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terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Beast Tamer - EXPULSO DA PARTY, ABSURDAMENTE OVERPOWER E COM WAIFUS FELINAS: O ANIME QUE VIROU O “JCL DO ISEKAI”!

Bellacosa Mainframe analise o anime Beast Tamer


EXPULSO DA PARTY, ABSURDAMENTE OVERPOWER E COM WAIFUS FELINAS: O ANIME QUE VIROU O “JCL DO ISEKAI”!

Se existe um gênero que domina o mundo dos animes modernos do mesmo jeito que COBOL domina o core bancário, é o famoso:

“Você me expulsou? Então vou virar absurdamente poderoso enquanto vocês quebram em produção.”

E poucos animes representam isso tão bem quanto:

Yuusha Party wo Tsuihou sareta Beast Tamer, Saikyoushu no Nekomimi Shoujo to Deau
ou simplesmente:

Beast Tamer

Um anime que mistura:

  • fantasia medieval,
  • protagonista injustiçado,
  • crescimento absurdo de poder,
  • garotas “ultimate species”,
  • guildas,
  • magia,
  • e aquele clássico sentimento:

“O time caiu porque mandou embora o cara certo.”

Sim… praticamente um paralelo perfeito com muito ambiente mainframe corporativo.


O QUE SIGNIFICA O TÍTULO?

O nome gigantesco traduzido fica mais ou menos assim:

“O Beast Tamer Expulso da Party do Herói Encontra uma Garota Gato da Raça Suprema”

E sinceramente?

Isso resume 90% do anime.

Mas também revela algo importante sobre a indústria moderna:
os títulos de light novel viraram praticamente um dump de SYSOUT explicando a aplicação inteira antes mesmo do IPL.


DATA DE LANÇAMENTO

Light Novel

  • Início: 11 de junho de 2018

Mangá

  • Início: 30 de janeiro de 2019

Anime

  • Estreia: 1 de outubro de 2022
  • Episódios: 13

AUTOR E PRODUÇÃO

Autor

Suzu Miyama

Criador da light novel original.

Ilustradores

  • Hotosoka/Subachi (volumes iniciais)
  • Nozomi (volumes posteriores)

Estúdio

EMT Squared

Mesmo estúdio de:

  • Kuma Kuma Kuma Bear
  • Assassins Pride
  • I’m Quitting Heroing

RESUMO DA HISTÓRIA

O protagonista:

Rein Shroud

é um Beast Tamer que fazia parte da party do herói.

O problema?

A party inteira acreditava que ele era inútil.

Porque ele:

  • não dava dano absurdo,
  • não explodia montanhas,
  • não soltava Hadouken mágico,
  • e trabalhava mais no suporte/logística.

Ou seja:
o clássico profissional invisível da TI.

Até que um dia:

“Você só brinca com animais. Está demitido.”

E ele é expulso da equipe.

Só que a party não percebeu um detalhe IMPORTANTÍSSIMO:

Rein era o cara que sustentava toda a operação.

Exatamente igual:

  • operador de mainframe,
  • sysprog,
  • especialista em JES2,
  • DBA DB2,
  • ou aquele cara do batch noturno que ninguém valoriza.

Quando ele sai…

o ambiente começa a colapsar.

Enquanto isso, Rein encontra:

Kanade

uma garota-gato da “Ultimate Species”.

E a partir daí:
o anime vira uma mistura de:

  • evolução de poder,
  • aventura,
  • fantasia,
  • harém leve,
  • e revenge story corporativa.

PRINCIPAIS PERSONAGENS

Rein Shroud

O protagonista.

No começo parece fraco.

Mas isso é pura ilusão operacional.

Rein é:

  • estrategista,
  • suporte,
  • buffer,
  • summoner,
  • controlador,
  • e escalador absurdo de poder.

Quanto mais contratos ele faz com espécies supremas:
mais overpower ele fica.

Ele representa perfeitamente:

“O profissional subestimado que carregava a empresa inteira.”


Kanade

A famosa nekomimi.

Ela pertence à raça dos gatos — uma das “Ultimate Species”.

Características:

  • força absurda,
  • velocidade monstruosa,
  • carisma gigantesco,
  • e energia caótica de mascote oficial do anime.

Kanade é basicamente:

um CICS hiper otimizado com orelhinhas de gato.


Tania

A dragon girl.

Chega desafiando Rein para combate.
Perde.
Vira aliada.

O clássico fluxo shounen.

Ela aumenta brutalmente o poder mágico de Rein.


Sora e Luna

As gêmeas fada.

Uma mais calma.
Outra mais travessa.

Aqui o anime começa a acelerar o fator:

  • “party overpower”,
  • “família encontrada”,
  • e “coleção de personagens ultra apelonas”.

Arios Orlando

O herói.

E provavelmente:
um dos personagens MAIS ODIADOS do anime.

Porque ele representa:

  • arrogância,
  • incompetência gerencial,
  • ego corporativo,
  • e incapacidade de reconhecer talento.

Ele literalmente desmonta a própria equipe por ego.


O GRANDE TEMA DO ANIME

Muita gente acha que Beast Tamer é só:

  • ecchi leve,
  • waifu collection,
  • fantasy genérico.

Mas existe um tema muito forte aqui:

VALORIZAÇÃO INVISÍVEL

O anime inteiro gira em torno disso.

Rein nunca foi “fraco”.

Ele só fazia:

  • tarefas invisíveis,
  • suporte,
  • sincronização,
  • logística,
  • estabilidade.

Até que ele saiu.

E então:
a party do herói entra em degradação operacional.

Isso é MUITO mainframe.

Porque:

  • ninguém lembra do batch quando funciona,
  • ninguém lembra do storage,
  • ninguém lembra do scheduler,
  • ninguém lembra do RACF.

Mas quando cai…

o caos começa.


CURIOSIDADES ABSURDAMENTE INTERESSANTES

1. O anime surfou a onda do “banished from hero party”

Nos últimos anos surgiu um subgênero inteiro:

  • protagonista expulso,
  • depois fica overpower,
  • enquanto os antigos colegas afundam.

Beast Tamer virou um dos exemplos mais populares dessa fórmula.


2. Rein é MUITO mais forte que um Beast Tamer normal

O anime vai revelando aos poucos que:
ele é uma anomalia completa.

Ele consegue:

  • múltiplos contratos,
  • compartilhamento de habilidades,
  • buffs absurdos,
  • e crescimento exponencial.

Na prática:
ele é quase um “admin root” do sistema de contratos.


3. O herói é praticamente um vilão

Isso quebra um pouco a expectativa clássica de fantasia.

Arios:

  • manipula,
  • trai,
  • enlouquece pelo ego,
  • e afunda moralmente.

É quase um estudo sobre:

liderança incompetente destruindo equipes técnicas.


4. A opening é MUITO energética

“Change The World” do MADKID virou uma das marcas do anime.

Ela passa exatamente a sensação:

  • aventura,
  • liberdade,
  • crescimento,
  • e “agora vou provar meu valor”.

EASTER EGGS E DETALHES ESCONDIDOS

O simbolismo das “Ultimate Species”

Cada garota representa um tipo de poder:

  • força,
  • magia,
  • velocidade,
  • ilusão,
  • resistência,
  • poder divino.

Rein funciona quase como:
um “integrador de sistemas”.

Ele conecta diferentes “módulos” e cria uma arquitetura absurda.

Sim.
O cara praticamente virou um z/OS humano.


O anime inverte o trope clássico do herói

Normalmente:
o herói é o protagonista moral.

Aqui:
o “suporte demitido” é o verdadeiro coração da obra.

A narrativa inteira questiona:

  • meritocracia superficial,
  • liderança arrogante,
  • e julgamento baseado só em aparência de poder.

O colapso da Hero Party lembra incidentes corporativos reais

Sem brincadeira:
a degradação da equipe após a saída do Rein parece:

  • perda de conhecimento institucional,
  • ausência de documentação,
  • dependência de especialista,
  • turnover crítico em TI.

É praticamente:

“o sysprog pediu demissão e ninguém sabia o que ele fazia.”


O ANIME É BOM?

Depende do que você procura.

Se quiser:

  • filosofia profunda estilo Monster,
  • política complexa,
  • roteiro ultra sofisticado…

não é isso.

Mas se quiser:

  • diversão,
  • fantasia confortável,
  • protagonista overpower,
  • personagens carismáticos,
  • sensação de evolução constante,
  • e revenge fantasy extremamente satisfatória…

Beast Tamer entrega MUITO bem.


ANÁLISE BELLACOSA MAINFRAME

Rein é o operador invisível do ambiente

Ele:

  • não aparece,
  • não recebe crédito,
  • ninguém entende o que faz,
  • mas sustenta tudo.

Até que removem ele.

Resultado?

ABEND organizacional.


Arios é o gerente que destrói o time técnico

Ele olha só:

  • para output imediato,
  • para glamour,
  • para ego.

E ignora:

  • estabilidade,
  • suporte,
  • arquitetura,
  • integração.

O resultado é inevitável:
colapso operacional.


CONCLUSÃO

Yuusha Party wo Tsuihou sareta Beast Tamer parece apenas mais um fantasy genérico.

Mas no fundo:
é uma história sobre:

  • reconhecimento,
  • competência invisível,
  • equipes disfuncionais,
  • e crescimento pessoal.

Tudo embalado com:

  • waifus felinas,
  • dragões,
  • magia,
  • porradaria,
  • e um protagonista absurdamente roubado.

E sinceramente?

Para quem trabalha em tecnologia…

é impossível NÃO olhar para Rein e pensar:

“Esse cara era o único que sabia manter o ambiente em pé.” 🔥 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

🧠 SMP/E: O Orquestrador Invisível do z/OS — O Dev COBOL Não Vê… Mas Depende Todos os Dias

 


Bellacosa Mainframe apresente o orquestrador de atualizaçõs no Z/OS

🧠 SMP/E: O Orquestrador Invisível do z/OS — O Dev COBOL Não Vê… Mas Depende Todos os Dias

Se você é um dev COBOL sênior, já escreveu milhares de linhas, já enfrentou abends misteriosos, já discutiu copybook em reunião… mas existe uma verdade silenciosa:

Quem realmente controla o seu ambiente não é o COBOL. É o SMP/E.

E se você nunca mergulhou fundo nele… você está dirigindo um Ferrari com os olhos vendados.


🏛️ Origem: Quando instalar software virou um problema sério

Nos primórdios do mainframe:

  • Software era entregue em fitas físicas
  • Instalação era manual
  • Dependências? 😅 Boa sorte…

Foi aí que a IBM criou o:

👉 SMP (System Modification Program)
E depois evoluiu para o SMP/E (Extended)

💥 O objetivo:

Transformar o caos de instalação em um processo controlado, auditável e reversível


🧩 O mundo real: o que você usa… sem perceber

Você roda:

  • COBOL ✔
  • CICS ✔
  • DB2 ✔
  • REXX ✔
  • ISPF ✔

Mas tudo isso chegou ao sistema via:

👉 SMP/E


📦 O conceito mais importante: SYSMOD

Tudo no SMP/E gira em torno de:

👉 SYSMOD (System Modification)

Tipos:

  • FMID → Produto base
  • PTF → Fix oficial
  • APAR → Fix temporário
  • USERMOD → Customização

💥 Regra de ouro:

Se modifica algo → depende de um FMID


🧠 Easter Egg #1 (prova e vida real)

APAR não é elemento — é SYSMOD
(essa derruba muita gente 😄)


🧱 Elementos: o que realmente vai pro sistema

Um SYSMOD é composto por:

  • MOD → executável
  • SRC → source
  • MAC → macro
  • JAR / zFS → mundo UNIX
  • Panels / REXX / CLIST

💥 Tradução COBOL:

Seu load module veio de um MOD, que veio de um SRC, controlado pelo SMP/E


📀 RELFILE: o “pacote de entrega”

Antes do APPLY, existe o pacote:

👉 RELFILE

Hoje:

  • Download via internet

Antes:

  • 📼 Fita magnética

Dentro dele:

  • MCS (metadados)
  • Elementos do software

⚙️ O pipeline sagrado do SMP/E

Aqui está o coração da operação:

RECEIVE → APPLY → ACCEPT

📥 RECEIVE (entrada no sistema)

  • Carrega RELFILE
  • Atualiza GLOBAL ZONE
  • Prepara staging

👉 Ainda não instala nada


⚙️ APPLY (instalação real)

  • Copia elementos para TARGET LIBRARIES
  • Atualiza TARGET ZONE

👉 Agora o software roda


✅ ACCEPT (consolidação)

  • Copia para DISTRIBUTION LIBRARIES
  • Atualiza DLIB ZONE

👉 Vira baseline


🧠 Easter Egg #2 (nível prova)

RECEIVE → GLOBAL
APPLY → TARGET
ACCEPT → DLIB

Se decorar isso → passa em qualquer prova 😎


🗃️ CSI: o cérebro do SMP/E

👉 CSI (Consolidated Software Inventory)

Baseado em VSAM KSDS

Guarda:

  • Versões
  • Dependências
  • Elementos
  • Histórico

💥 É o “CMDB raiz” do mainframe


🧠 Curiosidade forte

Um CSI pode controlar vários produtos ao mesmo tempo


⚠️ O pulo do gato: dependências

Antes de instalar:

  • Prerequisite (PRE) → precisa antes
  • Corequisite (CO) → precisa junto

👉 SMP/E valida automaticamente


🧠 Easter Egg #3

SMP/E pode:

✔ Instalar dependências
✔ Cancelar instalação

Mas nunca:

❌ Instalar versão mais antiga sobre nova
❌ Desinstalar arbitrariamente


🔥 Insight de produção

SMP/E não é apt-get
SMP/E é governança


🏭 Exemplo real (modo Bellacosa)

Você precisa aplicar um fix no CICS:

  1. Recebe PTF
  2. SMP/E verifica:
    • FMID correto
    • PRE/CO ok
  3. APPLY:
    • Atualiza loadlibs
  4. Testa em ambiente
  5. ACCEPT:
    • Consolida baseline

⚠️ Prática avançada (ouro)

👉 Nunca dê ACCEPT imediatamente

Porque:

  • APPLY = reversível
  • ACCEPT = compromisso

🧠 Easter Egg #4 (experiência real)

Erro clássico:

GIMxxxx

👉 80% das vezes:

  • FMID errado
  • Dependência faltando
  • CSI inconsistente

🔌 Interfaces SMP/E

Você pode usar:

  • ISPF
  • Batch (JCL)
  • API

💥 Sim — SMP/E pode ser automatizado


🚀 SMP/E no mundo DevOps

Tradução moderna:

DevOpsSMP/E
PipelineRECEIVE/APPLY/ACCEPT
DeployAPPLY
PromoteACCEPT
ArtifactRELFILE

🧠 Easter Egg final

O mainframe já fazia DevOps… antes de ser moda.


🎯 Conclusão

Se você escreve COBOL e ignora SMP/E:

👉 Você domina a aplicação
👉 Mas não domina o ambiente


🔥 Frase final (pra guardar)

COBOL escreve o sistema.
SMP/E garante que ele exista.

domingo, 15 de janeiro de 2023

🇯🇵 Estereótipos Regionais no Anime – quando o sotaque também conta história!



 🇯🇵 Estereótipos Regionais no Anime – quando o sotaque também conta história!

Quem mergulha fundo no mundo dos animes logo percebe: nem todo japonês fala igual! E isso não é só detalhe — é roteiro cultural disfarçado de sotaque. O Japão, embora pequeno no mapa, é um mosaico de dialetos e temperos sociais. Cada região tem sua “personalidade”, e os animes amam exagerar isso pra dar cor, humor e identidade aos personagens. 🍱


🎙️ O sotaque que denuncia a alma: Kansai-ben

Se você já viu personagens que falam alto, piadistas e cheios de energia (tipo Osaka em Azumanga Daioh ou Satoru Gojo em certos momentos de Jujutsu Kaisen), bem-vindo ao Kansai-ben, o dialeto da região de Osaka e Kyoto.

Ele é o “carioquês” do Japão — divertido, informal, cheio de ritmo e expressões regionais.
👉 Normalmente indica um personagem:

  • extrovertido,

  • trapaceiro charmoso,

  • ou aquele “malandro de bom coração”.

Curiosidade Bellacosa: o stand-up japonês, o manzai, nasceu em Osaka — por isso o Kansai-ben virou sinônimo de humorista nato.


🍵 Kanto – o japonês “padrão”

A região de Kanto, onde fica Tóquio, é o equivalente ao nosso “português neutro de telejornal”. Quando você ouve aquele japonês limpinho, educado e formal, é Kanto puro.

Nos animes, personagens com esse jeito falam de forma direta e um tanto fria. Representam o urbanita racional, o “corporativo”, o “herói padrão de shonen”.

💼 Exemplo: Light Yagami (Death Note) é o estereótipo do estudante perfeito de Tóquio — formal, elegante e... perigosamente controlado.


⛩️ Kyoto – o sotaque nobre

Ah, o Kyoto-ben… é o dialeto dos templos, do chá e das gueixas.
Em animes, personagens que o usam costumam ser refinados, calmos e misteriosos. Falam de forma lenta e com muita cortesia, o que às vezes soa meio passivo-agressivo.

🎴 Personagens de Kyoto têm um ar antigo, quase espiritual — uma espécie de “nobreza disfarçada”.


🌾 Tohoku e Hokkaido – o campo e o frio

No norte do Japão, os dialetos são vistos como “rústicos” ou “do interior”. Quando aparece um personagem com sotaque forte de Tohoku ou Hokkaido, prepare-se para o arquétipo do ingênuo, puro ou trabalhador rural.

🐄 Costuma ser o amigo de infância, o cara do campo, ou a garota que se muda pra cidade grande com o coração aberto.
Nos animes de romance, esse contraste “cidade x interior” é clássico — uma metáfora do Japão moderno tentando não esquecer suas raízes.


🌋 Kyushu e Okinawa – o exótico e o rebelde

Os sotaques do sul, como Hakata-ben (Fukuoka) e Okinawa-ben, são pouco usados — mas quando aparecem, é pra dar força e identidade rebelde.
Personagens dessas regiões costumam ser calorosos, temperamentais e cheios de sotaques cantados.

🔥 Exemplo: em Barakamon, o protagonista vai parar numa ilha de Okinawa e descobre que “vida simples” é sinônimo de sabedoria local.


🗾 Por que isso importa?

Nos animes, o dialeto é um elemento narrativo. Ele informa de onde o personagem vem, o que valoriza e até como enxerga o mundo. É a “cor” invisível da fala — e os japoneses a percebem imediatamente.

Nós, ocidentais, perdemos esse detalhe nas legendas, mas saber disso faz toda a diferença pra entender o subtexto.
Quando alguém muda de dialeto em cena, é tão significativo quanto mudar de roupa ou de expressão.


💡 Dica Bellacosa para Padawans Otaku

Assista animes com áudio original e tente notar o ritmo e o tom de voz. Mesmo sem entender japonês, dá pra sentir a energia regional.
Quer um desafio? Compare o jeito de falar de personagens de Osomatsu-san (puro Kansai) com os de Your Name (Tokyo Kanto). É outro Japão! 🇯🇵


Conclusão:
Os estereótipos regionais nos animes são mais do que sotaques engraçados — são retratos culturais, cheios de identidade, humor e emoção.
Eles revelam o quanto o Japão é diverso dentro de si mesmo. Afinal, nem todo samurai nasce em Kyoto, e nem todo gênio vem de Tóquio.

E você, padawan — de qual região do Japão seria seu sotaque de anime? 😄

#BellacosaMainframe #AnimeParaPadawans #CulturaJaponesa #DialetosDosAnimes #OtakuCultural

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

🔻 O Dia em Que Brasília Despiu a Própria Alma



 🔻 O Dia em Que Brasília Despiu a Própria Alma

Por Bellacosa Mainframe | Crônicas da República em Ruínas


Era 8 de janeiro de 2023, um domingo quente e aparentemente comum.
Mas o Brasil, esse gigante de sonhos adiados, acordou tremendo.
Não por terremoto — mas por raiva.
E naquela tarde, o que era símbolo virou escombro.

Brasília, cidade desenhada como promessa, viu seus palácios — o Congresso, o Planalto, o STF — tomados por uma multidão que confundiu fúria com salvação.
O que era política virou liturgia.
O que era protesto virou invasão.
E a capital planejada de Niemeyer virou, por algumas horas, um espelho partido da nação.


💥 O Dia em Que o Concreto Sangrou
As imagens correm até hoje como pesadelos em HD:
vidraças despencando, cadeiras arremessadas, a bandeira verde e amarela tremulando sobre o caos.
Havia câmeras por todos os lados — o século XXI não permite mais revoluções anônimas.

A invasão ao Supremo Tribunal Federal foi talvez o ápice simbólico:
a destruição de retratos, documentos, obras de arte — e, junto delas, a ilusão de estabilidade institucional.
Os invasores subiram rampas, filmaram-se sorrindo, posaram diante de ruínas —
como se o país fosse palco, e cada golpe, um selfie.


📜 Resumo dos Acontecimentos
🔹 Data: 8 de janeiro de 2023, uma semana após a posse presidencial.
🔹 Locais atacados: Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal.
🔹 Motivo declarado: inconformismo político e apelos golpistas disfarçados de “resistência popular”.
🔹 Consequência imediata: centenas de prisões, intervenção federal na segurança do DF e uma comoção global.
🔹 Símbolo: a imagem do plenário do STF destruído — um retrato da própria fragilidade democrática.


🔍 Curiosidades (ou ironias históricas):

  1. Brasília, cidade criada para unir o país, tornou-se palco da sua divisão.

  2. A sede do STF, desenhada por Niemeyer como “templo da razão”, foi invadida por gritos, orações e pedras.

  3. Muitos invasores filmaram a si mesmos cometendo crimes — a primeira insurreição transmitida ao vivo da história brasileira.

  4. Enquanto o caos tomava a Esplanada, as redes sociais vibravam em confusão: heróis, vilões, bots e teorias conspiratórias duelavam em tempo real.

  5. O país que sempre temeu o esquecimento, naquele dia, desejou esquecer depressa demais.


🕯️ O Brasil no Espelho
O 8 de janeiro não foi apenas um atentado — foi uma confissão coletiva.
Um país que há décadas vive entre extremos finalmente materializou seu próprio abismo.
Não era uma guerra entre direita e esquerda, mas entre razão e ressentimento, fé e desespero, instituição e impulso.

O que se quebrou ali não foram apenas janelas — foi a inocência de acreditar que a democracia é indestrutível.
Brasília, que sempre pareceu distante, virou símbolo daquilo que todos carregamos por dentro: a tentação do caos.


💬 Para o Padawan que tenta entender o Brasil:
Nenhuma nação se destrói de repente.
Antes da pedra lançada, há a palavra inflamada.
Antes do ato, há o silêncio dos que se omitem.
E quando o barulho termina, sobra o que sempre sobra — a pergunta:

“Como reconstruir o que nunca esteve inteiro?”


🕯️ Oito de janeiro foi o dia em que o Brasil mostrou o rosto sem maquiagem —
e o espelho, cansado, finalmente rachou.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

🌩️ PARTE 3 — Cloud para Mainframeiros Raiz

 


🌩️ PARTE 3 — Cloud para Mainframeiros Raiz 

“Explicando AWS para quem já sobreviveu a um CICS travado e a um checkpoint pendurado no JES2.”


🏗️ 1. EC2 explicada como se fosse uma LPAR

Imagine que você é o dono do sysplex. A EC2 é exatamente isso:

Uma LPAR que você cria na hora
— Sem pedir aprovação pro Capacity Planner
— Sem abrir ticket pra equipe de Hardware
— Sem esperar janela do HMC
— Sem aquele café de 3 horas enquanto sobem a imagem do z/OS

EC2 é:

  • Seu z/OS? → AMI

  • Seu IOCDS? → Instance type (t2.micro até p5.48xlarge)

  • Seu STORAGE CLASS? → EBS (gp3, io2, st1…)

👉 E sim, dá pra IPLar a instância em segundos. Alô LPAR que demorava 14 minutos pra subir o CICS…

ABEND que todo mainframeiro sente falta no EC2

  • S0C4 → “Access denied” no Security Group

  • S0C1 → Chamou script que não existe

  • S0C7 → JSON inválido na User Data

  • S047 → IAM não deixou você fazer nada



🌀 2. Kubernetes explicado como se fosse um Sysplex adolescente

Kubernetes (K8s) é literalmente um Sysplex na puberdade:

  • Cresce rápido

  • Escala sozinho

  • Quebra do nada

  • Acha que sabe tudo

  • E usa jaquetinha escrito “Cloud Native”

📌 Comparações diretas:

SysplexKubernetes
WLMAutoscaler
LPARNode
Address SpacePod
VTAMIngress Controller
RACFRBAC + Secrets
CICS RegionsDeployments / Services
CPSMkube-apiserver

📣 A mais pura verdade

K8s nada mais é que um Sysplex que decidiu aprender YAML e virar dev influencer.


🗄️ 3. Objetos S3 explicados como datasets SEM limite de extents

Sim. O sonho. O Éden. O paraíso dos Z/OS-fanboys.

No S3:

  • Não tem extents

  • Não tem space abend

  • Não tem MSGIEC161I

  • Não tem catarse espiritual abrindo LISTCAT

  • Não tem IDCAMS DELETE ... RECATALOG

S3 é literalmente:

DSN('MEU.DATASET.INFINITO(SEM.ANGUSTIA)')

É o dataset definitivo para quem:

  • Já sofreu com DSORG=PS

  • Já brigou com volumes esgotados

  • Já chorou com o catálogo perdido

E mais:

  • O S3 não tem tamanho máximo prático

  • Não fragmenta

  • Não precisa de SMS Storage Group

  • E custa quase nada (até você baixar tudo e receber a conta)

Frase Bellacosa:

“S3 é aquele GDG que nunca enche.”


🗺️ 4. Mapa de equivalências Cloud ↔ Mainframe (A VERDADE)

Perfeito para pregar na parede do CPD.


🎛️ Compute

AWSMainframe
EC2LPAR
AMIIPL Image / System Residence
LambdaTransaction short-running tipo CICS START / LINK
ECSTORRES DE CICS (Regiões)
Auto ScalingWLM Dynamic CPU Adjust

📦 Storage

AWSMainframe
EBSDASD (3390)
S3Dataset ilimitado / HSM ML2 divino
EFSZFS / HFS
GlacierFITA GUARDADA NO COFRE DA TI

🔐 Segurança

AWSMainframe
IAMRACF/ACF2/TSS
KMSICSF
Security GroupsVTAM + SAF + NetAccess
OrganizationsRACF Group-tree raiz RAIZONA

🛰️ Rede

AWSMainframe
VPCVTAM Major Node
SubnetPU/PU2 entries
NACLACF2 resource rules (porque dói igual)
Transit GatewayNCP / Cross-domain routing

📝 Orquestração / Jobs

AWSMainframe
Step FunctionsJCL Job Steps
CloudWatch EventsJES2 Schedules
BatchJES2 / JES3 puro
SQSMQSeries sem DRL

🔎 Monitoramento

AWSMainframe
CloudWatch LogsSDSF LOG / OPERLOG
X-RaySMF 110 (CICS Perf)
CloudTrailSMF 80 + 81
InspectorRACF + zSecure Health Check

🤓 Curiosidades para contar na aula

  • O primeiro Elastic Load Balancer da AWS era tão limitado quanto o VTAM do MVS/XA.

  • SMF influenciou CloudTrail? — Indiretamente sim!

  • Amazon adotou o conceito de "region/zone" inspirado no modelo de multi-plexers e canais do mainframe.

  • Lambda é “quase” um CICS transaction server sem file control.


🍵 Easter Eggs “Bellacosa Cloud Edition”

  • Se mainframeiros criassem a AWS, o S3 teria comando:

    S3CAT LISTDS('BUCKET.PASTEL.DE.FLANGO')
  • O autoscaling do EC2 teria mensagem:

    IWMASD0I INSTANCE SUBSTITUTED. CAPACITY AVAILABLE.
  • Kubernetes daria ABEND S0C7 quando o YAML tivesse tab.

  • E toda VPC viria previamente com “PROFILE NETACCESS * ALLOW” (só pra alegria dos devs).


🎓 Resumo estilo Bellacosa

👉 EC2 = LPAR instantânea
👉 Kubernetes = Sysplex adolescente hiperativo
👉 S3 = Dataset eterno sem extents (nirvana)
👉 Segurança AWS = RACF com crise de identidade
👉 Cloud = Mainframe com carteirinha de startup


segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Máscara Inari — O Segredo do Raposo Sagrado

 


Máscara Inari — O Segredo do Raposo Sagrado

Um post Bellacosa Mainframe para o El Jefe Midnight Lunch

Se você já passeou por um matsuri japonês, maratonou animes suficientes para zerar o MyAnimeList, ou simplesmente deu um rolê por templos do Japão, há um símbolo que inevitavelmente cruza o seu caminho:

a máscara Inari — a raposinha estilosa, misteriosa e cheia de fofocas espirituais.

Mas não se engane: ela não é apenas um acessório bonitinho vendido em barraquinha de festival.
Tem história, camadas, misticismo, lendas quentes e até easter-eggs escondidos em animes e jogos.

E é claro, o Bellacosa Mainframe não iria deixar passar essa maravilha do folclore nipônico.



🦊 Quem é Inari, afinal?

Inari é uma das divindades mais populares do Japão.
Deusa? Deus? Espírito? Coletivo?
Resposta honesta: depende da região.

Mas generosamente falando, Inari é:

  • Kami do arroz (e japonês não vive sem arroz, então já começamos com moral alta)

  • Kami da fertilidade

  • Kami da prosperidade, dos negócios, da abundância

  • E protetora dos kitsune, as raposas espirituais

É por isso que todos os templos dedicados a Inari têm as famosas estátuas de raposas guardiãs, geralmente segurando na boca:

  • chaves,

  • jóias,

  • pergaminhos,

  • ou espigas de arroz.

Cada item tem um significado oculto — mas isso é assunto para outro post de folclore gourmet.


🦊✨ A Máscara Inari — de Amuleto a Ícone Pop

A máscara Inari, aquela raposa estilizada com traços vermelhos e brancos, nasceu como parte das festividades dedicadas ao kami.
Usada em danças, rituais, festivais de colheita e procissões, ela servia como:

🔹 Proteção

Ao vestir a máscara, a pessoa simbolicamente "invocava" a bênção do espírito raposa.

🔹 Conexão espiritual

Era um sinal de respeito à divindade e aos mensageiros dela.

🔹 Mediação

Na visão japonesa antiga, máscaras permitiam ao humano atuar como ponte entre o mundo dos vivos e o mundo dos kami.

Hoje ela ainda é usada em matsuri modernos, especialmente no Fushimi Inari Taisha (o templo mais famoso de Kyoto, sim, aquele com os milhares de torii laranjas que dominam o Instagram).


🎎 Curiosidades ao Estilo Bellacosa Mainframe

1. Inari tem mais templos que qualquer outro kami do Japão.

São MAIS de 32 mil templos espalhados pelo país.
Ou seja: se você chutar uma pedra no Japão… ela provavelmente bate em um torii de Inari.

2. Kitsune não são “pets espirituais".

Eles são mensageiros, guardiões e às vezes… arteiros.
Lendas falam que kitsune adoram pregar peças em humanos, assumir forma de gente, dar conselhos, seduzir, arruinar sua vida amorosa e depois sumir em fumaça.

3. A máscara Inari aparece em 80% dos matsuri urbanos.

Ela virou o “óculos escuro” dos festivais: você sempre acha alguém usando.

4. Era usada também como disfarce amoroso.

Existem histórias de jovens usando a máscara para encontros secretos proibidos — afinal, todo mundo fica misterioso com uma raposinha na cara.

5. Inari é tão popular que tem templos até dentro de empresas.

Sim: prédios comerciais japoneses têm pequenos santuários dedicados à prosperidade nos negócios.
COBOL do além aprovaria.


🦊🔥 Fofoquices do Folclore (A parte que você não encontra na Wikipedia)

— Kitsune são excelentes amantes, mas péssimos em compromisso.

Tem dezenas de histórias onde a raposa vira humano, vive um romance épico, tem filhos…
e depois puff! desaparece deixando só um bilhetinho místico.

— Inari muda de forma conforme a ocasião.

Já apareceu como:

  • velho sábio

  • jovem elegante

  • mulher exuberante

  • criança

  • e até como guerreiro

Ou seja: a divindade mais genderfluid da mitologia japonesa.

— Pessoas com “energia raposa” eram temidas.

Algumas vilas acreditavam que certas famílias podiam controlar kitsune.
Essas famílias eram tratadas com respeito… e distância.


🎌 Dicas Bellacosa para quem quer ostentar a Máscara Inari

  • Compre em templo, não só em barraquinha.
    A energia mística do souvenir é maior (e a qualidade também).

  • Evite usar dentro de templos (depende da região, mas é visto mais como brincadeira do que devoção).

  • Se for para festival à noite, leve uma versão LED — isso existe e fica DOIDAMENTE estiloso.

  • Não troque a máscara por troco.
    Há lenda que diz que quem despreza o símbolo de Inari perde pequenas sortes da vida — tipo cair o wi-fi quando você precisa.


🥚🔍 Easter-Egg para Otakus e Gamers

✔ Em Naruto, a máscara dos ANBU lembra diretamente o estilo Inari.

✔ Em Genshin Impact, vários elementos do clã Kitsune vêm dessa mitologia.

✔ Em Nioh e Sekiro, existem referências diretas ao culto Inari.

✔ No festival do anime Tokyo Ravens, a máscara Inari é usada em rituais onmyōji.

✔ E em Jibaku Shounen Hanako-kun, há um episódio inteirinho dedicado às raposas espirituais.

Olhar com atenção = encontrar meia dúzia de raposas escondidas por aí.


🦊💬 Comentário Final — “A Raposa Não Dorme”

A máscara Inari não é só um acessório cultural — ela é um convite.
Um bilhete dourado para entrar na vastidão do folclore japonês.
E como toda raposa esperta, deixa sempre uma ponta solta no ar…

Será que quem a veste está homenageando os espíritos…
ou está sendo observado por eles?

E como bons brasileiros que adoram um misticismo (e uma fofoca), adotamos fácil essa raposinha charmosa que mistura reverência, estética e um pouco de travessura.

Afinal, como diria um kitsune veterano:

“Se a vida está sem graça… ponha uma máscara e descubra outro mundo.”