☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Gostou do conteúdo? Ajude a manter o café quente, o COBOL compilando e o mainframe acordado. 😄
☕ Pague um café ao Bellacosa

Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta computação empresarial. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta computação empresarial. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

⚙️ IBM System z13 – O Mainframe que Sonhava em Tempo Real

 

Bellacosa Mainframe apresenta o ibm system z13

⚙️ IBM System z13 – O Mainframe que Sonhava em Tempo Real

O gigante projetado para o mundo móvel, cognitivo e analítico.


🧭 Introdução Técnica

Em 2015, a IBM lançou o System z13 (z13 EC) — sucessor direto do zEnterprise EC12 (z11) e herdeiro da arquitetura zEnterprise BC12 (z12).
Foi o primeiro mainframe da história projetado para a era dos dispositivos móveis, quando bilhões de transações em tempo real passaram a acontecer a cada segundo.

A palavra-chave do z13 é integração cognitiva: projetado para Big Data, Analytics, Cloud e Segurança Avançada, ele uniu processamento de alto desempenho, criptografia on-chip e análise em tempo real, abrindo caminho para a era Watson + z/OS.


🕰️ Ficha Técnica – IBM System z13

ItemDetalhe
Ano de Lançamento2015
Modelosz13 EC (Enterprise Class) e z13s (Small Enterprise, 2016)
CPU22 núcleos por chip (hexacore evoluído), 5 GHz, 22 nm SOI CMOS
ArquiteturaIBM z/Architecture (64 bits)
Sistema Operacionalz/OS 2.1 – 2.3
Memória Máxima10 TB (z13 EC) / 4 TB (z13s)
AntecessorzEnterprise EC12 (System z11) / BC12 (System z12)
SucessorIBM z14 (2017)

🔄 O que muda em relação ao System z12

  1. Novo processador de 22 núcleos com arquitetura superscalar e pipelines paralelos otimizados para workloads analíticos.

  2. Memória gigantesca: até 10 TB — 3x mais que o zEC12 — abrindo caminho para análises em tempo real e in-memory DB2.

  3. Instruções SIMD (Vector Facility): suporte nativo a cálculos paralelos — precursor do Machine Learning embarcado.

  4. Criptografia On-Chip: cada núcleo traz co-processadores AES, SHA e RSA — segurança full-speed.

  5. zEDC aprimorado: compressão até 2,5x mais eficiente.

  6. zAware 3.0: IA de autodiagnóstico ainda mais precisa, integrada ao IBM Operational Analytics.

  7. Suporte completo a Linux on Z e OpenStack, além de integração direta com IBM Bluemix (atual IBM Cloud).

  8. Virtualização ampliada: até 85 LPARs, cada uma podendo hospedar milhares de VMs via z/VM 6.3+.


🧠 Curiosidades Bellacosa

  • Codinome interno: “T-Rex II”, em homenagem à robustez do EC12.

  • Primeiro mainframe da IBM com suporte total a computação cognitiva e mobile banking, projetado para mais de 2,5 bilhões de transações por dia.

  • A IBM usou o z13 para simular redes neurais antes de lançar o PowerAI e Watson Machine Learning.

  • Foi a primeira máquina Z com criptografia “sempre ligada” (always-on), sem impacto de performance.

  • No lançamento, o z13 foi anunciado como o “mainframe para a economia digital” — com destaque à capacidade de processar transações móveis seguras em milissegundos.

  • A IBM criou até uma campanha visual épica: o “Mainframe Reloaded”, celebrando 50 anos de plataforma Z.


💾 Nota Técnica

  • Clock: 5,0 GHz

  • Cache: L1 – 96 KB, L2 – 2 MB, L3 – 64 MB, L4 – 480 MB por drawer

  • Memória: até 10 TB

  • Canais I/O: FICON Express16S, OSA-Express5, PCIe Gen3, InfiniBand

  • Criptografia: CryptoExpress5S + CPACF on-chip

  • Hypervisor: PR/SM + z/VM 6.3/6.4

  • Firmware: HMC 2.16 com Capacity on Demand em tempo real

  • Linux Integration: SUSE, RHEL, Ubuntu com KVM nativo


💡 Dicas Bellacosa para Padawans e Jedi da Plataforma Z

  1. Estude o SIMD (Vector Facility): foi o início do suporte nativo a cálculos paralelos — fundamental para IA e ML em z/OS.

  2. Explore o zAware 3.0: aqui nasceu o conceito de AIOps cognitivo no mainframe.

  3. Aprofunde-se no z13s: uma versão mais compacta, perfeita para laboratórios e bancos regionais.

  4. Dica prática: o z13 ainda é amplamente usado em ambientes de z/OS 2.3 e z/VM 6.4 — ótimo para quem quer estudar containers Linux on Z.

  5. Curiosidade de aula: o z13 foi o primeiro mainframe projetado sob a ótica do IBM Design Thinking, com 400 engenheiros e designers trabalhando em conjunto.


🧬 Origem e História

O projeto z13 (EC13) começou em 2010, ainda durante a maturação do EC12, com codinome “Cyclone”.
Desenvolvido nos laboratórios IBM de Poughkeepsie (EUA), Boeblingen (Alemanha) e Haifa (Israel), ele representou o maior investimento da história da IBM em um único sistema corporativo: US$ 1 bilhão.

Lançado oficialmente em 14 de janeiro de 2015, o z13 foi celebrado como o mainframe para o mundo móvel e analítico, com o lema:

“O primeiro sistema do mundo projetado para a era das transações digitais em tempo real.”

Em 2016, veio o z13s, uma versão compacta e mais acessível, projetada para empresas médias e ambientes híbridos.


📜 Legado e Impacto

O IBM z13 consolidou a transição do mainframe para o centro da economia digital.
Dele nasceram as bases técnicas do z14 e z15, com os pilares que até hoje sustentam o IBM Z:

  • Criptografia pervasiva

  • Analytics em tempo real

  • IA embarcada

  • Elasticidade cognitiva

Com o z13, o mainframe deixou definitivamente o estereótipo de “sistema legado” e tornou-se plataforma de inovação contínua.


Conclusão Bellacosa

O IBM System z13 foi o mainframe que aprendeu a pensar enquanto processava.
Projetado para entender padrões, proteger dados e analisar informações antes que os humanos percebessem.
Um marco que uniu performance bruta, inteligência cognitiva e elegância técnica.

“O z13 foi o cérebro que ensinou o mainframe a ouvir, prever e proteger.
O início da era cognitiva com alma z/OS.”
Bellacosa Mainframe

 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Como funciona um datacenter mainframe

 

Bellacosa Mainframe como funciona um datacenter mainframe

Como funciona um datacenter mainframe

Quando alguém escuta a palavra:

datacenter

normalmente imagina:

  • muitas luzes piscando;

  • servidores;

  • cabos;

  • salas geladas.

Mas um datacenter mainframe é muito mais do que isso.

Ele é um ambiente projetado para manter sistemas críticos funcionando:

  • 24 horas por dia;

  • 7 dias por semana;

  • com máxima segurança;

  • altíssima disponibilidade;

  • enorme capacidade de processamento.

É nesse tipo de ambiente que operam:

  • bancos;

  • bolsas de valores;

  • seguradoras;

  • governos;

  • companhias aéreas;

  • grandes varejistas.


O que é um datacenter?

Datacenter é um local onde ficam os computadores responsáveis por processar informações corporativas.

Ele possui:

  • servidores;

  • armazenamento;

  • redes;

  • sistemas elétricos;

  • refrigeração;

  • segurança física;

  • monitoramento.

No caso do mainframe, o datacenter é preparado para cargas extremamente críticas.


Uma analogia simples

Imagine uma cidade funcionando sem parar.

Existe:

  • energia;

  • trânsito;

  • segurança;

  • comunicação;

  • distribuição;

  • controle operacional.

O datacenter mainframe funciona como uma cidade digital.

Tudo precisa continuar funcionando continuamente.


O coração do datacenter: o Mainframe

O equipamento principal normalmente é um IBM Z.

Ele executa:

  • z/OS;

  • aplicações COBOL;

  • CICS;

  • DB2;

  • batch;

  • APIs;

  • processamento financeiro.

O mainframe centraliza enormes volumes de processamento.


Estrutura física do datacenter


1. Sala Cofre

É a área onde ficam os equipamentos principais.

Ela possui:

  • controle de temperatura;

  • proteção contra incêndio;

  • controle de umidade;

  • isolamento;

  • acesso restrito.

Muitos ambientes usam:

  • biometria;

  • cartões magnéticos;

  • monitoramento 24x7.


2. Piso Elevado

Muitos datacenters possuem piso elevado.

Por baixo dele passam:

  • cabos;

  • energia;

  • refrigeração;

  • fibras ópticas.

Isso ajuda:

  • organização;

  • manutenção;

  • circulação de ar.


3. Refrigeração

Mainframes geram muito calor.

Por isso o ambiente precisa de:

  • ar-condicionado industrial;

  • controle térmico constante;

  • sensores de temperatura.

Se a temperatura subir demais:

  • equipamentos podem falhar;

  • sistemas podem desligar.


4. Energia Redundante

Um datacenter não pode depender apenas da energia da rua.

Por isso existem:

  • UPS;

  • nobreaks;

  • geradores;

  • baterias;

  • múltiplas linhas elétricas.

Se faltar energia:
o ambiente continua funcionando.


5. Redes de Alta Velocidade

O datacenter possui:

  • switches;

  • roteadores;

  • links redundantes;

  • comunicação interna de alta performance.

Tudo precisa responder rapidamente.

Principalmente em:

  • bancos;

  • PIX;

  • cartões;

  • sistemas online.


Como os sistemas funcionam lá dentro?

O mainframe executa milhares de tarefas simultaneamente.

Essas tarefas podem ser:

Batch

Processamentos automáticos.

Exemplo:

  • folha salarial;

  • fechamento bancário;

  • cobrança.


Online

Transações em tempo real.

Exemplo:

  • PIX;

  • caixa eletrônico;

  • cartão de crédito.


O que é alta disponibilidade?

Significa:
o sistema deve permanecer disponível quase o tempo todo.

Muitos ambientes trabalham com:

99,999%

Isso representa pouquíssimo tempo fora do ar.


O que é redundância?

Redundância significa possuir componentes duplicados.

Exemplo:

  • duas fontes;

  • múltiplos discos;

  • links extras;

  • processadores redundantes.

Se algo falhar:
outro componente assume.


O que é Disaster Recovery?

Também chamado:

DR

É um ambiente secundário preparado para emergências.

Se um datacenter principal parar:
outro pode assumir.

Isso protege:

  • bancos;

  • governos;

  • operações financeiras.


O que os operadores fazem?

Os operadores monitoram o ambiente continuamente.

Eles acompanham:

  • jobs;

  • filas;

  • CPU;

  • memória;

  • discos;

  • alertas;

  • falhas;

  • mensagens do sistema.

Ferramentas comuns:

  • SDSF;

  • consoles z/OS;

  • automação;

  • System Automation;

  • NetView.


Como o armazenamento funciona?

O mainframe usa grandes sistemas de storage.

Eles armazenam:

  • datasets;

  • bancos DB2;

  • backups;

  • logs;

  • arquivos corporativos.

Muitos usam:

  • DASD;

  • SAN;

  • fitas magnéticas modernas.


Sim, fitas ainda existem

E continuam extremamente importantes.

Elas são usadas para:

  • backup;

  • arquivamento;

  • retenção histórica.

Porque possuem:

  • baixo custo;

  • alta durabilidade;

  • enorme capacidade.


Segurança física

Datacenters mainframe possuem segurança extremamente rígida.

Exemplo:

  • câmeras;

  • biometria;

  • portas blindadas;

  • sensores;

  • vigilância;

  • auditoria.

Em muitos casos:
nem todos os funcionários podem entrar em determinadas áreas.


Segurança lógica

Além da segurança física, existe segurança digital.

Com sistemas como:

  • RACF;

  • criptografia;

  • controle de acesso;

  • auditoria;

  • autenticação forte.


Curiosidades incríveis

1. Alguns datacenters parecem bunkers

Existem ambientes subterrâneos extremamente protegidos.


2. Mainframes podem processar bilhões de transações

Tudo isso com altíssima confiabilidade.


3. Muitos ambientes nunca “desligam”

As manutenções são feitas sem parar completamente o sistema.


4. Um simples minuto parado pode gerar prejuízo milionário

Principalmente em bancos e bolsas financeiras.


Erros comuns de iniciantes

“Datacenter é só uma sala com computadores”

Na verdade é uma infraestrutura extremamente complexa.


“Mainframe trabalha sozinho”

Existe uma enorme equipe operacional por trás.


“Tudo hoje está apenas na nuvem”

Grande parte da nuvem corporativa ainda depende de datacenters físicos.


Como o mainframe conversa com o mundo moderno?

Hoje os datacenters mainframe integram:

  • cloud;

  • APIs REST;

  • microsserviços;

  • Linux;

  • Kubernetes;

  • IA;

  • automação;

  • DevOps.

O ambiente moderno mistura:

  • legado;

  • inovação;

  • altíssima confiabilidade.


Profissões dentro de um datacenter mainframe

Existem muitas áreas:

  • operador;

  • sysprog;

  • storage admin;

  • segurança RACF;

  • DBA DB2;

  • suporte CICS;

  • automação;

  • redes;

  • infraestrutura.


Por que entender datacenter é importante?

Porque ajuda o estudante a compreender:

  • como o mainframe realmente opera;

  • por que a disponibilidade é tão crítica;

  • como grandes empresas funcionam;

  • como sistemas corporativos sobrevivem décadas.


Conclusão

Um datacenter mainframe é uma das infraestruturas mais robustas e críticas da computação moderna.

Ele combina:

  • processamento massivo;

  • segurança;

  • redundância;

  • estabilidade;

  • operação contínua.

Mesmo invisível para a maioria das pessoas, ele continua sustentando boa parte da economia digital mundial todos os dias.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
GitHub LinkedIn
Inicializando conteúdo...