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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Seijo no Maryoku wa Bannou Desu 2 (Season 2): O Upgrade sem Janela de Manutenção — Quando a Santa Descobre que Escalar um Sistema é Mais Difícil do que Construí-lo

 

Bellacosa Mainframe e a segunda temporada de seijo no maryoku wa bannou desu

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Seijo no Maryoku wa Bannou Desu 2 (聖女の魔力は万能です Season 2): O Upgrade sem Janela de Manutenção — Quando a Santa Descobre que Escalar um Sistema é Mais Difícil do que Construí-lo

"Construir um sistema confiável é uma conquista. Mantê-lo disponível enquanto milhões de usuários dependem dele é o verdadeiro desafio. A segunda temporada de Seijo no Maryoku wa Bannou Desu mostra exatamente essa evolução: sair da fase de implantação para a operação contínua de um ambiente de missão crítica."


Ficha Técnica

ItemInformação
Título original聖女の魔力は万能です Season 2
Título internacionalThe Saint's Magic Power is Omnipotent Season 2
Baseado na Light Novel聖女の魔力は万能です
AutorYuka Tachibana
IlustraçõesYasuyuki Syuri
MangáFujiazuki
EstúdioDiomedéa
DiretorShouta Ibata
RoteiroWataru Watari
MúsicaKenichi Kuroda
LançamentoOutubro de 2023
Episódios12
GêneroIsekai, Fantasia, Romance, Slice of Life, Magia, Drama
Classificação12 anos

A segunda temporada muda completamente o foco

A primeira temporada respondia:

"Quem é a Santa?"

A segunda pergunta algo muito mais complexo:

"Como administrar um mundo inteiro depois que todos descobrem quem é a Santa?"

É exatamente a diferença entre:

  • instalar um ambiente IBM Z;

e

  • administrá-lo pelos próximos vinte anos.

É aí que começa o verdadeiro trabalho.


O Studio Diomedéa amadurece junto com a obra

Na segunda temporada a Diomedéa demonstra maior confiança na narrativa.

Não há necessidade de acelerar acontecimentos nem de criar batalhas artificiais. A direção aposta em diálogos mais longos, desenvolvimento emocional e construção gradual das relações.

A animação continua discreta, mas consistente: cenários detalhados, paleta de cores suave e magia apresentada como algo elegante e controlado, reforçando a sensação de estabilidade em vez de espetáculo.


Sinopse

Depois de salvar o reino inúmeras vezes...

Sei finalmente é reconhecida como a verdadeira Santa.

Agora surge um problema completamente diferente.

Sua fama cresce.

Sua responsabilidade também.

Ela deixa de ser apenas uma pesquisadora.

Passa a representar uma instituição.


Bellacosa Mainframe interpreta

Na primeira temporada...

Sei era uma excelente analista.

Na segunda...

ela vira arquitetura corporativa.

Tudo depende dela.

Todos querem sua aprovação.

Todas as decisões passam por sua experiência.

Ela deixa de executar.

Passa a coordenar.

É a transformação clássica:

Analista → Especialista → Arquiteta → Referência Técnica.


Resumo da História

O reino vive uma relativa estabilidade graças às ações da Santa, mas novas missões, alianças políticas e pesquisas exigem que Sei amplie sua atuação. Ela viaja, participa de investigações sobre fenômenos mágicos, fortalece laços com diferentes regiões e enfrenta desafios que não podem ser resolvidos apenas com poder.

Ao mesmo tempo, o relacionamento entre Sei e Albert Hawke evolui de forma natural, mostrando que confiança e parceria se constroem lentamente.

A narrativa enfatiza responsabilidade, diplomacia e maturidade, substituindo a urgência da descoberta pelo desafio de sustentar resultados.


Os Personagens evoluem

Sei Takanashi

Agora não precisa provar quem é.

Sua preocupação muda.

Ela pergunta:

Como posso ajudar mais pessoas?

É a mentalidade de um excelente Sysprog.

Não pensa em tecnologia.

Pensa em disponibilidade.


Albert Hawke

Deixa de ser apenas interesse romântico.

Torna-se parceiro.

Protege Sei.

Mas nunca limita sua autonomia.

É um relacionamento extremamente saudável.


Johan Valdec

Continua sendo o gestor ideal.

Nunca microgerencia.

Dá recursos.

Confia.

Remove obstáculos.

Todo gerente de TI deveria assistir este personagem.


Yuri Drewes

Assume papel ainda mais importante.

Representa o arquiteto veterano.

Compartilha conhecimento.

Forma sucessores.

Não centraliza informação.


Aira

Também amadurece bastante.

A obra mostra que ela nunca foi uma rival.

Apenas outra pessoa tentando encontrar seu lugar.


As Aventuras

A segunda temporada privilegia missões de impacto estratégico:

  • pesquisas sobre novas plantas e ingredientes raros;

  • investigações envolvendo regiões afetadas por energia mágica;

  • viagens diplomáticas e encontros com diferentes nobres;

  • aperfeiçoamento dos poderes da Santa;

  • apoio às expedições dos cavaleiros;

  • fortalecimento das relações entre ciência, magia e administração do reino.

Cada missão demonstra que manter um ambiente estável exige monitoramento contínuo, cooperação e adaptação.


A Temática Principal

A palavra-chave é:

responsabilidade.

Não basta ser competente.

É preciso:

  • formar equipes;

  • ensinar;

  • documentar;

  • compartilhar conhecimento;

  • construir confiança.

Isso lembra diretamente ambientes corporativos de missão crítica, nos quais uma única pessoa não pode concentrar todo o conhecimento operacional.


O que existe de diferente nesta temporada?

Praticamente tudo.

A primeira temporada era descoberta.

A segunda é consolidação.

Ela troca:

  • aventura

por

  • crescimento profissional.

Troca:

  • magia

por

  • gestão.

Troca:

  • descobertas

por

  • maturidade.

É um anime sobre carreira.

Não sobre poder.


A metáfora Mainframe

Toda a segunda temporada lembra uma grande infraestrutura IBM Z.

AnimeIBM Mainframe
SantaArquiteta Corporativa
ReinoEmpresa Global
InstitutoCentro de Excelência
CavaleirosOperações
Magia SagradaMiddleware
PesquisaMelhoria Contínua
PurificaçãoCorreção de Incidentes
ViagensAuditorias
MonstrosFalhas Críticas
Reino SeguroSLA Cumprido

As mensagens ocultas

1. O sucesso cria novas responsabilidades

Na primeira temporada...

ninguém conhecia Sei.

Agora...

todos dependem dela.

É exatamente o que acontece com especialistas de infraestrutura.


2. Conhecimento precisa ser compartilhado

Se apenas uma pessoa sabe tudo...

o sistema é frágil.

A obra valoriza colaboração e formação de novos especialistas.


3. Liderança é serviço

Sei nunca usa seu prestígio para mandar.

Ela influencia pelo exemplo.


4. Confiança leva anos para ser construída

O romance segue essa lógica.

As amizades também.

Assim como a reputação profissional.


5. Nem todo problema exige violência

Boa parte dos conflitos é resolvida por pesquisa, negociação e empatia, reforçando que inteligência e cooperação podem ser mais eficazes do que força.


Aspectos técnicos da animação

A direção mantém um ritmo contemplativo, com boa integração entre trilha sonora e ambientação. As cenas de magia utilizam efeitos luminosos delicados e enquadramentos que destacam emoções e paisagens, evitando exageros visuais. Embora o orçamento não rivalize com grandes produções do gênero, a consistência artística favorece a imersão.


Impacto Cultural

A segunda temporada consolidou a reputação da franquia como um dos isekais mais voltados ao público adulto que busca histórias tranquilas e protagonistas competentes. Ela reforçou o espaço de obras com romance saudável, crescimento pessoal e foco em trabalho especializado, mostrando que o gênero pode ser interessante sem depender de batalhas incessantes ou de um protagonista excessivamente poderoso.


Houve censura?

Não existem registros relevantes de censura envolvendo a segunda temporada. A adaptação manteve o tom da light novel, realizando apenas cortes e reorganizações de eventos para adequar o conteúdo ao formato de 12 episódios. Essas alterações são típicas de adaptações para televisão e não refletem censura de conteúdo.


Classificação

Classificação indicativa sugerida: 12 anos

Contém:

  • fantasia medieval;

  • magia;

  • romance;

  • ação moderada;

  • monstros;

  • temas de responsabilidade e amadurecimento.

É uma obra apropriada para quem prefere histórias focadas em desenvolvimento de personagens e relações humanas.


O grande ensinamento para profissionais de Mainframe

A primeira temporada mostrava como descobrir uma especialista extraordinária.

A segunda responde a uma pergunta ainda mais importante:

Como impedir que toda uma infraestrutura dependa de apenas uma pessoa?

Essa é uma das maiores preocupações de qualquer ambiente IBM Z. Um sistema pode sobreviver a falhas de hardware graças à redundância e à alta disponibilidade, mas sofre quando o conhecimento está concentrado em um único profissional.

Sei compreende que sua verdadeira missão não é apenas resolver incidentes, e sim criar processos sustentáveis, desenvolver outras pessoas e fortalecer instituições para que continuem funcionando mesmo quando ela não estiver presente.

É exatamente essa visão que diferencia um operador competente de um arquiteto de missão crítica.

No universo Bellacosa Mainframe, a segunda temporada de Seijo no Maryoku wa Bannou Desu não é sobre magia. É sobre governança, continuidade operacional, gestão do conhecimento e evolução de uma plataforma que precisa permanecer disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. A verdadeira Santa não é a que lança o feitiço mais poderoso, mas a que garante que todo o reino continue funcionando sem downtime.

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

IBM MQ: Muito Além das Filas — A Engenharia Invisível que Mantém Grandes Empresas em Movimento

 

Bellacosa Mainframe e o ibm mq muito alem das filas

IBM MQ: Muito Além das Filas — A Engenharia Invisível que Mantém Grandes Empresas em Movimento

"Se o banco autorizou seu PIX, a companhia aérea confirmou sua passagem e a operadora aprovou sua compra no cartão em poucos segundos, existe uma boa chance de que o IBM MQ tenha participado dessa conversa silenciosa entre sistemas."

A comparação entre administrar filas de mensagens e controlar o tráfego aéreo é extremamente feliz. Em ambos os casos, o objetivo não é apenas transportar algo de um ponto ao outro, mas garantir que cada "passageiro" (mensagem) chegue ao destino correto, na ordem adequada, sem colisões, sem perdas e com total rastreabilidade.

É justamente essa capacidade que fez do IBM MQ um dos pilares da integração corporativa por mais de três décadas.

Enquanto novas tecnologias aparecem todos os anos, o MQ permanece praticamente onipresente em bancos, seguradoras, bolsas de valores, empresas de logística, telecomunicações, governos e indústrias.

Isso acontece porque ele resolve um problema que nunca deixou de existir:

Como permitir que dezenas ou centenas de sistemas diferentes conversem entre si de forma confiável?


O verdadeiro problema não é enviar mensagens

Enviar uma mensagem é fácil.

Um socket TCP faz isso.

Uma API REST também.

Um POST HTTP consegue transportar informações perfeitamente.

O problema começa quando surgem perguntas muito mais difíceis:

  • E se o sistema destino estiver indisponível?

  • E se a rede cair durante a transmissão?

  • E se o consumidor estiver mais lento que o produtor?

  • E se houver milhares de mensagens por segundo?

  • Como garantir que nenhuma mensagem seja perdida?

  • Como recuperar mensagens após um desastre?

  • Como processar tudo exatamente uma única vez?

É aqui que o IBM MQ mostra por que continua sendo referência.

Ele não é apenas um mecanismo de envio.

Ele é um sistema completo de entrega garantida.


Local Queues: o coração do Queue Manager

O texto começa destacando as Local Queues.

Pode parecer apenas um objeto simples.

Na prática, elas representam o ponto onde toda a arquitetura converge.

Quando um programa COBOL executa:

MQPUT

ele normalmente está gravando em uma Local Queue.

Quando um programa Java faz:

put(message)

também.

Quando um serviço REST recebe uma requisição e publica uma mensagem...

...novamente estamos falando de uma Local Queue.

Ela é o "disco de pouso" das mensagens.


O ciclo de vida de uma fila

O artigo cita o CRUD clássico.

Mas cada comando tem implicações importantes.

DEFINE

Criar uma fila significa estabelecer diversas políticas:

  • persistência

  • tamanho máximo

  • profundidade

  • prioridade

  • triggering

  • cluster

  • segurança

  • compartilhamento

Não é simplesmente "criar uma pasta".

É definir comportamento operacional.


LIKE

Pouca gente utiliza adequadamente:

DEFINE QLOCAL(NOVA.FILA)
LIKE(FILA.MODELO)

Esse comando economiza horas.

Imagine uma organização com:

  • MAXDEPTH

  • DEFPSIST

  • SHARE

  • TRIGGER

  • MONQ

  • HARDENBO

todos configurados segundo padrões corporativos.

Copiar a definição evita inconsistências.

Em ambientes regulados isso é praticamente obrigatório.


ALTER

Alterar filas em produção exige cuidado.

Exemplo:

ALTER QLOCAL(PAGAMENTOS)
MAXDEPTH(500000)

Parece inocente.

Mas alterar atributos pode afetar:

  • performance

  • consumo de disco

  • comportamento das aplicações

Administradores experientes sempre avaliam o impacto antes de executar alterações.


CLEAR

Este comando merece respeito.

CLEAR QLOCAL(TESTE)

Ele elimina todas as mensagens.

Não existe "desfazer".

Jamais deve ser utilizado em produção sem absoluta certeza.


DELETE

Excluir uma fila exige planejamento.

Muitas aplicações dependem daquele objeto.

Apagar uma queue errada pode derrubar diversos sistemas ao mesmo tempo.


Filas maiores que 2 TB

Esse detalhe passa despercebido por muitos profissionais.

Quando pensamos em filas normalmente imaginamos alguns megabytes.

Na realidade, grandes bancos mantêm milhões de mensagens simultaneamente.

Imagine:

  • processamento noturno

  • liquidação financeira

  • cartões

  • PIX

  • TED

  • boletos

Durante picos, enormes volumes permanecem temporariamente armazenados.

O MQ foi projetado para esse cenário.


Remote Queues: desacoplamento arquitetural

Talvez este seja o ponto mais elegante do artigo.

Uma Remote Queue não contém mensagens.

Ela contém conhecimento.

Conhecimento sobre onde determinada mensagem deve chegar.

Esse conceito é chamado de indireção.

Na Engenharia de Software, indireção é uma das técnicas mais poderosas para reduzir acoplamento.


Sem Remote Queue

Aplicação precisa conhecer:

  • servidor

  • porta

  • canal

  • queue manager

  • fila destino

Toda alteração exige nova implantação.


Com Remote Queue

A aplicação apenas envia:

MQPUT
CLIENTES

O administrador decide:

  • qual servidor

  • qual Queue Manager

  • qual canal

  • qual rota

A aplicação permanece completamente ignorante da infraestrutura.

Esse desacoplamento reduz drasticamente custos de manutenção.


Uma analogia simples

Imagine enviar uma carta.

Sem MQ:

Você escreve diretamente o endereço completo.

Se o destinatário mudar de prédio, precisa reenviar todas as cartas.

Com MQ:

Você entrega a carta para a central de distribuição.

Ela sabe exatamente para onde encaminhar.

O remetente nunca precisa conhecer a rota.


RNAME, RQMNAME e XMITQ

Esses três atributos representam praticamente a tabela de roteamento do MQ.

RNAME

Destino real.

PAGAMENTOS

RQMNAME

Qual Queue Manager administra essa fila.

Pode estar em outra cidade.

Outro país.

Outro datacenter.


XMITQ

A "rodovia".

Ela guarda mensagens enquanto aguardam transporte.

Caso a comunicação seja interrompida, elas permanecem armazenadas.

Quando o canal voltar, seguem viagem automaticamente.

É uma fila de espera extremamente inteligente.


A beleza da transparência

O usuário destaca um benefício enorme:

Trocar infraestrutura sem alterar código.

Esse talvez seja o maior presente que um administrador pode oferecer aos desenvolvedores.

Mudanças ficam concentradas na infraestrutura.

Aplicações permanecem intactas.

Essa separação de responsabilidades é um princípio clássico de arquitetura corporativa.


Model Queues

Pouca gente conhece.

Menos gente ainda utiliza.

Imagine milhares de clientes conectados simultaneamente.

Cada um precisa de uma fila temporária.

Criar manualmente seria impossível.

A Model Queue resolve isso.

Ela funciona como uma classe em programação orientada a objetos.

A partir dela o MQ cria filas temporárias dinamicamente.

É extremamente elegante.


Services

Outro recurso subestimado.

Muitos sistemas precisam iniciar automaticamente processos auxiliares.

Por exemplo:

  • daemon Java

  • listener

  • programa C

  • script Shell

Em vez de depender do sistema operacional, o próprio MQ pode controlar esse ciclo de vida.

Resultado:

menos scripts

menos automações

menos pontos de falha.


Triggering

Aqui entramos em automação pura.

Imagine um supermercado.

Quando chegam dez clientes na fila do caixa...

automaticamente outro caixa é aberto.

Triggering faz exatamente isso.

Quando uma fila atinge determinada condição:

  • inicia um programa

  • desperta um consumidor

  • executa um processamento Batch

  • chama um serviço

Sem intervenção humana.

É um dos recursos mais antigos do MQ e continua extremamente eficiente.


dmpmqmsg

Administradores antigos ainda chamam de qload.

É praticamente um "canivete suíço".

Permite:

  • backup

  • restauração

  • migração

  • cópia

  • exportação

  • importação

Durante migrações entre ambientes ele costuma ser indispensável.


O comentário mais importante

O autor encerra com uma observação extremamente verdadeira:

A maioria dos problemas não está no IBM MQ.

Quem administra middleware sabe disso.

Quando algo "não chega", normalmente o MQ está funcionando exatamente como deveria.

Os problemas costumam estar em:

  • aplicações

  • canais bloqueados

  • certificados expirados

  • permissões OAM

  • firewalls

  • DNS

  • Cluster Receiver

  • Channel Authentication (CHLAUTH)

  • SSL/TLS

  • regras de roteamento

  • filas de transmissão congestionadas

O MQ normalmente apenas evidencia problemas existentes em outras camadas.


Linha de comando versus MQ Explorer

Essa pergunta desperta quase uma divisão filosófica.

MQ Explorer

Vantagens:

  • visual

  • intuitivo

  • excelente para iniciantes

  • facilita inspeções rápidas

Desvantagens:

  • menos automatizável

  • difícil em grandes ambientes


MQSC

Vantagens:

  • rapidez

  • scripts

  • versionamento

  • automação

  • DevOps

  • auditoria

Administradores experientes frequentemente preferem:

runmqsc

porque conseguem reproduzir alterações em dezenas de servidores utilizando exatamente os mesmos comandos.

Infrastructure as Code começa justamente aqui.


Uma reflexão arquitetural

O maior mérito do IBM MQ nunca foi apenas transportar mensagens.

Seu verdadeiro valor está em separar aplicações da infraestrutura.

Essa separação permite que empresas mudem servidores, troquem sistemas operacionais, modernizem datacenters, migrem para containers, integrem APIs REST, conectem aplicações em nuvem e mantenham sistemas COBOL escritos há décadas funcionando exatamente da mesma forma.

É uma demonstração clássica de engenharia de software bem executada: o produtor não precisa conhecer o consumidor, o consumidor não precisa conhecer o produtor e ambos continuam evoluindo de forma independente. Esse desacoplamento reduz riscos, facilita modernizações graduais e garante continuidade operacional — razão pela qual o IBM MQ permanece essencial em arquiteturas de missão crítica, mesmo em uma era dominada por microsserviços, APIs REST, eventos e plataformas em nuvem.

Em outras palavras, o IBM MQ não é apenas um produto de mensageria. Ele é uma camada estratégica de integração que protege as aplicações das mudanças inevitáveis da infraestrutura, permitindo que empresas inovem sem comprometer a estabilidade de seus sistemas mais críticos. É essa combinação de confiabilidade, escalabilidade e abstração que explica por que, mais de 30 anos após seu lançamento, o IBM MQ continua sendo um dos componentes mais respeitados e utilizados no ecossistema IBM Z e nas grandes arquiteturas corporativas.

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Censura ou Proteção? Por Que as Sociedades Continuam Tentando Controlar Ideias?

 

Bellacosa Mainframe e a censura ou proteção?

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Censura ou Proteção? Por Que as Sociedades Continuam Tentando Controlar Ideias?

O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre Psicologia, Sociologia, Poder, Liberdade de Expressão e Por Que Controlar Informações Sempre Foi Uma Tentação Humana

"Um Sysprog não protege um Mainframe apagando programas. Ele define permissões, auditoria e níveis de acesso. Talvez essa diferença explique um dos maiores debates da civilização."


Introdução

Existe uma pergunta que atravessa séculos.

Por que sociedades tentam controlar ideias?

Mudam os governos.

Mudam as religiões.

Mudam as tecnologias.

Mudam os meios de comunicação.

Mas a tentativa de controlar informações continua aparecendo ao longo da história.

Livros já foram proibidos.

Bibliotecas foram destruídas.

Filmes sofreram cortes.

Peças de teatro foram censuradas.

Músicas foram proibidas.

Jornais foram fechados.

Hoje o debate ocorre em torno de redes sociais, algoritmos, plataformas digitais, inteligência artificial e leis relacionadas ao discurso online.

A questão, porém, permanece praticamente a mesma desde a Antiguidade.

Quem deve decidir quais ideias podem circular?

Essa pergunta não possui uma resposta simples.

Porque ela coloca em conflito dois valores fundamentais.

De um lado:

  • liberdade de expressão;

  • pluralidade de ideias;

  • livre circulação do conhecimento.

Do outro:

  • proteção contra danos;

  • segurança pública;

  • combate à violência;

  • proteção de crianças;

  • preservação da democracia.

O problema é que diferentes sociedades desenham essa fronteira de maneiras diferentes.


O Mainframe Nunca Resolve Um Problema Apagando Programas

Imagine um banco executando milhares de aplicações críticas.

Existe software para RH.

Outro para cartões.

Outro para PIX.

Outro para investimentos.

Outro para auditoria.

Se um funcionário não deve acessar determinado sistema, qual seria a solução?

Apagar o programa?

Obviamente não.

O administrador define:

  • autenticação;

  • autorização;

  • perfis;

  • logs;

  • trilhas de auditoria;

  • níveis diferentes de acesso.

Na engenharia de software chamamos isso de controle de acesso.

Na sociedade, o debate costuma ser mais complexo.


A História Mostra Que Toda Sociedade Regulou Informação

Não existe civilização conhecida completamente livre de algum tipo de controle sobre a informação.

Impérios antigos controlavam escribas.

Monarquias controlavam impressoras.

Ditaduras controlavam jornais.

Democracias também estabelecem limites jurídicos para determinadas categorias de discurso, embora esses limites variem bastante entre países.

Os motivos apresentados também variam.

Proteção da moral.

Segurança nacional.

Religião.

Combate ao discurso de ódio.

Proteção infantil.

Combate à desinformação.

Defesa da ordem pública.

Isso não significa que todas essas justificativas sejam equivalentes ou produzam os mesmos resultados.

Significa apenas que o debate acompanha praticamente toda a história humana.


Michel Foucault e a Relação Entre Poder e Discurso

Michel Foucault argumentava que conhecimento e poder caminham juntos.

Quem influencia quais discursos são considerados legítimos também influencia a forma como uma sociedade compreende a realidade.

Isso não significa que exista uma única autoridade controlando tudo.

Significa que instituições, normas, escolas, meios de comunicação e leis participam da construção do que é considerado aceitável em determinada época.


Antonio Gramsci e a Hegemonia Cultural

Antonio Gramsci utilizou o conceito de hegemonia cultural.

Segundo sua análise, grupos procuram consolidar sua visão de mundo como se fosse simplesmente o "bom senso".

Quando isso acontece, determinadas ideias passam a parecer naturais, enquanto outras se tornam marginais.

Independentemente de concordar ou não com Gramsci, sua teoria influenciou profundamente a sociologia contemporânea.


Durkheim e a Coesão Social

Émile Durkheim observou que toda sociedade necessita de algum grau de normas compartilhadas para funcionar.

Sem qualquer consenso mínimo, instituições tornam-se instáveis.

O desafio aparece quando surge a pergunta:

Quanto consenso é necessário antes que a diversidade de opiniões seja sufocada?

Essa tensão permanece atual.


Karl Popper e o Paradoxo da Tolerância

Karl Popper apresentou um argumento muito discutido.

Uma sociedade completamente tolerante pode acabar sendo destruída por movimentos profundamente intolerantes.

Daí surgiu o chamado Paradoxo da Tolerância.

A ideia não é que qualquer opinião deva ser proibida, mas que sociedades precisam refletir sobre como responder quando determinados discursos buscam eliminar a própria possibilidade de convivência plural.

Até hoje existe intenso debate sobre onde exatamente traçar essa linha.


Jonathan Haidt e a Psicologia Moral

Jonathan Haidt propõe que julgamentos morais são fortemente influenciados por intuições.

Primeiro sentimos.

Depois racionalizamos.

Isso ajuda a explicar por que debates públicos frequentemente se tornam emocionais.

Cada grupo acredita estar protegendo algo essencial.

Liberdade.

Segurança.

Justiça.

Igualdade.

Tradição.

Cada valor enfatizado produz conclusões diferentes.


O Viés da Confirmação

Um dos mecanismos psicológicos mais estudados é o viés da confirmação.

Naturalmente buscamos informações que reforcem aquilo que já acreditamos.

Também tendemos a dar menos peso às evidências que desafiam nossas convicções.

Esse fenômeno não pertence a uma ideologia específica.

É um traço humano amplamente documentado.

Quando combinado com algoritmos de recomendação, pode favorecer ambientes informacionais mais homogêneos.


Cass Sunstein e as Câmaras de Eco

O jurista Cass Sunstein estudou como grupos compostos por pessoas com opiniões semelhantes tendem a se tornar mais extremos ao longo do tempo.

Esse processo é chamado de polarização de grupo.

Quanto menor a exposição a ideias divergentes, maior a possibilidade de radicalização.

É um dos motivos pelos quais pesquisadores defendem o contato com perspectivas diferentes.


A Espiral do Silêncio

Elisabeth Noelle-Neumann argumentou que muitas pessoas deixam de expressar opiniões quando acreditam que estão isoladas.

Mesmo sem qualquer censura formal, o medo da rejeição social pode reduzir a diversidade de vozes.

Isso mostra que autocensura e censura institucional não são fenômenos idênticos, embora possam produzir efeitos semelhantes sobre o debate público.


Queimar Livros Sempre Resolveu?

A história sugere que raramente.

Livros proibidos frequentemente circularam clandestinamente.

Ideias reapareceram décadas depois.

Em muitos casos, a tentativa de eliminar uma obra acabou aumentando sua notoriedade.

Controlar objetos é mais simples do que controlar ideias.


Classificação Indicativa e Censura Não São a Mesma Coisa

Essa distinção é importante.

Em muitos países existe classificação por idade para:

  • filmes;

  • jogos;

  • televisão;

  • plataformas digitais.

O objetivo costuma ser orientar responsáveis sobre conteúdos potencialmente inadequados para determinadas faixas etárias.

Já a censura envolve impedir ou restringir a circulação de conteúdos para além desse tipo de classificação.

Na prática, porém, as fronteiras podem gerar debates e variar conforme a legislação e o contexto histórico de cada país.


Por Que Nem Tudo É Resolvido Apenas Com Classificação Etária?

Essa é uma pergunta recorrente.

Os argumentos apresentados por quem defende medidas além da classificação variam conforme o tema.

Entre eles aparecem preocupações como:

  • alcance extremamente rápido nas redes;

  • recomendação algorítmica;

  • dificuldade de verificar idade em ambientes digitais;

  • conteúdos ilegais;

  • campanhas coordenadas;

  • proteção de grupos vulneráveis.

Por outro lado, críticos dessas medidas argumentam que regras excessivamente amplas podem reduzir a liberdade de expressão, favorecer abusos de poder e inibir o debate legítimo.

É justamente por isso que o tema permanece controverso.


O Papel das Democracias

Em democracias constitucionais, uma questão central costuma ser:

Quem decide?

Parlamentos?

Tribunais?

Agências reguladoras?

Empresas privadas?

Plataformas digitais?

Cada modelo possui vantagens e riscos.

Concentrar poder em qualquer ator pode gerar preocupações sobre transparência, prestação de contas e possibilidade de erro.


O Risco da Censura e o Risco da Ausência Total de Regras

O debate público frequentemente apresenta um falso dilema.

Ou liberdade absoluta.

Ou controle absoluto.

Na prática, poucas sociedades adotam qualquer um desses extremos.

A maioria busca algum tipo de equilíbrio.

A dificuldade está em definir:

  • quais limites são legítimos;

  • quem os estabelece;

  • como revisá-los;

  • quais garantias existem contra abusos.

Essas perguntas talvez sejam mais importantes do que respostas simplistas.


O Mainframe Ensina Outra Lição

Em um IBM Z, segurança não significa impedir tudo.

Também não significa permitir tudo.

Significa definir regras claras.

Registrar eventos.

Auditar decisões.

Revisar permissões.

Criar mecanismos de recurso quando algo dá errado.

Talvez esse raciocínio seja útil também para instituições humanas.

Quanto maior o poder de restringir informações, maior deve ser a transparência, a possibilidade de contestação e a supervisão independente.


O Que Dizem Muitos Especialistas?

Embora existam divergências profundas, alguns pontos aparecem com frequência em diferentes áreas do conhecimento:

  • educação midiática tende a ser vista como complemento importante às regras formais;

  • transparência sobre critérios de moderação aumenta confiança;

  • decisões revisáveis reduzem riscos de arbitrariedade;

  • pluralidade institucional costuma ser considerada mais saudável do que concentração de poder decisório;

  • pensamento crítico continua sendo uma das melhores defesas contra manipulação.

Esses consensos parciais não eliminam os desacordos sobre casos concretos, mas mostram caminhos debatidos por pesquisadores.


Conclusão

Talvez a pergunta mais importante não seja:

"Devemos permitir tudo?"

Nem:

"Devemos proibir tudo?"

Talvez seja outra.

"Como construir uma sociedade suficientemente livre para produzir inovação, crítica e diversidade de ideias, mas também suficientemente responsável para enfrentar danos reais sem transformar exceções em regra?"

Essa pergunta não será respondida por um algoritmo.

Nem por uma única ideologia.

Nem por uma única geração.

Assim como um Sysprog sabe que estabilidade depende de equilíbrio entre desempenho, disponibilidade e segurança, sociedades também precisam equilibrar valores que frequentemente entram em tensão.

Liberdade sem responsabilidade pode produzir danos.

Responsabilidade sem liberdade pode sufocar criatividade, ciência e debate.

A história mostra que nenhuma civilização resolveu definitivamente esse dilema.

Cada geração precisa enfrentá-lo novamente.

E talvez essa seja justamente a maior lição.

Os maiores desafios da humanidade raramente são problemas de software.

São problemas de arquitetura institucional, natureza humana e convivência social.

Porque, no fim, proteger uma sociedade não significa apenas proteger pessoas contra ideias perigosas; também significa proteger a própria capacidade da sociedade de discutir, questionar e revisar suas ideias ao longo do tempo.

terça-feira, 19 de setembro de 2023

🧠 Bellacosa Mainframe — “z/OS 3.1: o cérebro cognitivo do século XXI” ⚙️

 





🧠 Bellacosa Mainframe — “z/OS 3.1: o cérebro cognitivo do século XXI” ⚙️
📅 Lançado em setembro de 2023 — o z/OS 3.1 marca o início da era da IA no mainframe.


🚀 O salto quântico do z/OS

O z/OS 3.1 não é apenas mais uma atualização do sistema operacional — é a fusão entre o mainframe e a inteligência artificial.
Pela primeira vez, o próprio sistema aprendeu a se “autoajustar”, prever falhas e otimizar recursos com base em padrões de uso.
É o z/OS que pensa sobre o próprio z/OS — um conceito que, há poucos anos, parecia ficção científica digna de Asimov, mas hoje roda em hardware IBM z16.


📆 Lançamento e base de hardware

  • Data de lançamento: setembro de 2023

  • Suporte inicial: IBM z15 e z16

  • Firmware mínimo: PR/SM nível 7.0 (com suporte a IA e Crypto Express8S)

  • Fim do 31-bit puro: o z/OS 3.1 é 100% 64-bit, encerrando oficialmente a era do código 31-bit legacy.

  • LPARs: até 2.000 virtuais em sistemas de grande porte

  • Memória real: suporte a 32 TB por imagem z/OS

💬 Bellacosa Curiosity: A IBM internamente chamou o projeto do z/OS 3.1 de “Hermes”, o mensageiro dos deuses — porque o foco era justamente fazer o sistema conversar com tudo e todos, de CICS a cloud, de VSAM a containers.


🧩 O PR/SM 7.0 — cérebro dos cérebros

O Processor Resource/System Manager (PR/SM) ganhou uma das maiores evoluções desde o System/390.
Ele agora integra AI-Assisted Resource Balancing — um mecanismo cognitivo embutido no microcódigo que observa e aprende o comportamento das LPARs, redistribuindo ciclos de CPU conforme padrões históricos.

🔹 Novidades do PR/SM 7.0:

  • Redistribuição automática de créditos de CPU com base em Machine Learning.

  • Ajuste dinâmico de partições soft-capped sem necessidade de intervenção humana.

  • Métricas novas no RMF 79.3 e SMF 120.16, expondo o “score cognitivo” de eficiência por workload.

  • Suporte a fabricação dinâmica de processadores para testes (modo z16 T02+).

🧠 Easter Egg Bellacosa: o código interno de balanceamento do PR/SM 7.0 usa o nome “Athena” — em homenagem à deusa grega da sabedoria. Sim, o mainframe agora tem seu próprio oráculo interno.


💾 Memória e arquitetura — 64 bits, expandida e inteligente

O z/OS 3.1 expande e reorganiza profundamente as áreas de memória clássicas:
CSA, SQA, LPA e Pageable Link Pack foram redesenhadas para address spaces dinâmicos e compressão adaptativa.

ÁreaNovidade técnicaBenefício
CSA/SQACompressão adaptativa + expansão em tempo realReduz page faults em até 30%
LPALPA dinâmica + refresh sem IPLAtualizações “hot swap” de módulos
Private AreaSuporte a até 16 TBMenos swapping e I/O
Above BarGerenciamento automático via IAAlocação preditiva por workload

E, claro, o 64-bit only libera o z/OS de limitações antigas: todos os subsistemas agora são nativamente 64-bit, incluindo CICS, DB2, MQ e JES2.
Adeus “AMODE 31”. O futuro é amplo, literalmente.


⚙️ Softwares internos e stack IBM

O z/OS 3.1 é otimizado para o ecossistema z16 + IA, e veio afinado com as versões mais recentes:

ComponenteVersão recomendadaDestaques
CICS TS 6.1APIs RESTful nativas e Java 17 no z/OSSuporte a OpenAPI 3.1
DB2 13 for z/OSAprendizado de consultas via IA embutidaIndexação inteligente e SQL AI Insights
IMS 15.3APIs REST + integração com z/OS ConnectSimplificação de transações híbridas
MQ 9.3Suporte nativo a Kafka bridgeEnfileiramento híbrido
z/OSMF 3.1Totalmente redesenhado em React + REST APIPainéis cognitivos e monitoramento AI
RACFIntegração com MFA e OpenID ConnectLogon unificado e tokens JWT
zCX (z/OS Container Extensions)Nova engine OCIContainers Linux otimizados com zEDC e HiperSockets

Além disso, o z/OS Connect EE 3.1 transformou o mainframe em um hub de APIs REST JSON, expondo programas COBOL como microservices sem esforço.


🧬 Instruções de máquina — o poder do z16

O z/OS 3.1 tira proveito das instruções introduzidas com o processador do z16 (Telum), o primeiro chip mainframe com IA integrada on-chip.

Nova instruçãoFunçãoAplicação prática
AIMUL / AIDIVAI-assisted multiply/divideProcessamento vetorial para IA
PAI (Predictive AI Interface)Interface direta com o Telum AI CoreDiagnóstico de anomalias no tempo de execução
CIPHERXCriptografia quântica-ready (Q-safe)Preparação para pós-quantum cryptography
ZDEFLATE2Compressão inline 2.0Otimiza datasets VSAM e MQ sem zEDC overhead
BROADLOADCarga paralela em múltiplos registradoresMelhoria em Java JIT e C/C++

🧩 Fun fact: o Telum AI Core analisa em tempo real padrões de execução do sistema operacional, podendo prever deadlocks ou falhas de E/S antes que ocorram. O z/OS 3.1 é literalmente auto-protetor.


🤖 IA e automação embarcada

O coração do z/OS 3.1 é o IBM z/OS AI Framework — um conjunto de microagentes que monitoram o comportamento do sistema e sugerem (ou aplicam) ajustes automáticos:

  • WLM Advisor: ajusta metas de serviço com base no comportamento do sistema.

  • Health Checker AI Mode: detecta anomalias de forma preditiva.

  • JES2 Analytics: sugere tuning de classes e message routing.

  • Dataset Access Predictor: usa IA para identificar datasets “quentes” e sugerir caching.

E tudo isso é visível via o z/OSMF Cognitive Dashboard, com gráficos em tempo real e pontuação de “Saúde do Sistema”.


⚡ Créditos de CPU e WLM inteligente

O Workload Manager (WLM) recebeu um “upgrade cerebral”: agora, ele utiliza modelos de machine learning para entender a carga de trabalho em tempo real.

  • Ajuste dinâmico de pesos e metas sem intervenção humana.

  • Integração direta com SMF 98 para feedback contínuo.

  • Intelligent Resource Director (IRD 3.0): redistribuição cognitiva de créditos entre LPARs com base em padrões históricos.

O resultado?
Até 20% de eficiência extra em ambientes com workloads mistos (CICS + DB2 + zCX + batch).


🧠 Easter-eggs e curiosidades Bellacosa

💡 O z/OS 3.1 inclui um comando interno, usado em debug, chamado D AITHINK, que retorna métricas de “convergência cognitiva” — uma piada interna dos engenheiros do laboratório Poughkeepsie sobre “sistemas que pensam demais”.

💾 O arquivo de ajuda do z/OSMF 3.1 contém uma menção a “Blue Phoenix”, nome de código do protótipo do z/OS AI Framework.

🎹 E, claro, o JES2 foi apelidado internamente de “O maestro invisível” — em homenagem ao seu papel histórico de orquestrar o caos dos jobs desde o OS/360.


🔚 Conclusão — o mainframe entra na era cognitiva

O z/OS 3.1 é o mainframe autoconsciente.
Ele monitora, aprende, otimiza, protege e responde — tudo sem precisar acordar o sysprog às 3h da manhã (ok, quase sempre).
É o renascimento do z/OS como sistema operacional cognitivo, preparado para IA generativa, automação total e integração com qualquer nuvem.

O Sistema Operacional nunca foi tão inteligente.
E o Bellacosa Mainframe — claro — segue com o café na mão, observando o titã despertar. ☕💙


sábado, 16 de setembro de 2023

🥢 O Homem Herbívoro – Entre o Silêncio e o Suspiro da Nova Masculinidade Japonesa

Bellacosa Mainframe e o homem herbivoro


🥢 O Homem Herbívoro – Entre o Silêncio e o Suspiro da Nova Masculinidade Japonesa

por El Jefe – Bellacosa Mainframe Edition

Há quem diga que o Japão é um laboratório social do futuro — um lugar onde as tensões do mundo moderno se manifestam primeiro, em alta definição. Entre trens lotados, karaokês melancólicos e cafés temáticos, surge um novo personagem que desconcerta as gerações anteriores: o “homem herbívoro”, ou em japonês, “sōshoku danshi” (草食男子) — literalmente, homem que se alimenta de plantas.

Mas calma, padawan. Não estamos falando de dieta, e sim de comportamento.


🌿 Origem do termo

O termo nasceu por volta de 2006, cunhado pela escritora e analista cultural Maki Fukasawa. Ela observava uma geração de jovens japoneses que pareciam desinteressados nas caçadas tradicionais do amor e do poder — sem pressa para namorar, casar, ter filhos, subir na empresa ou dirigir um carro esportivo.

Enquanto os “carnívoros” da geração anterior lutavam por status e paixão, os herbívoros apenas... existiam.
Tranquilos. Neutros. Gentis.


🧠 O que está por trás disso

No Japão, as pressões sociais são brutais: trabalhar até tarde, agradar o chefe, seguir o manual invisível da etiqueta e ainda sustentar uma família num país caríssimo. A geração pós-bolha econômica cresceu vendo os pais exaustos, sem tempo, sem sonho e sem sorriso.

Então o homem herbívoro surge como um protesto silencioso.
Ele não rejeita o amor, mas não o busca a qualquer custo.
Ele não persegue o sucesso, prefere a estabilidade.
Ele não quer dominar, quer coexistir.

Em resumo: é o antídoto pacífico para o samurai corporativo.


💬 Curiosidades e fofoquices sociológicas

  • Em 2010, uma pesquisa do Japan Times revelou que mais de 60% dos jovens homens entre 20 e 30 anos se identificavam, de alguma forma, com o perfil herbívoro.

  • As mídias ocidentais torceram o nariz, chamando-os de “desinteressados” ou “infantis”, mas dentro do Japão, eles representam uma mudança cultural profunda: a recusa em ser o que o sistema exige.

  • Muitos animes e dramas começaram a retratar personagens masculinos introspectivos, tímidos, com alma sensível — de Shinji Ikari (Evangelion) a Hachiman Hikigaya (Oregairu). Coincidência? Talvez não.


🗾 História, sociedade e um toque zen

No fundo, o homem herbívoro não é novo.
Ele é o eco moderno do monge zen que renuncia às paixões mundanas, do samurai aposentado que medita diante do jardim seco, do poeta haiku que encontra beleza na impermanência.
A diferença é que agora ele vive em Tóquio, toma café gelado e posta fotos melancólicas no Instagram.


⚙️ Reflexão à la Bellacosa Mainframe

Talvez o herbívoro não seja um sinal de fraqueza, mas de adaptação.
Num mundo onde todos correm, ele caminha.
Num tempo em que todos gritam, ele observa.
Enquanto o sistema empurra o ser humano a ser “mais” — mais produtivo, mais viril, mais conectado — ele escolhe o “menos”.

E há algo de revolucionário nisso.
Afinal, o verdadeiro ato de rebeldia pode ser não competir.


☕ Dica do El Jefe

Na próxima vez que a rotina te devorar, faz um teste:
Desliga as notificações.
Olha pela janela.
Respira devagar.
Pensa menos em conquistar e mais em compreender.

Talvez o herbívoro que existe dentro de nós só esteja pedindo um pouco de silêncio.

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

🎌 Guia Bellacosa Avançado: Etiqueta Otaku no Japão

 


🎌 Guia Bellacosa Avançado: Etiqueta Otaku no Japão
🗾 Como não pagar mico em Akihabara, Comiket e outros santuários do fandom japonês!

Se o seu sonho é mergulhar no coração do universo otaku — andar por Akihabara, visitar maid cafés, participar da Comiket ou comprar doujinshi raros — parabéns, jovem padawan! 🌸
Mas cuidado: o Japão tem regras sociais próprias dentro do mundo otaku, e quem não entende essas regras pode virar meme internacional em 3... 2... 1...

Vamos aprender o código secreto da boa educação otaku japonesa — no estilo Bellacosa, divertido e cultural!


🏙️ 1. Akihabara não é parque temático — é um santuário urbano

Akihabara (秋葉原) é o “bairro elétrico”, cheio de lojas, cafés, fliperamas e tudo o que faz brilhar o coração otaku.
Mas lá, o comportamento deve ser respeitoso e discreto.

🚫 Não fotografe pessoas nas ruas, especialmente maid cafés.
As funcionárias não podem aparecer em fotos por política da casa.
📷 Se quiser uma foto, entre e pergunte — algumas oferecem photo set com preço fixo.

💡 Dica Bellacosa: os japoneses valorizam otakus silenciosos e apaixonados, não barulhentos e invasivos.


🍰 2. Maid Café: respeito é o verdadeiro charme

Nos maid cafés, as atendentes agem como personagens de anime, mas não é paquera real.
Elas fazem parte de um show lúdico — seja gentil, sorria e entre no clima, mas nunca toque, peça contatos ou tente continuar conversa fora dali.

🧁 Ao ir embora, diga:
“Gochisousama deshita, ojousama!” (Obrigado pela refeição, senhorita!)
É parte da brincadeira — e mostra que você entendeu o espírito do lugar.

🎀 Curiosidade Bellacosa:
As maids fazem poses de coração, falam fofinho e até cantam feitiços sobre sua comida (“moe moe kyun!”).
É teatro, não flerte. E você está ali como público educado.


📚 3. Comiket (Comic Market): sobrevivência e respeito

A Comiket é o maior evento otaku do planeta, realizado em Tóquio.
Milhares de fãs vendem e compram doujinshi (mangás independentes) — alguns de conteúdo adulto, mas com etiqueta rígida.

📏 Regras básicas:

  • Chegue cedo, mas não corra — é perigoso e malvisto.

  • Fila é sagrada. Espere calmamente, converse baixo e leve água e comida.

  • Não pegue doujinshi sem permissão.

  • Não fotografe artistas ou mesas sem perguntar.

💡 Dica Bellacosa: leve trocado (moedas e notas pequenas). A maioria dos artistas só aceita dinheiro vivo.

🎬 Curiosidade: muitos criadores famosos começaram na Comiket, incluindo autores de Evangelion, Touhou Project e Fate/Stay Night.


📀 4. Lojas de doujinshi e produtos “adultos”

Sim, elas existem — e são super organizadas.
Mas, diferentemente do Ocidente, o Japão trata o conteúdo adulto com discrição, não vulgaridade.

📚 Áreas “18+” são separadas, com sinalização clara.
Respeite os limites e nunca mexa sem intenção real de comprar.
E por favor, não ria, não tire foto e não aja como se estivesse em um zoológico cultural. 😅

💡 Bellacosa tip: curiosidade não é problema, mas maturidade é exigência.


🛍️ 5. Compras otaku — a arte da delicadeza

Ao comprar figures, CDs ou mangás, pegue com cuidado.
Não abra embalagens sem permissão.
Nas lojas japonesas, o funcionário sempre entrega o item com as duas mãos — faça o mesmo ao receber.

🎁 E não se espante se o vendedor agradecer cinco vezes — isso é normal!
Responda com um simples “Arigatou gozaimasu!” e um leve aceno.


🎭 6. Cosplay em eventos japoneses

O Japão leva cosplay tão a sério quanto o teatro Noh.
Você só pode se vestir nos vestiários oficiais (cosplay rooms), e deve trocar de roupa ali.
Circular de cosplay nas ruas é malvisto e até proibido em algumas cidades.

📸 Fotos?
Sempre peça antes de tirar: “Shashin totte mo ii desu ka?”
E devolva o favor elogiando: “Sugoi desu ne!”

💡 Curiosidade: no Japão, o respeito pelo personagem é sagrado — nunca zombe de um cosplay, mesmo se for simples.


🎤 7. Eventos com Seiyuu, Idols e Shows

Fãs japoneses seguem coreografias de torcida (wotagei) com disciplina de samurai.
Nada de empurrar, gritar ou tentar invadir o palco.
Leve sua penlight (luzinha) e siga o ritmo da multidão — é quase uma dança ritual.

🚫 Jamais tente tocar ou se aproximar de um idol.
No Japão, a distância física é parte do respeito e da fantasia.


🧘‍♂️ 8. O Zen do Fã Japonês

O fã japonês observa mais do que fala.
Não é vergonha ser calado — é virtude.
Eles expressam paixão com coleções, silêncio respeitoso e participação discreta.

💡 Dica Bellacosa final: ser otaku no Japão é um ato de amor disciplinado.
O respeito é a verdadeira energia do fandom.


🗾 Resumo Bellacosa da Etiqueta Otaku Japonesa

SituaçãoO que fazerO que evitar
AkihabaraObservar, pedir permissãoFotografar sem consentimento
Maid CaféEntrar no clima respeitosamenteTocar ou paquerar
ComiketSeguir filas, levar trocadoCorrer, empurrar, fotografar artistas
CosplayTrocar roupa no local, pedir fotoCircular fantasiado na rua
Lojas AdultasSer discreto e maduroRir, comentar alto, tirar fotos
Shows/IdolsSeguir ritmo e regrasGritar, tocar, invadir palco

🌸 Comentário Bellacosa:
O Japão criou um equilíbrio mágico entre paixão e respeito.
Ser fã lá é viver um ritual — cada gesto, cada palavra e cada fila tem um propósito.

E no fim, padawan, ser um otaku bem-educado é o verdadeiro kaizen do fandom:

“Melhore um pouco a cada evento — e um dia você será um mestre da harmonia otaku.” 💮🇯🇵✨

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

☕💣 PADAWAN, SUA QUERY ACABOU DE DERRUBAR O CICS?

Bellacosa Mainframe e o padawan perigoso nas querys db2


☕💣 PADAWAN, SUA QUERY ACABOU DE DERRUBAR O CICS?

Como Escrever SELECTs Performáticos no DB2 for z/OS Sem Virar Inimigo do DBA

Existe um momento na vida de todo profissional Mainframe em que ele descobre uma verdade dolorosa:

A query funciona.

Mas a CPU não gosta dela.

O usuário não gosta dela.

O DBA não gosta dela.

E o gerente de produção definitivamente não gosta dela.

O iniciante normalmente pensa:

"Mas ela trouxe o resultado correto."

O DB2 pensa:

"Sim. Depois de ler 800 milhões de linhas."

É aí que nasce a diferença entre um programador SQL e um especialista em performance DB2.

Hoje vamos aprender como analisar uma consulta SQL antes que ela se transforme em um incidente de produção.

Prepare seu café.

Vamos conversar sobre CPU, índices, Access Path e sobrevivência corporativa.


O PRIMEIRO MANDAMENTO

Nunca confie numa query apenas porque ela funciona

Muitos iniciantes executam:

SELECT *
FROM CLIENTES
WHERE CPF='12345678900';

O resultado aparece instantaneamente no ambiente de testes.

Eles ficam felizes.

Mas esquecem que:

  • Teste possui poucos registros

  • Produção possui bilhões

  • Teste tem poucos usuários

  • Produção tem milhares

Uma query aparentemente inocente pode consumir milhares de segundos de CPU diariamente.


PASSO 1 — APRENDA A LER O EXPLAIN

O EXPLAIN é o raio-x da consulta.

Antes de colocar qualquer SQL importante em produção execute:

EXPLAIN PLAN SET QUERYNO = 1001
FOR
SELECT ...

O DB2 gravará informações em tabelas como:

  • PLAN_TABLE

  • DSN_STATEMNT_TABLE

  • DSN_FUNCTION_TABLE

Ali está a verdade.

Não a opinião do desenvolvedor.


PASSO 2 — DESCUBRA O ACCESS PATH

O Access Path é a rota escolhida pelo otimizador.

Você quer ver algo parecido com:

MATCHCOLS = 3
ACCESS = I
INDEX ONLY = Y

Ou seja:

  • usando índice

  • poucas leituras

  • acesso eficiente

Você NÃO quer encontrar:

ACCESS = R

ou

TABLESPACE SCAN

Isso significa:

"Vou ler tudo."

É como procurar um CPF lendo uma lista telefônica inteira.


PASSO 3 — OLHE O MATCHCOLS

Padawan, grave isso.

MATCHCOLS é uma das colunas mais importantes do EXPLAIN.

Suponha índice:

IX01

CPF
AGENCIA
CONTA

Consulta:

WHERE CPF = ?

MATCHCOLS = 1

Excelente.


Consulta:

WHERE CPF = ?
AND AGENCIA = ?

MATCHCOLS = 2

Melhor ainda.


Consulta:

WHERE AGENCIA = ?

MATCHCOLS = 0

Problema.

O DB2 não consegue aproveitar o início do índice.


PASSO 4 — ANALISE A FILTRAGEM

O índice deve reduzir o universo de dados.

Imagine:

Tabela:

100 milhões de linhas

Cláusula:

WHERE SEXO='M'

Se 50 milhões possuem M.

O filtro é ruim.


Agora:

WHERE CPF='12345678900'

Retorna uma linha.

Excelente seletividade.

Quanto mais seletivo, melhor.


PASSO 5 — CUIDADO COM O LIKE

Boa consulta:

WHERE NOME LIKE 'CARLOS%'

Pode utilizar índice.


Consulta perigosa:

WHERE NOME LIKE '%CARLOS%'

O DB2 normalmente perde o acesso direto.

Resultado:

CPU sobe.

GETPAGE sobe.

Tempo sobe.

O DBA chora.


PASSO 6 — EVITE FUNÇÕES NA COLUNA INDEXADA

Ruim:

WHERE YEAR(DATA_NASCIMENTO)=2025

O índice pode ser ignorado.

Melhor:

WHERE DATA_NASCIMENTO
BETWEEN '2025-01-01'
AND '2025-12-31'

Agora o índice pode ser explorado.


PASSO 7 — NÃO USE SELECT *

Erro clássico:

SELECT *
FROM CLIENTES

O DB2 buscará tudo.

Inclusive colunas que você não precisa.

Melhor:

SELECT
CPF,
NOME,
LIMITE
FROM CLIENTES

Menos I/O.

Menos CPU.

Menos rede.

Menos buffer pool.


PASSO 8 — DESCUBRA SE O ÍNDICE É BOM

Pergunte:

Ele atende o WHERE?

Exemplo:

WHERE CPF=?

Índice:

CPF

Excelente.


Ele atende ORDER BY?

Consulta:

WHERE CPF=?
ORDER BY DATA

Índice:

CPF
DATA

Excelente.

Pode eliminar SORT.


Ele atende JOIN?

Consulta:

CLIENTE.ID
=
PEDIDO.ID_CLIENTE

A coluna do JOIN deveria estar indexada.


PASSO 9 — PROCURE SORTS DESNECESSÁRIOS

O SORT é um consumidor profissional de CPU.

Se aparecer:

SORTN_ORDERBY = Y

investigue.

Talvez um índice resolva.


PASSO 10 — ANALISE O CUSTO ESTIMADO

DB2 12 e DB2 13 fornecem estimativas importantes.

Observe principalmente:

TOTAL_COST
CPU_COST
IO_COST

Ferramentas como:

  • Data Studio

  • Optim Query Workload Tuner

  • IBM Data Server Manager

mostram essas informações de forma amigável.

CPU_COST elevado é sinal de atenção.


PASSO 11 — OLHE OS GETPAGES

DBAs experientes adoram GETPAGE.

Porque ele mostra quantas páginas serão lidas.

Exemplo:

GETPAGE = 100

Ótimo.


GETPAGE = 8.000.000

Hora de revisar a query.


PASSO 12 — VERIFIQUE RUNSTATS

Às vezes a query é boa.

O índice é bom.

Mas as estatísticas são ruins.

Verifique:

RUNSTATS atualizado?

Sem estatísticas confiáveis o otimizador toma decisões erradas.


PASSO 13 — REORG IMPORTA

Um índice pode existir.

Mas estar fragmentado.

Nesse cenário:

  • mais I/O

  • mais CPU

  • mais elapsed time

REORG continua sendo um dos melhores amigos da performance.


PASSO 14 — CUIDADO COM O ONLINE

Batch e Online são mundos diferentes.

No Batch:

5 segundos

Pode ser aceitável.

No Online:

5 segundos

Pode ser uma catástrofe.

Imagine:

1000 usuários simultâneos.

Cada um executando uma query de 5 segundos.

O gargalo nasce rapidamente.


PASSO 15 — A REGRA DE OURO DO PADAWAN

Antes de promover uma query para produção pergunte:

✅ Existe índice?

✅ O índice é utilizado?

✅ O MATCHCOLS é bom?

✅ Existe TABLESPACE SCAN?

✅ Existe SORT desnecessário?

✅ O filtro é seletivo?

✅ Os RUNSTATS estão atualizados?

✅ O GETPAGE está razoável?

✅ O CPU_COST parece aceitável?

✅ O tempo de resposta atende o SLA?

Se alguma resposta for não...

Volte para a oficina.


O SEGREDO DOS MESTRES DB2

Programadores iniciantes escrevem SQL.

Programadores experientes analisam EXPLAIN.

Especialistas DB2 pensam como o otimizador.

Quando você começa a prever qual índice será utilizado, qual access path será escolhido e qual será o impacto em CPU antes mesmo de executar a query, você deixa de ser apenas um desenvolvedor.

Você começa a enxergar o banco pelos olhos do DB2.

E é nesse momento que o Padawan se aproxima do nível Jedi Mainframe.

Porque no universo do DB2, o objetivo não é apenas retornar dados.

O objetivo é retornar dados rapidamente, consumindo o mínimo possível de CPU, evitando filas no CICS, gargalos no DDF, explosões de GETPAGE e telefonemas desesperados da equipe de produção às duas da manhã.

Que a Força do Access Path esteja com você.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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