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domingo, 10 de julho de 2016

BR 381 Viagem noturna rumo a Itatiba


Um Café no Bellacosa Mainframe

🌙 BR-381 — Uma Viagem Noturna Rumo a Itatiba

Às vezes não é preciso viajar para muito longe para descobrir uma estrada nova. Basta voltar para casa por um caminho diferente.

Era noite e estávamos voltando para Itatiba depois de um domingo muito agradável em família, na Vila Rio Branco, região da Penha, em São Paulo.

Normalmente, minhas viagens para São Paulo tinham um roteiro praticamente automático. Na hora de voltar para casa, o caminho era quase sempre o mesmo: pegar a Rodovia dos Bandeirantes e seguir rumo ao interior.

Era a nossa rota conhecida.

Mas naquele domingo a geografia tinha outros planos.


🎂 Um dia especial em família

Havíamos ido até a Vila Rio Branco para comemorar o aniversário da Dona Anna, cercados de primos, tios, tias e daquela movimentação típica de uma reunião familiar.

E havia um detalhe especialmente bonito naquele encontro.

Juliana era confeiteira.

Dona Anna também havia sido confeiteira.

Assim, de certa maneira, duas gerações que conheciam muito bem farinha, açúcar, recheios, coberturas e a arte de transformar ingredientes em momentos felizes estavam se encontrando naquele aniversário.

Juliana resolveu presenteá-la da melhor maneira possível: preparando um belíssimo e delicioso bolo de aniversário.

Não era apenas um bolo comprado a caminho da festa.

Havia trabalho, conhecimento e carinho ali.

Uma confeiteira presenteando outra confeiteira.

E talvez apenas quem já trabalhou com isso consiga olhar para um bolo e perceber tudo aquilo que existe por trás dele: preparação, técnica, paciência, decoração e aquela inevitável expectativa de descobrir se todos irão gostar.

Gostaram.

Depois de um dia gostoso em família, chegou a inevitável hora de retornar para Itatiba.


🚗 O Pretinho estava pronto

Nosso companheiro daquela noite era o famoso Pretinho, nosso New Fiesta 2013.

E quem estava pilotando era a Juliana.

Só que havia uma pequena questão de logística.

Estávamos na região da Penha.

Voltar para o caminho tradicional e procurar a Bandeirantes não parecia fazer muito sentido.

Foi quando apareceu o argumento:

— Estamos praticamente do lado da Fernão Dias...

E contra a geografia fica difícil discutir.

😂

A BR-381 — Rodovia Fernão Dias oferecia um caminho muito mais lógico para quem estava saindo daquela região de São Paulo rumo a Itatiba.

Então, por que não?



🛣️ Vamos voltar pela Fernão Dias!

Hoje parece uma decisão absolutamente banal.

Coloque a rota no GPS e pronto.

Mas naquele momento havia um ingrediente que fazia toda a diferença:

não estávamos acostumados a fazer aquele caminho.

E isso transformou o retorno para casa numa pequena exploração.

Juliana pilotava o Pretinho enquanto avançávamos pela Fernão Dias.

A estrada era diferente.

As curvas eram diferentes.

Os acessos eram diferentes.

As referências eram diferentes.

Até as luzes pareciam diferentes.

Quando você dirige repetidamente pela mesma rodovia, o cérebro começa a apagar parte da viagem. Pontes, placas, curvas e saídas tornam-se referências automáticas.

Você praticamente sabe o que encontrará alguns quilômetros adiante.

Naquela noite não.

Tudo precisava ser observado.

🌃 Uma estrada conhecida por milhares — desconhecida para nós

Havia as luzes dos veículos vindo no sentido contrário.

Faróis surgiam nas curvas, aproximavam-se e desapareciam rapidamente atrás de nós.

As lanternas vermelhas dos carros à frente formavam pequenas linhas luminosas acompanhando o desenho da rodovia.

Placas refletivas surgiam repentinamente na escuridão.

Viadutos, acessos, postos e cidades apareciam como pequenas ilhas iluminadas no meio da noite.

E dentro do Pretinho havia aquele brilho característico do painel.

É curioso como uma viagem noturna muda completamente uma estrada.

Durante o dia enxergamos montanhas, construções, árvores, bairros e horizontes.

À noite o mundo fica reduzido àquilo que os faróis permitem descobrir.

Existe quase uma sensação de exploração.

A estrada vai sendo revelada alguns metros de cada vez.

🗺️ O prazer de sair da rota habitual

Não estávamos indo para nenhum lugar desconhecido.

Nosso destino era simplesmente casa.

Itatiba.

Mas havíamos mudado uma variável.

A rota.

E isso foi suficiente para transformar um deslocamento cotidiano em uma pequena aventura.

Talvez seja uma das coisas de que mais gosto em viajar.

Nem sempre precisamos atravessar oceanos ou visitar lugares extraordinários.

Às vezes basta fazer algo simples:

seguir por uma estrada pela qual normalmente não passaríamos.

A Fernão Dias, utilizada diariamente por milhares de motoristas, naquela noite era novidade para nós.

Cada curva despertava curiosidade.

Cada conjunto de luzes parecia anunciar alguma coisa.

E Juliana seguia pilotando o Pretinho enquanto eu aproveitava aquela experiência diferente.

❤️ Voltávamos felizes

Talvez a estrada também tenha ficado bonita porque nós estávamos felizes.

O dia havia sido bom.

Tínhamos passado algumas horas agradáveis com a família.

Havíamos comemorado mais um aniversário da Dona Anna.

Juliana tinha levado seu bolo.

Uma confeiteira havia presenteado outra confeiteira.

As conversas, os encontros, o parabéns e aquela pequena bagunça familiar tinham ficado para trás.

Agora restava o silêncio relativo da estrada.

O ronco do motor.

Os pneus tocando o asfalto.

As luzes passando pelas janelas.

E Itatiba esperando alguns quilômetros adiante.

🌙 Uma viagem que não deveria ter sido memorável

O mais curioso é justamente isso.

Não aconteceu nada extraordinário.

Não tivemos uma grande aventura.

Não nos perdemos.

Não houve tempestade.

Não houve pane.

Não encontramos nada espetacular pelo caminho.

Simplesmente voltamos para casa por uma estrada diferente.

E foi suficiente.

Porque memória não funciona segundo uma tabela de importância.

Existem acontecimentos enormes dos quais esquecemos detalhes poucos anos depois.

E existem noites absolutamente comuns que permanecem guardadas durante décadas.

Esta foi uma delas.

Uma noite de 2016.

Juliana pilotando o Pretinho.

O New Fiesta avançando pela BR-381.

As luzes dos carros.

O traçado desconhecido.

A sensação de explorar.

E nós dois voltando para Itatiba depois de um domingo feliz em família.

Talvez viajar seja exatamente isso.

Não apenas chegar a lugares novos.

Mas continuar sendo capaz de olhar para um caminho diferente e pensar:

“Vamos por aqui desta vez.”

E descobrir que até o caminho de casa ainda pode guardar uma pequena aventura.

Bellacosa Mainframe — porque algumas memórias ficam armazenadas durante anos, esperando apenas o JOB certo para voltar a executar.

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Domingo delicioso passado na Vila Rio Branco


Tivemos um otimo domingo que passamos juntos a família, curtindo todos os primos, tios e tias no aniversario da Vovo Anna.



No retorno a Itatiba para evitar a porcaria da marginal Tiete com velocidade reduzida, optamos por vir via Fernão Dias.

Foi uma delicia experimentar a estrada a noite, ver as luzes do painel e os carros no sentido contrario chegando a São Paulo.

Sintam a emoção de dirigir a noite numa estrada sinuosa e cheia de surpresas.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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