Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta JDBC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta JDBC. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Java no IBM Z: Como Java Conversa com COBOL, DB2, CICS e o Mundo Mainframe na Prática

 

Bellacosa Mainframe como java conversa com o mainframe

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Java no IBM Z: Como Java Conversa com COBOL, DB2, CICS e o Mundo Mainframe na Prática

"O Java não chegou para substituir o COBOL. Ele chegou para conversar com ele."

Existe uma lenda que circula há muitos anos entre profissionais de TI.

Ela diz que existem dois mundos completamente diferentes.

De um lado está o mundo Mainframe.

Do outro está o mundo Java.

Na realidade... isso nunca foi verdade.

Hoje, milhares de bancos, seguradoras, governos e bolsas de valores executam aplicações onde Java, COBOL, CICS, DB2, MQ, z/OS Connect e APIs REST trabalham juntos no mesmo IBM Z.

A pergunta deixou de ser:

"Java ou COBOL?"

e passou a ser:

"Como fazer ambos trabalharem juntos?"

Pegue seu café porque hoje vamos abrir a tampa do motor do IBM Z.


A chegada do Java ao Mainframe

Quando Java apareceu em 1995, muitos profissionais de Mainframe olharam com desconfiança.

"Uma linguagem interpretada?"

"Rodando em máquina virtual?"

"Orientada a objetos?"

Parecia impossível competir com COBOL compilado.

Mas havia um detalhe importante.

Java tinha uma vantagem gigantesca.

Escrever uma vez, executar em qualquer lugar

A JVM (Java Virtual Machine) permitia que o mesmo programa funcionasse em:

  • Windows

  • Linux

  • Unix

  • AIX

  • IBM Z

A IBM rapidamente percebeu que clientes desejariam executar Java perto dos dados.

E onde estavam os dados?

No DB2.

No VSAM.

No IMS.

No CICS.

No MQ.

Ou seja...

Java precisava ir até o Mainframe.

Não fazia sentido mover bilhões de registros para outro servidor.

Muito mais eficiente era mover o processamento.


O nascimento do Java no z/OS

A IBM portou a JVM para o z/OS.

Depois vieram:

  • IBM SDK for Java

  • JZOS

  • JDBC para DB2

  • CICS Java

  • Liberty

  • WebSphere

  • OpenJ9 JVM

Hoje Java é cidadão de primeira classe dentro do IBM Z.


A arquitetura moderna

Imagine um banco.

Cliente Web

      │

 REST API

      │

 Liberty

      │

 Java

      │

 JDBC

      │

 DB2

Agora imagine outro fluxo.

Cliente

↓

CICS

↓

Programa Java

↓

Programa COBOL

↓

DB2

Ou ainda

Java

↓

MQ

↓

COBOL

↓

IMS

Ou

Java

↓

z/OS Connect

↓

CICS

↓

COBOL

↓

VSAM

Perceba.

O Java raramente trabalha sozinho.

Ele normalmente atua como a camada de integração.


JDBC

JDBC significa:

Java Database Connectivity

É a API padrão do Java para conversar com bancos de dados.

No Mainframe ela conversa principalmente com o DB2.


Exemplo

Connection conn =
DriverManager.getConnection(
"jdbc:db2://servidor:446/BANCO",
"usuario",
"senha");

A partir daí...

PreparedStatement ps =
conn.prepareStatement(
"SELECT NOME,SALDO FROM CLIENTE WHERE ID=?");
ps.setInt(1,100);
ResultSet rs = ps.executeQuery();

Enquanto houver registros

while(rs.next()){

System.out.println(
rs.getString("NOME"));

}

Isso parece simples.

Mas por trás existe uma enorme infraestrutura.


O Driver JDBC

O Driver JDBC entende dois idiomas.

Ele fala Java.

E fala DB2.

É literalmente um tradutor.

Java

↓

Driver JDBC

↓

DRDA

↓

DB2

O desenvolvedor escreve SQL.

O Driver transforma isso em chamadas compreendidas pelo DB2.


O Prepared Statement

No Mainframe quase nunca usamos:

Statement

Preferimos:

PreparedStatement

Por quê?

Porque:

  • reutiliza plano de acesso

  • melhora performance

  • evita SQL Injection

  • reduz parsing

Exemplo

SELECT *
FROM CLIENTE
WHERE CPF=?

O ponto de interrogação representa um parâmetro.


Como Java conversa com DB2

Internamente ocorre algo semelhante.

Java

↓

JDBC

↓

DRDA

↓

DB2 Thread

↓

Buffer Pool

↓

Tablespace

O Java nunca lê páginas do banco.

Quem faz isso é o DB2.


Como COBOL acessa DB2

No COBOL usamos:

EXEC SQL

SELECT NOME

INTO :WS-NOME

FROM CLIENTE

END-EXEC.

No Java:

String nome=
rs.getString("NOME");

O objetivo é exatamente o mesmo.

A tecnologia muda.


Conversão de tipos

Essa é uma das maiores dúvidas.

Como converter tipos COBOL para Java?

COBOL

PIC X(30)

Java

String

COBOL

PIC X

Java

char

ou

String

COBOL

PIC 9(4)

Java

int

COBOL

PIC 9(9)

Java

long

COBOL

PIC S9(9)V99 COMP-3

Java

BigDecimal

Nunca utilize:

double

para dinheiro.

Sempre:

BigDecimal

Datas

COBOL

PIC X(10)

2026-07-01

Java

LocalDate

ou

LocalDateTime

Boolean

COBOL tradicional não possui boolean.

Normalmente usa:

"S"

"N"

ou

1

0

No Java

boolean

Estruturas COBOL

Imagine

01 CLIENTE.

   05 ID.

   05 NOME.

   05 SALDO.

No Java

class Cliente{

int id;

String nome;

BigDecimal saldo;

}

Observe a semelhança.

O Java apenas encapsula os dados dentro de uma classe.


OO versus Procedural

COBOL

LER CLIENTE

↓

VALIDAR

↓

ATUALIZAR

↓

GRAVAR

Fluxo procedural.


Java

Cliente

↓

objeto

↓

métodos

↓

atributos

Em vez de funções espalhadas,

o comportamento fica dentro do objeto.


Classe

public class Cliente{

private String nome;

private BigDecimal saldo;

public void sacar(){

}

}

A classe reúne:

  • dados

  • comportamento


O que seria uma estrutura COBOL equivalente?

WORKING-STORAGE

↓

PROCEDURE DIVISION

↓

PARÁGRAFOS

A ideia é semelhante.

Só muda a organização.


Como Java chama COBOL?

Existem diversas formas.

CICS

Java

↓

EXEC CICS LINK

↓

Programa COBOL

JNI

Java pode chamar código nativo.


MQ

Java envia mensagem.

COBOL recebe.


REST

Java chama uma API exposta pelo COBOL.


Stored Procedures

DB2 executa procedimento COBOL.

Java apenas chama.


CICS

Imagine um caixa eletrônico.

O Java recebe uma requisição REST.

POST

/saque

Java valida.

Depois

EXEC CICS LINK

para

SAQ001

escrito em COBOL.

O COBOL atualiza saldo.

Retorna.

Java transforma em JSON.

Cliente recebe resposta.

Tudo acontece em poucos milissegundos.


JSON

O Java trabalha naturalmente com JSON.

Exemplo

{
 "id":100,
 "nome":"Maria",
 "saldo":2500
}

Classe

Cliente

Bibliotecas como Jackson fazem:

Objeto

JSON

e

JSON

Objeto

automaticamente.


XML

Antes do JSON predominava XML.

<cliente>

<nome>Maria</nome>

</cliente>

Ainda muito utilizado em:

SOAP

WebServices

Integrações legadas.


Conversão COBOL para JSON

Suponha

01 CLIENTE.

05 NOME.

05 CPF.

05 SALDO.

Java monta

{
 "nome":"",
 "cpf":"",
 "saldo":0
}

O mapeamento costuma ser feito por:

  • Jackson

  • JAXB

  • JSON-B


Datasets

Java também pode acessar datasets.

Mas normalmente utiliza:

JZOS.

Exemplo

HLQ.CLIENTES.MASTER

O Java lê registros do dataset.

Sem necessidade de FTP.


VSAM

Também pode acessar

  • KSDS

  • ESDS

  • RRDS

através de APIs específicas.


Arquivos Sequenciais

Java consegue ler datasets RECFM FB.

Cada registro torna-se um array de bytes.

Depois converte.

Bytes

↓

String

↓

Objeto Java

EBCDIC versus ASCII

Outro ponto crítico.

Mainframe usa:

EBCDIC.

Java trabalha internamente em Unicode.

Então existe conversão automática.

EBCDIC

↓

Unicode

↓

String

Sem isso os caracteres apareceriam ilegíveis.


Batch Java

Pouca gente sabe.

Java também roda Batch.

JCL

//STEP1 EXEC PGM=JVMLDM86

ou

BPXBATCH

executando

java MinhaClasse

Exemplo

//JAVA EXEC PGM=BPXBATCH
//STDENV DD *
JAVA_HOME=/usr/lpp/java
/*

O Java executa como qualquer programa batch.

Pode:

  • ler datasets

  • acessar DB2

  • gerar arquivos

  • enviar MQ

  • consumir APIs


Java Online

Dentro do CICS.

Ou Liberty.

Recebe milhares de requisições simultâneas.


JSP

Nos anos 2000 a IBM utilizou muito:

JSP

↓

Servlet

↓

Java

↓

DB2

A página dinâmica misturava HTML com Java.

Exemplo

<%=cliente.getNome()%>

Hoje é menos comum.

Frameworks modernos predominam.

Mas muitos sistemas bancários ainda utilizam JSP.


Servlets

O Servlet recebe a requisição.

HTTP

↓

Servlet

↓

Java

↓

DB2

Depois devolve HTML.

Ou JSON.


APIs REST

Hoje a arquitetura mais comum é

Angular

↓

REST

↓

Java

↓

COBOL

↓

DB2

O usuário nem imagina que existe COBOL.


LinuxONE

Agora entra um personagem muito importante.

O LinuxONE.

Ele compartilha praticamente a mesma arquitetura do IBM Z.

Executa:

  • Linux

  • Containers

  • Docker

  • Kubernetes

  • OpenShift

  • Java

  • IA

Tudo extremamente próximo do z/OS.

Isso reduz:

  • latência

  • tráfego de rede

  • custo

Imagine

LinuxONE

↓

Java

↓

MQ

↓

z/OS

↓

COBOL

Tudo dentro do mesmo hardware.


OpenJ9

A JVM da IBM foi otimizada.

Ela consome menos memória.

Melhora Garbage Collection.

Aproveita processadores IBM Z.


zIIP

Aqui está um dos grandes diferenciais.

Grande parte do processamento Java pode utilizar processadores zIIP.

Resultado:

mais desempenho.

Menor custo de licenciamento.

É uma das razões pelas quais muitas empresas migraram workloads Java para o IBM Z.


Um fluxo completo

Imagine uma transferência bancária.

Celular

↓

HTTPS

↓

API REST

↓

Liberty

↓

Java

↓

Validação

↓

EXEC CICS LINK

↓

COBOL

↓

DB2

↓

COMMIT

↓

Resposta COBOL

↓

Objeto Java

↓

JSON

↓

Cliente

Perceba que cada tecnologia faz aquilo em que é especialista.

  • Java oferece APIs, integração, orientação a objetos e desenvolvimento web.

  • COBOL executa regras de negócio consolidadas ao longo de décadas.

  • CICS coordena as transações com alta disponibilidade.

  • DB2 garante consistência, integridade e desempenho.

  • JCL agenda e executa processos batch.

  • MQ desacopla sistemas e permite comunicação assíncrona.

  • LinuxONE hospeda aplicações Java, microsserviços e containers próximos aos dados.

  • IBM Z fornece segurança, escalabilidade, criptografia e confiabilidade.

Não existe competição entre essas tecnologias. Existe colaboração.


Procedural x Orientado a Objetos: uma visão para quem vem do COBOL

Para um programador COBOL, pense da seguinte forma:

No COBOL você cria um programa que manipula registros.

No Java você cria um objeto que representa aquele registro e sabe operar sobre ele.

No COBOL:

LER CLIENTE
VALIDAR CLIENTE
ATUALIZAR CLIENTE
GRAVAR CLIENTE

No Java:

Cliente cliente = repositorio.buscar(id);
cliente.validar();
cliente.atualizarSaldo(valor);
repositorio.salvar(cliente);

A regra de negócio continua praticamente a mesma. O que muda é a forma de organizá-la.


O futuro

Nos últimos anos surgiram novas tecnologias como:

  • Jakarta EE

  • Spring Boot

  • Quarkus

  • Open Liberty

  • z/OS Connect EE

  • APIs REST

  • GraphQL

  • Kafka

  • OpenShift

  • Red Hat Ansible Automation Platform

  • IA Generativa integrada ao IBM Z

Mesmo assim, o núcleo dos sistemas bancários continua sendo, em muitos casos, o mesmo:

  • COBOL processando regras críticas.

  • CICS coordenando milhões de transações.

  • DB2 armazenando dados.

  • Java expondo serviços modernos.

  • LinuxONE executando aplicações cloud-native próximas ao ambiente z/OS.


Conclusão

Durante muitos anos, criou-se a falsa ideia de que Java substituiria o COBOL. A história mostrou o contrário. O IBM Z evoluiu para unir o melhor dos dois mundos.

O COBOL permanece imbatível na execução de regras de negócio críticas e estáveis. O Java tornou-se a ponte para APIs REST, aplicações web, microsserviços, integração com nuvem, processamento orientado a objetos e experiências digitais modernas.

Hoje, quando um cliente consulta o saldo pelo aplicativo do banco, dificilmente percebe a sofisticada cadeia tecnológica envolvida. Um JSON percorre uma API REST hospedada em Open Liberty, passa por classes Java, utiliza JDBC para acessar o DB2 ou aciona um programa COBOL via CICS. Em segundos, o resultado retorna ao celular com segurança, integridade transacional e disponibilidade próxima de 100%.

Esse é o verdadeiro espírito do IBM Z moderno: não substituir o legado, mas ampliá-lo. Java, COBOL, CICS, DB2, JCL, LinuxONE, APIs e containers deixaram de ser tecnologias concorrentes e passaram a formar um único ecossistema. É justamente essa capacidade de integrar décadas de investimento com inovação contínua que mantém o Mainframe como a espinha dorsal de alguns dos maiores sistemas financeiros, governamentais e corporativos do planeta. E, para o profissional de Mainframe que aprende Java, abre-se uma nova fronteira: compreender não apenas como cada tecnologia funciona isoladamente, mas como elas conversam para sustentar o mundo digital moderno.


sábado, 2 de janeiro de 2021

☕💣🚀 PADAWAN, O IMS NÃO PRECISA SER SUBSTITUÍDO. ELE PRECISA SER LIBERTADO: As 4 Estradas da Transformação Digital no IMS

 

Bellacosa Mainframe evoluindo em IMS 4 vias para crescer mais

☕💣🚀 PADAWAN, O IMS NÃO PRECISA SER SUBSTITUÍDO. ELE PRECISA SER LIBERTADO!

As 4 Estradas da Transformação Digital no IMS: APIs, Java, SQL e DevOps na Visão da IBM

Quando alguém fala em transformação digital, normalmente surgem palavras como Cloud, Kubernetes, APIs, Microservices, DevOps, Inteligência Artificial e OpenShift.

Logo depois aparece alguém apontando para o mainframe e dizendo:

"Precisamos substituir tudo isso porque é legado."

E é exatamente nesse momento que começam alguns dos projetos mais caros, demorados e arriscados da história da TI corporativa.

O material da IBM "The 4 Paths to Digital Transformation in IMS", apresentado por Haley Fung, mostra uma visão radicalmente diferente. Em vez de substituir o IMS, a estratégia proposta é transformá-lo em um participante ativo do ecossistema digital moderno.

A mensagem principal do documento é simples:

O problema não é o IMS.

O problema é quando o IMS fica isolado.

Durante décadas, o IMS foi responsável por processar algumas das cargas mais críticas do planeta. Bancos, seguradoras, governos, operadoras de telecomunicações e empresas aéreas construíram seus negócios sobre ele.

E agora?

Agora a IBM mostra quatro caminhos principais para trazer o IMS para a era digital:

  1. APIs

  2. Java

  3. Open Database (SQL/JDBC)

  4. DevOps e Cloud

Vamos mergulhar profundamente em cada um deles.


O GRANDE MITO: MODERNIZAR NÃO É REESCREVER

Uma das maiores mentiras da indústria é:

Modernizar = Reescrever.

Não.

A IBM deixa claro que o objetivo é preservar o ativo mais valioso:

  • Dados

  • Regras de negócio

  • Processos transacionais

  • Disponibilidade

  • Segurança

Tudo isso já existe dentro do IMS.

A pergunta correta não é:

Como substituir o IMS?

Mas sim:

Como conectar o IMS ao mundo moderno?

Essa diferença de mentalidade pode representar milhões de dólares economizados.


A PRIMEIRA ESTRADA: API-ENABLE EVERYTHING

Transformando transações IMS em APIs REST

Durante décadas, acessar uma transação IMS exigia:

  • 3270

  • MQ

  • Sockets proprietários

  • Middleware especializado

Para um desenvolvedor React, Angular ou Mobile isso parece arqueologia.

A solução apresentada pela IBM é simples:

Transformar ativos IMS em APIs REST.


z/OS Connect Enterprise Edition

O protagonista dessa transformação é:

IBM z/OS Connect EE

Ele permite expor:

  • Transações IMS TM

  • Dados IMS DB

  • Aplicações COBOL

  • Serviços z/OS

como APIs REST modernas.


O cenário tradicional

Imagine um banco.

Aplicação Mobile

Middleware

Gateway Proprietário

MQ

IMS

Múltiplas camadas.

Complexidade.

Custos.


O cenário moderno

Aplicação Mobile

REST API

z/OS Connect

IMS

Muito mais simples.

Muito mais rápido.

Muito mais alinhado ao mercado.


O FIM DA DEPENDÊNCIA DE ESPECIALISTAS MAINFRAME

Uma observação extremamente interessante da IBM:

Não é necessário conhecimento profundo de mainframe para consumir APIs IMS.

Isso muda completamente a equação.

Um desenvolvedor Node.js pode consumir uma API IMS da mesma forma que consome:

  • Salesforce

  • SAP

  • Oracle Cloud

  • AWS

Sem saber o que é um PCB.

Sem saber o que é um GU.

Sem saber o que é um PSB.


IMS DE CENTRO DE CUSTO PARA CENTRO DE RECEITA

Essa é uma frase poderosa do material:

Converter IMS de Cost Center para Revenue Center.

Historicamente o IMS era visto como:

  • Custo operacional

  • Infraestrutura necessária

Com APIs ele passa a gerar novos negócios.

Exemplo:

Uma seguradora possui regras de cotação em IMS.

Em vez de reescrever tudo:

  • expõe APIs

  • integra parceiros

  • cria novos canais digitais

O IMS continua executando a regra.

O mercado passa a consumi-la.


CASOS REAIS DE SUCESSO

O documento apresenta diversos exemplos.

Um deles reduziu um processo de abertura de contas de:

3 dias
para
menos de 1 segundo.

Resultado:

  • 5.500 novas contas

  • milhões em novos depósitos

  • centenas de horas economizadas

Tudo sem substituir o IMS.


A SEGUNDA ESTRADA: JAVA NO IMS

Agora chegamos ao tema mais polêmico.

Quando alguém fala:

Java no Mainframe

sempre surge alguém dizendo:

Isso não faz sentido.

Mas a IBM vem investindo nisso há mais de 15 anos.


POR QUE JAVA?

Porque existe um problema real.

Encontrar:

  • COBOL Developers

  • IMS Specialists

  • DL/I Experts

está cada vez mais difícil.

Enquanto isso existem milhões de desenvolvedores Java no mundo.

A IBM percebeu isso há muito tempo.


NÃO É COBOL VS JAVA

Esse é outro erro comum.

O documento não propõe eliminar COBOL.

Ele propõe:

COBOL + Java

Trabalhando juntos.


ESTRATÉGIA 1: EXTENDER APLICAÇÕES EXISTENTES

Imagine um programa COBOL IMS.

Você possui uma rotina extremamente pesada:

  • validação

  • criptografia

  • cálculo complexo

A IBM sugere mover partes específicas para Java.

Benefícios:

  • melhor manutenção

  • maior disponibilidade de profissionais

  • possibilidade de uso de frameworks modernos


ESTRATÉGIA 2: NOVAS APLICAÇÕES EM JAVA

Outra abordagem:

Criar novas aplicações IMS diretamente em Java.

O banco continua sendo IMS.

As transações continuam sendo IMS.

Mas a lógica é Java.


O SEGREDO CHAMADO zIIP

Aqui está uma das partes mais interessantes.

Java pode utilizar melhor os processadores especializados zIIP.

Para muitos ambientes isso significa:

  • menor consumo de MIPS

  • redução de custos

  • melhor escalabilidade


O MITO DA PERFORMANCE

Existe outro preconceito:

Java é lento.

A IBM apresenta benchmark demonstrando mais de:

25.000 transações por segundo

em workload Java sobre IMS.

Isso desmonta completamente a narrativa de que Java no Z seria apenas experimental.


O MODELO HÍBRIDO MAIS INTELIGENTE

O que muitos clientes estão fazendo?

COBOL continua cuidando do núcleo.

Java assume:

  • APIs

  • integrações

  • componentes modernos

  • novas funcionalidades

Resultado:

Baixo risco.

Alta velocidade.


A TERCEIRA ESTRADA: OPEN DATABASE

Agora chegamos ao assunto que faz muitos DBAs arregalarem os olhos.

IMS e SQL.

Sim.

IMS e SQL.


O FIM DO "IMS É FECHADO"

Durante muitos anos ouvimos:

IMS é fechado.

A IBM respondeu criando a estratégia Open Database.


JDBC DIRETO NO IMS

O modelo apresentado permite:

Aplicação Java

JDBC

IMS

Sem extrações complexas.

Sem replicações desnecessárias.

Sem ETLs gigantescos.


POR QUE ISSO É REVOLUCIONÁRIO?

Porque tradicionalmente o fluxo era:

IMS

ETL

Data Warehouse

Analytics

Horas depois.

Às vezes dias depois.


Novo modelo

IMS

SQL

Analytics

Quase em tempo real.


IMS COMO FONTE DE IA E ANALYTICS

O material mostra integração com:

  • Apache Spark

  • IBM Machine Learning for z/OS

  • Db2 Analytics Accelerator

Tudo consumindo dados IMS.

Isso é enorme.

Porque o dado mais valioso da empresa geralmente está no IMS.


IMS CATALOG: A JOIA ESCONDIDA

Outro componente importante é o IMS Catalog.

Historicamente:

DBD
PSB
ACB

eram artefatos compreendidos por poucos especialistas.

O Catalog transforma isso em metadados mais acessíveis.

Resultado:

  • melhor governança

  • descoberta de dados

  • integração simplificada


DDL NO IMS

Uma das maiores mudanças modernas.

Desde o IMS 14:

  • CREATE DATABASE

  • CREATE TABLE

  • ALTER DATABASE

passaram a fazer parte do ecossistema IMS.

Para quem passou décadas vivendo apenas de:

  • DBDGEN

  • PSBGEN

  • ACBGEN

isso representa uma mudança cultural gigantesca.


O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O DBA?

Significa que o DBA IMS moderno precisa conhecer:

  • Hierarquia

  • SQL

  • Metadata

  • APIs

  • Analytics

O perfil profissional está mudando.


A QUARTA ESTRADA: DEVOPS E CLOUD

Agora chegamos à transformação mais profunda.


O FIM DO DESENVOLVIMENTO MAINFRAME ISOLADO

Antigamente:

Desenvolvimento Distribuído

Pipeline Moderno

e

Mainframe

Mudanças manuais

Dois mundos separados.


A VISÃO DA IBM

Integrar o IMS ao pipeline corporativo.

Mesmas ferramentas.

Mesma metodologia.

Mesmo fluxo.


GIT NO MAINFRAME

O documento mostra integração com:

  • Git

  • Jenkins

  • Maven

  • Nexus

  • Artifactory

e outros componentes DevOps.

Hoje isso já é realidade em muitos ambientes.


WAZI

Uma das iniciativas mais interessantes mostradas no material.

IBM Wazi oferece:

  • VS Code

  • Eclipse

  • Red Hat CodeReady

  • OpenShift

para desenvolvimento z/OS.


O impacto cultural

O novo desenvolvedor pode trabalhar em:

VS Code

e desenvolver para IMS.

Algo impensável vinte anos atrás.


ANSIBLE NO IMS

Essa talvez seja a parte que mais chama atenção de Sysprogs.

A IBM apresenta coleções específicas Ansible para:

  • z/OS

  • IMS

  • automação operacional


IMS COMO INFRAESTRUTURA PROGRAMÁVEL

Imagine executar:

  • geração de DBD

  • geração de PSB

  • geração de ACB

  • comandos IMS

automaticamente.

O documento mostra exatamente isso através dos módulos:

  • ims_dbd_gen

  • ims_psb_gen

  • ims_acb_gen

  • ims_command

Para um Sysprog isso é quase ficção científica comparado ao modelo tradicional.


ZOWE: O NOVO ROSTO DO MAINFRAME

Outro destaque é o Zowe.

Ele fornece:

  • REST APIs

  • CLI

  • Automação

para administrar IMS.

Exemplos:

  • iniciar regiões

  • parar regiões

  • consultar transações

  • automatizar deploys

Tudo através de scripts modernos.


O IMS ESTÁ VIRANDO CLOUD?

Na prática...

Sim.

Ou pelo menos absorvendo conceitos cloud.


z/OS CLOUD BROKER

O documento mostra o z/OS Cloud Broker integrado ao OpenShift.

Isso permite provisionar serviços como:

  • IMS

  • Db2

  • CICS

  • MQ

  • z/OS Connect

de forma semelhante ao mundo cloud.


O QUE ISSO SIGNIFICA PARA O FUTURO DO IMS?

A conclusão mais importante do material é que a IBM não vê o IMS como tecnologia do passado.

Ela vê o IMS como:

  • Plataforma transacional

  • Fonte de dados

  • Plataforma API

  • Plataforma DevOps

  • Plataforma híbrida


A GRANDE LIÇÃO PARA O PADAWAN MAINFRAME

Se você é:

  • Desenvolvedor COBOL

  • DBA IMS

  • Sysprog

  • Arquiteto

  • Gestor

precisa entender uma coisa.

A guerra não é:

COBOL vs Java

Mainframe vs Cloud

IMS vs Microservices

A verdadeira batalha é:

Sistema Isolado vs Sistema Conectado.

O documento da IBM demonstra que o IMS moderno pode participar de:

✅ APIs REST

✅ OpenAPI

✅ Swagger

✅ Java

✅ JDBC

✅ SQL

✅ Analytics

✅ Machine Learning

✅ Git

✅ Jenkins

✅ OpenShift

✅ Ansible

✅ Zowe

✅ DevOps

✅ Hybrid Cloud

sem abandonar décadas de investimento corporativo.

E talvez essa seja a maior lição de todas:

O futuro não pertence aos sistemas novos.

Pertence aos sistemas que conseguem evoluir.

E poucos sistemas na história da computação provaram tantas vezes sua capacidade de evolução quanto o IMS. ☕💣🚀

Fonte analisada: The 4 Paths to Digital Transformation in IMS, Haley Fung, IBM IMS.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
GitHub LinkedIn
Inicializando conteúdo...