terça-feira, 17 de junho de 2014

🖥️ Portugal vs Brasil : Microempreendedor

 

Bellacosa Mainframe fala sobre pequenos negocios e as diferenças entre Brasil e Portugal


🖥️ Portugal vs Brasil

Por que lá o pequeno negócio sobrevive e aqui precisa virar batch noturno gigante

“Nem todo sistema precisa escalar horizontalmente. Alguns só precisam não cair.”
anotação perdida em um console IBM 3270

Sempre me perguntei a razão desta grande diferença, afinal moro numa pequena cidade do interior, por que não vejo pequenos negociantes aqui, enquanto mesmo em Lisboa existem tantos. Qual o fator de peso, qual a grande diferença, que obriga tudo ser enorme no Brasil. O que podemos fazer para mudar isso? Ajudar o pequeno, afinal nem todo negocio, nasceu para ser grande, por que vender 100 refeições num dia é tão caro e obriga o empreendedor a vender 500 ou mais. Ser escravo do empreendimento, não poder curtir as ferias e feriados, de modo semelhante aos patricios do outro lado do oceano? 


1️⃣ Custo de empregar alguém

🧱 O divisor de águas (ou de job abend)

🇵🇹 Portugal

  • Encargos trabalhistas previsíveis (não muda a cada release político)

  • Menos obrigações acessórias (menos JCL escondido)

  • Fiscalização proporcional ao porte (micro não é tratado como data center)

  • Um funcionário a mais não dobra a dor de cabeça

👉 Resultado operacional:
É viável rodar um negócio com 1, 2 ou 3 pessoas, uptime alto e custo controlado.

📌 Analogia mainframe:
Portugal permite rodar produção crítica em LPAR pequena, bem configurada, sem exigir Sysplex.


🇧🇷 Brasil

  • Encargos trabalhistas chegam a 70–100% do salário

  • CLT rígida + risco jurídico constante

  • Multas, processos e passivos imprevisíveis (abend S0C7 social)

  • Um funcionário vira bomba-relógio trabalhista

👉 Resultado operacional:
Se for para contratar, o empresário escala logo o cluster inteiro para diluir risco.

📌 Analogia mainframe:
No Brasil, cada empregado é um exit point sem documentação.

🧨 Easter egg:
O pequeno empresário brasileiro vive esperando o dump, mesmo quando o job termina com RC=0.


2️⃣ O “tamanho mínimo de sobrevivência”

💣 Quando o sistema pequeno não fecha o mês

Fenômeno silencioso brasileiro:
Negócio pequeno demais morre. Negócio médio sobrevive.

Por quê?

  • Aluguel caro (storage premium obrigatório)

  • Energia elétrica cara (MSU rodando 24x7)

  • Impostos cumulativos (job cobra mesmo com STEP em erro)

  • Contabilidade obrigatória

  • Licenças municipais, estaduais e federais (cada uma um subsystem)

📌 Conclusão técnica:
Um negócio com 2 ou 3 funcionários simplesmente não fecha o balanço.

👉 O empreendedor brasileiro já nasce pensando:

“Se não crescer rápido, fecha.”

🧠 Dica Bellacosa:
No Brasil, o problema não é falta de escala — é escala mínima obrigatória.


3️⃣ Tributação

🎭 Simplicidade real vs “Simples” de marketing

🇵🇹 Portugal

  • IVA simples e claro

  • Regimes especiais realmente funcionais para microempresas

  • Imposto sobre lucro, não sobre faturamento

📌 Regra de ouro:
Se não lucrou, não sangra.


🇧🇷 Brasil

  • Simples Nacional que de simples só tem o nome

  • Impostos sobre faturamento (mesmo no prejuízo)

  • Mudança de faixa = penalidade automática

  • Crescer 1 funcionário pode explodir a carga tributária

👉 O pequeno vira refém do regime, não do mercado.

🧨 Easter egg fiscal:
No Brasil, você paga imposto antes de saber se o job terminou bem.


4️⃣ Cultura de bairro vs cultura de sobrevivência

🇵🇹 Portugal

  • Comércio local protegido socialmente

  • Cliente fiel por décadas

  • Expectativa: estabilidade

  • Negócio passa de pai para filho

🧓 Mensagem clássica do operador:

“Essa padaria está em produção desde 1978.”


🇧🇷 Brasil

  • Concorrência predatória

  • Cliente infiel por preço

  • Expectativa: crescer ou morrer

  • Negócio visto como trampolim, não legado

🧨 Mensagem de erro comum:

“Ou vira rede… ou fecha.”

📌 Analogia mainframe:
Brasil trata todo negócio como startup cloud, mesmo quando ele só quer ser batch diário confiável.


5️⃣ Fiscalização

👮‍♂️ Educativa vs punitiva

🇵🇹 Portugal

  • Fiscal orienta antes de multar

  • Ajustes graduais

  • Menos sensação de perseguição

📌 Modelo:
Primeiro WARN, depois ABEND (se insistir).


🇧🇷 Brasil

  • Multa primeiro, explica depois

  • Regras ambíguas

  • Empreendedor tratado como suspeito

📌 Pequeno empresário brasileiro vive em estado de defesa permanente.

🧠 Dica Bellacosa:
No Brasil, a fiscalização funciona como auditoria surpresa em produção.


6️⃣ Crédito e aluguel

💸 Outro choque de realidade

🇵🇹 Portugal

  • Crédito acessível

  • Aluguéis comerciais estáveis

  • Contratos longos

👉 Dá para planejar.


🇧🇷 Brasil

  • Juros altos

  • Aluguel instável

  • Proprietário repassa risco para o lojista

👉 Pequeno negócio precisa faturar muito desde o primeiro mês.

📌 Analogia:
Você entra em produção sem ambiente de testes.


7️⃣ O efeito psicológico (o bug invisível)

🇧🇷 Brasil

  • Empreender = risco pessoal alto

  • Falir = estigma

  • Processo trabalhista = trauma permanente

🇵🇹 Portugal

  • Empreender = opção de vida

  • Fechar = recomeçar

  • Menos medo institucional

🧠 Insight:
Ambiente hostil destrói bons operadores antes do sistema cair.


🔍 Resumo brutal (modo console)

Fator🇵🇹 Portugal🇧🇷 Brasil
Custo por funcionárioBaixo a médioMuito alto
Tamanho mínimo viável1–3 pessoas8–15 pessoas
Risco jurídicoBaixoAltíssimo
ExpectativaEstabilidadeEscala
FiscalizaçãoEducativaPunitiva

💡 Conclusão direta (sem perfumaria)

👉 Portugal permite ser pequeno.
👉 O Brasil obriga a crescer ou morrer.

Não é que o brasileiro não saiba fazer negócio pequeno.
É que o sistema brasileiro pune quem tenta.


🖥️ Easter egg final (para mainframers)

“Num país, o pequeno negócio roda como um batch estável.
No outro, ele nasce em produção, sem rollback, sem backup e com auditoria ativa.”


segunda-feira, 16 de junho de 2014

🚲 Crônicas do Vaguinho — A Monareta Verde, uma phenix e a Liberdade


🚲 Crônicas do Vaguinho — A Monareta Verde, uma phenix e a Liberdade

Ao estilo Bellacosa Mainframe, para o blog El Jefe Midnight Lunch

Alguns garotos ganham a liberdade com uma chave de casa.
Outros, quando fazem 18 anos.
Eu ganhei a minha em 1984, numa época dura, de crise do petróleo, inflação louca, ditadura se desfazendo e o Brasil andando com a sola do sapato.
Liberdade, pra mim, veio na forma de duas rodas remendadas. Um natal antecipado.

E essa é a saga da minha primeira bicicleta — a Monareta Verde que virou não apenas um veículo, mas um portal para o mundo.



🛠️ A Bicicleta Ferida e o Pacto dos Padrinhos

Meu tio Pedrinho tinha uma Monareta verde. Coisa linda. Até o dia em que ele, do alto de seu desastrismo épico, resolveu medir forças com um poste.

O poste venceu.

A bicicleta… nem tanto.

  • garfos dianteiros tortos

  • guidão em forma de “S” pós-acidente

  • pneus mortos

  • ferrugem florescendo

  • freios inexistentes

  • corrente que parecia cordão de pipa desgastada

Minha avó, furiosa, queria vender a “criatura assassina”.
Mas meu avô — sábio, sereno, estrategista digno de almirante do CICS — decretou:

“Vamos dar pro Vagner. Ele não tem bicicleta. Ele arruma.”

Um decreto imperial.
E assim começou minha epopeia.

Quando minha tia Miriam e o tio Osmar surgiram no Cecap com aquela relíquia capenga, eu não ganhei apenas uma bicicleta. Ganhei um caminho.



🔧 Operação Ressurreição: Eu, Meu Pai e A Monareta Impossível

Era 1984.
Não tínhamos quase nada.
Mas tínhamos tempo, garra e a vontade do meu pai de me reconquistar depois dos dramas familiares do ano anterior.

Cada peça foi um capítulo:

  • lixar ferrugem com lixa de madeira

  • endireitar o guidão com técnica de “força bruta e esperança”

  • trocar o breque improvisando cabos

  • reapertar eixos como quem ajusta engrenagens de um mainframe

  • pintura remendada, mas feita com amor

  • garfos dianteiros alinhados com golpes suaves que mais pareciam reza

  • corrente trocada

  • pneus remendados com colinha branca, lixa fina e fé

Quando terminamos, quem olhava dizia:

“Nossa, compraram uma bike nova!”

Mas nós sabíamos.
Era mais que nova: era renascida.



🚴 A Magrela Sem Nome — Minha Nave Espacial

Eu nunca dei nome pra ela.
E, ironicamente, isso a tornava mais especial.

Era simplesmente minha magrela.
Minha amiga.
Minha confidente.
Meu passaporte.

Com ela eu:

  • cruzava o Cecap como se fosse o Velho Oeste

  • ia ao mercado comprar pão e voltar com troco (sim, existia isso)

  • levava a Vivi e o Dandan para a escola

  • atravessava trilhos da Central do Brasil

  • pedalava até Tremembé

  • ia pra Pindamonhangaba sem Google Maps

  • me aventurava em Caçapava

  • tentar subir a serra rumo a Campos do Jordão (maluco desde cedo)

  • explorar os distritos rurais do Pinheirinho e Tataúba

  • Ir até a fábrica da Volkswagen Taubaté para ver meu tio Santiago saindo do serviço

  • aprendia a reparar pneus com garfo de cozinha, porque pobre é engenheiro nato

  • virar mecânico senhor em manutenção de bicicleta 

  • fazia escambo de serviços na borracharia por um remendo a quente

  • pular rampas improvisadas,

  • tentar acompanhar o primo Marcelo em sua estilosa BMX numa pista de cross acidentada e com rampas.

  • levava tombos que viraram tatuagens naturais nas pernas

  • usar para travessuras censuráveis, tais como espionar as meninas do job, tomando banho de piscina e se bronzeando nuas em chácaras perdidas na velha estrada de Tremembé

Era meu carro, minha moto, meu skate, meu avião e meu boing 747.



🌅 A Liberdade Sobre Duas Rodas

A Monareta verde me deu algo que nenhuma outra coisa poderia dar naquele tempo:

Horizonte.

Num Brasil difícil, num lar remendado, num bairro simples, aquela bicicleta era:

  • a sensação do vento batendo no rosto

  • o barulho gostoso da corrente engatada

  • o cheiro da rua depois da chuva

  • a alegria de pedalar até o limite do sol

  • a certeza de que o mundo era maior que a sala da nossa casa

Todos temos uma primeira bicicleta.
A minha não era perfeita.
Mas era minha.
E, como tudo que nasce das mãos da gente, tinha mais alma do que qualquer bike de loja de shopping.


💚 Epílogo: A Monareta Virou História — E História Virou Afeto

Hoje, olhando pra trás, percebo:

Eu não ganhei uma bike.
Eu ganhei uma infância inteira.

A Monareta verde 1982 não existe mais.
Mas as cicatrizes nos joelhos, as viagens impossíveis e as lembranças de mim e do meu pai lado a lado…
Ah, essas sobrevivem como se fossem cromadas.


domingo, 15 de junho de 2014

🎮 Insert Coin — O Isekai Brasileiro dos 8 Bits

 


🎮 Insert Coin — O Isekai Brasileiro dos 8 Bits

por Vagner Bellacosa – Blog El Jefe / Bellacosa Mainframe

O mundo dos jogos eletrônicos teve, para mim, dois momentos de virada — dois portais mágicos que abriram as portas do infinito.
O primeiro foi ainda no final da década de 1970, quando meu pai nos levou à casa de conhecidos que haviam adquirido um Telejogo. Sim, o primeiro console brasileiro, fabricado pela Philco-Ford. Aquela caixa preta com dois controles fixos e uma chave seletora no painel parecia coisa de ficção científica. Mas deixemos o Telejogo para outro capítulo — porque o verdadeiro choque de luz e som veio logo depois, com o pinball.

Meu pai adorava fliperama, e eu, ainda pequeno, o acompanhava nos salões de jogos e nos botecos do bairro.
As máquinas piscavam como árvores de Natal psicodélicas, cheias de luzes, ruídos metálicos e sons estridentes. A bolinha de aço saltando, as palhetas vibrando, o contador analógico estalando a cada ponto conquistado.
Era o coração mecânico da diversão.

Mas eu, pequenino e já curioso, me fascinava mesmo eram pelos jogos Arcade, aquelas adoráveis maquinas de jogos eletrônicos operadas por fichas — os primeiros games com somente dois botões e um joystick que projetavam um universo inteiro em uma tela. Eu era pequenino e nem alcançava a consola, eles colocavam uma banqueta para poder ter imersão completa.



Aquilo era pura magia.
Como era possível que algo tão pequeno gerasse tanta emoção?
Como se criava algo assim?
Ali nasceram as primeiras sementes do programador que eu viria a ser.



Vieram então os ícones da era dourada dos 8 bits:
Pac-Man, River Raid, Enduro, Space Invaders, e tantos outros que cabiam em cartuchos ou fitas cassete. Cada jogo era uma jornada — uma microaventura onde a imaginação completava o que os pixels não podiam mostrar.




Com o início da década de 1980, as máquinas ganharam mais poder, mais cores e mais botões.
As fichas metálicas tilintando nas bancadas dos bares se tornaram meu passaporte para outro mundo.
A cada insert coin, um novo universo se abria — e, sem perceber, eu estava aprendendo lógica, padrões, reações. Estava decifrando sistemas.
Cada game over era uma lição de persistência; cada continue era um código de vida.

E lá estava eu, no meio da revolução eletrônica, sem saber que aquele fascínio pelos circuitos e sprites me levaria, anos depois, ao encontro de outro gigante de ferro e silício — o IBM Mainframe.
Do fliperama ao MVS/360, dos 8 bits aos 32 bits, das fichas metálicas ao cartão perfurado, o salto foi enorme — mas o espírito era o mesmo: entender o que havia por trás da tela.
Da bolinha prateada aos datasets, o menino curioso continuava apertando Start.




🕹️ Easter Eggs e Curiosidades

  • O Telejogo brasileiro foi lançado em 1977 e tinha apenas três modos de jogo — tênis, futebol e paredão — todos variantes do Pong da Atari.

  • Os fliperamas eletromecânicos antecederam os pinballs eletrônicos e funcionavam à base de relés, motores e contatos metálicos.

  • O termo insert coin (insira a moeda) virou símbolo cultural dos anos 80 e 90, e até hoje aparece como easter egg em diversos sistemas e programas criados por desenvolvedores nostálgicos.

  • Curiosamente, alguns mainframes IBM antigos usavam sons e luzes em painéis que lembravam muito um pinball — uma ironia tecnológica que unia o sagrado e o profano da computação.


No fim das contas, toda a nossa geração foi um pouco assim:
aprendeu lógica no fliperama, digitação no BASIC, e disciplina na escola da vida.
O fliper era o debug da infância, e o Telejogo, o BIOS do imaginário.
Entre fichas e cartões perfurados, nascia o programador que ainda hoje, diante da tela, continua ouvindo a mesma voz de sempre:
“Insert Coin.”

sábado, 14 de junho de 2014

O formiguinha arteiro brincando no Tobogan

Festa Junina da Bosch e o tobogan


Estamos na gesta Junina da Bosch Campinas organizada pelo grémio de funcionários, com muita diversão, barraca de brincadeiras, jogos para adultos e crianças, bingos e vários brinquedos inflaveis.

O formiguinha neste dia brincou a pescaria, ao atirar latas, viu a fogueira de São João e fez aquilo que mais adora: andou de trenzinho dentro das instalações da Bosch.




Para terminar o dia em grande fomos para a área de brinquedos inflaveis, lugar onde ele se acabou, virando cambalhota, pulando, escorrendo, virando e fazendo arte.

Foi um dia delicioso para guardar na memoria.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

COBOL Imperativo, Procedural e Procedural Estruturado



COBOL Imperativo, Procedural e Procedural Estruturado

Três fases da mesma linguagem (e três estados de espírito no CPD)

Ao estilo Bellacosa Mainframe, servido quente no El Jefe Midnight Lunch



☕ Introdução: o mesmo COBOL, três mentalidades

Quem olha de fora acha que COBOL é tudo igual desde 1959. Quem viveu mainframe sabe: o COBOL mudou — não tanto na sintaxe, mas na forma de pensar.

Imperativo, Procedural e Procedural Estruturado não são dialetos oficiais escritos em pedra. São estágios evolutivos, reflexo direto de:

  • Limitações de hardware

  • Pressões de negócio

  • Maturidade da engenharia de software

Entender essas diferenças é entender por que tanto código legado funciona… e por que outro tanto assombra equipes até hoje.


🧠 COBOL no modo Imperativo — o nascimento selvagem

📅 Quando surgiu

Final dos anos 50 e início dos 60, junto com o próprio COBOL.

🎯 Ideia central

“Faça exatamente isso. Agora isso. Agora pule para lá.”

O foco é comando direto. O programa é uma lista de ordens explícitas para a máquina.

🧩 Características

  • Uso intenso de GO TO

  • Fluxo não linear

  • Dependência forte da ordem física do código

  • Parágrafos longos e multifuncionais

🧨 Comentário Bellacosa

Era compreensível. Memória era cara, CPU era lenta e ninguém pensava em manutenção a longo prazo.

Funcionou ontem? Então não mexe.

🥚 Easter Egg

Muito código imperativo ainda roda em produção porque ninguém tem coragem de tocar.


🧠 COBOL Procedural — organização por rotinas

📅 Quando ganhou força

Anos 60 e 70, com sistemas maiores e equipes crescendo.

🎯 Ideia central

“Organize o programa em procedimentos reutilizáveis.”

Aqui surge a noção clara de rotinas, chamadas e retorno.

🧩 Características

  • Uso intenso de PERFORM

  • Divisão do programa em parágrafos

  • Fluxo mais previsível

  • Ainda aceita GO TO (e muita gente abusou)

⚠️ O perigo oculto

Procedural não é automaticamente estruturado.

Você pode ter um código procedural organizado e ainda assim caótico.

🥚 Easter Egg

Parágrafos chamados 9999-FIM ou EXIT-PROG são herança direta dessa fase.


🧠 COBOL Procedural Estruturado — quando o COBOL vira engenharia

📅 Quando surgiu

Final dos anos 70 e anos 80, influenciado pela programação estruturada (Dijkstra, Böhm & Jacopini).

🎯 Ideia central

“Fluxo previsível é mais importante que truque de performance.”

Aqui o COBOL ganha disciplina formal.

🧩 Características

  • Eliminação prática do GO TO

  • Uso sistemático de:

    • IF / END-IF

    • EVALUATE / END-EVALUATE

    • PERFORM UNTIL / END-PERFORM

  • Parágrafos pequenos e coesos

  • Código que se lê como um roteiro lógico

🏦 Razão de negócio

  • Auditoria

  • Confiabilidade

  • Manutenção por décadas

Bancos e seguradoras exigiram esse padrão.


📊 Comparativo rápido

EstiloControle de fluxoManutençãoRisco
ImperativoCaóticoDifícilAlto
ProceduralMédioMelhorMédio
Procedural EstruturadoPrevisívelExcelenteBaixo

🛠️ Passo a passo: migrando o pensamento

1️⃣ Pare de pensar em linhas, pense em fluxo

Pergunte:

  • Onde começa?

  • Onde decide?

  • Onde termina?

2️⃣ Um parágrafo, uma responsabilidade

Se o nome precisa de “E”, “OU” e “TAMBÉM”… está grande demais.

3️⃣ Substitua IFs aninhados por EVALUATE

Mais legível, mais auditável.

4️⃣ Use PERFORM como se fosse chamada de função

Mesmo sem parâmetros formais, o conceito é o mesmo.


🔐 Segredos de veterano

🔹 Código estruturado reduz incidentes noturnos.

🔹 Auditor confia mais em código previsível do que em código “esperto”.

🔹 Performance se resolve depois; clareza primeiro.

🔹 Todo sistema legado parece ruim… até você entender o contexto em que nasceu.


🧾 Curiosidades de bastidor

  • Muitos padrões internos de bancos proíbem GO TO há mais de 30 anos.

  • Há programas imperativos mais antigos que seus mantenedores.

  • COBOL estruturado influenciou diretamente padrões de codificação em PL/I e até Java.


🥚 Easter Eggs do CPD

🕰️ Parágrafos numerados (1000-INICIO) são fósseis vivos.

🐘 Compiladores modernos reclamam de GO TO, mas ainda aceitam — respeito aos ancestrais.

☕ Quanto mais estruturado o código, menos café o time consome em fechamento.


✅ Boas práticas Bellacosa Mainframe

✔ Evite GO TO como se fosse vazamento em produção
✔ Prefira clareza a micro-otimização
✔ Nomeie parágrafos com linguagem de negócio
✔ Estruture pensando no próximo mantenedor
✔ Código bom é código explicável


🌙 Conclusão: não é sobre sintaxe, é sobre mentalidade

Imperativo, Procedural e Procedural Estruturado contam a história da maturidade do software corporativo.

O COBOL não ficou velho.
Ele ficou responsável.

E no mundo mainframe, responsabilidade é o que mantém sistemas rodando…

sem glamour, sem barulho e sem falhar.

Bellacosa Mainframe, direto do CPD para o El Jefe Midnight Lunch 🌙


sábado, 10 de maio de 2014

Globo da Morte em Itatiba

Aventuras no globo da morte..


Um circo mambembe numa pequena cidade do interior paulista, audazes motociclistas aprontam vários truques em suas motocicletas.



O ronco do motor ensurdecedor, bagunça sobre duas rodas, o formiguinha pirou com o barulho, ficou louco com as peripécias dos pilotos.



O roncar dos motores, o silencio e atenção do publico tornam ainda mais magico a sensação. Rodando e subindo correndo e subindo pelas grades.

Globo da Morte em Itatiba

Aventuras no globo da morte..


Um circo mambembe numa pequena cidade do interior paulista, audazes motociclistas aprontam vários truques em suas motocicletas.



O ronco do motor ensurdecedor, bagunça sobre duas rodas, o formiguinha pirou com o barulho, ficou louco com as peripécias dos pilotos.



O roncar dos motores, o silencio e atenção do publico tornam ainda mais magico a sensação. Rodando e subindo correndo e subindo pelas grades.