sábado, 5 de maio de 2012

Bellacosa Mainframe: Série DevOps e Modernização no IBM Z

 

Bellacosa Mainframe apresenta DEVOPS e Modernização IBM Z

Bellacosa Mainframe: Série DevOps e Modernização no IBM Z


1️⃣ DevOps no IBM Z – Pipeline E2E com GitLab e DBB

Origem:
O pipeline end-to-end no mainframe integra GitLab, IBM DBB, IDz, UrbanCode Deploy e ADDI. Ele automatiza desde o coding até o monitoring, garantindo qualidade e velocidade na entrega.

Exemplo:

  • Desenvolvedor altera um módulo COBOL

  • DBB identifica dependências

  • Jenkins compila apenas os módulos impactados

  • UrbanCode Deploy publica o artefato nos ambientes de teste/prod

  • IZOA (IBM Z Operational Analytics) monitora métricas em tempo real

Dicas:

  • Use build incremental do DBB para reduzir tempo

  • Crie repositórios de componentes separados para acelerar deploys

  • Monitore cada fase com dashboards GitLab/IDz

Curiosidades & Easter Eggs:

  • Em grandes bancos, pipelines E2E reduzem meses de entrega para semanas

  • Alguns times chamam o DBB de “o Sherlock Holmes do COBOL” por identificar dependências invisíveis

Fofoquices:

  • Equipes que adotam CI/CD moderno relatam menos reuniões de emergência às sextas-feiras.


2️⃣ Migrando z/OS para Git – Code Page & Copybooks

Origem:
A migração de código z/OS para Git envolve conversão de code pages (EBCDIC → ASCII) e gestão de copybooks compartilhados.

Exemplo:

  • Migrar 1000 módulos COBOL

  • DBB inicializa metadados de dependências

  • Copybooks são publicados via UrbanCode Deploy garantindo compatibilidade

Dicas:

  • Configure triggers de publicação de copybooks no pipeline

  • Use repos Git separados para código x copybooks

  • Automatize conversão de code pages para evitar erros silenciosos

Curiosidades & Easter Eggs:

  • Alguns copybooks têm nomes que datam da década de 80 – um verdadeiro “Fósseis do COBOL”

  • Git permite versionar copybooks e gerar histórico de mudanças detalhado, algo impossível no Changeman

Fofoquices:

  • Times antigos choram quando veem um merge automático de copybooks funcionando perfeitamente — “parece mágica”.


3️⃣ Branching e Release-Based Development

Origem:
Modelos de branching em mainframe podem ser complexos. O uso de Feature, Development e Release branches permite controle fino e CI/CD confiável.

Exemplo:

  • Branch Feature: desenvolvedor adiciona nova função

  • Branch Development: integração com outros módulos

  • Branch Release: build completo e deploy controlado

Dicas:

  • Não use branch única em produção

  • Faça merges frequentes para reduzir conflitos

  • Adote release-based workflow para previsibilidade

Curiosidades & Easter Eggs:

  • Alguns times chamam o branch de Release de “a linha da vida”, porque qualquer erro ali pode travar todo o mainframe

  • Git no Z permite trazer práticas modernas para décadas de código legado

Fofoquices:

  • Programadores mais antigos ainda guardam planilhas de branches antigas “para o caso de emergência”


4️⃣ IBM ADDI – Business Rule Discovery e Integração CI/CD

Origem:
ADDI permite descobrir regras de negócio ocultas em sistemas legados, mapear dependências e alimentar pipelines CI/CD.

Exemplo:

  • Projeto de exemplo gera workbook de regras de negócio

  • Keywords são mapeadas e inventário de termos é criado

  • Pipeline Jenkins lê essas informações para validar mudanças

Dicas:

  • Integre ADDI antes do build para shift-left

  • Gere inventário de pacotes de negócio para rastreabilidade

  • Use ADDI junto com DBB para builds inteligentes

Curiosidades & Easter Eggs:

  • Alguns nomes de regras vêm de decisões dos anos 70 – dá para descobrir a história da empresa!

  • Ferramenta ajuda a revelar “regra oculta” que ninguém sabia que existia

Fofoquices:

  • Times chamam ADDI de “detective de regras”. Quando falha, todo mundo olha para o DBA como se fosse culpado.


5️⃣ Azure DevOps + Wazi as a Service no IBM Z

Origem:
Com Wazi aaS e Azure DevOps, é possível provisionar instâncias z/OS na nuvem e integrá-las em pipelines modernos.

Exemplo:

  • IDz conectado a Wazi aaS

  • Git + Azure DevOps Pipeline executa build e deploy

  • Time remoto pode trabalhar sem precisar acessar LPAR físico

Dicas:

  • Wazi aaS acelera onboarding de novos desenvolvedores

  • Padronize pipelines híbridos para mainframe + cloud-native

  • Aproveite isolamento de ambientes para testes seguros

Curiosidades & Easter Eggs:

  • O nome Wazi vem do termo “simplicidade” em alguns dialetos africanos

  • Times contam que criar instância z/OS em nuvem é mais rápido que abrir café no mainframe físico

Fofoquices:

  • Novos devs acham mágico ver COBOL compilando em cloud, achando que o mainframe “viajou no tempo”.


6️⃣ Testes Unitários e Code Coverage no IBM Z

Origem:
O uso de zUnit e Code Coverage integrado ao CI/CD é essencial para qualidade e confiabilidade.

Exemplo:

  • zUnit executa testes unitários

  • DBB identifica módulos impactados

  • Code Coverage gera métricas e falha o build se critério mínimo não for atendido

Dicas:

  • Configure build incremental para testes rápidos

  • Versione testes no Git como qualquer outro código

  • Combine zUnit + DBB + Jenkins para pipeline robusto

Curiosidades & Easter Eggs:

  • COBOL unit tests eram considerados “impossíveis” até alguns anos atrás

  • Alguns times chamam zUnit de “pequeno herói silencioso”, porque pega bugs que ninguém percebe

Fofoquices:

  • Equipes que adotam testes unitários relatam menos reuniões de emergência às sextas-feiras (repetido, mas verdadeiro!).


7️⃣ Packaging e Deployment Modernos

Origem:
Para CI/CD moderno, é crucial desacoplar build, packaging e deploy, usando repositórios de artefatos e componentização.

Exemplo:

  • Build → Package → Deploy em pipeline desacoplado

  • Artifact Repository armazena pacotes prontos para múltiplos ambientes

  • UrbanCode Deploy realiza deploy controlado e rastreável

Dicas:

  • Crie artefatos versionados

  • Mantenha build independente do deploy

  • Adoção de padrões reduz falhas em produção

Curiosidades & Easter Eggs:

  • Alguns times chamam artefatos versionados de “legado moderno”

  • Pipeline desacoplado permite experimentar deploy em paralelo sem arriscar produção

Fofoquices:

  • Desenvolvedores que criam pipelines desacoplados ganham fama de “magos do COBOL” no time


Resumo do Estilo Bellacosa Mainframe

O que aprendemos nesta série:

  1. Pipelines E2E + GitLab + DBB aumentam produtividade e confiabilidade

  2. Migração para Git requer atenção a code pages e copybooks

  3. Branching e release-based workflows tornam CI/CD previsível

  4. ADDI descobre regras de negócio e alimenta pipelines

  5. Wazi aaS + Azure DevOps traz mainframe para a nuvem

  6. zUnit + Code Coverage garante qualidade e shift-left

  7. Build, packaging e deploy desacoplados promovem flexibilidade

Curiosidades gerais:

  • Alguns copybooks têm mais de 40 anos

  • Pipelines modernos reduzem meses de entrega para dias

  • Ferramentas modernas tornam mainframe mais “cool” para novos devs

Easter Eggs & Fofoquices:

  • Times chamam DBB de Sherlock Holmes

  • ADDI de detective de regras

  • zUnit de herói silencioso

  • Artefatos versionados de “legado moderno”


sexta-feira, 4 de maio de 2012

🔥 Como extrair listagens SMF no IBM mainframe z/OS (sem romantizar, sem mistério)

 


🔥 Como extrair listagens SMF no IBM mainframe z/OS (sem romantizar, sem mistério)


Conhecimento básico sobre aplicações distribuídas explicado para quem confia em SMF mais do que em dashboard bonito





☕ 01:37 — Antes de existir “observabilidade”, já existia verdade

No mundo cloud, observabilidade é:

  • moda

  • ferramenta

  • assinatura mensal

No mainframe, observabilidade sempre foi:

SMF ou nada

Se você quer entender aplicações distribuídas, mensageria, performance e incidentes, aprender a extrair, ler e interpretar SMF é obrigação moral de todo mainframer.


1️⃣ Breve história: SMF não foi feito para te agradar 🧬

O System Management Facility (SMF) nasceu para:

  • auditoria

  • capacidade

  • cobrança

  • performance

  • verdade operacional

📌 Comentário Bellacosa:
SMF não explica.
SMF prova.


2️⃣ Onde os dados SMF ficam no z/OS 🗂️

Formas comuns de armazenamento:

1️⃣ Datasets sequenciais ativos

  • SYS1.MANx (MAN1, MAN2, MAN3)

  • Gravados continuamente

  • Reutilizados em rotação

2️⃣ SMF em log stream (z/OS moderno)

  • Via System Logger

  • Mais seguro

  • Mais escalável

📌 Easter egg:
Quem ainda lê MANx direto está vivendo perigosamente.


3️⃣ Tipos de SMF mais usados (tradução prática)

Tipo SMFPara quê serve
30Uso de CPU por job
70–78RMF (capacidade, CPU, I/O)
80Segurança
110CICS
116MQ
120WebSphere
122DB2

🔥 Comentário:
Distribuído chama isso de “telemetria”.
Você chama de SMF desde sempre.


4️⃣ Extração clássica: IFASMFDP (o velho confiável) 🛠️

O utilitário padrão para descarregar SMF é o IFASMFDP.

Exemplo básico de JCL para extrair SMF

//SMFDUMP JOB (ACCT),'EXTRAI SMF', // CLASS=A,MSGCLASS=X,NOTIFY=&SYSUID //STEP1 EXEC PGM=IFASMFDP //SYSPRINT DD SYSOUT=* //SYSIN DD * DUMP OUTDD(DUMP1,TYPE(116)) /* //DUMP1 DD DSN=USER.SMF.MQ.DUMP, // DISP=(NEW,CATLG), // SPACE=(CYL,(50,10)), // DCB=(RECFM=VB,LRECL=32756)

📌 O que isso faz:
Extrai SMF tipo 116 (IBM MQ) para um dataset legível por programas de análise.

😈 Easter egg:
Esse “DUMP” é mais útil que muito core file moderno.


5️⃣ Extraindo de Log Stream (modo adulto) 🚀

Quando SMF está no System Logger, usa-se:

//STEP1 EXEC PGM=IFASMFDP //SYSIN DD * DUMP FROM(LOGSTREAM) LOGSTREAM(SMF.LOGSTREAM.NAME) OUTDD(DUMP1) TYPE(30,70,116) /*

🔥 Comentário Bellacosa:
Se você usa log stream, você dorme melhor.


6️⃣ Como “baixar” SMF para fora do mainframe 🌍

Depois de extrair para dataset:

Opções clássicas:

  • FTP (modo binary!)

  • SFTP

  • NDM

  • Tools corporativas

📌 Regra sagrada:
Nunca transfira SMF em ASCII.

😈 Easter egg traumático:
SMF convertido errado vira ficção científica.


7️⃣ Como ler SMF (spoiler: não é com os olhos) 👀

SMF não é texto.
Você precisa de:

  • Sort (DFSORT)

  • Programas de leitura

  • Ferramentas (IBM, vendor ou caseiras)

Exemplo simples com DFSORT (filtrando registros)

//SORTSMF EXEC PGM=SORT //SYSOUT DD SYSOUT=* //SORTIN DD DSN=USER.SMF.MQ.DUMP,DISP=SHR //SORTOUT DD DSN=USER.SMF.MQ.FILTRADO, // DISP=(NEW,CATLG), // SPACE=(CYL,(20,5)) //SYSIN DD * SORT FIELDS=COPY /*

📌 Comentário:
Sort é o SQL original do mainframe.


8️⃣ Lendo SMF como observabilidade distribuída 🧠

Mentalidade correta:

  • Não leia registro isolado

  • Monte linha do tempo

  • Correlacione com:

    • batch

    • CICS

    • MQ

    • APIs

🔥 Tradução Bellacosa:
Trace distribuído = SMF correlacionado.


9️⃣ Erros clássicos (não faça isso) ⚠️

❌ Ler SMF sem objetivo
❌ Ajustar sistema sem evidência
❌ Ignorar horário
❌ Confiar só em alertas
❌ Jogar fora dados históricos

😈 Comentário ácido:
Quem não guarda SMF está escolhendo não aprender.


🔟 Guia de estudo para mainframers curiosos 📚

Conceitos

  • SMF architecture

  • RMF

  • Capacity planning

  • Mensageria (MQ)

  • Observabilidade

Exercício Bellacosa

👉 Extraia SMF tipo 116
👉 Monte timeline de PUT/GET
👉 Compare com fila crescendo


🎯 Aplicações reais desse conhecimento

  • Performance tuning

  • Diagnóstico de incidentes

  • Auditoria

  • Integração mainframe-cloud

  • SRE corporativo


🖤 Epílogo — 02:58, tudo explicado

Cloud vende visibilidade.
Mainframe sempre entregou evidência.

El Jefe Midnight Lunch assina:
“SMF não é difícil. Difícil é trabalhar sem ele.”

 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

⏰🔥 SRE explicado para quem já foi acordado por batch quebrado

 


⏰🔥 SRE explicado para quem já foi acordado por batch quebrado



02:47 — Introdução: quando o telefone tocava e você já sabia

Antes de existir SRE, já existia plantão.
Antes de “on-call rotation”, já existia pager, telefone fixo e operador nervoso.
Antes de “incident postmortem”, já existia a pergunta clássica:

“O que mudou desde ontem?”

Site Reliability Engineering (SRE) não nasceu no Google.
Nasceu no trauma coletivo de quem precisava manter sistema crítico em pé, custe o que custar.



1️⃣ O que é SRE (traduzido para dialeto mainframe)

SRE é aplicar engenharia para garantir:

  • Disponibilidade

  • Performance

  • Confiabilidade

  • Previsibilidade

Não é suporte.
Não é operação reativa.
É disciplina.

📌 Mainframer entende assim:

“Não apagar incêndio. Evitar que ele comece.”


2️⃣ O mito: SRE é coisa de cloud 😈

Mentira.

Mainframe já fazia SRE com:

  • SLAs rígidos

  • Janelas de batch

  • Planejamento de capacidade

  • Controles de mudança

  • Automação pesada

😈 Easter egg:
ITIL copiou metade disso e deu nome bonito.


3️⃣ SLIs, SLOs e SLAs (ou: como medir sem enganar)

SLI – Indicador

  • Tempo de resposta

  • Taxa de erro

  • Throughput

SLO – Objetivo

  • “99,9% das transações em até X ms”

SLA – Contrato

  • Multa

  • Diretoria

  • Dor

📎 Mainframer traduz:

“Se o fechamento não roda, tem reunião amanhã.”


4️⃣ Error Budget: a parte que o negócio nunca entendeu 💣

Error Budget =
100% − SLO

Se o sistema pode falhar 0,1% do tempo:

  • Você pode inovar

  • Pode mudar

  • Pode arriscar

Se estourar:

  • Congela mudança

  • Estabiliza

  • Arruma casa

😈 Easter egg:
No mainframe isso se chamava “congelamento pré-fechamento”.


5️⃣ Postmortem sem caça às bruxas 🧠

SRE prega:

  • Análise sem culpados

  • Foco no processo

  • Aprendizado real

Mainframer sabe:

“Sistema não quebra sozinho.”

📌 Curiosidade:
Quem caça culpado esconde problema.


6️⃣ Automação: batch, scripts e o futuro 🤖

SRE vive de automação:

  • Deploy automático

  • Rollback

  • Self-healing

  • Escala automática

Mainframe já fazia:

  • JCL

  • Restart automático

  • Schedulers

  • Abends tratados

😈 Easter egg:
JCL é Infrastructure as Code sem marketing.


7️⃣ Passo a passo para pensar como SRE (modo Bellacosa)

1️⃣ Defina o que é “funcionar”
2️⃣ Meça tudo que importa
3️⃣ Crie limites claros
4️⃣ Automatize o repetitivo
5️⃣ Aceite falhas pequenas
6️⃣ Aprenda com cada incidente
7️⃣ Melhore antes da próxima pancada


8️⃣ Guia de estudo para mainframers cansados 📚

Conceitos

  • SRE

  • SLIs / SLOs

  • Error Budget

  • Incident Management

  • Chaos Engineering

Ferramentas modernas

  • Instana

  • PagerDuty

  • Grafana

  • Kubernetes (sim…)


9️⃣ Aplicações práticas no mundo híbrido

  • Redução de chamadas noturnas

  • Menos stress operacional

  • Melhor diálogo com negócio

  • Estabilidade com inovação

  • Arquiteturas mais conscientes

🎯 Mainframer SRE vira pilar da empresa.


🔟 Curiosidades que doem 😬

  • 100% disponível não existe

  • Mudança sem métrica é aposta

  • Automatizar erro escala desastre

  • Confiabilidade custa tempo e dinheiro

📌 Verdade dura:
Sistema crítico exige humildade técnica.


11️⃣ Comentário final (05:31, céu clareando)

SRE não é moda.
É sobrevivência profissional.

Se você já:

  • Dormiu mal por batch quebrado

  • Evitou mudança perto do fechamento

  • Confiou mais em histórico do que em promessa

Então você já era SRE, antes do nome existir.

🖤 El Jefe Midnight Lunch encerra a série:
Confiabilidade não se improvisa. Se constrói.

 

sábado, 14 de abril de 2012

📊🔥 Observabilidade explicada para quem já leu SMF em hexadecimal

 


📊🔥 Observabilidade explicada para quem já leu SMF em hexadecimal




00:00 — Introdução: quando o sistema falava em bytes, não em dashboards

Se você já decodificou SMF na unha, já fez observabilidade raiz.
Antes de gráficos coloridos, antes de “AI Ops”, antes de alertas barulhentos, existia o registro cru:
tempo de CPU, I/O, wait, EXCP, abend… tudo ali, em hexadecimal, esperando alguém que soubesse ler o sistema.

Observabilidade moderna só colocou UI bonita em cima de uma verdade antiga:

“Se você não mede, você chuta.”




1️⃣ O que é observabilidade (sem marketing, sem hype)

Observabilidade é a capacidade de entender o que está acontecendo dentro de um sistema apenas observando seus sinais externos.

Ela se baseia em três pilares:

  • Logs → o que aconteceu

  • Métricas → quanto, quando, quanto tempo

  • Traces → por onde passou

📌 Tradução mainframe:

  • Logs = SYSLOG / JES / dumps

  • Métricas = SMF / RMF

  • Traces = CICS trace / VTAM / DB2 accounting


2️⃣ A diferença entre monitorar e observar 🧠

Monitoramento

  • “CPU passou de 80%”

  • “Disco encheu”

  • “Job atrasou”

Observabilidade

  • Por que a CPU subiu?

  • Qual transação causou isso?

  • Qual dependência impactou o usuário?

👉 Mainframer já sabia:

“Alarme sem diagnóstico só acorda gente à toa.”


3️⃣ SMF: o avô da telemetria moderna 👴

SMF fazia:

  • Coleta automática

  • Granularidade absurda

  • Correlação entre subsistemas

  • Análise histórica

😈 Easter egg:
Prometheus se acha moderno, mas não chega aos pés do SMF 110.

O problema nunca foi o dado.
Foi a falta de quem soubesse interpretar.


4️⃣ Distributed Tracing: o novo nome do “follow the transaction”

No mundo distribuído:

  • Uma requisição passa por 10 serviços

  • Cada um em lugar diferente

  • Logs espalhados

  • Métricas fragmentadas

O trace distribuído faz:

  • Marca a transação com um ID

  • Acompanha do início ao fim

  • Mostra latência por etapa

📎 Mainframer traduz:

“É o CICS trace atravessando o mundo.”


5️⃣ Passo a passo para investigar um problema (modo Bellacosa)

1️⃣ Usuário reclama (sempre)
2️⃣ Identifique qual transação
3️⃣ Veja onde ela passa
4️⃣ Meça onde demora
5️⃣ Verifique dependências externas
6️⃣ Correlacione com evento (deploy, batch, falha)
7️⃣ Só então mexa

💣 Dica de ouro:
Quem pula direto para restart não entende observabilidade.


6️⃣ Alertas: de SMF exception a Smart Alerts 😵‍💫

No passado:

  • Threshold fixo

  • Regra dura

  • Muito falso positivo

Hoje:

  • Alertas inteligentes

  • Baseados em comportamento

  • Menos ruído

😈 Easter egg:
RMF já fazia baseline. Só faltava marketing.


7️⃣ Guia de estudo para mainframers modernos 📚

Conceitos essenciais

  • Observabilidade

  • Distributed tracing

  • Golden Signals (latência, tráfego, erros, saturação)

  • SLIs e SLOs

Ferramentas (com alma antiga)

  • Instana

  • Dynatrace

  • Prometheus + Grafana

  • Elastic Stack


8️⃣ Aplicações práticas no mundo híbrido

  • Diagnóstico rápido de incidentes

  • Correlação mainframe + cloud

  • Redução de MTTR

  • Planejamento de capacidade

  • Suporte a DevOps e SRE

🎯 Mainframer observável vira referência.


9️⃣ Curiosidades que só veterano percebe 👀

  • Dashboard não substitui raciocínio

  • Gráfico bonito não resolve gargalo

  • Logs demais cegam

  • Falta de dado é pior que excesso

📌 Verdade inconveniente:
Sem entendimento de arquitetura, observabilidade vira voyeurismo técnico.


🔟 Comentário final (04:12, sistema respirando)

Observabilidade não nasceu na cloud.
Ela foi sequestrada pela cloud.

Se você já:

  • Leu dump para entender sintoma

  • Cruzou SMF com RMF

  • Achou bug olhando tempo de CPU

Então você já praticava observabilidade.

🖤 El Jefe Midnight Lunch sentencia:
Quem lê o sistema, não precisa adivinhar.

 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

1979–1982: Crônica Bellacosa Mainframe — O Menino, a Vila e a Democracia que Voltava



🗳️ 1979–1982: Crônica Bellacosa Mainframe — “O Menino, a Vila e a Democracia que Voltava”

(Para o blog El Jefe Midnight Lunch)


Se tem anos que passam batidos, há outros que viram marcos.
E no meu spool de memória, dois deles tremeluzem como lâmpadas de poste em noite úmida: 1979 e 1982.

1979 foi a abertura.
1982 foi o primeiro sopro de democracia respirado sem medo.
Eu, pequeno, sem entender nada de DOI-CODI, AI-5 ou Congresso fechado…
mas entendendo perfeitamente o brilho nos olhos dos meus pais.



📅 1979: O Garoto que Não Entendia, mas Sentia

Eu ainda era muito pequeno para compreender anistia, cassação, exílio.
Mas criança tem radar fino —
e eu percebia que algo grande estava acontecendo.

Meus pais, politizados até o osso, eram daqueles que não fugiam do debate.
Participaram da Marcha pela Anistia, vibraram com cada discurso, cada passeata, cada boletim lido em jornal alternativo.

Se filiaram ao MDB, aquele partido que, sozinho, segurava a tocha da oposição institucional na noite longa dos anos de chumbo.

Eu era só um menino observando.
Mas aprendendo — sem perceber — que política não era palavrão;
era compromisso.



🏭 1982 — Vila Rio Branco: O Bairro Operário Abre as Portas

A Vila Rio Branco era um bairro operário raiz:
casas simples, chão de terra em alguns trechos, cheiro de café coado invadindo a manhã e o rádio ligado sempre muito alto.

E foi ali que a democracia decidiu bater à porta.

O salão paroquial da Comunidade de Nossa Senhora das Graças foi aberto para receber os candidatos do PMDB, liderados por Franco Montoro — o homem que simbolizava esperança, dignidade e aquela força tranquila que só estadistas de verdade têm. Quercia senador, Ulisses deputado e tantos outros historicos do partido.

E então chegou o dia.
As portas se abriram.
O salão encheu.

E eu, um garoto, vivendo um momento histórico sem saber que aquilo seria contado nos livros no futuro.



🤝 Quando Conheci Covas e FHC

Ali, na simplicidade de um bairro operário, eu vi chegar Mário Covas — forte, direto, sem rodeios.
E Fernando Henrique Cardoso, com seu jeito professoral, explicando o país como quem traduz o manual do sistema operacional para um usuário avançado.

A velha guarda do MDB estava lá para organizar cabos eleitorais, explicar propostas, distribuir material…
e preparar a militância para o 15 de Novembro de 1982, data que respirava esperança.

Para mim, era um parque de diversões político:

  • camisetas;

  • bandeirolas;

  • santinhos voando como confete;

  • bottons que grudávamos no peito com orgulho;

  • chaveiros que viravam tesouro infantil.

E, claro, o treinamento para o futuro boca de urna.
Era quase um RPG da democracia.



❤️ E então apareceu o PT… pequenininho, mas cheio de fogo

Numa dessas reuniões e visitas de candidatos, surgiu também um grupo novo, pequeno, barulhento, cheio de vida: o PT.
E entre eles… Lula.

Não era mito, nem presidente, nem figura pop.
Era só o Lula sindicalista cheio de energia, barba negra, voz rasgada e um carisma que dava trabalho até para os adversários.

E o mais incrível:
mesmo meus pais sendo mdbistas convictos, ajudaram o pessoal do PT quando o padre autorizou uma barraquinha na quermesse para arrecadar fundos.

Era um tempo em que adversário não era inimigo.
Era só alguém que acreditava no mesmo país por caminhos diferentes.



🍢 Meu Primeiro Trabalho Voluntário pela Democracia

O padre liberou o espaço.
O PT montou a barraquinha.
Os militantes correram.
E eu, esse escriba que vos tecla…
fui parar no caixa.

Conferindo troco.
Vendendo refrigerante, pastel, vinho quente.
Ajudando gente grande a fazer política de forma doce — literalmente.

Foi ali que fiz meu primeiro trabalho voluntário.
E sem entender metade de nada, eu já estava do lado certo da história:
o lado de quem queria escolher.



🗳️ 1982: O Ano em que o Brasil Respirou Fundo

A censura havia perdido força.
Os espiões já não rondavam tanto.
O medo diminuía.
As conversas ficavam mais longas.
As pessoas sorriam mais.

Em 1982, a democracia voltou a ter cheiro, cor e som.
E no dia 15 de Novembro, eu estava lá — pequeno, mas afiado — distribuindo santinhos, fazendo boca de urna com orgulho, vestindo camiseta do MDB, acreditando que o Brasil estava finalmente acordando.

Seria preciso mais de uma década para votar para presidente, é verdade.
Mas naquela tarde, o futuro já tinha começado.



Easter Egg Bellacosa Mainframe

Se você procurar nos arquivos da época, muitas fotografias de campanha mostram crianças nas quermesses, com bandeiras e chaveiros.
Na Vila Rio Branco…
eu sou uma delas.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O PRIMEIRO ACIDENTE — CRÔNICA BELLACOSA MAINFRAME

 





O PRIMEIRO ACIDENTE — CRÔNICA BELLACOSA MAINFRAME
Para o El Jefe Midnight Lunch


Toda família tem aquela história que vira SMF permanente no diário da memória: não apaga, não sobrescreve, não tem delete, somente se replica em todas as festas, almoços, reencontros e churrascos da família.
E na Famiglia Bellacosa, uma dessas histórias é o Primeiro Acidente.

Relatada em segunda pessoa, porque o protagonista ali —eu, o Vaguinho um pequeno oni de fraldas — não tinha ainda memória RAM suficiente pra registrar o evento, mas deixou log suficiente no coração dos adultos ao redor.




Vaguinho — versão 0.1.3, build “Bebê Careca”

Rua Ultrecht, Vila Rio Branco.
Cenário simples, cotidiano, mas para quem lê o histórico depois, parece quase um ambiente de teste improvisado.

Eu, bebê de colo, ainda carequinha, ainda descobrindo o mundo, rodando no modo Debug:

  • zero coordenação;

  • zero noção de altura;

  • zero estabilidade;

  • mas já 100% Bellacosa no quesito “aprontar”.

Minha mãe recebe visita da prima Noemi — 14 anos, adolescente, moça boa, mas completamente sem treinamento técnico para segurar um Bellacosa em sua versão mais instável.

Era como dar um servidor crítico pra alguém que ainda estava no curso introdutório de informática: a intenção era ótima, mas o risco era altíssimo.


Procedimento incompatível detectado

Noemi me pega no colo.
Imagino a cena, EU desgostoso de ser manipulado, claro, ativo meu módulo de mini-oni.

Mexe pra cá, desequilibra pra lá, balança como se estivesse testando gravidade.
E a gravidade, paciente e implacável, respondeu:

PUMBA.

O bebê caiu de cabeça no chão.

Se fosse um desenho animado, teria ecoado TOING com estrelinhas ao redor.
Mas não era desenho. Era vida real.

E o resto é fácil de imaginar, abri o maior berreiro, ao estilo oficial do Bellacosa-Módulo-Bebê, aquele que faz eco no bairro inteiro.



Pânico, berreiro e o início da lenda

Noemi congela.
O mundo dela dá tela azul.
A alma sai do corpo, roda dois loops e volta.
A menina moça vive ali seu primeiro trauma de adolescência.

Minha mãe corre, me recolhe, faz carinho, cura e backup emocional.
Meu pai, com cara de poucos amigos, chega logo depois, bravo, esbravejando, como só pai que ama faz quando vê o filho machucado.

E Noemi…
Coitada.
Mesmo hoje, adulto, eu ainda brinco com ela:

“Olha aí, Noemi, se sou maluco, metade da culpa é sua!”

Ela ri — ri muito — porque trauma vira afeto quando a família é boa, quando a história deixa de doer e passa a fazer parte da identidade coletiva.


O legado do primeiro tombo

Dizem que aquele foi o marco zero.
Como se o universo tivesse hackeado meu código-fonte naquele impacto.
Ou como se ali tivesse sido instalada a DLL do diabinho Bellacosa, que acompanharia todas as aventuras seguintes:
galos, cicatrizes, acrobacias, escaladas ninja, pulos de muro, fugas cinematográficas e tudo mais que já apareceu no meu changelog de infância, muitos compartilhados aqui, outros escondidos em baús enterrados na mais profunda Dungeon com boss modo full-difícil.

Ali foi o primeiro commit da minha carreira como arteiro profissional.

Um pequeno acidente que virou grande história.
Um trauma que virou carinho.
Uma lembrança que virou tradição de risada.

Na Famiglia Bellacosa, até os tombos vêm com afeto, lore e easter eggs.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Trem a diesel manobrando composição de passageiro eletrica

Locomotora diesel em manobra na estação de Novara


Desde a mais tenra infância sou um aficionado por trens e ao morar na Europa, este prazer aumentou exponencialmente, o parque ferroviário é vasto com composições dos mais diversos feitios e modelos.

Então sempre que descubro uma nova locomotiva, la estou eu de maquina em punho registrando para a posteridade.


Esta maquina a diesel esta estacionada na estação Tronco de Novara, esta estação tem sua malha distribuída em ramais e subramais que interligam diversas pequenas cidades da região. Devido a esta distribuição de interligamentos, o tráfego ferroviário é grande, partindo diversas trens varias vezes ao dia, 

Deste pequenos trens de uma única carruagem ate composições velozes interligando Novara a Europa. Por isso esta pequena diesel desempenha um papel fundamental posicionando composição para la e para cá.