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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Capítulo 9 — O Que Realmente Aconteceu

Bellacosa Mainframe o Mainframe como uma Phoenix renasce e obtem protagonismo

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Capítulo 9 — O Que Realmente Aconteceu

Trinta Anos de Evolução Enquanto o Mercado Ainda Esperava o Funeral

Uma viagem pela evolução real do IBM Mainframe, do Parallel Sysplex e dos processadores CMOS ao Linux on Z, Java, APIs, DevOps, OpenShift, watsonx e IBM z17.

Por

Trinta anos de evolução do IBM Mainframe até o IBM z17
Enquanto o mercado esperava o funeral do mainframe, a plataforma incorporava virtualização, Linux, APIs, DevOps, cloud híbrida, OpenShift e Inteligência Artificial.

“Enquanto alguns discutiam se o mainframe sobreviveria à próxima década, os engenheiros da IBM já estavam projetando a década seguinte.”

— Bellacosa Mainframe

A evolução que aconteceu longe das manchetes

As previsões sobre o fim do mainframe concentravam-se no preço dos servidores distribuídos e no crescimento do modelo Client/Server. Enquanto isso, a IBM continuava modernizando processadores, virtualização, armazenamento, canais de entrada e saída, segurança, disponibilidade e gerenciamento de workloads.

Principais marcos tecnológicos

  • Parallel Sysplex e alta disponibilidade.
  • Processadores CMOS e redução do consumo energético.
  • Linux on IBM Z e consolidação de servidores.
  • Java, Web Services, APIs REST e integração moderna.
  • zAAP, zIIP, IFL e processadores especializados.
  • Git, Jenkins, DBB, BOB, Zowe e pipelines DevOps.
  • Ansible, OpenShift, containers e cloud híbrida.
  • watsonx, aceleração de IA e IBM z17.

A verdadeira lição

O mainframe não sobreviveu por rejeitar novas tecnologias. Ele permaneceu relevante porque incorporou Linux, Java, open source, APIs, automação, cloud híbrida, containers e Inteligência Artificial sem abandonar compatibilidade, segurança e continuidade operacional.


O funeral foi cancelado. O trabalho continuou.

Depois de acompanhar as manchetes da Forbes, do New York Times, da InfoWorld e da Business Week, um Padawan COBOL inevitavelmente faz a seguinte pergunta:

"Afinal... o que realmente aconteceu?"

A resposta curta é simples.

O mundo mudou profundamente.

Os computadores pessoais venceram.

A Internet revolucionou a sociedade.

O Linux conquistou os datacenters.

O Cloud Computing transformou a infraestrutura.

A Inteligência Artificial iniciou uma nova revolução.

Tudo isso aconteceu.

Mas existe uma segunda resposta.

Muito mais interessante.

O IBM Mainframe não ficou parado assistindo a essas mudanças.

Ele participou de todas elas.


O maior erro das previsões

As reportagens da década de 1990 tinham algo em comum.

Quase todas analisavam apenas um componente da equação.

Hardware.

Velocidade do processador.

Preço.

Memória.

Arquitetura.

Quantidade de servidores.

Pouquíssimas perguntavam:

  • Quanto custa parar um banco por uma hora?

  • Quanto custa perder uma transação financeira?

  • Quanto custa reescrever cinquenta milhões de linhas de COBOL?

  • Quanto custa validar novamente décadas de regras de negócio?

Porque, na computação corporativa, o computador representa apenas uma pequena parte do patrimônio.

O verdadeiro patrimônio sempre foi o conhecimento.


Bellacosa Mainframe e o ibm highlander

A IBM respondeu... trabalhando

Existe uma característica interessante da IBM.

Ela raramente responde a previsões por meio de campanhas publicitárias.

Ela responde lançando produtos.

Enquanto a indústria discutia o "fim do mainframe"...

A IBM continuava investindo bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento.

Sem alarde.

Sem discursos dramáticos.

Apenas engenharia.

Vamos percorrer rapidamente essa jornada.


Anos 90 — Parallel Sysplex

Em vez de aceitar a limitação tradicional de um único grande computador, a IBM apresentou uma ideia revolucionária.

Parallel Sysplex.

Vários mainframes trabalhando juntos como um único sistema lógico.

Compartilhando dados.

Compartilhando carga.

Compartilhando disponibilidade.

Na prática, significava algo extraordinário.

Se um sistema apresentasse problemas...

Outro assumiria imediatamente.

Hoje chamamos isso de alta disponibilidade.

Na época...

Era engenharia de altíssimo nível.

Enquanto muitos ainda discutiam Client/Server...

A IBM discutia continuidade de negócios.


CMOS muda tudo

Outro marco foi a adoção da tecnologia CMOS.

Durante anos existia o argumento de que mainframes consumiam energia demais.

Os novos processadores CMOS reduziram consumo elétrico, dissipação térmica e custos operacionais, ao mesmo tempo em que aumentavam o desempenho.

Era uma resposta elegante.

Sem debates.

Sem marketing agressivo.

Apenas evolução tecnológica.


O Linux chega ao IBM Z

Talvez uma das maiores ironias da história.

Durante anos disseram:

"O futuro é Linux."

A IBM respondeu:

"Ótimo. Então vamos executar Linux no mainframe."

E foi exatamente isso que aconteceu.

No início dos anos 2000 nasceu o Linux on IBM Z.

Muitos especialistas ficaram surpresos.

Outros ficaram confusos.

Mas o mercado adorou a ideia.

Agora era possível consolidar centenas ou milhares de servidores Linux dentro de uma única plataforma altamente confiável.

Em vez de combater o Linux...

O IBM Z o abraçou.


Java também chegou

Outra previsão famosa dizia:

"Java acabará com o legado."

Pouco tempo depois...

Java passou a executar no próprio IBM Z.

Mais uma vez a IBM fez algo curioso.

Ela não brigou contra a novidade.

Ela a incorporou.

Essa estratégia se repetiria diversas vezes ao longo das décadas.


Virtualização muito antes da moda

Hoje qualquer profissional conhece máquinas virtuais.

VMware.

Hyper-V.

KVM.

Cloud.

Mas existe um detalhe histórico importante.

O IBM Mainframe trabalhava com virtualização muito antes de ela se tornar um assunto popular.

LPARs.

PR/SM.

z/VM.

Essas tecnologias permitiam executar múltiplos ambientes isolados com eficiência extraordinária.

Enquanto muitos acreditavam ter inventado a virtualização...

Os profissionais de IBM Z apenas sorriam discretamente.


Specialty Engines

Outro passo inteligente foi a criação dos processadores especializados.

Vieram:

  • zAAP;

  • zIIP;

  • IFL;

  • SAP;

  • ICF.

Cada um otimizado para determinados tipos de carga.

Isso permitiu reduzir custos de licenciamento, melhorar desempenho e ampliar a flexibilidade da plataforma.

Era mais uma demonstração de que o "dinossauro" continuava evoluindo.


SOA, Web Services e APIs

Depois surgiu outro buzzword.

SOA — Service-Oriented Architecture.

Muitos acreditavam que seria o fim definitivo dos sistemas tradicionais.

A IBM respondeu expondo aplicações COBOL e CICS como Web Services.

Mais tarde vieram APIs REST.

JSON.

OpenAPI.

Hoje uma aplicação escrita em React pode conversar naturalmente com um programa COBOL criado décadas atrás.

Não porque alguém reescreveu tudo.

Mas porque a arquitetura evoluiu.


Open Source no IBM Z

Outro mito dizia:

"O mundo open source nunca funcionará em mainframe."

Então chegaram:

Git.

Python.

Node.js.

Go.

Zowe.

Ansible.

VS Code.

OpenShift.

Red Hat Enterprise Linux.

Containers.

Kubernetes.

Hoje o desenvolvedor pode utilizar praticamente as mesmas ferramentas modernas tanto em ambientes distribuídos quanto no IBM Z.

A fronteira ficou cada vez menor.


O COBOL também evoluiu

Existe outro mito que merece aposentadoria.

"COBOL parou no tempo."

Não.

O COBOL de 2026 é muito diferente daquele de 1989.

Hoje encontramos recursos como:

  • UTF-8;

  • JSON PARSE e JSON GENERATE;

  • XML PARSE;

  • tipos modernos de dados;

  • desempenho otimizado;

  • integração com C e Java;

  • compiladores altamente inteligentes;

  • diagnósticos avançados;

  • otimizações automáticas.

O objetivo nunca foi transformar COBOL em outra linguagem.

Foi permitir que continuasse excelente naquilo que sempre fez.

Processamento de negócios.


Db2, CICS e z/OS também cresceram

O mesmo aconteceu com todo o ecossistema.

O Db2 ganhou novos otimizadores, compressão avançada, inteligência analítica e integração com aplicações modernas.

O CICS tornou-se uma plataforma completa para APIs REST, microsserviços e aplicações híbridas.

O z/OS recebeu automação, segurança reforçada, integração com cloud híbrida, ferramentas modernas de desenvolvimento e gerenciamento simplificado.

Nada ficou parado.


DevOps chegou ao IBM Z

Outro capítulo interessante.

Durante anos muita gente dizia:

"Mainframe não combina com DevOps."

Então apareceram:

  • Git;

  • Jenkins;

  • IBM Dependency Based Build (DBB);

  • IBM Build Open Builder (BOB);

  • UrbanCode Deploy;

  • Zowe CLI;

  • VS Code;

  • GitHub Actions;

  • Ansible.

Hoje pipelines CI/CD podem compilar COBOL, executar testes automatizados, realizar análise estática, promover artefatos e implantar aplicações no IBM Z com a mesma filosofia utilizada em outras plataformas.

O DevOps não substituiu o mainframe.

Ele passou a fazer parte dele.


Chegamos à Inteligência Artificial

E então chegamos a 2026.

Talvez a maior revolução desde a Internet.

A Inteligência Artificial.

Novamente surgiram manchetes dramáticas.

"Os programadores acabarão."

"O código será totalmente gerado por IA."

"O legado desaparecerá."

Curiosamente...

Já ouvimos esse roteiro antes.

Enquanto isso...

A IBM faz o que costuma fazer.

Integra a novidade.

O IBM z17 incorpora aceleração para Inteligência Artificial diretamente na plataforma.

O watsonx fornece um ambiente corporativo para IA generativa, governança e modelos especializados.

A IA deixa de ser apenas um chatbot.

Passa a fazer parte do processamento corporativo.

Fraudes.

Análise de risco.

Observabilidade.

Automação operacional.

Tudo integrado ao ambiente transacional.


O Padawan encontra o velho Jedi

Nosso Padawan pergunta ao Mestre:

— Mestre... afinal quem venceu?

O velho engenheiro sorri.

Aponta para um smartphone.

Depois para um cluster Kubernetes.

Depois para uma API REST.

Depois para um programa COBOL.

Depois para um IBM z17.

E responde:

Todos.

Porque a computação nunca foi uma competição para decidir quem elimina quem.

Ela sempre foi uma longa história de integração.


O maior vencedor foi o cliente

No final das contas...

O usuário nunca perguntou:

  • O banco roda em COBOL?

  • O servidor utiliza Linux?

  • Existe um CICS por trás?

  • O Db2 está em Data Sharing?

  • A API foi escrita em Java ou Python?

O cliente pergunta apenas:

"Funciona?"

E continua funcionando.

Há décadas.

Essa talvez seja a maior vitória da engenharia.


A quinta grande lição

Ao olhar para a linha do tempo entre 1989 e 2026 percebemos algo extraordinário.

Quase todas as tecnologias que surgiram nesses anos permaneceram.

PCs.

Internet.

Linux.

Java.

Cloud.

Containers.

Kubernetes.

DevOps.

Open Source.

Inteligência Artificial.

E o IBM Mainframe.

A história da computação nunca foi sobre substituição absoluta.

Foi sobre evolução contínua.

A plataforma IBM Z sobreviveu porque nunca tentou impedir o futuro.

Ela fez algo muito mais inteligente.

Aprendeu a fazer parte dele.

E talvez essa seja a maior diferença entre uma moda tecnológica e uma plataforma de engenharia.

A moda tenta convencer você de que tudo precisa mudar imediatamente.

A engenharia pergunta:

"Como podemos evoluir sem interromper aquilo que já funciona?"

É exatamente essa pergunta que o IBM Z vem respondendo há mais de sessenta anos.

E, observando o z17, o watsonx, o BOB, o OpenShift, o Zowe e todo o ecossistema moderno da plataforma, fica difícil imaginar um desfecho mais elegante para uma tecnologia que tantos insistiram em declarar morta.

O "dinossauro" não apenas sobreviveu.

Ele aprendeu a conversar com a Inteligência Artificial.

Bellacosa Mainframe e o Funeral que nunca aconteceu


C:\BELLACOSA\COBOL\FUNERAL_QUE_NUNCA_ACONTECEU.HTML
★ BELLACOSA MAINFRAME APRESENTA ★

A MORTE DO COBOL

O Funeral que Nunca Aconteceu

Uma investigação histórica em 14 capítulos sobre as previsões, reportagens, buzzwords e profetas que anunciaram repetidamente o fim do COBOL — enquanto bilhões de transações continuavam sendo processadas silenciosamente.

SISTEMA ONLINE — 14 CAPÍTULOS DISPONÍVEIS
DIRETÓRIO DE CAPÍTULOS

README.TXT

Esta série investiga uma das narrativas mais repetidas da história da tecnologia: a suposta morte do COBOL. Durante décadas, revistas, jornais, consultorias e especialistas anunciaram seu desaparecimento. Entretanto, o COBOL permaneceu processando bancos, seguradoras, governos, cartões, pagamentos e sistemas críticos.

Os títulos e links acima são elementos HTML reais, permitindo que mecanismos de busca encontrem e rastreiem todos os capítulos. Os iframes funcionam apenas como previews visuais.

C:\> RUN BELLACOSA.EXE /COBOL /HISTORY /NO-FUNERAL _

★ BELLACOSA MAINFRAME ★ COBOL ★ IBM Z ★ HISTÓRIA DA COMPUTAÇÃO ★

Melhor visualizado em qualquer navegador com café disponível.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

DevOps no Mainframe: O Guia Definitivo para Quem Programa em COBOL e Quer Entrar no Mundo da Entrega Contínua

 

Bellacosa Mainframe e o guia do devops para mainframe

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

DevOps no Mainframe: O Guia Definitivo para Quem Programa em COBOL e Quer Entrar no Mundo da Entrega Contínua

"DevOps não é instalar uma ferramenta. É mudar a forma como pensamos sobre desenvolvimento, testes, implantação e operação. E sim... isso também vale para COBOL."

Se você trabalha com IBM Mainframe há alguns anos, provavelmente já ouviu alguém dizer:

"Mainframe não precisa de DevOps."

Ou então:

"DevOps é coisa de Java, Kubernetes e Cloud."

Nada poderia estar mais distante da realidade.

Hoje, os maiores bancos, seguradoras, empresas de cartão de crédito, telecomunicações e governos do mundo utilizam práticas de DevOps justamente nos ambientes mais críticos: os sistemas IBM Z.

A verdade é simples:

O código COBOL continua excelente. O processo de desenvolvimento é que evoluiu.

Neste café vamos entender, de maneira prática, o que é DevOps, como funciona, quais ferramentas existem, como começar do zero e como implantar esse modelo em uma fábrica de software Mainframe.

Pegue seu café.

Vamos conversar.


Antes de tudo: o que é DevOps?

A palavra DevOps vem da união de duas áreas:

  • Development (Desenvolvimento)

  • Operations (Operação)

Durante décadas essas equipes trabalharam separadas.

O desenvolvedor escrevia código.

O operador implantava.

O suporte resolvia problemas.

Quando dava errado...

Todo mundo culpava o outro.

DevOps nasceu justamente para eliminar esse conflito.

O objetivo é fazer todos trabalharem juntos durante todo o ciclo de vida do software.


O ciclo tradicional

Durante muitos anos o fluxo era parecido com isto:

Analista
      ↓
Programador COBOL
      ↓
Testes
      ↓
Homologação
      ↓
Mudança
      ↓
Produção

Tudo manual.

Muito e-mail.

Planilhas.

Checklist.

JCL executado manualmente.

Libraries copiadas.

Muitas chances de erro humano.


O ciclo DevOps

Agora imagine outro cenário.

Programador
      ↓
Git
      ↓
Build automático
      ↓
Testes automáticos
      ↓
Deploy automático
      ↓
Homologação
      ↓
Produção
      ↓
Monitoramento

Tudo rastreado.

Tudo versionado.

Tudo auditável.

Esse é o objetivo do DevOps.


DevOps não é uma ferramenta

Este talvez seja o maior erro dos iniciantes.

DevOps não é:

  • Jenkins

  • Git

  • GitHub

  • Azure DevOps

  • GitLab

Essas são ferramentas.

DevOps é uma cultura.

As ferramentas apenas ajudam.


Bellacosa Mainframe e o devops para iniciante mainframe

Os pilares do DevOps

Podemos resumir DevOps em seis grandes pilares.

1. Planejamento

Toda mudança começa aqui.

Exemplo:

  • Nova funcionalidade

  • Correção de bug

  • Mudança legal

  • Novo produto

Ferramentas:

  • Jira

  • Azure Boards

  • Trello

  • ServiceNow


2. Desenvolvimento

Aqui entra o programador COBOL.

Ele escreve código.

Exemplo:

Programa COBOL

+
JCL

+
PROC

+
Copybooks

+
DB2

+
CICS

Tudo precisa ficar versionado.


3. Integração Contínua (CI)

Sempre que alguém altera o código...

O sistema automaticamente:

  • compila

  • executa testes

  • verifica qualidade

  • gera relatórios

Sem intervenção humana.


4. Testes

Não basta compilar.

É necessário testar.

Tipos comuns:

  • teste unitário

  • teste funcional

  • teste integração

  • teste regressão

  • teste performance

No Mainframe isso pode envolver:

  • ZUnit

  • IBM Debug

  • File Manager

  • stubs

  • dados mascarados


5. Deploy

Depois da aprovação:

o sistema promove automaticamente os artefatos entre ambientes.

DEV

↓

QA

↓

HML

↓

PRD

Sem copiar datasets manualmente.


6. Monitoramento

Depois da implantação...

O trabalho continua.

Monitoramos:

  • CPU

  • tempo de resposta

  • erros

  • logs

  • abends

  • consumo

  • throughput


Bellacosa Mainframe e ferramentas para implementar o devops

O famoso CI/CD

Você verá muito essa sigla.

CI

Continuous Integration

CD

Continuous Delivery

ou

Continuous Deployment.

A diferença é simples.

Continuous Delivery

O deploy fica pronto.

Mas alguém aprova.

Continuous Deployment

O deploy acontece automaticamente.


Como isso funciona no Mainframe?

Imagine um programa COBOL.

Você altera uma linha.

Ao salvar:

Git

↓

Pipeline

↓

Compilação

↓

Link-edit

↓

Testes

↓

Deploy

↓

Homologação

Tudo automático.


Ferramentas mais usadas

Vamos conhecer as principais.

Git

O coração do DevOps.

Ele controla versões.

Permite:

  • histórico

  • branches

  • merge

  • rollback

Hoje praticamente todo projeto moderno usa Git.

Inclusive Mainframe.


GitHub

Hospeda repositórios Git.

Possui:

  • Pull Request

  • Code Review

  • Actions

  • Issues

Muito usado em projetos open source.


GitLab

Além do Git...

Possui pipeline integrada.

Muito utilizado em empresas.


Azure DevOps

Muito comum em bancos.

Possui:

  • Boards

  • Repos

  • Pipelines

  • Artifacts

  • Test Plans

Integra muito bem com ambientes corporativos.


Jenkins

Uma das ferramentas de automação mais famosas.

Ele executa:

  • compilação

  • testes

  • deploy

  • scripts

Tudo automaticamente.


IBM Dependency Based Build (DBB)

Ferramenta criada pela IBM para Mainframe.

Ela entende:

  • COBOL

  • PL/I

  • Assembler

  • JCL

  • Copybooks

Excelente para pipelines IBM Z.


IBM Developer for z/OS (IDz)

Substitui boa parte do ISPF.

Integra:

  • Git

  • Debug

  • Build

  • Pipeline


Zowe

Talvez a maior revolução dos últimos anos.

Permite acessar o Mainframe usando:

  • VS Code

  • APIs

  • CLI

  • Explorer

É praticamente uma ponte entre o mundo distribuído e o IBM Z.


VS Code

Hoje muitos programadores COBOL utilizam VS Code.

Com extensões adequadas é possível:

  • editar COBOL

  • enviar código

  • acessar datasets

  • executar comandos


Ansible

Automação de infraestrutura.

Pode automatizar:

  • configuração

  • deploy

  • instalação

  • tarefas repetitivas


SonarQube

Analisa qualidade do código.

Detecta:

  • duplicação

  • complexidade

  • bugs

  • vulnerabilidades

Inclusive existem plugins para COBOL.


JFrog Artifactory

Gerencia artefatos.

Armazena:

  • builds

  • binários

  • versões


Um pipeline simples

Imagine este fluxo.

Programador

↓

Git Commit

↓

Pipeline

↓

Compilar COBOL

↓

Executar testes

↓

Quality Gate

↓

Deploy DEV

↓

Deploy QA

↓

Deploy HML

↓

Produção

Sem copiar datasets manualmente.

Sem FTP.

Sem e-mail.


Como implantar DevOps em um sistema Mainframe?

Aqui está um roteiro simples.

Etapa 1

Mapeie o processo atual.

Pergunte:

Como o programa chega em produção?

Quem aprova?

Quem compila?

Quem faz bind?

Quem copia load modules?

Quem altera CICS?

Quem agenda o Job?


Etapa 2

Versione tudo.

Não apenas programas COBOL.

Também:

  • JCL

  • PROC

  • Copybooks

  • SQL

  • DDL

  • Scripts

  • Documentação


Etapa 3

Padronize.

Todos devem usar:

Mesmo padrão.

Mesmo fluxo.

Mesmo processo.


Etapa 4

Automatize a compilação.

Em vez de:

Editar

Compilar

Link

Testar

Faça:

Commit

↓

Pipeline

↓

Compilação automática

Etapa 5

Automatize testes.

Quanto mais testes...

Maior a confiança.


Etapa 6

Automatize deploy.

Reduza:

  • intervenção humana

  • erros

  • esquecimentos


Etapa 7

Monitore.

Depois do deploy acompanhe:

  • SMF

  • RMF

  • JES

  • SDSF

  • logs

  • CICS

  • DB2


Roadmap para quem está começando

Nível 1

Aprenda:

  • Git

  • GitHub

  • Branch

  • Merge

  • Pull Request


Nível 2

Aprenda:

  • Jenkins

  • Azure DevOps

  • GitLab CI


Nível 3

Aprenda:

  • Pipeline

  • YAML

  • Build


Nível 4

Aprenda:

  • Zowe CLI

  • VS Code

  • REST APIs


Nível 5

Aprenda:

  • DBB

  • IDz

  • SonarQube


Nível 6

Aprenda:

  • Docker (conceitos)

  • Kubernetes (conceitos)

  • OpenShift

Mesmo trabalhando apenas com Mainframe.


Nível 7

Aprenda observabilidade.

Conheça:

  • Grafana

  • Prometheus

  • Elastic

  • OpenTelemetry

Mesmo que parte do monitoramento do IBM Z utilize soluções específicas da IBM.


Quanto custa implantar?

A resposta depende do ambiente.

Há soluções gratuitas e corporativas.

Gratuitas

  • Git

  • GitHub (planos gratuitos)

  • VS Code

  • Jenkins

  • Zowe

  • SonarQube Community

O investimento principal será tempo de implantação, treinamento e adaptação dos processos.

Corporativas

Dependendo da empresa podem existir licenças para:

  • IBM Dependency Based Build

  • IBM Developer for z/OS

  • Azure DevOps

  • GitHub Enterprise

  • GitLab Enterprise

  • JFrog Artifactory

  • UrbanCode Deploy (ou soluções equivalentes)

  • ferramentas de testes automatizados

Além das licenças, considere:

  • infraestrutura

  • treinamento

  • consultoria

  • integração com RACF, CICS, DB2 e sistemas legados

  • manutenção contínua

Apesar do investimento inicial, a redução de retrabalho e de falhas costuma compensar em projetos de médio e grande porte.


Quais são os riscos?

Toda mudança traz desafios.

Os principais são:

Resistência cultural

O maior obstáculo raramente é técnico.

É comum ouvir:

"Sempre fizemos assim."

Sem apoio da liderança, a adoção perde força.

Automação mal planejada

Automatizar um processo ruim apenas faz o erro acontecer mais rápido.

Primeiro simplifique.

Depois automatize.

Falta de testes

Um pipeline sem testes é apenas um "copiador automático" de problemas.

Invista em testes desde o início.

Controle de acesso

Automações precisam respeitar políticas de segurança.

Integração com RACF, auditoria e segregação de funções são indispensáveis.

Dependência de poucas pessoas

Evite que apenas um especialista conheça o pipeline. Documente, treine a equipe e compartilhe conhecimento.


As grandes vantagens

Os benefícios aparecem rapidamente.

  • Menos erros manuais.

  • Entregas mais rápidas.

  • Maior rastreabilidade.

  • Rollback simplificado.

  • Melhor colaboração entre desenvolvimento e operações.

  • Qualidade de código mais alta.

  • Testes executados com frequência.

  • Auditoria facilitada.

  • Processos padronizados.

  • Redução do tempo de implantação.

  • Mais confiança para liberar novas versões.

  • Maior integração entre Mainframe e plataformas distribuídas.

Para ambientes regulados, como bancos e seguradoras, isso também significa maior conformidade e facilidade em auditorias.


E as desvantagens?

Nem tudo são flores.

  • Curva de aprendizado inicial.

  • Mudança cultural pode gerar resistência.

  • Necessidade de treinamento.

  • Tempo para configurar pipelines.

  • Investimento em ferramentas corporativas, quando necessário.

  • Ajustes em processos antigos.

  • Necessidade de governança para evitar pipelines desorganizados.

A boa notícia é que esses desafios diminuem à medida que a equipe ganha experiência.


Um exemplo prático

Imagine que uma alteração fiscal exige mudanças em um programa COBOL.

Sem DevOps:

  1. Desenvolvedor altera o código.

  2. Envia por e-mail.

  3. Outro profissional compila.

  4. Um terceiro faz o BIND.

  5. Alguém copia o módulo para homologação.

  6. Os testes são executados manualmente.

  7. A documentação é atualizada depois (ou esquecida).

  8. A implantação depende de uma janela operacional.

Com DevOps:

  1. O desenvolvedor cria uma branch.

  2. Implementa a alteração.

  3. Abre um Pull Request.

  4. O código passa por revisão.

  5. O pipeline compila automaticamente.

  6. Testes unitários e de integração são executados.

  7. A qualidade é validada pelo SonarQube.

  8. Após aprovação, o deploy é promovido para homologação.

  9. Com a autorização final, a mesma pipeline promove a versão para produção.

  10. Todo o processo fica registrado para auditoria.

Perceba que o COBOL continua sendo COBOL. O que mudou foi a forma de entregar software.


Conclusão

Durante muito tempo, DevOps foi visto como algo exclusivo do mundo Linux, Java e Cloud. Hoje sabemos que essa visão ficou no passado.

O IBM Z evoluiu. Ferramentas como Git, Zowe, IBM Dependency Based Build, Azure DevOps, Jenkins e pipelines de CI/CD permitem que aplicações COBOL participem do mesmo ciclo moderno de desenvolvimento utilizado nas demais plataformas da empresa.

Se você é um Padawan COBOL, não tente aprender tudo de uma vez. Comece pelo essencial: Git, versionamento, revisão de código e conceitos de integração contínua. Em seguida, avance para pipelines, automação de testes e deploy. Com essa base, ferramentas específicas do Mainframe farão muito mais sentido.

Lembre-se: DevOps não substitui o conhecimento de COBOL, JCL, CICS ou DB2. Ele potencializa esse conhecimento, reduzindo erros, aumentando a qualidade e permitindo que sistemas críticos evoluam com segurança.

No fim das contas, o maior legado do DevOps não é uma ferramenta nem um pipeline. É uma mudança de mentalidade: desenvolver, testar, implantar e operar como um único time, entregando valor continuamente para o negócio.

E esse, meu amigo Padawan, é um princípio que nunca ficará obsoleto.


sexta-feira, 3 de julho de 2026

Programando COBOL no GitHub com VS Code Sem Mainframe. Sem Compilar. Apenas Aprendendo como um Desenvolvedor Moderno.

 


Bellacosa Mainframe usando o vs code para programar cobol numa ide moderna

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Programando COBOL no GitHub com VS Code

Sem Mainframe. Sem Compilar. Apenas Aprendendo como um Desenvolvedor Moderno.

"Todo Jedi começa treinando com um sabre de luz desligado. Todo desenvolvedor Mainframe também pode começar sem um z/OS."


Antes de começarmos...

Existe um mito enorme no mundo Mainframe.

"Para aprender COBOL preciso de um IBM Z."

Não.

Outro mito:

"Para editar programas COBOL preciso de um emulador."

Também não.

Outro:

"Preciso instalar um compilador."

Ainda não.

Hoje vamos aprender exatamente como milhares de desenvolvedores modernos trabalham quando estão estudando, revisando código ou preparando alterações para um projeto.

Você vai usar apenas:

  • GitHub

  • Visual Studio Code

  • IBM Z Open Editor

  • Git

Nada mais.

Nenhum z/OS.

Nenhum TSO.

Nenhum ISPF.

Nenhuma licença IBM.

E, ainda assim, estará utilizando praticamente o mesmo editor utilizado por desenvolvedores COBOL profissionais.

Pegue seu café.

Vamos montar nosso laboratório.


Bellacosa Mainframe passo a passo na instalacao

A grande mudança de mentalidade

Imagine um mecânico.

Ele não liga um caminhão para trocar o volante.

Primeiro ele trabalha na peça.

Depois instala.

No Mainframe acontece exatamente igual.

Você pode editar, estudar, revisar e versionar milhares de programas COBOL sem sequer possuir acesso ao IBM Z.

O Mainframe só entra quando chega a hora de:

  • compilar

  • executar

  • testar online

  • acessar DB2

  • acessar CICS

  • executar JCL

Até lá...

Tudo pode ser feito localmente.


Nossa arquitetura

Imagine esta jornada.

GitHub
     │
git clone
     │
VS Code
     │
IBM Z Open Editor
     │
Editar COBOL
     │
Git Commit
     │
Git Push
     │
GitHub

Perceba.

O Mainframe nem apareceu.


O que vamos instalar

Nosso kit Bellacosa Mainframe será composto por:

✅ Visual Studio Code

✅ Git

✅ IBM Z Open Editor

✅ GitHub Pull Requests

✅ Error Lens

✅ Material Icon Theme

✅ Markdown All in One

✅ Code Spell Checker

✅ Todo Tree

✅ Peacock

Opcionalmente:

  • GitLens

  • Better Comments

  • YAML

  • XML

  • Rainbow CSV

  • Hex Editor

  • REST Client

Você perceberá que quase tudo é gratuito.


Passo 1 — Instale o Git

Sem Git...

não existe GitHub.

Baixe:

https://git-scm.com

Durante a instalação aceite praticamente tudo.

Depois abra um terminal.

Digite:

git --version

Se aparecer algo parecido com:

git version 2.51

Parabéns.

Seu sabre de luz foi montado.


Passo 2 — Instale o VS Code

Baixe em

https://code.visualstudio.com

Instale normalmente.

Abra.

Você verá uma tela praticamente vazia.

É aqui que a mágica acontece.


Passo 3 — Faça login no GitHub

No canto inferior esquerdo existe o ícone da conta.

Clique.

Escolha:

Sign In with GitHub

O navegador abrirá.

Autorize.

Volte ao VS Code.

Pronto.

Agora seu VS Code conversa diretamente com o GitHub.


Passo 4 — Instale o IBM Z Open Editor

Abra Extensions.

Pesquise:

IBM Z Open Editor

Instale.

Este plugin entende COBOL.

Ele conhece:

  • DIVISION

  • SECTION

  • PARAGRAPH

  • COPY

  • EXEC SQL

  • EXEC CICS

  • comentários

  • copybooks

É praticamente um ISPF moderno.


O que ele faz?

Quando você abre:

IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. HELLO.

Ele já entende que aquilo é COBOL.

Você ganha:

✔ Colorização

✔ Outline

✔ Auto Complete

✔ Navegação

✔ Hover

✔ Referências

✔ Folding

✔ Sintaxe

Tudo gratuitamente.


Passo 5 — Instale GitHub Pull Requests

Esse plugin é fantástico.

Ele permite:

  • abrir Pull Requests

  • revisar código

  • comentar linhas

  • aprovar alterações

Sem sair do VS Code.


Passo 6 — Material Icon Theme

Pequeno detalhe.

Grande diferença.

Agora:

📄 COBOL

📄 COPYBOOK

📄 JCL

📄 REXX

ganham ícones.

Seu projeto fica muito mais agradável.


Passo 7 — Error Lens

Esse plugin faz algo simples.

Mostra erros diretamente na linha.

Sem precisar olhar outro painel.

Economiza muito tempo.


Passo 8 — Better Comments

Imagine:

*> TODO

vira verde.

*> WARNING

fica amarelo.

*> BUG

fica vermelho.

Seu código passa a conversar com você.


Passo 9 — Todo Tree

Agora imagine possuir 3.000 programas.

Você procura:

TODO

Ele encontra todos.

Fantástico para projetos enormes.


Passo 10 — Clone seu GitHub

No terminal:

git clone https://github.com/seuusuario/IBMLearnCOBOL.git

ou simplesmente:

No VS Code:

Clone Repository

Cole a URL.

Pronto.


Estrutura típica

COBOL/
    HELLO.CBL
    CLIENTE.CBL
COPY/
    CLIENTE.CPY
JCL/
    COMPILA.JCL
REXX/
README.md

Tudo organizado.


Abrindo o projeto

Arquivo

Open Folder

Escolha:

IBMLearnCOBOL

Agora tudo aparece na lateral.

Exatamente como Java.

Exatamente como Python.


Editando um programa

Abra:

HELLO.CBL

Modifique:

DISPLAY "HELLO WORLD".

para

DISPLAY "HELLO BELLACOSA MAINFRAME".

Salve.

Só isso.


Observe o Git

Na lateral existe:

Source Control

Aparecerá:

M HELLO.CBL

M significa:

Modified.


Veja a diferença

Clique no arquivo.

O VS Code mostra:

esquerda

arquivo antigo

direita

arquivo novo.

Em verde:

linhas adicionadas.

Em vermelho:

linhas removidas.

É maravilhoso.


Criando um Commit

Na caixa superior escreva:

Alterado texto do HELLO WORLD

Clique:

Commit

Pronto.


Fazendo Push

Agora clique:

Sync

ou

Push

O Git envia tudo para o GitHub.

Seu código agora está online.


Histórico

Clique:

Timeline

Você verá:

  • quem alterou

  • quando

  • qual commit

  • diferença

É uma máquina do tempo.


GitLens

Se instalar GitLens...

fica ainda melhor.

Você passa o mouse.

Ele mostra:

Vagner Bellacosa

14 dias atrás

Commit:

Correção cálculo IRRF

Parece mágica.


Trabalhando com Branches

Nunca altere diretamente a Main.

Crie:

feature/curso-cobol

bugfix/cliente

feature/json

feature/db2

Isso é padrão de mercado.


Commits bons

Ruim:

teste

Ruim:

aaaa

Ruim:

mudança

Bom:

Inclui validação do CPF

Corrige cálculo de juros

Refatora rotina de leitura VSAM

Atualiza documentação

Organização Bellacosa

COBOL
COPY
JCL
BMS
DBRM
SQL
DOCS
LABS
QUIZZES

Tudo separado.

Tudo fácil.


Markdown

Documente tudo.

README.

Arquitetura.

Fluxo.

Exemplos.

O VS Code possui preview fantástico.


Dica de Ouro

Ative:

Auto Save

Você nunca esquecerá de salvar.


Outra dica

Use:

Minimap.

Você enxerga programas COBOL gigantes.


Outra

Breadcrumbs.

Você sabe exatamente:

DIVISION

SECTION

PARAGRAPH

onde está.


Outra

Outline.

Clique:

CALCULA-TOTAL

Vai direto para o parágrafo.

Adeus Page Down.


Outra

CTRL+P

Digite:

cliente

Abre CLIENTE.CBL imediatamente.


Outra

CTRL+SHIFT+O

Lista todos os parágrafos.

Fantástico.


Outra

CTRL+SHIFT+F

Procura em TODOS os programas.

Imagine localizar:

EXEC SQL

em 12.000 fontes.

Leva segundos.


Easter Egg nº 1

Troque o tema.

Experimente:

IBM Carbon Theme

ou

One Dark Pro.

Seu COBOL fica lindíssimo.


Easter Egg nº 2

Instale Peacock.

Cada Workspace ganha uma cor.

Nunca mais confundirá produção e laboratório.


Easter Egg nº 3

Digite:

>Preferences: Open Keyboard Shortcuts

Personalize tudo.


Easter Egg nº 4

Use emojis nos commits.

✨ Novo programa

🐞 Corrige bug

📚 Atualiza documentação

♻ Refatoração

🚀 Nova funcionalidade

Easter Egg nº 5

Use Copilot apenas para sugerir código.

Nunca aceite sem entender.

O bom desenvolvedor continua pensando.


Quando chegar o Mainframe...

Nada muda.

Você apenas instala:

IBM Zowe Explorer.

Então passa a acessar:

PDS

PDSE

USS

JES

Jobs

Datasets

O editor continua exatamente o mesmo.

É como aprender a dirigir em um simulador e depois entrar no carro real: os comandos principais permanecem familiares.


O verdadeiro objetivo

Aprender COBOL nunca foi decorar comandos do ISPF.

O objetivo é entender:

  • lógica de negócio;

  • arquitetura de sistemas;

  • qualidade de código;

  • versionamento;

  • colaboração;

  • documentação.

Essas habilidades acompanham você em qualquer plataforma.


Conclusão

Durante décadas, muitos imaginaram que o desenvolvimento Mainframe dependia de telas verdes, terminais 3270 e comandos memorizados. Hoje, essa realidade mudou. O Visual Studio Code, aliado ao IBM Z Open Editor e ao GitHub, oferece uma experiência moderna, produtiva e acessível para estudar, revisar e evoluir programas COBOL sem a necessidade imediata de um ambiente z/OS.

Ao dominar Git, commits bem escritos, branches, documentação em Markdown e a organização de projetos, você desenvolve competências valorizadas em qualquer equipe de engenharia de software. Quando chegar o momento de conectar-se a um IBM Z com o Zowe Explorer, a curva de aprendizado será muito menor, pois o editor, os atalhos e o fluxo de trabalho continuarão praticamente os mesmos.

Você não está abandonando o Mainframe tradicional. Está adicionando ferramentas modernas à sua caixa de ferramentas. Como costumo dizer no Bellacosa Mainframe: o terminal pode mudar, mas a excelência em engenharia de software continua sendo a mesma.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Neo COBOL : Como Git, VS Code, APIs, Zowe, DevOps e Inteligência Artificial Estão Transformando o Desenvolvimento Mainframe

Bellacosa Mainframe e o que há de mais moderno no COBOL

☕💣🚀 PADAWAN, O COBOL FUGIU DO TERMINAL VERDE!

Como Git, VS Code, APIs, Zowe, DevOps e Inteligência Artificial Estão Transformando o Desenvolvimento Mainframe

Existe uma pergunta que aparece em praticamente toda palestra sobre Mainframe.

Ela normalmente vem de alguém que nunca trabalhou com IBM Z.

Às vezes é um estudante.

Às vezes é um programador Java.

Às vezes é um gerente recém-chegado ao mundo corporativo.

A pergunta é sempre a mesma:

— Mas COBOL ainda existe?

E eu sempre respondo:

— Não apenas existe. Ele movimenta boa parte da economia mundial enquanto você dorme.

O mais curioso é que o COBOL de hoje não se parece nem um pouco com a imagem que muita gente guarda na cabeça.

Quando alguém fala em COBOL, normalmente imagina uma sala escura, um operador digitando comandos em uma tela verde, um terminal 3270 piscando e um monte de programas escritos há cinquenta anos.

Essa imagem até possui um fundo de verdade.

Mas ela representa apenas uma pequena parte da história.

A realidade é que o Mainframe passou por uma transformação silenciosa que poucas pessoas fora do mercado IBM perceberam.

E talvez essa seja uma das maiores revoluções tecnológicas dos últimos anos.


O Gigante Invisível Nunca Foi Embora

Enquanto o mundo discutia startups, aplicativos móveis e computação em nuvem, o Mainframe continuava fazendo aquilo que sempre fez melhor:

Processar volumes absurdos de dados com segurança, disponibilidade e confiabilidade.

Hoje ele continua presente em:

  • Bancos

  • Seguradoras

  • Bolsas de valores

  • Governos

  • Operadoras de cartão

  • Empresas aéreas

  • Sistemas de saúde

Bilhões de transações passam diariamente por sistemas COBOL.

Grande parte do dinheiro que circula pelo planeta toca algum programa COBOL em algum momento da jornada.

O curioso é que quase ninguém percebe isso.

Por isso costumo chamar o Mainframe de:

O Gigante Invisível da Computação.


O Dia em Que o Mainframe Conheceu o VS Code

Durante décadas o ambiente clássico de desenvolvimento foi dominado por ferramentas tradicionais como:

  • ISPF

  • TSO

  • SDSF

  • Editores 3270

Essas ferramentas continuam extremamente importantes.

Mas a nova geração de desenvolvedores cresceu usando interfaces gráficas, IDEs modernas e integração contínua.

A IBM percebeu isso.

O resultado foi uma mudança histórica.

Hoje um programador COBOL pode desenvolver utilizando:

  • Visual Studio Code

  • Git

  • GitHub

  • GitHub Actions

  • APIs REST

  • Zowe Explorer

Ou seja:

O desenvolvedor pode trabalhar em uma interface praticamente idêntica à utilizada por equipes Java, Python ou JavaScript.

A barreira psicológica que separava o Mainframe do restante da indústria começou a desaparecer.


Zowe: A Ponte Entre Dois Mundos

Talvez nenhuma ferramenta tenha simbolizado tanto essa transformação quanto o Zowe.

Criado sob o guarda-chuva do Open Mainframe Project, o Zowe funciona como uma ponte entre o universo moderno de desenvolvimento e o ambiente IBM Z.

Com ele é possível:

  • Navegar em datasets

  • Visualizar jobs

  • Consultar JES

  • Trabalhar com USS

  • Automatizar tarefas

  • Consumir APIs do z/OS

Tudo isso sem sair do VS Code.

Para quem cresceu usando ISPF, a experiência parece quase mágica.

Para quem veio do mundo distribuído, finalmente o Mainframe passa a parecer familiar.


Open Mainframe Project: O Movimento Que Mudou Tudo

Durante muitos anos existiu um mito.

O mito dizia que Mainframe era uma tecnologia fechada.

Que tudo era proprietário.

Que inovação só acontecia fora desse ambiente.

Então surgiu o Open Mainframe Project.

A iniciativa passou a reunir:

  • IBM

  • Bancos

  • Universidades

  • Comunidade Open Source

  • Grandes empresas globais

O objetivo era simples:

Modernizar o ecossistema sem destruir aquilo que o tornou confiável.

Foi dessa iniciativa que nasceram diversos projetos fundamentais.

Entre eles:

  • Zowe

  • COBOL Check

  • Z Open Editor

  • Mentorship Programs

  • Cursos gratuitos

O resultado foi um crescimento enorme da comunidade.


O Git Finalmente Chegou ao Mainframe

Antigamente o controle de versões era feito através de soluções corporativas específicas.

Hoje a realidade mudou.

Git tornou-se parte integrante do desenvolvimento Mainframe moderno.

Agora podemos:

  • Criar branches

  • Fazer merge

  • Abrir pull requests

  • Revisar código

  • Automatizar validações

Exatamente como acontece no restante da indústria.

O Mainframe deixou de ser uma ilha.

Ele tornou-se mais um participante do ecossistema DevOps.


DevOps Não É Apenas Moda

Existe quem pense que DevOps é apenas uma palavra bonita para colocar em apresentações.

Não é.

DevOps representa uma mudança cultural profunda.

No passado era comum ver equipes divididas:

Desenvolvimento de um lado.

Operação do outro.

Cada grupo trabalhando isoladamente.

Hoje o objetivo é integração.

Automação.

Colaboração.

Velocidade.

Qualidade.

E o IBM Z abraçou completamente essa filosofia.


CI/CD Também Chegou ao COBOL

Um dos maiores choques para quem está entrando no mercado Mainframe é descobrir que existem pipelines CI/CD para COBOL.

Sim.

Pipelines completos.

O fluxo pode ser algo como:

Commit → Build → Testes → Deploy → Produção

Ferramentas modernas como:

  • GitHub Actions

  • Jenkins

  • DBB

  • UrbanCode

  • Zowe CLI

permitem automatizar praticamente todo o ciclo de desenvolvimento.

O mesmo conceito utilizado em aplicações web agora pode ser aplicado a programas COBOL.


Testes Automatizados: O JUnit do Mainframe

Durante muito tempo existiu a falsa ideia de que COBOL não possuía testes unitários.

Hoje isso está completamente ultrapassado.

Ferramentas como COBOL Check permitem:

  • Criar testes automatizados

  • Validar regras de negócio

  • Executar regressões

  • Integrar com pipelines DevOps

O conceito é muito parecido com:

  • JUnit

  • NUnit

  • PyTest

A diferença é que agora estamos falando de COBOL.

Isso reduz riscos.

Melhora qualidade.

E aumenta a confiança durante mudanças em sistemas críticos.


APIs: O Mainframe Conversa Com Tudo

Outro mito clássico:

"O Mainframe é isolado."

Errado.

O Mainframe moderno conversa com praticamente qualquer tecnologia.

Hoje é comum encontrar:

  • APIs REST

  • Serviços Web

  • JSON

  • XML

  • Kafka

  • MQ

  • Cloud

Um programa COBOL pode ser chamado por:

  • Aplicativos móveis

  • Sites

  • Microserviços

  • Plataformas em nuvem

A integração tornou-se um dos pilares da modernização.


UTF-8: O COBOL Aprendeu Novos Idiomas

Durante décadas os sistemas corporativos lidaram principalmente com conjuntos de caracteres tradicionais.

Agora o mundo é global.

Precisamos lidar com:

  • Português

  • Japonês

  • Chinês

  • Árabe

  • Emojis

O Enterprise COBOL evoluiu para suportar:

  • UTF-8

  • NATIONAL

  • Dynamic-Length Items

Isso abre portas para aplicações verdadeiramente globais.


Multithreading e Performance

Outra área de enorme evolução foi a capacidade de execução paralela.

Recursos modernos permitem:

  • Multithreading

  • THREAD Compiler Option

  • LOCAL-STORAGE

  • THREADSAFE

Isso significa melhor aproveitamento dos recursos do hardware IBM Z.

E quando falamos de IBM Z, estamos falando de uma das plataformas mais poderosas já criadas para processamento transacional.


O Papel da Inteligência Artificial

Talvez estejamos entrando na fase mais interessante da história do Mainframe.

A Inteligência Artificial começou a chegar ao ambiente IBM Z.

Hoje já vemos:

  • Assistentes de código

  • Geração automática de documentação

  • Explicação de programas legados

  • Conversão de código

  • Análise de impacto

  • Apoio à modernização

Ferramentas como GitHub Copilot, Watsonx e soluções corporativas especializadas estão transformando a forma como trabalhamos.

O desenvolvedor deixa de gastar energia com tarefas repetitivas e passa a focar na lógica de negócio.


O Novo Programador Mainframe

O mercado mudou.

O profissional mais valorizado não é apenas aquele que conhece COBOL.

Nem apenas aquele que conhece DevOps.

O profissional mais procurado é aquele que consegue unir os dois mundos.

O desenvolvedor moderno entende:

  • COBOL

  • JCL

  • DB2

  • CICS

  • Git

  • APIs

  • VS Code

  • Zowe

  • DevOps

  • CI/CD

  • Testes automatizados

Ele compreende o legado.

Mas também compreende a inovação.

E essa combinação é extremamente rara.


O Futuro Já Chegou

Muitas pessoas continuam esperando o fim do Mainframe.

Esperam isso há décadas.

Enquanto isso, o IBM Z continua evoluindo.

Continua processando bilhões de transações.

Continua movimentando bancos.

Continua sustentando governos.

Continua integrando-se com nuvem, APIs, DevOps e Inteligência Artificial.

Talvez a maior surpresa não seja que o Mainframe tenha sobrevivido.

Talvez a maior surpresa seja perceber que ele nunca esteve tão moderno.

E aqui está a lição mais importante desta história.

☕💣🚀

OPERADOR, O COBOL NÃO FICOU PRESO NO PASSADO.

ELE SIMPLESMENTE ESPEROU O RESTO DA INDÚSTRIA ALCANÇÁ-LO.

Este texto já está pronto para publicação no Blogspot, LinkedIn Articles ou newsletter "Um Café no Bellacosa Mainframe".

terça-feira, 26 de maio de 2026

☕🟩 “DA TELA VERDE AO VS CODE: A GUERRA DAS IDEs MAINFRAME QUE NINGUÉM TE CONTOU”

 

Bellacosa Mainframe e as muitas ides de desenvolvimento do COBOL


☕🟩 “DA TELA VERDE AO VS CODE: A GUERRA DAS IDEs MAINFRAME QUE NINGUÉM TE CONTOU”

"Enquanto o programador moderno instala 847 extensões no VS Code… o veterano do ISPF compila COBOL usando apenas PF3, ódio corporativo e café."


Existe uma jornada secreta no mundo mainframe.

Todo programador z/OS passa por ela.

É quase uma evolução Pokémon corporativa:

ISPF → RDz → IDz → Zowe → VS Code → “volta pro ISPF porque era mais rápido”

E cada geração acredita que encontrou “a IDE definitiva”.

Spoiler:
ninguém encontrou.

Porque no fundo…
o programador mainframe ama sofrer um pouquinho.


🟩 ISPF — O IMPERADOR DA TELA VERDE


Sucessor das folhas de codificação

Antes de Eclipse.

Antes do Java.

Antes do VS Code existir.

Antes de metade da internet nascer.

Já existia o ISPF.

O Interactive System Productivity Facility.

Ou como muitos chamam:

“O cockpit do operador Jedi do mainframe.”

Criado nos anos 70, o ISPF não era bonito.
Ele era EFICIENTE.

Sem mouse.
Sem animação.
Sem autocomplete coloridinho gamer.

Mas absurdamente rápido.

Veteranos digitam comandos ISPF numa velocidade que parece hack.

Você pisca…
e o cara já:

  • abriu dataset,

  • editou membro,

  • compilou COBOL,

  • submeteu JCL,

  • analisou spool,

  • corrigiu abend,

  • e ainda reclamou do Java.

Tudo em 40 segundos.


🚀 O Segredo da Performance do ISPF

Aqui vem um easter egg que juniors não acreditam:

O ISPF consome RIDICULAMENTE pouca memória.

Enquanto IDEs modernas:

  • comem gigabytes de RAM,

  • abrem 19 processos,

  • travam por causa de plugin,

o ISPF praticamente roda no poder da determinação humana.

Em muitos ambientes:

  • 2 MB já eram luxo,

  • 8 MB parecia ficção científica,

  • e ainda assim o sistema inteiro voava.

O motivo?

Tudo era pensado para:

  • eficiência,

  • terminal remoto,

  • baixo consumo,

  • alta responsividade.

O ISPF é tão rápido porque ele nasceu num mundo onde desperdiçar CPU era pecado mortal.


☕ Eclipse — O Portal Que Trouxe o Mainframe ao Mundo Moderno

Aí chegou o Eclipse.

E o mundo mainframe olhou desconfiado.

Porque pela primeira vez alguém disse:

“E se o programador COBOL usar mouse?”

Silêncio absoluto no datacenter.


🟦 RDz — Rational Developer for z Systems

O lendário RDz surgiu como a grande modernização visual do desenvolvimento z/OS.

Depois virou:

  • Rational Developer for System z

  • Rational Developer for z Systems

  • e mais tarde IDz.

O RDz trouxe:

  • syntax highlight,

  • autocomplete,

  • debug visual,

  • integração DB2,

  • remote edit,

  • projetos modernos,

  • interface gráfica.

Os juniors acharam mágico.

Os veteranos disseram:

“isso é lento.”

E honestamente?
Eles tinham razão em parte.


🧠 O Eclipse Tinha FOME

O Eclipse revolucionou o desenvolvimento mainframe…

mas também inaugurou um novo conceito:

“Quanto mais plugin, mais sofrimento.”

RDz/IDz dependiam muito da JVM.

Então começaram os fenômenos paranormais:

  • OutOfMemoryError,

  • workspace corrompido,

  • garbage collection assassina,

  • travamentos misteriosos,

  • startup de 4 minutos.

Programadores começaram a decorar parâmetros JVM como magias ocultas:

-Xms512m
-Xmx4096m

Na época isso parecia MUITA memória.

Hoje o Chrome usa isso só pra abrir duas abas do YouTube.


🟨 IDz — IBM Developer for z/OS

IBM Developer for z/OS

O RDz evoluiu para o atual IBM Developer for z/OS (IDz). (IBM)

A versão moderna continua baseada em Eclipse, mas muito mais refinada.

Recursos atuais:

  • integração Git,

  • pipelines DevOps,

  • debugging avançado,

  • análise de impacto,

  • integração com APIs,

  • suporte híbrido,

  • AI assistance.

A IBM hoje posiciona o IDz como parte da modernização enterprise do z/OS. (IBM)


📅 Release Atual

As linhas atuais giram em torno da família 16.x do IDz/IDzEE. (IBM)


🧠 Memória e Performance

Aqui entra uma verdade universal:

Quanto maior o workspace COBOL…
mais RAM você oferece em sacrifício.

Projetos enormes:

  • copybooks gigantes,

  • milhões de linhas,

  • análise cross-reference,

fazem o Eclipse sofrer.

Ambientes corporativos frequentemente usam:

  • 4 GB até 8 GB JVM,

  • SSD obrigatório,

  • muito tuning.

Mesmo assim…

o autocomplete COBOL moderno impressiona MUITO.


⚡ KDz — O Eclipse “Turbo Corporativo”

Pouca gente lembra do apelido KDz.

Muitos ambientes chamavam certas distribuições customizadas do Developer for z como:

  • KDz,

  • KDz tooling,

  • kits corporativos z/OS.

Em geral eram empacotamentos enterprise:

  • plugins internos,

  • integração RACF,

  • ferramentas DevOps,

  • scanners,

  • analyzers.

O problema?

Cada empresa criava um “Frankenstein Eclipse”.

Resultado:

  • 14 plugins incompatíveis,

  • 9 versões Java,

  • workspace amaldiçoado,

  • startup digno de filme de terror.


🟦 Visual Studio Code — O Escolhido da Nova Geração

Então surgiu o VS Code.

Leve.
Rápido.
Moderno.

E o mundo mainframe falou:

“Finalmente.”


🔥 Wazi Developer for VS Code

A IBM percebeu algo importante:

Os juniors NÃO queriam Eclipse pesado.

Então nasceu o:
IBM Developer for z/OS on VS Code, antigo Wazi for VS Code. (IBM)

Ele usa:

  • VS Code,

  • Z Open Editor,

  • integração Zowe,

  • debug moderno,

  • Git nativo,

  • APIs.

Hoje é uma das maiores apostas da IBM para atrair nova geração.


📅 Releases Atuais


🚀 Performance

Aqui acontece a magia.

VS Code:

  • inicia rápido,

  • consome menos RAM,

  • responde melhor,

  • tem ecossistema moderno.

Muitos ambientes rodam confortavelmente com:

  • 1 GB a 2 GB RAM,

  • contra múltiplos GB do Eclipse.

E isso seduziu MUITO programador COBOL novo.


🟪 Zowe — O “Linux do Mainframe”

Zowe Project


O Zowe foi outro terremoto cultural.

Porque ele trouxe algo impensável:

mainframe via CLI moderna

Veteranos ficaram confusos vendo:

  • npm,

  • Node.js,

  • REST API,

  • terminal moderno falando com z/OS.

Parecia cyberpunk corporativo.


🧠 O Que o Zowe Mudou

O Zowe criou:

  • APIs REST para z/OS,

  • CLI moderna,

  • integração DevOps,

  • extensões VS Code,

  • acesso datasets via interface moderna.

Hoje ele é praticamente peça-chave da modernização mainframe. (Zowe Docs)


📅 Release Atual

A linha moderna está na família:

  • Zowe V3.x em evolução contínua durante 2025–2026. (Zowe Docs)


☕ O Plot Twist Final

E depois de tudo isso…

sabe o que muitos veteranos fazem?

Voltam pro ISPF.

Porque:

  • PF8 ainda é mais rápido,

  • split screen é lendário,

  • editar dataset gigante no 3270 continua absurdo,

  • e submitar JCL no painel 3.4 é praticamente arte marcial.


🛸 O Futuro das IDEs Mainframe

Hoje o ecossistema está dividido:

FerramentaFilosofia
ISPFvelocidade bruta
Eclipse / IDzenterprise pesado
VS Codemodernização leve
ZoweDevOps/API/cloud
Waziponte nova geração
3270religião corporativa

E o mais curioso?

TODAS coexistem.

Porque o mainframe não abandona tecnologia.
Ele acumula.

Como um dragão corporativo guardando tesouros tecnológicos de 50 anos.


☕ Conclusão Bellacosa Mainframe

O mundo moderno acha que evolução tecnológica significa substituir tudo.

O mainframe pensa diferente.

Ele acredita em:

  • compatibilidade,

  • estabilidade,

  • coexistência,

  • sobrevivência.

Por isso hoje você encontra:

  • ISPF dos anos 70,

  • Eclipse dos anos 2000,

  • VS Code moderno,

  • APIs REST,

  • IA,

  • OpenShift,

  • Kubernetes,

  • e COBOL…

todos funcionando juntos no MESMO ambiente.

E honestamente?

Isso é uma das coisas mais incríveis da computação moderna.


☕🟩 Bellacosa Mainframe
"Enquanto o VS Code baixa extensões… o ISPF já compilou o COBOL e foi tomar café."

Se eu esqueci de alguma IDE, deixe nos comentarios para enriquecer ainda mais esse artigo.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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