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sábado, 11 de outubro de 2014

🧹 A Dança da Vassoura

 

Bellacosa Mainframe e o famoso baile da dança das vassouras


🧹 A Dança da Vassoura

Regras oficiais, caos controlado e diversão garantida

Se você nunca ouviu falar da dança da vassoura, sente-se, jovem padawan: isso aqui era engenharia social aplicada ao bailinho escolar.

A dança da vassoura não era castigo. Muito pelo contrário.
Ela era o modo bônus, o feature escondido do sistema.

🔹 O setup (ambiente de produção)

  • Bailinho rolando

  • Música lenta ou animada (não importa)

  • Vários pares dançando

  • Um rapaz sem par

  • Uma vassoura emprestada da tia da limpeza (recurso compartilhado)

Esse rapaz passa a dançar com a vassoura.
Mas atenção: isso não é humilhação.
É poder absoluto temporário.



🔹 A Regra de Ouro

O rapaz que dança com a vassoura ganha um super bônus:

👉 Ele pode escolher qualquer par que esteja dançando
👉 Tocar no ombro da garota
👉 Substituí-la pela vassoura

A garota passa a dançar com ele
E o rapaz “desalojado” assume a vassoura.

Swap de processos em tempo real.




🔹 Restrições importantes (porque até diversão tem governança)

  • ❌ Não pode voltar ao mesmo par imediatamente

  • ❌ Não pode recusar o convite (“não” não existe no protocolo)

  • ✅ Tem que ir atrapalhar outro par

  • ✅ O objetivo é movimentar todo mundo

Ou seja:
ninguém fica parado,
ninguém fica excluído,
todo mundo dança com todo mundo.




🔹 A dinâmica real (ou: caos elegante)

Enquanto a música toca:

  • pares se desfazem

  • novos pares se formam

  • risadas explodem

  • a sala vira um sysplex emocional

  • a vassoura circula como token de controle

É democracia dançante.
É inclusão forçada com sorriso no rosto.
É zoação sem crueldade.


🔹 Por que isso funcionava tão bem?

Porque:

  • Quebrava a timidez

  • Evitava panelinhas

  • Misturava a turma inteira

  • Criava histórias que duram décadas

Era impossível ficar invisível.
Em algum momento, todo mundo dançava.


🔹 Easter egg social dos anos 80

  • Quem “amarelava” virava lenda

  • Quem segurava a vassoura com estilo virava herói

  • Casal que se conheceu na dança da vassoura?
    História registrada em memória não volátil


🔹 Versão Bellacosa Mainframe (tradução técnica)

  • Música = job em execução

  • Vassoura = controle de concorrência

  • Par = sessão ativa

  • Troca = context switch

  • Zoação = logging habilitado

  • Diversão = SLA cumprido com sucesso


No fim das contas, a dança da vassoura era isso:
uma forma simples, genial e inocente de dançar, zoar, misturar e aproximar.

Sem aplicativo.
Sem algoritmo.
Sem like.

Só gente, música, risada…
e uma vassoura rodando em produção.

🧹💃🕺

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

🎄 Taubaté e o final boss Bailinhos, amigo secreto e luz meia-boca

 

Bellacosa Mainframe e o bailinho escolar

🎄 Taubaté e o final boss: Bailinhos, amigo secreto e luz meia-boca

Memórias doces das escolas de Taubaté

Esta é, sem dúvida, uma das lembranças mais doces que carrego de Taubaté. Um conjunto de eventos simples, mas carregados de significado, vividos entre 1983 e 1984 no Quiririm e depois em 1985 e 1986 no Parque Sabará, nas escolas Deputado Cesar Costa e Amador Bueno da Veiga.

Naquele tempo, existia um ritual sagrado de fim de ano. Cada sala, de forma quase autônoma — algo bem stand-alone, sem centralização — escolhia um dia para fazer sua festinha de confraternização. Tinha de tudo: amigo secreto, comes e bebes, musiquinha, risadas e aquele clima de “missão cumprida” por mais um ano letivo finalizado sem abend.





Lembro com carinho da primeira caneta “de adulto” que ganhei da Adriana, ainda na quarta série em 1984 no Deputado Cesar Costa no Quiririm. Para muitos era só uma caneta. Para mim, era quase um upgrade de sistema operacional, um sinal claro de que eu estava subindo de versão.

Os comes e bebes tinham sua própria organização social:
rapazes levavam bebidas, meninas traziam quitutes.
Quando dava, fazíamos uma vaquinha — crowdfunding analógico raiz — para melhorar o cardápio. E, claro, sempre surgia alguém com aquele toca-fitas parrudo estilo boombox, com dois alto-falantes, orgulho tecnológico da época, pronto para animar o bailinho.



No quinto ano, ganhei uma das minhas melhores memórias: a Gisele me ensinando a dançar música lenta. Dois passinhos para lá, um prá cá, corpos colados, mão na cintura e no ombro. Gisele, Gisele, danadinha. Nada de exageros. O som tinha que ficar baixo, porque outras salas ainda estavam em aula. Mesmo assim, era mágico.

Chegávamos mais cedo para preparar a sala:
arrastar cadeiras, empurrar mesas, criar um salão improvisado.
Fechávamos as cortinas para dar aquele escurinho estratégico e íamos ao painel de luzes desligar metade das lâmpadas. Um dimmer manual, na raça.

A professora coordenadora ficava ali, presente, fiscalizando — nosso RACF humano, garantindo que nada saísse do controle. E não saía. Era tudo muito saudável:
o bailinho,
o baile da vassoura,
as risadas,
a confraternização.



Claro que os outros professores apareciam para dar um alozinho, era um dia que as barreiras se quebravam, não existiam professores e alunos, apenas colegas de viagem, que terminaram com sucesso mais uma jornada. O Ômega escolar, vencer o chefe final e avançar para o nível seguinte.

Era a alegria pura de terminar mais um ano, passar de série, estreitar laços, criar histórias. Coisa simples. Coisa de interior nos anos 1980. Mas que rendia causos infinitos:
casalzinhos se formando,
paqueras evoluindo,
a chance de dançar com a mais gata da turma,
a zoação dos que amarelaram na hora H.

Troca de presentes, música baixa, luz meia-boca, coração acelerado.
Nada sofisticado. Nada artificial. Tudo real.



Hoje, muitos nomes se perderam na memória. Mas naquela época, cada colega era parte ativa do meu mundo. E lembrar desses momentos ainda anima o coração, como um job antigo que, quando relido, continua funcionando perfeitamente — sem precisar de manutenção.

Bons tempos. Tempos doces. Tempos que não dão rollback, mas deixam logs eternos na alma.


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Conheça as regras da dança da vassoura:

Momentos divertidos em bailinhos fosse na escola, fosse festas na garagem, onde houvesse um baile e uma pessoa espirituosa com uma vassoura disponivel


Regras da Dança da Vassoura

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2014/10/danca-da-vassoura.html


domingo, 13 de janeiro de 2013

Mais uma mudança em Taubaté



Mais uma mudança em Taubaté

O CECAP foi um bairro especial. Daqueles locais magicos que ficam na memoria, nos lembrando deste e daquele momento, daqueles famosos e se.


Daqueles que entram em produção e ficam marcados no histórico do sistema para sempre. Foi um ambiente divertido, cheio de rotas alternativas, backdoors naturais e mapas secretos que só a molecada conhecia. Percorremos campos de arroz como se fossem territórios proibidos, atravessamos riachos e lagoas, exploramos trilhas que levavam ao Tataúba e ao Pinheirinho, sempre com aquele sentimento de aventura que hoje não cabe mais no mundo asfaltado.

Tinha a cooperativa da Volkswagen, as idas até Caçapava, as olarias, a barulhenta máquina de descascar arroz cuspindo grãos como se fosse um batch job sem JCL otimizado. Tinha os caquis furtados com técnica ninja, as jabuticabas roubadas em grupo, as iças coletadas em operação coordenada e, acima de tudo, os bons amigos. Companheiros de jornada, de ralada, de riso e de cascudo.



Mas sistemas instáveis sempre geram mudanças inesperadas.

Seu Wilson, inquieto, inconstante, aquele operador que nunca deixa o ambiente estabilizar, arrumou mais uma casa. E lá fomos nós novamente. Shutdown controlado? Nada. Foi power off mesmo.

Estamos agora em 1985.
Novo endereço: Jardim Garcez, no Parque Sabará, ainda em Taubaté, mas do outro lado do mapa. Outro extremo da cidade. Próximo de Tremembé, colado em fazendas, perto do Rio Paraíba do Sul. Um cenário completamente diferente, quase outro datacenter.

Nova casa.
Nova escola.
Novos colegas.

Aquela sensação clássica de quem acabou de dar IPL num sistema desconhecido: tudo parece estranho, os nomes não fazem sentido, os comandos ainda não funcionam direito. A gente observa, testa, mede, erra, aprende. É assim que sempre foi.

O CECAP ficou para trás, arquivado na memória como um dataset histórico, daqueles que você não apaga nunca, mesmo sabendo que não volta mais a usá-lo. As aventuras continuam, mas agora em outro ambiente, com outras regras, outros perigos, outros aliados.

E eu sigo, pequeno operador da própria vida, carregando experiências de um bairro que me ensinou a explorar, a dividir, a sobreviver e a rir. Agora é esperar os próximos eventos, porque se tem uma coisa que aprendi cedo é que, na minha história, a estabilidade nunca dura muito.

Vamos ver o que acontece.