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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

📺 Sessão Sala Especial – TV Record, anos 1980

 



📺 Sessão Sala Especial – TV Record, anos 1980
(No tom Bellacosa Mainframe, com memória de televisor de tubo, chiado VHF e cheiro de sofá de corino no verão.)


Ah, a década de 1980… quando televisão era compromisso, gravação era fita VHS de 3 cabeças e ninguém “pulava intro” porque ela era parte da experiência. Entre tantas sessões de filmes que marcaram gerações, uma brilha de forma quase mitológica para quem viveu a telinha daquela época: a Sala Especial, exibida pela TV Record.



⭐ O que era?

A Sala Especial era um slot semanal (ou quase isso — grade de TV dos 80 mudava como IPL com PARM mal ajustado) dedicado a filmes adultos – sensuais, eróticos, picantes, mas longe de pornografia explícita. Era o tipo de atração que começava tarde da noite, muitas vezes após o Jornal da Record, fazendo parte do que a gente hoje chamaria de softcore cinema nights.

Não era pornô. Era clima. Era expectativa. Era câmera lenta, música de saxofone e cortina balançando ao vento.
Era o máximo de “ousadia televisiva” que se podia ter sem precisar de codificador pirata.




🧬 Por que existiu?

A TV Record, ainda longe de ser a gigante evangélica que se tornaria nos anos 1990+, investia em programação para competir na guerra noturna com Globo e SBT. A Sala Especial foi parte do movimento das emissoras de buscar audiência no horário adulto, algo que também se via em:

📌 Cinema em Casa (SBT)
📌 Supercine / Sessão de Gala (Globo)
📌 Ciclo de Cinema Erótico (manjado nos 80 e início dos 90)



Mas a Sala Especial tinha um diferencial: trazia muitas produções da BOCA  DO LIXO PAULISTANA, com roteiros nada serio, historias malucas e títulos ainda mais malucos ainda, usando de duplo sentindo, os antepassados diretos do click bait. Às vezes aparecei um casting de primeira linha, mas era normalmente composto por estrelas decadentes. ou iniciantes no cinema artesanal brasileiro. 

Tipo  O Bom Marido, Como é Boa Nossa Empregada, Nos tempos da Vaselina, As cangaceiras eróticas, Pensionato de Vigaristas, Historias que nossas babas não contavam, Sábado Alucinante. Alguns eram  filmes de qualidade com boas história e elenco, outras eram a perversão pura. Mas sem pornografia.

Em 90 minutos de filmes, talvez uns 2 minutos de peitinho, 3 minutos de bumbum, nada de nudez frontal, simulações de cena sexual embaixo do lençol ou sombras, muito palavrão e ataque velado a ditadura, aos conservadores e a tradicional família brasileira. Nada comparado com os filmes europeus soft-porn que chegaram em 1990 em outros canais e mesmo com a internet e sua pornografia hardcore.




🔥 Como o público via?

Era praticamente um ritual urbano-suburbano-nacional:

  • Pai ligava a TV baixinho

  • Mãe fingia que ia dormir

  • Criança inventava de beber água às 23h45

  • Antena de VHF ajustada com Bombril

  • E lá estava ela: Sala Especial, em cores saturadas e néon imaginário.

Quem viveu… sabe. Quem não se lembra da Wilza Carla?




🎭 Curiosidades, fofocas & "print screen mental"

🥃 Filmes muitas vezes eram reclassificados com sinopses mais “poéticas” para driblar a censura.
📼 Muita gente usou VHS para gravar escondido — e escondia embaixo do guarda-roupa.
🔊 Trilha sonora quase sempre com sax ou sintetizador estilo Giorgio Moroder versão cafona.
📡 Em algumas cidades a transmissão era instável — formando o fetiche da imagem quase invisível.
🎞 Nos anos 90 a sessão sumiu — a TV mudou, a moral mudou, a concorrência ficou adulta demais.



🔐 Easter egg (Bellacosa Mainframe style)

Havia uma mística urbana entre adolescentes:

“Se acertar a sintonia fina no botão do televisor preto-e-branco, dá pra ver mais do que devia”.

Nunca confirmado. Nunca negado. Um mito majestoso dos 80.
Como achar EXIT em COBOL quando só te deram GOTO.


🔚 Em resumo

A Sala Especial da TV Record foi o soft-erotismo elegante do horário nobre tardio,
um pedaço de liberdade televisiva num Brasil pré-internet, pré-streaming, pré-tudo.
Era proibido para menores, liberado para insone e cultuado por quem descobria o mundo.

Um capítulo da televisão brasileira que hoje parece impossível —
mas que existe vivo e elétrico na memória RGB de quem esteve lá.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

JASHIN-CHAN DROPKICK X — A TERCEIRA TEMPORADA QUE TRANSFORMOU UM ANIME DE NICHO

 

Bellacosa Mainframe e a terceira temporada de Jashin-chan dropkick x

☕💣😈 OPERADOR, O DATACENTER SOBRENATURAL ENTROU EM MULTIRREGIÃO! O SISTEMA AGORA EXECUTA TURISMO, CROWDFUNDING, META-HUMOR E CAOS DEMONÍACO EM PRODUÇÃO SIMULTANEAMENTE!

JASHIN-CHAN DROPKICK X — A TERCEIRA TEMPORADA QUE TRANSFORMOU UM ANIME DE NICHO EM UM CASE DE SUCESSO OPERACIONAL IMPROVÁVEL DA INDÚSTRIA OTAKU


Identificação da Obra

Título Original: 邪神ちゃんドロップキックX

Romanização: Jashin-chan Dropkick X

Título Internacional: Dropkick on My Devil!! X

Autor Original: Yukiwo

Mangá: Iniciado em 2012

Estúdio: Nomad

Direção: Hikaru Sato

Estreia: Julho de 2022

Episódios: 12

Gêneros:

  • Comédia

  • Sobrenatural

  • Slice of Life

  • Paródia

  • Meta-comédia

  • Humor Absurdo

Classificação Indicativa:

  • Aproximadamente 14+

  • Violência cartunesca

  • Humor ácido

  • Referências satíricas


Sinopse

Após sobreviver a duas temporadas de incidentes operacionais catastróficos, Jashin-chan continua presa no mundo humano.

Sua missão continua oficialmente aberta:

Retornar ao Inferno eliminando Yurine.

Resultado dos testes?

Falha.

Novamente.

Mas desta vez a franquia expande seu escopo.

O que antes era apenas um apartamento caótico agora se transforma em uma espécie de universo compartilhado de turismo regional, eventos promocionais, sátiras da indústria e loucura sobrenatural.


Resumo da Temporada

Se a primeira temporada apresentou o sistema...

E a segunda consolidou a arquitetura...

A terceira mostra a operação em escala nacional.

A série amplia:

  • personagens;

  • cenários;

  • referências culturais;

  • piadas internas;

  • colaborações externas.

Tudo isso sem abandonar sua essência.


O Que Significa o "X"?

Muitos imaginaram que seria:

  • reboot;

  • reinicialização;

  • grande mudança.

Mas o "X" funciona mais como símbolo de expansão.

É o momento em que a franquia percebe:

"Podemos ir além do apartamento de Yurine."

E realmente vai.


Análise Bellacosa Mainframe

Imagine um sistema legado.

Inicialmente ele roda em um único datacenter.

Depois recebe novos módulos.

Posteriormente passa a operar em múltiplas localidades.

A terceira temporada representa exatamente isso.

O ambiente JASHIN virou um ecossistema distribuído.


O Grande Diferencial da Terceira Temporada

Turismo Como Parte da Narrativa

Aqui encontramos uma das decisões mais curiosas da história dos animes.

Diversas cidades japonesas aparecem na série.

Não apenas como cenário.

Mas como parte da própria experiência narrativa.


O Anime Que Virou Plataforma de Turismo

Muitas produções fazem publicidade discreta.

Jashin-chan resolveu executar um JOB completamente diferente.

Transformou cidades reais em participantes do projeto.

Locais do Japão apoiaram a produção.

A série passou a funcionar também como divulgação turística.


Algo Quase Inédito

Poucos animes fizeram isso de maneira tão explícita.

A obra mistura:

  • entretenimento;

  • humor;

  • marketing regional;

  • participação comunitária.

É um fenômeno bastante singular.


Personagens Principais

Jashin-chan

Continua sendo o erro de sistema mais amado da franquia.

Características:

  • arrogante;

  • egoísta;

  • preguiçosa;

  • impulsiva.

Mas também extremamente carismática.


Yurine Hanazono

A administradora-chefe.

Responsável pela estabilidade operacional.

Sempre que surge uma falha crítica:

Yurine executa procedimentos corretivos imediatos.


Medusa

O storage financeiro da operação.

Sem ela metade das aventuras não aconteceria.

Sua bondade continua sendo explorada por todos.


Pekola

Talvez a personagem que mais evoluiu em profundidade.

Apesar de permanecer cômica, continua simbolizando:

  • perseverança;

  • humildade;

  • esperança.


Minos

A unidade de processamento de força bruta.

Sua inocência continua gerando situações absurdamente engraçadas.


Meta-Humor Elevado ao Máximo

A terceira temporada praticamente transforma a quarta parede em decoração.

Os personagens:

  • falam sobre a produção;

  • comentam orçamento;

  • mencionam fãs;

  • discutem crowdfunding;

  • brincam com a própria indústria.

Em certos momentos parece que estamos assistindo um anime comentando outro anime.


As Aventuras da Temporada

As histórias continuam episódicas.

Mas agora abrangem:

  • viagens;

  • festivais;

  • eventos regionais;

  • problemas financeiros;

  • disputas sobrenaturais;

  • situações absurdas do cotidiano.

O objetivo nunca é contar uma grande saga.

O objetivo é gerar entretenimento através do caos.


Temáticas Ocultas

Embora pareça apenas uma comédia maluca, existem elementos interessantes.


Comunidade

Talvez o tema mais forte desta temporada.

O anime demonstra como comunidades ajudam projetos a sobreviver.

O próprio sucesso da franquia reflete isso.


Adaptação

Os personagens vivem em situações absurdas.

Mesmo assim continuam seguindo em frente.

Uma metáfora divertida para a vida moderna.


Imperfeição

Nenhum personagem é perfeito.

Todos possuem defeitos enormes.

Mesmo assim encontram amizade e pertencimento.


O Papel do Crowdfunding

A terceira temporada ficou famosa por reforçar algo raro.

Ela é praticamente um símbolo do relacionamento entre criadores e fãs.

O apoio da comunidade foi fundamental para a continuidade da franquia.

Poucos animes conseguem demonstrar isso de forma tão visível.


Houve Censura?

Assim como nas temporadas anteriores:

Não houve censura significativa.

Algumas transmissões utilizaram:

  • ajustes visuais;

  • pequenas adaptações para TV;

  • enquadramentos alternativos.

Mas nada comparável às grandes controvérsias de outras obras.

O humor absurdo sempre deixou claro o tom cartunesco.


Impacto Cultural

A terceira temporada consolidou Jashin-chan como algo muito além de uma simples comédia.

Ela virou:

  • fenômeno cult;

  • caso de estudo de crowdfunding;

  • exemplo de marketing regional;

  • referência em meta-humor.

Hoje a franquia é frequentemente lembrada quando se fala em:

  • participação dos fãs;

  • financiamento alternativo;

  • colaboração entre anime e turismo.


O Que Torna Jashin-chan X Especial?

Porque ela faz algo que poucas continuações conseguem.

Em vez de crescer através de batalhas maiores ou ameaças mais poderosas...

Ela cresce através da própria comunidade.

O foco não está em salvar o mundo.

O foco está em expandir o universo social da série.

É uma evolução extremamente incomum para um anime de comédia.


Análise Técnica Bellacosa Mainframe

Primeira Temporada:

  • Instalação do sistema.

Segunda Temporada:

  • Expansão dos módulos.

Terceira Temporada:

  • Operação distribuída nacionalmente.

Resultado:

O ambiente continua apresentando falhas.

Mas agora as falhas possuem patrocinadores.


Conclusão

Jashin-chan Dropkick X representa o auge da maturidade da franquia.

Não porque ficou mais séria.

Não porque ficou mais épica.

Mas porque compreendeu perfeitamente sua identidade.

Ela abraça:

  • o absurdo;

  • a repetição;

  • a autocrítica;

  • o carinho dos fãs.

E transforma tudo isso em uma experiência única.


☕💣 Relatório Final da Auditoria do Datacenter Infernal

STATUS DO SISTEMA: OPERACIONAL

Verificações realizadas:

✅ Demônio continua em produção
✅ Falhas continuam ocorrendo
✅ Usuários continuam satisfeitos
✅ Orçamento continua sendo alvo de piadas
✅ Crowdfunding continua funcionando

Conclusão da auditoria:

"Após análise completa da terceira temporada, verificou-se que o ambiente JASHIN não segue boas práticas de arquitetura, governança, documentação ou controle de mudanças."

Porém...

"O sistema atingiu um nível tão avançado de caos organizado que sua instabilidade passou a ser considerada uma característica estratégica da plataforma."

Jashin-chan Dropkick X é a rara aplicação que transformou erros recorrentes, humor nonsense e participação comunitária em um dos ambientes mais estáveis e queridos do datacenter dos animes. 😈☕💣🖥️📋🚀


domingo, 17 de julho de 2022

De C++ ao COBOL no IBM Z : Você Não Está Trocando de Linguagem. Está Descobrindo um Novo Conceito de Engenharia de Software.

 

Bellacosa Mainframe do c++ ao cobol no zos

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

De C++ ao COBOL no IBM Z

Você Não Está Trocando de Linguagem. Está Descobrindo um Novo Conceito de Engenharia de Software.

"Quem domina C++ já aprendeu a controlar memória, desempenho e arquitetura. Aprender COBOL no IBM Z significa descobrir como aplicar essa disciplina ao software que movimenta bancos, bolsas de valores, seguradoras, governos e companhias aéreas há mais de meio século."

Existe um mito que acompanha praticamente todo desenvolvedor C++ quando ouve a palavra COBOL.

"É uma linguagem antiga."

"Não tem orientação a objetos."

"Não tem templates."

"Não tem STL."

"Não tem RAII."

"Não tem ponteiros."

Curiosamente...

Nenhuma dessas características explica por que bilhões de transações financeiras continuam sendo processadas diariamente em IBM Z.

Porque o IBM Z nunca foi uma competição de linguagens.

Sempre foi uma competição de confiabilidade.

E esse é justamente o ponto onde muitos programadores C++ descobrem que já possuem muito mais em comum com o mundo Mainframe do que imaginavam.


O programador C++ já pensa como um engenheiro

Quem programa em C++ normalmente desenvolveu algumas virtudes raras.

Ele sabe que desempenho importa.

Ele entende custo de memória.

Conhece pilha (stack) e heap.

Sabe que concorrência é difícil.

Entende compilação.

Conhece linkedição.

Sabe que ABI existe.

Já ouviu falar em alignment.

Conhece cache.

Sabe otimizar algoritmos.

Entende estruturas de dados.

Aprendeu que software não é apenas escrever código.

É construir sistemas.

E adivinhe?

Essa filosofia é extremamente compatível com o IBM Z.


A maior diferença não é COBOL

A maior mudança será perceber que no Mainframe o protagonista não é a linguagem.

É o ambiente.

No Windows você pensa em:

  • aplicação

  • executável

  • DLL

  • usuário

No IBM Z você passa a pensar em:

  • Job

  • Dataset

  • Região

  • CICS

  • IMS

  • DB2

  • RACF

  • JES2

  • Workload

  • Segurança

  • Disponibilidade

Você deixa de desenvolver apenas programas.

Passa a desenvolver partes de um ecossistema gigantesco.


Bellacosa Mainframe c++ versus cobol no zos

C++ e COBOL possuem mais semelhanças do que parece

À primeira vista parecem opostos.

Mas compare.

Ambos são compilados

Não existe interpretação.

Existe compilador.

Existe otimização.

Existe geração de código objeto.

Existe linkedição.

Existe build.

Tudo isso será familiar.


Ambos valorizam desempenho

No desktop você mede milissegundos.

No Mainframe mede milhões de transações por hora.

A preocupação é a mesma.

Executar rapidamente.

Consumir poucos recursos.

Não desperdiçar CPU.


Ambos valorizam estabilidade

Em C++ um ponteiro inválido pode derrubar um processo.

No Mainframe um erro pode impedir milhões de pagamentos.

A consequência muda.

A responsabilidade também.


Ambos vivem muitos anos

Aplicações C++ frequentemente permanecem décadas.

O mesmo acontece com COBOL.

Você aprenderá rapidamente que software corporativo envelhece muito mais lentamente do que aplicações web.


Ambos exigem disciplina

C++ não perdoa descuidos.

COBOL também não.

A diferença é que os erros costumam aparecer em regras de negócio.

Não em segmentation faults.


Onde tudo muda

Agora começam as diferenças.


Memória

Em C++ você administra memória.

new

delete

smart pointers

RAII

ownership

No COBOL praticamente toda memória já está definida.

Você declara estruturas.

O runtime administra tudo.

Não existe malloc para o desenvolvedor comum.

Você passa menos tempo gerenciando memória.

E muito mais tempo modelando dados.


Dados são o centro do universo

No C++ muitos desenvolvedores começam pensando em objetos.

No COBOL começa-se pensando em registros.

Campos.

Layouts.

Arquivos.

Tabelas.

Copys.

Estruturas.

A pergunta muda.

Em vez de:

"Qual classe criar?"

Você pergunta:

"Como esse registro representa o negócio?"


Legibilidade acima de tudo

Em C++ frequentemente vemos código extremamente compacto.

Templates.

Metaprogramação.

Lambdas.

Concepts.

Operator overloading.

No COBOL o objetivo sempre foi outro.

Código que qualquer desenvolvedor consiga ler daqui vinte anos.

Você rapidamente perceberá que clareza vale ouro.


Regras de negócio

Aqui acontece uma mudança importante.

Grande parte do código COBOL não implementa algoritmos complexos.

Implementa decisões empresariais.

Calcular juros.

Validar CPF.

Fechar folha.

Liquidar títulos.

Atualizar contas.

Emitir boletos.

Processar seguros.

Calcular impostos.

É programação.

Mas profundamente ligada ao negócio.


Batch é uma mudança de mentalidade

Quem veio do Windows costuma pensar em aplicações interativas.

No Mainframe você aprende Batch.

Recebe arquivos.

Valida.

Ordena.

Consolida.

Atualiza bancos.

Gera relatórios.

Tudo cuidadosamente orquestrado.

Muitos iniciantes subestimam Batch.

Depois descobrem que ele continua sendo uma das maiores forças do IBM Z.


Online também existe

Não pense que tudo é Batch.

Você conhecerá o CICS.

Ali surgem conceitos familiares.

Sessões.

Transações.

Chamadas.

Programas.

Controle de fluxo.

Mas com disponibilidade muito maior do que normalmente encontramos em aplicações tradicionais.


Banco de Dados

Se você conhece PostgreSQL, SQL Server ou Oracle, já possui uma excelente base.

Aprender DB2 será muito mais simples.

Você encontrará:

SELECT

INSERT

UPDATE

DELETE

JOIN

CURSOR

COMMIT

ROLLBACK

Índices.

Plano de acesso.

A sintaxe muda pouco.

A engenharia por trás é impressionante.


Arquivos ainda são importantes

Enquanto muitos ambientes modernos vivem exclusivamente de bancos relacionais, o IBM Z continua dominando processamento de arquivos gigantescos.

VSAM.

Sequential Files.

GDG.

Flat Files.

Isso surpreende muitos desenvolvedores.

Mas faz sentido quando milhões de registros precisam ser processados continuamente.


Segurança não é um detalhe

Em muitos ambientes segurança aparece no fim do projeto.

No IBM Z ela nasce junto.

RACF.

Perfis.

Grupos.

Permissões.

Auditoria.

Controle de acesso.

Tudo extremamente integrado.


A melhor trilha para um programador C++

Se eu estivesse orientando um excelente desenvolvedor C++, faria exatamente este caminho.


Etapa 1

Não aprenda COBOL primeiro.

Aprenda IBM Z.

Entenda:

  • o que é um Mainframe

  • por que existe

  • quais problemas resolve

  • disponibilidade

  • redundância

  • processamento de missão crítica

Sem isso COBOL parecerá apenas uma linguagem antiga.


Etapa 2

Aprenda z/OS

Entenda:

  • Dataset

  • PDS

  • PDSE

  • Sequential

  • VSAM

  • Catalog

  • Volume

  • Job

  • Step

Esses conceitos aparecerão diariamente.


Etapa 3

Aprenda TSO/ISPF

Aprenda a navegar.

Editar.

Compilar.

Executar.

Comparar arquivos.

Pesquisar membros.

Como um programador Linux aprende Bash.


Etapa 4

Aprenda JCL

Esse é provavelmente o maior choque.

JCL não é linguagem de programação.

É descrição de execução.

Quem entende JCL entende o Mainframe.


Etapa 5

Agora sim...

COBOL.

Comece apenas com:

IDENTIFICATION DIVISION

DATA DIVISION

WORKING-STORAGE

PROCEDURE DIVISION

IF

PERFORM

EVALUATE

READ

WRITE

MOVE

COMPUTE

Nada mais.


Etapa 6

Arquivos

Aprenda:

Sequential

VSAM

KSDS

ESDS

READ

WRITE

START

REWRITE

DELETE


Etapa 7

SQL

COBOL + DB2.

Aqui você descobrirá onde grande parte dos sistemas corporativos realmente vivem.


Etapa 8

CICS

Aprenda:

COMMAREA

MAP

Pseudo Conversação

LINK

XCTL

RETURN

RESP

Depois Channels e Containers.


Etapa 9

Debug

SDSF

JES2

Spool

Abends

Dump

Mensagens

SYSOUT

SYSUDUMP

SYSABOUT

Aprenda a investigar problemas.


Etapa 10

Modernização

Somente depois disso avance para:

REST

JSON

XML

z/OS Connect

MQ

Kafka

Java

Python

OpenAPI

Git

VS Code

Zowe

Ansible

OpenShift

Porque agora você compreenderá onde essas tecnologias entram.


O que treinar diariamente

Sugiro uma rotina simples.

Segunda

Resolver pequenos exercícios COBOL.

Terça

Ler JCL.

Quarta

Executar Batch.

Quinta

SQL no DB2.

Sexta

Ler código legado.

Sábado

Refatorar programas COBOL.

Domingo

Estudar arquitetura IBM Z.

Em poucos meses você terá construído uma visão muito superior à de quem apenas decorou comandos.


O maior erro de quem vem do C++

O desenvolvedor tenta transformar COBOL em C++.

Não faça isso.

COBOL resolve outro tipo de problema.

Quanto antes aceitar isso, mais rápido aprenderá.


O maior desafio

Não será aprender comandos.

Será aprender o domínio bancário.

Seguros.

Cartões.

Folha.

Tributos.

Previdência.

Liquidação financeira.

No IBM Z, entender o negócio vale tanto quanto dominar a linguagem.


O que um programador C++ aprende com o Mainframe

Depois de algum tempo algo curioso acontece.

Você volta ao C++ diferente.

Mais disciplinado.

Mais cuidadoso.

Mais preocupado com rastreabilidade.

Mais atento à estabilidade.

Mais consciente do impacto de uma mudança.

Porque o IBM Z ensina uma lição rara.

Software não existe apenas para impressionar desenvolvedores.

Existe para manter empresas funcionando.

Existe para pagar salários.

Existe para processar aposentadorias.

Existe para autorizar cartões.

Existe para movimentar bolsas de valores.

Existe para garantir que um avião possa decolar porque milhares de reservas foram processadas corretamente.

Essa responsabilidade muda completamente a forma como enxergamos programação.


Conclusão

Se você domina C++, já possui uma base extraordinária.

Você entende algoritmos, compilação, desempenho e arquitetura. Agora chegou a hora de aprender algo que poucas universidades ensinam: como grandes organizações constroem sistemas capazes de operar 24 horas por dia, sete dias por semana, durante décadas, com confiabilidade quase absoluta.

COBOL no IBM Z não substitui o C++.

Ele complementa sua formação.

Você continuará pensando como engenheiro, mas passará a enxergar software por outra perspectiva: continuidade, governança, auditoria, integridade dos dados e estabilidade operacional.

No Bellacosa Mainframe costumo dizer que aprender IBM Z é como visitar uma usina hidrelétrica depois de anos construindo geradores portáteis.

Os dois produzem energia.

Mas em escalas completamente diferentes.

O mesmo vale para C++ e COBOL.

Você não está abandonando a programação moderna.

Está descobrindo onde muitos dos sistemas mais importantes do planeta aprenderam a nunca falhar.

E essa é uma experiência que transforma qualquer desenvolvedo

sábado, 16 de julho de 2022

Leadale no Daichi nite: O Sysprog que Voltou ao Ambiente de Produção Após 200 Anos — A Lição Definitiva sobre Sistemas Legados, Alta Disponibilidade e Evolução sem Administradores

 

Bellacosa Mainframe e o fantastico leadale no daichi nite

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Leadale no Daichi nite (リアデイルの大地にて): O Sysprog que Voltou ao Ambiente de Produção Após 200 Anos — A Lição Definitiva sobre Sistemas Legados, Alta Disponibilidade e Evolução sem Administradores

"Existe uma fantasia comum entre profissionais de TI: encontrar um sistema perfeito. Leadale mostra algo muito mais interessante. Um sistema que continuou funcionando por dois séculos depois que seus administradores desapareceram."


Ficha Técnica

Título original: リアデイルの大地にて (Leadale no Daichi nite)

Título internacional: In the Land of Leadale

Autor (Light Novel): Ceez

Ilustrador: Tenmaso

Web Novel: 2010

Light Novel: Janeiro de 2019

Mangá: 2019

Anime: Janeiro de 2022

Estúdio: Maho Film

Direção: Yuji Yanase

Música: Kujira Yumemi

Episódios: 12

Gênero:

  • Isekai

  • Fantasia

  • Slice of Life

  • Aventura

  • Comédia

  • MMORPG

  • Slow Life

Classificação indicativa aproximada:
14 anos


Sinopse

Keina Kagami vive presa a uma cama de hospital devido às sequelas de um grave acidente. Seu único contato com o mundo exterior acontece através de um VRMMORPG chamado Leadale, onde controla Cayna, uma High Elf extremamente poderosa.

Após uma falha no equipamento que a mantém viva, Keina acredita ter morrido. Entretanto, desperta dentro do universo de Leadale.

Só que existe um detalhe inesperado.

Não é exatamente o mesmo jogo.

Duzentos anos se passaram.

As cidades mudaram.

Os reinos desapareceram.

Os NPCs construíram civilizações.

Os jogadores sumiram.

O mundo evoluiu sozinho.

Ela acorda como uma espécie de administradora esquecida observando um ambiente que continuou funcionando sem manutenção durante séculos.


Resumo da História

Ao contrário da maioria dos isekais, Leadale praticamente elimina o conflito tradicional.

Não existe um Rei Demônio.

Não há torneios.

Não existe uma guerra permanente.

O objetivo da protagonista é simplesmente...

...entender o que aconteceu.

Cada episódio representa uma descoberta:

  • antigas torres do jogo;

  • antigos sistemas mágicos;

  • NPCs que evoluíram;

  • filhos adotivos criados por eventos do jogo;

  • itens lendários esquecidos;

  • tecnologias antigas.

É uma jornada de redescoberta.


O Grande Diferencial

Grande parte dos isekais utiliza esta fórmula:

protagonista fraco → treinamento → evolução → salvar o mundo.

Leadale faz exatamente o contrário.

Cayna começa absurdamente poderosa.

Ela praticamente já terminou o jogo.

O anime pergunta:

"O que acontece quando alguém com privilégios administrativos retorna depois que ninguém mais lembra como o sistema foi construído?"

Essa mudança altera completamente o foco da narrativa.


A História Sob a Ótica Bellacosa Mainframe

Imagine um ambiente IBM Z.

Em 1985 um time desenvolveu um gigantesco sistema bancário.

Os desenvolvedores se aposentaram.

Os operadores mudaram.

As empresas mudaram.

Os bancos foram comprados.

Os analistas morreram.

Mas...

o sistema nunca parou.

Quarenta anos depois chega alguém que participou da implantação original.

Essa pessoa lembra:

  • onde ficam os módulos antigos;

  • quais parâmetros nunca devem ser alterados;

  • por que determinado JOB existe;

  • quem criou aquele catálogo;

  • como restaurar uma base perdida.

Essa pessoa é Cayna.

Ela conhece absolutamente tudo.

Os habitantes enxergam magia.

Ela enxerga arquitetura.


Cayna é praticamente um Sysprog

Na visão Bellacosa Mainframe, Cayna possui privilégios equivalentes a:

  • RACF SPECIAL

  • STORAGE ADMIN

  • SECURITY ADMIN

  • OPERATOR

  • APPLICATION OWNER

  • DATABASE ADMIN

Tudo ao mesmo tempo.

Ela conhece comandos que ninguém mais conhece.

Possui itens que ninguém consegue reproduzir.

Acessa áreas proibidas.

Entra em estruturas antigas.

É literalmente uma administradora do ambiente.


Os Personagens

Cayna

Extremamente poderosa.

Mas nunca arrogante.

Ela prefere resolver problemas pequenos.

Ajuda aldeões.

Conserta pontes.

Ensina magia.

Cuida das pessoas.

Seu verdadeiro poder é emocional.


Skargo

Sacerdote.

Filho adotivo de Cayna.

Provavelmente um dos personagens mais engraçados da série.

Seu excesso de reverência produz várias situações cômicas.


Mai-Mai

Diretora da Academia.

Especialista em magia.

Apesar da aparência elegante, possui personalidade extremamente imprevisível.


Kartatz

Anão.

Construtor.

É o mais racional dos três filhos.

Representa estabilidade.


Os NPCs

Talvez o aspecto mais interessante.

Eles deixaram de agir como personagens de jogo.

Agora possuem história própria.

Memórias.

Famílias.

Objetivos.

É como observar uma IA evoluindo por séculos.


Aventuras

Cada aventura serve mais para explorar o mundo do que para criar tensão.

Entre elas:

  • exploração das torres antigas;

  • reencontro com antigos conhecidos;

  • investigação sobre os Guardiões;

  • resolução de conflitos locais;

  • ajuda a comerciantes;

  • descoberta de ruínas;

  • visitas às cidades reconstruídas;

  • compreensão da nova política mundial.

É um anime onde viajar importa mais do que lutar.


Temáticas

Segunda oportunidade

Keina teve uma vida extremamente limitada.

Leadale oferece aquilo que ela nunca teve.

Liberdade.


Solidão

Ela percebe que todos os jogadores desapareceram.

É possivelmente a última sobrevivente daquela geração.

Existe uma melancolia silenciosa em diversos episódios.


Tempo

O tempo muda tudo.

Pessoas.

Cidades.

Civilizações.

Mesmo aquilo que parecia permanente desaparece.


Família

Os filhos adotivos nasceram como mecânica do jogo.

Agora são pessoas reais.

Isso gera uma discussão interessante:

Quando uma inteligência artificial deixa de ser apenas código?


Legado

Nenhum criador permanece para sempre.

Mas sua obra continua.


Mensagens Ocultas

Todo sistema evolui

Mesmo sem seus desenvolvedores.

Essa talvez seja a maior metáfora da série.


O conhecimento desaparece

As torres que Cayna construiu agora são ruínas.

Ninguém lembra sua finalidade.

É exatamente o que acontece em sistemas legados.

A documentação some.

Os especialistas se aposentam.

As novas gerações apenas utilizam.


Poder não significa responsabilidade

Embora tenha poder absoluto, Cayna evita interferir no destino das pessoas.

Ela entende que um bom administrador modifica apenas aquilo que realmente precisa ser modificado.

É uma filosofia muito próxima da administração de ambientes críticos.


O Estúdio Maho Film

A Maho Film nunca esteve entre os gigantes da indústria como Kyoto Animation, MAPPA, ufotable ou Bones.

Mesmo assim tornou-se conhecida por adaptar obras de fantasia confortável (iyashikei fantasy).

Outras produções incluem:

  • I'm Standing on a Million Lives

  • The World's Finest Assassin Gets Reincarnated in Another World as an Aristocrat

  • Kami-tachi ni Hirowareta Otoko (By the Grace of the Gods)

Sua principal característica é priorizar personagens simpáticos, cenários acolhedores e uma narrativa relaxante em vez de grandes sequências de ação. Em Leadale, essa abordagem combina perfeitamente com a proposta da obra.


Qualidade da Animação

Visualmente, Leadale não impressiona pela complexidade técnica.

As batalhas são simples.

Os efeitos mágicos são competentes.

Os cenários cumprem seu papel.

O verdadeiro destaque está na direção de arte.

As cidades parecem realmente habitadas.

A iluminação transmite conforto.

A trilha sonora reforça constantemente a sensação de aventura tranquila.

É um anime feito para relaxar.


Impacto Cultural

Leadale não foi um fenômeno como Sword Art Online, Overlord ou Mushoku Tensei.

Ainda assim consolidou um subgênero cada vez mais popular:

o Slow Life Isekai.

Nele, o foco deixa de ser "salvar o mundo" e passa a ser viver nele. Esse estilo influenciou e caminhou ao lado de obras como By the Grace of the Gods, I've Been Killing Slimes for 300 Years and Maxed Out My Level e Farming Life in Another World, mostrando que o público também aprecia histórias de conforto, convivência e reconstrução.


Houve censura?

Não houve registros relevantes de censura durante sua exibição no Japão ou em lançamentos internacionais.

Isso ocorre porque:

  • violência moderada;

  • praticamente nenhuma cena de gore;

  • fan service discreto;

  • linguagem leve;

  • ausência de temas políticos sensíveis.

A adaptação do anime também permaneceu bastante fiel ao tom da light novel, realizando apenas cortes naturais para condensar a história em 12 episódios, sem alterações motivadas por censura.


Curiosidades

  • O nome "Leadale" deriva da combinação de elementos ligados ao mundo virtual criado para o jogo.

  • Os "filhos" de Cayna eram originalmente um recurso do MMORPG, mas o salto temporal faz com que se tornem indivíduos completos, criando situações tão emocionantes quanto divertidas.

  • O conceito de um mundo persistente por séculos sem jogadores lembra a ideia de servidores que continuam ativos mesmo após o abandono de seus administradores.


Veredicto Bellacosa Mainframe

Se Overlord representa um superusuário assumindo o controle de um datacenter abandonado, Leadale no Daichi nite mostra algo ainda mais raro: o retorno da arquiteta original ao ambiente de produção depois de dois séculos de operação contínua.

Cayna não precisa provar sua força. Seu verdadeiro desafio é compreender como um sistema complexo evoluiu sem seus administradores, preservando serviços, criando novas regras de negócio e formando uma sociedade inteira sobre a infraestrutura que ela ajudou a construir.

Para quem trabalha com IBM Z, COBOL, CICS, DB2 ou z/OS, a metáfora é irresistível. Quantos sistemas corporativos permanecem em operação há décadas, sustentando milhões de transações, enquanto seus criadores já se aposentaram? Assim como Cayna, o especialista em mainframe frequentemente retorna a um ambiente vivo, onde o código original foi expandido por inúmeras gerações de desenvolvedores.

No fim, Leadale no Daichi nite deixa uma mensagem poderosa: o software pode sobreviver aos seus autores, mas o conhecimento sobre sua arquitetura é o verdadeiro tesouro. Em um mundo de tecnologia em constante mudança, preservar esse conhecimento é tão importante quanto manter o sistema funcionando. É uma lição que vale tanto para um reino de fantasia quanto para qualquer ambiente IBM Z que continua processando negócios críticos décadas após sua implantação.


sexta-feira, 15 de julho de 2022

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – ACEE : Anatomia do Crachá Mágico do Reino IBM Z - Parte II

 

Bellacosa Mainframe apresenta o ACEE Parte II

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 2

ACEE – Anatomia do Crachá Mágico do Reino IBM Z

O que realmente existe dentro de um ACEE?

"Todo Sysprog olha para um dump. O Sysprog Jedi conversa com os control blocks."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Na Parte 1 descobrimos que o ACEE é praticamente o crachá encantado do Reino IBM Z.

Mas afinal...

O que existe dentro dele?

Ele possui apenas o userid?

Possui senha?

Está criptografado?

Pode ser alterado?

Quem consegue enxergá-lo?

Quanto espaço ocupa?

É isso que vamos explorar.


Antes de tudo

O ACEE é um Control Block do RACF.

Ele é criado em memória.

Não é VSAM.

Não é DB2.

Não é Dataset.

Não é USS File.

Ele simplesmente nasce, vive durante a sessão e desaparece ao final dela.


Onde mora o ACEE?

Depende.

Pode estar associado a:

TCB

Task Control Block


ASCB

Address Space Control Block


SRB

Service Request Block


OMVS Process


DB2 Thread


CICS Task


IMS Region


Started Task


Anatomia simplificada

Podemos imaginar o ACEE como uma estrutura lógica.

+--------------------------------+
| ACEE HEADER                    |
+--------------------------------+
| USERID                         |
+--------------------------------+
| GROUPS                         |
+--------------------------------+
| SPECIAL FLAGS                  |
+--------------------------------+
| UID / GID                      |
+--------------------------------+
| CERTIFICATES                   |
+--------------------------------+
| MFA                            |
+--------------------------------+
| SECURITY LABELS                |
+--------------------------------+
| CUSTOM ATTRIBUTES              |
+--------------------------------+
| POINTERS                       |
+--------------------------------+

Naturalmente a IBM não documenta tudo detalhadamente para programação de aplicações comuns.

Mas Sysprogs adoram estudar essas estruturas.


Campo 1 — USERID

O mais conhecido.

Exemplo

VBELLACO

Pode possuir até oito caracteres.


Ele representa:

Quem você é.


Mas atenção.

Senha NÃO fica armazenada.


Passphrase também não.


Hash de senha também não.


Segurança agradece.


Campo 2 — Nome do Grupo

Exemplo

SYS1

ou

MQADMIN

Grupo primário.


Grupo conectado.


Grupo default.


Campo 3 — Connected Groups

Pode haver dezenas.

Exemplo

DBA

SYSOPER

MQADM

IMSADM

DEVOPS

SECURITY

Essas informações permitem decisões rápidas.


Sem voltar ao banco RACF.


Campo 4 — Special Attributes

Muito importante.


Flag SPECIAL

Administrador.


OPERATIONS

Super usuário RACF.


AUDITOR

Auditoria.


CLAUTH

Gerencia Classes.


ROAUDIT

Read-only.


Curiosidade Bellacosa ☕

SPECIAL é praticamente:

A chave mestra do castelo.


OPERATIONS

É o passe VIP.


AUDITOR

É o fiscal do reino.


Campo 5 — OMVS Segment

Chegamos ao USS.


UID

Exemplo

1000

GID

100

HOME

/u/vbellaco

PROGRAM

/bin/sh

Campo 6 — Certificados

Muito usado hoje.


Digital Certificate


PKI


TLS


SSH


MQ


zOS Connect


API Gateway


Open Banking


PIX


Pode existir referência ao certificado associado ao usuário.


Campo 7 — MFA

Nos ambientes modernos.


RSA


TOTP


Smartcard


Passkey


FIDO


Token Context


Campo 8 — Labels

Pouco utilizados.

Mas interessantes.


MLS

Mandatory Access Control


Exemplos

PUBLIC


CONFIDENTIAL


SECRET


TOPSECRET

Muito comum em:

Defesa

Governo

Militar


Campo 9 — ACEE Tokens

Pouco comentado.

Muito poderoso.


Permitem passar contexto.


CICS utiliza.


DB2 utiliza.


MQ utiliza.


Subsystems utilizam.


Cross-memory utiliza.


Campo 10 — Ponteiros

Sysprog gosta.


Ponteiro para:

TCB

ASCB

Groups

Security Labels

OMVS

Certificates


É um verdadeiro mini ecossistema.


Quanto memória consome?

Pergunta clássica.


Resposta curta.

Depende.


Usuário simples

Alguns KB.


Usuário com muitos grupos

Mais.


Certificados

Mais.


MFA

Mais.


Custom Attributes

Mais.


Na prática.

Centenas.

Milhares.

De ACEEs.

Não representam um problema.


O impacto em CPU

Muito pequeno.


Comparado ao custo de consultar RACF.


ACEE economiza:

CPU

I/O

Locks

ENQ

Contention


Em um banco.

100 mil sessões.

Economia enorme.


z/OS 3.1

Novidade interessante.


Custom Fields.


Permitem aplicações modernas.

Consultar contexto.


Sem voltar ao RACF.


Menos latência.


Menos I/O.


Mais escalabilidade.


O que NÃO existe no ACEE?

Senha.


Passphrase.


Hash.


Histórico.


Dataset profiles.


Banco RACF completo.


Quem pode enxergar um ACEE?

Usuário comum?

Não.


COBOL?

Normalmente não.


Sysprog?

Sim.


IPCS

Sim.


Dumps

Sim.


Ferramentas IBM

Sim.


IPCS

Nosso sabre de luz.


Dump

IPCS

VERBX

Interpretar ACEE


Ferramentas comerciais ajudam bastante.


zSecure


Security Server utilities


IBM Support Tools


Easter Egg Bellacosa ☕

Se você abrir um dump e encontrar:

TCB

ASCB

ACEE

UID

SPECIAL

CERT


Parabéns.

Você acabou de entrar no clube dos Sysprogs que começam a conversar com os control blocks.


Analogia Bellacosa

Imagine novamente o castelo.


No crachá mágico existem:

Nome

Guilda

Permissões

Passaporte

Cartão diplomático

Etiqueta de segurança

Passe do metrô USS

Certificado digital

Token MFA


Tudo em um único objeto.


E o melhor.

O guarda SAF apenas olha para ele.


Não precisa voltar ao cartório RACF.


Economizando tempo.

CPU.

E trabalho.


Resumo para guardar

CampoFunção
USERIDIdentidade
GROUPSGrupos
SPECIALAdministração
UIDUSS
GIDUSS
CERTTLS
MFAAutenticação
LABELMLS
TOKENContexto
POINTERSLigações internas

☕💥 Continua na Parte 3

O Nascimento do ACEE

Como ele é criado no TSO, CICS, IMS, Batch, Started Tasks, USS, MQ e DB2, incluindo RACROUTE VERIFY, SAF, FASTAUTH, diagramas passo a passo e exemplos reais de fluxo de autenticação.


quinta-feira, 14 de julho de 2022

☕💥 Arrays em COBOL: O Poder Oculto do OCCURS, SSRANGE e a Guerra Contra a Invasão de Memória

 

Bellacosa Mainframe e as tabelas internas no COBOL occurs e arrays

☕💥 Arrays em COBOL: O Poder Oculto do OCCURS, SSRANGE e a Guerra Contra a Invasão de Memória

Ou como evitar transformar seu Address Space em um filme de terror para Sysprogs



Introdução

Existe um momento na vida de todo desenvolvedor COBOL júnior em que ele descobre duas verdades universais:

A primeira é que OCCURS parece simples até deixar de ser simples.

A segunda é que existe uma entidade maligna chamada:

SSRANGE

capaz de transformar uma manhã tranquila em uma reunião emergencial envolvendo desenvolvimento, suporte, infraestrutura, DBA, operador e um sysprog segurando uma caneca de café já fria.

E tudo isso por causa de um pequeno detalhe:

MOVE WS-NOME(9999)

quando a tabela possui apenas:

OCCURS 100 TIMES.

Bem-vindo ao fascinante mundo das tabelas COBOL.


Capítulo 1 – O que é OCCURS?

OCCURS é o mecanismo utilizado pelo COBOL para criar estruturas repetitivas.

Em linguagens modernas chamaríamos isso de:

  • Array

  • Vetor

  • Lista fixa

  • Matriz

Exemplo:

01 CLIENTES.

   05 CLIENTE OCCURS 10 TIMES.

      10 NOME PIC X(30).
      10 IDADE PIC 99.

Memória:

CLIENTE(1)
CLIENTE(2)
CLIENTE(3)
...
CLIENTE(10)

COBOL simplesmente reserva um bloco contínuo.


A origem histórica

Década de 60.

Memória era absurdamente cara.

IBM 1401

4 KB

IBM System/360

256 KB

370

1 MB

Não existia:

  • Java Collections

  • Python List

  • C++ Vector

Era necessário reservar memória antecipadamente.

Daí nasceu:

OCCURS

Curiosidade histórica

Os engenheiros da IBM chamavam essas estruturas de:

Table Handling

Muito antes da expressão Array Processing se popularizar.


Capítulo 2 — Como a memória é organizada

Exemplo:

01 TAB.

   05 ITEM OCCURS 5 TIMES.

      10 CODIGO PIC 9(5).

Cada item ocupa:

5 bytes

Total

25 bytes

Layout:

0000 ITEM(1)
0005 ITEM(2)
0010 ITEM(3)
0015 ITEM(4)
0020 ITEM(5)

Acesso:

MOVE ITEM(3) TO WS-X

COBOL faz:

Base + ((3-1)*5)

Capítulo 3 – O Terror do Out of Bounds

Tabela:

05 CLIENTE OCCURS 100 TIMES.

Código:

MOVE NOME(101)

Problema.

A posição não existe.


Antigamente

Compilador:

NOSSRANGE

Padrão.

Nenhuma verificação.

Resultado:

Leitura aleatória.

Sobrescrever memória.

Corrupção.


O verdadeiro vilão

Imagine:

01 TABELA.

05 DADOS OCCURS 100 TIMES.

05 FLAG-FINAL PIC X.

Erro:

MOVE "S" TO DADOS(101)

Na prática:

FLAG-FINAL = S

ou pior.

Modifica outra estrutura.


Isso é invasão de memória?

Sim.

Tecnicamente:

Buffer overflow

Memory overwrite

Storage corruption


Capítulo 4 — Address Space

No zOS cada Job possui.

Address Space.

Exemplo

JOB1234



Private Area


LSQA


SWA


Subpools


Heap


Stack

Seu programa COBOL vive ali.


Se escrever fora da tabela:

pode corromper:

Working Storage

Heap

LE Runtime

Control Blocks


Em casos extremos:

S0C4

S878

U4038


Capítulo 5 — SSRANGE

A melhor invenção desde o café expresso.

Compilação:

SSRANGE

ou

CBL SSRANGE

Exemplo

MOVE WS-NOME(101)

Resultado:

Abend imediato.

Mensagem:

IGZxxxx

Subscript out of range


Excelente para:

Homologação

Teste

QA


Produção?

Normalmente:

NOSSRANGE

Performance melhor.


Dica Bellacosa

Desenvolvimento

SSRANGE

Produção

NOSSRANGE


Capítulo 6 — Índices

Ruim:

77 WS-I PIC 999.

Melhor:

05 CLIENTE OCCURS 100 TIMES
   INDEXED BY IDX.

SET

SET IDX TO 1

Próximo

SET IDX UP BY 1

Anterior

SET IDX DOWN BY 1

Por que índice é melhor?

Subscript:

CLIENTE(I)

Cálculo toda vez.


Index

Endereço pronto.

Ponteiro interno.

Mais rápido.


Capítulo 7 – Navegação

Crescente

SET IDX TO 1


PERFORM UNTIL IDX > MAX

PROCESSA

SET IDX UP BY 1

END-PERFORM

Decrescente

SET IDX TO MAX


PERFORM UNTIL IDX = 0


PROCESSA


SET IDX DOWN BY 1


END-PERFORM

Muito usado em:

Compressão

Ordenação

Rollback


Capítulo 8 — SEARCH

Busca sequencial.

SEARCH CLIENTE


AT END


DISPLAY "NAO ACHOU"


WHEN ID = WS-ID


DISPLAY NOME

END-SEARCH

Complexidade

O(n)


100 mil registros.

50 mil leituras médias.


SEARCH ALL

Arma secreta.

Busca binária.


Tabela obrigatoriamente ordenada.

SEARCH ALL CLIENTE


WHEN ID(IDX)=WS-ID


DISPLAY "ACHOU"

END-SEARCH

Complexidade

O(log n)


1000000 itens.

Comparações:

~20


Magia matemática.


Capítulo 9 — OCCURS DEPENDING ON

Tabela variável.

05 QTDE PIC 9(4).


05 CLIENTE OCCURS 1 TO 1000 TIMES

DEPENDING ON QTDE.

Muito usado em:

MQ

Copybooks

APIs

Arquivos


Capítulo 10 — Bidimensional

Exemplo.

Agência x Dia

05 MOVIMENTO.

10 AG OCCURS 100.

15 DIA OCCURS 31.

20 TOTAL PIC 9(10).

Uso:

TOTAL(10,15)

Agência 10.

Dia 15.


Tridimensional

ANO

MES

DIA
VENDAS(2026,6,23)

N dimensões

Teoricamente ilimitado.

Exemplo.

Banco.

País

Estado

Agência

Conta

Produto

Dia


Capítulo 11 — Ordenação

Tabela ordenada.

ASCENDING KEY

Muito útil para:

SEARCH ALL

Caches

Lookup


Capítulo 12 – Quando usar tabela

Excelente:

Parâmetros

Cache

Código UF

Tabela IR

CEP

Conversões


Ruim:

Milhões registros.


Melhor:

DB2

VSAM

IMS


Capítulo 13 – Performance

SEARCH

O(n)

SEARCH ALL

O(log n)

Index

Muito rápido

Subscript

Mais lento

SSRANGE

Seguro

NOSSRANGE

Rápido


Easter Egg COBOL

Existe uma lenda entre veteranos de mainframe.

Diz-se que em algum datacenter esquecido dos anos 80 existe um programa COBOL compilado com:

NOSSRANGE
OPT(2)
FASTSRT
ARITH(EXTEND)

executando desde 1987.

Ninguém sabe exatamente o que ele faz.

Ninguém possui o código-fonte.

Ninguém ousa recompilar.

Mas toda madrugada, às 02h17, ele produz um relatório financeiro perfeito, movimenta bilhões de dólares e desaparece novamente nas profundezas do JES2.

Os sysprogs apenas observam o spool, tomam um gole de café e repetem o antigo mantra do reino z/OS:

"Se está funcionando há 39 anos, não toque."


Conclusão

OCCURS é muito mais do que um simples array.

É uma das construções mais antigas, elegantes e eficientes já criadas para processamento em lote de grande volume.

Dominar:

  • OCCURS

  • INDEXED BY

  • SET

  • SEARCH

  • SEARCH ALL

  • SSRANGE

  • OCCURS DEPENDING ON

  • Tabelas multidimensionais

  • Navegação UP e DOWN

  • Layout de memória

  • Address Space do z/OS

é um dos marcos que separam o Padawan COBOL do Cavaleiro do Batch Jedi Council.

Porque no universo do Mainframe existe uma verdade absoluta:

"DB2 pode falhar, CICS pode reciclar, VSAM pode corromper, mas um OCCURS acessado fora dos limites sempre encontrará uma maneira criativa de arruinar o dia de alguém."

quarta-feira, 13 de julho de 2022

☕💣⏳ OS 10 ANIMES QUE HERDARAM O CÓDIGO-FONTE DE YU-NO — VIAGEM NO TEMPO, MULTIVERSOS E O DEBUG DA REALIDADE

 

Bellacosa Mainframe e animes com viagem no tempo

☕💣⏳ OS 10 ANIMES QUE HERDARAM O CÓDIGO-FONTE DE YU-NO — VIAGEM NO TEMPO, MULTIVERSOS E O DEBUG DA REALIDADE

Introdução

Existe um momento na carreira de todo profissional de tecnologia em que ele percebe uma verdade inconveniente:

Se eu pudesse voltar no tempo, teria evitado aquele erro em produção.

Quem trabalha com mainframe conhece bem essa sensação.

Um JCL enviado errado.

Um UPDATE sem WHERE.

Uma alteração em COBOL que parecia inocente.

Um restore que deveria ter sido feito antes.

Infelizmente, a vida não possui:

BACKOUT
UNDO
RESTORE POINT
GDG(-1)

Mas os animes adoram imaginar um mundo onde isso é possível.

E poucos fizeram isso de forma tão influente quanto YU-NO: A Girl Who Chants Love at the Bound of This World.

Muito antes de Steins;Gate se tornar fenômeno mundial e antes de Re:Zero transformar loops temporais em sofrimento psicológico, YU-NO já brincava com conceitos de universos paralelos, linhas temporais divergentes e consequências imprevisíveis das escolhas humanas.

Seu legado pode ser visto em dezenas de obras modernas.

Algumas herdaram o conceito de viagem temporal.

Outras exploraram o multiverso.

Outras transformaram a repetição temporal em uma ferramenta narrativa.

E algumas foram além, criando verdadeiros ambientes distribuídos de realidades alternativas.

Para um mainframeiro, essas histórias possuem um charme especial.

Cada protagonista parece um operador tentando recuperar um ambiente de produção.

Cada salto temporal lembra um restart de JOB.

Cada linha temporal parece uma geração diferente de um GDG cósmico.

E cada decisão equivocada gera um ABEND existencial.

Se você terminou YU-NO e ficou com aquela sensação de vazio pós-anime, prepare seu terminal ISPF imaginário.

A seguir estão dez obras que compartilham o DNA narrativo de YU-NO e que, de uma forma ou de outra, exploram o maior sonho da humanidade:

corrigir o passado sem derrubar o futuro.


1. STEINS;GATE

Título Original

Steins;Gate

Ano

2011

Personagem Principal

Rintarou Okabe

Sinopse

Um grupo de estudantes descobre acidentalmente uma forma de enviar mensagens para o passado.

O problema?

Cada alteração cria novas linhas temporais.

Curiosidade

É considerado por muitos o sucessor espiritual mais próximo de YU-NO.

Bellacosa Mainframe

MSG PARA O PASSADO
=
UPDATE DIRETO NA BASE DA REALIDADE

2. RE:ZERO

Título Original

Re:Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu

Ano

2016

Personagem Principal

Subaru Natsuki

Sinopse

Sempre que morre, Subaru retorna a um ponto anterior do tempo.

Curiosidade

Transformou o conceito de loop temporal em sofrimento psicológico.

Bellacosa Mainframe

ABEND
↓
RESTART
↓
ABEND
↓
RESTART

3. SUMMERTIME RENDER

Título Original

Summer Time Rendering

Ano

2022

Personagem Principal

Shinpei Ajiro

Sinopse

Após retornar à sua ilha natal, Shinpei descobre uma conspiração envolvendo duplicatas humanas e loops temporais.

Curiosidade

Um dos melhores animes de mistério da década de 2020.

Bellacosa Mainframe

Pense em CICS, DB2 e fantasmas rodando simultaneamente.


4. ERASED

Título Original

Boku dake ga Inai Machi

Ano

2016

Personagem Principal

Satoru Fujinuma

Sinopse

Um homem retorna à infância para impedir uma série de assassinatos.

Curiosidade

Mistura viagem temporal com suspense policial.

Bellacosa Mainframe

ROLLBACK
PARA 18 ANOS ATRÁS

5. HIGURASHI NO NAKU KORO NI

Título Original

Higurashi no Naku Koro ni

Ano

2006

Personagem Principal

Keiichi Maebara

Sinopse

Uma pequena vila esconde um ciclo de mortes que se repete continuamente.

Curiosidade

Inspirou inúmeras histórias de loops temporais.

Bellacosa Mainframe

O JES2 reiniciando o mesmo desastre infinitamente.


6. THE GIRL WHO LEAPT THROUGH TIME

Título Original

Toki wo Kakeru Shoujo

Ano

2006

Personagem Principal

Makoto Konno

Sinopse

Uma estudante adquire a capacidade de saltar no tempo.

Curiosidade

Um dos filmes mais importantes da ficção temporal japonesa.

Bellacosa Mainframe

O equivalente anime de um botão "UNDO".


7. NOEIN

Título Original

Noein: Mou Hitori no Kimi e

Ano

2005

Personagem Principal

Haruka Kaminogi

Sinopse

Universos paralelos entram em colisão.

Curiosidade

Mistura física quântica e drama adolescente.

Bellacosa Mainframe

GDGs de realidades alternativas entrando em conflito.


8. ORANGE

Título Original

Orange

Ano

2016

Personagem Principal

Naho Takamiya

Sinopse

Uma garota recebe cartas enviadas por ela mesma do futuro.

Curiosidade

Um dos romances temporais mais emocionantes dos animes.

Bellacosa Mainframe

E-mail enviado para a própria LPAR do passado.


9. RASCAL DOES NOT DREAM OF BUNNY GIRL SENPAI

Título Original

Seishun Buta Yarou wa Bunny Girl Senpai no Yume wo Minai

Ano

2018

Personagem Principal

Sakuta Azusagawa

Sinopse

Fenômenos temporais e quânticos afetam adolescentes.

Curiosidade

Apesar do título estranho, possui excelente ficção científica.

Bellacosa Mainframe

Problemas de sincronização entre ambientes emocionais.


10. LINK CLICK

Título Original

Shiguang Dailiren

Ano

2021

Personagem Principal

Cheng Xiaoshi

Sinopse

Dois jovens entram em fotografias para alterar eventos passados.

Curiosidade

Produção chinesa que surpreendeu o mundo dos animes.

Bellacosa Mainframe

BACKUP = FOTO
RESTORE = ENTRAR NELA

☕💣 Classificação Bellacosa Mainframe

AnimeViagem TemporalMultiversoMistérioNota
Steins;Gate⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐10/10
Re:Zero⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐10/10
Summertime Render⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐10/10
Erased⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐9/10
Higurashi⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐9/10
Toki wo Kakeru Shoujo⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐9/10
Noein⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐9/10
Orange⭐⭐⭐⭐⭐⭐8/10
Bunny Girl Senpai⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐9/10
Link Click⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐10/10

Conclusão

Se YU-NO é o mainframe ancestral do multiverso, então essas dez obras são os sistemas que herdaram seu código-fonte.

Algumas aprimoraram o mecanismo de rollback.

Outras reinventaram a navegação entre linhas temporais.

E algumas criaram arquiteturas tão complexas que fariam um arquiteto de sistemas do z/OS pedir documentação adicional.

Mas todas compartilham a mesma pergunta fundamental:

Se você pudesse reexecutar sua vida quantas vezes quisesse, em qual execução finalmente encontraria a resposta correta? ☕💣⏳