quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

SP 348 Rod Bandeirantes de Campinas a Piracicaba

Pegando a estrada

Estamos indo em Direcção a Piracicaba, um belo almoço de peixe a beira do rio Piracicaba nos espera, o céu esta limpo, a estrada vazia, um dia perfeito para curtir em família.

Aproveitando um trecho da estrada que ainda não tinha filmado, la vamos nos, radio ligado, filmadora ligada e vamos embora.



A viagem transcorreu tranquila sem nenhuma surpresa. chegamos em Piracicaba e saboreamos peixe na brasa, para quem não conhece este passeio recomendo faze-lo um dia. Tenho outras publicações sobre este dia.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

1978 – A Rua Ultrecht, o Malabarista do Muro e a Primeira Aula de Horror Doméstico

 


1978 – A Rua Ultrecht, o Malabarista do Muro e a Primeira Aula de Horror Doméstico

(Bellacosa Mainframe – El Jefe Midnight / Arquivos da Memória em Modo Batch)

1978 foi o ano em que meu sistema central ligou o LOG DETAIL=ALL pela primeira vez.
A casinha da Rua Ultrecht — aquela mesma atendida por um malabarista de muro, especialista em destruir casas de orixás e a paciência alheia — era um laboratório improvisado de caos cotidiano.
Minha mãe, estafada, lutava diariamente contra a entropia gerada por dois diabinhos em modo turbo: eu e Vivi.

Foi então decidido:
Hora de nos domesticar. Hora de ir para a escola.

E aí meu mundo mudou.



O Uniforme Vermelho: A Primeira Skin Oficial da Vida Escolar

Short vermelho.
Camiseta branca.
Boné vermelho.

O dress code universal do pré-escolar brasileiro.

Ali, naquele pequeno prédio cheio de gritos, giz, lágrimas e descobertas, eu encontrei o meu primeiro amor verdadeiro:
a leitura.

Aprender a decodificar letras foi como descobrir o source code do universo.
A partir daquele dia, nunca mais seria enganado pelas placas, revistas, embalagens, histórias ou segredos escondidos em qualquer canto.

O diabinho estava sendo iniciado na magia das palavras.
E uma vez aberto esse portal… não se fecha nunca mais.


O Menino Abobalhado e o Escorregador Apocalíptico

Todo jardim da infância tem seu evento cataclísmico.

No meu, foi o dia em que um garoto maior — meio perdido, meio solto das engrenagens mentais — decidiu escalar o escorregador de forma absolutamente antipedagógica.

Resultado?

Ele derrubou o escorregador inteiro.
Desceu junto.
Machucou outras crianças.
Criou uma pequena cena de guerra.

Eu, pequeno observador crítico, registrei tudo na “memória não-volátil”:
Então é assim que funciona o mundo: caos, gravidade e decisões ruins.



A Morte da Bisavó Josefa – Primeiro Contato com o Desligamento do Sistema

1978 também foi o ano em que minha bisavó Josefa faleceu.
Foi minha primeira experiência real com a ideia de que programas podem ser encerrados de forma definitiva.

Mas o evento que realmente marcou aquele período…
Foi outro.



O Dia em que o Horror Invadiu a Cozinha

Meu bisavô José — o mesmo guerreiro vendedor de churrasquinho no ponto final — morou conosco por um tempo depois do falecimento da esposa.
E foi ali que aconteceu um dos episódios mais gore, surrealistas e cinematográficos da história da família.

A Vivi para de respirar. A casa entra em pânico.

Minha irmã, pequenininha, começou subitamente a perder o fôlego.
Era como se o ar tivesse abandonado seus pulmõezinhos.
Minha mãe entrou em modo desespero total, correndo, chorando, implorando.

Eu assistia paralisado, os olhos enormes, vendo cada byte daquela cena se gravar para sempre.

O bisavô corre da cozinha. E aí vem o detalhe.

Ele estava mexendo numa bacia gigante de alumínio, cheia de carnes temperadas, preparadas para virar o famoso churrasquinho que sustentava pedaços da familia.

As mãos dele estavam ensopadas de sangue e tempero.
Literalmente pingando.

No meio do escândalo, ele tenta ajudar.
Corre.
Pega Vivi do colo da minha mãe.

E então…

A Cena Inesquecível

Minha irmã, vestidinha de branco.
Nos braços de um homem de mãos ensanguentadas.

A mistura perfeita para o terror.

Ela recupera o fôlego…
Chora, berra…
E fica rubra, tingida pelo sangue da carne.

Minha mãe aos gritos.
Eu sem ar.
O bisavô em estado de pânico absoluto, sem conseguir reagir.
E então meu pai chega.

A Imagem que Congela o Tempo

O homem abre a porta e vê:

Vivi ensanguentada, aos prantos.
Minha mãe desesperada.
O bisavô petrificado.
E eu, testemunha ocular do apocalipse doméstico.

Meu pai ficou branco.
O mundo parou por uns três segundos.

E só então…

Só então perceberam o detalhe:
o sangue não era da Vivi.

Era apenas sangue do churrasquinho.

Ela estava viva, inteira, assustada — mas intacta.

E o pobre bisavô, coitado, quase desmaiou quando percebeu que tinha acabado de encenar, sem querer, uma cena digna de O Exorcista versão brasileira.



1978 – O Ano em que Comecei a Lembrar

Foi ali, naquela casa humilde, naquela cozinha caótica, que meu cérebro clicou e decidiu:

"A partir de agora, vou registrar tudo."

E assim começou minha vida consciente.

Com livros, sustos, caos, sangue de churrasquinho e um mundo prestes a se abrir para um menino diabinho com fome de histórias.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Barco de controle remoto na lagoa do Parque da Juventude

Speedy a lancha amarela navegando na lagoa.

Os brinquedos de controle remoto são uma tentação, feito para crianças mas usada para adultos se divertirem. :)

Eu e o formiguinha costumamos brincar na lagoa do parque, ligamos a lancha e vamos la... é uma diversão ver o barquinho vencendo a agua, principalmente por q o espaço é controlado, então qualquer problemas entramos no rasinho e pegamos o barco.


O lado curioso é que normalmente escolhemos um lado vazio da lagoa, porem após algum tempo brincando surge aquela garotada toda, uns mais afoitos, outros mais calmos e é sempre aquela confusão.

O formiguinha se irrita e logo começa , vamos embora, ou as vezes ele grita Vaguinhooooo, sei que deve ter algum menino importunando.

Momentos de vida selvagem no parque da Juventude

A garça maluquinha.


Estamos no parque Luis Latorre, vulgarmente conhecido como parque da Juventude. Em volta da lagoa tem uma pocinha cercada utilizada para a garotada se refrescar e fazerem brincadeiras.

Eu e o formiguinha as vezes vamos pilotar a lancha Speedy, onde aproveitamos para passar bons bocados e dia desses estávamos ali, quando surgiu uma garça, o animal esta tão domesticado que não tem medo dos humanos e fica por ali de boa, a espera de algum alimento.


E eu aproveito para capturar estes momentos, filmando e fotografando a maluquinha da garça.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Passeando as margens do rio Tamanduatei

Avenida do Estado e o mercado municipal


No ultimo dia do ano, uma volta pelo centro velho de Sao Paulo vendo o Rio Tamanduatei, o mercado municipal e os velhos prédios que fizeram a historia do centro velho de Sao Paulo.

Aproveitando para contar ao formiga velhas historias de outros tempos.


Foram bons anos que passei no centro, andando por estas ruas e aproveitei esta passagem para relembrar velhas historias, Vendo as evoluções, novas construções, demolições das antigas. O antigo quartel abandonado... o palácio das industrial uma vez abandonado, depois reformado , outra vez abandonado e agora um museu.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

 


Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch

Meu segundo ano de volta ao Brasil foi 2015. Se 2013 tinha sido o alerta e 2014 a entrada em produção sem homologação, 2015 foi o momento em que alguém tentou desesperadamente dar rollback — só para descobrir que o backup estava corrompido. Para quem passou doze anos na Europa, acostumado a ambientes onde crise vem com manual, plano e cronograma, 2015 foi o choque definitivo: o Brasil não estava em crise econômica apenas. Estava em crise de confiança no sistema.

Economia: quando o desempenho cai de uma vez só

Em 2015, a economia deixou de fingir. O consumo travou, o crédito sumiu, o desemprego começou a aparecer de verdade. Foi como ver um sistema que rodava no limite finalmente estourar o SLA. Quem tinha reserva se encolheu, quem não tinha entrou em modo sobrevivência.

Na Europa, recessão costuma ser previsível: gráficos, avisos, pacotes de ajuste. No Brasil, ela chegou como crash. Empresas fecharam do dia para a noite, projetos foram congelados sem explicação, e a sensação geral era de chão sumindo sob os pés.

Como ex-imigrante, foi impossível não comparar: lá fora, quando o sistema falha, assume-se a falha. Aqui, cada operador culpava o outro enquanto o usuário final via o salário encolher e o futuro evaporar.

Sociedade: o país em deadlock

Socialmente, 2015 foi um ano de deadlock. Ninguém cedia, ninguém confiava, ninguém escutava. O clima era de confronto permanente — nas ruas, na imprensa, nas redes sociais, nas mesas de bar. Para quem voltou esperando reconstruir laços, foi um ano duro.

Na Europa, divergência política raramente rompe relações pessoais. No Brasil de 2015, rompeu. Vi amizades de décadas sendo suspensas, famílias evitando certos assuntos para não travar a convivência. Era como um sistema em que dois processos se bloqueiam mutuamente, esperando que o outro libere o recurso que nunca vem.

Cultura: o fim da ilusão de estabilidade

Culturalmente, 2015 marcou o fim de uma fantasia: a de que o Brasil tinha encontrado um caminho estável. O discurso otimista virou ruído. O humor ficou mais ácido, o entretenimento mais escapista, a arte mais política — ou mais desesperada.

Para quem viveu na Europa, ficou claro: quando a confiança institucional cai, a cultura vira espaço de catarse. Séries, músicas, textos e piadas começaram a refletir um país cansado de promessas. O improviso, antes celebrado, passou a ser visto como sintoma de abandono.

O brasileiro percebeu algo doloroso: criatividade não substitui estrutura.

População: medo, adaptação e fadiga

O povo em 2015 não estava mais apenas irritado. Estava com medo. Medo de perder o emprego, de não conseguir pagar contas, de descer alguns degraus na escada social. Para quem voltou de fora, foi chocante perceber como a insegurança se espalhou rápido.

Mas, como sempre, houve adaptação. Gente voltando a morar com a família, fazendo bicos, criando negócios improvisados, reinventando-se na marra. Vi uma resiliência que impressiona qualquer europeu — mas também uma exaustão que não aparece nas estatísticas.

O brasileiro aguenta muito. E isso, paradoxalmente, é parte do problema.

Segundo ano pós-retorno: o ajuste interno

No meu segundo ano de volta, entendi que retornar não era apenas geográfico. Era emocional e cultural. Em 2015, parei de comparar o Brasil com a Europa como quem espera equivalência. Passei a enxergar o Brasil como um sistema próprio, com lógica interna, cheia de exceções, patches improvisados e regras não documentadas.

Aprendi que aqui, sobreviver exige leitura de ambiente, não só competência técnica. Que seguir o manual nem sempre garante estabilidade. E que o custo psicológico de viver em um sistema instável é alto, mesmo para quem já viveu fora.

Epílogo: lição de mainframe

2015 ensinou uma lição clássica de ambientes críticos:
não existe rollback sem backup confiável.

O Brasil tentou voltar atrás, corrigir rotas, ajustar parâmetros — mas descobriu tarde demais que tinha ignorado alertas por anos. O sistema continuou rodando, porque sempre roda. Mas agora com perda de dados, falhas intermitentes e operadores exaustos.

No fim daquele ano, como ex-imigrante definitivamente reabsorvido pelo ambiente, eu já sabia:
o Brasil não estava mais em fase de ajuste fino.
Estava em modo recovery
sem certeza se o sistema voltaria exatamente como antes.

E todo operador veterano sabe: depois de um crash desses, nada volta igual.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Formiguinha nadador...

Os benefícios de colocar uma criança na natação.

O formiguinha adora uma piscina e com esse calor, aproveitamos o dia para visitar os primos de Atibaia, saímos cedo de casa e para alegria do formiga, a aguar estava uma delicia.


O malandrinho após um ano de natação esta um craque, muito audacioso dando excelentes braçadas para la e para ca, confia nos braços e se aventura para experimentar o fundo.

Recomendo que quem puder coloque seu filho na natação, os benefícios valem a pena.