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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

🎩 O CHAPELEIRO MALUCO E O PAÍS DAS PORTAS DOS FUNDOS

 

Um Café no Bellacosa Mainframe

🎩 O CHAPELEIRO MALUCO E O PAÍS DAS PORTAS DOS FUNDOS

RACF, Zero Trust, jatinhos, VIPs, compliance, conflitos de interesse, despesas de representação, audit trail, Red Team — e o dia em que Alice descobriu que o sistema estava perfeitamente protegido contra todo mundo, exceto contra quem tinha poder suficiente para pedir uma exceção.




🎬 PRÓLOGO — ALICE CAIU NO BURACO ERRADO

Alice já conhecia o País das Maravilhas.

Coelhos atrasados.

Gatos que desapareciam.

Rainhas temperamentais.

Cartas de baralho que falavam.

Nada daquilo a surpreendia mais.

Até que encontrou uma porta onde estava escrito:

SECURITY — AUTHORIZED PERSONNEL ONLY

Alice tentou entrar.

A porta não abriu.

Uma tela verde respondeu:

ICH408I USER ALICE
NOT AUTHORIZED TO RESOURCE

— Excelente! — disse Alice. — Finalmente encontrei um lugar organizado.

Então apareceu um homem importante.

Tentou entrar.

A porta também não abriu.

ICH408I USER VIP001
NOT AUTHORIZED TO RESOURCE

Alice sorriu.

— Pelo menos as regras são iguais.

O homem aproximou-se do funcionário responsável pela porta e perguntou:

— Você sabe com quem está falando?

O funcionário empalideceu.

Pegou o telefone.

Cinco minutos depois, a porta abriu.

Alice ficou olhando.

Nesse momento surgiu o Chapeleiro Maluco carregando uma xícara de café.

— Bem-vinda à segurança corporativa, Alice.

— Mas o sistema negou!

— Exatamente.

— Então como ele entrou?

O Chapeleiro tomou um gole.

O computador disse não. O organograma disse sim.

Eram exatamente 03:17.



🐇 CAPÍTULO 1 — O QUE APRENDEMOS COM O COELHO BRANCO?

Nossa conversa começou com um caso contemporâneo envolvendo um banco, seu controlador, autoridades, familiares, contratos, viagens e relações sociais.

Mas rapidamente percebemos que o assunto era muito maior.

As investigações envolvendo o Banco Master revelaram publicamente uma extensa rede de relacionamentos envolvendo diferentes setores do poder brasileiro. Isso não significa que toda pessoa mencionada tenha cometido irregularidade; contatos, contratos, viagens ou relações profissionais precisam ser examinados individualmente e com devido processo.

O verdadeiro aprendizado não está em perguntar:

“Quem conhece quem?”

Está em perguntar:

“Nosso sistema institucional consegue identificar quando um relacionamento legítimo começa a produzir conflito de interesses?”

Essa pergunta serve para Brasília.

Serve para bancos.

Serve para empresas.

E serve perfeitamente para o mainframe.



🔐 CAPÍTULO 2 — RACF NÃO PROTEGE CONTRA ORGANOGRAMA

Imagine que você está começando como programador COBOL.

Seu programa processa pagamentos.

O dataset é:

PROD.PAYROLL.MASTER

Seu USERID possui apenas:

READ

Você tenta alterar.

RACF responde:

ICH408I
NOT AUTHORIZED

Excelente.

Agora imagine que o presidente da empresa tente fazer a mesma coisa.

Tecnicamente, deveria acontecer exatamente a mesma coisa.

O RACF não deveria pensar:

“Nossa! É o presidente!”

Para o sistema, existem:

identidade → autenticação → autorização.

Cargo não substitui nenhuma delas.

Esse conceito precisa sair do mainframe e entrar na governança das organizações.



🪪 CAPÍTULO 3 — IDENTIDADE NÃO É AUTORIZAÇÃO

Essa talvez tenha sido a principal descoberta de toda nossa conversa.

Existem três conceitos diferentes:

Identificação

Quem você afirma ser?

USERID = ALICE

Autenticação

Você consegue provar que realmente é Alice?

Senha.

MFA.

Certificado.

Biometria.

Passkey.

Autorização

Alice pode executar aquela operação?

PERMIT ALICE
       CLASS(DATASET)
       ACCESS(READ)

É perfeitamente possível possuir:

IDENTITY       = VALID
AUTHENTICATION = SUCCESS
AUTHORIZATION  = DENIED

E isso não representa erro.

Representa segurança funcionando.

O problema aparece quando acrescentamos uma quarta variável:

STATUS = VIP

E alguém decide que VIP significa:

ACCESS = ALTER

Não deveria.



🎩 CAPÍTULO 4 — “VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?”

O Chapeleiro colocou quatro xícaras sobre a mesa.

Na primeira escreveu:

Política.

Na segunda:

Procedimento.

Na terceira:

Tecnologia.

Na quarta:

Cultura.

— Qual delas controla a empresa? — perguntou Alice.

— Política?

— Errado.

— Tecnologia?

— Também.

O Chapeleiro apontou para a quarta.

Cultura.

Uma organização pode possuir a política:

Ninguém entra sem autorização.

Mas possuir simultaneamente a cultura:

Não crie problema para diretor.

Qual das duas vence?

Normalmente a segunda.

Isso cria aquilo que poderíamos chamar de:

Shadow Security Policy

A política invisível.

Ela nunca foi aprovada.

Não existe PDF.

Não existe versão.

Não existe owner.

Mas todo funcionário aprende.


🧨 CAPÍTULO 5 — O FUNCIONÁRIO QUE DISSE NÃO

Nossa conversa trouxe um exemplo perfeito.

Um diretor solicitou determinado acesso.

O responsável sabia exatamente quem ele era.

Mas não havia autorização adequada.

A resposta foi:

não.

Só que não terminou aí.

Foi solicitado um e-mail formal.

Enquanto isso, houve confirmação independente com a pessoa competente para autorizar.

Isso é excelente segurança.

O fluxo ficou:

REQUEST
   |
   v
IDENTITY CONFIRMED
   |
   v
AUTHORIZATION MISSING
   |
   v
ACCESS DENIED
   |
   v
EXCEPTION REQUEST
   |
   v
INDEPENDENT VALIDATION
   |
   v
DOCUMENTED APPROVAL
   |
   v
CONTROLLED ACCESS

Observe algo importante:

o funcionário não decidiu conceder privilégio.

Quem possuía autoridade assumiu formalmente a responsabilidade.

Isso é accountability.


😡 CAPÍTULO 6 — QUANDO O DIRETOR FICA OFENDIDO

Só que existe um problema.

O diretor pode interpretar:

controle = desconfiança

ou:

procedimento = humilhação

ou:

registro = burocracia.

Se depois retaliar quem aplicou corretamente o procedimento, algo extremamente perigoso acontece.

Os demais funcionários aprendem.

Não através de treinamento oficial.

Aprendem observando.

A próxima pessoa importante aparece.

O funcionário lembra:

“Da última vez alguém seguiu a política e se ferrou.”

Então libera.

Nesse momento a empresa possui uma vulnerabilidade que:

Nessus não encontra.

Qualys não encontra.

SIEM não encontra.

Penetration test tradicional talvez não encontre.

Porque a vulnerabilidade está na cultura de poder.


✈️ CAPÍTULO 7 — ALICE ENCONTRA UM JATINHO

Depois apareceu o avião executivo.

Aqui descobrimos outra coisa importante.

Privacidade não é necessariamente anonimato.

Aviação executiva possui controles e regulamentação próprios, diferentes em vários aspectos do fluxo comercial comum.

Mas para governança existe uma pergunta essencial:

Conseguimos reconstruir posteriormente quem utilizou determinado recurso, quem autorizou e quem pagou?

Isso vale para avião.

Vale para carro corporativo.

Vale para hotel.

Vale para cartão empresarial.

Vale para dataset.

Vale para transação CICS.

Vale para API.

O nome técnico disso é:

Audit Trail


📜 CAPÍTULO 8 — SMF PARA O MUNDO REAL

No z/OS temos algo maravilhoso:

SMF — System Management Facilities.

O sistema registra acontecimentos.

Jobs.

Logons.

Uso de recursos.

Segurança.

Performance.

Accounting.

Agora imagine aplicar mentalidade semelhante à governança.

Queremos responder:

WHO?
WHAT?
WHEN?
WHERE?
WHY?
WHO AUTHORIZED?
WHO PAID?
WHO BENEFITED?

Isso é praticamente um SMF institucional.

E existe uma lição extraordinária:

quanto maior o privilégio, maior deveria ser a auditabilidade.

Muitas organizações fazem exatamente o contrário.

Funcionário comum:

30 controles.

Diretor:

“Pode deixar passar.”

Deveria ser:

mais poder → mais accountability.


🍽️ CAPÍTULO 9 — O JANTAR QUE TALVEZ NÃO FOSSE JANTAR

Chegamos então às despesas de representação.

Hospitalidade empresarial existe.

Jantares existem.

Eventos existem.

Viagens existem.

Relacionamento comercial existe.

Nada disso é automaticamente irregular.

Mas descobrimos outra diferença fundamental:

DOCUMENT EXISTS

não significa:

DOCUMENT REPRESENTS REALITY

Um compliance superficial verifica:

✔ nota fiscal
✔ centro de custo
✔ aprovação
✔ fornecedor
✔ valor

E encerra.

Um Red Team pergunta:

A natureza econômica da operação corresponde ao documento?

Essa pergunta muda tudo.


🧾 CAPÍTULO 10 — COMPLIANCE NÃO É COLECIONAR PDFs

Imagine:

REALIDADE       = A
DOCUMENTO       = B
ERP             = B
CONTABILIDADE   = B
RELATÓRIO       = B
AUDITORIA       = B

Todos os sistemas concordam.

Todos podem estar errados.

Por quê?

Porque todos receberam a mesma informação inicial.

Programadores conhecem isso há décadas:

Garbage In, Garbage Out.

Compliance também sofre de GIGO.


⚖️ CAPÍTULO 11 — A TOGA NÃO É SUPERUSER

Chegamos então à magistratura.

Aqui precisamos abandonar personagens específicos e pensar institucionalmente.

O Código de Ética da Magistratura Nacional estabelece princípios como independência, imparcialidade, transparência e integridade. Determina também que o magistrado mantenha distância equivalente das partes e evite comportamento que possa refletir favoritismo.

Isso é praticamente Zero Trust jurídico.

Não significa:

“Desconfie de todo juiz.”

Significa:

Construa mecanismos que não dependam exclusivamente da confiança pessoal.

Aliás, o próprio STF anunciou em fevereiro de 2026 a elaboração de seu Código de Ética específico, mencionando explicitamente prevenção de conflitos de interesse, transparência, responsabilidade e confiança pública.

O CNJ também avançou em 2026 numa proposta específica para identificação, declaração e tratamento de conflitos de interesses, incluindo sistemas eletrônicos de prevenção e estruturas de aconselhamento ético.

Ou seja:

o problema estrutural está sendo reconhecido institucionalmente.


❤️ CAPÍTULO 12 — CONFIANÇA NÃO PODE SER A ÚNICA DEFESA

Alice perguntou:

— Então devemos desconfiar de todo mundo?

O Chapeleiro respondeu:

— Claro que não!

— Mas você acabou de falar de Zero Trust.

— Alice, Zero Trust não significa que todos são desonestos.

Significa que honestidade não substitui controle.

Essa distinção é maravilhosa.

Não colocamos senha porque acreditamos que todos são criminosos.

Não utilizamos RACF porque acreditamos que todos os programadores querem roubar dados.

Não fazemos backup porque esperamos que o storage exploda amanhã.

Controles existem porque sistemas resilientes não dependem de pessoas perfeitas.


🕵️ CAPÍTULO 13 — ENTRE O INTERESSE PÚBLICO E O NOTÍCIAS POPULARES

Nossa conversa passou também por intimidade.

Sexo.

Profissionais do sexo.

Festas.

Luxo.

E aí existe uma armadilha.

Esses elementos são excelentes para manchetes.

Mas podem distrair da verdadeira questão.

A pergunta relevante não deveria ser:

“Com quem determinada autoridade dormiu?”

A pergunta institucional é:

“Um terceiro interessado financiou um benefício privado?”

Se não financiou, a intimidade pode continuar sendo simplesmente intimidade.

Se financiou, aparecem perguntas sobre:

conflito de interesses → vantagem → independência → eventual contrapartida.

O sexo vira quase detalhe contábil.

O dinheiro torna-se interessante.


🔎 CAPÍTULO 14 — FOLLOW THE MONEY NÃO É SUFICIENTE

Todo mundo conhece:

Follow the money.

O Chapeleiro discorda.

— Incompleto!

Ele escreveu:

FOLLOW THE MONEY
FOLLOW THE ACCESS
FOLLOW THE RELATIONSHIP
FOLLOW THE DECISION
FOLLOW THE EXCEPTION

Esse é um modelo muito melhor.

Imagine:

EMPRESA
   |
   +-- pagamento
   |
INTERMEDIÁRIO
   |
   +-- benefício
   |
PESSOA COM PODER
   |
   +-- decisão
   |
RESULTADO

Uma seta isolada pode não significar absolutamente nada.

O grafo completo pode contar uma história.


🧠 CAPÍTULO 15 — O QUE AINDA NÃO DESCOBRIMOS?

Aqui precisamos ter disciplina.

Não podemos afirmar que existem fatos escondidos específicos sem evidência.

Mas podemos perguntar:

Que classes de risco ainda podem estar invisíveis?

Essa é exatamente a função de threat modeling.

Possibilidades genéricas:

relações indiretas não declaradas

beneficiários econômicos difíceis de identificar

presentes e hospitalidade

viagens

intermediários

consultorias

empresas relacionadas

familiares

fundos

associações

institutos

eventos privados

exceções não documentadas

aprovações verbais

conflitos de interesse não percebidos

O objetivo não é presumir culpa.

É construir controles capazes de detectar situações relevantes.


🔴 CAPÍTULO 16 — ENTRA O RED TEAM

Finalmente chegamos ao Red Team.

Muita gente pensa:

Red Team = hacker tentando invadir servidor.

É muito pouco.

Um Red Team maduro pergunta:

Como este sistema pode falhar?

E “sistema” pode significar organização.

Começamos criando adversários hipotéticos.

Cenário 1 — VIP

Uma pessoa poderosa pede exceção.

O funcionário cede?

Cenário 2 — relacionamento

Fornecedor possui amizade com decisor.

O conflito é declarado?

Cenário 3 — benefício

Terceiro oferece viagem ou hospitalidade.

Existe registro?

Cenário 4 — intermediário

O benefício não vem diretamente do interessado.

O sistema identifica relacionamento indireto?

Cenário 5 — pressão hierárquica

Funcionário bloqueia operação irregular.

Ele é protegido ou punido?

Aqui encontramos uma métrica extraordinária.


🛡️ CAPÍTULO 17 — O TESTE DO FUNCIONÁRIO PROTEGIDO

Quer saber se uma organização possui cultura de segurança?

Faça esta pergunta:

O que acontece com o funcionário que corretamente diz NÃO para alguém poderoso?

Se ele recebe apoio:

boa cultura.

Se recebe bronca:

alerta.

Se sofre retaliação:

vulnerabilidade crítica.

Porque segurança depende de pessoas terem permissão organizacional para aplicar segurança.


🧪 CAPÍTULO 18 — RED TEAM DE GOVERNANÇA

Agora montamos nosso exercício.

Sem tentar cometer crimes.

Sem violar privacidade.

Sem burlar controles reais.

Usamos simulações autorizadas.

Passo 1 — Mapear ativos

Dados.

Dinheiro.

Decisões.

Acessos.

Contratos.

Viagens.

Presentes.

Passo 2 — Mapear privilégios

Quem pode aprovar?

Quem pode dispensar?

Quem pode autorizar exceções?

Passo 3 — Mapear relacionamentos

Fornecedores.

Clientes.

Familiares.

Representantes.

Consultores.

Passo 4 — Procurar Shadow Policies

Pergunte aos funcionários:

“O que realmente acontece quando um diretor pede exceção?”

A resposta pode ser completamente diferente do manual.

Passo 5 — Simular pressão

Em ambiente autorizado, teste se procedimentos continuam funcionando quando o solicitante possui status elevado.

Passo 6 — Verificar audit trail

Conseguimos reconstruir tudo posteriormente?

Passo 7 — Corrigir.

Não apenas tecnologia.

Processo + cultura + proteção ao funcionário + transparência.


🔧 CAPÍTULO 19 — COMO MELHORAMOS O SISTEMA?

O Chapeleiro apresentou sua arquitetura.

1. Zero Trust também para VIP

Nenhum cargo concede privilégio implícito.

2. Exceção sempre registrada

Se precisa quebrar regra:

REQUEST
APPROVER
REASON
TIME
RESOURCE
EXPIRATION
AUDIT

3. Four Eyes Principle

Operações sensíveis exigem segunda aprovação independente.

4. Conflict-of-interest by design

Não espere o conflito aparecer.

Crie sistemas para declará-lo antecipadamente.

5. Beneficial ownership

Saiba quem realmente está atrás de empresas e estruturas relevantes quando a legislação permitir e exigir essa verificação.

6. Hospitalidade transparente

Presentes, viagens e benefícios relevantes precisam de regras claras.

7. Proteção contra retaliação

Funcionário que aplica corretamente o controle não pode ser punido por fazê-lo.

8. Auditoria baseada em substância

Não verifique apenas documentos.

Verifique realidade econômica.

9. Analytics

Procure padrões.

Valores.

Recorrência.

Relacionamentos.

Concentração.

Exceções.

10. Red Team periódico

Ataque processos.

Não pessoas.


🤖 CAPÍTULO 20 — IA PODE AJUDAR

Agora entra 2026.

Imagine milhares de:

contratos,

pagamentos,

agendas,

fornecedores,

declarações,

processos,

aprovações.

Humanos não conseguem correlacionar tudo.

IA e graph analytics podem ajudar a encontrar:

PESSOA A
   |
EMPRESA B
   |
FUNDO C
   |
CONSULTORIA D
   |
FAMILIAR E
   |
PROCESSO F

Isso não prova irregularidade.

Produz:

sinal para investigação humana.

Essa distinção é fundamental.

IA não deveria declarar:

CULPADO.

Deveria dizer:

ANOMALIA — INVESTIGAR.


🏛️ CAPÍTULO 21 — TRANSPARÊNCIA É OBSERVABILIDADE INSTITUCIONAL

Programadores conhecem observabilidade.

Metrics.

Logs.

Traces.

Agora aplique isso à governança.

Metrics: quantas exceções existem?

Logs: quem autorizou?

Traces: como o benefício percorreu a organização?

De repente:

OBSERVABILITY

vira:

TRANSPARENCY

O próprio CNJ criou o ONIT para fortalecer integridade, ética, governança e transparência e identificar riscos como corrupção, conflitos de interesse e captura institucional.

A analogia é perfeita:

instituição sem transparência é produção sem logs.

Tudo parece funcionar.

Até ocorrer incidente.


🎩 CAPÍTULO 22 — O ÚLTIMO CHÁ DO CHAPELEIRO

Alice estava cansada.

— Então nunca teremos um sistema perfeito?

O Chapeleiro riu.

— Claro que não!

— Então para que tudo isso?

Ele colocou uma última xícara sobre a mesa.

Nela estava escrito:

RESILIENCE.

Segurança não significa impedir absolutamente todo problema.

Significa:

dificultar → detectar → registrar → responder → aprender → melhorar.

É exatamente aquilo que fazemos no mainframe.


🐒 EPÍLOGO — OS CHIMPANZÉS VOLTARAM

Alice retornou à porta do início.

O homem importante apareceu novamente.

Tentou entrar.

ICH408I
ACCESS DENIED

Olhou para o funcionário.

— Você sabe com quem está falando?

O funcionário respondeu calmamente:

— Sei perfeitamente, senhor.

— Então abra.

— Sua identidade está confirmada. Sua autorização, não.

O homem pegou o telefone.

Nada aconteceu.

Tentou ligar para um diretor.

Nada.

Tentou chamar um amigo.

Nada.

Alice ficou surpresa.

— O que vocês fizeram?

O Chapeleiro apontou para uma placa nova:

EXCEPTION WORKFLOW

REQUEST
   ↓
INDEPENDENT APPROVAL
   ↓
JUSTIFICATION
   ↓
TIME-LIMITED ACCESS
   ↓
LOG
   ↓
REVIEW

Ao lado havia outra:

Nenhum funcionário será punido por aplicar corretamente um controle de segurança.

Alice sorriu.

Os chimpanzés começaram a bater palmas.

O Chapeleiro olhou para o relógio.

03:17.

— Conseguimos fechar todas as portas dos fundos?

Alice perguntou.

Ele colocou o chapéu.

— Não.

— Então fracassamos?

— Pelo contrário.

Pegou a xícara.

Agora sabemos que devemos continuar procurando.

No terminal 3270 surgiu a última mensagem:

BELLACOSA MAINFRAME

SECURITY IS NOT
A PRODUCT.

SECURITY IS
A SYSTEM OF
PEOPLE,
PROCESSES,
TECHNOLOGY
AND ACCOUNTABILITY.

READY

E em letras menores:

ZERO TRUST:
SAME RULES.
ESPECIALLY FOR
SUPERUSERS.

☕🎩

Porque talvez a maior lição de todas seja esta:

Uma organização não demonstra que possui bons controles quando consegue dizer NÃO para quem não tem poder.

Ela demonstra quando consegue dizer NÃO para quem tem.

E um bom Red Team existe justamente para descobrir se esse NÃO continua funcionando quando chega o próximo Chapeleiro Maluco perguntando por que todo mundo está seguindo regras numa terra onde ele sempre acreditou que as regras eram para os outros.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

🐒 QUANDO UM MILHÃO DE CHIMPANZÉS ABRIRAM O BARRIL DE SAQUÊ PREMIUM

 

Um Café no Bellacosa Mainframe

🐒 QUANDO UM MILHÃO DE CHIMPANZÉS ABRIRAM O BARRIL DE SAQUÊ PREMIUM

Portas dos fundos humanas, “sabe com quem você está falando?”, jatinhos emprestados, togas, garotas de programa, despesas de representação, compliance, Red Team, Security — e o estranho dia em que descobrimos que o maior privilégio de um sistema talvez não estivesse cadastrado no RACF.




🎬 PRÓLOGO — O SISTEMA ESTAVA SEGURO

O jovem programador COBOL tinha certeza.

O RACF estava configurado.

As senhas eram fortes.

MFA estava habilitado.

Os datasets críticos estavam protegidos.

Os acessos privilegiados eram registrados.

O SIEM recebia eventos.

O SOC monitorava alertas.

Auditores possuíam relatórios.

Havia segregação de funções.

Existia política de Zero Trust.

Tudo perfeito.

Até que alguém apareceu na porta e pronunciou uma sequência de palavras contra a qual nenhum firewall havia sido configurado:

— Você sabe com quem está falando?

O jovem programador olhou para o veterano.

— Onde cadastro isso no RACF?

O velho tomou um gole de café.

— Em lugar nenhum.

— Então estamos protegidos?

— Muito pelo contrário, Padawan.

Eram 03:17.

O incidente estava apenas começando.



🐒 CAPÍTULO 1 — O MILHÃO DE CHIMPANZÉS

Existe uma velha brincadeira segundo a qual, colocando infinitos chimpanzés diante de máquinas de escrever durante tempo suficiente, algum deles acabaria escrevendo Shakespeare.

No Bellacosa Mainframe decidimos modernizar a experiência.

Colocamos um milhão de chimpanzés diante de terminais 3270.

Mas alguém cometeu um erro operacional gravíssimo.

Em vez de café, abriram um barril de saquê premium.

Depois do terceiro copo, nenhum chimpanzé queria mais escrever Shakespeare.

Queriam fazer auditoria.

E descobriram uma coisa extraordinária:

os sistemas mais protegidos do mundo frequentemente possuem portas que não aparecem nos diagramas de arquitetura.

Não são portas TCP.

Não estão no firewall.

Não possuem CVE.

Não aparecem no Nessus.

Não estão no OWASP Top 10.

São portas humanas.



🚪 CAPÍTULO 2 — A BACKDOOR QUE NÃO ESTAVA NO CÓDIGO

Imagine um sistema extremamente seguro.

Um funcionário tenta acessar determinado ambiente.

ACCESS DENIED.

Perfeito.

Agora chega um diretor.

ACCESS DENIED.

Tecnicamente, continua perfeito.

Então o diretor olha para o funcionário:

— Você sabe quem eu sou?

Nesse instante surge uma nova interface de autenticação.

Não existe API.

Não existe documentação.

Mas todo mundo conhece o protocolo:

IDENTIDADE: DIRETOR
AUTORIZAÇÃO: NÃO
PRESSÃO HIERÁRQUICA: ALTA
RISCO DE RETALIAÇÃO: ALTO

RESULTADO ESPERADO PELO SISTEMA:
DENY

RESULTADO ESPERADO PELO HUMANO:
TALVEZ SEJA MELHOR LIBERAR

Encontramos uma vulnerabilidade.

CVE-HUMAN-0001 — Sabe-Com-Quem-Está-Falando Privilege Escalation.



🪪 CAPÍTULO 3 — IDENTIDADE NÃO É AUTORIZAÇÃO

Aqui está uma lição fundamental de segurança:

Identification ≠ Authentication ≠ Authorization.

Eu posso saber exatamente quem você é.

Você pode realmente ser presidente.

Diretor.

CEO.

Ministro.

General.

Administrador.

DBA.

Isso não significa automaticamente que você esteja autorizado a acessar determinado recurso.

No RACF isso é banal.

No mundo humano, surpreendentemente, não.

O verdadeiro Zero Trust deveria conseguir dizer:

“Sei perfeitamente quem é o senhor. Agora preciso verificar se o senhor possui autorização.”

É fácil implementar Zero Trust contra o estagiário.

Quero ver implementar contra o presidente.



✈️ CAPÍTULO 4 — O JATINHO EMPRESTADO

Então os chimpanzés encontraram um hangar.

E descobriram outra propriedade curiosa do poder.

O cidadão comum viaja assim:

documento → check-in → fila → segurança → raio-X → portão → embarque.

O VIP pode utilizar ambientes completamente diferentes, sujeitos aos controles específicos daquela modalidade de aviação.

Nada disso significa automaticamente irregularidade.

Mas, para um Red Team, aparece imediatamente uma pergunta:

os controles continuam oferecendo rastreabilidade suficiente quando o usuário é VIP?

A pergunta não é:

“Como alguém poderia burlar isso?”

A pergunta correta é:

“Conseguimos reconstruir posteriormente quem entrou, quem saiu, quem autorizou e quem pagou?”

Essa é a diferença entre procurar uma vulnerabilidade e ensinar sua exploração.


Bellacosa Mainframe e uma historia que não esta no gibi

⚖️ CAPÍTULO 5 — A TOGA NÃO É UM TOKEN DE AUTENTICAÇÃO

Os chimpanzés continuaram investigando.

Encontraram pessoas poderosas.

Executivos.

Autoridades.

Magistrados.

Políticos.

Empresários.

E perceberam uma coisa.

Quanto maior o poder de uma pessoa, maior pode ser a tentação social de transformar sua posição em credencial.

Mas uma toga não deveria funcionar como:

PERMIT * ACCESS(ALTER)

Nem um cargo de CEO.

Nem um cartão VIP.

Nem amizade com o presidente.

Porque segurança baseada em prestígio possui uma vulnerabilidade fundamental:

ela funciona melhor justamente contra quem oferece menos risco institucional para quem aplica a regra.


🍽️ CAPÍTULO 6 — DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO

Agora os chimpanzés chegaram ao departamento financeiro.

Encontraram uma expressão maravilhosa:

DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO.

Jantares.

Viagens.

Eventos.

Hospitalidade.

Entretenimento.

Presentes.

Tudo pode possuir finalidade comercial perfeitamente legítima.

O problema começa quando alguém confunde:

DOCUMENTO EXISTE

com

TRANSAÇÃO É LEGÍTIMA.

São coisas completamente diferentes.

Um sistema ruim pergunta:

Tem comprovante?

Um sistema melhor pergunta:

O comprovante representa aquilo que realmente aconteceu?


🧾 CAPÍTULO 7 — COMPLIANCE NÃO É COLECIONAR PDF

Imagine:

DESPESA REAL = A
DOCUMENTO = B
CONTABILIDADE = B
ERP = B
RELATÓRIO = B
AUDITORIA SUPERFICIAL = OK

Cinco sistemas concordam.

E cinco sistemas podem estar errados.

Porque todos receberam a mesma representação incorreta da realidade.

Esse é um problema fascinante para quem trabalha com sistemas.

Garbage in, garbage out também funciona em compliance.

Uma transação pode possuir:

✔ documento
✔ aprovação
✔ centro de custo
✔ fornecedor
✔ lançamento
✔ pagamento

e ainda exigir investigação.

O auditor experiente não pergunta apenas:

“Existe nota?”

Pergunta:

“Esta nota conta a história verdadeira?”


👠 CAPÍTULO 8 — AS GAROTAS QUE ROUBARAM A MANCHETE

Então apareceram profissionais do sexo.

E todos os chimpanzés abandonaram imediatamente a arquitetura de segurança.

A imprensa também.

Porque:

CONFLITO DE INTERESSES EM COMPLEXA REDE DE RELACIONAMENTOS

é uma manchete chata.

Mas:

TOGA + JATINHO + GAROTA + FESTA

é praticamente o renascimento do Notícias Populares.

Só que existe uma armadilha intelectual aí.

Sexo consensual entre adultos pode não ser a questão relevante.

A pergunta interessante é outra:

quem proporcionou o benefício?

E depois:

por quê?

E depois:

para quem?

E finalmente:

o beneficiário possuía poder sobre algum interesse de quem estava pagando?

O Red Team abandona a fofoca e segue o fluxo.


💰 CAPÍTULO 9 — FOLLOW THE MONEY

Dinheiro possui uma qualidade maravilhosa para auditoria:

ele deixa rastros.

Mas o auditor iniciante procura somente:

A → B

O experiente procura:

A
│
├── empresa
├── consultoria
├── escritório
├── fornecedor
├── instituto
├── evento
├── viagem
└── benefício
        │
        ▼
        B

Isso não significa que cada seta represente corrupção.

Muito pelo contrário.

A maior parte das relações econômicas é perfeitamente legítima.

O objetivo é descobrir o significado das relações, não criminalizar relacionamentos.


🕵️ CAPÍTULO 10 — RED TEAM NÃO PROCURA APENAS BUG

Essa talvez seja a maior lição.

Red Team não precisa perguntar somente:

“Consigo quebrar o software?”

Pode perguntar:

“Consigo quebrar o processo?”

E depois:

“Consigo fazer alguém autorizado executar algo que eu não conseguiria executar?”

E finalmente:

“Existe alguém tão poderoso que os controles deixam de funcionar normalmente quando ele aparece?”

Essa última pergunta é assustadoramente poderosa.


🧠 CAPÍTULO 11 — O CONTROLE INVISÍVEL

Imagine duas políticas.

A política oficial:

Ninguém entra sem autorização.

E a política cultural:

Ninguém entra sem autorização, exceto pessoas importantes porque ninguém quer confusão.

Qual delas controla realmente a organização?

A segunda.

Mesmo sem estar escrita.

Esse é o Shadow Security Policy.

E ele pode ser mais poderoso que o RACF.


🐵 CAPÍTULO 12 — O CHIMPANZÉ AUDITOR

Depois de consumir quantidades preocupantes de saquê, um chimpanzé apresentou sua metodologia.

Ele escreveu no quadro:

QUEM?
 ↓
PEDIU O QUÊ?
 ↓
QUEM AUTORIZOU?
 ↓
QUEM PAGOU?
 ↓
QUEM RECEBEU?
 ↓
QUEM SE BENEFICIOU?
 ↓
HAVIA INTERESSE?
 ↓
HOUVE ATO POSTERIOR?
 ↓
EXISTE AUDIT TRAIL?

A sala ficou silenciosa.

O chimpanzé havia acabado de inventar uma investigação melhor que muito checklist corporativo.


🔐 CAPÍTULO 13 — ZERO TRUST PARA PODEROSOS

Talvez precisemos atualizar o conceito.

Zero Trust costuma ser explicado assim:

Never trust, always verify.

Mas existe uma versão organizacional:

Never trust status. Always verify authorization.

Porque existem duas formas de privilégio.

O privilégio técnico:

SPECIAL
OPERATIONS
AUDITOR
ALTER
CONTROL

E o privilégio social:

CEO
DIRETOR
VIP
AUTORIDADE
AMIGO DO DONO

O primeiro aparece nos relatórios.

O segundo raramente.

E justamente por isso merece atenção.


🧯 CAPÍTULO 14 — O FUNCIONÁRIO QUE DISSE NÃO

Existe ainda outro controle que quase nunca aparece no diagrama:

a pessoa que executa a política.

Se ela disser NÃO corretamente e receber punição por isso, a organização acabou de executar um treinamento informal.

Todos aprenderam:

Na próxima vez, diga SIM.

É assim que controles morrem sem ninguém alterar uma única linha de configuração.

O RACF continua perfeito.

O manual continua perfeito.

A auditoria continua recebendo relatórios verdes.

Mas ninguém mais deseja aplicar a regra contra determinadas pessoas.


🏛️ CAPÍTULO 15 — O PRINCÍPIO DA DISTÂNCIA ZERO

Relacionamento não é crime.

Networking não é crime.

Jantar não é crime.

Viajar não é crime.

Ter amigos poderosos não é crime.

Contratar serviços não é crime.

A pergunta de governança é:

essas relações conseguem alterar decisões que deveriam ser independentes?

Esse é o ponto em que compliance deixa de ser moralismo e vira arquitetura institucional.


📰 CAPÍTULO 16 — O EFEITO NOTÍCIAS POPULARES

Existe ainda um perigo para quem investiga.

Encontrar algo escandaloso demais.

Sexo.

Luxo.

Celebridades.

Jatinhos.

Festas.

Tudo isso produz atenção.

Mas atenção pode destruir investigação.

Porque o público passa a discutir:

“Quem dormiu com quem?”

quando deveria perguntar:

“Quem pagou o quê para quem e qual interesse existia?”

O espetáculo pode funcionar como fumaça sobre o problema verdadeiro.


🐒 EPÍLOGO — SHAKESPEARE NÃO VEIO

Depois de milhares de horas, o milhão de chimpanzés não escreveu Shakespeare.

Produziu algo muito mais útil.

Um relatório de auditoria.

Na última página havia apenas quatro linhas:

IDENTIDADE NÃO É AUTORIZAÇÃO.

DOCUMENTAÇÃO NÃO É VERDADE.

PODER NÃO É CREDENCIAL.

E TODO PRIVILÉGIO PRECISA DE AUDIT TRAIL.

O jovem programador olhou para o veterano.

— Então qual é a porta dos fundos mais perigosa?

O velho terminou o café.

Olhou para o relógio.

03:17.

— Aquela que todo mundo conhece, Padawan.

— Então por que ninguém fecha?

O veterano levantou-se.

— Porque às vezes quem passa por ela é justamente quem poderia mandar fechá-la.

No fundo da sala, um chimpanzé levantou o copo de saquê.

ICH408I.

Access denied.

Desta vez, para todos.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Os Guardiões Invisíveis do Reino IBM Z ACEE, SAF e APF – As Três Relíquias que Protegem Trilhões de Dólares Todos os Dias

 

Bellacosa Mainframe e os guardioes do reino ibm z acee saf e apf

☕💥 Um Café no Bellacosa Mainframe

Os Guardiões Invisíveis do Reino IBM Z

ACEE, SAF e APF – As Três Relíquias que Protegem Trilhões de Dólares Todos os Dias

Por Vagner Bellacosa – Bellacosa Mainframe

Existe algo curioso sobre segurança em Mainframe.

Quase todo mundo conhece RACF.

Muitos ouviram falar de SAF.

Poucos sabem explicar o que realmente é um ACEE.

E uma quantidade ainda menor entende por que o APF talvez seja um dos componentes mais importantes de toda a arquitetura do z/OS.

A verdade é que, por trás das telas verdes, dos CICS, dos IMS, dos DB2 e dos bilhões de transações financeiras processadas diariamente, existe um pequeno conjunto de tecnologias silenciosas que trabalha vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, há décadas, praticamente sem reconhecimento.

São os verdadeiros guardiões do Reino IBM Z.

E talvez seja hora de apresentar estes personagens aos novos Padawans do z/OS.

O Reino IBM Z

Gosto bastante de utilizar uma analogia medieval para explicar segurança no Mainframe.

Imagine um enorme castelo.

Existem bibliotecas.

Existe um tesouro.

Existem escribas.

Existem correios.

Existem soldados.

Existe um cartório.

E existe o Rei.

No Reino IBM Z, podemos imaginar algo semelhante.

CICS é a administração do castelo.

IMS é o departamento financeiro.

DB2 é a biblioteca.

MQ é o correio.

USS é o bairro moderno onde vivem os moradores Unix.

SMF é o historiador oficial.

RACF é o cartório real.

O Sysprog é o guardião das chaves.

Mas três personagens trabalham praticamente o tempo inteiro.

SAF.

ACEE.

APF.

Eles são pouco conhecidos pelos desenvolvedores COBOL.

Quase invisíveis para operadores.

E absolutamente fundamentais para os Sysprogs.

SAF – O Porteiro Invisível

Um dos maiores equívocos entre profissionais iniciantes é acreditar que CICS conversa diretamente com RACF.

Ou que DB2 consulta diretamente o RACF.

Ou ainda que MQ valida permissões diretamente no banco de dados de segurança.

Na realidade, quase todos os produtos do z/OS conversam primeiro com o SAF.

SAF significa System Authorization Facility.

Ele pode ser entendido como um grande barramento de segurança.

Ou melhor.

Um porteiro.

Imagine uma recepção sofisticada na entrada do castelo.

Toda pessoa que deseja entrar em uma sala precisa passar pela recepção.

A recepcionista não toma decisões.

Ela apenas consulta o cartório.

Recebe uma resposta.

E libera ou bloqueia a passagem.

SAF funciona exatamente assim.

Aplicação.

SAF.

RACF.

Resposta.

Isso permite que produtos IBM e produtos terceiros utilizem um mecanismo único de autorização.

Foi uma ideia brilhante da IBM.

Caso contrário, CICS precisaria implementar seu próprio sistema de segurança.

IMS teria outro.

DB2 outro.

MQ outro.

USS outro.

Seria praticamente impossível administrar um ambiente corporativo de grande porte.

Hoje, bilhões de solicitações de segurança passam pelo SAF diariamente.

E a maioria das pessoas sequer percebe sua existência.

ACEE – O Crachá Mágico

Outro personagem pouco conhecido é o ACEE.

Access Control Environment Element.

Se o SAF é o porteiro, o ACEE é o crachá.

Imagine um funcionário chegando ao prédio.

No primeiro acesso ele apresenta documentos.

Passa por verificações.

Tem sua identidade validada.

Recebe um crachá.

A partir daquele momento não precisa mostrar documentos novamente.

Basta apresentar o crachá.

O ACEE funciona exatamente desta maneira.

Quando um usuário faz LOGON no TSO.

Ou acessa um CICS.

Ou estabelece uma sessão SSH.

O RACF executa um VERIFY.

Autentica o usuário.

Cria um ACEE.

E entrega esse contexto de segurança para a aplicação.

O ACEE contém informações extremamente importantes.

Userid.

Grupos.

UID Unix.

Certificados.

Labels.

Atributos especiais.

Contexto OMVS.

Permissões.

Flags.

Tudo armazenado em memória.

O objetivo é simples.

Evitar milhões de consultas desnecessárias ao RACF.

Imagine um banco processando cem mil transações por segundo.

Sem ACEE.

Cada autorização consultaria novamente o banco de segurança.

Seria inviável.

Com ACEE.

O sistema apenas consulta estruturas já residentes em memória.

Menos CPU.

Menos I/O.

Menos contenção.

Maior escalabilidade.

Talvez o ACEE seja um dos control blocks com melhor retorno sobre investimento da história da computação corporativa.

APF – O Selo Dourado do Reino

Mas existe algo ainda mais poderoso.

APF.

Authorized Program Facility.

Este é provavelmente o componente mais respeitado por um Sysprog experiente.

E também um dos mais perigosos.

No Reino IBM Z, podemos imaginar APF como um selo dourado concedido pelo Rei.

Nem todos recebem este selo.

Somente programas altamente confiáveis.

Programas autorizados podem executar serviços privilegiados.

Manipular armazenamento protegido.

Executar operações supervisor state.

Realizar chamadas especiais.

Interagir profundamente com o núcleo do sistema.

Mas isso possui um preço.

Um programa autorizado incorretamente pode comprometer toda a integridade do ambiente.

Por isso, APF é tratado com extremo cuidado.

Para que um módulo seja considerado autorizado normalmente dois requisitos precisam ser atendidos.

Primeiro.

O programa deve possuir AC(1).

Segundo.

A biblioteca onde reside deve estar presente na lista APF.

Caso contrário.

Nada feito.

O z/OS simplesmente não concede os privilégios especiais.

E é justamente isso que protege o sistema.

Quando Tudo Dá Errado

Todo Sysprog eventualmente recebe uma ligação de madrugada.

03:17.

Produção parada.

DB2 acusa segurança.

MQ acusa RACF.

USS apresenta Permission Denied.

CICS responde Not Authorized.

E alguém inevitavelmente diz:

"O problema é no RACF."

Talvez.

Mas talvez não.

O profissional experiente sabe que precisa investigar.

Verificar SMF80.

Consultar zSecure.

Analisar mensagens ICH408I.

Abrir IPCS.

Localizar o ACEE.

Examinar o contexto.

Conferir grupos.

Checar FASTAUTH.

Validar APF.

Verificar classes.

Observar RCs.

Interpretar RSNs.

Porque o dump raramente mente.

As pessoas podem se confundir.

Aplicações podem mascarar erros.

Logs podem induzir interpretações equivocadas.

Mas o dump normalmente conta exatamente a história que aconteceu.

O Segredo do IBM Z

A grande beleza do Mainframe não está apenas em processar milhões de transações.

Está em sua arquitetura.

IBM não criou simplesmente ferramentas.

Criou camadas.

Criou isolamento.

Criou mecanismos de desacoplamento.

Criou contexto.

Criou auditoria.

Criou proteção.

SAF desacopla aplicações do mecanismo de segurança.

ACEE desacopla autenticação das verificações constantes.

APF desacopla programas comuns de funções críticas do sistema operacional.

SMF registra tudo.

ICSF protege chaves.

RACF define regras.

E o Sysprog garante que todas essas peças continuem funcionando em perfeita harmonia.

A Lição Final do Padawan

Talvez a principal lição para um Sysprog iniciante seja entender que segurança no z/OS não é apenas RACF.

Segurança é um ecossistema.

Hardware criptográfico.

ICSF.

SAF.

RACF.

SMF.

APF.

ACEE.

Auditoria.

Processos.

Pessoas.

Boas práticas.

Governança.

Monitoramento.

E principalmente conhecimento.

Porque no fim das contas, o verdadeiro Guardião do Reino IBM Z não é aquele que apenas executa comandos.

É aquele que compreende por que cada tecnologia foi criada.

Como ela conversa com as demais.

Como diagnosticar seus problemas.

Como protegê-la.

Como evoluí-la.

E como garantir que, mesmo às três horas da manhã, quando o telefone tocar e alguém disser que o RACF está quebrado, ele consiga abrir um dump, seguir o caminho até o ACEE, verificar o contexto SAF, analisar APF e devolver ao Reino IBM Z aquilo que ele faz melhor há décadas:

Disponibilidade.

Integridade.

Confidencialidade.

E a tranquilidade de saber que trilhões de dólares continuam circulando silenciosamente pelo mundo, protegidos por tecnologias que quase ninguém vê, mas que todo Sysprog deveria conhecer profundamente.

"O RACF conhece as leis. O SAF atende as portas. O ACEE acompanha o viajante. O APF protege os segredos do castelo. E o Sysprog mantém o Reino IBM Z de pé, uma madrugada de cada vez."

Bellacosa Mainframe

 

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – ACEE : Troubleshooting, Dumps, IPCS, ICH408I, S047, S106 - Parte V

 

Bellacosa Mainframe apresenta ACEE Parte V

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 5

ACEE – Troubleshooting, Dumps, IPCS, ICH408I, S047, S106 e Como Encontrar um ACEE Perdido às 3h da Manhã

O Guia de Sobrevivência do Sysprog Padawan

"Todo Sysprog tem duas fases na carreira: antes de abrir seu primeiro dump de produção e depois de passar uma madrugada inteira procurando um ACEE corrompido."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Nas quatro primeiras partes conhecemos:

  • O que é ACEE

  • Anatomia interna

  • Como nasce

  • Performance e escalabilidade

Agora chegamos na parte que separa os Padawans dos Jedis do Reino IBM Z.

Como diagnosticar problemas relacionados ao ACEE?


Sintomas clássicos

Usuário jura:

Ontem funcionava.

Hoje não.


CICS retorna.

NOT AUTHORIZED


DB2

SQLCODE -551


MQ

2035


USS

Permission denied


SSH

Login rejected


TSO

ICH408I


Batch

S047


Started Task

S106


O grande segredo

Na maioria dos casos.

ACEE não é o culpado.


Ele é a vítima.


Problema geralmente está em:

RACF


SAF


APF


OMVS


Certificates


Labels


Classes


Tokens


Ferramentas do Sysprog Jedi

IPCS

Nosso sabre de luz.


SDSF

Nosso radar.


SMF

Nosso livro de história.


zSecure

Nosso detector mágico.


RACF

Nosso cartório.


Ferramenta 1 — IPCS

Sempre presente.


Exemplo

IP

Entrar no dump.


Analisar.


Localizar control blocks.


Procurando o ACEE

Fluxo clássico.

PSA

↓

TCB

↓

ASCB

↓

ASXB

↓

ACEE

É praticamente uma caça ao tesouro.


VERBX

Muito usado.


Exemplo

VERBX

Permite interpretar estruturas.


Evita leitura hexadecimal.


Problema 1

ICH408I

Mensagem mais famosa do RACF.


Exemplo

ICH408I USER(VBELLACO)
ACCESS DENIED

Causas

Perfil ausente


READ inexistente


Classe errada


Grupo removido


Senha revogada


Passphrase expirada


Solução

LU


LG


RLIST


SEARCH


SETROPTS


Problema 2

S047

Muito comum.


Contexto inválido.


ACEE inconsistente.


Cross-memory.


Passagem incorreta.


Clone defeituoso.


Programa APF.


Solução

Verificar dump.


IPCO.


IPID.


Control blocks.


Problema 3

S106

Sysprog conhece.


Autorização APF.


AC(1).


Biblioteca.


PROGxx.


LNKLST.


Comando útil

D PROG,APF

Problema 4

USS


SSH falha.


Mensagem

Permission denied

Causa

UID ausente.


HOME inválido.


OMVS.


Diagnóstico

LU USERID

Verificar

UID

HOME

PROGRAM


Problema 5

DB2


SQLCODE

-551

Usuário.

Não autorizado.


Pacote.


Plano.


Tabela.


Solução

DSNR.


Permissões.


ACEE válido.


Problema 6

MQ


Erro

2035

MQRC_NOT_AUTHORIZED


SAF.


MQADMIN.


ACEE.


Problema 7

CICS


Transação.

PAY1


Resposta.

NOT AUTHORIZED

Classe.

TCICSTRN


Perfil.

Ausente.


Auditoria

SMF80.


Nosso melhor amigo.


Registra.

LOGON


LOGOFF


Falhas.


Revogações.


VERIFY.


MFA.


O que procurar

RC


Reason


Timestamp


Userid


Classe


Resource


zSecure

Facilita.


Relatórios.


Comparações.


Compliance.


Pesquisa rápida.


Security Server

Também ajuda.


Ferramentas IBM.


Auditoria.


Análise.


Caso real Bellacosa

03:12 da manhã.


Banco parado.


SSH não conecta.


Equipe Linux culpa zOS.


Equipe Segurança culpa RACF.


Equipe MQ culpa certificados.


Sysprog abre IPCS.


Analisa ACEE.


Descobre.

UID removido.


Corrige.


03:24.

Tudo volta.


Café salvo.


Produção salva.


Checklist Sysprog Jedi

Verificar USER

LU


Verificar grupo

LG


Verificar perfil

RLIST


Verificar APF

D PROG,APF


Verificar OMVS

ALTUSER


Verificar SMF80


Verificar Dump

IPCO


Verificar Certificates

RACDCERT


Verificar MFA


Verificar Labels


Easter Egg Bellacosa ☕

Existe um momento.

Na carreira.

Em que você olha um dump.

Encontra.

TCB.

ASCB.

ACEE.

Flags.

UID.

Certificados.

SPECIAL.


E pensa.

Acho que finalmente comecei a entender o Reino IBM Z.


Frase Bellacosa Mainframe

"O Sysprog iniciante procura mensagens. O Sysprog experiente procura control blocks. O Sysprog Jedi conversa com o dump até que ele conte toda a história."


☕💥 Continua na Parte 6

ACEE – Easter Eggs, Segredos de Sysprog, Curiosidades Históricas, Entrevistas IBM Z, Checklist Definitivo de Auditoria e Como Impressionar um Security Architect em Cinco Minutos.

sexta-feira, 15 de julho de 2022

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – ACEE : Anatomia do Crachá Mágico do Reino IBM Z - Parte II

 

Bellacosa Mainframe apresenta o ACEE Parte II

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 2

ACEE – Anatomia do Crachá Mágico do Reino IBM Z

O que realmente existe dentro de um ACEE?

"Todo Sysprog olha para um dump. O Sysprog Jedi conversa com os control blocks."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Na Parte 1 descobrimos que o ACEE é praticamente o crachá encantado do Reino IBM Z.

Mas afinal...

O que existe dentro dele?

Ele possui apenas o userid?

Possui senha?

Está criptografado?

Pode ser alterado?

Quem consegue enxergá-lo?

Quanto espaço ocupa?

É isso que vamos explorar.


Antes de tudo

O ACEE é um Control Block do RACF.

Ele é criado em memória.

Não é VSAM.

Não é DB2.

Não é Dataset.

Não é USS File.

Ele simplesmente nasce, vive durante a sessão e desaparece ao final dela.


Onde mora o ACEE?

Depende.

Pode estar associado a:

TCB

Task Control Block


ASCB

Address Space Control Block


SRB

Service Request Block


OMVS Process


DB2 Thread


CICS Task


IMS Region


Started Task


Anatomia simplificada

Podemos imaginar o ACEE como uma estrutura lógica.

+--------------------------------+
| ACEE HEADER                    |
+--------------------------------+
| USERID                         |
+--------------------------------+
| GROUPS                         |
+--------------------------------+
| SPECIAL FLAGS                  |
+--------------------------------+
| UID / GID                      |
+--------------------------------+
| CERTIFICATES                   |
+--------------------------------+
| MFA                            |
+--------------------------------+
| SECURITY LABELS                |
+--------------------------------+
| CUSTOM ATTRIBUTES              |
+--------------------------------+
| POINTERS                       |
+--------------------------------+

Naturalmente a IBM não documenta tudo detalhadamente para programação de aplicações comuns.

Mas Sysprogs adoram estudar essas estruturas.


Campo 1 — USERID

O mais conhecido.

Exemplo

VBELLACO

Pode possuir até oito caracteres.


Ele representa:

Quem você é.


Mas atenção.

Senha NÃO fica armazenada.


Passphrase também não.


Hash de senha também não.


Segurança agradece.


Campo 2 — Nome do Grupo

Exemplo

SYS1

ou

MQADMIN

Grupo primário.


Grupo conectado.


Grupo default.


Campo 3 — Connected Groups

Pode haver dezenas.

Exemplo

DBA

SYSOPER

MQADM

IMSADM

DEVOPS

SECURITY

Essas informações permitem decisões rápidas.


Sem voltar ao banco RACF.


Campo 4 — Special Attributes

Muito importante.


Flag SPECIAL

Administrador.


OPERATIONS

Super usuário RACF.


AUDITOR

Auditoria.


CLAUTH

Gerencia Classes.


ROAUDIT

Read-only.


Curiosidade Bellacosa ☕

SPECIAL é praticamente:

A chave mestra do castelo.


OPERATIONS

É o passe VIP.


AUDITOR

É o fiscal do reino.


Campo 5 — OMVS Segment

Chegamos ao USS.


UID

Exemplo

1000

GID

100

HOME

/u/vbellaco

PROGRAM

/bin/sh

Campo 6 — Certificados

Muito usado hoje.


Digital Certificate


PKI


TLS


SSH


MQ


zOS Connect


API Gateway


Open Banking


PIX


Pode existir referência ao certificado associado ao usuário.


Campo 7 — MFA

Nos ambientes modernos.


RSA


TOTP


Smartcard


Passkey


FIDO


Token Context


Campo 8 — Labels

Pouco utilizados.

Mas interessantes.


MLS

Mandatory Access Control


Exemplos

PUBLIC


CONFIDENTIAL


SECRET


TOPSECRET

Muito comum em:

Defesa

Governo

Militar


Campo 9 — ACEE Tokens

Pouco comentado.

Muito poderoso.


Permitem passar contexto.


CICS utiliza.


DB2 utiliza.


MQ utiliza.


Subsystems utilizam.


Cross-memory utiliza.


Campo 10 — Ponteiros

Sysprog gosta.


Ponteiro para:

TCB

ASCB

Groups

Security Labels

OMVS

Certificates


É um verdadeiro mini ecossistema.


Quanto memória consome?

Pergunta clássica.


Resposta curta.

Depende.


Usuário simples

Alguns KB.


Usuário com muitos grupos

Mais.


Certificados

Mais.


MFA

Mais.


Custom Attributes

Mais.


Na prática.

Centenas.

Milhares.

De ACEEs.

Não representam um problema.


O impacto em CPU

Muito pequeno.


Comparado ao custo de consultar RACF.


ACEE economiza:

CPU

I/O

Locks

ENQ

Contention


Em um banco.

100 mil sessões.

Economia enorme.


z/OS 3.1

Novidade interessante.


Custom Fields.


Permitem aplicações modernas.

Consultar contexto.


Sem voltar ao RACF.


Menos latência.


Menos I/O.


Mais escalabilidade.


O que NÃO existe no ACEE?

Senha.


Passphrase.


Hash.


Histórico.


Dataset profiles.


Banco RACF completo.


Quem pode enxergar um ACEE?

Usuário comum?

Não.


COBOL?

Normalmente não.


Sysprog?

Sim.


IPCS

Sim.


Dumps

Sim.


Ferramentas IBM

Sim.


IPCS

Nosso sabre de luz.


Dump

IPCS

VERBX

Interpretar ACEE


Ferramentas comerciais ajudam bastante.


zSecure


Security Server utilities


IBM Support Tools


Easter Egg Bellacosa ☕

Se você abrir um dump e encontrar:

TCB

ASCB

ACEE

UID

SPECIAL

CERT


Parabéns.

Você acabou de entrar no clube dos Sysprogs que começam a conversar com os control blocks.


Analogia Bellacosa

Imagine novamente o castelo.


No crachá mágico existem:

Nome

Guilda

Permissões

Passaporte

Cartão diplomático

Etiqueta de segurança

Passe do metrô USS

Certificado digital

Token MFA


Tudo em um único objeto.


E o melhor.

O guarda SAF apenas olha para ele.


Não precisa voltar ao cartório RACF.


Economizando tempo.

CPU.

E trabalho.


Resumo para guardar

CampoFunção
USERIDIdentidade
GROUPSGrupos
SPECIALAdministração
UIDUSS
GIDUSS
CERTTLS
MFAAutenticação
LABELMLS
TOKENContexto
POINTERSLigações internas

☕💥 Continua na Parte 3

O Nascimento do ACEE

Como ele é criado no TSO, CICS, IMS, Batch, Started Tasks, USS, MQ e DB2, incluindo RACROUTE VERIFY, SAF, FASTAUTH, diagramas passo a passo e exemplos reais de fluxo de autenticação.


quinta-feira, 17 de junho de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Easter Eggs, Segredos de Sysprog, Curiosidades Históricas - Parte VI

 

Bellacosa Mainframe apresenta o SAF Parte VI

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 6

SAF – Easter Eggs, Segredos de Sysprog, Curiosidades Históricas e Como Impressionar um IBM Distinguished Engineer em Cinco Minutos

O Guia Definitivo do Guardião do Reino IBM Z

"Existem tecnologias famosas no Mainframe. E existem tecnologias tão importantes que ninguém percebe que elas existem. O SAF pertence à segunda categoria."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Chegamos ao último capítulo da nossa jornada.

Aprendemos:

✓ O que é SAF

✓ Anatomia Interna

✓ VERIFY

✓ AUTH

✓ FASTAUTH

✓ ACEE

✓ Performance

✓ Troubleshooting

✓ SMF80

✓ IPCS

✓ Dumps

Agora vamos explorar aquilo que normalmente não aparece nos cursos, manuais ou apresentações comerciais.

Vamos falar sobre os segredos do SAF.


Easter Egg 1

O SAF provavelmente é mais utilizado do que o próprio RACF

Pode parecer estranho.

Mas faz sentido.


RACF.

Decide.


SAF.

Recebe.


Encaminha.


Retorna.


Praticamente.

Tudo.

Passa.

Por ele.


CICS.


IMS.


MQ.


DB2.


USS.


JES2.


OpenSSH.


FTP.


LDAP.


Zowe.


Ansible.


Java.


Python.


REST APIs.


Provavelmente.

O SAF.

É um dos.

Componentes.

Mais executados.

Do zOS.


Easter Egg 2

SAF não é um produto

Muitos iniciantes acreditam.

Vou instalar SAF.

Não.


SAF.

Faz parte.

Do z/OS.


Não é.

Licença.

Separada.


Não possui.

Painéis.


Não possui.

ISPF.


Não possui.

Banco.


Não possui.

Usuários.


Ele.

É.

Uma infraestrutura.


Easter Egg 3

O SAF foi uma ideia brilhante da IBM

Imagine.


CICS.

Implementa.

Segurança.

Própria.


IMS.

Outra.


DB2.

Outra.


MQ.

Outra.


USS.

Outra.


Resultado.

Caos.


IBM criou.

SAF.


E resolveu.

Décadas.

De problemas.


Easter Egg 4

O SAF é praticamente um barramento de segurança

Analogia moderna.


Kafka.

Transporta mensagens.


MQ.

Transporta mensagens.


SAF.

Transporta.

Decisões.

De segurança.


Excelente.

Explicação.

Para arquitetos.


Easter Egg 5

O SAF adora ACEEs

Sem.

ACEE.


Cada.

AUTH.

Consultaria.

RACF.


Muito.

Mais.

CPU.


Muito.

Mais.

I/O.


Muito.

Mais.

Locks.


SAF.

Ama.

FASTAUTH.

E.

Ama.

ACEE.


Easter Egg 6

O verdadeiro trabalho pesado é evitar trabalho pesado

Parece piada.

Mas.

Não é.


A genialidade.

Do SAF.

Não está.

Em fazer.

Mais.


Está.

Em evitar.

Milhões.

De chamadas.

Desnecessárias.


Easter Egg 7

SMF conhece tudo

SMF80.


VERIFY.


AUTH.


Falhas.


Revogações.


MFA.


Certificates.


Logons.


Negações.


FASTAUTH.


Auditores.

Adoram.


Sysprogs.

Também.


Easter Egg 8

O dump nunca mente

Bellacosa Rule.


Usuário.

Pode.

Mentir.


Aplicação.

Pode.

Mentir.


Log.

Pode.

Confundir.


Equipe.

Pode.

Culpar.

RACF.


Mas.

Dump.

Nunca.

Mente.


Curiosidade Histórica

Década.


MVS.


Década.


RACF.


Década.


OS390.


Internet.


Década.


USS.


Java.


LDAP.


Década.


MFA.


Passkeys.


OIDC.


Zero Trust.


Década.

2030?


Quantum Safe.


Identity Fabric.


Passwordless.


Muito provável.

Que.

SAF.

Continue.

Aqui.


O relacionamento do SAF

RACF

Decide.


ACEE

Lembra.


SMF

Escreve.


APF

Protege.


ICSF

Criptografa.


OMVS

Expande.


DB2

Consome.


MQ

Consome.


CICS

Consome.


IMS

Consome.


USS

Consome.


Como impressionar um Security Architect

Pergunta.

O que é SAF?

Resposta comum.

Interface do RACF.


Resposta Bellacosa.

O SAF é uma infraestrutura nativa do z/OS responsável por padronizar solicitações de autenticação e autorização entre aplicações e External Security Managers, utilizando RACROUTE, ACEEs e serviços otimizados como FASTAUTH para sustentar bilhões de decisões de segurança por dia com baixíssimo impacto de CPU.

Provavelmente.

A entrevista.

Acabou.

De mudar.

De nível.


Como impressionar um Distinguished Engineer

Diga.

O SAF não implementa segurança.

Ele implementa.

Desacoplamento.

Escalabilidade.

E interoperabilidade.

Entre aplicações.

E ESMs.


Ele.

Provavelmente.

Vai sorrir.


O maior erro do Sysprog Junior

Pensar.

Segurança.

=

RACF.


Não.


Segurança.

É.

Hardware.

ICSF.

SAF.

RACF.

SMF.

APF.

ACEE.

Auditoria.

Pessoas.

Processos.


Checklist do Guardião do Reino IBM Z

Estudar

RACROUTE


VERIFY


AUTH


FASTAUTH


ACEE


SMF80


IPCO


IPCS


zSecure


Classes

TCICSTRN

DSNR

MQADMIN

OPERCMDS

SURROGAT

UNIXPRIV

JESJOBS

FACILITY


A lenda das 3h17 ☕

Telefone toca.


Produção.

Parada.


DB2 culpa.

MQ.


MQ culpa.

USS.


USS culpa.

RACF.


Segurança.

Culpa.

SAF.


Sysprog.

Abre.

IPCS.


Segue.

TCB
↓

ASCB
↓

ASXB
↓

ACEE
↓

SAF Context

Descobre.

Perfil.

Errado.


03:31.

Sistema.

Volta.


03:32.

PIX.

Volta.


03:33.

Café.

Esfria.


03:34.

Sysprog.

Sorri.


03:35.

O Reino IBM Z.

Continua.

De pé.


Frase Bellacosa Mainframe

"O RACF conhece as leis do reino. O ACEE conhece o viajante. O SMF escreve a história. O APF protege os segredos. O ICSF guarda o tesouro. Mas é o SAF que passa o dia inteiro recebendo pedidos, consultando o cartório e abrindo ou fechando portas dentro do Reino IBM Z."


☕💥 Missão Concluída

Parabéns, Padawan.

Você concluiu uma jornada completa sobre o SAF, uma das tecnologias mais importantes, discretas e elegantes do ecossistema IBM Z. Agora você não apenas sabe que o SAF existe. Você compreende por que ele foi criado, como ele opera, como diagnosticar seus problemas, como medir seu impacto e por que ele continua sendo um dos pilares silenciosos que ajudam o IBM Z a proteger trilhões de dólares em transações todos os dias.


sexta-feira, 7 de maio de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Troubleshooting, IPCS, ICH408I, RC=8, Dumps, SMF80 - Parte V

 

Bellacosa Mainframe apresenta o SAF Parte V

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 5

SAF – Troubleshooting, IPCS, ICH408I, RC=8, Dumps, SMF80 e Como Encontrar o Verdadeiro Culpado às 3h da Manhã

O Guia de Sobrevivência do Guardião do Reino IBM Z

"No Reino IBM Z existem dois tipos de problemas de segurança: os que parecem ser do RACF e os que realmente são do RACF."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Nas partes anteriores aprendemos:

✓ O que é SAF

✓ Anatomia interna

✓ VERIFY

✓ AUTH

✓ FASTAUTH

✓ Performance

✓ ACEE

✓ Escalabilidade

Agora chegamos ao momento que todo Sysprog eventualmente enfrenta.

Produção caiu.

Telefone toca.

03:17.

Alguém grita:

O RACF está quebrado!

O Sysprog experiente faz uma pergunta simples.

Tem certeza?


O princípio Bellacosa

Antes de culpar o RACF.

Pergunte.

Quem chamou?


Quem respondeu?


Quem registrou?


Quem criou o ACEE?


Quem negou?


Quem fez VERIFY?


Quem fez FASTAUTH?


Normalmente.

A resposta.

Está.

No SAF.


Sintomas clássicos

RC=8

Mais famoso.


Acesso.

Negado.


ICH408I

Mensagem clássica.


RC=12

Erro.


RC=16

Falha.

Severa.


MQRC 2035

MQ.


SQLCODE -551

DB2.


NOT AUTHORIZED

CICS.


Permission denied

USS.


Ferramentas do Sysprog Jedi

IPCS

Sabre de luz.


SMF80

Livro de ocorrências.


zSecure

Radar.


SDSF

Central.

Operacional.


RACF Commands

Cartório.


Caso 1

ICH408I

A rainha.

Das mensagens.


Exemplo.

ICH408I USER(VBELLACO)

GROUP(SYS1)

NAME(VAGNER)

DATASET PROD.DB2.MASTER

CL(DATASET)

ACCESS INTENT(READ)

ACCESS ALLOWED(NONE)

Tradução.

Usuário.

Tentou.

Ler.


RACF.

Negou.


Perguntas Bellacosa

Classe ativa?


Perfil existe?


Grupo correto?


ACEE atualizado?


FASTAUTH.

Cache velho?


Comandos úteis

RLIST DATASET PROD.DB2.MASTER ALL

SEARCH CLASS(DATASET)

SETROPTS LIST

Caso 2

RC=8

Não autorizado.


Exemplo.

MQOPEN.


Fluxo.

MQ

↓

FASTAUTH

↓

SAF

↓

MQADMIN

↓

RC=8

Possíveis causas.

Perfil.

Ausente.


Permissão.

Removida.


Grupo.

Errado.


Caso 3

DB2

SQLCODE.

-551

Usuário.

Não autorizado.


Tabela.


Plano.


Package.


Classe.

DSNR.


Diagnóstico

RLIST DSNR

Caso 4

CICS

Usuário.

Executa.

PAY1.


Resposta.

NOT AUTHORIZED

Perfil.

TCICSTRN.


Classe.

Ativa?


Permissão?

Existe?


Caso 5

USS

SSH.

Falha.


Mensagem.

Permission denied

Pode ser.

UID.


HOME.


Shell.


OMVS.


Certificado.


MFA.


Diagnóstico

LU USERID

Verificar.

OMVS.


UID.


HOME.


PROGRAM.


Caso 6

Started Tasks

DB2P.

Não sobe.


MQM1.

Não sobe.


CICSPRD.

Falha.


Verificar.

STARTED.

Classe.


Exemplo.

RLIST STARTED MQM1 ALL

Caso 7

FASTAUTH

Curioso.


Às vezes.

O problema.

Não está.

No RACF.


Está.

No contexto.


ACEE.

Desatualizado.


Token.

Expirado.


Sessão.

Antiga.


Como investigar?

SMF80

Nosso.

Melhor.

Amigo.


Registra.

VERIFY.


AUTH.


Falhas.


Revogações.


Certificados.


MFA.


O que procurar?

RC.


RSN.


Timestamp.


Classe.


Perfil.


Userid.


LPAR.


Jobname.


zSecure

Facilita.

Muito.


Relatórios.


Compliance.


Diferenças.


Pesquisa.


IPCS

O sabre.

Do Jedi.


Dump.

TCB.

ASCB.

ACEE.

Flags.

UID.

Groups.


O segredo do dump

Dump.

Nunca.

Mente.


Pessoas.

Mentem.


Aplicações.

Mentem.


Logs.

Confundem.


Dump.

Conta.

A verdade.


O caso das 3h17

Banco.

Parado.


PIX.

Parado.


Equipe.

DB2.

Culpa.

RACF.


Equipe.

Segurança.

Culpa.

MQ.


Equipe.

MQ.

Culpa.

USS.


Sysprog.

Abre.

IPCS.


Verifica.

ACEE.


Descobre.

Grupo.

Removido.


03:29.

Sistema.

Volta.


Café.

Frio.


Produção.

Salva.


Checklist Bellacosa

Verificar

SMF80


ICH408I


RLIST


SEARCH


STARTED


TCICSTRN


DSNR


MQADMIN


OPERCMDS


SURROGAT


UNIXPRIV


ACEE


FASTAUTH


IPCS


Easter Egg Bellacosa ☕

Existe.

Um momento.

Na carreira.

Em que.

Você abre.

Um dump.


Segue.

PSA

↓

TCB

↓

ASCB

↓

ASXB

↓

ACEE

E pensa.

Acho que finalmente comecei a conversar com o Reino IBM Z.


Como impressionar um Security Architect

Diga.

RC=8 raramente é a causa raiz.

É apenas.

O sintoma.

Precisamos entender.

Quem chamou.

Quem respondeu.

Qual classe.

Qual perfil.

Qual ACEE.

Qual FASTAUTH.

Qual SMF.

E qual contexto.

Foi utilizado.


Provavelmente.

A conversa.

Mudará.

De nível.


Frase Bellacosa Mainframe

"O desenvolvedor procura mensagens. O administrador procura permissões. O Security Analyst procura auditoria. Mas o Sysprog Jedi conversa com o SAF até que ele conte exatamente por que decidiu abrir ou fechar uma porta do Reino IBM Z."


☕💥 Continua na Parte 6

SAF – Easter Eggs, Curiosidades Históricas, Segredos de Sysprog, Perguntas de Entrevista, Checklist Definitivo e Como Impressionar um IBM Distinguished Engineer em Cinco Minutos.


terça-feira, 6 de abril de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Performance, CPU, Memória e Escalabilidade - Parte IV

 

Bellacosa Mainframe apresenta o saf parte IV

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 4

SAF – Performance, CPU, Memória e Escalabilidade

Quanto custa uma chamada SAF? Como bancos executam bilhões de autorizações por dia?

"No Reino IBM Z, a melhor autorização é aquela que acontece tão rápido que ninguém percebe que aconteceu."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Nas partes anteriores descobrimos:

  • O que é SAF

  • Sua anatomia interna

  • Como funciona no TSO, CICS, IMS, MQ, DB2, USS e JES2

Agora chegamos ao território favorito dos Sysprogs:

Performance

CPU.

Memória.

Escalabilidade.

Throughput.


A pergunta que todo gerente faz

Quanto custa o SAF?


Resposta curta.

Muito pouco.


Resposta de Sysprog.

Depende.


O problema que a IBM resolveu

Imagine.

Banco.

50 CICS.

3 IMS.

2 DB2.

JES.

VTAM.


Sem SAF.

Cada produto.

Implementaria.

Autorização.

Própria.


Duplicação.

CPU.

I/O.

Complexidade.


Com SAF.

Uma arquitetura.

Centralizada.


Muito mais eficiente.


O custo de uma chamada

VERIFY

Mais cara.


Cria.

ACEE.


Consulta.

RACF.


Perfis.


MFA.


Certificados.


Passphrase.


OMVS.


Labels.


AUTH

Médio.


Verifica.

Permissões.


Classe.

Perfil.


Pode utilizar.

Cache.


FASTAUTH

Nosso campeão.


Baixíssimo.

Consumo.


Poucos ciclos.

CPU.


Muito utilizado.

Em alto volume.


Exemplo

CICS.

100 mil TPS.


Sem FASTAUTH.

CPU sobe.


Com FASTAUTH.

Sistema.

Voa.


Onde SAF economiza?

I/O

Grande benefício.


Sem SAF.

Mais consultas.


Com SAF.

Mais cache.


Menos disco.


Locks

Menos.

Contention.


Menos.

ENQ.


Melhor.

Escalabilidade.


ACEE

Nosso herói.


Evita.

Consultar.

RACF.

Toda hora.


Exemplo simplificado

Sem ACEE.

10 milhões AUTH

↓

10 milhões RACF

Com ACEE.

10 milhões AUTH

↓

1 VERIFY

↓

9.999.999 ACEE

Economia.

Enorme.


Memória

Pouco impacto.


Buffers.


Contextos.


Caches.


Tabelas.


Insignificante.

Para z16.

z17.


O segredo

IBM prefere.

Memória.


IBM odeia.

I/O.


SAF segue.

Essa filosofia.


O SAF possui cache?

Sim.


ESM.

Pode utilizar.

Caches.


FASTAUTH.

Ajuda.

Muito.


Grandes bancos

Possuem.

Bilhões.

De verificações.


Por dia.


Mesmo assim.

CPU.

Permanece.

Baixa.


Porque.

SAF.

É extremamente.

Otimizado.


O impacto no CICS

Sem SAF.


Cada.

Transação.

Consultaria.

RACF.


Impossível.


Com SAF.


FASTAUTH.


ACEE.


Cache.


Resultado.

Excelente.


MQ

MQOPEN.


MQGET.


MQPUT.


FASTAUTH.

É praticamente.

Obrigatório.


DB2

SQL.


Permissões.


Plan.


Package.


DSNR.


Tudo.

Muito rápido.


USS

SSH.


Git.


Python.


Zowe.


Ansible.


OpenSSH.


Utilizam.

VERIFY.


AUTH.


Sem problemas.

De escala.


O que degrada performance?

Muitas verificações VERIFY


Criações.

Excessivas.

ACEE.


Muitas falhas

RC=8.


Negações.


Perfis.

Complexos.


Certificados.

Demais.


Labels.

Complexos.


Como medir?

RMF.


SMF.


SMF80.


SMF30.


OMEGAMON.


zSecure.


Security Monitor.


Métricas interessantes

VERIFY.

Rate.


AUTH.

Rate.


FASTAUTH.

Hits.


Cache.

Misses.


RC.


Falhas.


Sysplex

Curiosidade.


SAF.

Existe.

Em cada.

LPAR.


Não é.

Compartilhado.


Por design.


Mais seguro.


Mais rápido.


O custo real

Normalmente.

Muito.

Menor.

Do que.

As pessoas.

Imaginam.


O maior.

Consumidor.

Geralmente.

Não é.

SAF.


São.

Aplicações.

Mal projetadas.


Dicas Bellacosa

Evite.

VERIFY.

Desnecessário.


Use.

FASTAUTH.


Monitore.

SMF80.


Estude.

ACEE.


Revise.

Classes.


Observe.

Negações.


Menos.

RC=8.

Melhor.

Performance.


Easter Egg Bellacosa ☕

Imagine.

Um castelo.

Com.

100 mil.

Visitantes.

Por hora.


Sem SAF.

Todos.

Correm.

Para o cartório.


Caos.


Com SAF.

O porteiro.

Olha.

O crachá.


Libera.

Em segundos.


Cartório.

Descansa.


CPU.

Descansa.


Sysprog.

Toma café.


Curiosidade Histórica

Provavelmente.

O SAF.

Já economizou.

Trilhões.

De instruções.

CPU.


Desde.

OS390.

Até.

zOS 3.1.


Talvez.

Seja.

Uma das.

Rotinas.

Mais utilizadas.

Da história.

Do IBM Z.


Checklist do Sysprog Jedi

Monitorar.

SMF80.


Analisar.

FASTAUTH.


Evitar.

VERIFY.

Em excesso.


Entender.

ACEE.


Revisar.

Classes.


Auditar.

Negações.


Conhecer.

RMF.


Utilizar.

zSecure.


Como impressionar um Security Architect

Diga:

O SAF é uma infraestrutura de autorização altamente otimizada, orientada a ACEEs e FASTAUTH, projetada para minimizar I/O, reduzir contenção e sustentar bilhões de decisões de segurança diárias em ambientes de missão crítica.

Provavelmente.

A entrevista.

Mudará.

De nível.


Frase Bellacosa Mainframe

"O RACF decide. O ACEE lembra. O SMF registra. Mas é o SAF que trabalha silenciosamente bilhões de vezes por dia para que ninguém perceba que a segurança está funcionando perfeitamente."


☕💥 Continua na Parte 5

SAF – Troubleshooting, ICH408I, RC=8, IPCS, Dumps, SMF80, zSecure e Como Encontrar o Verdadeiro Culpado às 3h da Manhã Quando Todo Mundo Está Culpando o RACF.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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