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segunda-feira, 14 de março de 2022

🟢 Os Bellacosa do Palestra Italia e Futebol Paulista

 

Bellacosa Mainframe e outros Bellacosa no passado que brilharam no Futebol

☕Um Café no Bellacosa Mainframe

🟢 Os Bellacosa do Palestra Italia e Futebol Paulista

Antepassados que brilharam no futebol e fizeram a torcida gritar Bellacosa

Muito antes de eu entrar no Allianz Parque, meu sobrenome já havia entrado em campo

Quando entrei pela primeira vez no Allianz Parque, em 2016, pensei que estava simplesmente conhecendo a nova casa do Palmeiras.

Era impossível não ficar impressionado.

Escadas rolantes, lojas, corredores modernos, arquibancadas enormes e uma acústica que transformava milhares de vozes em uma única parede de som. O velho Parque Antarctica da memória de tantas gerações havia se transformado num estádio do século XXI.

A torcida cantava.

O estádio tremia.

E eu cantava junto.

O que eu ainda não havia parado para pensar naquele momento era que, muito antes de eu atravessar aquelas catracas, o nome Bellacosa já havia atravessado os portões do futebol paulista.

Não apenas como torcedor.

Como jogador.

E não apenas uma vez.



⚽ Quando o futebol ainda estava aprendendo a ser futebol

Para entender essa história é preciso voltar a uma São Paulo completamente diferente.

Uma cidade de fábricas, bondes, chaminés, terrenos baldios e bairros onde o idioma ouvido dentro de uma padaria, de uma oficina ou de uma casa podia perfeitamente não ser o português.

Mooca, Brás, Belenzinho...

Ali cresceu uma enorme comunidade italiana.

Foi nesse ambiente que o futebol começou a deixar de ser apenas uma curiosidade importada e passou a fazer parte da vida popular paulistana.

E foi também nesse mundo que começaram a aparecer os Bellacosa.

Meu bisavô Luigi Bellacosa — posteriormente registrado e conhecido no Brasil como Luiz Bellacosa — fazia parte dessa geração.

A família jogava futebol.

Muito futebol.

Durante muito tempo isso sobreviveu para mim principalmente como memória familiar: histórias contadas pelos mais velhos, fotografias, documentos, carteirinhas e nomes que apareciam de vez em quando.

Décadas depois comecei a descobrir que alguns daqueles nomes também estavam escondidos nos jornais e nas escalações.



🟢 1921 — Alfonso Bellacosa veste a camisa do Palestra Italia

Um dos primeiros registros que encontramos é extraordinariamente antigo.

Alfonso Bellacosa, conhecido como Afonsinho, aparece no Palestra Italia em 1921.

O Almanaque do Palmeiras registra Afonsinho como zagueiro e identifica seu nome completo: Alfonso Bellacosa.

Foram duas partidas registradas e duas vitórias.

Em 10 de julho de 1921, participou da vitória por 2 a 0 sobre a Esportiva Sanjoanense.

Em 28 de agosto, estava novamente em campo na vitória palestrina por 2 a 1 sobre Minas Gerais.

Pense na data:

1921.

O Palestra Italia tinha apenas sete anos de existência.

Ainda faltavam décadas para o nome Palmeiras surgir.

E já havia um Bellacosa defendendo suas cores.



🏭 Da fábrica para o campo

Outra parte da história familiar passa pela Mooca.

Ali estava o Cotonifício Rodolfo Crespi.

E futebol, indústria e imigração italiana acabariam se misturando de maneira extraordinária.

Em 10 de novembro de 1929 ocorreu uma partida histórica na Rua Javari: Cotonifício Rodolfo Crespi contra Roma.

Era a inauguração oficial daquele campo.

Na escalação do Crespi encontramos:

José; Segalla e Eduardo; Raposso, Bellacosa e Alfeu; Moacir, Raul, Barão, Picinin e Euvaldo.

Lá estava novamente o sobrenome.

Bellacosa.

Para qualquer pesquisador poderia ser apenas o sobrenome de um jogador.

Para mim não.

A documentação preservada pela família identifica meu bisavô Luigi — abrasileirado como Luiz — como jogador ligado ao Juventus.

De repente, aquelas velhas histórias familiares começaram a conversar com os jornais.




🟤 1930 — nasce o Juventus da Mooca

Em 1930 o antigo time do Cotonifício Crespi passou a se chamar Clube Atlético Juventus.

E em 16 de março de 1930, quando o Juventus estreou na elite do futebol paulista enfrentando o Santos na Vila Belmiro, encontramos novamente:

Bellacosa.

A própria história oficial do Juventus preserva a escalação daquele jogo.

Meu sobrenome estava, portanto, presente justamente naquela geração pioneira do Moleque Travesso.

Hoje olhamos para Palmeiras, Corinthians, Santos, Juventus e outros clubes como instituições centenárias.

Naquele momento, porém, muita coisa ainda estava sendo construída.

Literalmente.

Estádios.

Arquibancadas.

Clubes.

Campeonatos.

Tradições.


🟢 1931 — Juventus contra Palestra Italia

Então encontramos uma daquelas súmulas que parecem ter sido guardadas especialmente para provocar a imaginação.

20 de setembro de 1931.

Palestra Italia × Juventus.

O jornal registrou a escalação juventina:

José; Viola e Bellacosa; Franco, Brandão e Raffa...

Mais interessante ainda: Bellacosa aparece também na descrição da partida.

Logo numa das primeiras investidas palestrinas, a reportagem registra que Romeu serviu Fusco e:

Bellacosa tirou a bola.

Quase cem anos depois consigo ler a jogada.

Não existe filme.

Não existe replay.

Não existe YouTube.

Mas algumas palavras impressas sobreviveram.

Palestra atacou.

Fusco recebeu.

Bellacosa cortou.

E a partida continuou.



🏆 1934 — Bellacosa campeão e artilheiro no jogo do título

Talvez uma das descobertas mais saborosas de toda essa investigação esteja em 1934.

Naquele período o Juventus disputou a competição como Clube Atlético Fiorentino.

No dia 2 de setembro de 1934, na Rua Javari, enfrentou a Ponte Preta.

O Fiorentino venceu:

5 × 3.

Os gols foram de:

Euvaldo
Euclydes
Raul
Bellacosa
Moacyr

Sim.

Bellacosa marcou no jogo que garantiu o título.

A campanha foi invicta: sete vitórias e um empate nos oito jogos disputados.

Décadas mais tarde, a Federação Paulista reconheceria oficialmente aquela conquista do Juventus/Fiorentino como título paulista de 1934.

Portanto, aquela antiga memória ganhou outro peso.

Não estamos falando apenas de alguém que apareceu ocasionalmente numa escalação.

Um Bellacosa estava no time campeão.

E marcou no jogo do título.


👥 E havia mais de um Bellacosa

É aqui que a história fica ainda melhor.

Durante a pesquisa começaram a aparecer escalações contendo simultaneamente:

Bellacosa

e

Dudu.

Isso era uma pista fundamental.

Porque Dudu também era Bellacosa.

Seu nome completo era:

Arthur Bellacosa.

Em março de 1935, por exemplo, o Juventus enfrentou a Seleção Paulista.

A formação juventina registra:

Rossetti, Bellacosa e Segala; Joãozinho, Dudu e Moraes...

Dois homens diferentes em campo.

Dois integrantes daquela geração ligada ao futebol da Mooca.

E depois Arthur faria outro caminho.



🟢 Arthur “Dudu” Bellacosa chega ao Palestra Italia

Arthur Bellacosa aparece posteriormente no Palestra Italia.

O Almanaque do Palmeiras registra:

Nome: Arthur Bellacosa
Apelido: Dudu
Posição: médio
Estreia: 6 de junho de 1937
Última partida: 12 de abril de 1939

Foram 26 jogos, com 15 vitórias e um gol.

E Dudu participou da conquista do Campeonato Paulista Extra de 1938.

Assim, décadas antes de eu entrar no Allianz Parque usando verde, um Bellacosa já vestia oficialmente a camisa do Palestra Italia.

Mas a história ainda estava longe de terminar.



⚫⚪ Waldemar — um Bellacosa no Corinthians

Outra geração surgiria nos gramados.

Waldemar Belacosa Marigati.

Jogou no Juventus.

Passou pelo Botafogo.

E chegou ao Corinthians.

Waldemar tornou-se um respeitado zagueiro e defendeu o clube do Parque São Jorge entre o final dos anos 1940 e o início de 1950. Uma biografia posterior registra 97 partidas pelo Corinthians.

Mas foi pesquisando Waldemar que apareceu uma das maiores surpresas desta história.

Não em uma lembrança familiar.

Não numa interpretação minha.

Mas num jornal esportivo de 1947.



📰 “Uma porção de craques cujo sobrenome é Belacosa”

O Mundo Esportivo, de 31 de janeiro de 1947, publicou uma biografia de Waldemar.

E resolveu explicar por que ele era conhecido como Belacosa.

A reportagem dizia que Waldemar era sobrinho, pelo lado materno, de vários craques de sobrenome Belacosa.

Segundo o próprio jornal, quase todos haviam jogado pelo Juventus.

A matéria ainda mencionava outro integrante dessa família futebolística que havia vivido sua época de ouro no Palestra.

Quando encontrei isso, a história mudou de dimensão.

Porque aquilo que parecia uma coleção de coincidências documentais já era percebido em 1947 como uma família de jogadores.

Não sou eu, quase oitenta anos depois, inventando uma “dinastia Bellacosa”.

A imprensa esportiva daquela época já havia percebido a concentração de futebolistas na família.


⚽ Pedro, Antonio e os nomes que ainda precisamos encontrar

E a documentação disponível provavelmente ainda mostra apenas uma parte da história.

Meu avô Pedro também jogou pelo Crespi.

Meu tio-avô Antonio Bellacosa passou pelas categorias do Juventus e, muitos anos depois, já aposentado da metalurgia, ainda trabalhou durante bastante tempo na área administrativa do próprio clube.

Essas histórias permanecem principalmente na memória e nos documentos familiares.

Mas agora sabemos onde procurar.

Cada novo jornal digitalizado pode revelar outra escalação.

Outro amistoso.

Outro campeonato.

Outro Bellacosa.


🟢⚫🟤 Uma família atravessando os rivais

Existe ainda uma coisa deliciosa nessa história.

Os Bellacosa não ficaram presos a apenas uma camisa.

Aparecem no universo do:

Palestra Italia.

Juventus.

Crespi.

Corinthians.

E, seguindo as carreiras individuais, outros clubes também entram nessa árvore futebolística.

Hoje as rivalidades são enormes.

Mas naquela São Paulo das primeiras décadas do século XX o futebol ainda estava criando suas fronteiras.

Os jogadores circulavam.

Os bairros respiravam futebol.

Os clubes procuravam talentos.

E os Bellacosa aparentemente estavam em toda parte.


🏟️ 2016 — finalmente chego ao Allianz Parque

Agora podemos voltar àquela tarde de 2016.

Palmeiras × Figueirense.

Minha primeira visita ao Allianz Parque.

O Palmeiras marcou quatro vezes.

A torcida cantava.

As arquibancadas amplificavam milhares de vozes.

O Porcogível sobrevoou o estádio no intervalo.

Depois da partida vieram os sanduíches de pernil, a pizza vendida na rua e aquela multidão verde deixando lentamente o estádio.

Naquele momento eu estava simplesmente vivendo mais uma memória.

Só muitos anos depois comecei a perceber o tamanho do círculo que estava se fechando.

Alfonso Bellacosa havia vestido a camisa do Palestra Italia em 1921.

Luigi/Luiz Bellacosa havia entrado nos campos da Mooca naquela geração pioneira do Crespi e Juventus.

Um Bellacosa marcou no jogo do título juventino de 1934.

Arthur “Dudu” Bellacosa vestiu o Palestra e foi campeão em 1938.

Waldemar carregou o nome pelos gramados do Juventus, Botafogo e Corinthians.

E finalmente, muitas décadas depois, outro Bellacosa estava novamente nas arquibancadas do velho território palestrino.

Não jogando.

Torcendo.



💚 Quando a arquibancada gritou Bellacosa

Talvez seja essa a imagem que mais gosto de imaginar.

Hoje, quando milhares de pessoas gritam o nome de um jogador, o som desaparece alguns segundos depois.

Mas às vezes alguma coisa fica.

Uma fotografia.

Uma carteirinha.

Uma escalação.

Uma pequena nota de jornal.

Um resultado esquecido.

Bellacosa tira.

Bellacosa joga.

Gol de Bellacosa.

Durante décadas esses fragmentos ficaram espalhados.

Agora começam lentamente a voltar para casa.

E talvez eu tenha entendido finalmente por que aquela primeira visita ao Allianz Parque significou tanto.

Muito antes de eu conhecer o estádio...

Muito antes do Allianz...

Muito antes de o Palestra Italia se tornar Palmeiras...

meu sobrenome já havia entrado em campo.

E, em algum domingo perdido na São Paulo dos anos 1920 ou 1930, quando a bola encontrou a rede, alguém na arquibancada provavelmente se levantou e gritou:

BELLACOSA!




O peso de um sobrenome

Existem sobrenomes que apenas identificam uma pessoa. Outros carregam histórias.

Para aqueles rapazes que entravam nos campos de terra da São Paulo dos anos 1920 e 1930, Bellacosa talvez já significasse alguma coisa antes mesmo de a bola começar a rolar. Havia irmãos, tios, sobrinhos e parentes espalhados pelos clubes. Décadas depois, um jornal resumiria aquilo de maneira quase casual: “uma porção de craques cujo sobrenome é Belacosa”.

Talvez essa seja a melhor definição de herança. Não significa repetir aquilo que seus antepassados fizeram. Significa receber um nome carregado de histórias e acrescentar a ele mais uma.

Eles fizeram a arquibancada gritar Bellacosa.

Quase cem anos depois, continuo tentando fazer com que o nome seja lembrado — apenas troquei o gramado pelo mainframe.


Amparado por gigantes

Quando olho para trás, não sinto o peso do sobrenome Bellacosa como um fardo. Sinto como se estivesse amparado por gigantes do passado.

Homens que trabalharam, atravessaram oceanos, construíram famílias e entraram em campo numa São Paulo que ainda estava descobrindo o futebol. Alguns deixaram seus nomes em súmulas, jornais e escalações. Outros sobreviveram apenas nas histórias contadas dentro de casa.

Talvez por isso eu sempre tenha sentido vontade de ir mais longe.

Ao longo das décadas, estudei, trabalhei, errei, recomecei e procurei aprender cada vez mais. Não para competir com aqueles que vieram antes de mim, mas para acrescentar alguma coisa àquilo que recebi.

Eles tiveram seus campos.

Eu encontrei o meu.

E se um dia alguém olhar para trás e encontrar meu nome entre tantas histórias da família, espero que perceba exatamente isso: eu recebi o legado, cuidei dele e tentei levá-lo um pouco mais longe.


🔎 A história não termina aqui

Este artigo não pretende encerrar a história dos Bellacosa no futebol paulista. Pelo contrário: ele é um ponto de partida.

Parte desta memória chegou até mim pelas histórias contadas dentro da família, pelas fotografias, documentos e objetos preservados durante gerações. Outra parte começou a reaparecer nos jornais antigos, nas escalações, súmulas, arquivos dos clubes e acervos históricos.

Por isso deixo abaixo as fontes utilizadas nesta pesquisa.

Não quero apenas contar a história. Quero permitir que quem vier depois de mim possa conferir, investigar e talvez descobrir capítulos que eu ainda não encontrei.

Se daqui a algumas décadas outro Bellacosa chegar até esta página procurando suas origens, não encontrará somente nomes.

Encontrará portas.

E poderá atravessá-las.

📚 Para quem quiser ir mais longe

A história dos Bellacosa no futebol paulista não depende apenas das lembranças familiares. Parte dela sobrevive em almanaques, arquivos de clubes, jornais digitalizados e levantamentos históricos. Abaixo estão as principais fontes utilizadas nesta investigação.

Palmeiras / Palestra Italia. O perfil de Alfonso “Afonsinho” Bellacosa registra sua passagem pelo Palestra Italia em 1921, enquanto a ficha de Arthur “Dudu” Bellacosa documenta seus 26 jogos pelo clube entre 1937 e 1939 e a conquista do Paulista Extra de 1938. Alfonso “Afonsinho” Bellacosa — Almanaque do Palmeiras / Verdazzo · Arthur “Dudu” Bellacosa — Almanaque do Palmeiras / Verdazzo

Juventus, Crespi e a Mooca. A história oficial do Juventus permite acompanhar a transformação do futebol ligado ao Cotonifício Crespi e a entrada do clube na elite paulista. O material histórico sobre 1934 registra a campanha do C.A. Fiorentino/Juventus e o 5×3 sobre a Ponte Preta, partida em que Bellacosa aparece entre os autores dos gols. História do Juventus — 1924 a 1961 · Juventus — Histórico do campeonato de 1934 · Juventus campeão paulista de 1934 — uma injustiça reparada

O Crespi antes do Juventus. Um levantamento histórico preserva a escalação da partida de 10 de novembro de 1929, na inauguração oficial do campo do Cotonifício Rodolfo Crespi contra a Roma. Entre os jogadores aparece simplesmente Bellacosa. Cotonifício Rodolfo Crespi × Roma — 10/11/1929

O reconhecimento do título de 1934. A conquista do Fiorentino/Juventus permaneceu durante décadas numa situação histórica peculiar até ser reconhecida oficialmente pela Federação Paulista de Futebol em 2021, 87 anos depois. Reconhecimento do Juventus como campeão paulista de 1934 — ge

Jornais da época — Luigi/Luiz e os Bellacosa do Juventus. A Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional tornou possível reencontrar registros que ficaram esquecidos por quase um século. Entre eles estão escalações do Juventus e, especialmente, um documento de 1936 que identifica nominalmente “Luiz Bellacosa, do C. A. Juventus”. Registro de Luiz Bellacosa no Juventus — 1936 / Hemeroteca Digital · Juventus × Germania — Bellacosa em campo / Hemeroteca Digital · Palestra Italia × Juventus — 1931 / Hemeroteca Digital

Outras partidas do Juventus. Levantamentos históricos também preservaram escalações em que Bellacosa aparece pelo clube durante o começo da década de 1930, permitindo reconstruir pouco a pouco sua atividade nos campos paulistas. Amistosos de 1931 — registros do Juventus · Seleção Paulista × Juventus — escalação de 1935

Waldemar Belacosa Marigati. Waldemar levou o sobrenome a uma nova geração. Existem registros de sua carreira pelo Juventus, Botafogo, Corinthians e outros clubes, além de estatísticas específicas de sua passagem pelo Parque São Jorge. Waldemar Belacosa — Corinthians / Meu Timão · Jogos de Waldemar pelo Corinthians · Estreia de Waldemar pelo Corinthians · Títulos de Waldemar pelo Corinthians

Uma segunda biografia preserva informações sobre a trajetória e os últimos anos de Waldemar, enquanto outros levantamentos ajudam a acompanhar sua circulação por diferentes clubes brasileiros. Belacosa — Que fim levou? / Terceiro Tempo · Waldemar Belacosa e sua passagem pelo Botafogo · Waldemar Belacosa — registros da Ponte Preta

Waldemar ainda no Juventus. Uma súmula de 13 de abril de 1945, Juventus 1×0 Corinthians, registra Belacosa na equipe juventina — curiosamente, antes de ele próprio vestir a camisa corintiana. Juventus 1×0 Corinthians — 13/04/1945 / Hemeroteca Digital

A descoberta mais saborosa — “uma porção de craques”. Uma reportagem do Mundo Esportivo, de 31 de janeiro de 1947, ao apresentar Waldemar, registra que ele descendia pelo lado materno de uma família com vários jogadores Bellacosa e menciona a ligação desses craques com Juventus e Palestra. É uma das peças mais importantes encontradas até agora porque mostra que essa tradição familiar já era percebida pela imprensa esportiva da própria época. Mundo Esportivo — Waldemar e os craques Bellacosa, 31/01/1947 / Hemeroteca Digital

Os Bellacosa que permaneceram ligados ao Juventus. Décadas depois, o sobrenome continuaria aparecendo nos registros do clube. Afonso Bellacosa Neto consta, por exemplo, na documentação do Conselho Deliberativo do Juventus. Conselheiros do Clube Atlético Juventus — Afonso Bellacosa Neto

Nota do autor: esta pesquisa continua. Documentos familiares, carteirinhas, fotografias, relatos transmitidos entre gerações e jornais antigos estão sendo confrontados com registros esportivos. Alguns documentos identificam os jogadores apenas pelo sobrenome Bellacosa/Belacosa, razão pela qual novas descobertas poderão ampliar — ou corrigir — esta história.







☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🟢 Palmeiras, Palestra Italia e Memórias Bellacosa

Uma pequena viagem por histórias de família, futebol, arquibancadas, Palestra Italia, Allianz Parque e pelo mar verde da torcida palmeirense.

01

A alegria da torcida durante o jogo

Palmeiras x Figueirense no Allianz Parque: torcida cantando, estádio vibrando, quatro gols e a experiência de acompanhar o Verdão no meio de milhares de palmeirenses.

02

Palmeiras e o Brado de Guerra

Milhares de torcedores cantando juntos no Allianz Parque: por alguns minutos o indivíduo desaparece e surge uma única voz, um único corpo e um verdadeiro mar verde.

03

Tio Queijo e o Reino da Fartura

Uma crônica familiar que resgata memórias, infância, parentes e fragmentos da história dos Bellacosa em São Paulo.

04

Os Bellacosa do Palestra Italia e Futebol Paulista

Uma viagem pelas conexões entre a família Bellacosa, o antigo Palestra Italia, o Palmeiras e a história do futebol paulista.

🖥️ Arquivo Bellacosa Abrir em nova aba ↗
☕ Bellacosa Mainframe — histórias reais preservadas em tempos digitais.

domingo, 22 de outubro de 2017

Sabe uma Receita de Bacalhau Simples a Portuguesa?

Receita de bacalhau simples com brócolis a moda portuguesa.


500 gramas de bacalhau em postas  (1)
700 gramas de batata pré-cozida ao dente, cortada em rodelas  (2)
300 gramas de brócolis
1 cabeça de alho
2 unidades de cebola picada
1 ovo cozido
azeite de oliva a gosto
azeitona com caroços a gosto.
pimenta do reino ralada a gosto
sal a gosto
100 mililitros de água

Preparo

Numa forma retangular :
Distribua de maneira uniforme o bacalhau
Distribua as batatas sobre os espaços entre postas
Distribua os brócolis sobre os espaços entre postas 
Distribua as azeitonas 
Distribua os alhos com casca sobre as postas
Distribua a cebola sobre as postas
Espalhe uma pitada de pimenta do reino
Espalhe uma pitada de sal

Após assado

Corte o ovo cozido em cubinhos e enfeite a forma a sua vontade.

Leve ao forno em 250 graus, até no máximo de 90 minutos, dependendo do seu forno.

(1) o bacalhau salgado deve ficar de molho em água por 24 horas, com três trocas de água, para retirar o excesso de sal.

(2) A batata deve descascada, cortada em rodelas e cozida por 4 minutos em água com uma pitada de sal.

Comentários

Preparar uma Receita de bacalhau para duas pessoas é uma receita no modo simples que utiliza batatas pré-cozidas e montagem a gosto, sirva para duas a quatro pessoas acompanhado de um bom vinho verde gelado.




sábado, 24 de junho de 2017

Rancho Folclorico na Casa de Portugal em Campinas SP

Cultura portuguesa em Campinas

Um imigrante quando parte de sua terra natal, guarda em seu coração as melhores memorias do seu lugar de nascimento. Memorias das tradições, das festas e cultura que alegram o coração nos momentos difíceis.

Na terra nova procuram juntar com outros conterrâneos e promoverem a cultura de sua terra. A comunidade portuguesa de Campinas se esforça para manter viva esta memoria com os Ranchos Folclóricos transmitindo a cultura lusitana para seus descendentes.

Estamos na casa de Portugal em Campinas aproveitando a semana de Portugal e fomos agraciados com uma bela apresentação do Rancho da Casa de Portugal, onde cada integrante homenageia a região de origem com suas vestes tipicas.

A dança apresentada neste video exibe trajes típicos do Minho, Alentejo, Algarve, Tras-dos-Montes, Viana do Castelo e outras tantas aldeias de Portugal.


sábado, 13 de julho de 2013

🍒 A Cereja e os Sabores da Memória

 

Bellacosa Mainframe e as memorias cerejianas

🍒 A Cereja e os Sabores da Memória

Existem frutas que gostamos.

Existem frutas que apreciamos.

E existem aquelas raras frutas que conquistam um lugar permanente no coração.

Para mim, essa fruta é a cereja.

Curiosamente, durante boa parte da infância eu acreditava conhecer cerejas.

Afinal, elas apareciam em bolos.

Enfeitavam tortas.

Descansavam sobre taças de sorvete.

E reinavam absolutas nas confeitarias dos anos 1980.

Mas havia um detalhe.

Aquilo não eram cerejas de verdade.

Ou melhor, eram cerejas que haviam sido transformadas em outra coisa.

Mergulhadas em caldas açucaradas.

Processadas.

Conservadas.

Doces demais.

Tão doces que pareciam uma caricatura da fruta original.

Foi apenas no final dos anos 1990 que experimentei uma cereja fresca pela primeira vez.

E foi amor à primeira mordida.

Lembro da surpresa.

Da textura firme.

Da polpa carnuda.

Daquele equilíbrio quase perfeito entre acidez e doçura.

Do caroço escondido no interior.

Dos cabinhos verdes que pareciam ter saído diretamente de uma ilustração de livro infantil.

Aquilo não se parecia com nada que eu havia provado antes.

Era uma experiência completamente diferente.

Uma fruta elegante.

Sofisticada.

Mas ao mesmo tempo simples.

Natural.

Perfeita.

Meu coração foi conquistado imediatamente.

Anos depois, quando a vida me levou para Portugal, descobri algo ainda mais maravilhoso.

A cereja não era apenas uma fruta apreciada.

Era praticamente uma instituição nacional do verão.

Foi lá que minha relação com ela atingiu outro nível.

Os mercados.

As feiras.

As quitandas.

As estradas do interior.

Tudo parecia repleto de cerejas.

Cerejas pequenas.

Grandes.

Mais doces.

Mais ácidas.

Mais escuras.

Mais claras.

Cada região possuía suas variedades.

Cada produtor defendia as suas como as melhores do mundo.

E eu, feliz da vida, fazia questão de experimentar todas.

Portugal me ensinou que a cereja não era uma única fruta.

Era um universo inteiro.

Vieram então os verões portugueses.

Os passeios.

As viagens.

Os almoços demorados.

As tardes quentes.

E aquele hábito delicioso de comprar um saco de cerejas e passar horas beliscando uma após a outra.

Uma felicidade simples.

Mas profundamente marcante.

A Espanha ampliou essa paixão.

A Itália reforçou a devoção.

E cada nova viagem parecia acrescentar mais um capítulo à minha história com essa pequena joia vermelha.

Mas seria impossível falar de cerejas sem lembrar da sua versão líquida.

A lendária ginjinha.

Aguardente.

Licor.

Patrimônio cultural.

Experiência obrigatória para qualquer visitante de Lisboa.

Quem já caminhou pelas ruas da Baixa sabe do que estou falando.

A pequena taça.

O aroma característico.

O sabor intenso.

A tradição centenária.

E, claro, as ginjinhas servidas com o fruto dentro do copinho.

Uma pequena obra-prima da gastronomia portuguesa.

E se existe um lugar onde a ginjinha parece ganhar uma dimensão quase mágica, esse lugar é Óbidos.

A antiga cidade medieval cercada por muralhas.

Ruas de pedra.

Casas brancas.

Flores nas janelas.

E visitantes do mundo inteiro caminhando por um cenário que parece congelado no tempo.

Ali, beber uma ginjinha é quase um ritual.

Uma celebração da história.

Da cultura.

E dos sabores que atravessam gerações.

Hoje percebo que minha paixão pela cereja vai muito além da fruta.

Ela se tornou uma cápsula de memória.

Uma ponte entre continentes.

Entre épocas.

Entre pessoas.

Cada cereja que provo me lembra uma viagem.

Uma conversa.

Um verão.

Uma descoberta.

Talvez seja por isso que ela continua sendo minha fruta favorita.

Porque alguns sabores alimentam o corpo.

Mas outros alimentam a alma.

E poucas frutas conseguiram fazer isso comigo tão bem quanto a humilde e extraordinária cereja.


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001

Caravela portuguesa perdida em Jaguariuna

Coisas loucas que vemos na estrada.


Realmente este video não tem muita informação legal, coloquei mesmo so pelo absurdo da situaçao. Estava vindo de Amparo pela estrada de Jaguariuna, passamos por Arcadas, Pedreira quando chegamos em Jaguariuna damos de cara com uma caravela plantado no meio do gramado.



A sensação que tive foi de estar num daqueles filmes de ficção cientifica em que as coisas ficam voando, surgindo em lugares sem contexto nenhum. Vínhamos vendo uma fazenda de avestruzes e de repente do de cara com a cara com o barco, minutos de silencio para digerir.

Voltamos pego a maquina e faço estas fotos, imaginando de quem foi  a ideia de fazer aquilo.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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