

SAF – Performance, CPU, Memória e Escalabilidade

Quanto custa uma chamada SAF? Como bancos executam bilhões de autorizações por dia?

"No Reino IBM Z, a melhor autorização é aquela que acontece tão rápido que ninguém percebe que aconteceu."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Nas partes anteriores descobrimos:

  • O que é SAF

  • Sua anatomia interna

  • Como funciona no TSO, CICS, IMS, MQ, DB2, USS e JES2

Agora chegamos ao território favorito dos Sysprogs:

Performance

CPU.

Memória.

Escalabilidade.

Throughput.


A pergunta que todo gerente faz

Quanto custa o SAF?


Resposta curta.

Muito pouco.


Resposta de Sysprog.

Depende.


O problema que a IBM resolveu

Imagine.

Banco.

50 CICS.

3 IMS.

2 DB2.

JES.

VTAM.


Sem SAF.

Cada produto.

Implementaria.

Autorização.

Própria.


Duplicação.

CPU.

I/O.

Complexidade.


Com SAF.

Uma arquitetura.

Centralizada.


Muito mais eficiente.


O custo de uma chamada

VERIFY

Mais cara.


Cria.

ACEE.


Consulta.

RACF.


Perfis.


MFA.


Certificados.


Passphrase.


OMVS.


Labels.


AUTH

Médio.


Verifica.

Permissões.


Classe.

Perfil.


Pode utilizar.

Cache.


FASTAUTH

Nosso campeão.


Baixíssimo.

Consumo.


Poucos ciclos.

CPU.


Muito utilizado.

Em alto volume.


Exemplo

CICS.

100 mil TPS.


Sem FASTAUTH.

CPU sobe.


Com FASTAUTH.

Sistema.

Voa.


Onde SAF economiza?

I/O

Grande benefício.


Sem SAF.

Mais consultas.


Com SAF.

Mais cache.


Menos disco.


Locks

Menos.

Contention.


Menos.

ENQ.


Melhor.

Escalabilidade.


ACEE

Nosso herói.


Evita.

Consultar.

RACF.

Toda hora.


Exemplo simplificado

Sem ACEE.

10 milhões AUTH

↓

10 milhões RACF

Com ACEE.

10 milhões AUTH

↓

1 VERIFY

↓

9.999.999 ACEE

Economia.

Enorme.


Memória

Pouco impacto.


Buffers.


Contextos.


Caches.


Tabelas.


Insignificante.

Para z16.

z17.


O segredo

IBM prefere.

Memória.


IBM odeia.

I/O.


SAF segue.

Essa filosofia.


O SAF possui cache?

Sim.


ESM.

Pode utilizar.

Caches.


FASTAUTH.

Ajuda.

Muito.


Grandes bancos

Possuem.

Bilhões.

De verificações.


Por dia.


Mesmo assim.

CPU.

Permanece.

Baixa.


Porque.

SAF.

É extremamente.

Otimizado.


O impacto no CICS

Sem SAF.


Cada.

Transação.

Consultaria.

RACF.


Impossível.


Com SAF.


FASTAUTH.


ACEE.


Cache.


Resultado.

Excelente.


MQ

MQOPEN.


MQGET.


MQPUT.


FASTAUTH.

É praticamente.

Obrigatório.


DB2

SQL.


Permissões.


Plan.


Package.


DSNR.


Tudo.

Muito rápido.


USS

SSH.


Git.


Python.


Zowe.


Ansible.


OpenSSH.


Utilizam.

VERIFY.


AUTH.


Sem problemas.

De escala.


O que degrada performance?

Muitas verificações VERIFY


Criações.

Excessivas.

ACEE.


Muitas falhas

RC=8.


Negações.


Perfis.

Complexos.


Certificados.

Demais.


Labels.

Complexos.


Como medir?

RMF.


SMF.


SMF80.


SMF30.


OMEGAMON.


zSecure.


Security Monitor.


Métricas interessantes

VERIFY.

Rate.


AUTH.

Rate.


FASTAUTH.

Hits.


Cache.

Misses.


RC.


Falhas.


Sysplex

Curiosidade.


SAF.

Existe.

Em cada.

LPAR.


Não é.

Compartilhado.


Por design.


Mais seguro.


Mais rápido.


O custo real

Normalmente.

Muito.

Menor.

Do que.

As pessoas.

Imaginam.


O maior.

Consumidor.

Geralmente.

Não é.

SAF.


São.

Aplicações.

Mal projetadas.


Dicas Bellacosa

Evite.

VERIFY.

Desnecessário.


Use.

FASTAUTH.


Monitore.

SMF80.


Estude.

ACEE.


Revise.

Classes.


Observe.

Negações.


Menos.

RC=8.

Melhor.

Performance.


Easter Egg Bellacosa ☕

Imagine.

Um castelo.

Com.

100 mil.

Visitantes.

Por hora.


Sem SAF.

Todos.

Correm.

Para o cartório.


Caos.


Com SAF.

O porteiro.

Olha.

O crachá.


Libera.

Em segundos.


Cartório.

Descansa.


CPU.

Descansa.


Sysprog.

Toma café.


Curiosidade Histórica

Provavelmente.

O SAF.

Já economizou.

Trilhões.

De instruções.

CPU.


Desde.

OS390.

Até.

zOS 3.1.


Talvez.

Seja.

Uma das.

Rotinas.

Mais utilizadas.

Da história.

Do IBM Z.


Checklist do Sysprog Jedi

Monitorar.

SMF80.


Analisar.

FASTAUTH.


Evitar.

VERIFY.

Em excesso.


Entender.

ACEE.


Revisar.

Classes.


Auditar.

Negações.


Conhecer.

RMF.


Utilizar.

zSecure.


Como impressionar um Security Architect

Diga:

O SAF é uma infraestrutura de autorização altamente otimizada, orientada a ACEEs e FASTAUTH, projetada para minimizar I/O, reduzir contenção e sustentar bilhões de decisões de segurança diárias em ambientes de missão crítica.

Provavelmente.

A entrevista.

Mudará.

De nível.


Frase Bellacosa Mainframe

"O RACF decide. O ACEE lembra. O SMF registra. Mas é o SAF que trabalha silenciosamente bilhões de vezes por dia para que ninguém perceba que a segurança está funcionando perfeitamente."


☕💥 Continua na Parte 5

SAF – Troubleshooting, ICH408I, RC=8, IPCS, Dumps, SMF80, zSecure e Como Encontrar o Verdadeiro Culpado às 3h da Manhã Quando Todo Mundo Está Culpando o RACF.


terça-feira, 30 de março de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Como o Porteiro Invisível Trabalha na Vida Real - Parte III

 

Bellacosa Mainframe apresenta SAF Parte III

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 3

SAF – Como o Porteiro Invisível Trabalha na Vida Real

TSO, CICS, IMS, MQ, DB2, USS, JES2, Batch e Started Tasks

"Um Sysprog Júnior aprende RACF. Um Sysprog Sênior aprende SAF. Um Sysprog Jedi aprende a pensar como o SAF."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Na Parte 1 descobrimos que o SAF é o porteiro do Reino IBM Z.

Na Parte 2 desmontamos sua anatomia interna.

Aprendemos:

  • RACROUTE

  • VERIFY

  • AUTH

  • FASTAUTH

  • ACEE

  • RCs

  • RSNs

  • ESM

Mas ainda existe uma pergunta.

Como o SAF trabalha no dia a dia?

O que acontece quando um usuário faz LOGON?

O que acontece quando DB2 executa um SELECT?

Quando MQ abre uma fila?

Quando CICS executa uma transação?

Vamos acompanhar.


Cenário 1

O usuário faz LOGON no TSO

Exemplo:

LOGON VBELLACO

Etapa 1

IKJEFT01 recebe.


Etapa 2

TSO chama.

SAF.


Etapa 3

SAF executa.

VERIFY.


Etapa 4

RACF valida.

Senha.

Passphrase.

MFA.

Certificado.


Etapa 5

RACF cria.

ACEE.


Etapa 6

TSO recebe.

ACEE.


Etapa 7

ISPF aparece.


Fluxo.

USER

↓

TSO

↓

SAF

↓

VERIFY

↓

RACF

↓

ACEE

↓

ISPF

Cenário 2

Batch

JCL.

//TEST JOB ...


//STEP1 EXEC PGBM=IEFBR14

JES2 recebe.


JES chama.

SAF.


VERIFY.


RACF.


ACEE.


Job executa.


Fluxo.

JOB

↓

JES2

↓

SAF

↓

VERIFY

↓

RACF

↓

ACEE

↓

EXECUTION

Cenário 3

Started Tasks

Exemplo.

MQM1


CICSPRD


DB2P


OMVS


Fluxo.

STARTED TASK

↓

SAF

↓

STARTED CLASS

↓

RACF

↓

USERID

↓

ACEE

Muito comum.

Classe.

STARTED.


Cenário 4

CICS

Nosso queridinho.


Usuário.

Executa.

PAY1.


Fluxo.

Terminal

↓

CICS

↓

SAF

↓

AUTH

↓

TCICSTRN

↓

ALLOW

Perfil.

TCICSTRN.


Verificação.

READ.


Resposta.

Sim.

Não.


Exemplo.

PAY1

Perfil.

TCICSTRN.PAY1

RC.

0

Executa.


RC.

8

Bloqueado.


Cenário 5

IMS

MPP.


BMP.


OTMA.


IMS Connect.


Fluxo.

IMS

↓

SAF

↓

AUTH

↓

IMSTRAN

↓

ALLOW

Exemplo.

TRN1.


Perfil.

IMSTRAN.


Cenário 6

MQ

MQOPEN.


MQPUT.


MQGET.


Fluxo.

MQ

↓

FASTAUTH

↓

SAF

↓

MQADMIN

↓

ALLOW

Muito rápido.


Baixo CPU.


Cenário 7

DB2

Usuário.

Executa.

SELECT *
FROM CLIENTES

DB2.

AUTH.

SAF.

DSNR.

ACEE.

ALLOW.


Cenário 8

USS

SSH.


Usuário.

ssh vagner@zos

OpenSSH.

VERIFY.

SAF.

OMVS.

ACEE.

Shell.


Resultado.

$

Prompt.

Disponível.


Cenário 9

FTP

Cliente.

FTPD.

VERIFY.

SAF.

ACEE.

Sessão.


Cenário 10

SDSF

Pode visualizar spool?


Pode cancelar job?


Pode emitir comando?


Fluxo.

SDSF

↓

SAF

↓

JESSPOOL

↓

ALLOW

O melhor amigo do SAF

FASTAUTH


AUTH.

Completo.


FASTAUTH.

Otimizado.


Muito usado.


CICS.


DB2.


MQ.


Subsystems.


O que economiza CPU?

ACEE.


Cache.


FASTAUTH.


Menos I/O.


Menos RACF.


Menos VSAM.


Menos lock.


Consumo de recursos

Baixíssimo.


IBM Z.

Adora.

Memória.


IBM Z.

Não gosta.

De I/O.


SAF.

Resolve.

Isso.


Quem registra?

SMF.


SMF80.


VERIFY.


AUTH.


Falhas.


Negações.


Revogações.


Troubleshooting

Mensagem.

ICH408I.


Pode indicar.

Classe.

Inativa.


Perfil.

Ausente.


Grupo.

Errado.


ACEE.

Inválido.


Dicas Bellacosa para Sysprog Junior

Aprenda.

TCICSTRN.


DSNR.


MQADMIN.


JESJOBS.


OPERCMDS.


SURROGAT.


UNIXPRIV.


FACILITY.


Easter Egg Bellacosa ☕

Imagine.

O castelo.


TSO.

Portão principal.


USS.

Portão lateral.


CICS.

Recepção.


IMS.

Tesouraria.


DB2.

Biblioteca.


MQ.

Correios.


JES.

Sala dos escribas.


Todos.

Passam.

Pelo.

Mesmo.

Porteiro.


SAF.


Ele nunca dorme.

Nunca reclama.

Nunca pede férias.

E provavelmente.

Já respondeu.

Mais perguntas.

Do que qualquer.

Outro componente.

Do z/OS.


Como impressionar um Sysprog Sênior

Diga.

O SAF não é apenas uma API de segurança.

Ele é um barramento de autorização altamente otimizado, orientado a contexto, baseado em ACEEs e integrado ao SMF para auditoria completa.

Provavelmente.

Você ganhou.

Mais 15 minutos.

Na entrevista.


Frase Bellacosa Mainframe

"CICS pergunta. DB2 pergunta. MQ pergunta. USS pergunta. JES pergunta. IMS pergunta. O RACF responde. O SMF registra. Mas é o SAF que passa o dia inteiro atendendo as portas do Reino IBM Z."


☕💥 Continua na Parte 4

SAF – Performance, CPU, Memória e Escalabilidade

Quanto custa uma chamada SAF? O que FASTAUTH realmente economiza? Como bancos executam bilhões de autorizações por dia? Como medir, monitorar e otimizar o porteiro invisível do IBM Z?


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Anatomia Interna do Porteiro Invisível do Reino IBM Z - Parte II

 

Bellacosa Mainframe apresenta o SAF parte II

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 2

SAF – Anatomia Interna do Porteiro Invisível do Reino IBM Z

RACROUTE, VERIFY, FASTAUTH, Return Codes, ACEE e os mecanismos secretos que fazem bilhões de decisões por dia

"O SAF parece simples. Até o dia em que você precisa explicar para um auditor por que um MQOPEN retornou RC=8 às três horas da manhã."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Na Parte 1 descobrimos que o SAF é o porteiro invisível do Reino IBM Z.

Ele não possui usuários.

Ele não possui senhas.

Ele não possui grupos.

Ele não possui perfis.

Mas ele é consultado bilhões de vezes por dia.

A pergunta agora é:

Como o SAF realmente funciona?

Vamos abrir a caixa preta.


O que existe dentro do SAF?

A resposta curta.

Pouco.

A resposta Sysprog.

Muito.


O SAF é composto basicamente por:

Interface de chamadas

Roteador

Serviços

Retornos

Controle de contexto

Integração com ACEE

Comunicação com ESM


O coração do SAF

O principal serviço.

RACROUTE


Praticamente.

O sabre de luz.

Do Security Sysprog.


O que é RACROUTE?

Serviço.

Macrotina.

Interface.

Entre.

Aplicações.

E segurança.


Sintaxe simplificada

RACROUTE REQUEST=AUTH

Ou

RACROUTE REQUEST=VERIFY

Ou

RACROUTE REQUEST=FASTAUTH

Principais REQUESTS

VERIFY

Autenticação


AUTH

Autorização


FASTAUTH

Autorização rápida


EXTRACT

Informações usuário


DEFINE

Criar contexto


DELETE

Remover contexto


STAT

Status


ENVIR

Ambiente


VERIFY

Nosso favorito.


Objetivo.

Criar ACEE.


Exemplo.

TSO Logon.


Fluxo.

USER

↓

TSO

↓

SAF

↓

VERIFY

↓

RACF

↓

ACEE

Resultado.

Usuário autenticado.


AUTH

Verifica.

Pode.

Ou.

Não.


Exemplo.

PROD.DB2.MASTER

Classe.

DATASET


Resultado.

READ


UPDATE


ALTER


CONTROL


NONE


FASTAUTH

Aqui mora.

A mágica.


FASTAUTH.

É.

Um AUTH.

Com turbo.


Menos CPU.


Mais cache.


Menos overhead.


Bilhões.

De chamadas.

Por dia.


Muito utilizado.


CICS


MQ


DB2


Subsystems


O SAF Router

Pouco conhecido.

Muito importante.


Responsável.

Por encaminhar.

Requisições.


Fluxo.

Application

↓

SAF Router

↓

ESM

↓

Response

Sem router.

Nada funciona.


O melhor amigo do SAF

ACEE


SAF ama.

ACEEs.


Por quê?


CPU.


I/O.


Locks.


Performance.


Escalabilidade.


Exemplo

Sem ACEE.

AUTH

↓

RACF

↓

VSAM

↓

CPU

Com ACEE.

AUTH

↓

ACEE

↓

ALLOW

Muito mais rápido.


Return Codes

Sysprog gosta.


RC

RSN


RC comuns

RC=0

Sucesso.


RC=4

Aviso.


RC=8

Negado.


RC=12

Erro.


RC=16

Falha severa.


Exemplo

RC=8

RSN=24

Pode significar.

Perfil.

Ausente.


Grupo.

Incorreto.


Classe.

Inativa.


Reason Codes

Mais detalhados.


Explicam.

O motivo.


São.

Os verdadeiros.

Detetives.

Do SAF.


Como interpretar?

SMF.


IPCS.


zSecure.


IBM manuals.


Security Server.


Classes

SAF trabalha.

Com classes.


Exemplos.

DATASET


FACILITY


OPERCMDS


TCICSTRN


DSNR


JESJOBS


SURROGAT


UNIXPRIV


MQADMIN


Fluxo DB2

SELECT *

FROM CLIENTES

DB2.

SAF.

AUTH.

ACEE.

ALLOW.


Fluxo MQ

MQOPEN

SAF

FASTAUTH

ALLOW


Fluxo USS

SSH

VERIFY

ACEE

Shell


Fluxo CICS

PAY1

AUTH

TCICSTRN

ALLOW


O custo em CPU

Pequeno.


Principalmente.

FASTAUTH.


Muito eficiente.


Memória

Praticamente.

Irrelevante.

Para IBM Z.


O segredo da IBM

Não reinventar.

Segurança.

Em cada produto.


Criar.

Uma API.

Universal.


SAF.


Easter Egg Bellacosa

Pergunte.

Para um Sysprog.

Experiente.


Quem faz mais trabalho?

RACF?

Ou SAF?


Resposta típica.


RACF.

Decide.


SAF.

Trabalha.

Muito mais.


Porque atende.

Todas.

As portas.

Do reino.


Curiosidade

Provavelmente.

O SAF.

É um dos.

Componentes.

Mais executados.

Do zOS.


Sem aparecer.

Na maioria.

Dos monitores.


Sem glamour.


Sem interface.


Sem marketing.


Apenas.

Funcionando.


Dicas para Sysprog Junior

Estude.

RACROUTE.


Aprenda.

FASTAUTH.


Entenda.

ACEE.


Leia.

SMF80.


Pratique.

IPCS.


Use.

zSecure.


Conheça.

Reason Codes.


Como impressionar um arquiteto

Diga.

O SAF não toma decisões de segurança.

Ele apenas.

Orquestra.

A comunicação.

Entre.

Aplicações.

E ESM.


Provavelmente.

A conversa.

Mudará.

De nível.


Analogia Bellacosa ☕

Imagine.

O castelo.


CICS.

DB2.

MQ.

IMS.

USS.

Chegam.

Na portaria.


SAF atende.


Pergunta.

Ao cartório.


Recebe.

Resposta.


Olha.

O crachá.

ACEE.


Libera.

Ou bloqueia.


SMF.

Anota.

Tudo.


Frase Bellacosa Mainframe

"O RACF decide quem entra. O ACEE lembra quem você é. O SMF escreve a história. Mas é o SAF que passa o dia inteiro abrindo e fechando portas dentro do Reino IBM Z."


☕💥 Continua na Parte 3

SAF – Como Funciona na Vida Real

TSO, CICS, IMS, MQ, DB2, USS, JES2, Batch, Started Tasks, exemplos passo a passo, diagramas completos, consumo de CPU, troubleshooting e auditoria.

domingo, 16 de agosto de 2015

Como Programar sem Violar a Fortaleza do z/OS ☕🔐

 

Bellacosa Mainframe comenta sobre os risco e perigos e elogia o guardião RACF

🔥 Manual de Segurança RACF para Desenvolvedores

Como Programar sem Violar a Fortaleza do z/OS ☕🔐

No Mainframe, segurança não é um módulo.
É uma camada estrutural invisível que permeia tudo.

E no coração dessa segurança está o RACF (Resource Access Control Facility).

Para o desenvolvedor, RACF pode parecer apenas “aquele erro de autorização”.
Na realidade, ele é o guardião de:

🏦 dados bancários
🪪 informações pessoais
📊 bases governamentais
🧾 registros legais
💰 trilhões em transações

Entender RACF não é opcional — é requisito profissional.


🧠 1) Você não “bypass” RACF — você trabalha com ele

Não existe atalho legítimo.

Se o acesso foi negado, é porque:

👉 Você não precisa dele
👉 Falta autorização formal
👉 O recurso é sensível
👉 Há segregação de funções

Profissionais maduros não pedem acesso amplo — pedem acesso correto.


🔒 2) Princípio do Menor Privilégio

Regra fundamental:

Tenha apenas o acesso necessário para sua função.

Isso reduz:

✔ Risco de erro humano
✔ Possibilidade de abuso
✔ Impacto de incidentes
✔ Superfície de ataque

Se você tem acesso demais, algo está errado.


📁 3) Dataset é recurso protegido

Cada dataset pode ter regras específicas.

Níveis comuns de acesso:

  • READ — leitura

  • UPDATE — alteração

  • CONTROL — manipulação avançada

  • ALTER — controle total

Nunca assuma que READ permite processamento completo.


🏦 4) Bibliotecas de produção são zonas críticas

Load libraries e datasets de produção são altamente protegidos.

Desenvolvedores normalmente:

❌ Não podem alterar diretamente
✔ Devem promover via processos formais
✔ Passam por change management
✔ São auditados

Isso garante integridade operacional.


🧾 5) Logs existem — e são analisados

Cada tentativa de acesso pode ser registrada.

Auditores conseguem ver:

📅 Quem acessou
🕒 Quando acessou
📦 Qual recurso
❌ Tentativas negadas
⚠ Padrões suspeitos

Transparência é total.


🧠 6) IDs pessoais são responsabilidade individual

Nunca compartilhe sua credencial.

Seu ID representa você legal e operacionalmente.

Tudo feito com ele é atribuído a você.


🛑 7) Hardcode de credenciais é proibido

Código não deve conter:

❌ Senhas
❌ IDs de usuário
❌ Tokens
❌ Dados sensíveis

Além de inseguro, viola normas de auditoria.


🔐 8) RACF também protege programas

Não apenas dados.

Pode controlar execução de:

  • Programas autorizados

  • Transações CICS

  • Comandos do sistema

  • Recursos UNIX

  • Serviços especiais

Isso evita uso indevido de funções críticas.


🔁 9) Ambientes são segregados

Desenvolvimento, teste e produção possuem regras diferentes.

Mover código entre ambientes requer:

✔ Aprovação formal
✔ Procedimentos controlados
✔ Registro da mudança

Acesso direto à produção é raro e justificado.


📊 10) Segurança influencia o design do software

Aplicações devem considerar:

✔ Controle de acesso
✔ Proteção de dados sensíveis
✔ Logs apropriados
✔ Não exposição de informações confidenciais

Segurança não é “camada externa”.


🧯 11) Violação pode gerar consequências sérias

Dependendo do ambiente:

⚠ Investigação interna
⚠ Revogação de acessos
⚠ Medidas disciplinares
⚠ Implicações legais

Mainframe é ambiente regulado.


🧩 12) Peça ajuda ao time de segurança

Não tente “descobrir sozinho”.

Equipes RACF existem para:

✔ Conceder acessos corretos
✔ Explicar políticas
✔ Garantir conformidade
✔ Evitar incidentes

Colaboração é parte do processo.


🏛️ 13) Segurança é base da confiança no Mainframe

O motivo de bancos e governos confiarem no z/OS é simples:

🔒 Controle rigoroso
📜 Auditoria forte
🧱 Arquitetura segura
⏳ Estabilidade comprovada

Sem RACF (ou equivalente), esse nível de confiança não existiria.


☕ Filosofia Bellacosa Mainframe

Desenvolvedor maduro não luta contra a segurança.

Ele entende que:

“Se o sistema financeiro mundial confia nessa plataforma, a segurança precisa ser implacável.”


⭐ Conclusão

RACF não é obstáculo.
É proteção — inclusive para você.

Quando usado corretamente:

✔ Evita erros catastróficos
✔ Garante conformidade regulatória
✔ Protege dados sensíveis
✔ Sustenta operações críticas

“No Mainframe, segurança não é feature. É fundação.”

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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