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quinta-feira, 11 de junho de 2026

☕💣🚀 PADAWAN, TESTAR COBOL NÃO É DESCONFIAR DO PROGRAMA. É DESCONFIAR DE SI MESMO!

Bellacosa Mainframe e tecnicas e ferramentas de teste automatizado em ibm mainframe

☕💣🚀 PADAWAN, TESTAR COBOL NÃO É DESCONFIAR DO PROGRAMA. É DESCONFIAR DE SI MESMO!

A Arte Esquecida dos Testes no IBM Mainframe

Existe uma crença antiga nos corredores dos CPDs:

"Se compilou sem erro e rodou em produção, então está certo."

Foi exatamente esse tipo de pensamento que produziu alguns dos maiores incidentes da história da computação corporativa.

No mundo Mainframe, um erro não afeta apenas um usuário.

Pode afetar:

  • milhões de contas bancárias

  • faturamento de operadoras

  • pagamento de aposentadorias

  • processamento de cartões

  • sistemas governamentais

Por isso, testar COBOL nunca foi opcional.

Sempre foi sobrevivência.

O curioso é que durante décadas o programador COBOL executava testes praticamente de forma artesanal:

  1. Criava um arquivo de teste

  2. Submetia um JOB

  3. Esperava terminar

  4. Analisava SYSOUT

  5. Corrigia

  6. Repetia

Hoje o cenário mudou radicalmente.

Temos frameworks modernos, automação, DevOps, CI/CD e até testes unitários para COBOL.

Sim.

Você leu corretamente.

Testes unitários para COBOL.


Como Pensar em Testes COBOL

Antes das ferramentas, precisamos entender os níveis de teste.

1. Teste Unitário

Valida apenas uma rotina.

Exemplo:

Programa calcula juros.

Entrada:

VALOR = 1000
TAXA  = 10

Saída esperada:

1100

Nada de arquivos.

Nada de DB2.

Nada de CICS.

Somente lógica.


2. Teste de Integração

Valida interação entre componentes.

Exemplo:

COBOL
 ↓
DB2
 ↓
MQ
 ↓
Outro Sistema

Aqui os problemas aparecem.

A lógica funciona.

A integração não.


3. Teste de Sistema

Avalia o fluxo completo.

Exemplo:

Tela CICS
 ↓
COBOL
 ↓
DB2
 ↓
IMS
 ↓
MQ

Tudo junto.

Como acontece na produção.


4. Teste de Regressão

O mais importante.

Você altera uma linha.

Precisa garantir que não destruiu outras 500 funcionalidades.

É aqui que a automação brilha.


Ferramenta 1 — IBM ZUnit

A joia da coroa da IBM.

ZUnit é o framework oficial de testes unitários para COBOL.

Foi criado para trazer ao Mainframe conceitos comuns em Java e .NET.

Zunit - https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2021/05/padawan-o-zunit-e-o-momento-em-que-o.html 

Vantagens

✔ Teste automatizado

✔ Integrado ao IDz

✔ Repetível

✔ Excelente para DevOps

✔ Integração com pipelines


Desvantagens

✘ Curva de aprendizado

✘ Dependência do ecossistema IBM

✘ Nem sempre simples para programas antigos


Exemplo Prático com ZUnit

Suponha o programa:

IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. CALCJURO.

COMPUTE VALOR-FINAL =
        VALOR + (VALOR * TAXA / 100).

Passo 1

Abrir IDz.


Passo 2

Criar projeto ZUnit.

File
  New
    ZUnit Test Case

Passo 3

Selecionar programa COBOL.

CALCJURO

Passo 4

Definir entrada.

VALOR = 1000
TAXA  = 10

Passo 5

Definir saída esperada.

1100

Passo 6

Executar.

Run As
   ZUnit Test

Resultado:

PASS

ou

FAIL

Ferramenta 2 — IBM COBOL Check: Encontrando Defeitos Antes da Execução

Antes de executar qualquer teste, existe uma etapa ainda mais inteligente.

A análise estática.

É aqui que entra o IBM COBOL Check.

IBM Cobol Check - https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/06/ibm-cobol-check-ferramenta-que-trouxe.html

O Que É?

O COBOL Check examina o código-fonte procurando defeitos potenciais sem executar uma única instrução.

Ele atua como um inspetor de qualidade automatizado.

Enquanto o ZUnit pergunta:

"O programa funciona?"

O COBOL Check pergunta:

"Existe algo suspeito neste código?"


Problemas Detectados

Variáveis Não Inicializadas

01 WS-TOTAL PIC 9(05).

ADD 100 TO WS-TOTAL.

O campo recebeu valor antes?

Talvez não.


Índices Fora da Faixa

MOVE 150 TO WS-INDICE.

MOVE 'ABC' TO WS-DADO(WS-INDICE).

Tabela com apenas 100 ocorrências.

Possível S0C4.


Código Morto

STOP RUN.

DISPLAY 'NUNCA EXECUTA'

Trecho inalcançável.


Condições Impossíveis

IF VALOR > 100
AND VALOR < 50

Nunca será verdadeiro.


Possíveis S0C7

MOVE 'ABCDE' TO CAMPO-NUMERICO.

ADD 1 TO CAMPO-NUMERICO.

Compila.

Mas pode explodir em produção.


Vantagens do COBOL Check

✔ Não precisa executar o programa

✔ Automatizável

✔ Excelente para DevOps

✔ Descobre defeitos cedo

✔ Padronização corporativa


Desvantagens

✘ Não substitui testes

✘ Pode gerar falsos positivos

✘ Requer parametrização adequada


Ferramenta 3 — IBM Debug Tool

Muita gente acha que Debug Tool serve apenas para depuração.

Errado.

Ele também é excelente para validação de comportamento.

Vantagens

✔ Sem alterar código

✔ Breakpoints

✔ Análise em tempo real

✔ Visualização de variáveis


Desvantagens

✘ Não substitui testes automatizados

✘ Processo mais manual


Exemplo

Interceptar:

COMPUTE TOTAL = A + B

Durante execução:

AT LINE 125
DISPLAY TOTAL

Verificando se:

10 + 15 = 25

Ferramenta 4 — File-AID

Uma das ferramentas mais usadas para testes.

Principalmente em ambientes bancários.

O que faz?

Criação de massa de testes.

Manipulação de arquivos.

Comparação de resultados.


Exemplo

Criar arquivo VSAM contendo:

CLIENTE 001
CLIENTE 002
CLIENTE 003

Executar programa.

Comparar resultado.


Vantagens

✔ Rápido

✔ Simples

✔ Excelente para testes batch


Desvantagens

✘ Não executa lógica unitária

✘ Foco em dados


Ferramenta 5 — Xpediter

O lendário depurador da Compuware/BMC.

Praticamente um microscópio para COBOL.

Permite

  • Breakpoints

  • Alteração dinâmica

  • Rastreamento

  • Simulação


Vantagens

✔ Muito poderoso

✔ Excelente para programas complexos

✔ Integração com CICS


Desvantagens

✘ Licenciamento

✘ Excesso de recursos para iniciantes


Ferramenta 6 — Abend-AID

Não é exatamente uma ferramenta de testes.

Mas salva vidas.

Quando ocorre:

S0C7

ou

S0C4

Ela mostra:

  • linha exata

  • variável envolvida

  • conteúdo dos campos


Vantagens

✔ Diagnóstico rápido

✔ Redução de MTTR

✔ Histórico de falhas


Desvantagens

✘ Atua após o erro

✘ Não evita defeitos


Técnica Clássica: Golden File

Uma das técnicas mais usadas em Mainframe.

Executa-se um programa conhecido.

Resultado esperado:

ARQ-OK

Depois da alteração:

ARQ-NOVO

Comparação:

SUPERC

ou

File-AID Compare

Se forem idênticos:

TESTE APROVADO

Técnica Moderna: Mocking

Muito usada com ZUnit.

Imagine:

SELECT CLIENTE
       ASSIGN TO VSAMCLI.

Em vez de acessar VSAM real:

VSAM MOCK

Resultado:

  • teste rápido

  • sem riscos

  • repetível


Técnica de Cobertura

Pergunta simples:

Quanto do programa foi realmente executado?

Muitos acreditam:

Teste passou

Logo:

Programa está correto

Não necessariamente.

Você pode ter testado apenas 20% dos caminhos.

Ferramentas modernas ajudam a medir cobertura.


Curiosidades Históricas

COBOL já tinha testes antes da moda

Décadas antes de JUnit existir:

Programadores Mainframe já criavam:

ARQTEST1
ARQTEST2
ARQTEST3

Executando cenários controlados.

Na prática, eram testes unitários artesanais.


O custo do erro

Um defeito descoberto:

  • Durante codificação → custo 1x

  • Durante homologação → custo 10x

  • Em produção → custo 100x

Essa regra continua válida.


Grandes bancos executam milhões de testes

Em ambientes modernos de DevOps Mainframe, pipelines podem disparar milhares de testes automáticos a cada alteração de código COBOL.

O objetivo é simples:

Quebrar no laboratório para não quebrar na produção.


Dicas do Bellacosa

☕ Dica 1

Nunca teste apenas o cenário feliz.

Teste:

  • zeros

  • negativos

  • máximos

  • mínimos

  • espaços

  • nulos


☕ Dica 2

Todo S0C7 que chega em produção é um teste que faltou.


☕ Dica 3

Crie bibliotecas permanentes de massa de testes.

Economiza centenas de horas.


☕ Dica 4

Automatize tudo o que puder.

O programador esquece.

O script não.


☕ Dica 5

Sempre mantenha testes de regressão após correções.

O defeito corrigido hoje costuma reaparecer daqui seis meses.


Exemplo de Pipeline DevOps Mainframe

Git
 ↓
Commit
 ↓
Build COBOL
 ↓
ZUnit
 ↓
Análise de Qualidade
 ↓
Deploy Homologação
 ↓
Testes Integração
 ↓
Produção

Cada etapa reduz riscos.

Cada teste reduz surpresas.


Resumo Executivo

Testar COBOL em ambiente IBM Mainframe deixou de ser uma atividade manual e passou a ser parte fundamental da engenharia moderna de software. Ferramentas como IBM ZUnit, Debug Tool, File-AID, Xpediter e Abend-AID permitem validar lógica, criar massas de teste, depurar falhas e automatizar regressões. O segredo não está apenas na ferramenta, mas na disciplina de criar cenários abrangentes, automatizar execuções e manter uma suíte de testes confiável. No fim das contas, o verdadeiro profissional Mainframe não é aquele que nunca gera defeitos. É aquele que constrói mecanismos para encontrá-los antes que o cliente encontre primeiro.

☕💣🚀 PADAWAN, O TESTE NÃO EXISTE PARA PROVAR QUE SEU COBOL ESTÁ CERTO. ELE EXISTE PARA PROVAR QUANTAS MANEIRAS ELE AINDA TEM DE DAR ERRADO ANTES DA PRODUÇÃO DESCOBRIR!


segunda-feira, 8 de junho de 2026

IBM COBOL Check: A Ferramenta Que Trouxe Testes Unitários Modernos Para o Mundo do Mainframe

 

Bellacosa Mainframe e o IBM Cobol Check

☕💣🚀 OPERADOR, O COBOL GANHOU UM JUNIT!

IBM COBOL Check: A Ferramenta Que Trouxe Testes Unitários Modernos Para o Mundo do Mainframe

Se você trabalhou anos com COBOL, provavelmente já viveu esta situação:

Altera o programa
↓
Compila
↓
Executa o JCL
↓
Espera o batch
↓
Confere SYSOUT
↓
Descobre erro
↓
Volta para o início

Durante décadas essa foi a rotina natural do desenvolvedor Mainframe.

Enquanto isso, no mundo Java, C#, Python e JavaScript, os programadores criavam centenas de testes automatizados que validavam cada função antes mesmo do deploy.

Então surgiu uma pergunta:

"Por que COBOL não pode fazer o mesmo?"

Foi exatamente dessa necessidade que nasceu o COBOL Check.


O Que é o IBM COBOL Check?

O COBOL Check é um framework de testes unitários para COBOL inspirado diretamente em ferramentas como:

  • JUnit (Java)

  • NUnit (.NET)

  • PyTest (Python)

  • RSpec (Ruby)

Seu objetivo é permitir que desenvolvedores criem testes automatizados para programas COBOL de forma granular, validando regras de negócio sem depender de execuções batch completas. (GitHub)

Na prática, ele permite testar:

  • Parágrafos

  • Seções

  • Regras de negócio

  • Cálculos

  • Validações

  • Programas inteiros

Tudo de forma automatizada.


Quem Criou o COBOL Check?

Muita gente pensa que é um produto comercial da IBM.

Na realidade, o COBOL Check nasceu dentro do ecossistema do Open Mainframe Project, com apoio da comunidade Mainframe moderna e contribuições de empresas que utilizam COBOL em larga escala. (GitHub)

Seu propósito era resolver um problema antigo:

Como fazer microtestes em aplicações COBOL do mesmo modo que fazemos em Java?


Quando Foi Lançado?

O projeto apareceu publicamente no final da década de 2010 dentro do movimento de modernização DevOps para IBM Z.

Ele surgiu durante a onda de iniciativas Open Source voltadas ao Mainframe, juntamente com projetos como:

  • Zowe

  • IBM Z Open Editor

  • DBB

  • Galasa

e rapidamente ganhou destaque por trazer testes unitários para COBOL de forma simples. (GitHub)


O Problema Que Ele Resolve

Imagine um programa bancário.

CALCULA-JUROS.
    COMPUTE JUROS =
       SALDO * TAXA.

Sem testes unitários você normalmente:

  1. Compila.

  2. Executa JCL.

  3. Alimenta arquivos.

  4. Analisa relatórios.

  5. Verifica resultados.

Tudo isso para validar uma única regra.

Com COBOL Check você cria um teste automatizado.


A Grande Ideia

O conceito é exatamente o mesmo do JUnit.

Você cria:

Código

CALCULA-DESCONTO.

Teste

TEST-DESCONTO.

Execução

PASS

ou

FAIL

Simples assim.


Como Funciona Internamente?

O COBOL Check cria um ambiente de teste que:

  • Executa trechos específicos do programa

  • Injeta dados de entrada

  • Compara resultados

  • Gera relatórios

Ele também oferece suporte para:

  • Assertions

  • Stubs

  • Mocks

  • Verificação de chamadas

  • Relatórios JUnit XML

  • Relatórios HTML (GitHub)

Isso o aproxima bastante dos frameworks modernos.


Sistemas Suportados

O foco principal é:

IBM z/OS

Utilizando:

  • Enterprise COBOL

  • JCL

  • Ambientes tradicionais de produção

Também pode ser utilizado em ambientes modernos ligados ao ecossistema Open Mainframe.


Dependências

Uma instalação típica envolve:

Compilador COBOL

Normalmente:

  • Enterprise COBOL V5+

  • Enterprise COBOL V6+

Ambiente z/OS

  • TSO

  • ISPF

  • USS (quando aplicável)

Ferramentas modernas

Frequentemente combinado com:


Como Instalar

O processo varia conforme a empresa.

Em geral:

1. Obter o projeto

Disponível através do repositório oficial do Open Mainframe Project. (GitHub)

2. Fazer upload

Copiar os fontes para datasets do ambiente.

Exemplo:

USER.COBOLCHECK.SOURCE

3. Compilar

Executar os jobs de instalação.

//COMPILE EXEC IGYWCL

4. Configurar bibliotecas

Adicionar:

STEPLIB
SYSLIB
COPYLIB

5. Validar instalação

Executar os exemplos fornecidos.


Primeiro Exemplo Passo a Passo

Vamos criar algo simples.


Programa

IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. CALC01.

WORKING-STORAGE SECTION.
01 WS-VALOR PIC 9(5).
01 WS-DESCONTO PIC 9(5).

PROCEDURE DIVISION.

    COMPUTE WS-DESCONTO =
       WS-VALOR * 10 / 100.

    GOBACK.

Cenário de Teste

Queremos provar que:

1000 = 100 de desconto

Caso de Teste

MOVE 1000 TO WS-VALOR

PERFORM CALCULO

ASSERT WS-DESCONTO = 100

Resultado

TESTE 001
PASS

Testando Múltiplos Cenários

Você pode criar vários testes.

Caso 1

1000 -> 100

Caso 2

2000 -> 200

Caso 3

5000 -> 500

Resultado:

3 TESTS
3 PASSED

Assertions

Uma das partes mais importantes.

Exemplo:

ASSERT TRUE
ASSERT FALSE
ASSERT EQUAL
ASSERT NOT EQUAL

Muito parecido com:

assertEquals()
assertTrue()
assertFalse()

Mocks

Outro recurso extremamente poderoso.

Imagine um programa que acessa:

DB2
VSAM
IMS
MQ

Você não quer depender desses recursos durante o teste.

Então cria um Mock.


Exemplo Conceitual

Produção:

READ CLIENTE

Teste:

MOCK CLIENTE

Resultado:

CLIENTE SIMULADO

Sem acessar banco real.


Stubs

Parecido com Mock.

Você substitui componentes complexos por versões simplificadas.

Exemplo:

CONSULTA-SERASA

vira

CONSULTA-SERASA-STUB

Permitindo testes rápidos.


Relatórios

Após executar os testes você pode gerar:

HTML

PASS
FAIL
TOTAL

XML

Formato compatível com:

  • Jenkins

  • GitHub Actions

  • Azure DevOps

  • GitLab CI/CD (GitHub)


Integração com Jenkins

Fluxo clássico:

Git Commit
      ↓
Build
      ↓
COBOL Check
      ↓
Relatório
      ↓
Deploy

Se um teste falhar:

BUILD FAILED

Sem deploy.


Integração com Git

Imagine:

Pull Request

Antes da aprovação:

Executar COBOL Check

Resultado:

Todos os testes passaram

Só então ocorre o merge.


Benefícios Para Bancos

Os maiores usuários são:

  • Bancos

  • Seguradoras

  • Telecom

  • Governo

Porque possuem milhões de linhas COBOL.

Alterar uma linha sem proteção pode gerar:

S0C7
Abends
Valores incorretos
Erros financeiros

O COBOL Check reduz drasticamente esse risco.


Curiosidade #1

Muitos programadores COBOL experientes inicialmente desconfiaram da ideia.

A reação típica era:

"Teste unitário é coisa de Java."

Hoje isso mudou completamente.


Curiosidade #2

O projeto nasceu justamente porque ferramentas comerciais existentes geralmente testavam programas inteiros, mas não permitiam testar pequenos blocos de lógica com granularidade suficiente. (GitHub)


Curiosidade #3

Uma das metas do COBOL Check era incentivar melhores práticas de desenvolvimento, como:

  • Separação de responsabilidades

  • Modularização

  • Refatoração segura

Conceitos já populares no mundo Java. (GitHub)


Dicas de Ouro

Dica 1

Comece pelos cálculos.

São os testes mais fáceis.


Dica 2

Não tente cobrir o sistema inteiro.

Comece pelos módulos críticos.


Dica 3

Automatize tudo.

Teste manual não escala.


Dica 4

Integre com Jenkins.

O ganho de produtividade é enorme.


Dica 5

Execute testes a cada alteração.

Não espere a homologação.


Erros Comuns

Erro 1

Criar testes enormes.

Ruim:

Testar 20 regras juntas

Bom:

1 regra = 1 teste

Erro 2

Depender de dados reais.

Use mocks.


Erro 3

Não automatizar.

Se o teste depende de ação humana:

Você perdeu metade do benefício.

Easter Egg Mainframe ☕

Existe uma ironia divertida na história.

Durante décadas ouvimos:

"COBOL é antigo."

Mas hoje encontramos no mundo COBOL:

✅ Git

✅ VS Code

✅ Pipelines CI/CD

✅ DevOps

✅ Open Source

✅ APIs REST

✅ Containers

✅ Testes Unitários

✅ Inteligência Artificial

Enquanto muitos sistemas "modernos" desaparecem após poucos anos, aplicações COBOL escritas nos anos 70 continuam processando bilhões de dólares diariamente.

O COBOL Check é um símbolo dessa evolução.

Ele mostra que o Mainframe não ficou parado no tempo.

Pelo contrário.

O gigante apenas incorporou as melhores ideias do desenvolvimento moderno sem abrir mão da estabilidade que o tornou lendário.


Conclusão

O COBOL Check representa uma das iniciativas mais importantes da modernização do desenvolvimento Mainframe.

Ele trouxe para o COBOL conceitos consagrados por ferramentas como JUnit, permitindo:

  • Testes unitários automatizados

  • Mocks e Stubs

  • Relatórios HTML e XML

  • Integração com CI/CD

  • Maior qualidade de código

  • Refatoração segura

  • Menor risco em produção (GitHub)

No estilo Bellacosa Mainframe, podemos resumir assim:

O COBOL Check é a prova definitiva de que o COBOL não ficou preso ao passado. O gigante aprendeu a testar como os sistemas modernos, mas continua entregando a confiabilidade que mantém bancos, governos e grandes empresas funcionando todos os dias. ☕💣🚀